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Vídeo: mais detalhes do Porta-Helicópteros Atlântico A140

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O Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico” foi incorporado à Marinha do Brasil no dia 29 de junho de 2018, em cerimônia realizada na cidade de Plymouth, na Inglaterra.

O navio era conhecido como HMS Ocean na Royal Navy e foi projetado para realizar, dentre outras tarefas, a projeção de poder sobre terra pelo mar e pelo ar.

O navio somará à Marinha do Brasil importantes capacidades anfíbias e de operações navais com helicópteros embarcados para a manutenção da segurança do Atlântico Sul e a defesa dos interesses marítimos do País em qualquer parte do planeta.

Projetado para operar com até sete aeronaves em seu convoo e 12 no hangar, pode transportar Grupamentos Operativos de 500 a 800 Fuzileiros Navais e projetá-los por movimentos helitransportados, ou por superfície, empregando suas quatro lanchas de desembarque, a partir de uma distância de até 200 milhas da costa (cerca de 321 km). Possui, ainda, diversas salas de planejamento para uso de Estado-Maior.

É dotado de um Sistema de Combate que integra o Sistema de Comando e Controle LPH CMS, quatro canhões de 30mm DS30M Mk2, dois Radares 1007, um Radar 1008 e do moderníssimo Radar Artisan 3D 997, com elevada capacidade de detecção e acompanhamento.

Nas próximas semanas, o navio passará por um intenso programa de treinamentos no porto e no mar com o reconhecido e rigoroso Centro de Instrução da Marinha do Reino Unido Flag Officer Sea Training. A chegada ao Brasil está prevista para o final de agosto, em data próxima ao aniversário da Aviação Naval.

128 COMMENTS

    • Marcos,
      Os reparos Simbad, e eventuais outros armamentos em estoque que possam ser interessantes para instalação no navio estão aqui no Brasil. Não faria sentido algum mandar lá pra Inglaterra para instalar.

    • São 04 canhões de 30 mm ( não.30/fração da polegada) em cada bordo e não lado… pelo menos acertou as denominações do LOA…

  1. Estás armas que estão sendo colocadas agora foram para substituir os palanks ou custou mais que venda do A140??? Estenderam, explicando RN colocou em substituição ou tivemos que pagar.

  2. Agora entendi, já existiam, sendo assim, ainda falta alguma coisa aonde estava os palank’s certo, deveram colocar os Simba que estão disponíveis do são Paulo????

    • Provavelmente. Esse assunto já foi tratado aqui dezenas e dezenas de vezes. Veja matérias anteriores, por favor.

    • Não só os da foto que estão na proa quanto outros dois que não aparecem na foto, e que estão na popa. Quatro no total.

  3. “…para a manutenção da segurança do Atlântico Sul e a defesa dos interesses marítimos do País em qualquer parte do planeta.”
    É fundamental que a MB adquira escoltas modernas e bem armadas, pois com as atuais sem chance. Nem do RIMPAC conseguimos participar?

    • “Nem do RIMPAC conseguimos participar?”

      Dizer “nem do”, na minha opinião, não cabe para falar desse exercício que é praticamente do outro lado do mundo, e que não é prioridade entre os exercícios da MB. Exercícios no Oceano Atlântico, como UNITAS e ATLASUR são bem mais importantes para o cenário brasileiro, e desses a MB continua a participar.

      • Concordo, mas até achei estranho esses convites, o Pacífico nada tem a ver com o Brasil, a não ser que haja um exercício na costa chilena, aí sim faria sentido.

        • Caro Montana,
          O Rinpac é o maior exercício militar marítimo do mundo. Além dos países do Pacifico, estarão participando, França, Alemanha, Israel entre outros. Seria ótimo a MB participar, no mínimo aumentaria o networking com outras marinhas do mundo, e sim, isto ajuda no intercambio.
          Se derem um lida no comentário inicial, é descabida a impressão inicial que a MB pulou fora do exercício.
          UPDATE, June 27, 2018: Due to a change in operational schedules, Brazil will not be participating in RIMPAC 2018, but remains interested in a future opportunity to participate in the exercise. Brazil was not slated to participate in the Hawaii portion of RIMPAC. We value our partnership with the Brazilian Navy and look forward to operating with them in the future.
          Depois desta, acho que a MB vai dar um jeito de ir no próximo.
          http://www.cpf.navy.mil/news.aspx/110516

        • Prezado
          Lembre-se q há muito há projeto de saída do Brasil para o Pacífico, por meio de ligações de vários modais, possibilitando a utilização de portos de países amigos.
          Neste contexto, acredito q seria bom, futuramente, futuramente, participarmos daquele exercício.
          Sds

    • Prezado USS Montana,

      As FCN estão passando por avaliação para se definir a viabilidade de revitalização das 3 que tiverem em melhores condições. Ou mesmo, se vai haver tal revitalização.

