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Defexpo 2018: Goa Shipyard Limited (GSL) e o Naval Group intensificam cooperação

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A assinatura do acordo ocorreu na DEFEXPO em Chennai, na presença do contra-almirante Shekhar Mital, representando a GSL e François Dupont, representando o Naval Group

A GSL, um dos principais estaleiros indianos da Defesa (Public Sector Undertaking – PSU), junto com o Naval Group, líder na indústria naval de defesa da França, assinaram uma “Carta de Intenções” no dia 12 de abril de 2018 no intuito de expandirem sua colaboração no campo do projeto e produção de todos os simuladores em terra para o projeto dos submarinos Scorpene indianos e também para os demais requerimentos futuros da Marinha da Índia para simuladores avançados.

Uma cooperação industrial de sucesso na Índia

Alinhados com o programa governamental ‘Make In India’, estes simuladores preveem um significativo percentual de conteúdo industrial local. As duas empresas já haviam assinado Memorandos de Entendimento anteriormente (Memorandum of Understanding – MoU) sendo o último em 17 de outubro cobrindo simuladores do Sistema de Gerenciamento de Combate dos submarino (Combat Management System – CMS). As duas organizações já haviam colaborado anteriormente ao redor de projetos futuros incluindo simuladores avançados para o Sistema de Gerenciamento Integrado da Plataforma (Integrated Platform Management System – IPMS) e na Torre de Treinamento de Abandono de Submarinos (Submarine Escape Training Tower – SETT). Com esta renovada cooperação com o Naval Group, o GSL terá condições de ofertar um conjunto completo de simuladores, incluindo simuladores 3D para as distintas plataformas futuras (incluindo o program de submarinos) da Indian Navy.

Nesta ocasião, o Contra Almirante Shekhar Mital, Chairman e Managing Director (Presidente) do GSL disse, “Seguindo adiante com a Visão do programa ‘Make In India’ e atraindo tecnologias no estado-da-arte para a Índia, nós conseguimos expandir a abrangência da diversificação futura apoiados na força do nosso parceiro de longa data Naval Group da France passando agora a fabricar uma série de simuladores para os submarinos Scorpene da Indian Navy. Isso ocorrerá em adição a uma variedade de simuladores baseados em terra (Land Based Simulators) como o Simulador de Controle de Avarias (Damage Control Simulator), o Simulador de Combate a Incêndios (Fire Fighting Simulator) e o Simulador Nuclear, Biológico e Químico que o GSL projetou e forneceu para a Mariinha da Índia anteriormente.”.

Compartilhando a satisfação com esta parceria, François Dupont, o Diretor do Departamento de Comercio Internacional (Director of the International Trade Department) do Naval Group adicionou, “O comprometimento do Naval Group com o programa ‘Make in India’ é reforçado através desta parceria de valor agregado ao mesmo tempo em que oferecemos a mais moderna geração de simuladores avançados que beneficiarão o treinamento futuro dos ambiciosos e autônomos tripulantes  da Indian Navy.“

Simuladores Avançados e de Alta Tecnologia para as marinhas do mundo

O Naval Group considera o treinamento um dos aspectos-chave dos ativos de construção e operações navais. Em alinhamento com isso, o Naval Group desenvolve seus próprios simuladores. O objetivo sendo atender de uma forma prática e pragmáticas necessidades das tripulações no ambiente operacional. O emprego de simuladores permite que as marinhas preparem suas tripulações para as situações mais extremadas. O Naval Group fornece o simulador tático, uma reprodução exata do compartimento de controle do submarino Scorpene®, e um simulador de segurança de mergulho instalado sobre uma plataforma móvel. O Naval Group também propõe soluções para o treinamento de tripulantes para a operação de navios (fragatas FREMM, navios de projeção de força e de comando, corvetas Gowind®, etc.) sem que seja pra isso necessário imobilizar navios reais. Em paralelo, para operações, o simulador tático é capaz de reproduzir a interação de mais de 100 estações de operador para cerca de 20 navios.

Compromisso com o programa “Make in India” para a Indian Navy

Além de ser um dos principais estaleiros indianos, o GSL exibe uma paixão pela diversificação. O estaleiro já havia exitosamente expandido seus negócios na direção do segmento dos simuladores entre outros. Atualmente eles projetam, constroem e instalam simuladores para variados projetos indianos e internacionais.

Quando a Indian Navy buscou simuladores para os submarinos da classe P75 Scorpene, em construção pelo estaleiro Mazagon Dock and Shipbuilders Limited (MDL), o Naval Group e o GSL encontraram a sinergia correta para poderem trabalhar juntos. Juntos ofertaram à Marinha da Índia simuladores avançados que incluem no seu processo de produção o máximo de conteúdo local.  Esta relação foi formalizada através de diversos Memorandos de Entendimento e se encontra atualmente sendo estendida através de futurísticos simuladores 3D.

Simulador de navio da Marinha Francesa produzido pelo Naval Group. Nas imagens, a tripulação treina contra ameaças assimétricas

Simulador 3D: Ship Inside

O simulador 3D do Naval Group é conhecido como “Ship Inside” e é apontado para a formação de novos membros da tripulação, instrutores e times de manutenção baseados em terra. Este produto objetiva a familiarização de tripulantes com seu novo navio (espaços laborais, camarotes, sistemas equipamentos e armas).

