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Rússia vai modernizar 32 mísseis antinavio Kh-22

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Bombardeiro Tu-22M3 lançando um míssil antinavio Kh-22
Bombardeiro Tu-22M3 lançando um míssil antinavio Kh-22

O Ministério da Defesa da Rússia decidiu tornar os mísseis Raduga Kh-22 (AS-4 ‘Kitchen’) operacionais novamente. Eles têm sido a principal arma dos bombardeiros supersônicos Tu-22M3 por um longo tempo, mas foram desativados no início dos anos 2000.

Agora foi decidido aceitar os mísseis restantes de volta ao serviço. Especialistas disseram que uma atualização os tornará equivalentes aos últimos mísseis de cruzeiro Kh-32, considerados invulneráveis ​​contra a defesa aérea e jatos de combate inimigos, escreveu o diário Izvestia.

O Ministério da Defesa disse ao jornal que 32 mísseis Kh-22 serão atualizados em três anos. O custo é estimado em 300 milhões de rublos. O Raduga Design Bureau da Tactical Missiles Corporation projetou o Kh-22. Perto de 3.000 mísseis de várias versões foram produzidos, para diferentes missões. Pode ter uma carga normal de fragmentação altamente explosiva ou uma ogiva nuclear.

O míssil de cruzeiro foi projetado para destruir navios de guerra, radares e instalações estratégicas fortificadas (bases militares, pontes, usinas elétricas) do adversário.

Uma profunda modernização do Kh-22 substituirá o elemento base da arma. As capacidades do míssil serão comparáveis ​​aos modernos Kh-32, disse o especialista Alexey Leonkov. “As características da munição atualizada superarão consideravelmente o míssil original. O Kh-22 modernizado terá um motor mais potente, uma ogiva menor e tanques de combustível maiores. Aumentará o alcance quase duas vezes, alcançando 1.000 quilômetros”, disse.

Leonkov disse também que o míssil terá um novo radar de alvo inercial resistente a interferência (jamming), com ajuste controlado por rádio de acordo com o relevo do terreno. O piloto automático será substituído por controles mais atualizados. O míssil modernizado é destinado para operações em ambientes de defesa aérea densa e mísseis.

Tu-22M Backfire com um míssil Raduga Kh-22
Tu-22M Backfire com um míssil Raduga Kh-22 na barriga

O projeto Kh-32 começou no início dos anos 90 e os primeiros lançamentos foram realizados em meados dos anos 2000. A velocidade do míssil é em torno de 5.000 km/h. Ele pode ser disparado de qualquer altitude e vai a grandes distâncias contra alvos de área e de ponto. O bombardeiro Tu-22M3 é o principal transportador do míssil.

A combinação de velocidade e trajetória imprevisível torna o míssil invulnerável para armas antiaéreas e caças. O motor arranca após o lançamento da aeronave e logo após o  Kh-32 ascende imediatamente e entra na estratosfera. O motor muda para regime de cruzeiro depois que o míssil atinge a velocidade atribuída. No estágio final, ele tenta atacar o alvo a uma velocidade hipersônica, escreve o Izvestia.

Tu-22M Backfire com três mísseis Kh-22
Tu-22M Backfire com três mísseis Kh-22

FONTE: TASS

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elton
elton
2 anos atrás

e eu pensava que a coisa aqui tava feia….os caras vão ressusitar misseis descartados que tavam jogados em algum galpão cheio de poeira….esses russos…

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
Reply to  elton
2 anos atrás

Amigo, não subestime esses mísseis! Lembre que a maioria dos armamentos que estão em todas forças armadas mundo a fora, é das décadas de 80/90!

Altair Marques
Altair Marques
2 anos atrás

Nossa, como ele é grande….na primeiro foto da para ter uma noção das dimensões “desproporcionais”…

Eduardo von Tongel
Reply to  Altair Marques
2 anos atrás

Quanto será que pesa?

Helio Eduardo
Helio Eduardo
2 anos atrás

Não fico desqualificando os russos como, de praxe, muitos fazem, mas dessa fez fiquei na dúvida: se vão trocar radar, motor, tanque de combustível, ogiva, parte elétrica,….. não seria um míssil novo! Parece mais é “licença poética” para justificar gasto: “não camarada, não são novos mísseis, estamos reaproveitando mísseis antigos!”

No mais, alguém pode me explicar o que são aquelas protuberâncias abaixo da asa esquerda, na entrada de ar, do Tu-22 da primeira foto? Equipamentos de medição?