      Nesse ano ainda teremos os exercícios UNITAS, ATLASUR e IBSAMAR. Além disso, um escolta é mantido na costa do Líbano enquanto outro está em preparação para ir e outro em manutenção após regressar.

      Como você pode ver, não haveria escolta disponível para enviar ao Pacífico. O número atual de escoltas é muito aquém das necessidades da MB. Ademais, vários deles encontram-se em manutenção.

      Grande abraço

      • Bom dia Almirante, sempre fui um grande defensor da participação brasileira na Unifil — não só pela importância diplomática-militar, mas principalmente pela excelente oportunidade que ela representa em adestrar nossas tripulações em situações reais de conflito.

        O problema é que com a baixíssima disponibilidade de escoltas na esquadra para todas as suas missões (descontadas as 2 CCI e as 3 FCN que não estão operacionais, eu conto no máximo 6 naves disponíveis). Nessa situação, reservar metade da esquadra para a operação no Líbano faz parecer que a Unifil é a raison d’être da MB, o que seria uma completa inversão de valores. Perdoe-me pelo alongado preâmbulo e pelo ligeiro off-topic (embora relacionado ao seu comentário), mas baseado nisso existe algum movimento dentro da MB em repensar sua participação no Líbano?

  4. Fantástico. Excelente aquisição. Os canhões de 30 mm já estavam no navio, a MB já usa este sistema na classe Amazonas e a munição é fabricada no Brasil pela CBC. São canhões que visam alvos de superfície, como lanchas, servem para a defesa do navio em passagens por canais ou portos. O navio deve receber os Simbad que estão no São Paulo e também são usados no Bahia.

  5. Gente, vamos dar uma olhada nas matérias anteriores antes de comentar, por favor.

    Tem dezenas de matérias que mostravam o armamento original do navio.

    Foram retirados os três reparos de Phalanx 20mm, antiaéreos, mas esses canhões de 30mm contra ameaças de superfície já estavam lá, não foram colocados no lugar de nada.

    É muito chato ter que explicar e explicar e explicar de novo tudo que já foi mostrado e discutido centenas de vezes a cada nova matéria, ou repetir dezenas de vezes a mesma discussão. Vamos pesquisar cinco minutos que sejam as matérias anteriores antes de comentar besteira, por favor.

    • Na verdade retiraram os 3 Phalanx, os sistemas de comunicação( e suas respectivas antenas, obviamente) de uso da Otan e o sistema de defesa contra torpedos.

    • Fernando “Nunão” De Martini
      sim, mas eram 4 canhões de 30mm , procurem sobre a quantidade do canhão de 30mm não encontrei 4 x 30mm. 2 x de 30mm e 3 de Phalanx 20mm eu já tinha lido

      desculpa ocupar seu preciso tempo.

      • Bueno, até na Wikipedia está escrito, nas especificações do HMS Ocean, 4 canhões de 30mm.

        Pra ajudar a encontrar: são dois nas plataformas nos dois bordos à proa.

        E dois em plataformas na popa.

        Foto da proa (clique para ampliar – estão cobertos por lona, nos dois bordos, bem destacados):

        https://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/12/HMS-Ocean-11.jpg

        Mais uma foto da proa, sem as lonas:

        http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/11/L-12-HMS-Ocean-022.jpg

        Foto da popa (um está a boreste – direita da foto – na pequena plataforma no mesmo nível do convoo, o outro está a bombordo – esquerda da foto – na plataforma um convés abaixo do convoo, logo atrás do Phalanx):

        http://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/11/L-12-HMS-Ocean-021.jpg

        Quanto ao meu “precioso tempo”, não é questão de não estar disposto a gastar parte dele comentando aqui ou escrevendo matérias, ou eu não teria centenas de matérias e milhares de comentários publicados. A questão é outra: é a qualidade do debate. Se a cada nova matéria as mesmas discussões são repetidas, sobre temas pra lá de discutidos em dezenas de matérias e centenas de comentários anteriores, o debate não avança, não evolui.

        • Fernando Nunão , muito obrigado! eu olhei algumas fotos mas não tinha conseguido ver.
          Não foi sarcástico dizer que seu tempo é preciso.

          ótimo dia !

