quarta-feira, março 3, 2021

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Naval Group realiza testes com torpedo F21 lançado de submarino nuclear de ataque

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Torpedo F21
Torpedo F21

O Naval Group realizou um novo lançamento do torpedo F21 no âmbito do programa Artemis, liderado pela Agência Francesa de Aprovisionamento da Defesa (Direction Générale de l’Armement -DGA). A médio prazo, a DGA pretende equipar todos os submarinos da Marinha Francesa com este pesado torpedo, o mais eficiente da sua geração.

Este lançamento foi realizado no início de maio a partir de um submarino de ataque movido a energia nuclear (SSN). O F21 foi lançado sob a autoridade do DGA em uma linha acústica subaquática do DGA Missiles Testing na costa de Hyères.

“Este novo teste bem-sucedido de um submarino nuclear é parte do processo de qualificação do F21 e reforça nossa confiança na confiabilidade do torpedo, que está sujeito a um cenário de teste operacional particularmente exigente”, explica Damien Raby, diretor da unidade de negócios de Armas Subaquáticas do Naval Group. O F21 usado para o teste era idêntico ao torpedo de combate atualmente em produção, dos quais várias dezenas de unidades serão entregues à Marinha Francesa a partir de 2019.

O lançamento foi realizado de acordo com o procedimento e a comunicação com o lançador ficou operacional durante todo o exercício. Os dados gravados em tempo real deram uma visão completa de toda a missão, validando assim a realização de todos os objetivos.

Torpedo F21 sendo embarcado em um submarino
Torpedo F21 sendo embarcado em um submarino

Artémis, um programa inovador na área de torpedos pesados

O objetivo do programa F21 Torpedo é substituir o F17 por um torpedo de desempenho de nova geração, mais ágil, mais rápido, mais inteligente e mais operacional.

O torpedo pesado F21 foi projetado para neutralizar navios e submarinos inimigos. Com um alcance e velocidade excepcionais, o torpedo F21 está planejado para evoluir pelo fundo do mar, mas também e especialmente nas áreas costeiras muito ruidosas e muito densas no tráfego marítimo.

Com um poder computacional muito alto que lhe dá excepcional capacidade de processamento em tempo real, o torpedo F21 se beneficia de um avançado sistema de missão e maior autonomia. Essas características técnicas ampliam enormemente as possibilidades de emprego tático com excelente capacidade de discriminação de alvos, especialmente em ambientes difíceis.

O contrato inclui o desenvolvimento e entrega de uma centena de torpedos F21, bem como a sua integração nos submarinos franceses.

A Marinha do Brasil também selecionou o F21 para equipar seus submarinos.

Torpedo F21
Torpedo F21

Sobre o torpedo F21

O torpedo F21 é o único novo desenvolvimento do mundo na categoria de torpedos pesados. Possui características que excedem em muito todos os outros torpedos pesados ​​atualmente em serviço. Além de seus níveis excepcionais de desempenho, a inteligência tática a bordo torna esse torpedo um precursor do que os drones subaquáticos de amanhã poderiam ser.

DIVULGAÇÃO: Naval Group

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Mk48

Excelente notícia. A melhor parte é saber que vamos continuar com um torpedo de 1a linha.

Eduardo von Tongel

Vai equipar nossos futuros submarinos franceses?

Fernando "Nunão" De Martini
Mk48

Só tem um problema : Vou ter que mudar o meu nick para F21……rsrsrs

Saldanha da Gama

kkk kkkk kk esta foi boa! Mas o faça, assim teremos a certeza que estamos com o que há de melhor no mercado. abraços st4

Humberto

hahahaha.
Não não, mantenha Mk48.

Karl Bonfim

Esse negócio de ser guiado por fio não é meio antiquado?

Fernando "Nunão" De Martini

A guiagem por fio tem se mantido como padrão nos torpedos guiados, há décadas, mas não significa que seja algo antiquado, pelo contrário.

