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Macri não oferece equipamentos, e sim vitória diplomática aos militares argentinos

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Navios da Armada Argentina em treinamento
Navios da Armada Argentina em treinamento

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Os chefes militares argentinos continuam ávidos por novidades da Casa Rosada (sede do Executivo local) no que se refere ao reaparelhamento das suas Forças. Mas o que o presidente argentino, Mauricio Macri, acaba de oferecer é só um pouco mais de areia atirada nos olhos desses generais, almirantes e brigadeiros.

O tablóide inglês Daily Mirror anunciou, esta semana, que o governo de Londres levantou o embargo que, há seis anos, proibia, de maneira inapelável, qualquer exportação de equipamento britânico para as Forças Armadas argentinas.

A nova postura do governo Teresa May, adotada em atenção a uma gestão diplomática dos argentinos, prevê o exame de cada operação de venda militar, liberando as transações comerciais que não impliquem em ampliação da capacidade militar atual das Forças Armadas sob o comando de Macri.

A novidade permitirá, em tese, que fábricas inglesas, ou de capital parcial britânico, possam, por exemplo, remeter aos argentinos assentos ejetores para aeronaves, ou suprimentos para motores aeronáuticos.

No tocante aos vários programas de rearmamento que aguardam uma palavra de alento da Casa Rosada, as notícias são poucas, repetitivas, e ainda muito imprecisas.

Avisos e barcos lança-mísseis da Armada Argentina em recente operação no Canal de Beagle
Avisos e barcos lança-mísseis da Armada Argentina em recente operação no Canal de Beagle
Navio-Patrulha L’Adroit

FMI – Segundo o jornal El Clarín, os quatro navios-patrulha de construção francesa vendidos à Armada Argentina – um já usado, o L’Adroit, e outros três de características semelhantes, a serem fabricados em estaleiros da Bretanha – custarão 324 milhões de dólares (equivalentes a 280 milhões de Euros). Mas a encomenda só será formalizada depois que a área econômica de Macri obtiver uma previsão clara acerca do recebimento dos recursos solicitados ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Buenos Aires começou pedindo 30 bilhões de dólares ao FMI, porém, semanas atrás, aumentou essa reivindicação para 50 bilhões de dólares…

Os barcos deverão ser entregues no período de 2019 (segundo semestre) a 2022. Entretanto, o dispêndio de recursos com eles é contestado por vozes das próprias Forças Armadas Argentinas, que argumentam: o volume de dinheiro envolvido nessa compra poderia ser muito mais bem aplicado se fosse empregado na aquisição de alguns bimotores europeus C-295 (no mínimo quatro), de que tanto a Marinha quanto a Força Aérea e o Exército necessitam.

As restrições orçamentárias também adiaram, mais uma vez, o embarque no porto francês de Le Havre de cinco jatos de ataque Super Etendard Modernisé, acompanhados de simulador, motores aeronáuticos de reserva e um alentado lote de suprimentos – tudo sobra da Marine Nationale (Marinha Francesa).

De acordo com o Clarín, esse material, agora, só deve deixar a França na semana de 12 a 18 de agosto, e chegar à Base Naval de Puerto Belgrano, na Argentina, aproximadamente um mês mais tarde.

Os trâmites de desembaraço da carga na Alfândega e transferência à Base Aeronaval Comandante Espora, na cidade de Bahía Blanca, demandarão umas duas semanas.

ARA Santa Cruz, TR-1700
ARA Santa Cruz, TR-1700

Mensagem – O ambiente na área militar do governo argentino ficou ainda mais conturbado com a mensagem dirigida ao Senado de la Nación pelo todo-poderoso Jefe de Gabinete de ministros, Marcos Peña.

O texto confirma que o submarino ARA Santa Cruz (irmão gêmeo do ARA San Juan), entrou em um demorado período de manutenção geral e que la condición actual del Submarino ARA Salta[tipo IKL-209/1100] es de unidad no operativa.

Conforme resumiu o Clarín:

Luego de 85 años de actividad y tras el servicio de distintos sistemas de armas entre sumergibles y submarinos, nuestro país quedó definitivamente sin un elemento estratégico central a la hora de desarrollar actividades de negación del mar, quedando relegado completamente frente a las capacidades de otros países en prácticamente todo el mundo.

Con la perdida del ARA San Juan tras el fatídico accidente del 15 de noviembre del 2017, la fuerza se redujo solamente a su gemelo TR-1700, el ARA Santa Cruz y a un viejo Tipo 209, el ARA Salta. Con la entrada del Santa Cruz a tareas de mantenimiento mayor y a la inoperatividad del Salta, el Comando de la Fuerza de Submarinos se ha quedado finalmente en tierra y sin elementos para operar.

Nota do Editor: Os trechos em negrito são de responsabilidade do articulista do PN.

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Esteves
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Esteves

Lamentável. A Armada Argentina em terra só faz crescer nossas preocupações e nossas obrigações no Atlântico Sul.

José Luiz
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José Luiz

Para quem viu o que era a força militar da Argentina na década de 70 e ver o que aconteceu com ela, fica pasmo. Lembro que eles eram o grande rival do Brasil e que não era somente feita por compras de prateleira, tinham uma razoável indústria bélica, em alguns pontos melhor que o Brasil na época. Outro ponto, que não consigo entender é como o preconceito da época da guerra fria, continua em vigor e faz com que os argentinos nunca cogitem em sistemas de armas russos que seriam praticamente a única alternativa isenta da ação britânica que atua… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Caro José. Eu também lamento a situação argentina. O país é um importante parceiro comercial do Brasil. Sua estabilidade econômica e social é de interesse do Brasil. Nem mesmo considero relevante a divergência esportiva, porque hoje os dois países carecem de bom futebol. A Argentina ainda sofre as consequências da guerra (inútil) contra a Inglaterra, visto que as negociações diplomáticas caminhavam em direção à soberania argentina. Por outro lado, o processo de desindustrialização tem outras causas não relacionadas ao embargo inglês às compras militares.

Esteves
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Esteves

A Argentina, ao contrario do Brasil, não sofreu desindustrialização. Porque nunca foi. Ou tentou ser sem ter sido. O negócio deles é pasto e carne. E ração.

Quando o cobre acabar, o que será do Chile? Toda a produção de “salmão” chileno é vendida ao Brasil. 100%.

Essas são as economias latinas.

Glasquis7
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Posta inverdades sobre assuntos que claramente desconhece. A indústria Bélica Argentina foi uma das maiores a América Latina e só foi acabada pra esconder uma série de atos de corrupção de governos como os de Mennen. O Cobre no Chile não tem data pra acabar mas na verdade, a indústria Chilena é muito mais do que vc imagina e tem muito mais do que cobre pra viver. Dizem que o ufanismo é uma doença da qual se cura conhecendo outros países. Quem sabe o senhor deva tentar conhecer algo fora do seus limites.

ODST
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ODST

Nunca estive no Chile e não conheço muito sobre a indústria local, mas ano retrasado eu ouvi pela segunda vez um chileno me dizer que não considera o Chile um país industrializado. Mas acredito que o Chile não deve depender basicamente de cobre para sobreviver, deve ter outras coisas.

Glasquis7
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ODTS, A indústria Chilena é diversa, tanto quanto a Brasileira mas produz em menor escala. Na construção naval, empresas chilenas se desenvolvem com tranquilidade em mercados que pra outros não são interessantes. Mas devemos considerar que com uma população que equivale ao 8,5% da população Brasileira, um PIB Bruto que equivale a um quinto do PIB do Brasil e um PIB Precipita muito mais alto o Chile tem bastante pra se defender. Em setores como Astronomia é um país privilegiado e é também o maior produtor de e Lítio do mundo mas o importante está no aproveitamento racional dos seus… Read more »

marcos
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marcos

O Chile possui limitações geográficas, a maior parte de seu território é montanhoso, salvo a estreita margem litorânea. Além da mineração, o Chile é muito forte na fruticultura e, assim como a maioria dos países desenvolvidos, muito forte no setor de serviços, além de dotar de uma economia descentralizada com um estado com peso menor ao cidadão se comparado ao Brasil. Na minha opinião o Chile é um país que sabe das suas limitações quanto à produção de aço, geração de energia, captação de água, e demais variáveis necessárias à indústria pesada de transformação, então eu penso o seguinte, se… Read more »

Mk48
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Mk48

Prezado Camargoer, Seu comentário é um dos poucos feitos aqui que são lúcidos e desapaixonados. Concordo com você e para reforçar o que disse, a Argentina é o 3o maior destino de nossas exportações, ficando atrás apenas de China e EUA. Além disso, é o nosso principal parceiro no Mercosul e visinho com o qual dividimos 1.236km de fronteira. Hoje existem no Brasil pouco mais de 60.000 argentinos com residência brasileira permanente, sem contar os que aqui estão de forma ilegal. Portanto, apesar de raízes coloniais bem distintas, temos uma integração econômica e social muito forte, deixando muito a desejar… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Olá Mk48. Nem sempre concordamos e as vezes divergimos (riso). Assim, fico feliz em contribuir para o debate e agradeço a gentileza do comentário. Eventualmente, sou criticado pelo posicionamento mais à esquerda e pelo viés mais iluminista/humanista. Particularmente, considero CR7 melhor que Messi. E Neymar Jr não pode nem ser mencionado em uma conversa sobre craques de futebol.