    • Nunão.
      Em tempos de “Googolização” e Wikipedia, ninguém quer “perder tempo” lendo e pesquisando seja lá o que for? Todo mundo é especialista de coisa nenhuma, e pra quê pesquisar/estudar se têm os editores para ficar repetindo? Tempos difíceis…
      Parabéns pelo trabalho e, muita, muuuuiiiitttaaaaaaaaa paciência…

  6. É bom lembrar que o Brasil NÃO está em Guerra, não está nem perto de se encontrar nesse estado, nem mesmo há alguma potência/país/grupo antagônico que ameace a segurança da embarcação durante seu TRÂNSITO para o Brasil. Não é um deployment, não é uma missão de Guerra. É apenas um TRÂNSITO para seu novo lar, aonde ainda receberá modificações e instalação de sistemas e equipamentos antes que seja declarado como operacional. Ele não tem que vir pronto para se defender de ameaças aéreas, navais ou terrestres. Ele tem apenas que vir para cá para então ser prontificado de acordo com as necessidades (e, no caso da MB, possibilidades) da Marinha para posterior operação. Isso não deveria ser muito difícil de entender.

    Assim como qualquer outro navio de guerra, ou outro meio como aeronaves. Quando se fabrica um Super Tucano, por exemplo, e ele é trasladado até o local/país onde irá operar, ele não vai armado até os dentes, pronto para ser interceptado no meio do caminho. Não pirem na batatinha, por favor.

  7. Bla Bla Bla Bla !!!
    Como sempre a mesmice !!!
    Srs editores !!!
    Vai aí a sugestão !!!
    Pula essa parte e começa a postar quando liberar imagens do pessoal fazendo o Flag Officer Sea Training que deve corresponder ao nosso Diasa/Ciasa aqui na MB !!!
    Ai que eu quero ver !!!
    O bicho pega !!! 👍

  8. Alguém sabe dizer se o radar Artisam recebeu algum tipo de downgrade?
    Até agora não falaram nada sobre ele, e acho meio difícil a Inglaterra nos vender um radar tão bom sem nenhuma modificação, mesmo que não tenha ToT no contrato.

    • Mais um assunto pra lá de debatido e discutido, Guacamole. Dê uma olhada nas matérias anteriores sobre o navio, por favor. A mais recente delas, inclusive, faz referência ao radar no título…

      • Nunão, eu lei os 3 poderes quase que diariamente, e já conheço a maioria das matérias de trás pra frente.
        Não existe nenhuma informação oficial nos posts passados sobre se o radar virá com 100% de sua capacidade pro Brasil.

        Como essa notícia sobre o Ocean/Atlântico, perguntei se alguém tinha alguma informação oficial a respeito sobre o radar (coisa que aparentemente, não tem).
        Os comentários eu leio, mas não levo eles muito a sério pois a maioria dos posts é sobre o qualquer assunto é muito mais “achismo” do que informação quente.

        Poucos usuários aqui postam fontes quando falam sobre as capacidades de determinado assunto.

        Quod quomodo factum est.

    • Cacilda! Cara, se liga! Parece que você (e muitos outros) só leem a matéria e não leem os comentários. Pior, não leem ou não entendem as outras várias reportagens e comentários sobre o assunto. Faz o que o Nunão falou poucas linhas acima, aqui mesmo nesses comentários. Clica na lupa e pesquisa aqui no site. Sua pergunta é assunto velho, já debatido à exaustão. Não me leve a mal, mas isso já encheu a paciência.

      • Se encheu a paciência, apenas ignore.
        Se eu quiser perguntar algo, vou perguntar.
        Se não quiser responder, não responda.

        Realmente não é problema meu se você está sem paciência com o qualquer coisa que seja.

        • Cara, na boa. Você pode e deve perguntar o que quiser, sobre o que quiser, quando quiser. O problema é que não só você, mas muitos aqui, parece que não leem as coisas, muitas vezes escritas no próprio post. Preguiça, falta de tempo, não sei. Então fica aquela mesmice. Mesmas perguntas, mesmos argumentos, mesma desinformação. Isso é que faz a gente perder a paciência. Não sou melhor que você. Fique na paz. Abraço.

          • E vamos ficar nessa lenga lenga a noite toda porque você percebeu que a minha pergunta não foi como as dos demais, mas não quer admitir.

            A pergunta foi clara: O Artesam vai vir com 100% das habilidades ou recebeu downgrade?
            Em lugar nenhum do site diz nada sobre isso e por isso perguntei, nos comentários, se alguém sabia de algo.

            Veja, em momento nenhum perguntei se o radar viria (isso já se sabe faz tempos).

            Quero saber é se ele vai ter a mesma capacidade que tinha quando operava com a Royal Navy.

    • Prezado Guacamole,

      O radar não sofreu qualquer downgrade. Houve uma confusão de algum comentarista sobre isso.

