Home Indústria de Defesa Depois de 10 anos, US Navy compra mísseis antinavio para seus LCS

Depois de 10 anos, US Navy compra mísseis antinavio para seus LCS

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Dez anos após o primeiro navio LCS ser comissionado, a Marinha dos EUA finalmente ordenou um míssil de longo alcance para esses navios, cuja única arma é uma torre de 57mm. O Naval Strike Missile é feito pelo grupo Kongsberg da Noruega. (Foto de Kongsberg)
Dez anos após o primeiro navio LCS ser comissionado, a Marinha dos EUA finalmente encomendou um míssil de longo alcance para esses navios, cuja única arma é uma torre de 57mm. O Naval Strike Missile é feito pelo grupo Kongsberg da Noruega. (Foto de Kongsberg)

A Raytheon recebeu contrato que pode chegar a US$ 848 milhões para equipar os Littoral Combat Ship

O Naval Strike Missile – NSM, de fabricação norueguesa, foi oficialmente selecionado para servir como arma antinavio do Littoral Combat Ship, de acordo com um anúncio do Pentágono na quinta-feira.

O contrato de US$ 14,8 milhões concedido à Raytheon comprará o primeiro lote de mísseis que serão incorporados às variantes “Freedom” (LCS-1) e “Independence” (LCS-2) dos Navios de Combate Litorâneos como parte dos fundos do Ano Fiscal de 2018 para pesquisa e desenvolvimento de armas OTH – Over The Horizon. O valor pode crescer para US$ 847,6 milhões se todas as opções de contrato forem exercidas.

O contrato determina a entrega dos mísseis “conteinerizados” da Kongsberg, carregados em mecanismos de lançamento; e um único pacote de controle de tiro. ”O contrato não especificou quantos mísseis estão incluídos, mas o valor deve cobrir cerca de uma dúzia de mísseis.

O NSM subsônico está em serviço na Marinha Real Norueguesa desde 2012. A arma tem um alcance de cerca de 100 milhas náuticas com um custo ligeiramente menor do que o míssil de cruzeiro Raytheon Tomahawk Block IV (a Marinha cita o preço por unidade dos TLAMs em US$ 569.000 no ano fiscal de 1999 (cerca de US$ 868.000 em 2018, ajustados pela inflação).

USS Freedom (LCS-1) e USS Independence (LCS-2)

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IvanMarceloMGNVSLuiz Floriano AlvesBlindmans Bluff Recent comment authors
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Bosco
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Bosco

Será o único míssil de origem estrangeira nas forças armadas americanas depois de muitos anos. O último foi o Penguin, do mesmo fabricante. Antes tinha também o Popeye, israelense.
Esse é o começo do fim do Harpoon!
Agora as LCS vão ficar muito bem armadas:
1 canhão Mk-110 (57 mm)
2 canhões Mk-46 (30 mm)
1 sistema RAM
32 mísseis SSMS (Longbow)
8 (?) NSMs

No futuro deverão receber os LRASMs, que deverão poder ser lançados de lançadores inclinados individuais instalados no convés.

Fox-2
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Fox-2

Bosco,
O míssil Harpoon será substituído pelo míssil de cruzeiro Raytheon Tomahawk Block IV TLAM, que terá capacidade anti-navio. A certificação para os mísseis começará ainda em 2019.
Enquanto isso a marinha dos EUA comprará alguns misseis estrangeiros pra servir de míssil “tampão”.

Bosco
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Bosco

Fox,
Mas o Tomahawk Block IV com capacidade antinavio (TASM) só será levado por navios que contam com os lançadores Mk-41/Mk57. Nos demais o Harpoon irá coexistir com o NSM até provavelmente ser totalmente substituído por este.

Bosco
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Bosco

Há! E tem a possibilidade do LRASM vir a ser lançada de lançador instalado no convés e aí provavelmente iria substituir o NSM.

Blindmans Bluff
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Blindmans Bluff

Acredito que o que o Fox falou eata correto. Nao se trata do Tasm, que ja foi aposentado a anos, mas sim de uma nova capacidade adicionada aos TLAMs para ASuW.

Bosco
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Bosco

Blind,
Realmente me equivoquei na sopa de letrinhas. A nova versão com capacidade antinavio do Tomahawk é denominada de MST (Maritime Strke Tomahawk).
A denominação TASM era da antiga versão antinavio, que era exclusiva contra navios e não tinha capacidade de ataque terrestre, e que foi retirada de serviço na década de 90.

