Home Indústria Naval Conselho do FMM prioriza R$ 960 milhões para novos projetos

Conselho do FMM prioriza R$ 960 milhões para novos projetos

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O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou R$ 3,8 bilhões em prioridades para financiamento de projetos do setor naval. Desse total, R$ 2,9 bilhões são destinados a projetos já aprovados pelo conselho em outras ocasiões e que obtiveram novo prazo para contratação. Outros R$ 960 milhões são referentes a novos projetos. A decisão foi tomada durante a 38ª reunião ordinária do CDFMM, realizada na última quinta-feira (5), em Brasília. Na pauta, estava prevista análise de sete novos projetos, além de oito reapresentações, uma alteração de projeto (sem alteração de valor) e cancelamento de prioridades.

A diretora do Departamento da Marinha Mercante e conselheira do CDFMM, Karênina Dian, destacou que parte significativa da indústria naval brasileira tem passado por um momento desafiador, em função das oscilações no mercado de petróleo e gás. “Tivemos um valor maior de novos projetos, principalmente voltados para reparo e para o escoamento da produção do Arco Norte, que indicam mercados e negócios que podem ser promissores para essa indústria, utilizando o incentivo do FMM”, disse Karênina. O detalhamento dos projetos que obtiveram prioridade nessa reunião será publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias.

A próxima reunião ordinária do CDFMM está prevista para 29 de novembro de 2018. Os interessados têm até o dia 1º de outubro para apresentarem os projetos para obtenção de prioridade para financiamento com recursos do FMM, administrado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. O FMM pode financiar até 90% do valor dos projetos pleiteados. O percentual de financiamento dependerá do conteúdo nacional e do tipo de embarcação

Confira abaixo o resumo da 38ª reunião do CDFMM:

FONTE: MTPA/Portos e Navios

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John Paul Jones
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John Paul Jones

E a capitalização da EMGEPRON para a construção dos NAPA 500 BR nada ?? ihhhhh

Fernando "Nunão" De Martini
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John Paul Jones,
Você deve estar se referindo a Medida Provisória para uso de uma porcentagem do FMM, certo?

Capitalização da Emgepron é outra coisa, com finalidade específica (construção das corvetas classe Tamandaré) conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias 2018.

Vicente Jr.
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Vicente Jr.

Fernando “Nunão” De Martini

Como é que está essa MP?
A Marinha tem feito gestão para que isso ocorra?

Tomcat4.0
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Tomcat4.0

E o lance dos 10% pra MB que daria aquele fôlego principalmente pra construir os napa500???

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Mais da metade, R$ 2,153 bilhões, para construir um novo estaleiro.
Está faltando estaleiro no Brasil (ironia).
Esses R$ 2 bi seriam suficientes para financiar a construção de dezenas de navios e dar algum fôlego para alguns estaleiros brasileiros.
Mas vamos financiar mais um estaleiro, claro.
Por isso que quanto menos intervenção estatal houver, melhor. Melhor não ter esse fundo do que tê-lo para usar desse jeito.

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

Esse estaleiro é para manutenção (seja corretiva ou preventiva) e fica no Paraná que tem o 3° maior porto do país e no nordeste só a mais 2(3?) locais para reparos o EAS, um na Bahia e talvez o VARD (não sei se o seu dique seco tem mais de 300m). Ele sendo só para reparos torna mais difícil ter capacidade ociosa já que não vai competir com estaleiros asiáticos. Só lembrando que um estaleiro que construir é bem mais caro

Ribeiro
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Ribeiro

Bom dia…
Em Rio Grande tem o maior de todos em se tratando de América Latina… 350x125m e ocioso…
Abraços

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Flávio,
A questão é: isso é uma prioridade no momento? A demanda é maior que a oferta dos estaleiros nacionais?
Não sou especialista no assunto, mas parece-me que a resposta é “não” para essas duas perguntas.

Top Gun Sea
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Top Gun Sea

Com essa demora com a medida provisória não vai sobrar nada para MB.

Fernando "Nunão" De Martini
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Pessoal,

Tem notícia publicada aqui de apenas duas semanas atrás sobre a MP para destinar 10% do FMM pra construção de novos meios pra MB.

https://www.naval.com.br/blog/2018/06/19/definicao-sobre-10-do-fmm-para-navios-militares-esperada-ate-agosto/

Se ainda fosse notícia do ano passado, vá lá, mas ainda é recente…

Depois, quando eu sugiro ao pessoal dar uma procurada de dois minutos em matérias já publicadas, ficam de mimimi, magoados com a sugestão. Custa tanto assim dar uma busca?

