Home Aviação Naval Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico é incorporado à Marinha do Brasil

Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico é incorporado à Marinha do Brasil

10124
27

No dia 29 de junho, na Real Base Naval de Devonport, em Plymouth, Reino Unido, foi realizada a Mostra de Armamento do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico” e a assunção do Comando do navio pelo Capitão de Mar e Guerra Giovani Corrêa.

A cerimônia foi presidida pelo Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, Chefe do Estado-Maior da Armada, e contou com a presença do Embaixador do Brasil junto ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Senhor Eduardo dos Santos e o Comandante da Esquadra da Marinha do Reino Unido, Vice-Almirante Ben Key. A senhora Patrícia Monteiro da Costa, madrinha do navio, conduziu, a bordo, o primeiro Cerimonial à Bandeira.

O navio somará à Marinha do Brasil importantes capacidades anfíbias e de operações navais com helicópteros embarcados para a manutenção da segurança do Atlântico Sul e a defesa dos interesses marítimos do País em qualquer parte do planeta.

Projetado para operar com até sete aeronaves em seu convoo e 12 no hangar, pode transportar Grupamentos Operativos de 500 a 800 Fuzileiros Navais e projetá-los por movimentos helitransportados, ou por superfície, empregando suas quatro lanchas de desembarque, a partir de uma distância de até 200 milhas da costa (cerca de 321 km). Possui, ainda, diversas salas de planejamento para uso de Estado-Maior.

É dotado de um Sistema de Combate que integra o Sistema de Comando e Controle LPH CMS, quatro canhões de 30mm DS30M Mk2, dois Radares 1007, um Radar 1008 e do moderníssimo Radar Artisan 3D 997, com elevada capacidade de detecção e acompanhamento.

Nas próximas três semanas, o navio passará por um intenso programa de treinamentos no porto e no mar com o reconhecido e rigoroso Centro de Instrução da Marinha do Reino Unido Flag Officer Sea Training. A chegada ao Brasil está prevista para o final de agosto, em data próxima ao aniversário da Aviação Naval.

PHM Atlântico - Foto: Tenente Tássia Navarro / Centro de Comunicação Social da Marinha
PHM Atlântico – Foto: Tenente Tássia Navarro / Centro de Comunicação Social da Marinha

FONTE: Marinha do Brasil

27 COMMENTS

  1. OFF
    alguém sabe porque os A4s (pensei que era algum caça da fab, como na minha infância e os caracal de hoje em dia, mas “cinza” e monoturbina só tem A4) da marinha tá no Recife? tão desde de manhã passando por aqui….

  2. Momento ideal para o CFN pensar em criar sua força de choque dotada de MBT,s.
    Com a incorporação do Bahia e Atlântico, o CFN deve analizar a criação de uma unidade blindada pesada dotada de MBT além dos Kurraseyr (acho que é assim que se escreve).
    Na verdade, acho que já deveriam ter estudado essa e outras possibilidades há anos, assim quando houvesse verbas só editado os estudos.
    Ou seja, falta planejamento nas FAAs, pois em qualquer outro país os equipamentos hoje desenvolvidos ou fabricados e ou adquiridos, são frutos de anos de desenvolvimento e baseados em necessidades presentes e futuras.

  3. Atlântico seja bem vindo! Lindo navio, inaugura uma nova fase da nossa esquadra. Estou orgulhoso como brasileiro, mesmo com tantos cortes em seus recursos a nossa gloriosa Marinha se mantém apta a nos defender. Parabéns Marinha do meu Brasil! Parabéns!

  4. Hoje estou convicto da excelente aquisição de oportunidade a representada pela incorporação do Atlântico pelo BRASIL. Parabéns à MB. Que nossos valorosos marinheiros saibam representar nossa Nação e que tenham em mente a responsabilidade sob a qual estão investidos.
    Lendo o recém post no Aéreo que versa a respeito do primeiro voo operacional de um F-35B em Norfol, UK, podemos ver quão baixo foi o preço de aquisição do Atlântico. Esse primeiro lote de F-35Bs ingleses tem um custo unitário de aquisição (o que certamente, não se limita aos vetores em si mas também inclui muitos outros itens tais como simuladores de voo armamentos, etc) da ordem de 190 milhões de Libras !!!! Ou seja, o preço que pagamos pelo Atlântico não é suficiente para comprar meio F-35B.
    Mas, por outro lado, quanto vai nos custar em valor presente, digamos, 30 anos de operação por esse navio? Certamente mais do que um esquadrão de F-35Bs. Não que não seja um investimento adequado, ao meu ver, para quem, como a nação brasileira, tem a responsabilidade de zelar por seus cidadãos e território. O que eu quero aqui enfatizar, é que de nada nos adianta possuir meios adequados e não programar o seu uso, inclusive econômica e financeiramente falando, tal que tenhamos uma efetiva utilização dos mesmos principalmente enquanto garantia da paz.

