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Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico é incorporado à Marinha do Brasil

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No dia 29 de junho, na Real Base Naval de Devonport, em Plymouth, Reino Unido, foi realizada a Mostra de Armamento do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico” e a assunção do Comando do navio pelo Capitão de Mar e Guerra Giovani Corrêa.

A cerimônia foi presidida pelo Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, Chefe do Estado-Maior da Armada, e contou com a presença do Embaixador do Brasil junto ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Senhor Eduardo dos Santos e o Comandante da Esquadra da Marinha do Reino Unido, Vice-Almirante Ben Key. A senhora Patrícia Monteiro da Costa, madrinha do navio, conduziu, a bordo, o primeiro Cerimonial à Bandeira.

O navio somará à Marinha do Brasil importantes capacidades anfíbias e de operações navais com helicópteros embarcados para a manutenção da segurança do Atlântico Sul e a defesa dos interesses marítimos do País em qualquer parte do planeta.

Projetado para operar com até sete aeronaves em seu convoo e 12 no hangar, pode transportar Grupamentos Operativos de 500 a 800 Fuzileiros Navais e projetá-los por movimentos helitransportados, ou por superfície, empregando suas quatro lanchas de desembarque, a partir de uma distância de até 200 milhas da costa (cerca de 321 km). Possui, ainda, diversas salas de planejamento para uso de Estado-Maior.

É dotado de um Sistema de Combate que integra o Sistema de Comando e Controle LPH CMS, quatro canhões de 30mm DS30M Mk2, dois Radares 1007, um Radar 1008 e do moderníssimo Radar Artisan 3D 997, com elevada capacidade de detecção e acompanhamento.

Nas próximas três semanas, o navio passará por um intenso programa de treinamentos no porto e no mar com o reconhecido e rigoroso Centro de Instrução da Marinha do Reino Unido Flag Officer Sea Training. A chegada ao Brasil está prevista para o final de agosto, em data próxima ao aniversário da Aviação Naval.

PHM Atlântico - Foto: Tenente Tássia Navarro / Centro de Comunicação Social da Marinha
PHM Atlântico – Foto: Tenente Tássia Navarro / Centro de Comunicação Social da Marinha

FONTE: Marinha do Brasil

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Marujo
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Marujo

Bravo!

Robsonmkt
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Seja bem vindo Atlântico!
Com realismo e um pouco de sorte, a MB vai aos poucos recompondo a sua esquadra.

USS Montana
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USS Montana

É nosso!!!! 🇧🇷 🇧🇷 🇧🇷

USS Montana
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USS Montana

Qual vai ser o lema dele?

Burgos
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Burgos

Além do lema do navio não vamos esquecer o “Mascote” que irá ser adotado !!!

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

OFF
alguém sabe porque os A4s (pensei que era algum caça da fab, como na minha infância e os caracal de hoje em dia, mas “cinza” e monoturbina só tem A4) da marinha tá no Recife? tão desde de manhã passando por aqui….

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Deslocamento para Natal, para campanha de emprego no Estande de Maxaranguape, provavelmente.

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

Obrigado.

Foxtrot
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Foxtrot

Momento ideal para o CFN pensar em criar sua força de choque dotada de MBT,s.
Com a incorporação do Bahia e Atlântico, o CFN deve analizar a criação de uma unidade blindada pesada dotada de MBT além dos Kurraseyr (acho que é assim que se escreve).
Na verdade, acho que já deveriam ter estudado essa e outras possibilidades há anos, assim quando houvesse verbas só editado os estudos.
Ou seja, falta planejamento nas FAAs, pois em qualquer outro país os equipamentos hoje desenvolvidos ou fabricados e ou adquiridos, são frutos de anos de desenvolvimento e baseados em necessidades presentes e futuras.

