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MANSUP no estande da SIATT em evento da MB de outubro

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Para complementar notícia sobre contrato da empresa SIATT para a continuidade do desenvolvimento do míssil MANSUP da Marinha do Brasil (MB), mostramos algumas fotos tiradas durante o IV Simpósio de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, realizado nos dias 30 e 31 de outubro deste ano.

A SIATT apresentou o míssil em seu estande no evento realizado em São Paulo (SP), no Centro de Convenções Rebouças, mostrando um mockup do MANSUP (Míssil Antinavio Nacional de Superfície) Destacadamente, mostrou os sistemas que estão sob sua responsabilidade: o SGNC (Sistema de Guiagem, Navegação e Controle) e o Sistema de Telemetria a ser utilizado durante os ensaios operacionais, incluindo um Transmissor de Telemetria Embarcado e Estações de Recepção de Telemetria para operações em solo, navios ou helicópteros.

O SGNC é composto de Computador de Guiagem, Radaraltímetro, Plataforma Inercial (esta fornecida pela MB) e Bateria Dianteira, localizados no Compartimento de Vante do míssil, e também pelos Atuadores, Superfícies Aerodinâmicas (Profundores), Bateria Traseira e Interface com Lançador do Navio, localizados no Compartimento de Ré.

Já a chamada Cabeça de Combate Inerte (Cabeça Telemétrica), instalada logo atrás dos componentes do SGNC do Compartimento de Vante, é composta por Transmissor de Telemetria Embarcado e pelo Dispositivo de Segurança e Armar (DSA).

Segundo a empresa, os fatores-chave do desenvolvimento do MANSUP é que o projeto esteja orientado para necessidades logísticas e de manutenção, tenha componentes “ITAR Free” (ou seja, não submetidos à lei que controla exportação de componentes de material bélico dos Estados Unidos), e que seja compatível com a infraestrutura operacional do míssil Exocet MM-40

O MANSUP é um míssil antinavio do tipo superfície-superfície, ou seja, para lançamento a partir de navios. É do tipo “sea skimming” de voo rente ao mar (em velocidade transônica), sendo propulsado por motor-foguete com propelente sólido, e segundo a empresa terá alcance máximo de aproximadamente 70km. A guiagem é inercial, com radar ativo na fase terminal e, ainda segundo a SIATT, terá capacidade de operação em quaisquer condições climáticas. O peso do MANSUP é de 860kg, e suas dimensões são: comprimento de 5780mm, diâmetro (corpo do míssil) de 344mm e envergadura máxima de 1135mm.

A SIATT, que está localizada no Núcleo do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), emprega principalmente profissionais que trabalhavam na antiga Mectron, anteriormente responsável pelo desenvolvimento do MANSUP.

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67 COMMENTS

  1. Em boa hora o artigo, mata algumas dúvidas que fiquei no primeiro… Aparentemente um bom potencial para exportação (dependendo do impacto do custo Brasil claro) já que opera na mesma estrutura do MM-40…
    .
    Sds.

  2. Pensava que teria 300 km de alcance.Espero que o Brasil consiga exportar algumas unidades desse brinqueto para que possa financiar mísseis mais evoluídos.

  3. Edson Parro, obrigado pela gentileza do seu comentário.
    Sou leigo.
    Mas pelo que se fala, há muitos mísseis por aí com 130, 200, 250, 300 km de alcance.
    Sei que é o primeiro e aparentemente baseia-se numa versão mais antiga do exocet nessa faixa de 70 km.
    Se não me engano a versão 40 block 3 tem/terá alcance de 180 km.
    A nova versão do RBS 15 da Saab tem alcance de 250 km.
    Desse modo, ficar muito para trás, significa que uma fragata ou corveta nossa poderá se defrontar com navios inimigos com mísseis com alcance de 180, 250, 300 km.
    Isto é, nossos mísseis não alcançariam o inimigo.

  4. Esse míssil é o primeiro de muitos. Não creio que ele vá substituir o exocet de cara na MB. Ele será sim, utilizado e aprimorado até a que chegue num estágio se paridade com o míssil francês.