      Explicando de forma bem simples, no Centro de Combate do navio, o computador ligado ao radar possui uma espécie de biblioteca de dados contendo informações para classificar os objetos rastreados e definir qual aeronave, míssil ou outro “alvo” está no ar e classifica-lo como amigo ou ameaça. Alguns destes dados considerados classificados da OTAN foram retirados.

      Porém, no radar em si, não houve qualquer mudança.

      Espero ter te ajudado.

      Abraços

      • Bom dia Sr. Luiz Monteiro, aprecio sempre suas colocações, sóbrias, precisas e elegantes. Seria muito bom que mais vezes viesse neste espaço para esclarecer os leitores. Obrigado e forte abraço.

  9. Pela enésima vez, não, apenas limparam as bibliotecas dele, coisa que é de praxe.
    Aproveitando para responder antecipadamente:
    Não, as T 23 não viram, vão ser scrapeadas para que parte de seus sistemas de combate seja usados nas T 26 e T 31.
    Não, os Phalanax não vieram porque o “Grande Satã Maléfico, senhor de todas as maldades da terra” segundo a cartilha petralhogranciana, proibiu,eles não vieram porque a RN vai usa-los em outros navios.
    Deus, dai-nos forças…..

  10. Bem… Diante do superior poderio militar da Inglaterra em relação ao Brasil, qual será o navio que a Royal Navy colocará no lugar no lugar do HMS Ocean ?
    Outro detalhe…
    Foi noticiado aqui que a França em breve substituirá seu porta-aviões Charles de Gaulle.
    Pelo fato dele possuir propulsão nuclear, existe chance dele ser comprado pela nossa Marinha ?

    • Roger…
      .
      o “CDG” irá operar até 2042 mais ou menos…o que está ocorrendo agora é uma fase preliminar de estudos, mas, o novo NAe só será encomendado na década de 2030 e
      construído ao longo dessa década para estar pronto quando o “CDG” estiver aposentando-se no início da década seguinte.
      .
      Quanto a ser adquirido pelo Brasil…independente de ser nuclear…há outro problema pois o “CDG” para ser mantido em serviço até 2042 necessitará de outros 2 reabastecimentos nucleares…um na década de 2020 e outro na década de 2030 e não é considerado um bom custo X benefício um terceiro reabastecimento na década de 2040 para o mesmo durar outros 10 anos, então ele será desmantelado depois de cumpridas todas as normas quanto a inativação de navios de propulsão nuclear.

      • Poxa Dalton isso foi uma verdadeira aula sobre o “CDG”. Agora sei que será muito difícil termos um porta aviões com propulsão nuclear, por essas e por outras agora dá para entender a complexidade de possuirmos um navio com essa propulsão, pois até nosso submarino está a anos na fase de projeto, mas ficar pronto… aí é outra estória..

    • “qual será o navio que a Royal Navy colocará no lugar no lugar do HMS Ocean ?”

      Um já entrou em serviço, é o navio-aeródromo Queen Elizabeth. Outro é o Prince of Wales, navio aeródromo em finalização. Ambos substituem o Ocean e três navios-aeródromos pequenos classe Invincible.

      “Foi noticiado aqui que a França em breve substituirá seu porta-aviões Charles de Gaulle.”

      Não foi isso que foi noticiado aqui. Noticiou-se apenas o início de estudos. Não será em breve, será daqui a uns 15 anos mais ou menos.

  11. Para os entendidos…
    A MB não dara baixa de uma ou duas NIterói s em breve? E neste caso não seria viável a instalação de um lançador Albatroz para mísseis Aspide na proa do A140?
    Não havendo esta possibilidade e restando apenas a opção dos lançadores Simbad. Estes poderiam ser modernizados e receber um pacote de automação? Qual a idéia da MB?

  12. Lembrei…. Exatamente me referia a modernização dos nossos lançadores Simbad para o padrão RC… Com sistema de FLIR etc. Tudo integrado ao sistema de combate do navio.

  13. Acho que a MB deveria encomendar a Ares engenharia/ EB uma versão naval da TORC-30 mm.
    Assim como aconteceu com a REMAX e sua versão naval CORCED.
    Esse novo sistema poderia ser instalado nas futuras CCT,s, modernização de meia vida das Niterois, Barroso, Bahia e utilizado contra ameaças assimétricas, defesa aérea de ponto, e quem sabe alguma capacidade ant míssil.

    • Foxtrot, o correto é desenvolver uma defesa de ponto similar ao PANTSIR-M, porém sem o remuniciador automático de seus mísseis AA que entra convés a dentro, para que o mesmo possa ser utilizado em “qualquer” navio, inclusive em cima de hangares. Como temos o LINK-BR pode-se desenvolver hardware de identificação amigo/inimigo podendo este ser empregado de modo automatizado.