Carlos
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Carlos

A Argentina, caso não desista de reivindicar as Malvinas, deve começar a pensar em comprar material russo e chinês. Só se os ingleses fossem malucos que liberariam vendas para a Argentina.

Camargoer
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Camargoer

Caro Carlos. Concordo parcialmente, mas também imagino que a Argentina poderia revisar suas estrutura militar. Aproveitar a relativa paz da América do Sul para reduzir o contingente militar, unificar e integrar o comando militar (uma das causas da derrota na Guerra das Malvinas foi a falta de coordenação nas forças argentinas) e pensar em um processo de produção doméstica (para minimizar o dispêndio de divisas), talvez priorizando o fornecedores locais e latino americanos (Chile e Brasil têm capacidades industriais que poderiam fornecer muitos equipamentos que não pudessem ser produzidos na Argentina). Agora é pensar em longo prazo.

Guacamole
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Guacamole

Com o chile, dificilmente sairia alguma parceria na área militar.
Os dois país continuam ressentidos um com o outro por causa dos problemas Beagle e Malvinas.

Alguém aqui lembra desse vídeo de uns anos atrás?

Mateus
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Mateus

Os chilenos são a ________
__________________________

COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE O ESPAÇO PARA PRATICAR XENOFOBIA.

LEIA AS REGRAS DO BLOG:
https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

PRIMEIRO AVISO.

Glasquis7
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Errado meu querido guacamole, o Chile e a Argentina tem até uma força de paz combinada conhecida como Cruz del Sur e o Brasildeverá ser o próximo a integrar esta força.
No cone sul são comuns esses cânticos militares. No fundo, todos sabem disso e sabem também que nada significam realmente

Burgos
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Burgos

Traduzindo no bom sentindo da palavra:
Continuam a “ver navios”.

Esteves
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Esteves

A Argentina sempre viveu às tantas com sua defesa. O melhor período foi com Peron no final dos anos 1950. Melhorou nos anos 1980 depois de 20 anos de colapso. As “vitórias” conquistadas na Guerra das Malvinas foram pontuais e conseguidas mais pelo brilhantismo militar e menos por qualquer outro esforço do estado. Por que? Pelos mesmos motivos que nós outros também não somos lá muito diferentes. Exportam commodities, faturam pouco, gastam muito. A Argentina é um país agrário. Ganhou desenvolvimento com o Mercosul e com as montadoras de automóveis. Em nenhuma época a atividade industrial Argentina, civil ou militar,… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Esteves,
Entre os anos 1920 e 1940 a Argentina tinha não só a liderança econômica na região quanto militar, com forças armadas maiores, mais equipadas e com mais capacidade de mobilização e logística que todos os vizinhos. A Marinha, em especial, no final dos anos 1930 era mais poderosa que a do Brasil e a do Chile em quantidade e qualidade.

Dalton
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Dalton

De particular interesse eram os 3 cruzadores…2 construídos na Itália no fim da década de 1920 com o pouco comum canhão de 190 mm e um construído no Reino Unido na década seguinte armado com 9 canhões de 152 mm e 12 contratorpedeiros construídos entre 1927 e 1938.
.
Foi um “choque” quando descobri isso através de livros do historiador M.J.Whitley ao comparar com o que a marinha brasileira possuía nesse período, também através dos livros de “Whitley”.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Trusted Member

De fato, Dalton. Se nos cruzadores a diferença qualitativa era gigante (sem falar na quantitativa, por serem três contra dois da MB, muito menores e com armamento leve, e a Argentina ainda manter como segunda linha seus cruzadores blindados de três décadas de seviço) se formos pensar nos contratorpedeiros, a diferença era ainda maior. Os argentinos compraram cinco líderes de flotilha de 1.500 toneladas, sete de 1.350 t e ainda modernizaram quatro mais velhos de 1.000t, ficando com uma força de dezesseis contratorpedeiros – enquanto o Brasil penava pra manter os remanescentes dos dez pequenos contratorpedeiros da já velha Esquadra… Read more »

Esteves
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Esteves

do Ipea, …”Em síntese, a indústria de defesa argentina de meados dos anos 1960 ao término dos anos 1980 produziu itens de média ou baixa intensidade tecnológica com sucesso, fornecendo-os para o mercado interno. Em relação ao mercado externo, ela teve um nível muito baixo de inserção. Entre 1950 e 1991, o país exportou um volume equivalente a US$ 126 milhões, frente a US$ 3,8 bilhões exportados pelo Brasil no mesmo período.3 Entre outros motivos, esta foi uma das razões que levaram ao quase colapso desta indústria nos anos 1990. Com o enfraquecimento das Forças Armadas durante o governo de… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Trusted Member

Esteves, A época dos anos 20 aos 40, apesar da importância do café que você menciona, é muito mais complexa do que seu último parágrafo, levando em conta a economia brasileira, a busca de novos mercados e novos produtos de exportação, a incipiente industrialização, as preocupações com a defesa e com a predominância argentina (militar e econômica) que trabalhava para ter hegemonia no subcontinente e para também se industrializar a médio prazo, as disputas econômicas e políticas de EUA e Alemanha, etc. Nem dá pra resumir num comentário, precisa de uma tese. A qual estou escrevendo, atualmente, como outros já… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Caro Esteves,
O Relatório Rattenbach sobre as Malvinas identifica claramente a falta de coordenação no comando militar durante a guerra. Há um documentário muito bom sobre este documento. A dependência da economia argentina ao FMI impactará diretamente sobre as importações de material militar. Talvez o caminho seja usar o reaparelhamento militar como demanda para o setor industrial argentino.

Esteves
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Esteves

Falta de coordenação no meio militar. Não é novidade e não foi novidade entre ingleses e americanos. Esforço. O que fizeram nas Malvinas foi por esforço militar. Marketing de Guerra ou o resultado será decidido também por iniciativas e por heroísmo.

Se tivesse havido planejamento e inteligência eles nao teriam se atrevido. Não da forma feita.

Também não disse que los hremanos não tinham mais meios. Tiveram. E? Continuaram sendo um país de assados independente das tentativas alemãs da Krupp para industrializar nosso vizinho querido.

José Luiz
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José Luiz

Realmente Camargoer a decadência argentina é ampla e complexa. Caro Carlos você falou de material chinês, mas penso que a China sofre uma influência velada dos britânicos por causa de Hong Kong e questões econômicas e os ingleses atuam nos bastidores fazendo pressão em tudo o que faz diferença e seja como for os argentinos andaram atirando em barcos chineses de pesca que estão invadindo. Somente os russos com a sua política de oposição aos interesses ocidentais seria totalmente isento. Mas nenhum deles hoje iria fornecer qualquer coisa sem pagamento e aí parece o problema. Só sei que fazendo um… Read more »

José Luiz
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José Luiz

Esteves dá uma olhada no passado argentino, você vai ficar surpreso eles eram realmente um belo e inspirador rival e acredite ajudaram bastante ao Brasil manter um poder militar.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro José. Eu tenho uma lista de “Nobels” brasileiros que foram ignorados. Os mais óbvios são o Carlos Chagas em fisiologia (que identificou o agente, o vetor e a profilaxia de uma doença pela primeira vez), Graciliano Ramos em literatura e a Johana Dobereiner em química ou paz. Também acho que os presidentes Alfonsin e Sarney deveriam ter recebido o Nobel da paz pelo acordo em torno da desnuclearização da América do Sul e pela criação da ABACC. Acho que uma corrida armamentista entre Argentina, Brasil e Chile seria uma tolice, por isso imagino que haveria uma oportunidade de reconstituir… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

Isso é passado. O futuro é picar o acordo pelo simples motivo que nada justifica nossa eterna dependência. Há energia nuclear. Temos que ter autonomia sobre o assunto. Temos que dominar a tecnologia. Acessos. Inclusive a competência e a capacidade de produzir armas.

Acordos do final da Segunda Guerra serviram para aquela época. Sarney foi ridicularizado pelo Sting.