  5. 70 Km para a realidade de hoje eh uma distância muito curta. Quase a.queima roupa.
    Para ter sucesso comercial pensando no momento da entrada em serviço teríamos que ter um alcance projetado superior a 200km.
    Abrs

  6. O texto cita “estações de Recepção de Telemetria para operações em solo, navios ou helicópteros” . Isto indica que ele também poderá ser lançado de helicópteros ou apenas fará a troca de dados com uma aeronave?

  7. Johan, do texto:
    “O MANSUP é um míssil antinavio do tipo superfície-superfície, ou seja, para lançamento a partir de navios.”

  8. Concordo que esse alcance é baixo. Mas, mais do que isso, na minha cabeça ingênua, deveriam consolidar esforços entre esse desenvolvimento e o do AVTM 300. Eu nunca entendo a divisão entre esses dois.

    Fica mais caro e demorado criar depois uma versao navalizada do Matador, ou ainda ter 2 misseis pra trabalhar uma versao ar-solo/mar.

    Enfim…

  9. Uma duvida sobre o alcance.
    Sou completamente leigo e fiz uma pesquisa superficial no Google.

    Por ser SUP-SUP só poderia ser lançado de um navio correto?
    O radar diretor de tiro da Barroso, segundo a Wikipedia tem alcance de 39 Km.
    Então seria necessário um helicóptero para iluminar um alvo para se utilizar os 70 km de alcance?

    Abraços e Obrigado.

  10. Sim Mestre Bruno!!
    .
    Exato
    .
    Apenas uma correção, o termo Iluminar não é o mais adequado para este tipo de míssil. Pois ele segue o conceito “dispare e esqueça “, ou seja ele apenas precisa que o radar do heli ou avião indique aposição provável do alvo, suas coordenadas, ele seguirá o percurso indicado e quando próximo, utiliza o próprio radar e sensores dele para ajustar a direção e impactar no alvo

  11. É por isto que bários colegas lembram que é preciso relativizar em muito o contexto de outros mísseis mais modernos com alcances de 300 km ou mais, pois se você. Não tiver outros “olhos” ou sensores além do navio para designar a posição do inimigo, não haverá sequer como apontar o míssil.

  12. Salvo engano, lembro de comentários quando do início do projeto, que o mesmo foi estimulado pelos próprios franceses quando teriam decidido descontinuar a manutenção das primeiras versões do exocet dai a MB teria partido para a revitalização e como uma coisa puxa a outro, acabou com um projeto de produto bem similar

  13. Francamente, gostaria de ser otimista sobre este projeto, mas acredito que não passe de mais um sorvedouro de dinheiro público que não vai levar a nada. Quantos mísseis a MB comprará para armar nossa enorme esquadra? Será que chega a trinta mísseis encomendados? Isso não paga nem o desenvolvimento do míssil! Contar com exportações? Com um monte de similares (chineses, russos e os próprios franceses), será muito difícil conseguir exportações de uma arma que não tem escala, e portanto não deve ter o preço mais competitivo do mercado.
    Sem contar o fato de que comércio de armas depende muito de interesses políticos, e nesse quesito somos uns anões.

  14. A questão do alcance já foi explicada e debatida diversas vezes em vários tópicos.

    Resumidamente, 70 Km pode parecer pouco em comparação com outros mísseis, porém sem um vetor para designar o alvo além da linha do horizonte, não serve de nada ter alcance de 300 km.

    É importante destacar que em um eventual confronto naval existem vários fatores que interferem na situação. Não é um embate onde um navio se coloca na frente do outro e dispara primeiro quem tem o míssil com maior alcance.

  15. Lembrando o Bosco em outra matéria – 70 km é “perna curta” diante do cenário atual. Exocet Block 3 tem 200 km de alcance. Sou leigo, portanto meu comentário nada tem de convicção profissional. Só consigo entender um projeto deste da seguinte forma:
    1) Haverá uma combinação de 02 mísseis antinavio nas Fragatas/corvetas: um com alcance de 200 km e outro de 70 km de acordo com a ameaça.
    2) Fragatas armadas com mísseis de longo alcance e corvetas com MANSUP.

    Sei que posso ter entrado numa bad trip, mas a meu ver na situação atual não se pode pensar no cenário atual de ameaça o tempo todo onde 70 km está adequado. Se a intenção é avançar então que haja preparação para o futuro.

