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PHM Atlântico chegará ao Rio com os 4 lanchões Mk.5B e vários sensores em uso na Marinha Real

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HMS Ocean
HMS Ocean na Royal Navy, NPHM Atlântico na Marinha do Brasil

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Há navios que delimitam etapas na história de uma Força Naval, por sua capacidade de promover mudanças tecnológicas e ampliar horizontes operacionais.

Foi assim com o navio-aeródromo Minas Gerais – nosso saudoso A11 –, no fim dos anos de 1950, foi assim com as fragatas classe Niterói, na metade final da década de 1970.

E parece que será, também, assim, com o NPHM Atlântico (A140), que dentro de uns dois meses, se estima, estará entrando na Baía da Guanabara.

Até onde se pode apurar dentro de uma Força Armada – ambiente muito mais propício ao segredo do que à Comunicação Social – não há, no que respeita à aquisição do antigo HMS Ocean, o que lamentar.

O Atlântico chegará ao Rio trazendo os seus quatro lanchões tipo LCVP (Landing craft vehicle and personnel) Mk.5B, de 15,7 m de comprimento e 24 toneladas de deslocamento.

Cada um desses barcos é operado por uma tripulação de três militares e pode transportar outros 35 combatentes completamente equipados. A velocidade máxima nominal dessas unidades é de 25 nós (46 km/h) e a autonomia de 390 km (equivalentes a 210 minhas náuticas).

Além dos lanchões virão no porta-helicópteros dois tipos de sistemas radar – um Type 1007 de vigilância de superfície e navegação, e um Type 997 (Artisan 3D) de combate – em pleno uso pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), além do sistema de combate ADAWS 2000L, operacional em alguns dos mais importantes navios da Marinha Real.

Isto é, todo um potencial eletrônico de operações que credencia o Atlântico a ser indicado como o novo Capitânea da Esquadra brasileira.

Parte do Centro de Operações de Combate do HMS Ocean, fotografado em 2010
Parte do sistema de combate ADAWS 2000L fotografado no COC do HMS Ocean, em 2010

“Prima pobre” – Já não era sem tempo. Ainda que se deva considerar a MB uma corporação sem perspectivas imediatas de amealhar os recursos que lhe permitiriam operar regularmente longe das costas brasileiras (na África, no Mar Mediterrâneo ou mesmo no Oceano Índico), é preciso que a Força tenha embarcações aptas a, pelo menos, percorrer sem sustos (na propulsão) o litoral brasileiro.

(E fazer isso só com os três patrulheiros classe Amazonas, nossos barcos mais modernos, é, convenhamos, pedir demais.)

Não podemos continuar como nos encontramos atualmente: com uma “Esquadra do Sudeste”, que se exercita no espaço marítimo de Santos (ou Itajaí) até Salvador (ou próximo a Salvador), e a “Esquadra do Norte/Nordeste”, miscelânea “prima pobre” de uns 30 navios onde predominam plataformas muito antigas, que suspendem dos seus atracadouros e cumprem missões à custa da dedicação e do sacrifício dos seus tripulantes.

Navios como o Atlântico, o navio-doca Bahia e um petroleiro de Esquadra classe Wave – recentemente oferecido à Marinha do Brasil – permitirão ao Comando de Operações Navais planejar incursões de maior duração, que voltem a desfraldar a bandeira nacional bem visível no topo do mastro.

 

Painel do Centro de Controle de Máquinas do HMS Ocean, em 2010
Painel do Centro de Controle de Máquinas do HMS Ocean, em 2010

“Estado das máquinas muito bom” – A oficialidade brasileira – especialmente a que se encontra hoje na Inglaterra, acompanhando os preparativos no Atlântico – se mostra orgulhosa da sua nova unidade.

A reportagem do Poder Naval conversou com um desses militares que estão no Reino Unido, fiscalizando os trabalhos a bordo do porta-helicópteros. Eis um breve resumo do que ele pôde constatar:

“O navio se encontra em ótimas condições. As obras vivas e mortas estão muito bem conservadas, não apresentando qualquer desgaste significativo.

O Sistema de Propulsão vem sendo integralmente revisado. O estado geral das máquinas é muito bom.

O navio será pintado em partes externas e internas”.

Quanto aos sensores e equipamentos mantidos na unidade após a sua venda ao Brasil é possível listar:

Sistema de Combate ADAWS 2000L – Equipamento da BAE Systems que controla e sugere o uso dos diferentes armamentos armamentos a bordo. Quase não há detalhes sobre o ADAWS 2000 L, cujo funcionamento é protegido por rigorosa confidencialidade.

Kelvin Hughes Type 1007
Kelvin Hughes Type 1007

Radares Type 1007 – A família de radares navais Kelvin Hughes Type 1007 é um conjunto de sistemas de alerta de superfície de alta definição e de auxílio à navegação, hoje amplamente aceitos na Marinha Real e em várias outras forças navais.

Estão disponíveis com uma grande variedade de antenas, transmissores/receptores de banda I e de banda F, além de diversos monitores. Potência de transmissão: 25 kW.

Um sistema de monitoramento integrado verifica se o equipamento está operando com desempenho máximo. O circuito de controle de emissão, centralizado, permite que o comando iniba a transmissão imediatamente.

O conjunto de radares Type 1007 possui um Color Tactical Display (CTD): visor de navegação altamente capaz, com uma ampla seleção de situações operacionais /táticas.

Ele é capaz de fazer o acompanhamento integrado de até 50 alvos rastreados automaticamente, e de 20 alvos rastreados manualmente.

Outras características do complexo Type 1007:

  • Mapeamento abrangente com memória para 200 mapas, além de mapas externos ilimitados;
  • Capacidade de orientar sistemas de armas;
  • Produção de gráficos de trajeto de pouso para helicóptero; e
  • Modo de simulação que permite o treinamento dos operadores dos radares no mar ou no porto

O CTD dá ao operador uma imagem tática de cor nítida e clara a mais de 300 km de distância, com a capacidade de rotular faixas com nomes ou números de embarcações. Uma simbologia específica e cores previamente escolhidas são usadas para indicar “hostil” ou “amigável”, “neutro”, “desconhecido”, ou até se o objeto em movimento é um vetor ar/superfície ou sub/superfície.

Artisan 3D

Radar Artisan – A MB conseguiu reter no Atlântico o radar tridimensional de vigilância aérea e de superfície Artisan (Advanced Radar Target Indication Situational Awareness and Navigation), também conhecido como Type 997. Mas não se sabe se, por exigência dos ingleses, foi preciso degradar a funcionalidade do aparelho.

O Artisan é um equipamento BAE Systems para varreduras até 110 milhas náuticas (ou 203,72 km).

Ele (1) provê controle de tráfego aéreo extensivo e identificação dos alvos, assim como a visualização tática a médio alcance, (2) suporta o monitoramento simultâneo de mais de 900 alvos, e (3) faz esse trabalho com boa resistência aos mais complexos jammers conhecidos internacionalmente.