Quando navio se encontra indisponível (em construção ou em períodos de manutenção), este software para visualização imersivo e interativo permite a cada membro da tripulação obter seu primeiro contato com o seu futuro ambiente a bordo.

Cada tripulante poderá se localizar física e funcionalmente dentro da plataforma e de seu equipamento graças ao simulador 3D.

As características únicas chaves deste produto (Key USPs) são sua simulação interativa, equipamentos de realidade virtual que permitem uma experiência de imersão, adaptabilidade a qualquer sistema, baseado em tecnologia de hardware COTS, e em um treinamento multi-configuração. O sistema é adaptado igualmente aos submarinos e aos navios de superfície.

OPV INS Saryu da Marinha Indiana, construído pelo Goa Shipyard Limited

Sobre o GSL

GSL está na ponta da de lança na Índia da construção naval military tendo realizado o projeto e a construção de mais de 200 navios e 160 barcos até agora para a Indian Navy, Indian Coast Guard e para países amigos. Reconhecido por suas entregas no prazo e por seus produtos de qualidade, o estaleiro demonstrou um crescimento exponencial nos últimos quatro anos. O estaleiro exibiu um desempenho sem paralelo na indústria de construção naval Indiana ao entregar mais de 23 navios ao longo dos últimos quatro anos, todos antes do prazo contratado, totalizando uma tonelagem bruta de 32,000 toneladas, com 12,000 toneladas apenas no ano fiscal 2017-2018, o mais alto da indústria.

Acompanhando a iniciativa ‘Make In India’ do Ministério da Defesa (MoD) e do Governo da Índia, o GSL exitosamente diversificou suas atividades em direção a vários produtos que são sinônimos da indústria de construção naval conseguindo, ainda, um marcante incremento no conteúdo local de seus produtos. Um destes campos onde o GSL se destacou é na área de simuladores, vários dos quais se encontrando em uso pela Marinha da Índia já há bastante tempo. Na realidade todos os simuladores de controle de avarias da Marinha da Índia foram projetados e construídos pelo GSL. Além dos Simuladores de Controle de Avarias, a instalação de testes em terra o (Shore Based Test Facility – SBTF), a Instalação de de Treinamento Nuclear Biological e Química (Chemical Nuclear Biological Chemical Training Facility – NBCTF) e a Instalação de Treinamento de Sobrevivência no Mar (Survival at Sea Training Facility – SSTF) também foram exitosamente projetados e entregues  pelo estaleiro Goa.

Sobre o Naval Group

O Naval Group é um dos líderes europeus na área da defesa naval. Como uma companhia internacional de alta tecnologia, o Naval Group emprega seu extraordinário know-how, recursos industriais únicos e sua capacidade de construir inovadoras parcerias estratégicas para atender aos requerimentos de seus clientes. O grupo projeta, constrói e dá apoio à operação de submarinos e navios de superfície. Ele também fornece serviços a estaleiros e bases navais. Adicionalmente, o grupo oferece uma ampla variedade de soluções para energias renováveis ligadas ao ambiente marítimo. Preocupado com a sua responsabilidade social corporativa, o Naval Group segue os preceitos do United Nations Global Compact. O grupo produziu receitas na ordem de €3.7 bilhões com uma força de trabalho com 13,429 colaboradores (dados de 2017).

DIVULGAÇÃO:  Naval Group

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Mauricio R.Luiz Floriano AlvesAlfredo AraujoAlexNilson Recent comment authors
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Glober J F Knuth
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Glober J F Knuth

Enquanto os indianos buscam a construção local, o Brasil abre mão de conteúdo local em seus estaleiros.

Nilson
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Nilson

Não entendi seu comentário, pois no ProSub e no Projeto Tamandaré, a construção é toda prevista em estaleiro nacional, já é uma bela ajuda por parte da Marinha. No tocante aos estaleiros civis, ficou claro que o conteúdo local ainda é muito caro, o que gera dificuldade para que os empresários comprem produtos nacionais, pois os estrangeiros são bem mais baratos. E empresa não pode rasgar dinheiro, senão tem prejuízo.

Alex
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Alex

Perfeito Nilson!

Alfredo Araujo
Visitante
Alfredo Araujo

Não entendeu o comentário dele ? Não precisa entender !
É o tipo de pessoa q não está interessada em discutir o objeto do post. Só quer um oportunidade p reclamar !
Ignorar é o melhor remédio.

Luiz Floriano Alves
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Luiz Floriano Alves

A India está em patamar bem mais adiantado do que o Brasil. Um pais que já desenvolveu tecnologias de ponta pode perfitamente produzir seus barcos com alto indice de nacionalização. Nem sempre o conteúdo local é bom negócio. Se a TT e os gastos com R&D são elevados, não compensa. Nós já aprendemos isso com diversos projetos governamentais. Normaalmente TT é pretexto para explicar custos elevados. Vejam o exemplo da China: não gastam recursos com TT fazem Engenharia /reversa. Eufemismo para cópia.

Mauricio R.
Visitante

A China praticamente sustentou a BID russa após a implosão da URSS, então muito do que se vê hoje é conhecimento e capacitação adquiridos naquela época e que com o tempo foram melhorados.
Além do que se não há uma considerável compreensão da tecnologia, não há como ser bem sucedido fazendo engenharia reversa.