    • Eu particularmente acredito que os ingleses não conseguirão manter toda a frota de F-35B ativa. Ainda que não tão grave quanto o que acontece hoje na Alemanha, creio que boa parte dos F-35 comprados será racionalmente mantida no chão para reduzir os custos exorbitantes de operação. Além disso, para sustentar os novos NAs e F-35, cada vez mais o que se verá são fatos como o que ocorreu com o Ocean, ativos valiosos sendo retirados de serviço (enxugamento). Vão-se os anéis, ficam-se os dedos.
      Melhor para a MB!

  5. Agora é hora das FFAAs se unirem, já que o Atlântico é um ”canivete suíço” flutuante, engloba as 3 forças numa única embarcação, temos que tomar de exemplo as FFAAs dos países derrotados na 2a guerra, não somos ofensivos por natureza, o melhor ao Brasil que as FFAAs sejam forças de autodefesa prontas pra ação.

  6. O Atlântico é hoje o quê o Minas Gerais poderia ter sido há vinte anos atrás. Recupera-se uma função, com o atraso de praxe, para continuar a parada por mais alguns anos, até se extinguir totalmente por absoluta desnecessidade, já que o extenso território brasileiro é base de operações suficiente para aviões, helicópteros e veículos terrestres. Marinha, no Atlântico, é competência do EUA.

  7. Agora que o navio é nosso, oficialmente, já está na hora de implantar uma força de helicópteros respeitável para operar a bordo – AH-1W, Super Lynx modernizado, mas também pensar em outros, quem sabe uns Chinook’s, Merlins, etc? – sob pena de se ter apenas um ” navio velho novo” na frota. Aliás, alguém sabe ada negociação dos Super Cobras que o EB estava de olho? Virá alguns para os FN?

  8. Acho que a MB deveria sondar os Ingleses em busca de documental para fabricação desse tipo de navio.
    O mesmo deve ser feito com o Siroco (Bahia), assim unindo os dois conhecimentos mais o do CPN, desenvolver um projeto de LHD baseado nas informações técnicas desses dois navios e os conhecimentos e necessidades que surgirão durante a operação dessas embarcações.
    Isso seria um projeto futuro, para 2030, quando espero haverá verbas.
    Mas que deve ser inciado agora, se a MB agisse dessa forma em todas as suas compras de oportunidades, hoje não estaríamos tão dependentes de outros países assim.
    A boa notícia é que certa vez um oficial da MB disse que A12 tinha sido desativado, porem se encontrava no Rio de Janeiro passando por estudos de engenharia ( engenharia reversa) por técnicos do CPN/ IPQM etc..
    Para basearmos nosso futuro projeto de PAe nos ensinamentos do A12.
    Imagino que lá para 2030 quando o SNBR estiver entregue e operacional e com o projeto de NAe-BR pronto no CPN, irão adotar o reator do SNBR nesse futuro NAe nacional.