ASSISTA NO VÍDEO ABAIXO O HMS OCEAN OPERANDO NO BRASIL EM 2010

169 COMMENTS

  1. Só uma perguntar ele não vai fazer mais uma parada em pernambuco? Pois eu queria ver o novo “brinquedo” da MB.

  2. “As obras vivas e mortas estão muito bem conservadas, não apresentando qualquer desgaste significativo.”
    O que significa obras vivas e mortas? desculpa a pergunta sou leigo nestes assuntos.

  3. “…. Mas não se sabe se, por exigência dos ingleses, foi preciso degradar a funcionalidade do aparelho.”

    Porquê ? Quais os motivos ?

    ______________________________________

    Phalanx (CIWS):

    Quais seus concorrentes ?

    Poderiam ser instalados e integrados aos sistemas da Nau ?

    U$D qual o cu$to ? Vale a pena ?

    • Geralmente, quando uma nação vende um produto de primeira linha pra uma outra nação do qual não tenha total confiança, é de praxe degradar um pouco os sistemas embarcados. Por isso existe o que chamam de “produto de exportação”, mas como essa capitania foi feita para eles mesmos, irão provavelmente tirar um pouco das habilidades do sistema até para que num futuro incerto, esse mesmo sistema não seja usado contra eles ou uma nação aliada deles.

  4. Muitas pessoas que queriam a reforma do NAeSP criticaram a compra do Atlântico, dizendo que ele não era necessário e que MB deveria focar no SP (esquecendo-se, obviamente, da diferença de valores entre a reforma do SP e a compra do Atlântico).

    • se está complicado operar o A-4 você imagina o Harrier que tem o custo operacional bem maior, e que em 5-10 anos já não estará operacional em nenhum lugar do mundo.

      • Não podemos ser tão radicais assim, o AV8B só está saindo de campo por causa do caríssimo F35, também sou a favor de adquirir uma embarcação tipo o Juan Carlos 1 e com ela um esquadrão completo dos AV8B espanhóis.

      • É, barato de manter e operar é uma aeronave que deixou de ser fabricada em 1979.
        Da qual operamos(?) a variante da versão.
        Então viva a restauração do acervo de museu aeronaval!!!!
        Não que o AV-8 facilite muito a vida, a aeronave tem lá as suas idiossincrasias, mas está em serviço ativo corrente, aliás no país de origem é o sucessor do A-4 e se os inventários de Espanha e Itália não são assim tão expressivos; o do USMC é.
        Principalmente depois da aquisição do inventário inglês de Harrier GR-9/T-11.
        Pode ser uma aeronave de operação e manutenção mais onerosa, sim pode, mas também oferece outro nível de desempenho e capacidade de pregar explosivo no alvo.
        O que é a essência de qualquer aeronave de combate.

  5. “Mas não se sabe se, por exigência dos ingleses, foi preciso degradar a funcionalidade do aparelho”

    Será que fizeram isso mesmo ?

    • Isso me parece uma questão menor — como o próprio radar Artisan está cotado para ser usado nas tamandares e os britânicos têm interesse nessa venda — se foi feita um downgrade para um padrão “exportação” significa que essa seria de qq forma o padrão máximo oferecido a nós.
      Nao estou dizendo que uma perda de funcionalidade não seja relevante para nós, mas sim que — se isso realmente foi feito — significa apenas que a versão “full” não estaria disponível de qualquer jeito.

      De qualquer maneira essa noticia afasta de vez a possibilidade do radar ser removido. Inclusive em foto divulgada essa semana de Devonport era possível ver o ex-ocean ao fundo com o radar claramente no topo do seu mastro.

      O que eu queria saber e não foi mencionado na matéria é se o pontoon vem tb…

    • Acredito que não. O Brasil possui ótimas relações com a Inglaterra, não existe nenhuma disputa entre os dois países nem agora e nem na pior projeção para o futuro.
      E o Brasil, como vira a mexe está em missões da ONU, em tempos de restrição orçamentária pelo mundo, uma restrição dessa prejudicaria o auxilio aos GT mistos da ONU que o Brasil poderia um dia auxiliar, inclusive a própria Inglaterra.

    • Pelo que já foi noticiado, não houve downgrade, apenas uma “higienização” das bibliotecas eletrônicas do radar daquilo que concerne aos protocolos e informações da Royal Navy e OTAN. Nada demais.

  6. De grão em grão, o Brasil vai se mantendo relativamente bem.

    Os amigos Ingleses nos privilegiam sempre com um olho nos argies…

    O Americanos também sempre com um olho no Maduro…

    E no final somos um ponto de estabilidade no Continente…

    • “sempre com um olho nos argies”

      Argentina é 3º maior importador do Brasil, suas FAA sempre treinando com as FAA brasileiras….são excelentes relações entre os dois países, o que sobra um monte de bitolado brigando por futebol ou outras bobagens.
      Os britânicos venderam o HMS Ocean porque o Brasil pagou o que queriam, e não somos inimigos

      “sempre com um olho no Maduro”

      Brasil faz tempos que não compra material bélico dos EUA, no passado foi um grande comprador, hoje não.

      As doações de artilharia foi justamente pra entrar no mercado novamente

  7. Quem irá escoltar o Atlântico?
    Esse menino não pode navegar por aí sozinho….
    Talvez um velho conhecido britânico?
    Tem dois por aqui:
    Lobo Guerreiro; e
    Machado de Batalha!

    • Só de curiosidade um único F-35B a preço de hoje custaria mais que o próprio “Ocean”
      pelo que ele foi vendido ao Brasil…e como uma andorinha não faz verão, seriam necessários muitos outros, além de treinamento, armas, peças…e isso ainda nem está
      disponível para os parceiros do programa, quiçá um recém chegado como o Brasil…isso
      se fosse possível operar F-35B a bordo do “Ocean” que nunca nem mesmo operou com
      o menor e mais leve “Harrier”.

      • O HMS Illustrious Tem praticamente o mesmo comprimento do Ocean e opera vários Harriers. Não me parece que seria impossível, como alguns dizem, para o Atlântico operar também Harrier ou F-35b fazendo algumas adaptações.

        • Não é o que dizem Snake…mesmo o mais novo USS América precisou passar por modificações para operar com o F-35B isso que ele foi construído inicialmente para operar com ele, porém, testes a bordo do USS Wasp
          mostraram que mais modificações seriam necessárias.
          .
          O “Wasp” e o “América” por terem um comprimento maior podem se dar ao luxo de dispensar uma rampa…o “Ocean” não, mas, uma rampa mesmo que pudesse ser instalada…não seria a única modificação a ser feita, até mesmo um radar próprio para operação com o F-35B seria necessário e modificações também a nível de hangar…não seriam tão poucas.
          .
          E mesmo que fosse possível e ainda se contasse com recursos…um único F-35B custaria o dobro de um “Gripen” da FAB…multiplique isso por pelo
          menos 10 e se tem mais de um bilhão de dólares para se ter quando muito
          6 a bordo…e isso que ainda se passarão muitos anos para a própria US
          Navy ter F-35B embarcados em todos os seus grandes navios de assalto
          anfíbio.