Samuca cobre
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Nunão!!!! para de perder tempo com estes caras… voce já falou mais de 1.000 vezes!!!

roommelqe
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roommelqe

O novo estaleiro, como o Flavio acima colocou, destina-se a reparos em navios de grande porte. Os navios devem preferencialmente serem reparados perto do porto de destino ou de origem, visto que apenas se deslocar muitos quilómetros sem outra finalidade do que entrar em reparo não é muito econômico. Alguns reparos são muito simples mas requerem instalações de grande porte. No Brasil há vários estaleiros que possibilitam estes reparos/manutenções, mas o do PR estará junto a um dos dois portos mais movimentados do país. Parece que o critério aqui foi adequado do ponto de vista técnico/econômico/estratégico. É simples assim.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Roomelque,
O Porto de Paranágua sobreviveu até agora sem esse estaleiro próximo.
Não me parece que essa demanda seja prioritária num momento em que diversos estaleiros estão ociosos. Preferiria o dinheiro sendo investido em navios em vez de estaleiros.

Rommelqe
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Rommelqe

Prezado Rafael: de fato quando li a postagem pensei em um antigo projeto previsto no pontal de Paranagua. Mas, pesquizando a respeito, este que teria sido incluido na relaçao do FMM trata-se do “Pedras de Inga”, Lucena, Paraíba. Neste projeto estao previstas instalaçoes de reparo e manutençao de embarcaçoes de grande porte. Entendo que estaleiros de fabricaçao tem que ser otimizados de forma diferente daqueles para manutençao/reparos e que quais seriam as prioridades brasileiras tem que ser melhor avaliadas. A ver. Abs

Rommelqe
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Rommelqe

Mais uma coisa: o projeto Inga preve um custo total superior a 3 bilhoes, e parece que sua concessão teria sido adjudicado a uma empresa americana que estaria contratando uma empresa chinesa para opera-lo. Alguem tem mais algum dado a respeito? Por que no post foi anunciado um valor “priorizado” de 960 milhoes se o estaleiro é incluido na tabela a um valor de 2153,3 milhoes?

Rommelqe
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Rommelqe

Acabei de ver um video no you tube denominado “ Empresa de Docagens Pedra do Ingá” . Para quem quiser analisar o caso é um bom começo.

JonasN
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JonasN

se alguém esta querendo construir um estaleiro para reparo é pq provavelmente tem uma demanda. Ai ficar afirmando que não tem precisão construir baseado em achismo.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

O meu ponto é: é interesse do Estado bancar uma empresa para suprimir essa suposta demanda em detrimento de tantas outras demandas existentes, em especial, a construção de novos navios?

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

*suprir

Fernando "Nunão" De Martini
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Rafael, não vejo “o estado bancar” nessa história, ao menos no sentido estrito.

Os recursos do FMM são para financiamento, com vantagens maiores para o projeto financiado conforme este tiver maior conteúdo nacional, não é investimento a fundo perdido, o dinheiro fornecido precisa ser pago.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Nunão,
Bancar pode não ser a palavra certa, mas também não se trata de mero contrato de financiamento, pois a taxa de juros é subsidiada, então, de certa forma o Estado paga uma pequena parte da conta.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Rafael, Juro subsidiado eu creio que seja o caso quando o dinheiro é captado no mercado (empréstimos, vendas de títulos etc), por um banco estatal, em condições piores do que ele é oferecido, ou situações do gênero, obrigando o Tesouro a bancar a diferença. Já o FMM (Fundo da Marinha Mercante) é captado por uma taxa / adicional incidente sobre o frete marítimo, especificamente com a finalidade de prover recursos a esse fundo. Ou seja, no meu entendimento não se está captando dinheiro mais caro para oferecer mais barato (ou seja, com subsídio), como tantos casos que se critica. Ao… Read more »

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Sim, ele não se confunde como um empréstimo comum do BNDES, subsidiado pelo Tesouro Nacional.
Mas o Estado está tomando o dinheiro das empresas do setor e emprestando para algumas delas, com taxas menores do que as de mercado. Não deixa de ser uma certa forma de subsídio.

JonasN
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JonasN

Levantar a dúvida em relação a pq tá dando relevância a financiar tal projeto é relevante, mas não pode afirma que a construção de navios é mais importante que a construção de estaleiro sem nenhum estudo.

Marujo
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Marujo

Em agosto, começa o período eleitoral. Assim, a MP dos 10% do FMN fica para …

Joao Moita Jr
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Joao Moita Jr

Off topic…
Acabei de ouvir que a Nova Zelândia acabou de assinar a compra de 4 P-8A Poseidons. Aí está uma oportunidade para a MB adquirir os P-3 Orions que serão encostados…

Joao Moita Jr
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Joao Moita Jr

De acordo. Manda ver os P-8, então.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

“Flávio Henrique 9 de julho de 2018 at 23:37 Esse estaleiro é para manutenção (seja corretiva ou preventiva) e fica no Paraná que tem o 3° maior porto do país e no nordeste só a mais 2(3?) locais para reparos o EAS, um na Bahia e talvez o VARD (não sei se o seu dique seco tem mais de 300m). Ele sendo só para reparos torna mais difícil ter capacidade ociosa já que não vai competir com estaleiros asiáticos. Só lembrando que um estaleiro que construir é bem mais caro” Está desinformado. Conhece os Estaleiros do RJ, RS, SC, BA,… Read more »