Jagdverband#44
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Jagdverband#44

Exatamente Bosco. Estava pensando nisso.
O bicho é pequeno e feroz hein.
Mais feroz que qualquer unidade nossa.

Sds.

Bosco
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Bosco

É o pequeno que satisfaz. rsrsss

Dalton
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Dalton

Bosco…
.
dependerá da configuração…a maioria dos “LCSs” será para guerra de minas, 14 unidades
incluindo 2 dos 4 navios iniciais que serão usados para testes.
.
Outros 9 incluindo um dos 4 navios testes serão configurados para ASW e outros 9
incluindo o outro navio teste serão configurados para SUW.
.
Isso dá um total de 32 LCSs, mas acredito que apenas os configurados para SUW receberão
os mísseis anti navios.
.
abraços

Bosco
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Bosco

Daltão,
O que irão colocar nas áreas dos módulos de missão para cumprir missão antiminas e antisubmarino?
A versão antiminas deve usar os canhões Mk-46, que ocupam dois “espaços”. Sobra um. O que irão por lá? E nas configurações ASW? O que vão instalar nos espaços que serve pra ASW??

Bosco
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Bosco

Dalton,
Sem dúvida! Mas é essa que eu “gostio”. rsrsss
Mas se bem que os locais designados aos módulos de missão (3 em cada) não serão os utilizados pelos mísseis NSM, que provavelmente serão instalados em lançadores à frente da superestrutura.
Ou seja, se Deus quiser (rrsssssssssssssss) os LCSs de “qualquer configuração” serão armados com SSMs.

Dalton
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Dalton

Bosco…
.
pelo que entendi, cada LCS independente da configuração terá o canhão de 57 mm, algumas .50 e o RAM/SeaRAM…todo o resto incluindo helicópteros tripulados ou não e duas tripulações para cada navio, incluindo o pessoal do módulo atenderão configurações específicas…posso estar errado, mas, não faz muito sentido ter mísseis anti navios nos navios configurados para guerra de minas até porque não haverá um estoque ilimitado de mísseis.
.
abs

Bosco
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Bosco

Dalton,
Quanto ao estoque eu concordo, mas se formos levar em conta a doutrina “letalidade distribuída” era pra ter.

Dalton
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Dalton

Se é que tal doutrina será de fato efetivada Boscão…duvido que todo navio da US Navy venha a ser armado ou mais armado do que já está…de boas ideias o inferno está cheio… há quem queira por exemplo instalar mísseis Harpoon nos “EPFs” da classe “Spearhead”…mas, quem pagará por tudo isso ? . Estão prolongando um pouco a vida dos navios de guerra de minas “Avenger” devido aos atrasos no programa LCS, mas, alguns LCSs eventualmente irão operar baseados no Golfo Pérsico e serão de qualquer forma muito mais armados que os “Avengers” e outros LCSs com o módulo de… Read more »

Ivan
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Ivan

Admiral Dalton,
.
LCS caríssimo e sofisticado substituindo os baratos e simples Patrol Craft classe Cyclone faz sentido apenas para o almirantado norte americano.
.
Cada casco com sua missão.
Arriscar um Cyclone próximo à uma ilhota no Golfo Pérsico para desembarcar uma equipe de SEALs é uma coisa, arriscar um navio como os Freedom ou Independence é outra coisa, com alguns milhões de dólares a mais.
.
Abraço,
Ivan, o antigo.

Bosco
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Bosco

Ivan,
Vale salientar que parte da função dos Cyclones será realizada pelas lanchas Mk-VI, que serão adquiridas 48 unidades pela USN.comment image

Bosco
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Bosco

Um revisão dos mísseis estrangeiros utilizados pelos EUA:
SS-10 – francês – substituído pelo ENTAC
SS-11 – francês- substituído pelo TOW
ENTAC – francês- substituído pelo TOW
Popeye – Israelense – substituído pelo AGM-130, JASSM-ER, etc.
Penguin – norueguês – substituído pelo Hellfire II

Alguns outros foram testados mas nunca adquiridos: Roland, ADATS, Starstreak, etc.

Alguns que podem vir a ser adquiridos: Stunner (David’s Sling) e Tamir (Iron Dome).