          • O JSF B decola (com que payload, não sei) em menos de 105 metros (contei, num vídeo, uns três landing spots, 115 pés de espaçamento mais o ofset pro nose turning line), e não precisa de rampa. Os nozzles da turbina e do lifting fan orientados pra baixo induzem a subida pelo vetor resultante antes mesmo da aero sustentação pelas asas, por assim dizer, já fazem de rampa.
            Uns CH-53K, de 150 milhões de dólares a unidade, seriam mais úteis que algum jato pro NPM Atlântico. 😉

          • “um único F-35B custaria o dobro de um “Gripen” da FAB”

            Está enganado!!! Os 36 Gripens custaram 5.4 bilhões de dólares, ou seja, cada um saiu por US$ 150 milhões o que é mais caro do que um F-35!!!!

          • Alex…
            .
            precisa mais de 105 metros…em testes decolaram do spot 6 que
            localiza-se depois da metade do convés de voo, uns bons 140 metros
            provavelmente leves…o AV-8B se não me engano decolava a partir do
            spot 7 com carga, ainda mais para trás.

          • Snake…
            .
            um Gripen não custa mais que um F-35B…que aliás é uma das aeronaves mais caras do planeta, apesar do valor baixar quando mais forem produzidas…não basta apenas dividir o valor total do
            acordo pelo número de aeronaves…há outras coisas incluídas além do valor unitário.
            .

          • Alex…mas há também uma “margem de segurança”…caso contrário ele poderia sempre decolar do spot 5 …então, é a partir do spot 6
            com à aeronave colocada pouco atrás da metade do convés de voo
            ao menos nos testes com pouca carga e do spot 7 ou 8 com carga
            máxima que o F-35B confortavelmente decola.
            .
            Acrescente a isso que o “Ocean” sendo bem menor que um “Wasp” apresenta mais dificuldade até para estacionamento de
            aeronaves dificultando operações aéreas…não a toa , os britânicos
            decidiram por um NAe bem maior o “Queen Elizabeth” ao invés de uma versão pouco maior do “Invincible”
            .
            E veja que com a retirada de serviço do “Invincible” em 2005 a
            disponibilidade de NAes caiu dramaticamente já que os dois restantes não podiam garantir que sempre um estivesse disponível e mesmo assim não se usou o “Ocean” para “tapar o buraco”…
            ou seja, ele não era considerado apto para operar com o “Harrier”
            muito menos com o maior, mais pesado e beberrão do F-35B que
            exige muito mais cuidados também devido à sua sofisticação.
            .
            abs

  8. Ótima matéria, como sempre!
    Só acertar a grafia em “210 minhas náuticas” e quando fala do ADAWS 2000L tem a palavra armamento repetida.

  9. Não diria “velho conhecido” jacubão, por conta do “Ocean” ter sido comissionado depois que
    as duas T-22s foram vendidas ao Brasil, então, não chegaram a operar juntos, mas, entendo que todos são de construção britânica, aliás como a própria Niterói e outras 3 irmãs
    .
    Quanto a navegar sozinho, o próprio “Ocean” esteve no Caribe ano passado em missão de ajuda humanitária e veio sozinho e muitos outros grandes navios de guerra navegam sozinhos em tempos de paz também, sem falar nas muitas viagens que os navios do Esquadrão de Apoio fizeram ao Haiti, também sozinhos.
    .
    Certamente se terá que encontrar/designar “escoltas” para treinamentos/exercícios em
    conjunto, mas, há uma preocupação desmedida de alguns quanto a não ter “escoltas” para
    o “Atlântico” a ponto de considerarem um erro a compra dele.
    .
    abs

  10. Eu so queria que a Marinha recebesse um grande injeção de recursos que fosse o suficiente so pra comprar um novo NDM e 6 fragatas fremm e mais 2 scorpenes e ja ficaria muito feliz da vida mesmo
    …. as corvetas tamandaré ate poderia vir depois aos poucos e feitas aqui mesmo é claro

  11. Um belissimo navio, sem duvida. Mas so que sem Phalanx, e sem escoltas dignas do nome, nao passa de um alvo apetitoso. Mas na situacao em que se encontra o Brasil, mesmo que vire rainha de hangar, ou neste caso de porto, qualquer coisa ajuda.

  12. Alguém sabe qual o motivo dos operadores usarem aquelas luvas brancas gigantescas pra mexer com os eletrônicos??

    E aquele “cachecol” branco tb ?

    Qual a explicação técnica pra aquilo?

  13. Alguma notícia sobre:
    – O sistema de comunicações via satélite Astrium Satcom 1D?
    – Os sistemas de contramedidas Selex Siren / Sea Gnat ?
    – O sistema de ESM Thales UAT?
    – O sistema bloqueador embaralhador Thales 675?

  14. Rui, completando a resposta do marcos, indica q provavelmente estão em postos de combate, portanto a necessidade a q o marcos se refere, de se resguardar de fogo e explosões…

  15. Alguem sabe explicar se existem portas grandes que dão acesso do interior do navio aos lanchões ou se existe uma outra forma de carregar os lanchões, mesmo quando são cargas maiores

    • Não é um navio doca. Existe uma rampa traseira para desembarque e uma espécie de balsa flutuante para acesso e operações de desembarque.
      Neste quesito, é melhor operar como LHA e utilizar os lanchões e deixar o desembarque efetivo para o NDM Bahia, que este sim, possui doca alagável.

  16. A falta de visão e patriotismo dos políticos brasileiros é irritante.
    Em 2010 essa belonave veio visitar seu potencial comprador mas decisão só sob muita pressão e muitas concessões daqui para lá…e mesmo assim são oito anos para termos esse adicional necessário e longe do ideal.
    Aqui registro minha indignação acerca do problema e aflição que temos em relação à 2a Esquadra a ser sediada no Maranhão versus negligência dos infiéis políticos e comparação dos custos necessários para iniciarmos instalação da 2a Esquadra e o imoral custeio de jardins intetnos só do Senado em Brasília orçado em R$108.100.000,00( cento e oito milhões e cem mil Reais) ara 2018 enquanto nós dependemos de R$60Milhões para já termos o embrião necessário para funcionar ,de fato, a 2a Esquadra que não nis custará mais que 1.5 milhão /mês de início.
    Lutemos pelo que é nosso porque saquearam Petrobrás para financiar
    _______________
    _______________

    COMENTÁRIO EDITADO

  17. SmokingSnake 🐍 2 de junho de 2018 at 11:03
    “Já que retiraram as phalanxs, podiam colocar uma rampa ali na frente e comprar uns F-35…”

    Será que no lugar das Phalanx,não poderia ser postar um sistema de defesa de aérea Aspide igual ao das classe Niteroi na popa do Ocean/Atlântico?
    Quem sabe um canhão MSI DS 30M – Mk44 de 30mm na proa,como os da classe amazonas…

    Quanto a F-35s,é um sonho amigo,teria que ser feita melhorias no convés para receber os F-35B

    • “Será que no lugar das Phalanx,não poderia ser postar um sistema de defesa de aérea Aspide ”
      .
      Quanto custaria integrar todos os sistemas desse míssil ao sistema de combate do navio?
      Vale o custo instalar esse míssil, que já deu o que tinha que dar?
      .
      “Quem sabe um canhão MSI DS 30M – Mk44 de 30mm na proa,como os da classe amazonas…”
      .
      O navio tinha 4 reparos DS30M…
      Se ficaram, não precisa colocar mais um.
      https://farm8.static.flickr.com/7791/17336181018_4af2f6be63_b.jpg

      • Olá Bravox. A reportagem é sobre desvios na compra das fragatas Niteroi pelo governo brasileiro durante a ditadura militar. A reportagem é apropriada para o contexto em que vivemos, no qual um dos argumentos para uma intervenção militar seria o combate à corrupção. Este caso das fragatas Niteroi é novo, mas existem vários outros (lembro do caso Capemi, que envolveu desvios de 100 milhões de dólares na década de 80 do fundo de previdência privada dos militares)

        • Então,talvez sejam esses fatos que explicam, o porque de os militares não querem intervenção e assumir o poder.Pois quando se misturam com políticos se contaminam.