Rui Chapéu
Rui Chapéu
Reply to  Helio Eduardo
2 anos atrás

Provavelmente igual fizeram com o Super Hornet… quer seria apenas uma modificação porém era um avião novo, apenas para dar um drible na parte burocrática.

Helio Eduardo
Helio Eduardo
Reply to  Rui Chapéu
2 anos atrás

Touché

Helio Eduardo
Helio Eduardo
2 anos atrás

p.s. Segunda foto, do Tu-22M com 3 mísseis Kh-22… será meu wallpaper de hoje!

Parabéns aos editores pela escolha!!!!!!

Fernandes
Fernandes
2 anos atrás

Kh-22 ou Kh-32, não importa. No mundo atual e no futuro próximo, é disso que necessitamos para a nossa defesa marítima. Mísseis e vetores similares ou equivalentes a estes são intimidadores e tem o poder de manter esquadras hostis longe.

Gaineth
Gaineth
2 anos atrás

Essas fotos me fez lembrar daqueles peixinhos que fazem a limpeza grudados nos tubarões! 🙂

Robson
2 anos atrás

Uma criança dessa consegue afundar um porta aviões americano ou seriam necessários mais misseis??

DM Filho
DM Filho
Reply to  Alexandre Galante
2 anos atrás

Assim como “Caçada ao Outubro Vermelho” outro grande filme baseado em obra do Tom Clancy

Bosco
Bosco
Reply to  Alexandre Galante
2 anos atrás

A “licença poética” desse filme foi bem grande. rss
Os Phalanx não servem pra nada nesse caso. Os AS-4 seriam interceptados pelos Phoenix e pelos Standards.

DM Filho
DM Filho
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Bosco,

Você comentou com bastante certeza que os AS-4 seriam interceptados pelos Phoenix e Standards.

Eu sei que um NAe americano deve ser um dos “alvos” mais bem defendidos da Terra, mas mesmo numa situação dessa, de 6 a 8 mísseis lançados, não é relativamente provável que 1 ou 2 sejam bem sucedidos?

Bosco
Bosco
Reply to  DM Filho
2 anos atrás

DM, Vou reescrever meu comentário: “As armas indicadas para se contrapor à ameaça representada pelos AS-4 seriam os mísseis Phoenix e os mísseis Standards. ” Em relação às táticas soviéticas na época da Guerra Fria, mostrada no filme indica pelo Galante, era o ataque simultâneo de 12 Backfires (Tu-22) armados cada um com 2 a 3 AS-4 somando um total de 24 a 36 mísseis. Os soviéticos acreditavam que esse pacote de ataque lograria sucesso em atingir um porta-aviões e os americanos esperavam poder utilizar sua tática de defesa em camadas para não serem atingidos. Em relação à minha opinião,… Read more »

Marcelo
Marcelo
Reply to  DM Filho
2 anos atrás

Meio off-topic, mas na década de 90 tinha um simulador de computador chamado ‘Harpoon’ que era excelente. Não sei se algum de vcs jogou, mas ele tinha um grande número de missões no GIUK-gap para se jogar e você podia escolher se jogava do lado da Otan ou dos russos. Confesso q era muito mais divertido jogar com os russos e fazer um ataque de saturação com backfires combinados com um grupo de SSGNs Oscar… 🙂

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Mestre Bosco…

Mas no caso do filme, que eu me lembre, o CV foi pego de surpresa… Não era uma situação de guerra, onde os E2 e PACs de F-14 (no caso do filme) estariam fazendo PAC’s… além das escoltas alertas.
Como as duas recentes colisões de DDG’s americanos nos elucidou, eles não ficam “rastreando” o tempo todo…
Ou eu estou errado ? rs

DM Filho
DM Filho
Reply to  Alfredo Araujo
2 anos atrás

O Bosco realmente falou tudo quando disse: os russos teriam dificuldade em se aproximar e lançar os mísseis.

Apesar de todas as escoltas com Phoenix e Standarts, e mesmo os Phalanx numa situação final, muito provavelmente a sobrevivência do Nae é decidida relativamente distante dali num grande combate aéreo.

Groo_SP
Groo_SP
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Por que os Phalanx não engajariam os AS-4 remanescentes?