    Sds

  16. “leonel testa 13 de dezembro de 2017 at 9:32
    Eu me lembro de ter lido que ele teria alcance superior aos exocet MM40 alguem tem informaçao sobre isso ?”

    Em relação aos modelos MM40 de uso mais disseminado e equipados com motor foguete de propelente sólido, sim, o alcance deverá crescer ligeiramente (isso já foi demonstrado num MM40 remotorizado com o motor nacional). Em relação ao novo (e bem mais caro) MM40 Mk3 que usa um motor a jato, não.

    Sobre atualização do alvo a meio curso, mencionado em outro comentário, para o alcance de 70km em lançamento mar-mar ela já é necessária. O míssil que era limitado ao horizonte radar para alvos de superfície era o modelo original MM38, com cerca de 38km de alcance.

    Lembrando que, ao menos no papel, ainda teria muito espaço no mercado para mísseis mar-mar de propelente sólido e alcance menor que os de turbina (que também incorporam tecnologia de guiagem mais cara para combinar com as potencialidades trazidas com o alcance maior), porque são mais simples e mais baratos de adquirir, manter e armazenar, assim como se aposta na remotorização de mísseis MM40 de propelente vencido pelo mundo, já que o fabricante MBDA está focado na versão MK3. Ao menos foi a justificativa apresentada mais de uma vez. Seguem alguns links:

    http://www.naval.com.br/blog/2012/05/03/missil-mar-mar-exocet-mm40-ja-tem-motor-brasileiro/

    http://www.naval.com.br/blog/2012/05/03/lancamento-do-missil-exocet-com-novo-motor-brasileiro-e-realizado-com-sucesso/

    http://www.naval.com.br/blog/2011/10/17/iniciados-os-testes-do-motor-nacional-do-exocet-mm40/

    http://www.naval.com.br/blog/2013/05/09/novos-misseis-am39-para-os-ec725-da-mb-terao-motores-brasileiros/

  17. Isso aí é um míssil que serviria muito bem para equipar um navio do porte do NPa 500t BR… Em um cenário de mar estreito ou golfo.
    .
    No nosso caso, é dinheiro colocado na versão errada. Deveriam estar nacionalizando a versão lançada por aeronaves.

  18. Certamente, mas a lógica é um passo de cada vez, pois versão ar-mar tem complexidades adicionais na parte eletrônica que a mar-mar. Além disso, a quantidade de MM40 pra remotorizar com o motor-foguete nacional e também para complementar e eventualmente substituir com o MANSUP mar-mar é maior que a do modelo ar-mar, gerando mais escala.
    Então nesse caso achei a abordagem correta, quanto aos passos sucessivos.

  19. Senhores, todos os navios têm a limitação de alcance do radar de busca para alvos de superfície a 20 milhas (38 km), por causa da curvatura do planeta.

    Para detectar alvos de superfície que estejam além da linha do horizonte, o navio precisa da indicação de alvo feita por um helicóptero embarcado ou avião de patrulha.

  20. Prezados(as).

    Além das questões técnicas e mercadológicas já apontadas acima, o Nunão já tocou numa questão IMPORTANTÍSSIMA: o preço!!! Galera, aqui mesmo no Naval isso já foi mostrado várias vezes, essa semana mesmo tem postagens sobre isso, armas CUSTAM CARO!!! Podemos fazer mísseis com alcance maior? Podemos, creio eu. Teremos condições de pagar? Aí são outros milhões de dólares a mais… Só esse aí com 70 km de alcance já deve sair por cerca de um milhão de trumps cada. Prefiro nossa MB com algumas Tamandarés com mísseis Mar-Mar que po$$a usar do que fragatas de 6.000 toneladas enferrujando no Rio de Janeiro…

  21. Desde a década de 1980 a Marinha do Brasil busca fabricar seus próprios mísseis mar-mar. Quem se lembra de uma matéria que saiu em uma revista Defesa Latina sobre a fabricação de mísseis antinavio israelenses Gabriel no Brasil?

    Se o projeto do míssil Mansup lograr êxito e iniciar a produção seriada, será uma grande vitória e um importante passo em busca da independência tecnológica nesse item de importância fundamental na Guerra Naval. O Brasil será o primeiro país do Hemisfério Sul a fabricar um míssil desse tipo.