  18. Sonhar não custa nada, porém, gostaria que a MB pudesse fechar a compra de 4 Type 23, 2 V-22 Osprey e 1 Classe Wave.
    Mas me contentaria em ver o Ocean com dois Goalkeeper CIWS no lugar dos Phalanx CIWS,

    • Goalkeeper já deu o que tinha que dar…
      .
      4 Type 23… Okay, quando?
      Em 2023, quando a primeira dará baixa?
      Viria sem radar, sem sonar e sem mísseis?
      Sim, pq estão querendo utilizar esses sistemas nos navios que estão construindo, para economizar…
      .
      Vamos comprar Osprey pra quê?
      Esses dois Osprey são mais caros que o Ocean, Bahia e Wave juntos…

        • Não tenho moral pra recomendar nada… Só digo o que acho que seria vantagem, com base no meu achismo.
          .
          Não sei se o estudo do MD sobre uma escola de formação conjunta de pilotos de helicópteros já saiu.
          Se saiu e a conclusão for pela não unificação, a MB precisa desembolsar uma grana para substituir os Bell 206B Jet Ranger III, que estão no bico do corvo. Se saiu ou sair e, a opção for por unificar, acho que a conta fica na mão do MD. Mas algo precisa ser feito no tocante a formação.
          .
          De certeza, se tivesse dinheiro, “eu compraria” H145M para ser o novo helicóptero de emprego geral de pequeno porte da força. A MB precisa substituir os Esquilos que também estão mais pra lá do que pra cá…
          .
          Fora isso, se tivesse dinheiro, investiria em mais Sea Hawk, sem sombra de dúvidas.
          .
          Para transporte, que a MB faça bom proveito dos vários H225M que vai ter.
          .
          Não falta helicóptero grande na Marinha, o que falta é substituir os pequenos, que estão velhos…
          .
          A longo prazo, coisa pra 2030+, “eu planejaria” desde já, trocar os KC-2 por Osprey e os A-4 por F-35B… Tudo visando operar de um par de Navios de Propósitos Múltiplos, que substituiriam Ocean e Bahia, mas manteriam muito dos conhecimentos adquiridos. Esse seria o novo “Pronae” e “Proanf”.
          .
          Não entendi o Pantsir-M.
          Se instalar Sea Ceptor é caro, imagine pagar para instalar um sistema alienígena nesse navio.

          • Concordo plenamente quanto ao uso de navios multipropósito (como o Juan Carlos ou o Cavour) ao invés de 2 NAe de 60 mil toneladas que sequer conseguiriamos manter um em operação. 2 navios multipropósito, 20 a 24 F-35B e nada mais. Muito mais realista e de acordo com a nossa condição econômica.
            O problema é o desejo quase que sexual da Marinha em operar navios aeródromos CATOBAR.

  19. Deveria vir com alguns AW 101 Merlin tbm. 😜
    Será que pegaria mal para o Brasil se a Bradar fizesse engenharia reversa do Artisan?

    • Não faz sentido introduzir mais um helicóptero na força. Merlim não é mais necessário.
      O que a MB precisa, é substituir os helicópteros de instrução e os pequenos, de emprego geral.
      .
      O que se noticiava é que a Bradar receberia ToT para fabricar o Artisan 3D aqui. Ou seja, queriam fazer a MB rasgar dinheiro para poder fazer aqui um radar que ninguém compra, pq tem opção com custo x benefício muito melhor no mercado.

    • É Pielstick mesmo, segundo todas as informações da net. Mas, pelo que temos visto, algo que o Arsenal consegue muito bem é manter motores diesel e maximizar sua durabilidade. Acho que rezam para chegar um diesel, qualquer que seja, e esconjuram as turbinas e caldeiras…

  20. “Marcelo 2 de junho de 2018 at 8:39
    O que eu queria saber e não foi mencionado na matéria é se o pontoon vem tb…”
    Marcelo, também gostaria de saber sobre o pontoon. Mas com essa notícia de que as Mk5 vêm, acho que fica bem claro que o pontoon também vem, pois, se os turcos foram feitos sob medida para
    as Mk5 (conforme dito antes), o próprio pontoon é totalmente sob medida para o Ocean, não deve existir outro navio que possa ou necessite operá-lo. Sem o pontoon, a capacidade de desembarque do navio fica mutilada, e se concordaram em não mutilar tirando as Mk5, não faria sentido mutilar tirando o pontoon, que permite a operação das Mk5 sem ter que içá-las a todo momento. E o pontoon é uma parte do navio, não um armamento, sensor ou uma embarcação autônoma, não faria sentido tirá-lo. Mas, lógico, o ideal seria uma confirmação oficial.

  21. Pena não vim com o sistema Goal Keeper na proa do novo.
    Uma possibilidade seria a MB implantar o novo sistema Fênix ( evolução do Siconta) no Atlântico.
    Quem sabe já encomendar a Ares engenharia uma versão naval da TOC-30mm, já que não temos o Goal Keeper.
    E já que os Ingleses estão fazendo um “bota fora” deveríamos aproveitar e tentar adquirir umas 12 unidades do Harrier com eles ou com o USMC.
    Mas parabéns a MB, dessa vez foi uma excelente aquisição!

      • Hi All
        The harrier GR7 and GR9 were sold to the USMC however after their retirement in 2006 12 Sea Harriers were kept by the Royal Navy school of Flight Deck Operations at RNSA Culdrose.These aircraft are still being used today by the Royal navy but they do not fly/just used for taxing around a mock up flight deck though the engine output is restricted at 50% by a restrictor on the throttle.
        Just some food for thought.

        Ian L UK

    • Goalkeeper? Esse sistema não é utilizado no Ocean. O sistema utilizado é o Phalanx, que não virá com o navio.
      Harriers não existem mais no Reino Unido. Os que restaram foram vendidos para o US Marine Corps. E mesmo que houvesseem aeronaves dessas a venda, elas não operam no Ocean! Esse navio é um porta-helicópteros. Ponto! Esqueçam aeronaves de asas fixas operando nesse navio!