Thiago
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Thiago

Camargoer, compartilho sua mesma opinião , tenho pra mim que essa seria a melhor solução, uma Argentina estável é de interesse prioritário, quem sabe criar um órgão regional para facilitar e organizar a integração do aparato industrial/militar do cone sul, visando fortalecer a estabilidade da região como também a indústria e pesquisa brasileira. Constituindo um fundo de defesa comunitário e uma central de compras. Não só isso nos fortaleceria ,seria um ótimo meio para evitar conflitos, como também ser usado como meio para excluir da região a presença de potências externas . Uma colaboração nesse sentido poderia, no futuro ,… Read more »

FRITZ PILSEN
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FRITZ PILSEN

Quando determinados bancos, via FMI; emprestam dinheiro para a ARGENTINA; eles impõe condições que impedem a compra de materiais bélicos de países alternativos (Rússia, China e Índia). Da mesma forma, se a Argentina comprar armas russas; sofrerá restrições por parte da União Européia e, com isso, suas exportações sofrerão grande prejuízo. Tudo isso ainda é consequência da derrota militar de 1982. Também convém lembrar que, desde 2001; quando a Argentina aplicou o calote em seus credores externos; ela só consegue realizar compras pagando à vista e antecipado (vide caças Super Etandard Modernisé). A sorte da Argentina é que atualmente, a… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Olá Fritz. Concordo bastante com você. O problema com FMI é que eles impõem restrições à todos as aquisições militares no estrangeiro (não é para isso que eles emprestam dólares). Talvez o mais simples para a Argentina seja privilegiar as aquisições localmente e junto ao Chile e Brasil, o que permitiria o uso de moedas locais garantidas em commodities, como já foi feito no passado (inclusive a compra dos Gloster Metor da FAB foi feita assim).

Esteves
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Esteves

As reservas ou os estudos sobre as reservas de óleo e gás nas Malvinas e no seu entorno justificam qualquer medida dos britânicos para mantê-las. Bem…justificam para eles, o que significa que nunca mais serão argentinas.

Pescado (a maior reserva do mundo), óleo, gás, proximidade com a Antártida.

A Argentina segue em default. Precisa do empréstimo de 30 que virou 50 do FMI para voltar a comprar.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Se a Argentina precisa recorrer hoje ao FMI agradeçam à política econômica ruinosa dos Kirchners, especialmente a da Pentarré Cristina. Quanto à Falklands (e não Malvinas) é melhor os argentinos esquecerem! Não apenas não possuem lastro histórico e jurídico para sustentar o pleito ( a presença britânica das ilhas remonta a 1765 ou seja, antes mesmo da Argentina existir como Estado independente) como o desastrado e vergonhoso conflito de 1982 fez os britânicos reforçarem (e muito) as defesas das ilhas. Se antes haviam apenas 82 Royal Marines hoje há 1.500 soldados, caças Typhoon e a presença constante de navios da… Read more »

SmokingSnake 🐍
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SmokingSnake 🐍

Essa raiva toda ao FMI, de que é uma entidade destruidora de países e não tem que pegar empréstimo com FMI sob nenhuma circunstancia, é outra mentira repetida mil vezes por vocês sabem quem que virou verdade. Não é o FMI que prejudica o país, pelo contrário, se um país tem que recorrer a empréstimo é porque os próprios governantes já faliram com o país, o povo também tende a associar o FMI a uma coisa ruim porque os países só recorrem a empréstimos, obviamente, quando a situação do país já não está nada boa.

Camargoer
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Camargoer

Caro Smoking. Não creio que estamos falando que este ou aquele país deva ou não pegar empréstimos no FMI (que é um organismo essencialmente keynesiano), mas dos entraves colocados (corretamente) pela instituição quando ao uso dos recursos. Claro que se um país tem problemas de fluxo cambial, não faz sentido usar divisas para adquirir equipamento militar (por isso a maioria dos países industrializados buscam maximizar o uso de base industrial como fornecedor de material militar). O fato aqui é que a Argentina terá que buscar uma solução alternativa à simples importação de material militar. Essa alternativa terá que ser por… Read more »

Filipe Prestes
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Filipe Prestes

HMS Tireless, creio que seja demasiado por a conta dos desastres ecônimicos na Argentina apenas nos governos Kirchner. Lembre-se que desde Menen, passando por Duhalde e Cavallo, a política fiscal argentina (sobretudo cambial) tem sido um fracasso desde então. Apenas para ilustrar as reservas em moeda extrangeira da Argetina, no período 80-atualidade, somam míseros US $56.7 bi (insuficiente para conter uma escadala do dólar frente ao peso), enquanto que, apenas para efeito de comparação no mesmo período, o Brasil saiu do 0 para os atuais US $389.6 bi. Portanto os sucessivos governos, desde Menen até CFK tem responsabilidade na deterioração… Read more »

rommelqe
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rommelqe

Prezado Felipe, só reratificando o que o HMS Tireless já acima reafirmou, as Falklands (tal arquipélago só tem esse nome…) nunca foram da Argentina. Se a proximidade física fosse atributo suficiente para reinvidicar qualquer território então o Brasil pertenceria à França devido à Guiana? Ou à Inglaterra? Ou aos holandeses? Ou vice e versa? Esse argumento não tem a menor lógica…Abs

Filipe Prestes
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Filipe Prestes

Prezado, sobre a afirmação de que “nunca” as Falklands foram argentinas, ouso discordar. Acontece que por um período curtíssimo (precisamente míseros um ano, 3 meses e 22 dias) e de possessão altamente contestada, o arquípelago foi “de facto” argentino, muito embora, nunca “de jure”. O período a que me refiro coincide com as guerras de independencia contra o Império Espanhol, a cessão do território por parte de Bougainville à Espanha e à independencia argentina e o assentamento de colonos em Puerto Soledad. E a partir disso, à cessão espanhola das ilhas (após perder o Vice Reino do Prata) ao Reino… Read more »

Nativo
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Nativo

“Outro ponto, que não consigo entender é como o preconceito da época da guerra fria, continua em vigor e faz com que os argentinos nunca cogitem em sistemas de armas russos que seriam praticamente a única alternativa isenta da ação britânica que atua com um forte embargo de forma direta quanto indireta.” caríssimo José Luiz isso pode ser por dois problemas crônicos da América Latina: mediocridade ou submissão.

José Luiz
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José Luiz

Realmente FRITZ PILSEN sua consideração explica muito o que ocorre, pois no ocidente a única alternativa acaba sendo os franceses e eles cobram caro. Quanto as Malvinas acredito que não existe nenhuma hipótese de haver outro conflito, o que aconteceu foi um ponto fora da curva. Gerando um conflito que como já escrevi antes é um “laboratório” de guerra, acontecendo de tudo em escala reduzida. Para nós a consequência foi desmantelar a corrida armamentista existente, mas ter os argentinos como rival era um forte motivador, mas também permitiu espaço para se cuidar da região Amazônica, mas ainda ficou de lembrança… Read more »

Esteves
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Esteves

…”demanda para o setor industrial argentino.” Não é possível. Porque eles não produzem máquinas. E máquinas tem patentes e são protegidas. Não se copia motores nem turbinas. Não é possível. Porque 70% do processo de montagem conta com importações. E importações são pagas com dólares que os argentinos não tem. Não é possível porque lá como aqui não se domina patentes e isso significa remeter royalties, o que torna tudo que se faz mais caro. Tem um seriado novo no Netflix. Como pano de fundo do crime, uma crise diplomática no governo australiano sobre comprar submarinos fora e gastar menos… Read more »

rommelqe
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rommelqe

Caro Esteves: quem disse que o programa do Gripen só transfere “manutenção”? Você acha que fábricas inteiras somente são utilizadas para manutenção? E os diversos desenvolvimento realizados no Brasil? Vide a própria Embraer, a Akaer etc…Veja os inúmeros posts aqui na trilogia (sim no inicio o Naval mais o Aereo e o Forte tunham essa denominação…) e na imprensa especializada. Abs

MGNVS
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MGNVS

Diante da crise economica e de um embargo por parte do UK, a Argentina fica sem mtas opcoes. Por outro lado essa é uma oportunidade para a Argentina reformular, enxugar e otimizar por completo suas Forças Armadas. Mas como fazer isso sem dinheiro? Igual ja disseram ali em cima: commodities. E quem precisa mais de commodities: Russia e China. E nesse caso a Argentina nao usaria um centavo sequer do FMI para comprar armamentos. Logico q UK, USA e EU iriam espernear, mas nada poderiam fazer. Seria tbm do interesse do Brasil a recuperacao economica da Argentina e um maior… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Caro MGNVS. Eu também acho que o caminho é por ai. Dá trabalho, leva tempo, mas é uma direção racional livre os cacoetes ideológicos. A Argentina tem um histórico de superávits na balança comercial, contudo o valor das transações (exportação + importação) vem caindo desde 2011 quando teve seu máximo (US$ 155 bilhões em 2011 para US 115 bilhões em 2016). Por outro lado, cerca de 10% de suas exportações são de produtos industrializados (caminhões, peças de carros e produtos de higiene). Não creio que a solução esteja em ampliar a exportação de comodities, que são mais de 60% das… Read more »