    Lembrando que os mísseis antinavio tiveram sua estreia em 1967 com o afundamento do destróier israelense Eilat, ou seja, estamos mais do que atrasados:

    http://www.naval.com.br/blog/2017/10/21/50-anos-do-afundamento-do-destroier-israelense-eilat-por-misseis-styx/

  22. Senhores,

    Hoje com um drone Spark da DJI, que custa em torno de R$2000,00, conseguimos subir facilmente ate’ 500m de altura ( regulamentado 120m ) e ter uma visao excelente ate 100km de distância.
    Com um drone um pouco mais sofisticado, essa resolução full HD já sobe para 4K e podemos começar a procurar coisas realmente pequenas a essa distância. Se investir mais um pouco essa câmera já pode ser térmica ou amplificadora de luz residual e assim por diante.
    Resumindo, economicamente inviável fazer um míssil com 70Km de alcance se até uma criança vai lhe enxergar com um drone de R$1779,10 a 100km de distância.
    Acho que estamos em um turning point.

    Abraços

  23. Bruno,
    Só complementando o comentário do Carvalho2008, para a indicação de um alvo naval na superfície do mar não se faz necessário o radar de direção de tiro que é dito ter alcance de 39 km. Este radar direcional é especificamente antiaéreo e utilizado para a direção de tiro do canhão Mk-8 (114 mm) e Trinity (40 mm) contra alvos aéreo e como tem função AA seu alcance não está limitado ao horizonte radar.
    Para a indicação de alvos navais bastaria os dados do radar de navegação/busca de superfície que é giratório (e de pequeno porte), claro, desde que o alvo esteja dentro do horizonte radar, que não passa de 20 milhas náuticas como disse o Galante, e isso para navios grandes com mastro de antena alto. Na Barroso esse horizonte radar é mais curto e como indica a Wiki parece ser de 27 km.
    Vale lembrar que radares de navegação e/ou de busca de superfície podem também ser úteis para a detecção de mísseis sea-skimming.
    Nesse link tem uma amostra dos radares de busca de superfície e/ou navegação que podem ser utilizados para solução de tiro (de mísseis SSM e canhão principal) contra alvos na superfície dentro do horizonte radar.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Decca_Radar#/media/File:2005-07-04-BC_Ferries_BMII.jpg
    Todo radar de navegação (ou de busca de superfície) tem como limite de alcance a distância do horizonte radar do navio em que está instalado (de acordo com a altura da antena), já os radares de busca aérea e de controle de tiro antiaéreo não são limitados à distância do horizonte. Estes podem ter alcance de 300, 400 ou mais quilômetros, na dependência da altura em que se encontra o “contato”.

  24. Há alguns anos nossas escoltas (fragatas e corvetas) tinham helicópteros Linx armados com mísseis Sea Skua que davam uma melhor capacidade antinavio OTH (além do horizonte), hoje esses mísseis já não são mais utilizados e não se tem notícia que novos mísseis irão equipar esses helicópteros.
    Essa combinação Linx/Sea Skua possibilitava um alcance acima de 150 km contra navios.
    Tendo essa “falha” em vista eu faço parte da turma que queria que pelo menos as novas corvetas sejam armadas com um míssil antinavio de maior alcance que o Exocet MM-40 Block 2 ou o MANSUP.
    Ou então que de arme convenientemente os helicópteros com um míssil antinavio de curto alcance.

  25. A intenção do projeto não é o emprego ou a exportação, é a pesquisa, as lições aprendidas no MAN vão ser colocadas em práticas em outros projetos, talvez até uma versão naval do matador.

  26. Agora, vale relembrar alguns posts sobre como superar este limite de horizonte radar no caso de ausencia de um heli disponivel.
    .
    Existe aquela solução fajuta….(porque é simples demais) e eficiente do girocoptero rebocado como o L3 Valkyrie. Ele é como uma pipa rebocada e que 800 metros de altura consegue um horizonte radar de 100km. Um radar de busca leve pode ser instalado nele e prover uma visão e designação enorme.

  27. Carvalho2008 13 de dezembro de 2017 at 7:51

    Isso, os franceses concordaram em transferir a tecnologia com a condição de manter os lançadores de exocet nos navios.