  22. Outra medida que deve ser adotada pela MB com a aquisição do Atlântico é a transferência para a “segunda esquadra” (força naval do nordeste) da operação do Bahia.
    Além de aquisição dos AW-1 Super Cobra (as 26 células oferecidas), sendo 13 para o Atlântico e 13 para o Bahia.
    Com a entrada em serviço dos SBR, também será providencial a transferência dos Tupis a segunda esquadra.
    Caso realmente consiga adiquiri unidades dos AV8B Harrier Ingleses ou Americanos, os Super Cobras a MB estará dando um belo salto quantitativo e qualitativo.

    • Fox…
      .
      não há mais “Harriers” no Reino Unido desde 2011 quando os que já estavam “groundeados” foram vendidos para os fuzileiros navais dos EUA como fonte de peças já que há muito em comum entre eles e os AV-8Bs…e quanto a estes, não há disponíveis
      para venda, serão utilizados até o fim de vida útil que já está bem próxima já que o F-35B está muito lentamente entrando em serviço.

    • Os 26 AH-1W Plus + (Super Cobra) é 13 pro EB e 13 para MB e o Bahia pode opera apenas 4 EC-725 dificilmente tem capacidade de opera os AH-1W Plus+
      Os harrier Inglese foram vendido par aos americanos e mesmo assim o NPhM Atlântico não tem capacidade de opera-los, embora seu casco seja uma simplificação da classe Invincible tem um layout interno diferente para poder dá suporte há operações anfíbias.

        • Compramos pelo preço acordado, logo do nosso lado não houve corrupção. Se o fornecedor conseguiu desconto e não não repassou sinceramente não vejo com ohhhhh houve corrupção no regime militar. No máximo deixamos de ganhar. Mas não muda o fato de que o governo não quis receber a diferença do dinheiro.

      • O fornecedor vendeu pelo preço X. O fornecedor comprou os insumos com desconto. O fornecedor não repassou desconto ao cliente (Brasil) . Blz, até entendo o ponto de que deveria ser apurado e tal, mas daí noticiar que houve corrupção? O que contratamos recebemos pelo preço acordado. O preço poderia ser melhor? Talvez, mas nenhum brasileiro encheu os bolsos de dinheiro.

        • Talvez o problema fosse “puxar o fio da meada”. Infelizmente, a corrupção muitas vezes é sistêmica, contamina todas as partes envolvidas…

          • Caro Nilson. A corrupção é um caso de caráter. Portanto ocorre entre militares e civis, agentes públicos e privados. Contudo, apenas em um ambiente democrático as instituições poderão investigar e punir os culpados. Regimes totalitários não permitem a investigação livre quando envolve os seus partidários e age para punir os opositores. Acho que esse é ponto principal da noticia.

  23. Bardini 2 de junho de 2018 at 16:45

    “Será que no lugar das Phalanx,não poderia ser postar um sistema de defesa de aérea Aspide ”
    .
    Quanto custaria integrar todos os sistemas desse míssil ao sistema de combate do navio?
    Vale o custo instalar esse míssil, que já deu o que tinha que dar?
    .
    “Quem sabe um canhão MSI DS 30M – Mk44 de 30mm na proa,como os da classe amazonas…”
    .
    O navio tinha 4 reparos DS30M…
    Se ficaram, não precisa colocar mais um.
    https://farm8.static.flickr.com/7791/17336181018_4af2f6be63_b.jpg

    No lugar do Phalanx de proa colocaria um dos reparos Simbad do SP, porém acoplando a uma alço elétro ótica, e outro em um dos bordos da popa, mantendo, se vierem, os reparos 30mm. Ficaria para lá de bom, gastando pouco.

  24. A Marinha acertou em muito comprando o NPHM Atlântico, um senhor navio. Já tinha acertado com o Bahia e agora acertou de novo.
    Um navio desses representa um poder e tanto, muitos cometam da sua vulnerabilidade, devido a falta de defesas anti míssil e a sua baixa velocidade ou ao projeto do casco. Mas se esquecem da tremenda capacidade de deslocar e permitir a operação de uma força de fuzileiros e de meios aéreos em uma determinada área.
    O emprego esta semana do Bahia, foi um exemplo em alguns dias um contingente razoável chegou em Santos, com três blindados, viaturas e creio que pelo menos dois helicópteros. Com esta a ação o navio assumiu todo o controle do porto. Uma base aérea atracada com centro de comando estratégico e alojamentos para toda a tropa. Imagine a capacidade de ação de um navio como o Atlântico com seus helicópteros.
    Quanto a acréscimos de armas, não creio que a Marinha venha a realizar qualquer alteração nos próximos anos, também podem esquecer qualquer outro tipo de aeronaves com Osprey, Harrier etc. Claro que helicópteros de ataque como o Cobra seriam muito boas aquisições.
    No futuro a melhor forma de dar ao Atlântico uma bela capacidade de defesa seria colocar nele o Sea Ceptor, aí sim ele teria uma defesa anti míssil de primeira qualidade, muito melhor que tinha como os 03 CIWS retirados, pois ele poderia engajar simultaneamente bem mais que 03 SSM e a distâncias muito maiores com muito mais segurança.
    Devem levar em conta que graças ao uso dos helicópteros anti submarino o Atlântico também será uma valiosa plataforma ASW.

    • Sabe em quanto estimaram o custo para colocar Sea Ceptor nos novos Porta Aviões classe QE?
      25 milhões de libras por navio…
      Certamente, colocar Sea Ceptor no LPH que a MB comprou não deve ser tão mais barato.
      .
      Defesa do “Ocean”?
      Que fique como responsabilidade dos Navios de Escolta. Se vamos gastar dinheiro com míssil, que seja para os Escolta que tanto precisamos.
      .
      https://www.savetheroyalnavy.org/should-hms-queen-elizabeth-be-fitted-with-her-own-missile-defences/

      • Bardini, apesar de Russo, O Bahia e o Atlântico, e quem sabe talvez o Wave, podiam ser equipados com Pantsir M como ultima camada, No mínimo o Goalkeeper, e ficando sua defesa AA de média e longa com futuras escoltas, essas sim com Sea Ceptor.

        • Tá… Mas quanto sairia toda essa brincadeira?
          .
          A Marinha precisa de dinheiro pra dar uma recauchutada em 3 Niterói, que pretendem usar por mais um tempo… Se tivesse esse dinheiro pra comprar um sistema de defesa novo, pq não gastar dinheiro ali, nos Escoltas?

  25. Mas não estou falando para agora, com a Graças de Deus o Atlântico vai navegar muitos anos nos nossos mares, quando o Sea Ceptor não for mais novidade e estiver amplamente difundido, os seus custos cairão e então ele poderá ser uma opção. Creio que durante os próximos anos não haverão muitas modificações de armas no Atlântico.

  26. Era bem preciso… Depois da anedota mundial que foi a compra do foch e tudo que se seguiu, passando pela completa sucata da Marinha brasileira…num país com esse tamanho… Há realmente que começar a mudar. Acho que estão a começar pelo telhado…mas…😚

    • Anedota mundial com a compra do A12 ?

      Mostra pra gente alguma reportagem da imprensa especializada onde eles tenham achado graça da compra do São Paulo.

