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Estaleiro GRSE apresenta proposta para corvetas Tamandaré

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Corveta proposta pelo GRSE
Corveta proposta pelo GRSE

O Jane’s noticiou que o estaleiro indiano Garden Reach Shipbuilders & Engineers (GRSE) revelou seu conceito de design para o programa corveta da classe Tamandaré da Marinha do Brasil.

O estaleiro de Kolkata se uniu à israelense Elbit Systems Ltd para o fornecimento de sistemas de combate e à empresa local Sinergy Group (proprietária do estaleiro EISA) para formar um consórcio para o projeto de quatro navios Tamandaré, que tem um orçamento estimado de US$ 1,6 bilhões.

A oferta da GRSE é uma variante do projeto da corveta da classe Kamorta modificada (Projeto 28), previamente proposto para o projeto de fragata da Marinha das Filipinas. A versão básica está em serviço com a Marinha Indiana.

As especificações básicas incluem um comprimento de 109 metros, um deslocamento de 2.800 toneladas, uma velocidade máxima de 25 nós e uma tripulação de 136 militares.

INS Kamorta, classe P28
INS Kamorta, classe P28

69 COMMENTS

  1. Só uma pergunta, os Indianos juntos com Israelenses, entraram em uma fria podem até ter a melhor corveta, entretanto o estaleiro EISA, não foi aquele que deixou a MB na mão. Não concluíram as entregas das Npoc 500. Será que a MB iria cair novamente neste conto do vigário???

  2. Apesar de muito leve, o navio até é interessante. Mas quem correria ao risco de contratar qualquer coisa do Eisa, incapaz de entregar navios de 500t?

    • pois é, por isso penso que não leva, EISA foi um desgraça para a MB, não sei o motivo de só quererem estaleiro no norte, RJ e pernambuco, aqui em SC, principalmente na minha cidade de Itajaí e a vizinha navegantes, se constroem navios modernos para o mundo todo, inclusive um navio foi noticia internacional,

  3. Em caso de navio estrangeiro de porte e capacidade semelhante, o bom senso manda optar pelo projeto original das CCT do Centro de Projetos de Navios.

  4. Eu particularmente não gosto dessa proa baixa. Para o nosso mar, vai embarcar muita água, como no caso da classe Inhaúma, vista abaixo:

  5. Bem, ainda falta a proposta da Fincantieri, Naval Group e da Thyssen, é isso ?

    Apesar da minha euforia com a proposta da BAe, ainda prefiro a construção do projeto do CPN; é um projeto da MB, atendendo os requisitos da MB e dentro do orçamento que a MB tem.

  6. Pelo jeito a única que pode surpreender ainda é a Fincantieri, se não superar a proposta da BAE, a Type 31e será a vencedora.

  7. Alô pessoal, muito boa tarde! É o meu PRIMEIRO POST aqui nesta site, mas eu tenho a dizer que: Sou oriundo da área naval, sou tecnico de planejamento, trabalhei por último no Estaleiro Vard Niteroi, e informo aos senhores que o Vard (subsidiária do Grupo Fincantieri), já fez o adequamento do projeto para atender aos requisitos do grupo Fincantieri, que possuem um estaleiro no Estado de Pernambuco, em Ipojuca. Desta forma eu acho que existe um certo favoritismo para a Fincantieri. Posso estar enganado.

  8. Sobre o hangar primeiramente aparenta que eles equiparam o navio com dois reparos Simbad RC…
    Mas se tu para pra olhar bem, também poderia ser o Typhoon MLS-ER equipado com mísseis Spike NLOS. O que faria sentido pelo fato de ser um armamento israelense.
    .
    Isso se soma ao reparo Typhoon, que deve estar equipado com canhão de 25mm.
    .
    Não sei se faz sentido esse equipamento para o Brasil.
    Por mim, seria melhor contar com Canhão 76mm + Canhão 40mm e equipar os helicópteros da MB para operar com Spike NLOS.

    • Olhando bem mesmo… Tá mais pra Simbad-RC…
      Typhoon tem uma versão equipada com canhão de 30mm, que acho que era o mínimo que a MB pedia como canhão secundário.

  9. Não tenham duvida disso !!!
    Vai dar Fincantieri no Estado da Arte !!!
    Vão ser além de belas, serão muito bem armadas e sistemas integrados e muito atualizados !!!
    Os Italianos não tão de bobeira não !!!👍

  10. Vai dar BAE System, type 31e, já sabemos todos de antemão, a Royal Navy tem dados Navios quase de graça para a MB (HMS Ocean, LSS Wave, OVP Amazonas , muito provavelmente as Type 23), tem havido bom relacionamento com a Royal Navy, espero que vençam essa corrida.