  9. Vou colocar os meus achos aqui.
    1- O cenário Inglês é bem diferente que a do Brasil, eles tem interesses ultramarinos, desde o Pacífico, Oriente Médio passando pelo Atlantico Sul (Falklands), então nada mais natural que os helicópteros do exercito britânico pegue uma “carona” no Ocean. Eles possuem tradição em intervenções (vide Iraque e Afeganistão) por este motivo é importante que exista um bom entrosamento nas forças armadas no uso do navio. O Brasil não tem nada parecido, então não vejo o EB e muito menos a FAB operando de forma consistente com a MB, obvio, irão existir operações conjuntas mas nada muito mais do que eventos pontuais.
    2- Creio que os helicópteros que a MB possui já são mais do que suficiente, creio que será um mix do SH-16 para operações anti-submarinos, UH-12 como utilitário leve e UH 15 como utilitário e transporte. Não vejo sentido no uso de Chinook ou um helicóptero de ataque (tendem a serem utilizados pelo EB) no Atlantico, obviamente podem ser transportados mas difícil acreditar que serão usados de forma orgânica.
    3- Quanto aos blindados, o SK105A2S são utilizados para apoio dos FN, quando o EB decidiu pelos Leopardos, foi questionado (em grupos de discussão) o porque de não adotar o mesmo no lugar dos blindados utilizados pelos FN, pois isto iria padronizar entre as Forças, facilitando o treinamento e manutenção. Uma resposta simples (de um da MB), peso do blindado, se já é complicado desembarcar um de 17-18 toneladas na praia, imagina um de 40t. Lembro que ainda questionei, é tão dificil assim, a resposta foi uuuuuuuuu. De repente com o Bahia a coisa mude um pouco, mas não acho que isto seja uma prioridade, só se o SK105A2S estiverem na osso.
    4- Não consigo enxergar também o uso de reatores nucleares (sim no plural) em um futuro PA (por sinal nem a possibilidade de um PA novo construído no pais), primeiro, existe outras demandas muito mais importantes, segundo, a MB não tem dinheiro para construir, pessoal e nem experdisse para dar um pulo destes e sem contar que se hoje, abortaram a modenização dos A4, imagina comprar novos vetores. Particularmente acho que o PA é o supra sumo (mais do que um subnuc) , mas não é para nós.
    Vou ficar feliz se em 10 anos tivermos os 4 submarinos, o subnuc navegando, as 4 corvetas entregues e novas fragatas (ou algo parecido) começando a ser entregue (seria ótimo as 5). Ficaria impressionado se Itaguaí estivesse montando submarinos para exportação, um novo lote de corvetas e submarinos estivessem sendo discutido. Alguns podem me achar pessimista, encaro mais como pragmático.

    • Quanto aos Kürassier, a MB tem novas EDVM com capacidade de transportar até um MBT como Abrams.
      .
      Os Kürassier estão no osso, tentaram modernizar, mas parece que deu em nada… Eu não vejo vantagem em modernizar este blindado, principalmente por conta do canhão.
      Por mim, deveriam tentar trazer M1A1 Abrams, M88 Hercules e Bradley dos estoques americanos, via FMS. Isso garantiria um bom poder de fogo para um Força Expedicionária de pequeno porte.
      .
      Mas mais importante que isso, é adquirir no mínimo um centena de unidades de um novo 4×4 blindado, nas versões necessárias. Deveríamos estar olhando para L-ATV. Precisamos urgentemente de um moderno 4×4 blindado para missões em regiões mais quentes onde existe muita insurgência.

  10. Alguém sabe dizer o que são aqueles “sensores”/”antenas” meio pontudas que ficavam logo abaixo da antena do radar 3D?

    Reparei, pela primeira foto, que foram removidos(as). Tbm deu pra notar no vídeo postado pela Marinha (2:36 do vídeo postado abaixo).

    https://youtu.be/jTl4EZRFl3A

    Taís estruturas tbm estão presentes em outros navios da Royal Navy, sempre abaixo do radar Artisan.

    https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSkL83Q33bm-RoaR0dkkNMZb_Gdl0D8kXMaHxhRelGufIRTCG8w

    Saudações.

  11. Outra dúvida: sistemas como data link (versão utilizada pela Marinha do Brasil) ou outros equipamentos de uso “exclusivo” da Marinha do Brasil serao instalados no Brasil ou já foram enviados para instalação no Reino Unido?