Marcelo-SP
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Marcelo-SP

As coisas não são bem assim. Commodities não saem de graça e nem são, ao menos em sua ampla maioria, propriedade do governo. Se você usasse commodities para “trocar” por armas, você estaris abrindo mão das divisas que sua exportação geraria. Do ponto de vista do balanço das divisas, o resultado líquido é o mesmo. Ou até pior, porque ao menos usando-se moeda as possibilidades de financiamento do sistema são mais variadas. Alguns paises usam o petróleo, mas mais como garantia colateral do que como meio de pagamento, mesmo. Lembrem que commodities tem preço variável, e o vendedor só aceitaria… Read more »

MGNVS
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MGNVS

Marcelo-SP Excelente a sua analise! Obrigado pela contribuicao! No caso q vc citou, uma Aliança nao seria formada so para contrapor Argentina ao UK e sim para fortalecer a base industrial da empresas de defesa aqui no Cone Sul. É logico q Russia e China nao vao se indispor com o UK em detrimento da Argentina, mas negocios sao negocios. Ate ontem a Turquia era praticamente inimiga da Russia, e hoje a Turquia é mais um provavel comprador do S400 msmo com os USA esperneando. Qnto a fornecer material para Taiwan ou Ukranya, tanto USA qnto UK vao fazer isso… Read more »

Marcelo-SP
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Marcelo-SP

Entendo que o melhor caminho para a Argentina seria um pacto nacional pela negociação, intermediada pelo Brasil, sem pré-condições. A saída que sugeri, de participação argentina, na exploração do mar territorial das Falklands, seria um grande ganho para todos. A Royal Navy, assim como a US Navy, está presente há tempos no Atlântico Sul. E ambas sempre tiveram grande cooperação com as Marinhas Brasileira e Argentina (até 1982). Os 4 países tem sua costa voltada ao referido oceano e tem um histórico de relações antigo. Acertar as pontas e promover a cooperação na vigilância conjunta do Atlântico Sul, principalmente contra… Read more »

MGNVS
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MGNVS

Marcelo-SP Perfeito. Meu ponto de vista é proximo ao seu. O fortalecimento economico e militar dos países aqui do Cone Sul e da costa da Africa seria justamente para fazer frente a pesca predatoria, protecao das ZEEs e tbm para minar um pouco a presença chinesa aqui na nossa area de influencia geopolitica. Em relacao a Argentina, ela nao vai ter opcao a nao ser comprar material de defesa russo ou chines igual ja fazem o Equador, Peru, Bolivia e Venezuela, a nao ser q o UK levante o embargo, e igual vc citou, desde que eles entrem em um… Read more »

MGNVS
Visitante
MGNVS

Camargoer Saudaçoes. Sim, a fé ideologica aqui no Cone Sul realmente impede uma aproximacao com Rusdia e China no quesito de aparelhamento militar. Mas no caso da Argentina ela nao vai ter opcao. Outro problema em relacao a Argentina é o orgulho portenho, pois eles se acham a Europa da America do Sul e criam atritos desnecessarios com os vizinhos. E aqui na America do Sul nos realmente poderianos aproveitar as bases industrias para fortalecimento economico e reaparelhamento militar de todos para assim criar nosso proprio bloco de defesa, isso é claro qndo algumas diferenças ideologicas e culturais forem superadas.… Read more »

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Os PIBs do Paraguai e do Uruguai permitem a operação, no máximo, de Super Tucanos.
O Brasil poderia tentar vender, de forma agressiva, o Guarani para esses países e também para a Argentina, ainda mais para essa, que é mais rica e fornece o motor do blindado.

MGNVS
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MGNVS

Rafael
Sim… os PIBs de Uruguay e Paraguay nao permitem grandes aquisicoes na area de defesa, mas uma compra grande de um consorcio multinacional envolvendo alem dos dois tbm o Brasil, Chile e Africa do Sul poderia ser favoravel para todos. Pense em qntos Gripens poderiam ser comprados usando os recursos de pelo menos 5 países? Isso seria extremamente favoravel para todos e melhor ainda para o Brasil e Suecia. E isso poderia se estender na aquisicao de outros meios para outras forças tbm alem das alas aéreas.

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Brasil, Chile e África do Sul se esforçam para ter eles próprios caças e mal conseguem, pois o número é menor que o desejado. A contribuição de Paraguai e Uruguai seria com quantos Gripens? 1 cada 1? 2? Não faz diferença. São pequenos e sem necessidade de comprar caças caros. Como eu disse, até Super Tucano para eles é um pouco caro. Na questão do Gripen, talvez o Chile e África do Sul tenham interesse, mas dinheiro é um pouco mais complicado. Fora que eles estão relativamente bem equipados, no momento, ao contrário do Brasil que há tempos precisa de… Read more »

Glasquis7
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Rafael Oliveira

“Brasil, Chile e África do Sul se esforçam para ter eles próprios caças e mal conseguem,”

Não concordo com seu comentário. Pelo menos no que tange ao Chile. Hoje o Chile conta com uma frota de 18 A 29, 20 A 36, 13 F5 TIII 36 F 16 MLU e 10 F 16 Block 50/+ o que daria um total de 97 caças tendo pelo menos, a metade deles, capacidade de ataque a superfície com misseis.

MGNVS
Visitante
MGNVS

Rafael Entao… sobre meu comentario anterior, sao apenas conjecturas de um idealismo geopolitico de minha parte, mas que na vida real nao tem a menor chance de acontecer. Mas se tal Consorcio Multinacional ou Aliança pudessem se concretizar na vida real, o ideal seria: Gripens: 48 Brasil 24 Africa do Sul 24 Chile 18 Angola 18 Moçambique 12 Uruguay 12 Paraguay 12 Guine Bissau Poderiamos acrescentar tbm os M-346 Aermacchi como treinadores intermediarios, os Super Tucano de ataque leve, KC-390 e o E-99 para vigilancia. A Argentina ficaria de fora por causa do embargo do UK e por isso teria… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Trusted Member

MGNVS,
Se na lista que você colocou a África do Sul está como potencial conpradora de caças Gripen E/F novos, melhor tirá-la.

Os caças Gripen C/D deles ainda são bem novos e subutilizados devido aos cortes orçamentários, fazendo um rodízio de células estocadas e ativas. Não vão comprar nada por muito tempo.

Rafael Oliveira
Visitante
Rafael Oliveira

Glasquis,
São 36 F-16, s maior parte MLU. Atualmente a mais poderosa Força Aérea da AL, mas nada espetacular e não me parece que os chilenos estejam plenamente satisfeitos. Porém, não imagino o Chile comprando um lote de Gripen F. Mais fácil comprar F-16.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Trusted Member

Rafael,
O Chile comprou 46 caças F-16, em três lotes: um de dez caças C/D novos e dois de 18 caças A/B MLU usados, total de 10+18+18=46. E adquiriu também uma 47ª célula, sem condições de voo, para adestramento de mecânicos em terra.

MGNVS
Visitante
MGNVS

Nunao

Entao… coloquei a Africa do Sul na lista do Gripen justamente pq ela ja usa.

Mas essa lista é hipotetica… vale so como exercicio de imaginacao, na vida real tentar promover a juncao destes países numa aliança economica e militar seria extremamente dificil.

Glasquis7
Visitante

“São 36 F-16, s maior parte MLU. Atualmente a mais poderosa Força Aérea da AL, mas nada espetacular ” Reforçando, 10 F 16 Blk 50 já atualizados, 36 F 16 MLU que se não estiver enganado foram concluídos em 2015 e mais 13 unidades de F T III. Isso na primeira linha. Em nenhum momento eu disse que isso é algo espetacular mas, se considerarmos o Chile como um dos países mais pobres em recursos da região com uma população de apenas 17 milhões de habitantes e com uma força aérea que tem um orçamento de U$ 660 milhões, ser… Read more »

rommelqe
Visitante
rommelqe

Prezado Camargo: o nosso histórico relativo à balança comercial é extremamente conturbado e, ao meu ver, negativo sob o ponto de vista brasileiro. Não deveria se procurar uma paridade em termos de montante financeiro, mas sim uma complementariedade buscando sinergias e colaboração positivista. Nunca foi o caso e eu até afirmaria que temos muitos exemplos concretos para afirmar que do lado brasileiro sempre houve uma boa vontade nesse sentido sem que houvesse uma contrapartida adequada. Além disso, como vc bem colocou, a relação de trocas não deveria se resumir a algo só econômico mas também de cunho cultural. Neste aspecto… Read more »

Thiago
Visitante
Thiago

MagnVs , somos em dois , e não acho idealismo muito pelo contrário é de nosso interesse percorrer esse caminho. Bem factível , carecemos de uma classe dirigente com c…oes e esclarecida. Chegaremos lá.