  14. Agora na minha modesta opinião, faltaria a MB adquirir todas as células de Super Cobra e dotar o CFN de uma força de choque blindada dotada de MBT,s.
    Isso elevaria o poder ofensivo e defensivo nacional a um bom patamar e sem similar na América do sul até América central.

  15. Calma; paciência com o veinho desinformado aqui.
    Seria possível a instalação, ou seria útil a instalação de baterias Astros 2020 no A140? Existem versões marinizadas destas baterias?

    • Acredito que sim, quase que com certeza, ainda vamos ver este navio com o Astros no deck disparando, creio ser uma forma de uso válida.
      Imagina ele com o MTC-300?? e o usado pelas FFAA brasileiras não têm a limitação dos 300 Km de alcance máximo.

    • Olá Luiz,
      Baterias Astros significa Artillery SaTuration ROcket System, ou seja, foguetes para saturação de área que é basicamente um sistema ofensivo, creio que o mesmo poderia ser utilizado para “bombardear” ou “aplainar” o terreno para um desembarque de fuzileiros, mas sinceramente não vejo muito sentindo nisto, mas veja bem, sou um leigo. O Atlantico, pode transportar helicópteros, que é uma ferramenta extremamente versátil, pois pode tanto desembarcar tropas na praia como também, para bem mais dentro do território inimigo, não sei se o espaço utilizado pelo sistema Astros compense esta versatilidade, mas depende de caso a caso. Temos que lembrar que a saída dos gases dos foguetes pode danificar o piso do Atlantico, além da necessidade de navalizar o sistema (o mar é extremamente danoso para alguns metais, componentes e equipamentos), verificar os elevadores (por causa do peso), ter o pessoal especializado no uso do Astros etc etc.
      Tenho certeza que a Avibras pode desenvolver um sistema VSL melhor adaptado para uso marítimo.

      • Ou seja, isso é ideia besta de blogzinho e canal ruim do YT.
        Jamais que a MB vai operar Astros no Ocean.
        Vai deixar de embarcar helicopteros para colocar um caminhão com foguete em cima do navio ?????

        • Não é ideia besta meu caro, a França pediu estudo para adicionar o M270 concorrente do astros para seus porta helicópteros

    • Mestre Luiz,

      Depende de como a coisa evolui com relação aos diversos sistemas de armas.

      Atualmente, as marinhas de diversos países tem se ressentido daquilo que chamam de apoio de fogo naval sustentado. Chamam de operação NSFS.

      Em diversas situações mais recentes, alguns tem se ressentido da ausencia desta capacidade ou capacidade precaria, a medida que misseis foram abarcando a maior parte dos arsenais embarcados no navio, em detrimento da artilharia de boca. isto ocorreu e foi observado nas falklands, na libia e bem outros cenarios. Misseis são excelentes na precisão, mas são invariavelmente caros e ocupam um espaço muito grande quando comparado a projeteis. Então, para as operações em que voce necessita manter uma cadencia firme e continua de bombardeamento do inimigo, projeteis de tubo ainda se apresentam como indispensaveis. Na libia, calibres de 76 mm mostraram certa depreciação com relação ao 114 mm bem mais antigos. É diante disto que muitas munições de tubo continuaram a ser desenvolvidas, de forma que hoje em dia algumas podem até se confundir ou mesclar com misseis a medida que se tornam inteligentes (volcano, excalibur, etc)

      Mas o que isto tem a ver com Astros no Convés??? Tudo oras, pois a tecnologia de foguetes tambem progrediu e se apresenta como opção a ocupar esta lacuna causada pela redução da artilharia de tubo. Chineses usam isto, Franceses estão estudando caso exato e similar de instalar um MRLS em seus Mistral class como forma de implementar uma artilharia que amacie o terreno para os desembarques. A medida que os alcances aumentam, isto torna-se cada vez mais factivel e sinceramente, minha opinião particular é que é uma solução intermediaria mais barata e viavel do que uma Excalibur ( em que pese ser um projetil excepcional). Foguetes foram largamente utilizados como arma naval contra defesas costeiras desde WWII, Coreia, Vietnã, etc…miseros foguetes 70 mm com cabeça inteligente podem alcançar entre 4 a 8 km com precisão laser, outros como SS-40 em estudo pela Avibras alcançariam 30-40km e por ai vai. Existe a GLSDB I e II a qual podem superar 90-120 km, sendo que a ultima, teria a capacidade de engajar alvos moveis. Não são tão pequenos quanto um projetil de canhão, mas ocupam bem menos estrutura que misseis. São mais simples que misseis, mas podem ocupar e bem o espaço entre a saturação e alvos estratégicos.