Laerte Marcelli
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Laerte Marcelli

Atlântico seja bem vindo! Lindo navio, inaugura uma nova fase da nossa esquadra. Estou orgulhoso como brasileiro, mesmo com tantos cortes em seus recursos a nossa gloriosa Marinha se mantém apta a nos defender. Parabéns Marinha do meu Brasil! Parabéns!

rommelqe
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rommelqe

Hoje estou convicto da excelente aquisição de oportunidade a representada pela incorporação do Atlântico pelo BRASIL. Parabéns à MB. Que nossos valorosos marinheiros saibam representar nossa Nação e que tenham em mente a responsabilidade sob a qual estão investidos. Lendo o recém post no Aéreo que versa a respeito do primeiro voo operacional de um F-35B em Norfol, UK, podemos ver quão baixo foi o preço de aquisição do Atlântico. Esse primeiro lote de F-35Bs ingleses tem um custo unitário de aquisição (o que certamente, não se limita aos vetores em si mas também inclui muitos outros itens tais como… Read more »

Adriano RA
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Adriano RA

Eu particularmente acredito que os ingleses não conseguirão manter toda a frota de F-35B ativa. Ainda que não tão grave quanto o que acontece hoje na Alemanha, creio que boa parte dos F-35 comprados será racionalmente mantida no chão para reduzir os custos exorbitantes de operação. Além disso, para sustentar os novos NAs e F-35, cada vez mais o que se verá são fatos como o que ocorreu com o Ocean, ativos valiosos sendo retirados de serviço (enxugamento). Vão-se os anéis, ficam-se os dedos.
Melhor para a MB!

USS Montana
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USS Montana

Agora é hora das FFAAs se unirem, já que o Atlântico é um ”canivete suíço” flutuante, engloba as 3 forças numa única embarcação, temos que tomar de exemplo as FFAAs dos países derrotados na 2a guerra, não somos ofensivos por natureza, o melhor ao Brasil que as FFAAs sejam forças de autodefesa prontas pra ação.

SILVA OLIVEIRA
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SILVA OLIVEIRA

O Atlântico é hoje o quê o Minas Gerais poderia ter sido há vinte anos atrás. Recupera-se uma função, com o atraso de praxe, para continuar a parada por mais alguns anos, até se extinguir totalmente por absoluta desnecessidade, já que o extenso território brasileiro é base de operações suficiente para aviões, helicópteros e veículos terrestres. Marinha, no Atlântico, é competência do EUA.

Renato
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Renato

EUA na nossa costa? Amigo nós somos uma nação… Temos que ser SOBERANOS!!!! Síndrome de vira latas é triste.

João Bosco
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João Bosco

Agora que o navio é nosso, oficialmente, já está na hora de implantar uma força de helicópteros respeitável para operar a bordo – AH-1W, Super Lynx modernizado, mas também pensar em outros, quem sabe uns Chinook’s, Merlins, etc? – sob pena de se ter apenas um ” navio velho novo” na frota. Aliás, alguém sabe ada negociação dos Super Cobras que o EB estava de olho? Virá alguns para os FN?

Foxtrot
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Foxtrot

Acho que a MB deveria sondar os Ingleses em busca de documental para fabricação desse tipo de navio. O mesmo deve ser feito com o Siroco (Bahia), assim unindo os dois conhecimentos mais o do CPN, desenvolver um projeto de LHD baseado nas informações técnicas desses dois navios e os conhecimentos e necessidades que surgirão durante a operação dessas embarcações. Isso seria um projeto futuro, para 2030, quando espero haverá verbas. Mas que deve ser inciado agora, se a MB agisse dessa forma em todas as suas compras de oportunidades, hoje não estaríamos tão dependentes de outros países assim. A… Read more »

Humberto
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Humberto

Vou colocar os meus achos aqui. 1- O cenário Inglês é bem diferente que a do Brasil, eles tem interesses ultramarinos, desde o Pacífico, Oriente Médio passando pelo Atlantico Sul (Falklands), então nada mais natural que os helicópteros do exercito britânico pegue uma “carona” no Ocean. Eles possuem tradição em intervenções (vide Iraque e Afeganistão) por este motivo é importante que exista um bom entrosamento nas forças armadas no uso do navio. O Brasil não tem nada parecido, então não vejo o EB e muito menos a FAB operando de forma consistente com a MB, obvio, irão existir operações conjuntas… Read more »