  11. Já tem um bom tempo que acompanho a trilogia mas sempre tive uma uma dúvida.
    Por que alguns navios possuem a “lata” enrugada nas laterais? isso seria a má qualidade da construção ou algum metal de qualidade ruim?
    Desde já agradeço.

  12. Uai agora são 1.600 bilhões?
    Antes eram 2.500 bilhões, depois caiu para 2 bilhões agora é 1.600 .
    Talvez com a redução de 900 milhões, consigam mais duas CCT,s por esses 900 milhões quando forem realocados ao programa.
    Elevando o número de embarcações para 6 unidades (3 para a primeira esquadra e 3 para a força do nordeste, ou seja segunda esquadra).
    Transferindo para a força do nordeste a operação do Bahia.

    • Eu acho que a redução de 2,5 para 2 bi, se for o que eu tô imaginando da capitalização da emgepron, esse valor é em reais, o 1,6bi é em dólar.

      • Sim, o Foxtrot fez uma tremenda confusão.

        1,6 bilhões de dólares é a estimativa para o custo total das 4 corvetas (cerca de 400 milhões de dólares cada uma, estimados). Dinheiro estimado para ser investido no programa ao longo de vários anos, e que pode ser maior ou menor (tanto o valor quanto os anos) conforme as condições de financiamento oferecidas pelos concorrentes. 1,6 bilhões de dólares equivale hoje a cerca de 6,2 bilhões de reais.

        2 bilhões de reais é o que está atualmente reservado no orçamento deste ano (LOA -Lei Orçamentária Anual- 2018) para capitalização da Emgepron visando iniciar o processo de aquisição das corvetas. Equivale a mais ou menos 1/3 do programa. Será preciso colocar dinheiro no orçamento de outros anos mais pra frente.

        Falta ler melhor as noticias e informações que trazemos aqui no site antes de comentar.

        • se fala que conforme a proposta, nada impeça de o valor aumentar, digamos que uma oferta de um navio d 4000 toneladas, que tenha um custo um pouco maior, mas tenha maior capacidade, ela pode vencer sim, tanto que o programa não é mais CCT, e sim CT

  13. A presença do Simbad RC me faz crer que o armamento AA principal poderá ser o Barak 8. As duas outras opções de origem israelense seriam o Barak 1 e o C-Dome, porém me parece redundante combinar dois tipos diferentes de mísseis de curto alcance ( Barak 1 com 12 km de alcance + Mistral com 6 km de alcance ou Tamir com 17 km de alcance + Mistral com 6). Uma combinação de Barak 8 + Mistral seria mais bem equilibrada, e plenamente possível visto que Israel já utiliza mísseis Barak 8 em navios bem menores que esta corveta derivada da classe Kamorta.

    Se isto se confirmar, dese que seja competitivo do ponto de vista financeiro, seria um diferencial interessante contar com um projeto oferecendo a tão sonhada defesa aérea de área.

  14. Como leigo gostaria de um esclarecimento: um estaleiro é como uma montadora que projeta o navio e nele incorpora produtos de diversos fabricantes e, frequentemente, de diversos países, caso este venha a falir ou por razões políticas ser impedido de prosseguir c/ a assistência a marinha compradora, no caso a MB, quais seriam as dificuldades de manutenção? Quero dizer, dá p/ partir direto p/ os fornecedores e cuidar dela mesma de eventuais necessidade de reparo da ‘chaparia’?
    Penso nisso, por exemplo, no caso da Turquia pelas razões políticas e pelas razões comerciais não podemos esquecer que até os alemães não estão livres disso ( ThyssenKrupp ), que dizer há sempre um risco ( que pode ser minimizado pela escolha correta do estaleiro ).

  15. “Vade retro Satana”!!! Germán Efromovich deveria ser proibido de propor construir navios ou plataformas com o dinheiro do contribuinte brasileiro. Ele já nos deu tanto prejuízo desde o afundamento da P-36 e é a imagem do administrador de estaleiros nacionais…trabalhadores demitidos, cascos inacabados e dinheiro que virou fumaça…

  16. Não sou foi ramo, mas me parece que para um projeto que deveria contar com baixa reflexão de radar, essa chapa enrugada no costado terá exatamente o efeito contrário, aparenta ser um serviço de má qualidade.

    • Marcos,
      Isso é comum de se ver em praticamente todo navio militar.