Atualizações sobre o alvo, a partir dos sensores do submarino, são enviadas pelo fio para o torpedo corrigir seu curso.

Mas na fase final o torpedo usa seus próprios sensores.

Marcelo Andrade

E ainda fica mais imune às contramedidas!

Bosco

Pode ser por fibra ótica também, como o DM2A4 alemão.
Só não pode ser por radiofrequência, que não se propaga na água por mais que alguns metros.

Andrigo

Somente uma curiosidade deste leigo, o fio tem em média qual comprimento? Ele é projetado para toda a trajetória do torpedo?

Fernando "Nunão" De Martini

Cada um tem o seu, conforme o alcance do torpedo.

Só um exemplo para você ver (se pesquisar por aí, vai achar outros), com foto para ter noção. O comprimento nesse modelo específico é de 26 km:

https://www.drdo.gov.in/drdo/English/index.jsp?pg=wiretorpedoes.jsp

Alex Nogueira

Nunão, sabe dizer se o fio é descartado no mar ou é recolhido depois da detonação do torpedo? Obrigado.

Fernando "Nunão" De Martini

Não sei, mas a lógica é que ele se parte e é descartado.

Luiz Floriano Alves

O importante é produzirmos torpedos próprios que sejam imunes a “virus” ou interferencias plantados nos seus sistemas originais. Neste ambiente de muita sofisticação para torna-lo mais inteligente se propicia a póssibilidade de colocar dispositivos que recebam comandos indesejados.

Mk48

Luiz Floriano,

O que você disse seria o ideal, mas ai caímos no velho problema brasileiro de não investir em pesquisa e tecnologia.

Mk48

Partindo da premissa que o SBR será equipado com o SUBTICS e com o torpedo F21, a pergunta que faço aos feras no assunto é a seguinte : Se e quando a MB resolver que o SBR também irá lançar mísseis, bastaria ela compra-los e usar ou seria necessário algum upgrade/modificação na configuração original do SBR , como por exemplo modificar os tubos de torpedos e/ou o SUBTICS ?

Luiz Monteiro

Prezado Mk48,

Os submarinos da Classe ‘Riachuelo’ e o Álvaro Alberto estarão aptos a disparar o SM-39 Exocet e poderão ser equipados com mísseis de cruzeiro.

Abraços

Mk48

Caro Luiz Monteiro,

Excelente. Não sabia que já iriam “sair da fábrica” com esta capacidade já instalada.

Obrigado.

Wilson Nobre

Não podemos esquecer do que ocorreu em 1982 quando a França teve que entregar os códigos dos mísseis franceses. O ideal é termos dois ou mais tipos de mísseis e desenvolver aqui no Brasil o nosso próprio dificultando as contras medidas e interferências políticas.

Mk48

Alguns dados sobre o F21 :

Weight 1.5 tonnes
Length 19.6 feet (6.0 m)
Diameter 21 inches (0.53 m)
Range 31 nautical miles (57 km)
Propulsion Electric, 2 propellors
Speed 50 knots (93 km/h)
Operational depth > 32 feet (9.8 m)
Mid-course guidance Wire-guided
Tracking Acoustic homing

Luiz Campos

Muitos dizem que o Brasil não investe em desenvolvimento tecnológico, eu discordo. Investimentos sim, mas os resultados sem pífios com raras exceções. O investimento tem que produzir resultados, tem que se pagar. Priorizar produtos que podem ser vendidos internamente e exportados para criar um círculo virtuoso, com os lucros sendo reinvestidos em novos produtos. Falta visão de mercado.

filipe

E cadê o TPN (Torpedo Pesado Nacional) da Mecraton? Será que será adaptado ao SBR e SNBR ? Poderá ser mais avançado do que o F21? Espero bem que sim.

Mk48

Prezado Filipe,

O projeto do TPN foi desenvolvido pela Mectron com transferência de tecnologia alemã.