MGNVS
Visitante
MGNVS

Thiago

Entao… eu tbm gostaria mto de ver o Brasil assumindo seu papel de potencia regional… mas teriamos que mudar drasticamente o modo de pensar do nosso povo que so fala em futebol, cerveja e carnaval. Precisariamos ter tbm uma grande renovacao na gestao do país, mandando prender todos esses politicos corruptos q tem por ae. Investimento em educacao, pesquisa e desenvolvimento tbm seriam extremamente necessarios. Enfim… seria um trabalho de decadas.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro MGNVS. Eu discordo bastante do discurso anticorrupção. Se você consultar a página da “Transparency International”, eles exibem um mapa sobre a percepção de corrupção no mundo (não é um índice de corrupção real, mas uma percepção dos executivos de grandes empresas multinacionais, então tem que ser tomado com cuidado e atenção sobre seu significado). O Brasil não é diferente de outros países da América Latina e Ásia. Este índice tem sido usado por muitos meios de comunicação (New York Times, Forbes, Economist).

Delmo Almeida
Visitante
Delmo Almeida

O dinheiro do FMI tá ligado aos contratos militares? Isso é um erro! A política do FMI é dar ajuda à atividade financeira do país. Aliviar um problema pontual nas contas públicas. O Banco Mundial seria pra desenvolvimento da minha economia do país, para aquisição militar, seria melhor umq linha de financiamento específica.
Essa diferença entre os objetivos do dinheiro dinheiro que vem do FMI e do Banco Mundial se refletem nos prazos, juros e outras cláusulas.

Rennany Gomes
Visitante
Rennany Gomes

El desmantelamiento de la capacidad de defensa por la falta de recursos llevó al investigador Carlos Escudé a rotular esta política como un experimento emblemático de desarme unilateral, que terminó constituyéndonos en un “protectorado de Chile y Brasil”. Fonte: Infobae.

Acho que ainda não chegou esse a esse ponto, mas pode caminhar pra isso,

Glasquis7
Visitante

O Orçamento militar da Argentina é similar ao do Chile. O Problema não está na falta de recursos pois isso eles tem. Pelo menos pra estarem em melhores condições do que estão hoje. Se a Argentina descuidou suas FFAA é por que não há interesse nacional pela manutenção de uma capacidade dissuasória. Hoje, não existem riscos de conflito pra Argentina por que na realidade não tem vizinhos com intenções agressivas. No passado estas ameaças de conflito eram vindas da própria Argentina. Foi assim em 1982 e assim foi em 1978. A Argentina sendo o beligerante contra Inglaterra e contra o… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

Lembrando sempre que o salário do pecado é a morte, mando minhas simpatias e votos de boa sorte ao povo da nação de Artigas, Galtieri e Maradona.

Flanker
Visitante
Flanker

Alex, a nação do general Artigas era o Uruguai.

Glasquis7
Visitante

Grande José Gervásio Artigas, Heroi da luta pela emancipação do Uruguai.
Vai que também andou pela Argentina e os historiadores não sabiam? KKK

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

Andou sim…
Mas a Argentina seria outra se Sarmiento tivesse feito escola…

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

https://www.elobservador.com.uy/el-testamento-artigas-como-argentino-real-o-ficticio-n254861
Que assunto palpitante, né?
Minha referência foi menos à nacionalidade de Artigas, uma impossibilidade formal, posto que elas ainda não eram entes autônomos, que ao seu caráter caudilho revolucionario. Como o corso Napoleão, tido por francês e que foi exilado em Sta Helena. Isso não existiu no território do império brasileiro. Sem essa herança revolucionária, com seu gosto característico por soluções de força, talvez a Argentina, já tida como a mais européia das nações sul americanas, tivesse evitado os ditadores militares obtusos…
Abraço, pessoal.

Esteves
Visitante
Esteves

Leio cada uma. Aprendi que nos anos 1920/1930 o poder militar naval argentino foi superior em meios. Ok, to baixando a lição de casa que me deram e aprenderei mais, espero, sobre esses anos tão recentes. Agora…a indústria bélica Argentina uma das maiores…é demais. Quando eu escrevo trabozeira, reconheço. Mas o pessoal aqui me supera. Quero saber aonde foram buscar que: 1) A Argentina em qualquer época foi potência militar e teve uma das maiores indústrias bélicas 2) O cobre é eterno 3) O Chile tem indústrias 4) A Saab está transferindo tecnologia (processos, patentes, domínio) para a Embraer 5)… Read more »

Glasquis7
Visitante

KKK tem quem se sinta ofendidinho apenas por ter seu comentário debatido KKK Vamos lá: 1) A Argentina em qualquer época foi potência militar e teve uma das maiores indústrias bélicas (Da região) A Argentina já produziu Caças a reação, Navios e Blindados. Também produziu uma série de armamentos que na sua época apenas O Brasil teria capacidade de produzir. Isto fez da Argentina uma potência na região e uma das maiores industrias bélicas. 2) O cobre é eterno Não mas a ignorância parece ser sim. Se ler no meu comentário disse claramente que o cobre não tem data pra… Read more »

Bardini
Visitante
Bardini

Olha…
Dependendo das condições de manutenção, da pra dizer que os Argentinos estão melhor de Escolta que a MB.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Bardini. Eu discordo de você quanto avalio o contexto da MB e dos suas ações de reaparelhamento. A MB tem um programa avançado e bilionário de modernização da força de submarinos e o programa das Tamandaré está sendo encaminhado (sem falar da Classe Amazonas, A140, G40 e dos NApOc). Se pensarmos na revisão das Niteroi/Barroso, podemos pensar em 3 programas simultâneos (ProSub, CCT e FCN/V34). A ARA por outro lado, não tem nenhum programa de reaparelhamento em andamento.

Bardini
Visitante
Bardini

Resposta de político, que quando perguntado sobre assunto A, reponde partindo para o assunto 35, contando trocentas vantagens com ovo em fiofó de galinha que nem existe.
.
Eu não falei de programa em andamento. Eu falei de Escolta na situação atual.
Eles tem alguns navios que são relativamente mais novos que os nossos, que ainda querem fazer durar mais 15 anos, sabe-se lá fazendo que mágica.
Dependendo da condição de manutenção, eles poderiam talvez estar em melhor situação. Se não estão melhor que nós, também não estão muito longe disso, em termos de Escolta…

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Bardini. Talvez este texto de 2016 sobre as forças armadas argentinas “Is Argentina armed forces much stronger than 1982? Did the performance of Argentine military in 1982 catch the British by surprise?” contextualizem minha opinião quanto ao estado da frota de superfície argentina. Eu o li ontem enquanto procurava alguma boa referência sobre a condição da marinha argentina. Também há um texto no “Globalsecurity,org” (Armada Argentina – Argentine Navy – Modernization). Se você tiver uma referência melhor será excelente para a discussão.

Matheus Parreiras
Visitante
Matheus Parreiras

Pelo que podemos ver por fontes dos próprios Argentinos, a manutenção das escoltas deles está bem aquem do necessário, então sim a MB está ainda bem melhor do que eles, o que não quer dizer muito.

A velha máxima, “ter não quer dizer operar”.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Glasquis. Você tem razão quando lembra que o orçamento militar da Argentina e do Chile são parecidos (cerca de US$ 6 bilhões anuais). Também vale lembrar que o orçamento brasileiro é aproximadamente US$ 22 bilhões (isso explica as diferenças dos programas de aparelhamento brasileiro baseado principalmente em ToT enquanto o Chile foca em importações diretas). Os problemas com as forças armadas argentinas deve ser estudado para entendermos o que aconteceu por lá. Claro que a derrota na Guerra das Malvinas afetou, mas creio que seja mais complicado que isso. As explicações simplistas provavelmente estarão erradas e ideologicamente comprometidas pela… Read more »

Glasquis7
Visitante

O poder na Argentina, depois do governo de Raúl Alfonsín, foi tomado por uma banda muito mais próxima de uma máfia do que um simples sistema político de corrupção. Pode tomar como exemplo o próprio Menem que depois dos incidentes de Rio Tercero, teve até seu próprio filho assassinado na queda de um Helicóptero e que teve que aceitar calado.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Glasquis, Encontrei dois artigos sobre a economia argentina que podem ser complemntares, O primeiro é de 2008 chamado “As origens da crise argentina:
uma sugestão de interpretação” e o segundo é de 2016 chamado “Auge e declínio do “neodesarrollismo” argentino”. Ambos estão disponíveis e nos permitem uma discussão mais elaborada. Um abração.

Bardini
Visitante
Bardini

Legal esse “artigo” sobre Neoliberalismo. Também tem sobre o Pé grande, monstro do lago Ness, triângulo das Bermudas e Chupa-cabra?