Juvenal Santos
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Juvenal Santos

EUA comprando de prateleira, o que é bom pra eles, se fosse aqui iam meter o pau, iam exigir ToT, construção de fábricas aqui, mão-de-obra brasileira… Essa é mais uma lição do Tio Sam para os __________________

COMENTÁRIO EDITADO. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

JT8D
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JT8D

Todos os mísseis da MB são de prateleira, então pelo seu critério, nós estamos melhor que a US Navy

Mk48
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Mk48

Prezado,

Por que o País líder mundial em tecnologia, particularmente a tecnologia bélica, iria exigir ToT de um míssil com este (ou qualquer outro ) ?

Dependendo do caso eles exigem sim construção de fábrica e mão-de-obra americana. Vide o exemplo da Embraer no Projeto LAS com os Super Tucano.

Portanto ……………

Ronaldo de souza gonçalves
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Ronaldo de souza gonçalves

Vejo porque os EUA não desenvolve misseis supersônicos iguais a Rússia, e até a India,esses misseis subsônico podem ser interceptados mais facilmente.Gostaria que o Brasil antes de desenvolver um misserl naval de longo alcance compra-se o Brahmos indiano e armasse algumas fragatas com ele.Séria um grande poder nde dissuasão por um preço razoável.

Bosco
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Bosco

Ronaldo, O porquê dos russos optarem por mísseis supersônicos e a OTAN optar por mísseis subsônicos não tem nada a ver com maior ou menor capacidade de ser interceptado. Isso já foi discutido na Trilogia algumas dezenas de vezes e nos fóruns de discussão mundo afora algumas milhares de vezes. O fato dos mísseis russos serem supersônicos é uma necessidade que é fácil de ser compreendida, e não representa necessariamente uma vantagem. Primeiro, os soviéticos visavam os grandes porta-aviões americanos, que pesavam 70 mil toneladas. Para neutralizar um navio desse porte é preciso uma grande carga bélica. Nada menor que… Read more »

Bosco
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Bosco

Desses mísseis antinavios de alta velocidade que eu respeito é o Brahmos/SSN26 e o 3M54K. Esses são mísseis avançados com propostas inteligentes e que não buscam vencer só por conta da “força bruta” da velocidade. Nem esse Kinzhal me convence e aliás nem se sabe se terá função antinavio ou se será estratégica/nuclear.
Outro míssil avançado supersônico é o japonês XASM-3 que deve estar operacional esse ano. Ele é leve (pesa menos de 1 t) e é altamente furtivo.

MGNVS
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MGNVS

Bosco 1 de junho de 2018 at 23:43

Seus comentarios tecnicos sao sempre brilhantes Bosco.

Bosco, com base na sua resposta para o Ronaldo, me diga, no seu ponto de vista qual seria a estrategia ideal para suplantar as defesas de uma força tarefa de um porta avioes? Se vc fosse o comandante de um país que tivesse que se defender da frota americana nucleada num porta avioes, qual seria a sua estrategia? Um ataque de saturacao igual o outro forista comentou?

Bosco
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Bosco

MG, Eu faria exatamente o que a Rússia e a China estão fazendo. Não tem outro jeito. Ataque de saturação com mísseis supersônicos e hipersônicos, tentando entrar no perímetro de defesa na base da força, combatendo na base do mano a mano os caças e chegando na zona de lançamento e lançando a maior quantidade possível de mísseis de alta velocidade. Isso, até que tivesse meios furtivos mais efetivos, tanto de ataque como de reconhecimento. Quando russos e chineses tiverem meios de ataque stealths (nível VLO) a coisa muda de figura e aí será possível penetrar furtivamente para coordenar um… Read more »

Bosco
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Bosco

Vale salientar que hoje os EUA têm dois mísseis antinavios supersônicos, o SM-6 e o HARM/AARGM.
Fala-se também que estariam desenvolvendo uma versão antinavio do Iskander e com certeza o USA contará com versões antinavios do futuro míssil PrSM (antigo LRPF), que deverá também ser lançado por aviões.

RicardoNB
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RicardoNB

Enquanto a Rússia previa o uso dr seus mísseis ASM por bombardeiros a US Navy prévia o uso por caças táticos. Enquanto os EUA possuem um escudo com caças e aeronaves AEW&C a marinha russa estava limitada ao horizonte radar e não tinha caças embarcados. No fim os EUA optaram por mísseis compactos e furtivos e a Rússia por mísseis do tamanho de um caça e supersônicos. Ironicamente os mísseis subsônico e mais furtivos é que possuem um histórico comprovado de sucesso.