      • Lol! Um porta aviões podre, já quase descomissionado, cheio de avarias e problemas estruturais numa Marinha que nem uma fragata decente tem??

        • Eu pedi que você mostrasse fatos e não sua opinião sobre o assunto.

          Você não mostrou, ao invés disso só demonstrou mais uma vez a sua ignorância no assunto. Lol !

  27. Também penso no básico para depois chegar ao alto. Mas o HMS Ocean foi uma oportunidade de ouro ainda bem que compramos. E como disse nas nossas hipóteses de emprego militar ele é muito útil.

  28. A India bem que poderia nos vender um sistema Bhramos conteneirizável para embarque nesses navios maiores e com espaço no convés. Assim teremos uma defesa AA de respeito e não ficamos devendo para ninguém. Melhor que o Phalanx, arma de tubo que deve ser substituida por missil. Tubo não dá confiança para as ameaças aéreas de hoje e do futuro próximo.

  29. Sr. Fernão Di Martini. sempre fui entusiasta de submarinos de 1000 toneladas. Existem NPO de 800 toneladas? Seriam ótimos para custo e benefício em função em tentar manter uma segunda esquadra. Uma versão IKl 208 Br e alguns NPO(desculpe a ignorância) seriam de suma importância não esquecendo de navios de minagem. São hipóteses que poderiam ser pensadas para médio prazo. alguns comentaristas se puderem me explicar agradecerei. Obrigado a todos.

  30. De certeza, se tivesse dinheiro, “eu compraria” H145M para ser o novo helicóptero de emprego geral de pequeno porte da força. A MB precisa substituir os Esquilos que também estão mais pra lá do que pra cá…

    Bardini, dois problemas para adotar está anv:
    1A cauda não é dobrável e a parte superior da carenagem do fenestron raspa a porte superior dos hangares dos navios.
    2 O torque gerado pelo fenestron estabele limites operacionais curtos de pouso com vento lateral e com balanço do navio, e como disse um aviador naval:
    Se você insistir com o pouso, vai acabar fazendo um relatório de acidente a bordo.

    • Mas nenhum dos helicópteros avaliados dobra a calda…
      Pelo que sei, a disputa corre entre AW109 Trekker, Bell 429, H135 e H145. Nenhum desses deve caber dentro do hangar dos atuais Escoltas, mas vamos ter Lynx por muito tempo ainda. Navio de pesquisa também não deve ter hangar pra esses helicópteros. Nos Navios de apoio eles cabem… O resto não tem hangar.
      .
      Não sei se o fenestron é um problema. Acho estranho ser, pois os Panther/Dolphin tem e venderam bem para aplicação naval. Foram copiados até pelos chineses.

  31. Bom aí e outra historia, mas eu acho que o mais adequado e o 109, porque:
    Já opera embarcado em vários navios de pequeno porte, trem pouso com rodas que facilitará a operação em convoos pequenos, sistema de rotor de cauda convencional e se não me engano a verao ofertada dobra a cauda.

  32. Bardini, segundo me foi informado formado por um aviador naval, o Panther tem três tamanhos de Fenestron, o maior deles e o da versão da USCG, que tambem sofre restrições de pouso com ventos cruzados.
    Helicóptero naval embarcado Full para cumprir a missão precisa hoje ter rotor de cauda com alto torque, trem de pouso com rodas, cauda dobrável e proteção Antônio corrosão nos sistemas elétricos e estruturais.

    • Nenhum dos concorrentes do UHP tem todas essas capacidades.
      O que o piloto quer é um Wildcat…
      .
      A Marinha quer comprar um substituto para os Esquilo. Não dá pra esperar muita coisa de um Helicóptero de Emprego Geral de Pequeno Porte.

  33. Nessa questão de aeronaves pro HU-1 e HI-1, me parece que uma escolha sensata seria a de um único modelo (ou família) que possa ser empregada em abos esquadrões. A aviação naval já emprega um número muito grande de aeronaves distintas e me parece que reduzir essa gama seria uma grande economia em termos logísticos, de manutenção e qualificação de pilotos

    • Quanto ao A12 não há o que retrucar, mas quanto ao A11 vc está redondamente enganado. O Minas Gerais não foi viveiro de cracas, ao contrário, foi um navio muito operativo e dava à MB capacidades que até hoje não tem mais. Veja no link abaixo, do NGB, com detalhes sobre as missões, que o Minas Gerais esteve operativo de 1961 a 2001, somente parando para as manutenção e modernização (73 a 79, 91 a 93):
      http://www.naval.com.br/ngb/M/M065/M065.htm

      • Pelo preço que custou o A12 , mesmo com o seu brevíssimo periodo operativo, cumpriu bem a sua função de consolidação da doutrina aeronaval embarcada com avioes a reação. Poucas marinhas no mundo podem fazer isso.

  34. Sejamos honestos, a MB fez a coisa certa: maximizou e multiplicou capacidades por um preço módico. Que eventualmente ele fique parado por falta ou impossibilidade de manutenção, é um risco previsível. Mas é melhor ter algo por algum tempo do que não ter nada por toda eternidade. Só gostaria que o Brasil tivesse interesse e cacife pra usar sua marinha de maneira a amparar a política de incremento e melhora de sua influência mundial, não apenas em GLO interna ou frioleiras da ONU.

    • Concordo plenamente. Há um ranço na sociedade brasileira sobre a atuação das forças armadas em qualquer âmbito, seja ele no teatro nacional, internacional ou até mesmo diplomático. As missões onde a cobra de fato fumava nunca foram noticiadas pela grande mídia com o devido destaque como fez no Haiti (que houveram momentos críticos más em suma foram utilizados como polícia/logística tica e pra levantar a bandeira da onu) . Não imagino como seria a opinião popular se as forças armadas por força de um tratado de defesa tivesse que enviar homens para uma guerra ou para atacar terroristas… E nem teríamos como fazer sem mísseis que pudessem atingir alvos com Mais de 300km, o que eu acho um tremendo absurdo e limita nossa extrategia militar a enviar gente para a morte. Simplesmente surtariam.
      Portanto, gostaria deste protagonismo internacional do nosso país, mas não vislumbro que isso venha ocorrer pelo menos nos próximos 50 anos ou antes caso haja uma ruptura cultural ou uma revolução, o q acho mais improvável ainda.

  35. desculpem a confusão: construção de IKLs 206 BR e NPOc de 500 toneladas. Custo e benefício para um possível aquisição para a chamada segunda esquadra. Questão hipotética a ser estudada a médio prazo. abraços a todos. Sobre o Atlântico, excelente aquisição.

    • Esquadra com NPOc?? Esquadra da guarda costeira vc se refere?
      Na minha opinião não conseguimos manter e manutenir 1 pequena esquadra já cansada. Imagina 2. Em tempo, NPOc, lanchas, faroleiros, avisos… Na minha opinião deveriam compor uma “esquadra” de guarda costeira, sendo considerada um quarta força, formada por voluntários das 3 forças.

      • Marinha de guerra é para guerra. É nao pra ficar liberando barco pesqueiro pra pesca, dando carteira pra motonauta e verificando pirataria em rio. Tentando fazer tudo não se faz nada a contento.