  28. Carvalho,
    Vale salientar que esse sistema de girocóptero com radar rebocado é mais eficiente para prover um alerta antecipado de míssil sea-skimming que propriamente para ataque.

  29. Estive la no simposio citado e conversei com o pessoal no stand da SIATT, que nos atendeu muito bem. Gostei, realmente interessante, principalmente porque posso me dizer titalmente leigo na materia.
    Estava sendo demonstrado um simulador do missil, com o qual vc pode acompanhar a trajetoria em uma tela, desde o lançamento ate o impacto com o alvo. Deu para se ter uma noção bem superficial , mas me pareceu todo o conjunto ser bem concebido e util.
    Tentei ver detalhes da plataforma inercial, mas a mesma foi removida do missil em exposiçao. (depois que a Enga. Gata falou que sua especialidade sao plataformas inerciais fiquei curioso e fui pesquisar a respeito). Minha impressao é que o alcance maximo util de 70km é realmente um limitador que deva ser suplantado, mas com dificuldade pois o propelente solido creio estar no limite do emprego pratico. Mas pode-se dizer que em termos de instrumentaçao/automatismo ja foi adquirido um conhecimento bem avançado. Por exemplo, na fase em que o voo esta na condiçao sea skimming toda a parte de navegaçao ja esta dominada; acho que temos que aprimorar em termos da fase terminal – a mais importante e complexa- quando o controle de navegaçao passa a ser realizado transferindo o controle para o radar de busca do alvo.
    Me pareceu, tambem, que temos que evoluir na questao de como contornar açoes de jamming pelas defesas do inimigo e talvez prever uma cabeçacom telemetria laser nao colaborativo como alternativa ao radar. Tambem considero que a assinatura termica/imagem padrao da nave inimiga deveria poder ser preprogramada antes do lançamento e servir como feed-back para guiagem final.
    Enfim, acho,que ja foi um ganho enorme, um V0 a partir do qual pode ocorrer uma evoluçao rapida para algo mais moderno. Instalar rapido na Defensora e testar,testar, testar, ate conseguir exportar. Vamos nessa!
    Obs: nao encontrei nem o Nunao, nem o EParro, mas certamente vi o XO ( so nao sabia qual dos diversos “marinheiros” que estavam por la era ele). Valeu muito ter ido. So faltou o Galante pagar a cerveja de comemoraçao que ele prometeu……e o MO e o Bosco estarem por la para bater um papo e aprender com todos eles!

  30. Como escrito pelo Nunão, o MAN ar-sup é um próximo passo. O importante é não deixar fazer o que a FAB faz com seus mísseis ar-ar que diz ajudar a desenvolver no Brasil, ou seja, cruzar os braços e deixar o projeto morrer por falta de interesse da própria força.

  31. Rommelqe,
    Só de curiosidade, até hoje só há um míssil antinavio que combina radar ativo e imagem IR que é o míssil taiwanês Hsiung Feng II. Num futuro próximo o LRASM deverá se juntar a ele.
    E quanto a uma guiagem terminal a laser ativo (LADAR) apesar de muitos “mísseis conceito” (ex: LAM, LOCAAS, etc.) terem utilizado tão sistema ainda não há nenhum míssil operacional que o utilize.
    Mas é uma promessa para o futuro principalmente contra alvos móveis em terra e navais.
    Um abraço.

  32. Bosco 13 de dezembro de 2017 at 15:08

    O radar DT pode ser empregado em tiro de superfície também… o RTN das FCN, CCB e CCI atendem satisfatoriamente em conjunto com o 4.5 e 40mm… além do horizonte, a indicação de alvos fica mesmo pelos radares de busca ou pelo método OTHT… radar de navegação seria apenas uma alternativa… abraço…

  33. Mestre Bosco,
    .
    Vamos explorar isto, porque ele seria mais eficiente como alerta aéreo antecipado contra ataque de mísseis?? Porque ele também poderia ser plotado pelo navio inimigo é assim este descobrir que haveria uma corveta abaixo dele? Se positivo, como o adversário saberia se tratar de um heli em asuw???
    .