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Bardini. Talvez você prefira um texto mais amplo. Neste caso, recomendo a tese “A arquitetura de uma crise: história e política econômica na Argentina, 1989-2002” de 2008. Li o resumo e pareceu bastante ampla, cobrindo um amplo período da história econômica da Argentina. Ao contrário dos artigos, esta tese é mais longa. Assim que terminar de lê-la, comentarei sobre ela. Sobre histórias folclóricas, recomendo Monteiro Lobato.

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Acho muito legal as corvetas da Classe Espora, penso que uma versão modernizada e com hangar fixo seria show de bola, espero que os hermanos consigam modernizar as deles, pois ainda dão um bom caldo.

Esteves
Visitante
Esteves

Orçamento é uma peça de custeio. Significa que é uma despesa. A despesa com defesa ou o orçamento da Defesa no Brasil nunca foi 22 bilhões de dólares. Está em torno de 11 bilhões de reais. Pode ser menos. Depende dos contigenciamentos. A réplica que dou, a única possível seguindo o vies dos recortadores wikipedistas é que então, a Letônia é uma potência porque 25% de sua enorme atividade econômica é indústria. A Argentina não tem mais como sustentar sua defesa. Não sem reformas. Isso é péssimo para o Brasil porque enfraquece a defesa marítima na região. Uma das mais… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Esteves. O “Portal da Transparência” permite consultar os gastos realizados pelo governo federal (inclusive consultar os salários de todos os funcionários do executivo). O orçamento realizado do MinDef em 2017 foi de R$ 87,8 bilhões (US$ 22,6 bilhões na cotação de hoje). o É uma excelente ferramente da pesquisa. Lá você também encontrará que o MinDef tem 401 mil servidores ativos que receberam em 2017 R$ 15,2 bilhões. Eles mudaram recentemente o portal, que está apresentando alguns problemas. Ainda assim é importante consulta-lo

Glasquis7
Visitante

Caro Camargoer, a sua diplomacia é digna de elogios e da minha admiração.
De fato, o orçamemto das FFAA segundo o portal da transparência, é de US$ 22,6 Bi. Se isso foi direcionado realmente pras FFAA é outro problema mas o orçamente é esse.

O orçamento jamais será uma peça, apenas é uma cifra estimada de recursos a disposição. Neste caso, das FFAA do Brasil.

Vicente Jr.
Visitante
Vicente Jr.

“De fato, o orçamemto das FFAA segundo o portal da transparência, é de US$ 22,6 Bi. Se isso foi direcionado realmente pras FFAA é outro problema mas o orçamente é esse.”

O maior problema do orçamento é o pagamento de pessoal. Quase 80% do orçamento do MinDef vai para esse rubrica…

Tem muitas distorções nas folhas de pagamento das forças armadas. Pensões exorbitantes, salários exorbitantes, incorporações…

Eu tenho uma curiosidade, quanto do orçamento da Austrália (que parece com o nosso) é gasto com custeio/pessoal ? alguém saberia?

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Vincente. No relatório do orçamento 2017/2018, o orçamento de defesa da Austrála é da ordem de 40 bilhões de dólares australianos. O efetivo é de 59 mil militares e 77 mil incluindo os civis. Se eu entendi corretamente as tabelas, eles usam cerca de 12 bilhões em salários, 12 bilhões em custeio, 6 bilhões em projetos de investimento (isso dá 30 bilhões). Provavelmente, são outros 10 bilhões em pessoal inativo. Vou tentar entender melhor as tabelas e eu encontrar outros números, colocarei aqui.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Glaquis. Também tenho um grande prazer em conversar com você e com outros colegas aqui do blog. Em 2017, uma grande parte dos recursos são gastos com pessoal ativos (R$ 15 bilhões) e inativos (R$ 19 bilhões). Em investimentos, é mais ou menos 10-12% do orçamento, incluindo 1 bilhão para os Scorpenes e outro bilhão para os caças (que são os programas mais caros). Eu tenho um valor aproximado de cerca de 10% do orçamento militar (da maioria dos países, menos EUA) é em investimento de novos equipamentos. É um valor que serve de guia. Aproveito para enviar um… Read more »

Juarez
Visitante
Juarez

Se fizermos uma análise pura, os dez escoltas deles são
melhor armados que os nossos, mas está com as Melo 369, que são belíssimos navios em condição queda inoperante.
As Melo 140 deles, optaram por um sistema cidade ao invés do mais complexo e oneroso Codag das Inhaúma.

Esteves
Visitante
Esteves

Os colegas estao debruçados sobre o orçamento do Ministério da Defesa. Projetos de Defesa como o PROSUB estão em outra alínea. São 11 bilhões de reais para Defesa. Junto com Segurança Pública.

Área ou programa R$ em 2017 R$ em 2018 variação %
Ciência, tecnologia e inovação 3,5 bilhões 2,8 bilhões -18,09%
Gestão de riscos e desastres 925 milhões 1,7 bilhão 86,8%
Petróleo e gás 123,9 milhões 82,2 milhões -33,6%
Política espacial 266,8 milhões 151,4 milhões -43,2%
Defesa nacional 13,2 bilhões 11 bilhões -16,9%
Política nuclear 1 bilhão 614,6 milhões -40,5%
Política externa 1,1 bilhão 935 milhões -21,8
Ministério da Defesa 54,9 bilhões 58,7 bilhões 7,04%
Fonte: Ministério do Planejamento

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Esteves. Os gastos militares devem considerar o pessoal ativo e inativos. Se você ler os relatórios de orçamento dos EUA, Japão, Canadá, Chile (que eu li) e talvez outros, você encontrará os recursos em pessoal incluídos nos orçamentos. Se você abrir os dados do MinDef você encontrará a descrição dos gastos anuais de cada programa. Ainda estou aprendendo a usar o novo portal, mas no antigo ficava bem fácil encontrar os valores anuais de cada programa (eu lembro que em 2017, o ProSub recebeu R$ 166 milhões, incluindo a base de Itaguaí, os Scorpenes e o SubNuclear). Talvez seja… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Esteves. Errei. O orçamento foi bem maior do que o que coloquei. Apenas para a construção do Scorpenes, a MB investiu em 2017 R$ 908 milhões, 66% do valor pago à DCN e 32% para o consórcio Itaguaí. Já o Submarino Nuclear consumiu R$ 302 milhões em 2017 (59% pagos à DCN). Estes recursos estão no âmbito da MB.

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

A Argentina poderia fazer uma parceria conosco, comprar umas 2 ou 3 Tamandarés, uns 4 NaPaOc de 1700T…..

Nos ajudamos eles, e eles nos ajudam!

Silvano Conti
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Silvano Conti

Argentino ________________
___________________________.
E a provável vencedora do programa Tamandaré será a britânica BAE Systems, ou seja, para eles seria vetado de maneira liminar, estão sob veto inglês para material militar de primeira linha.
Repito, os problemas argentinos não nos dizem respeito, e não é prudente que nos aliemos a eles no campo de defesa ou afins.

COMENTÁRIO EDITADO POR DESRESPEITAR A REGRA 5 DO BLOG. LEIA E OBEDEÇA AS REGRAS.

https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Esteves
Visitante
Esteves

Considerando gastos militares como Ministério da Defesa temos a Austrália gastando 24 bilhões anuais e executando um programa de 73 bilhões em 20 anos para reequipar. O Wikipédia nos coloca junto com os australianos em gastos militares. Não é possível. Olhando para o que a Austrália faz não é possivel. O Wikipédia nos coloca acima da Turquia e de Israeal em gastos de defesa. Não é possível. O PROSUB levou 166 milhões em 2017. Está ok. O programa é um projeto de defesa e está dentro da alínea Defesa Nacional e Segurança Pública com 11 bilhões previstos para 2018. Tivéssemos… Read more »

Dalton
Visitante
Dalton

As Forças Armadas Australianas, Exército, Força Aérea e Marinha, contam com um total de cerca de 60.000 integrantes, enquanto às forças armadas brasileiras contam com 6 vezes mais, cerca de 360.000 integrantes e isso tem que ser levado em conta. . Comparar efetivos militares de países é sempre complicado…à Austrália é um grande deserto com uma população de cerca de 24 milhões de pessoas dos quais um terço vivendo nas duas maiores cidades…já o Brasil conta com mais de 200 milhões de pessoas, faz fronteira com diversos países e é natural que necessite de mais pessoal e investimento em material… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

Sim, sim. Entendo tudo isso. Citei Austrália porque o Wikipédia nos coloca com o mesmo orçamento ou despesa de defesa. Em torno de 23 bilhões de dólares.

Não quero voltar ao custeio novamente. Já deu.