Helio Eduardo
Helio Eduardo
Reply to  Alexandre Galante
2 anos atrás

Sim Galante, é uma cena e tanto. Aliás, pelo que li em sites de cinema, no livro o NAe vai à pique, mas no filme houve certa liberdade para que nao “afundassem” um…. De toda a sorte, a cena, como disse o Bosco, está recheada de “liberdades” pois a situação politica no filme ja era complicada o bastante para um NAe dos EUA estar navegando sem escolta e sem PAC e cobertura de um aviao radar. Afinal, os EUA haviam sido “atacados” por uma arma nuclear . Na vida real, ouso dizer que o ataque, na forma como foi feito,… Read more »

Renato B.
Renato B.
Reply to  Robson
1 ano atrás

No caso do “Soma de Todos os Medos” sempre imaginei que o Porta-aviões estaria com um nível de alerta mais baixo, despreparado para um ataque em larga escala. A surpresa é sempre a melhor arma.

De qualquer modo, não seria preciso afundar um porta-aviões. Se ele perde a capacidade de lançar aeronaves toda a força-tarefa vai para a defensiva e provavelmente se retrai. Afinal, nesse cenário a “camada principal” da defesa teria caído. Não iriam arriscar perder tudo num ataque posterior.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

O que acho curioso é o abuso do adjetivo “invulnerável”.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Quem ganha a disputa entre os mísseis ar-sup “invulneráveis” russos contra os sup-ar “pega-tudo” dos mesmos? É mais uma disputa onde não podem haver vencedores, ao melhor estilo facas guinsu 2000 x meias vivarina 🙂

Bosco
Bosco
Reply to  Marcelo
2 anos atrás

Nunca li nada acerca das armas americanas serem “absolutas” ou “divinas”.

Hélio
Hélio
Reply to  Bosco
2 anos atrás

E os aviões ~invisíveis a radar~?

Bosco
Bosco
Reply to  Hélio
2 anos atrás

Não me lembro de ter visto o uso desses adjetivos relativos a nada dos americanos, inclusive dos aviões stealths. Geralmente os artigos referentes a equipamentos ocidentais dizem o que o “equipamento” promete fazer mas não faz referência direta às potencialidades do inimigo. Você dizer que tem um “bombardeiro stealth capaz de penetrar os mais modernos sistemas antiaéreos” é muito diferente de você dizer que tem um “bombardeiro stealth impossível de ser detectado e interceptado”. Mas isso tudo é besteira. Estou procurando cabelo em ovo!! Deixa os russos fazerem a propaganda deles do jeito que bem entendem. Um abraço.

neide
neide
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Bosco, é impossível interceptar um míssil em voo super-sônico, porque o atrito com o ar, gera uma formação de plasma na fuselagem do míssil impedindo que o sinal do radar consiga alcançar a fuselagem do mesmo.
A unica forma de destruí-lo é através de lazer.

Bosco
Bosco
Reply to  neide
2 anos atrás

Neide, O fenômeno do “blackout de reentrada” por conta da ionização dos gases ao redor se dá entre 80 km e 50 km de altitude em velocidades da ordem de 5 a 8 km/s e é relativo aos veículos espacias que usam o atrito com a atmosfera para reduzir sua velocidade, trocando energia cinética por térmica. Esse processo leva uns 15 minutos. Em relação aos veículos de reentrada de mísseis balísticos ou mísseis hipersônicos não existe essa troca de velocidade por calor. Uma ogiva de reentrada tem forma de modo a reduzir o arrasto e trespassa a atmosfera em poucos… Read more »

Munhoz
Munhoz
2 anos atrás

O que ficou em duvida é se eles vão modernizar uma carcaça de um míssil parado a 17 anos ?

Ou vão construir um novo míssil baseado naquele modelo ?

Ricardo Santos
2 anos atrás

O que a Russia nunca quis declarar é que seu “Invulnerável” Kh-32 era, apesar de seu ganho de desempenho, apenas uma repotencialização dos seus Kh-22! Pura propaganda! Seria como uma versão do antigo, vendida, por causa de suas novas características, como um vetor totalmente novo! Se não vier com o rótulo de “Invulnerável” não faz parte da nova safra russa! Por isso do abuso! rs

MGNVS
MGNVS
2 anos atrás

Esse aviao russo parece um grande tubarao branco.
A ultima imagem é realmente belissima.