      Então, é uma questão de tempo…logo logo estas coisas começam a ser implementadas dentro de uma escala de enormes prioridade que podem disputar este tipo de implementação.

      Gases de exaustão, plataforma giro-estabilizada, são todos assuntos contornaveis ou dependentes do range de operação que se espera deles….uma GLSDB em tese teria como imprescindivel a giroestabilização em varios tipos de uso, pois emprega GPS, plataforma de estabilização existem até na industria offshore no emprego de guindastes, exaustão de gases, basta que a bateria seja instalada no bordo contrario direcionando a saida de gases ao mar, igualzinho ao estacionamento de de aviões e helis….

      É isto mestre…

  16. O A-12 possui sistema de defesa contra torpedos? Pode ser instalado no Atlântico? Isso é imprescindível em uma belonave desse porte.

    • João, o que é um sistema de defesa contra torpedos?
      O Atlantico pode e possivelmente irá operar os Sea Hawk que é especializado também para guerra anti-submarino. O Super Lynx também pode fazer ataques vetorados (torpedos e bombas de profundidade) a submarinos. Estes dois helicópteros podem também fazer guerra de superfície, o SH pode disparar mísseis Penguin, o Super Lynx o Sea Skua (apesar de ser mais obsoleto) e com o futuro H225M com misseis exocet. Com excessão do HM225M a MB já possui experiencia nos usos dos misseis, o Atlantico pode ser qualquer coisa, menos desdentado.

  17. Nao li nenhum comentário sobre a finalidade/objetivo do Atlântico. Se o navio é um porta-helicópteros penso que deveria haver uma boa quantidade de comentários sobre helicópteros. Quais, quantos, finalidades, autonomia, modernização, missões, custo, inventário, eficiência. Dos helicópteros.

    Acho que o colega que me chama de louco (penso haver muitos), Bardini, foi por esse caminho.

    Abriu com canhão. Chegou no Astros. Não sei como esqueceram de sugerir algumas peças de 120 mm. Talvez 150 mm. Umas 4 de cada bordo. Talvez 2 na proa.

    Tá certo que o navio precisa de defesa de ponto. Será otimizado. Para defesa de área tem os radares e as escoltas. Ok. Também está sendo planejado.

    Sei não. Tá faltando a turma dos CAMM, SAM, Gripen Naval…

    • tem uma matéria falando da utilização do Atlântico aqui no site. EXCLUSIVO: PHM Atlântico inaugura novo conceito operacional na MB.

    • Um amigo que poderia comentar ou que me deixou curioso sobre isto é o Mestre Strobel….tempos atras, ele postou uns videos loucos dos Indonesios que vinham com os Clanfs Pé na tabua direto do cais do porto e se lançavam na agua….e não é que os bichos mergulhavam e em decimos de segundos já estavam navegando…????

      Será que nenhuma porta lateral e ele parado permitiria aos Clanfs “pular” do navio?? Somente pergunto pois este video é muito maluco…

  18. Prezados editores, considerando que até o final do ano inúmeras matérias sobre o Atlântico serão publicadas, que a audiência do blog aumenta cada vez mais, com novos colegas chegando diariamente, que já se mostrou inevitável que surjam as perguntas repetitivas, sugiro que façam uma matéria tipo “Dúvidas frequentes sobre o Atlântico”, consolidando informações, inclusive de comentários relevantes, e em cada nova matéria coloquem seu link no final, com uma observação tipo “antes de perguntar, verifique se a resposta já existe”. No mínimo, permitiria ao “robô” responder aos novos comentários repetitivos: pergunta já respondida no link acima.
    Seria interessante também para fixar em um só lugar as divergências sobre os pontos repetitivos, em vez de serem renovadas a cada matéria.
    Esse FAQ demandará um esforço inicial, mas depois haverá ganhos.

  19. Caro Ádson, realmente uma defesa de ponto baseada em mísseis seria o ideal.
    Porem não dominamos essa tecnologia ainda (ainda, poque sabe-se que a extinta Mectron havia desenvolvido e fabricado uma UAGC de míssil semelhante ao Igla-S para o míssil nacional M.S.A 5.1 em desenvolvimento no Ctex/IME. E recentemente li que o IAE está dotando algumas unidades do MAA1-A de sheeker com laser semi ativo, para ser empregado como SAM), e no caso da TORC-30 mm já está desenvolvida e em fase de testes/ aceitação.
    Sendo assim, mais que natural e óbvio, até mesmo para economia de recursos desenvolver uma variante naval desse sistema nacional.
    Vale ressaltar que seu canhão Rheinmetall MK30-2/ABM com sua munição semi inteligente (fragmentável e de proximidade), pode oferecer uma certa capacidade ant míssil.
    Caso a MB desenvolva a contento e no tempo esperado seu radar diretor de tiro Gaivota-X, somado ao Link-BR2, Alça optrônica Atena teremos um excelente sistema de defesa aérea de ponto nacional.