Comparei o programa de reequipamento deles de 75 bilhões de dólares para 20 anos + tudo que gastam anualmente com nossos planos.

Temos 11 bilhões de reais para Defesa Nacional e Segurança Pública. Os programas da MB estão aí dentro.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Esteves. Pelo que apurei, a Austrália tem orçamento de US$29 bilhões de dólares (o do Brasil é US$ 22,6 bilhões) com um efetivo de 77 mil pessoas (o Brasil tem 401 mil). Estes dados estão confirmados. Vou revisar os dados gastos com pessoal (ativo e inativo) lá e cá.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá a todos. Finalmente consegui entender as tabelas. O orçamento do MinDef australiano (realizado no período 2016-2017) foi de US$ 23,2 bilhões. Eles usaram US$ 8,1 bilhões em pessoal, US$ 8,1 bilhões em custeio, US$ 4,3 bilhões em equipamentos. Outros US$ 2,4 bilhões foram usados para outros gastos com propriedades e equipamentos. Em 2016, eles tinham um efetivo (civis + militares) de 76 mil pessoas. Estes valores não contabilizam o pessoal inativo.

Silvano Conti
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Silvano Conti

Não temos nada a ver com a Argentina, acho que quanto mais longe de nós, melhor.
Não sei porque se importar com isso, que absolutamente não nos diz respeito.
Discussão totalmente inútil e fora do contexto que nos interessa.

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

Rapaz, tem que superar essa questão. Não somos inimigos da Argentina e vice-versa. Se você pensar direitinho, há mais cenários prováveis de ocorrer algum atrito conosco e com outros países (Venezuela, potências estrangeiras, etc.) do que com a Argentina. O que eu quis dizer é que poderíamos nos ajudar, um ao outro, fomentando as industrias locais e tendo acesso a material militar sem embargos. Financiar a construção das corvetas para a Argentina com o apoio do BNDES. Quem sabe até dividirmos os custos nos programas militares, a exemplo de Inglaterra, França, Itália, etc. Quando falei da Tamandaré, alguns aqui comentaram… Read more »

Thiago
Visitante
Thiago

Deixem essa rivalidade para as torcidas de futebol, hoje a Argentina não representa mais uma ameaça para nós, somos infinitamente mais fortes em qualquer comparação. Temos muito a ver com a Argentina, é um dos nossos princípiais parceiros comerciais, compartilhamos fronteiras e um espaço geográfico em comum, faz parte do Mercosul… . Abandonar a Argentina em seu naufrágio significa deixar um vazio geopolítico que será preenchido por interesses e potências exógenas, ou pior uma área de instabilidade e crise que nos afetará em futuro, não é nosso interesse que isso aconteça , é um mercado para o nosso estrutura economica… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Thiago. Concordo bastante com você. Os interesses em comum são muito maiores do que qualquer divergência. O Mercosul começa a ser organizado em 1985 com Sarney e Alfonsin e reforçado por Menem e Collor em 1990. Acho engraçado que a defesa do Mercosul seja considerada uma bandeira de esquerda. A despeito das dificuldades e contradições, acho que a ideia de criar uma industria de defesa integrada seria vantajosa para todos. Em relação ao futebol, eles estão melhores (hoje Messi é melhor que qualquer jogador brasileiro)

Esteves
Visitante
Esteves

Reconheço o esforço dos colegas para tentar transformar nossos vizinhos em potências. E, entregar mais de 20 bilhões de dólares para nossos projetos de defesa. É transpirador.

Mas, não é verdadeiro. Infelizmente.

O debate sobre quanto custa a folha de pagamento ou quanto representa o custeio (salários+benefícios) das Armas foi exaustivo.

O principal produto que o Chile exporta é cobre. O Brasil, açúcar. A Argentina, farelo de soja. O Chile completa com peixe de cativeiro, o Brasil com carnes (todas) e, a Argentina também.

Com essa pauta não se vai muito adiante. Nem socialmente nem com defesa.

Glasquis7
Visitante

“Reconheço o esforço dos colegas para tentar transformar nossos vizinhos em potências. E, entregar mais de 20 bilhões de dólares para nossos projetos de defesa. É transpirador.” Acho que ninguém quer transformar nada em coisa alguma. Quando falamos em potencia regional nos referimos que este ou aquele país tem, teve ou terá em algum momento uma capacidade geral, superior aos seus vizinhos e isso consideramos como uma potencia regional. “O principal produto que o Chile exporta é cobre. O Brasil, açúcar. A Argentina, farelo de soja. O Chile completa com peixe de cativeiro, o Brasil com carnes (todas) e, a… Read more »

MGNVS
Visitante
MGNVS

Perfeito Clasquis7.

Mk48
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Mk48

Esteves e Glasquis, Não sei de onde você tiraram os dados que apresentaram em suas argumentações, mas segundo dados oficiais da pauta de exportação brasileira em 2017, ordenados por valor exportado, são os seguintes : 1 – Soja mesmo triturada 2 – Minérios de ferro e seus concentrados 3 – Óleos brutos de petróleo 4 – Automóveis de passageiros 5 – Açúcar de cana, em bruto 6 – Carne de frango congelada, fresca ou refrig.incl.miudos 7 – Farelo e resíduos da extração de óleo de soja 8 – Celulose 9 – Café cru em grão 10 – Aviões 11 –… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

É isso.

Silvano Conti
Visitante
Silvano Conti

Você está completamente enganado, posso estar enganado, mas parece que quer o tempo todo por as coisas pra baixo. O Brasil foi considerado um país industrializado no período do governo Geisel, onde a economia industrial superou a agrária, e mais gente passou a viver nas cidades que no campo. Outra coisa é que atualmente, o capitalismo industrial brasileiro já está na fase de fabricar bens de capital, ou seja, o Brasil já fabrica máquinas que vão fabricar outras máquinas, isso não é pouca coisa, e seu comentário está errado a este respeito. Quanto ao açúcar, outro “erro”, a maior empresa… Read more »

Glasquis7
Visitante

“Sobre os 97 “caças” da Força Aérea do Chile citado pelo comentarista chileno, que inclui como caça até os 18 A-29 e 20 A-36,” Os vetores A 29 e A 36 são caças e assim como tal são vendidos. Eu no os inclui como caças, são caças. Que você não saiba disso já é um outro problema. “devo dizer que só entre F5M e AMX a FAB tem mais ou menos esta cifra, em torno de 90 e poucos, e o AMX é um excelente avião de ataque ao solo, fora o centenar de A-29, ou seja, só aí, o… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

A pauta do entendimento. Não a pauta do Wikipedia. O açúcar nem deve ser o principal. Farelos, minérios, óleos, açúcares, carnes. Sete ou oito itens do agronegócio. Automóveis estão entre os 10 no Brasil, mas com os acordos. Acordos com México + Argentina + Uruguai + Brasil que além de uma enorme carimbacao de notas fiscais…sei lá o que deixa aqui. Nem o Trump quer mais esses acordos. O orçamento de quase 60 bilhões de reais do Ministério da Defesa foi confundido. Confusao com Projetos de Defesa entre eles o PROSUB que estão levando 11 bilhões em 2018. Potência. Um… Read more »

Glasquis7
Visitante

Mk48

Em nenhum momento eu disse nada que fosse contrário a aquilo que você postou.

Mk48
Visitante
Mk48

Glasquis,

relendo mais atentamente os comentários, foi o Esteves que não você que veio com dados errados.

Me desculpe.

Abs.

Esteves
Visitante
Esteves

Esteves errou. Mas teve comentário retido.

Mk48
Visitante
Mk48

Esteves, nada pessoal, ok ?

Até porque você sempre coloca situações que são ótimas para o debate.

Abs.

Esteves
Visitante
Esteves

Agradecido aos editores e ao colega Dalton por tudo que aprendo aqui, também digo obrigados a todos que pacientemente me corrigem. Vocês são ótimos.

Penso que importante é divergir. Criticar. Entender. Muito obrigado a todos que me ensinam. Não sou do mar. Na verdade, enjoei algumas vezes.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Olá Mk48, Olá Glasquis. Acho que meio que concordamos com a diversidade das relações comerciais entre Brasil e Argentina, com o fato do Chile ter uma base industrial instalada, que a integração comercial do cone sul é o melhor caminho para a geração de riqueza e que a estabilização política da região passa necessariamente pela integração comercial e cultural dos países (acho que consegui resumir, né). Portanto, uma das várias ações possíveis é aproveitar a base industrial e tecnológica da região (Argentina, Brasil e Chile) para o desenvolvimento do setor de defesa que atenda às necessidades regionais (muito melhor do… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

O Chile tem algumas indústrias. Algumas. A mais importante é a vinícola. E a dos pescados em cativeiro. O restante são pequenos negócios de milhões ou milhares de dólares. Somente.

Como todos na América Latina.