José Luiz
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José Luiz

Essa ideia de alta velocidade é como o Bosco descreve um tanto ilusória, porque as distâncias são muito grandes e mesmo com velocidades hipersônicas os sistemas de mísseis norte americanos tem tempo de reação para abater qualquer coisa que venha do alto independente da velocidade. Na minha opinião o pulo do gato para atacar uma força capitaneada por um porta aviões nuclear, se encontra na saturação, claro que no meio do oceano esta prática é muito difícil de ser implantada pois aí trata-se de um combate esquadra versus esquadra. Mas quando o grupo tarefa esta próximo da costa, talvez seja… Read more »

Luiz Floriano Alves
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Luiz Floriano Alves

José Luís
A guerra robótica é uma realidade. Temos em ação muitos exemplares de armamentos robóticos como vc listou. A grande pergunta que fica no ar é a seguinte: e nós, no Brasil, o que adotaremos como armas nos nossos navios, aviões e carros de combate? E os nossos programas de misseis, que mal ou bem vão se desenvolvendo? Deveremos colocar mais verbas para recuperar a dianteira que os demais paises já conseguiram? Ou fazer como nesse caso, dos EU, que compraram um missil Noruegues, adequado para suprir suas deficiencias?

Dalton
Visitante
Dalton

Só acrescentando que a empresa norueguesa é parceira de uma empresa americana, a
Raytheon , que construirá os mísseis em solo americano utilizando mão de obra americana,
então não é exatamente “comprar de prateleira”.

Marcelo
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Marcelo

Realmente a montagem final vai ser feita pela Raytheon nos EUA, mas 75% do trabalho total vai ser feito na Noruega. https://news.usni.org/2018/05/31/raytheon-awarded-lcs-horizon-anti-surface-weapon-contract-deal-worth-848m

Mas realmente não é uma “compra de prateleira”, aliás eu adoraria que o Brasil fizesse algo parecido e se associasse ao programa NSM ao invés de ficar gastando 2 décadas tentando fazer uma engenharia reversa do exocet

Dalton
Visitante
Dalton

Arrisco a escrever Marcelo que essa parceria, já antiga, entre a empresa americana e a norueguesa foi fundamental para à US Navy aceitar o míssil e a participação americana conforme
li poderá aumentar para 25% ou mais.

Bosco
Visitante
Bosco

Fazendo um exercício de raciocínio temos para mísseis diversos (com RCS de 0,1 m²), tendo em vista um navio como o Arleigh Burke, com radar a 20 m de altura, os seguintes tempos de reação: 1- míssil subsônico (300 m/s) a 3 metros do nível do mar (ex: Exocet) : 83 segundos (1 minuto e 23 segundos) 2- míssil supersônico Mach 1.5 (510 m/s) a 15 metros do nível do mar (ex: Brahmos): 66 segundos (1 minuto e 6 segundos) 3- míssil supersônico Mach 3 (1000 m/s) a 14.000 metros do nível do mar (ex: Brahmos): 400 segundos (6 minutos… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Fui dar uma olhada em sites russos e indianos e eles alegam que o Brahmos pode fazer Mach 2 a 4 a 5 metros de altura do nível do mar. Então fica assim para o Brahmos a 4 metros e a Mach 2: 38 segundos de tempo de reação. – Concluindo, do modelo que dá mais tempo para o modelo que dá menos tempo de reação, temos: 1- Brahmos a 14.000 metros e Mach 3: 400 segundos 2-Kinzhal a 40.000 metros e Mach 10: 133 segundos 3- Exocet a 3 metros e Mach 0.9: 83 segundos 4-Brahmos a 4 metros… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

comentário na casa do doberman.

Bosco
Visitante
Bosco

A aquisição do NSM vai de encontra a uma necessidade emergente na USN. Sem dúvida há uma gap na capacidade antinavio de superfície americana quando comparada com a capacidade de russos (e provavelmente de chineses). O único sistema antinavio OTH operado por unidades de superfície se limita ao míssil Harpoon, que apesar de ainda dar conta do recado, já se mostra exaurido nas suas potencialidades e só teria chances contra unidades navais russas se combinado com uma tática de saturação. Para sanar esse gap “OTH” os americanos estão introduzindo os mísseis SM-6 Dual II, com capacidade antinavio e alcance de… Read more »

Bosco
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Bosco

Correção: A aquisição do NSM vai “AO ENCONTRO” de uma necessidade emergente na USN