    Link com informações técnicas da Remax: http://www.ares.ind.br/new/pt/sistemas-terrestres/torc30.php
    Outro ponto interessante, seria dotar o Atlântico de um lançador de mísseis MANSUP ( EXOCET), e sistema DECOY,S em substituição ao sistema DECOY ( despistadores de torpedos) retirado.
    Assim o navio, além dos helicópteros orgânicos teria uma autonomia na guerra de superfície e ant submarino.

    • Alguém sabe algumas coisa sobre o Gaivota-X não achei muito sobre ele. Vi um vídeo da Ridex e ele estava no NDM Bahia, achei ele bem diferente dos radares diretor de tiro de outros navios.

    • FOX, sobre a ideia de dotar o Atlântico de mísseis anti-navio já não concordo. Esta é uma tarefa para as escoltas e helis. No caso da defesa de ponto mista, mísseis de curto alcance e canhões, é a última camada defensiva, e essa justifica-se pelo fato justamente a ultima camada, ou seja se tudo falhar tem-se esta, já o MANSUP é uma arma de ataque que para ser efetiva o PH tem que ser expor ao alcance do suposto inimigo. Sendo um PH uma plataforma para meios aéreos, estes sim devem a uma boa distancia ameaçar o inimigo.

  20. Sobre a frequência das perguntas, penso que quem tem blog e abre para comentários não tem muito o que fazer. Tá no negócio. É gente que entra. Respostas servem para todos inclusive para os que têm receio de perguntar.

    Não há alerta para a participação sobre a competência e a formação dos foristas. Está aberto a todos que gostam. Entre os que são especialistas há os que redigem simploriamente. Entre os estrangeiros, claro, as dúvidas vão e vêm.

    Botar botão ou robô para respostas automaticamente, não acho bom. Até sites de montadoras como a GM e a VW estão com chats abertos.

    Quanto ao Atlântico, tenho a impressão que os especialistas preferem um cruzador ou um destróier tal a preocupação com canhões. Parece que o navio já vem atirando. Li gente pedindo mísseis. Até F35. Marinheiros.

    Prefiro que o site fique como está, talvez com destaque maior para o campo de pesquisas. Mas, competir com o Wikipedia…

    Boa sorte aos editores e, novamente, parabéns pelo conteúdo. A sequência de postagens sobre o Prosub deveria ser motivo de prêmios.

    E muito obrigado aos comentaristas.

    • Esteves, só para deixar claro: de minha parte não sou contra perguntas de ninguém, pelo contrário, 9 entre 10 comentários que escrevo são respostas a perguntas.

      Por outro lado, acho muitas vezes mais produtivo incentivar a pesquisa de matérias já escritas e assuntos já debatidos para quem pergunta.

      Tipo a velha analogia sobre a diferença entre dar o peixe ou ensinar a pescar. Como acho pedante bancar o professor dado que o blog não é uma sala de aula convencional, prefiro incentivar a pesca a ensinar a pescar, mesmo que muitas vezes acabe sendo a mesma coisa.

      Sobre robô, foi piada.

      • Mestre Nunão,

        Em parte deve-se a um conflito de conceitos de arquitetura Blog de Noticias X Forum de Debates….

        Quando é um blog, normalmente a estetica é esta que utilizamos aqui, foco na noticia e comentários sobre ela….

        Quando é um Forum, normalmente surgem temas e ai sim neles postamos noticias e comentários….

        A diferença é que numa estrutura de Foruns, os assuntos e debates tendem a ficar mais concentrados em um unico lugar (titulos)… e as vezes quando um tema é muito comentado ou começa a ser, abre-se um tópico somente para ele…. eu particularmente gosto mais de uma estrutura de Forum, pois voce consegue transformar cada tópico em uma linha evolutiva de debates e condensado sobre o assunto….as vezes dá mais trabalho ao moderador e em parte este perde até um pouco com do controle pois alguns tópicos são abertos pelos proprios foristas…

        Mas por outro lado, o Blog de Noticias consegue dar mais evidencia ao evento…e tenta centrar mais ao assunto em pauta….em contrapartida, apesar de delimitar o assunto, muitas das vezes ele é correlacionado a outras noticias novas ou antigas que os frequentadores dissertam ou anotam e ai, surge esta dificuldade de centrar o foco ou ainda de relembrar que tal assunto foi discutido noutra noticia…

        Imagino que realmente seja um dilema….mas de qualquer modo e forma, não tenho duvidas do sucesso alcançado pelo trabalho de vocês inclusive pelo predominio alcançado perante outros similares e que não prosperaram da mesma forma.