Glasquis7
Visitante

Só pra seu assombro, o Chile está construindo localmente, o seu quinto NaPOc de 1720 toneladas. O Brasil na atualidade não consegue construir nenhum navio militar acima das 500 toneladas.

Isso num país que não trem industrias, que está apenas saindo da idade média, Meu Deus !!!

nflopes
Visitante
nflopes

No início dos anos 50 voou um jato argentino, construído com auxílio de técnicos alemães. Na época era um feito enorme.

Marcelo Zhanshi
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Marcelo Zhanshi

A Argentina não pode comprar doa Russos porque não tem dinheiro, ao contrário da Venezuela que tem petróleo para garantir o saldo devedor. O FMI não vai liberar empréstimo para a Argentina financiar Moscou, princialmente na atual escalada de tensões com o ocidente. Além disso, Russia não possui uma linha de crédito para empréstimos. Só vejo duas saidas para a Argentina, uma a curto prazo (China) e outra a médio/longo prazo (Brasil). A primeira seria se endividar com os Chineses, que posuem dinheiro para linhas de crédito, e adquirir produtos militares chineses (que frise-se, maior parte derivado de tecnologia russa).… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Ola Marcelo. Concordo bastante com o que você escreveu. Discordo que uma colaboração Brasil-Argentina interfira nas relações Brasil-Inglaterra. Lembro de uma história divertida contada pelo Roberto Campos, que era embaixador do Brasil em Londres na época do conflito das Malvinas. O Brasil cedeu alguns bandeirulhas para a Argentina, o que levou o governo inglês chamar Campos para confirmar a neutralidade do Brasil no conflito. A resposta dele foi simples… o Brasil confirma sua neutralidade e estamos dispostos a fornecer os bandeirulhas para a RAF sem problemas.

Marcelo Zhanshi
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Marcelo Zhanshi

KKKKK… excelente história. Não a conhecia. A diplomacia brasileira como sempre dando show!!! São fã desses episódios históricos. Mas o que referi não seria um incidente de grandes proporções (um corte em relações diplomáticas). Seria mais uma esfriada em termos de parceria miliares com o Reino Unido. Se firmássemos alo do gênero com a Argentina certamente o Reino Unido não mandaria pechinchas para a MB como o Ocean foi, eles prefeririam dar preferência ao Chile por exemplo. Mas paciência, não se pode ter tudo. Melhor ter um fluxo de caixa para a indústria de defesa nacional do que viver de… Read more »

Flanker
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Flanker

O orçamento do MD do Brasil gira em torno de US$ 22 bi, enquanto os orçamentos dos MD chileno e argentino giram em torno de US$ 6 bi. Mas, qual o contingente militar de cada um? Nesses valores de Chile e Argentina estão incluídos os pagamentos de pessoal ativo, inativo e pensionistas, como no Brasil? Uma comparação desse tipo só é válida se considerarmos apenas aquilo que cada país investe em manutenção, modernização, desenvolvimento e aquisição de meios.

Camargoer
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Camargoer

Caro Flankldr. Os orçamentos militares do Brasil (22 bilhões) e da Argentina e Chile ( 6 bilhões) incluem gastos com pessoal ativo e inativo. Este é o padrão.

Marcelo Zhanshi
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Marcelo Zhanshi

É verdade, mas observe que em qualquer cenário os três MDs vão ter que desembolsar algo na próxima década, principalmente o Argentino. Do contrário os “hermanos” vão ter que fechar as formas armadas e virar um país desmilitarizado, como Andorra ou Dominica. O Brasil pode oferecer qualquer coisa dentro do que eles puderem gastar. Inclusive acho que podemos até modernizar a aviônica dos super etendard que estão comprando dos franceses. Quem faz o que faz com os F-5 e A-4 faz com qualquer outro avião, certamente. Não importa o quanto os argentinos possam gastar, o Brasil tem condições de oferecer… Read more »

Camargoer
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Camargoer

Olá Marcelo. Acho que o foco deveria ser em material novo. Material usado gera pouca demanda industrial. Talvez o melhor fosse focar na produção de material novo com forte participação da industria argentina (e chilena). Lembro de uma discussão sobre Keynes que mencionava que capital financeiro não gera riqueza. Isso se consegue apenas por meio de capital produtivo, preferencialmente industrial. Não faz sentido continuarmos adquirindo material de baixo teor tecnológico produzido na China em razão de preços menores. Isso deveria ser obtido de consórcios no próprio cone-sul.

_RR_
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_RR_

Prezados… Primeiramente, a maneira como um país administra seus recursos é o aspecto mais importante para a sustentabilidade de seu poderio, seguida por uma avaliação precisa daquilo que é sustentável. Também não há avaliação acertada para concepção do poderio militar que não passe pela consciência do real cenário geopolítico, além do seu próprio status de desenvolvimento socioeconômico… Tudo isso determina o que um país poderia de fato ser, e mesmo se este deveria almejar ou não o status de uma potencia militar, voltando-se mais para a segurança interna… Mas isso acima é o mundo perfeito… No mundo real, países podem… Read more »

Nilson
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Nilson

“Logo, essa idéia de que um país deve ser uma super-economia para ser uma potencia militar é algo equivocada… Muito vai depender da cultura de um povo, do modo como raciocinam seus líderes, e das ameaças que este julga se apresentarem a sua existência.”
Perfeito, RR, o percentual da renda nacional alocada na defesa depende da cultura (traços do passado) e das ameaças. E há uma tendência de permanência no tempo, quem gasta muito, tende a continuar gastando, e vice-versa.

Delfim
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Delfim

O Brasil tem 1,8 trilhão de dólares de PIB, logo cada 1% sai por US$18 bilhões, é muito mas muito dinheiro mesmo.
E temos muita coisa a ser feita aqui. Há muitas lacunas, fruto de muita desigualdade, descaso e corrupção.
Não se trata do “fome zero” do molusco, e sim de resolvermos o que nos atrasa.

Juarez
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Juarez

Marcelo Zhanshi, durante a guerra das Falklands a nossa diplomacia dois “dois braços” funcionou e muito bem, pois enquanto emprestávamos Pinóquios e Xavantes aos Argentinos, reabastecíamos e reparávamos os C 130 deles que pousavam na “clausura” da noite na BACO.

Esteves
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Esteves

O que se afirmou aqui sobre Argentina e Chile é que são potências. Não sei como podem ser se nenhum exerce influência ou liderança. Não sei como podem, se nenhum dos dois pratica a diplomacia sustentada em poder militar, econômico ou até turístico já que insistem em elevar os dois países pelas suas exportações de commodities. Cobre virou urânio e farelo de soja virou ouro. A Coreia do Norte pode ser potência militar regional e até influenciar decisões de outros países como o irmão gêmeo do Sul, mas tem existido como satélite comunista dos anos 1960…em 2018. Passam fome. Vivem,… Read more »

_RR_
Visitante
_RR_

Esteves, Dissuasão significa, em última instância ( e como deixa claro os exemplos que citei ), ter as armas, disposição para utiliza-las como mecanismo de pressão, e um mínimo de recursos para mante-las. Ponto. E é isso o que vai dizer o que é ou não uma potência militar. Pode-se ter o maior, mais rico e prospero país do mundo nas mãos, mas se ele não tem as armas para defender-se, então tudo o mais equivale a nada; é fictício, pois não é verdadeiramente sustentável ante um potencial agressor. No mais… Um bilhão de dólares continuará sendo um bilhão de… Read more »

Glasquis7
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“Esteves 2 de julho de 2018 at 19:24 O que se afirmou aqui sobre Argentina e Chile é que são potências. ” Sobre a Argentina sim, sobre o Chile não. Não vejo ninguém tratando o Chile como potência. Na década de 50 a Argentinha detinha pra sim a sociedade mais moderna, culta e melhor estruturada da região tendo uma educação acima da média e sendo comparada com a sociedade Francesa. Quanto ao seu poder militar sempre foi acima dos países da região e depois da guerra das Falklands teve uma despencada absurda. E a afirmação foi de que a Argentina… Read more »

Gabriel
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Gabriel

Vão acabar ficando sem nada!
Sem Exercito e sem as Ilhas….os políticos argentinos são piores que os nossos

Wellington
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Wellington

Sinceramente Eu estou pouco me lixando se os argentinos estão passando por crises nas suas Forças Armadas, Se eles fossem fortes e até mais do que o Brasil , creio os que ficam sentindo pena terão mais receio na hora de se preocupar. Na minha opinião essa era uma ótima oportunidade para o Brasil, acelerava a construção das corvetas classe Tamandaré e vendia as diversas corvetas que poderia construir aos argentinos. Não apenas ofereceria o tangue guarani , mais construía um com 8 rodas e com a finalidade para a exportação .Enfim são tantas coisas que o Brasil poderia se… Read more »