  36. Marcelo 3 de junho de 2018 at 14:05

    Nessa questão de aeronaves pro HU-1 e HI-1, me parece que uma escolha sensata seria a de um único modelo (ou família) que possa ser empregada em abos esquadrões. A aviação naval já emprega um número muito grande de aeronaves distintas e me parece que reduzir essa gama seria uma grande economia em termos logísticos, de manutenção e qualificação de pilotos

    Marcelo, sua análise é coerente, porém não uma anv que contemple 100% as duas missões com custos compatíveis para ambas. O ideal seria o centro de formação único de pilotos com um terceiro nível que seria a conversão para o voo embarcado, pois de pronto se reduziria um tipo de vetor no inventário da MB, mas infelizmente não se chega a a um consenso e o contribuinte paga a conta por “orgulho, empáfia, e teimosia”…

  37. A todos, obrigado pelas explicações!
    Mas se não me engano, o sistema Goalkeeper é uma variante Holandesa do Phalanx americano (com o mesmo canhão GAL-8 utilizado no A-10).
    Uma opção a substituição desse sistema, seria o Russo AK630, ou os Chineses, mas já sabemos que isso nunca acontecerá.
    Quanto aos Harrier, pena saber disse, seriam uma ótima aquisição, caso o Atlântico pudesse operar embarco com os mesmos, como seu irmão Ark Royal.
    Quanto aos Super Cobras, acho que a MB deveria adquirir todas as 26 células para operar nos porta helicópteros ( sim os dois navios podem operar os Super Cobras, só não sei a quantidade), cabendo ao EB a aquisição de outro helicóptero dedicado a forças terrestres, tais como MI-28, Mangusta etc.
    Quanto a defessa AAe, acho plenamente viável a encomenda via Ares da Torc-30mm versão naval.
    Com seu canhão Rheinmetall MK30-2 ABM.
    Quanto as unidades, devemos redimensiona-las, evitando assim a aglomeração em um só porto.
    Sendo assim, o Bahia vai para a força do nordeste, assim como os Tupis após entrada em serviço dos SBR, e futuramente 2 unidades das CCt,s etc.
    Também creio ser viável o desenvolvimento de 2 unidades do Fênix ( Siconta evoluído), para em futuro próximo em uma modernização de meia vida, serem instalados nos navios.
    Por fim, temos que já preparar equipamentos nacionais para instalação nesses meios navais, sistemas como Rádio Definido por Software, Radar Gaivota-X, Corced Ares, sistema eletro óptico Atena, Torc-30,mm naval, metralhadora rápida em desenvolvimento na MB (ao menos tinha informações que estava) etc.

    • “Mas se não me engano, o sistema Goalkeeper é uma variante Holandesa do Phalanx americano (com o mesmo canhão GAL-8 utilizado no A-10).”

      Você está enganado, são sistemas diferentes desse o projeto.

      “Quanto aos Harrier, pena saber disse, seriam uma ótima aquisição, caso o Atlântico pudesse operar embarco com os mesmos, como seu irmão Ark Royal.”

      Ark Royal era “irmão ” do Invincible e do Illustrious. Já o HMS Ocean (agora Atlântico) é outro navio, com projeto diferente, propulsão diferente, velocidade diferente, espaços para alojamentos e capacidade de transportar veículos também muito diferente, propósitos diferentes. Só tem um pouco da aparência externa em comum, e olhe lá.

  38. Pessoal pensando em dotar o Atlântico e Bahia com mísseis Sea Ceptor, Bramhos etc.
    Quando a MB resolver dotar esses meios de superfície com sistemas de armas de defesa de ponto ( e isso vai demorar muito), acho que a melhor solução será as versão Solo/Ar do Astros, quem sabe uma versão naval da TORC-30 mm, alça optrônica Atena da Ares, sistema de C4IR Fênix ( Modernização do Siconta), Míssil Superfície Ar em desenvolvimento no Ctex ( ou estava, não sei se ainda prossegue) etc.
    A curtíssimo prazo, a melhor solução seria os Russos e Chineses, mas já sabemos o posicionamento nacional quanto aos sistemas Orientais!
    Havendo dinheiro devemos é dar prosseguimento aos inúmeros projetos navais ou paralizados ou abandonados, tais como OPV-1.800BR, Napa-500BR, Patrulheiro da Amazônia, CCt,s, metralhadora rápida nacional, radar Gaivota-X, Sonares, Torpedos, EW, comunicações etc..

    • Versão solo/ar do Astros… Qual? Aquela que vem sendo “desenvolvida” em “parceria” com a MBDA, baseada no bendito do Sea Ceptor e que vai custar um absurdo pq vai ser montado em uma plataforma 6×6, blindada e totalmente desnecessária para a função na AAAe?
      .
      Torc 30 naval???
      Então tá, vamos ver se a Elbit tem algo assim no portfólio, dai a gente comprar via Ares, para usar uma canhão Mk-44 Bushmaster II para usar como “CIWS”…
      Um canhão de baixa cadência de tiro que não chega aos pés do bom e velho 40mm, na função de jogar chumbo pra cima.
      .
      C4IR Fênix???
      Nem existe e está ressurgindo das cinzas?
      .
      “Míssil Superfície Ar em desenvolvimento no Ctex”
      Tem algum desenvolvimento sério sendo realizado no tocante a míssil Superfície Ar no “Ctex”, ou esse é mais um daqueles zombies, estilo MSS 1.2 AC, que se recusam a morrer?
      .
      De resto, haja dinheiro pra desenterrar tanto defunto ultrapassado.

  39. R. Cordeiro. Entendeu as palavras: hipotética, Médio prazo? Sei muito bem o que é uma MB. Por favor fiz sugestões. Então arrume o dinheiro e construa suas hipotéticas belonaves de 4000 ou 6 000 mil toneladas. Não tem nada de novo em ter submarinos e NPOc. Leia todo comentário: Estudos a serem realizados. Não citei que era para adquirir. Fim da conversa.

    • Navio patrulha é para patrulha policial do mar. Uma esquadra de navios patrulha se supõe que são vários navios patrulhas policiando o mar. Concordo que deve haver muitos navios patrulhas, mas lembro que navios patrulhas não fazem guerra e portando não formam uma esquadra de guerra, logo, não teríamos uma segunda esquadra de guerra é sim uma capitania dos portos tunada. Portanto ao meu ver, sabendo dos parcos recursos que temos, destina-los a uma frota de NPOc para compor uma “Segunda Esquadra” não faz o menor sentido, com a devida vênia . Simples assim e ponto final.

      • Aqui no Naval há vários links que corroboram muita afirmativa.
        Busque na lupa NPOc Amazonas custos, OPV Amazonas não suporta danos de combate. Enfim, ha bastante material. Boa leitura.

  40. “Juarez 2 de junho de 2018 at 19:12

    No lugar do Phalanx de proa colocaria um dos reparos Simbad do SP, porém acoplando a uma alço elétro ótica, e outro em um dos bordos da popa, mantendo, se vierem, os reparos 30mm. Ficaria para lá de bom, gastando pouco.”