  12. Bardini 2 de julho de 2018 at 11:42
    Quanto aos Kürassier, a MB tem novas EDVM com capacidade de transportar até um MBT como Abrams.
    .
    Os Kürassier estão no osso, tentaram modernizar, mas parece que deu em nada… Eu não vejo vantagem em modernizar este blindado, principalmente por conta do canhão.
    Por mim, deveriam tentar trazer M1A1 Abrams, M88 Hercules e Bradley dos estoques americanos, via FMS. Isso garantiria um bom poder de fogo para um Força Expedicionária de pequeno porte.
    .
    Mas mais importante que isso, é adquirir no mínimo um centena de unidades de um novo 4×4 blindado, nas versões necessárias. Deveríamos estar olhando para L-ATV. Precisamos urgentemente de um moderno 4×4 blindado para missões em regiões mais quentes onde existe muita insurgência.
    Boa resposta Bardini, mas sobre o 4X4, prefiro o Guará 4WS, Gladiador II ou mesmo o novo blindado da Área (se não me engano).
    Caro Humberto, é sabido que a MB possui planos de construção de 2 NAe,s novos em 2030 (caso haja verbas, claro).
    Sendo assim e por questões tácticas como autonomia de navegação, dependência de suporte de terra etc, nada mais natural que adotar reatores nucleares, ainda mais após dominar a tecnologia ( o que será nosso caso em 2030).
    E quanto a nossa doutrina de operações, hoje a realidade nossa é essa, mas as políticas assim como alinhamentos políticos mudam, e nada impede que o Brasil em futuro próximo tenha uma ação mais ativa.
    Hoje eu particularmente acho que devemos abandonar essa política defensiva e adotarmos uma política mais agressiva.
    Ledo engano acreditarmos que iremos batalhar em nosso território ou teatro de operações, temos que ter FAAs capazes de batalhar em qualquer lugar do globo, porém sem a diplomacia supremacista e de agressão preventiva das super potências.
    Vide exemplo que hoje em dia nem Japão é mais pacifista ( lógico que esse país tem seus motivos).

    • Caro Foxtrot, realmente se o pais desejar (ou for a opção) ser mais ativo, precisará criar mais músculos do que possui hoje. O pais possui PIB mais do que suficiente para termos uma força armada mais poderosa, mas isto vai implicar em sacrifícios, obviamente não será do Estado e sim da população, seja diminuindo nos serviços (diga-se por passagem péssimo) como educação, saúde etc etc OU aumentando os impostos.
      Eu que raramente uso os serviços do Estado, não sentiria tanto como as camadas mais humildes, então ATÉ poderia ter alguma simpatia MAS aumentar impostos não. Para convencer uma boa parte da população, seria necessário um bom motivo, este motivo poderia ser uma guerra, uma tragédia (não necessariamente no Brasil) ou algo potencialmente muito ruim.
      Não temos a cultura de xerife do mundo (como os gringos), não temos um perigo perto (como a India x China ou Paquistão), não temos colônias ou interesses (alguns vendem como responsabilidade) ultramarino, então não teremos muito como convencer a população para mais sacrifícios.
      Particularmente acho que o pais será arrastado para uma guerra, de repente para defender e manter as linhas comerciais, de repente para combater um maluco que decidiu matar a sua população para se manter no poder OU algo parecido como a guerra da lagosta (brotou do nada com um pais considerado parceiro), ai o pais poderá se mexer para mais verbas para as Forças Armadas. Como não enxergo estas coisas acontecendo (não que não vá acontecer), não consigo ver como as Forças Armadas tenham um aumento substancial nas verbas.
      Mas sinceramente, vejo o copo meio cheio, a coisa tá ruim? Siimm, mas nem tanto, quando houve na história do pais, vários programas como temos hoje? Caças Grippen, as Kombis (não gosto do programa mas os helis estão chegando), os KC 390, o satélite de comunicação com canais exclusivos para as Forças Armadas, Prosub, as corvetas, o Guaranis (acho que o número é 300 recebidos no EB), o Astro 2020 (apesar que é um programa mais privado) todos novos, nada de compras do exterior mas fabricados no pais, isto sem falar nos equipamentos usados dos Americanos para o EB, e as compras de oportunidade da MB.
      Eu acho que estamos chegando no limite nos investimentos, acho justo que o EB tenha um segundo programa (o primeiro o Guarani) como a FAB (grippen e KC) e a MB (submarino e corveta), de repente um programa de mísseis (não sei).
      Por estes motivos é que não creio que as outras forças e ou a sociedade no geral iria topar um programa tão caro quanto ao dos PA (que terão quer ser equipados com aviões).
      Desculpa o post tão longo

      • Muito bem explicado, Humberto. A sociedade teria que endossar gasto tão elevado (porta-aviões e ala aérea), certamente não o faria em face da situação atual de necessidades x ameaças.
        Quanto a meios aeronavais, parece-me mesmo que o caminho mais sensato é consolidar o Atlântico, manter as asas rotativas bem afiadas e no futuro (20 anos) manter tal força, usando o fôlego financeiro pós ProSub, Corvetas e Fragatas (de segunda mão) para conseguir um bom porta-helicópteros para substituir o que está chegando.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here