Bosco
Bosco
2 anos atrás

A bem da verdade o AS-4 (Kh-22) e o Kh-32 não são , a rigor, mísseis de cruzeiro. Um míssil de cruzeiro é capaz de voo propulsado do ponto de lançamento ao ponto de impacto. Um AS-4 é lançado, aciona o motor foguete líquido, sobe à altitude de cruzeiro (22 km) e quando termina o combustível ele mergulha sobre o alvo numa trajetória controlada. Talvez ele até possa se comportar como um míssil de cruzeiro contra alvos mais próximos, mas nas distâncias limites, que é o usual, ele se comporta como um míssil semibalístico. Mas isso é só de curiosidade… Read more »

carcara_br
carcara_br
2 anos atrás

A última foto provavelmente é simulador….
O míssil possui características semelhantes ao kinzhal, pode não ser “invulnerável” mas certamente é de interceptação bem complicada, não ficaria confortável estando no alcance de um destes…

Bosco
Bosco
Reply to  carcara_br
2 anos atrás

Concordo plenamente!
Na verdade ninguém ficaria confortável dentro de um porta-aviões americano sob ataque de qualquer natureza. Com certeza até uma onde de A-4 argentinos armados com bombas burras vai deixar muita gente cortando agulha, ainda mais o ataque simultâneo de mísseis Kh-32 ou Kh-22.

Munhoz
Munhoz
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Na verdade a ideia básica de um porta aviões é ser uma base aérea em movimento constante. O que ocorre é que se um submarino, um caça ou um míssil tentar seguir um porta aviões com a sua escolta é uma situação (onde o porta aviões ou até um solitária fragata leva uma certa vantagem), agora se o meio de ataque conseguir traçar e definir a rota do porta aviões ou de uma solitária fragata, esse meio de ataque acaba ficando com varias opções de aproximação, onde a defesa do navio ou grupo tem que enfrentar uma situação mais difícil.… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Munhoz
2 anos atrás

Os porta aviões americanos compõem os 61 estados dos EUA.
Independente da relevância ou não dos porta-aviões americanos para os EUA, fato é que se armas nucleares forem utilizadas em qualquer situação, terão resposta no mínimo equivalente.
O opção pelo emprego de armas nucleares é uma linha que não deve ser ultrapassada.

Bosco
Bosco
Reply to  Munhoz
2 anos atrás

Munhoz, Os americanos têm “mísseis alvos” que simulam mísseis verdadeiros em todas as suas características, com exceção do estresse de um combate real. Há até um navio que é um alvo real utilizado como banco de testes de mísseis de defesa antiaérea. Ele é controlado remotamente para o caso da defesa não funcionar e ele ser atingido. Não me lembro o nome do navio mas vou procurar e posto depois. O problema criado por um alvo móvel (50 km/h) que levanta uma proteção em torno de mais de 500 km ao redor é impossibilitar ou pelo menos,dificultar muito, a chamada… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Mesmo imaginando um míssil hipersônico convergindo a Mach 10 (3 km/s) contra um navio protegido pelo RAM, ele poderá ser interceptado a 9 km do navio, faltando 3 segundos para o impacto. Se o navio tiver o RAM Block 2, a interceptação se dará a 5 segundos do impacto. Se a interceptação for feita por um ESSM a 30 km do navio, ela se dará a 10 segundos do impacto. Um Phalanx é capaz de interceptar um míssil subsônico a 3 segundos do impacto e um supersônico (Mach 3) a 1 segundo do impacto. Parece pouco, mas um sistema de… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Bosco…
.
sei de cabeça…trata-se do “Paul Foster” que pertenceu a classe “Spruance” .

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Valeu!

neide
neide
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Qual foi o dia que um navio dos EUA ou da Inglaterra conseguiu abater algum míssil anti-navio ?!?!?
Até recentemente um míssil anti-navio chines disparado pelos iemenitas, atingiu um navio americano arrendado pela A Arabia Saudita.
Os sistemas ultramodernos do navio, não conseguiu identificar a aproximação do míssil.

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Neide,
O que se sabe é que um Arleigh Burke americano (USS Mason) conseguiu se defender de dois mísseis antinavios de fabricação chinesa.
No processo ele utilizou mísseis Standards e despistadores Nulka.

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Neide,
Realmente o navio HSV-2 Swift foi atingido mas não era dotado de armamento defensivo e nem estava sendo escoltado.

Groo_SP
Groo_SP
Reply to  Bosco
2 anos atrás

25/02/91

Munhoz
Munhoz
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Todo este sistema defensivo de um um grupo de batalha pode ser efetivo ou não só iriamos saber se ocorresse um conflito, de resto tudo é propaganda com os russos exagerando um pouco mais. O que vc acrescentou na minha ponderação é que um porta aviões teria ainda o fator operacional de sua ala aérea num eventual conflito (onde a condição climática e de disponibilidade poderia afetar por exemplo) . Como exemplo de uma condição de ataque podemos citar um míssil Kh 32 equipado com um dispositivo EPM podendo ser acionado ainda a uma certa distancia o do grupo de… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Munhoz, Os navios de uma força tarefa são “endurecidos” contra EMP num grau que não sabemos. Se um míssil convencional com ogiva EMP for utilizado é incerto o grau de comprometimento que ele irá gerar. Pode até ser que não seja efetivo de modo algum. E mesmo havendo um míssil hipersônico que leve a ogiva EMP, ela terá que chegar intacta ao pondo de detonação. Diferente de um EMP nuclear que detona na alta atmosfera e seus efeitos se estendem a grandes distâncias, um EMP convencional tem curto alcance e praticamente terá que ter um pra cada navio e sua… Read more »