    Para cabotagem está muito bom, afinal é o que eles deverão cumprir. Baea e Atlântico.

  41. Projeto naval de uma metralhadora “rápida” nacional? Mas, pensei qu toda a metralhadora fosse rápida. Agora, naval vem a calhar. Será que a culatra é feita de latão do Almirantado para evitar a corrosão? Acho que é um projeto pouco ambicioso para as nossas necessidades e sem nexo com futuro TO do Atlantico. Se os Fus. Navais não estão satisfeitos com a velha e boa Browning HB .50 temos a MAG nacionalisada que é uma arma de aceitação até do SEALS da USN. Agora, se a intenção é produzir um armamento de tubo tipo o que dota o Phalanx, ai pode ser. Mas, temos recursos para isso ou será “engenharia reversa” mesmo?

  42. Nada impede de equipamentos vocacionados aos Fuzileiros serem utilizados diretamente por meio de seu convés em caso de necessidade. Seriam opções não “organicas” a implementar no navio quando e se necessário. Entram nesta seara os Igla, Bofi 40 mm, mistral, RBS-70, etc…

    Existe uma seleção organica de bom custo benefício que tambem pode ser implementado no lugar do Vulcan.

  43. Que bom que o Artisan vira com a nau. Em vários outros tópicos comentamos/especulados se viria ou não… A MB só tem a ganhar com o equipamento. Quanto a esta ideia de asas fixas no Atlântico, não adianta discutir: as várias discussões havidas foram mais que suficientes para demonstrar que o navio não foi projetado para tal tipo de uso! Ozawa e Martini, por favor me corrijam se estiver errado. Por fim, alguém tem informação se a MB pretende adquirir asas rotativas especiais para o Atlântico ou vão usar o Caracal mesmo???

  44. R_ cordeiro. com o devido respeito. Informei sobre os Subs. NPOC seria para proteção da ZEE. segunda esquadra não foi proposta minha. por mim submarinos costeiros e Corvetas ou fragatas leves como propõem MB. NPOcs seria para como disse para patrulhamento como proposto acima. Há de se convir que também necessitamos de navios de minagenm e varreduras. Creio que acabaremos novamente indo às compras de oportunidade. Sem que empate no Projeto das CCT e o Prosub. O tempo dirá. Desculpe a falta de compreensão da minha parte. sou entusiastas por submarinos. principalmente o que abrange os de mil toneladas. ágeis e silenciosos. Temos tecnologia. só não temos dinheiro, segundo a MB, Governo. Grande abraço.

  45. Bardini, melhor que sair comprando de tudo e de todos,e na hora de necessidade lhes virarem as costas.
    Ai teremos que recorrer aos “bichos papões” comunistas, Chineses, Russos, Norte Coreanos etc.
    Pois eles fazem o dever de casa, aqui improvisamos e quando as verbas aparecem, saímos comprando, pois nossos super especialista militares, que lutaram e inúmeros conflitos entende de mais em equipamentos militares e adm de despesas tsc tsc.
    O canhão da Torc-30mm é bom sim, ainda mais com sua munição de fragmentação, espoleta laser de proximidade etc.
    Nem sempre cadência de tiro é melhor que precisão.
    Se fosse assim, não precisariam de sniper,s .
    Quando ao M.S.A 5.1 ( míssil solo ar), o mesmo no período Mectron, tinha atingido tanta maturidade que já tinha pronto seu Sheeker.
    Porém após a falência da mesma, não sei.
    Quanto ao Sea Ceptor, como o mesmo entrou em operação na Royal Navy e muito provavelmente será instalado nas CCt,s, e caso realmente desenvolvam uma variante nacional baseada no Astros 2020, se tornará extremamente vantajoso sua adoção em plataformas nacionais, ou adquiridas.
    Como recusaram as ofertas Sul Africanas do Marlim e A-Darter Solo/AR, só nos resta isso mesmo.
    Por fim, o projeto Fênix ( Siconta evoluído e com maiores capacidades), está sendo desenvolvido por muitas empresas de renome e tradição (dentre as quais alguma estrangeiras que tanto os Brasileiros amam), sendo assim, e baseado no que acontece com projetos nacionais que há participação de multi estrangeiras, o mesmo irá se tornar um produto operacional muito em breve (pois esse projetos com estrangeiros no Brasil não sofrem de cancelamentos).
    Por fim, é triste ver que como você, muitos Brasileiros sofrem da crise do filho bastardo, que vive em função de agradar seu pai, desejando e ansiando um afago na cabeça pelo mesmo.
    Com essa ótica sempre seremos o que somos, um mero peão nas mãos da grandes nações.
    O pior é que as pessoas que administram e tomam decisões nesse país, pensam igual a você e muitos brasileiros, dai um dos motivos de tanto atraso e descaso nesse país que não é nação!
    Passar Bem !

  46. Caro Luiz Floriano, essa nomenclatura de “metralhadora rápida” foi divulgada pela própria MB.
    Segundo informações após tomar conhecimento de que a MB tinha planos de fabricar uma “Metralhadora Rápida”, os americanos nos negaram a venda de sistemas CIWX ( ai se enquadra o Phalanx), por medo de fazermos engenharia reversa.
    Creio eu, que esse projeto seria na verdade um canhão naval de médio porte, mas como por aqui adoramos “ser diferentes”, deram esse nome.
    O mundo caminha a passos largos para as armas de energia dirigida, e nosso atraso é tão descomunal que até hoje não dominamos a fabricação de simples armas de tubo (canhões, metralhadoras, fuzis etc).
    Também acho que devemos investir em pesquisas na “fronteira do conhecimento humano”, mas ai virão os derrotistas dizerem; para que? para comprar algumas unidades, não compensa,
    Não temos dinheiro para isso, melhor importar usado e outros blá blá blá,s.
    Quanto a MAG, não sei se os SEAL,s da US Navy ainda a utilizam, porque por lá a mesma sofreu tantas modificações que não é a mesma faz anos.
    Uma das modificações sofrida pela MAG é a famosa M-60 (metralhadora do Rambo), com menor peso e cano mais curto.
    Até porque naquele país, há tanta empresa especializada em Mod de armamento (incluindo umas de garagem), que esse tipo de arma para os americanos não chega a ser grande coisa.
    Sei que as SOF,s americanas usam a FN-MINIMI nos calibres 5.56 e 7.62mm, sendo denominada lá de M-249 (calibre 5.56mm).
    Passar bem!

    • FOX a M60 é uma evolução do FG 42 alemão, fuzil automático dos paraquedistas e não uma evolução da MAG. A M60 foi substituída pela M240, essa sim um aprimoramento da MAG. Outra coisa não existe Minimi em calibre 7,62.

  47. SRS. sou leigo em tudo isto, entretanto vejo tanta besteira que as pessoas não entendem que foi comprado um “porta helicópteros”, não um pa, então não há capacidade de pouso de aviões, só de reforço na estrutura para receber aviões, o ph ficaria tão pesado que viraria Tartaruga. Outra coisa a MB toda hora diz que não tem grana, vão aproveitar tudo que puder do São Paulo (sistemas de defesa) que não vieram

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