      Fragatas, corvetas, contratorpedeiros, são navios em que se busca equilibrar leveza e resistência nos cascos e superestruturas, com pouco espaçamento entre elementos estruturais (mais próximos mas também mais leves que no caso de mercantee) e chapeamento com chapas mais finas. Esse efeito “enrugado” marca os locais dos elementos estruturais longitudinais e transversais atrás do chapeamento e fica mais evidente ou menos conforme a luz. É visível tanto em navios mais novos quanto mais velhos, furtivos ou não

      Clique e amplie as fotos dos links abaixo e você verá o mesmo efeito em navio americano e francês:

      https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Classe_Arleigh_Burke#/media/Ficheiro%3AUSS_Arleigh_Burke_Mediterranean.jpg

      https://thaimilitaryandasianregion.files.wordpress.com/2015/11/1295174.jpg

      • Um aspecto interessante que caracteriza as construçoes navais é que tem-se superfícies externas planas, contínuas, relativamente extensas e chapas finas. Os reforços dispostos internamente ao serem soldados acabam por induzir tensões mecânicas residuais causando retraçoes e deformaçoes tipicas que resultam nessa aparencia de “lata retorcida”. Ha metodologias que possibilitariam reduzir esse efeito mas nao ha necessidade de assim proceder seja porque ficaria muito caro e demorado seja porque funcionalmente nao ha necessidade, inclusive quanto a reduzir a assinatura radar.
        Agora a aparencia tipica realmente chama a atençao de forma desfavoravel e nao por outro motivo esta observaçao, caro Marcos, tem sido comum.
        So mais um aspecto tecnico: normalmente quando falamos em solda nos referimos à metalurgia em si, envolvendo o material de base, o material de adição (quando existe…), o processo de aquecimento , a velocidade de deposiçao, etc. Para definirmos de uma forma sistematica e uso industrial, cada conjunto de informações deste genero é registrado em uma planilha que chamamos de Especificação de Procedimento de Soldagem (EPS); cada EPS precisa ser qualificada, utilizando-se para tanto corpos de prova soldados conforme os parametros definidos e testados por meio de ensaios destrutivos e nao destrutivos- o Registro de Qualificaçao de Procedimento (RQP) tambem é um documento padrão indispensavel para uma empresa de caldeiraria minimamente organizada. Mas EPSs e RQPs existem às centenas de milhares! O maior segredo deste negocio são as soldagens em si, ou melhor, como sao compostas as estruturas, a disposiçao de cada um dos elementos que a compoe, a equebcia e as caracteristicas de cada caso especifico. Por isso que soldar um casco de submarino é totalmente diferente do que soldar uma superestrutura de uma fragata…mas ai a historia é bem mais longa!!!! Se quizer mais detahes podemos alongar nosso papo. Grande abraço

    • Só uma curiosidade, Marcos R. Estas deformidades ocorrem sempre na direção do soldador. Se você solda, a chapa deforma em sua direção e é muito importante levar isto em consideração na construção de um navio. É tudo uma questão de seguir parâmetros como o Rommelqe bem colocou! Abs…

  17. Qual a vantagem de se ter os mísseis antinavio proa, ainda mais num cenário de operação como o Oceano Atlântico com águas revoltosas? No fundo, isso não seria uma grande desvantagem do projeto?

  18. Não podemos negar que alguns navios “parecem” ter um excelente acabamento.
    Geralmente é o caso de navios de fabricantes tipo Ficantieri, navantia, bae e naval. Saab também.
    Já algumas procedências…
    A falta de bom acabamento “sugere” falta de qualidade do navio e do estaleiro…
    Que eu lembre o acabamento de nossas fragatas não é ruim…

  19. Rommelqe, acrescente-se as técnicas de soldagem por ti citadas, o elemento humano, seguramente uma das tarefas mais difíceis, principalmente quando envolve soldagem manual, Mig ou Tig. A experiência, a sensibilidade e o profissionalismo do soldador são essenciais.

    • Penso que seria mais correcto dizer que as niteroi é que são mais comparáveis as meko200, e não ao contrário já que as meko200 são consideradas mais eficientes que as niteroi e bem mais novas assim como existem em várias versões com espaço mais que suficiente (em módulos) para modernizações. As Meko são melhores que as Niteroi.

  20. Rommelque

    Entram nisso composição química dos Aços aplicados,
    gases e suas misturas na soldagem, temperatura externa e interna, umidade idem, etc etc

    A qualidade técnica do soldador, já foi mencionada ….

    Uma penas Elbit ter se associado a senergy.

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