Munhoz
Munhoz
Reply to  Munhoz
2 anos atrás

Para um míssil sub sônico stealth voando baixo só vai restar a defesa de ponto.

Flight
Flight
Reply to  Bosco
2 anos atrás

Bosco,
Desculpe a ignorância, mas um míssil que dizem ser o top das galáxias “No estágio final, ele tenta atacar o alvo a uma velocidade hipersônica, escreve o Izvestia.”, ele tenta? Ele não é bem orientado para que acerte o alvo? Fiquei intrigado com essa parte da frase.

Marco Passamani
Marco Passamani
2 anos atrás

Atualização de 32?! Oxe! Se fosse aqui… FAB vai modernizar 32 ST. Imagina os comentários. Compramos 36 aeronaves de combate e muitos se queixam que é pouco, mas aplaudem atualização de 32 mísseis. Vai entender. A ideologia atrapalha demais o nível dos debates.

Renato de Mello Machado
Renato de Mello Machado
Reply to  Marco Passamani
2 anos atrás

Mas é pouco mesmo, falta uma reserva.36 aeronaves de combate pelo tamanho e importância de nosso país. E levando em consideração revisões, pequenas manutenções e ou outras indisponibilidades que mesmo a aeronave sendo zero, tenha de fazer.

Pedro Coutinho
Pedro Coutinho
2 anos atrás

O nível de debate aqui é muito bom ! Aprendi bastante !

Nilson
Nilson
2 anos atrás

Bosco 19 de Maio de 2018 at 11:44 Ótima explicação sobre como funciona a defesa de uma força-tarefa nucleada em NAe. Parece-me que as defesas A2/D2, com mísseis anti navio e submarinos, geram uma grande preocupação para essa força tarefa. Ou seja, ao se desenvolver mísseis anti navio cada vez mais potentes, fica clara a intenção não de necessariamente derrotar uma força tarefa, mas deixá-la cada vez mais preocupada com sua auto defesa, o que numa situação real implicaria em diminuir sua capacidade de ataque, pois os recursos são finitos. Além de mantê-la à distância, gerando um impasse, pois existe… Read more »

Luiz Trindade
Luiz Trindade
2 anos atrás

A verdade nua e crua é que fazemos comentários baseados em dados fornecidos por um dos lados que detém dos porta-aviões. Um dia se viermos descobrir se tais misséis russos poderiam atingir um porta-aviões norte-americanos ou não, será uma das últimas notícias que ouviremos pois depois disso virá a prática da dissuação nuclear de ambos os lados e não sobrará muita coisa não!

ScudB
ScudB
2 anos atrás

Srs! Questão da quantidade é simples de responder : os Kh-22 modernizados são destinados para os Tu-22M3(que são poucos e nao podem carregar Kh-32). Basicamente so por causa disso. Com os Kh-32 eles estão equipando os Tu-22M3M! Por tanto , este numero representa certa compatibilidade com numero dos portadores. A outra. Tipicamente (isso ja ate comentei por aqui) as forças soviéticas (russas) deveriam empregar de 70 a 100 mísseis anti-navio para destruir ou dissipar HUM(!) agrupamento de NAe com escolta sempre começando das primeiras unidades (da escolta) e empregando vários tipos de mísseis e torpedos ao mesmo tempo. Jamais foi… Read more »

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
2 anos atrás

Mais uma PHA (Putinian Hyper Arm), realmente os dias dos EUA estão contados… Vamos checar a fonte: O Izvestia (russo: Известия) é um jornal russo de alta circulação fundado em São Petersburgo no 1917. Era o Diário Oficial na União Soviética de 1917 até a dissolução da URSS, em 1991. Origem O jornal começou como o jornal dos Soviet de Petrogrado em 13 de março 1917 em Petrogrado. Inicialmente, o papel expressava o ponto de vista dos mencheviques e do Partido Socialista Revolucionário. Em agosto de 1917 mudou o título para Comité Executivo Central de Todas as Rússias e em… Read more »