  34. Galante,
    Do fundo do baú a estória da oferta de produção do SSM Gabriel, hein.
    Lembro também da adoção do mesmo em uma proposta de modernização de nossos CT’s, não recordo exatamente qual, só consultando o museu.
    Isso sem falar no “Barracuda”, lembra?
    SDS.

  35. Alexandre Galante 13 de dezembro de 2017 at 12:12
    Senhores, todos os navios têm a limitação de alcance do radar de busca para alvos de superfície a 20 milhas (38 km), por causa da curvatura do planeta
    — como assim, Galante?! Mas a terra não é plana?! 😛

  36. O importante é que se compre os mísseis em quantidade suficiente para viabilizar novas e melhoradas versões. A versão ar-terra deve ser a próxima, ja que o H225 será capaz de lança-lo.

  37. Carvalho,
    Eu digo que o girocóptero rebocado seria mais efetivo para o alerta antecipado de ameaças sea-skimming porque para indicar alvos além do horizonte geralmente os navios têm um helicóptero orgânico dotado de radar. Nesse caso o “girocóptero” seria uma redundância, lógico, muito bem vinda.
    Já no caso de um navio isolado de um grupo tarefa capitaneado por um NAe e sob sua cobertura aérea não há nenhum recurso para fornecer o alerta mais precocemente.

    XO,
    Valeu!
    É que muitos navios têm radar de navegação e radar de busca de superfície separados (inclusive com mais de um radar de navegação como redundância e não raro operando em outra frequência), já outros agregam no mesmo radar as duas funções.

    Um abraço aos dois.

  38. mestre Bosco,
    .
    Perfeito, entendido.
    .
    Será que existe possibilidade de opera -lo próximo a um regime 24/7? Seria bem interessante. Como não possui gasto de combustível e é alimentado pelo cabo de ligação ao barco, talvez fique apenas na dependência da rotação dos operadores no console.

  39. Pessoal, uma dúvida:

    Mísseis de guiagem à laser como o MSS 1.2 e o RBS70 o laser apontado pelo atirador não é sobre o alvo mas sim direcionado para a cauda do míssil. Considerando curto tempo de ação, o atirador apenas guiar o míssil em direção ao alvo seria impossível. Esses sistemas devem ter algo que simplifique esse trabalho por causa do curto espaço de tempo.
    O que seria?

  40. Bosco 14 de dezembro de 2017 at 12:56
    “É que muitos navios têm radar de navegação e radar de busca de superfície separados (inclusive com mais de um radar de navegação como redundância e não raro operando em outra frequência), já outros agregam no mesmo radar as duas funções”.

    Essa é exatamente a configuração de nossos escoltas… até porque, durante entrada e saída de porto, os radares de busca são colocado embaixo (desligados) e navegamos apenas com os de navegação…
    Cordial abraço…

  41. Manuel,
    Mas nesse sistema que você citou (laser beam rider) o laser é apontado sim para o alvo desde o início. O míssil é que tem que achar o centro do feixe por conta própria. Na verdade o míssil é autoguiado já que ele não é controlado pelo unidade de lançamento. Por isso mísseis guiados por laser beam rider podem em tese ser lançados vários (3, 4, 5…) contra um alvo só. Igual os mísseis guiados por laser semi-ativo, que também são autoguiadas (sem comandos da unidade de lançamento). A unidade de lançamento sequer sabe onde os mísseis estão.
    Diferente do que ocorre com os mísseis guiados por comando, como o SACLOS ou ACLOS, onde só um ou no máximo dois mísseis (quando há dois “canais” separados) podem ser lançados contra um alvo. Estes não são autoguiados mas “teleguiados”. Nesse caso a unidade de lançamento precisa saber onde o míssil está para colocá-lo em curso contra o alvo e por isso mísseis guiados por “comando” têm um “beacon” (IR, radar, etc.)

  42. Manuel,
    Mísseis guiados pelo sistema LBR têm uma característica interessante de ficar “girando” e fazem isso porque estão procurando o feixe a cada instante e se posicionando no centro dele.
    Já um míssil guiado por comando, como o TOW por exemplo, não fica “girando” mas segue uma trajetória mais uniforme porque recebe comandos direto da unidade de lançamento e implementa correções precisas que o coloca em curso direto contra o alvo.