Desde 2015 que não se tem notícias sobre o TPN.

Especulo que pelo fato da Mectron estar ligada a Odebrecht, e esta todos sabemos no que se envolveu, a coisa tenha desandado. Repito : Isso é pura especulação minha.

Abs.

filipe

OK, como mudamos de parceiro( Alemanha para a França) , se calhar o novo TPN vai ser uma versão nacionalizada do F-21.

willhorv

Acredito que seria melhor diversificar, investir em torpedos de diâmetro reduzido e torpedos com capacidade anti-torpedos.
Isto traria maior flexibilidade e modernidade aos nossos subs.

Luiz Floriano Alves

Se os ingleses optaram por utilizar um torpedo convencioanl, de trajetória reta a ainda afundaram o Belgrano, não vejo o porque não continuarmos fabricando estes torpedos convencionais, se já tinhamos essa capacidade. Sempre terá uma ocasião em que essa arma será de muita valia. Ainda considerando que as modernas baterias possibilitam que torpedos elétricos tenham um alcance bem maior. Parece uma arma de simples projeto: propulsão elétrica, guiagem por giroscópio mecânico acionado por ar comprimido, correção de nivel por Barton e cabeça de guerra com carga explosiva detonada por espoleta multipla de contato e retardo. A trajetória pode ser programada… Read more »

Mk48

Prezado Luiz Floriano, Como você citou em seu comentário , o comandante do HMS Conqueror decidiu-se por utilizar os velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, não só porque eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio, mas também porque levavam maior carga explosiva. O ano era 1982 e a reputação dos Tigerfish Mk.24 não era das melhores, apesar de que a MB adotou inicialmente este torpedo para equipar os subs classe “Tupi” e aparentemente não teve maiores problemas com ele. Posteriormente a MB optou por utilizar os torpedos americanos Mk48 ADCAP (comprou na… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Mk48, a Mectron não existe mais.

Foi refundada como SIATT, empresa que assumiu parte dos programas da Mectron, como o desenvolvimento de alguns dos sistemas do MANSUP (outras partes e itens são responsabilidade da Omnisys, Avibras, Exute e mais alguma que esqueci). Já publicamos matérias sobre a SIATT aqui.

http://www.naval.com.br/blog/2017/12/12/mansup-no-estande-da-siatt-em-evento-da-mb-de-outubro/

http://www.naval.com.br/blog/2017/12/12/mansup-novo-contrato-e-assinado-com-siatt/

Site da empresa:

http://www.siatt.com.br/siatt/

(PS- Já o TPN, não sei que fim deu. Há alguns anos não ouço mais falar dele. Posso perguntar quando tiver a oportunidade).

Mk48

Nunão , se tiver a oportunidade pergunta sim. É um assunto que interessa a muita gente.

MadMax

Amigos, é possível rastrear um barco por sua matrícula? Ter acesso as viagens feitas e etc?

Luiz Floriano Alves

Nunão

Boa ideia. Acho muito interessante esa história do torpedo necional. Pode acontecer com ele o que acontece com outros manufaturados: é mais barato e mais simples importar do que produzir. Mas, não é o que mais interessa para a segurança nacional. A MB não pode depender de importação de itens críticos, como os torpedos. De que nos adiantará fabricar submarinos, se não fabricamos a arma básica do mesmo que é o torpedo.

filipe

Da mesma forma como nacionalizamos os Exocet MM-40, poderemos nacionalizar os F-21 , podemos chamar de transferência de tecnologia, seria o ideal…

Mk48

Não creio Filipe.

O Exocet é um projeto da década de 1970, é mais fácil de transferência de tecnologia. Já está defasado. Agora o F21 é novíssimo e possui muita tecnologia sensível e ainda classificada. Não creio que transfiram.

Junior Assad

Qual o alcance desse torpedo ???
Esse torpedo podera ser lançado a seco de navios ?

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