Bardini
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Bardini

Quanto aos Kürassier, a MB tem novas EDVM com capacidade de transportar até um MBT como Abrams. . Os Kürassier estão no osso, tentaram modernizar, mas parece que deu em nada… Eu não vejo vantagem em modernizar este blindado, principalmente por conta do canhão. Por mim, deveriam tentar trazer M1A1 Abrams, M88 Hercules e Bradley dos estoques americanos, via FMS. Isso garantiria um bom poder de fogo para um Força Expedicionária de pequeno porte. . Mas mais importante que isso, é adquirir no mínimo um centena de unidades de um novo 4×4 blindado, nas versões necessárias. Deveríamos estar olhando para… Read more »

Alisson Mariano
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Alisson Mariano

Alguém sabe dizer o que são aqueles “sensores”/”antenas” meio pontudas que ficavam logo abaixo da antena do radar 3D?

Reparei, pela primeira foto, que foram removidos(as). Tbm deu pra notar no vídeo postado pela Marinha (2:36 do vídeo postado abaixo).

https://youtu.be/jTl4EZRFl3A

Taís estruturas tbm estão presentes em outros navios da Royal Navy, sempre abaixo do radar Artisan.

https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSkL83Q33bm-RoaR0dkkNMZb_Gdl0D8kXMaHxhRelGufIRTCG8w

Saudações.

Rosineide De Lima Toscano
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Rosineide De Lima Toscano

Outra dúvida: sistemas como data link (versão utilizada pela Marinha do Brasil) ou outros equipamentos de uso “exclusivo” da Marinha do Brasil serao instalados no Brasil ou já foram enviados para instalação no Reino Unido?

Bueno
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Bueno

Foxtrot
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Foxtrot

Bardini 2 de julho de 2018 at 11:42 Quanto aos Kürassier, a MB tem novas EDVM com capacidade de transportar até um MBT como Abrams. . Os Kürassier estão no osso, tentaram modernizar, mas parece que deu em nada… Eu não vejo vantagem em modernizar este blindado, principalmente por conta do canhão. Por mim, deveriam tentar trazer M1A1 Abrams, M88 Hercules e Bradley dos estoques americanos, via FMS. Isso garantiria um bom poder de fogo para um Força Expedicionária de pequeno porte. . Mas mais importante que isso, é adquirir no mínimo um centena de unidades de um novo 4×4… Read more »

Humberto
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Humberto

Caro Foxtrot, realmente se o pais desejar (ou for a opção) ser mais ativo, precisará criar mais músculos do que possui hoje. O pais possui PIB mais do que suficiente para termos uma força armada mais poderosa, mas isto vai implicar em sacrifícios, obviamente não será do Estado e sim da população, seja diminuindo nos serviços (diga-se por passagem péssimo) como educação, saúde etc etc OU aumentando os impostos. Eu que raramente uso os serviços do Estado, não sentiria tanto como as camadas mais humildes, então ATÉ poderia ter alguma simpatia MAS aumentar impostos não. Para convencer uma boa parte… Read more »

Nilson
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Nilson

Muito bem explicado, Humberto. A sociedade teria que endossar gasto tão elevado (porta-aviões e ala aérea), certamente não o faria em face da situação atual de necessidades x ameaças.
Quanto a meios aeronavais, parece-me mesmo que o caminho mais sensato é consolidar o Atlântico, manter as asas rotativas bem afiadas e no futuro (20 anos) manter tal força, usando o fôlego financeiro pós ProSub, Corvetas e Fragatas (de segunda mão) para conseguir um bom porta-helicópteros para substituir o que está chegando.

Paulo bock
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Paulo bock

Qual a chance da MB adquirir aviões que decolem na vertical para compor o phm atlântico

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Noble Member

Na minha opinião, nenhuma.