  43. XO,
    Como um navio está inserido num meio 2D (distância e azimute) utilizar um radar de DT AA com capacidade de determinar também a altura não é meio que exagero? Tendo um radar de busca de superfície não seria mais coerente utilizá-lo para solução de tiro contra um navio?
    Ou não??

  44. Na verdade, todo engajamento começa com o “target indication” proveniente do radar de busca… no caso de emprego contra navios/aeronaves posicionados até o horizonte e dentro do alcance do radar/alça DT, os dados seguem para esses sensores, os quais fazem a aquisição do alvo, cabendo ao sistema de combate calcular a solução de tiro… daí, é associado um armamento a um daqueles sensores, apontado o(s) canhões e, uma vez cumpridos os procedimentos de segurança e aprovado o fogo, é iniciado o engajamento…
    No caso de navios posicionados além do horizonte, a “target indication” vai do radar de busca para o console do míssil SUP-SUP… finalmente, caso o radar de busca não tenha o alvo, recorremos ao OTHT…
    Em todo caso, a opção pelo engajamento baseado em dados dos sensores DT é devido à maior precisão em termos de distância, o que faz uma grande diferença na solução de tiro e na eficácia da primeira salva…
    Abraço…

  45. Manuel,
    Os tanques lançam granadas fumígenas e voltam sua torre para a ameça e metem bala, já os helicópteros não têm muito o que fazer. Se for de noite talvez o lançamento de flares pelos helicópteros possa ofuscar a mira noturna e dificultar um pouco a aquisição do alvo pelo lançador. Se o helicóptero estiver pairado próximo ao solo pode também lançar fumígenos, mas não é comum.
    Há lasers que ofuscam o lançador, mas também são raridade.

  46. Amigo Bosco!
    To com preguiça agora (talvez mais tarde vou vencer ela 🙂 ) mas se não falha a memoria as Kh-22 , P-120 , Kh-35 (algumas versões) e ate um míssil nórdico moderno (Dinamarca ou Noruega) usavam e/ou usam seeker duplo.
    3M54 e algumas “outras” opções existentes no mercado estão indo pelo outro caminho (óptica) que possui uma serie das vantagens sobre combinação radar+IR.
    Um grande abraço!

  47. No relatório final do PLOA que foi aprovado ontem no Congresso, houve apenas uma redução de R$5 milhões destinado ao desenvolvimento do MANSUP.
    O projeto terá um orçamento para o ano que vem de R$ 44.830.661,00

  48. Manuel Flávio, não está matando diretamente porque seria uma burrice ainda maior se o fizessem de forma tão escancarada mas, durante os oito anos do comando do Japonês, fez pouco caso e o apoio foi ínfimo. Aliás, o caso do A-Darter não é o único na série de descaso da FAB com o desenvolvimento de armamentos inteligentes, que o diga a série de mísseis Piranha, ou dos kits de bombas guiadas Acauã. O MAR-01 só ganhou mais força porque o Paquistão resolveu bancar o projeto. Muito diferente do apoio que tem dado ao WAD, por exemplo. Detalhe, ajudando a desenvolver um projeto que não é de uma empresa nacional. Ah, mas o bacana mesmo é “desenvolver” carcaça de avião. Por favor!!!

    Parece que a própria força fez questão de matar tudo que surgiu no desenvolvimento autóctone, espero que essa atual gestão consiga diminuir os estragos feitos pelo Japa.

  49. A FAB entrou no projeto A-Darter em 2006. Ele não passava de um conceito. É um projeto que só teve 2 anos de atraso. O que é ótimo em comparação com projetos de mísseis que existem por aí e ao contrário do MANSUP, é um míssil de última geração.

    A AEL é tão brasileira quanto a Helibrás. Então é bom vc rever seus conceitos.

  50. E o que a HELIBRAS tem haver com esse papo?

    Tu é daqueles com capacidade limitada que não consegue entender porque defendo o PROJETO H-XBR e, por conseguinte, acha que eu defendo a empresa HELIBRAS?! É isto?! Então sou eu quem te diz, vá rever seus conceitos. Não consegue diferenciar o que seja defender uma ideia (aproveitamento de demanda interna, para gerar escala, padronização e integração entre forças, além da inserção num mercado importante – o Brasil é o segundo maior mercado mundial de helicópteros civis e boa parte disso é abastecido do exterior – isto é evasão de divisas, consegue entender este conceito económico?!), com a defesa pura e simples de uma empresa estrangeira (ah tá, que emprega apanhiguados da força).

    Aliás, só a título de informação (não que eu esteja defendendo alguma empresa), sugiro que busque se informar melhor, pois a AEL voltou a ser 100% de domínio da ELBIT, pois a EDS vendeu seus 25% de volta e quem me disse isso foi um diretor da própria EDS, durante um evento da ABDI (aliás, tu sabes o que é ABDI?!). A HELIBRAS ainda tem 25% na posse do governo de MG. Então, antes de me mandar rever conceitos, busque se informar de como as coisas são.

    Outra coisinha, sabe do WAD? Pois então, depois de bancarmos o desenvolvimento deste equipamento (foi financiado com dinheiro brasileiro) adivinha com quem a Boeing fechou parceria para que fosse “desenvolvido” uma versão para os novos Super Honets Block III “Roadmaps”?! Foi com a AEL ou com a ELBIT American? Adivinha quanto de royalties a ELBIT vai pagar aos cofres brasileiros por isto?! Se você entende de contratos comerciais já sabe a resposta, se não sabe eu digo, ZERO, nem um único centavo!!!

    “Ah, mas o A-Darter foi contrato em 2006, sob o comando do Japonês”, sim é verdade, mas isto foi definido em 2005, ainda no primeiro mandato do Lula e sob o comando do Bueno, ou seja, a coisa veio antes e só andou porque havia um compromisso de governo a governo, determinação presidencial, com protocolo assinado por um outro comando, seria no mínimo burrice não dar sequência, ele foi basicamente forçado a continuar o projeto, entretanto quem transita pelo meio sabe o quanto que jogaram contra esse projeto dentro da FAB, tanto é que, mesmo o projeto precisando de verba para dar sequência no seu desenvolvimento, em 2014, sob o comando do Japonês (mas sob o governo da PresidAnta Dilma), a FAB assinou contrato para a compra do IRIS-T, concorrente direto do A-Darter, deixando a Mectron (esta sim uma empresa 100% brasileira) morrer a míngua. Detalhe, com a desculpa que o objetivo não era deixar atrasar o projeto de reequipamento da FAB, daí eu pergunto, como assim “não deixar atrasar”? Por um acaso o Gripen E/F estaria pronto em 2015? 2016? 2017? Como se define por um equipamento estrangeiro, mesmo bancando um equivalente nacional, sem sequer ter uma aeronave pronta e operacional para poder testar e equipar?! O resultado é este que vemos, projeto A-Darter atrasado no Brasil por falta de aporte financeiro e com a empresa recebedora da tecnologia oficialmente falida. Coisas de Brasil e tem gente aplaudindo isto, putz!!!

    Fora a EMBRAER, a única empresa “brasileira” que recebeu mais do que deveria, com contratos pra lá de nebulosos, sem passar por processos licitatórios, com direcionamentos na aquisição de diversos equipamentos, inclusive denunciado pela imprensa nacional, foi a AEL/ELBIT e você vem querer falar de outras empresas?! Ah, por favor!!!

    Me diga um único armamento inteligente nacional, em que a FAB tenha ajudado a desenvolver, que já o tenha em suas fileiras?! Para quando o A-Darter está, oficialmente, definido para entrar em produção? Ou mesmo em operação na FAB? Repito, a FAB, durante o mandato do Japonês, andou para trás no quesito desenvolvimento de armamentos inteligentes, mesmo tendo ótimos projetos nacionais necessitando de um pouco mais de apoio. Os fatos estão ai, é só juntá-los. Ah, ia esquecendo, a Denel convidou à FAB participar (ai já no comando do Japonês) no desenvolvimento do míssil BVR MARLIN, advinha qual foi a decisão da FAB? Selecionar o METEOR (que mesmo não tendo contratado, já foi selecionado. Repito, só no Brasil essas coisas acontecem e o pessoal aplaude de pé, rsrs) e nem quis ouvir falar a desenvolver nada.

    Até mais!!! 😉

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