        Parabéns aos Senhores editores!!!! A quantidade de acessos é a verdade absoluta do sucesso!!

      • Olá Nunão!
        .
        Vcs precisavam colocar na sidebar links das principais tags, das principais categorias e matérias. A busca retorna trocentos resultados. E pra achar oque procura é uma loucura.
        .
        Vcs tem conteudo demais no site e é dificil encontrar. Isto ai facilitaria.

  21. Alexandre Galante
    3 fragatas Niterois não serão modernizadas, e claramente, pelo menos 2 devem dar baixa em dois anos, o sistema de defesa anti aérea delas, Aspide, não seria interessante no Atlântico, como defesa de curto alcance?

      • Como vc sabe, mas para quem não conhece, mesmo as 30mm tem suas diferenças, tem várias 30 mm usadas em canhoes.
        Esta foto mostra a comparação entre uma .50 do Super Tucano, uma 30 x 113mm do A-1 e Mirage e uma 30 x 173mm usada no Atlantico, Amazonas, Guarani 6 x 6 e na aviação só pelo A-10. A 30 x 173mm também é a munição do Goalkeeper CIWS.
        . https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTvG_ab4AGQr3v0No1dP7hkrHr2bMJmrBlP5Wda6fDlyR2wa-hFvCV0I6rg

        • Muita gente defendia a mudança do 30 x 173mm dos Amazonas para 40mm no padrão das Macaé, mas com o uso desta munição 30 x 173mm pelo Atlantico e a fabricação dela pela CBC para o Guarani 6 x 6 morre o assunto.

          • Morrer o assunto eu não sei*, mas que consolida o uso do 30mm, isso sim.

            *nas Amazonas por exemplo, poderiam ser substituídas as peças de 25mm (essas sim de um calibre totalmente alien à MB) pelas de 30mm e adotar uma de 57mm como armamento principal. O problema é que além dos 3 canhões de 57mm, seria preciso comprar tb mais 3 de 30mm. Em contrapartida sobrariam as 6 peças de 25mm relativamente novas que poderiam ser vendidas à outras marinhas por algum trocado.

  22. Achei uma matéria falando sobre o Gaivota-x na Ridex, pelo que entendi não é um radar diretor de tiro, mas sim um radar de busca combinada(superfície e aérea) que pode guiar misseis. Tem alcance de ate 200 km para aeronaves grandes e 40 km para um exocet.

  23. JonasN 10 de julho de 2018 at 15:15
    Achei uma matéria falando sobre o Gaivota-x na Ridex, pelo que entendi não é um radar diretor de tiro, mas sim um radar de busca combinada(superfície e aérea) que pode guiar misseis. Tem alcance de ate 200 km para aeronaves grandes e 40 km para um exocet.

    Posta o link amigo!
    Acho que esse radar deveria estar sendo desenvolvido em parceria com EB/FAB, dinamizando assim recursos humanos, materiais e financeiros.
    Se beneficiando de toda expertise adquirida no desenvolvimento do SABER-M200/60 e SENTIR-M20.
    Dai a necessidade de uma agência tipo DARPA ou DRDO que concentre as P&D em desenvolvimento nas FAA,s e instituições civis.
    E não me venham com essa SEDREPO (sei lá o nome), pois a mesma se mostra letárgica e ineficiente em sua função, assim como nosso MD.
    A antiga Secretaria de Assuntos Estratégicos era muito mais funcional que essa SDREPO.

  24. Prezados Jonas, você está corretos ao escrever que “não é um radar diretor de tiro, mas sim um radar de busca combinada (superfície e aérea) que pode guiar misseis… apenas troco o “pode” por “poderá”…
    O Gaivota X é desenvolvido por pessoal do CTMSP, com recursos FINEP… encontra-se em fase de testes, já foi para o mar, mas necessita de ajustes ainda… ressalta-se que emprega válvulas de microondas de alta potência desenvolvidas também no CTMSP… uma grande conquista…
    A parceria EB-MB-FAB em CT&I existe desde o segundo semestre de 2016, mas como o Gaivota já estava em desenvolvimento, não houve a participação de outros atores que não a MB…
    Abraço a todos…

  25. Link da matéria do radar Gaivota-X : https://orbisdefense.blogspot.com/2018/07/radar-gaivota-x-um-produto-100-nacional.html

    [ imgur src=https://2.bp.blogspot.com/-w3o2hQwwMOk/WzpbqaZlV4I/AAAAAAAAfgY/JHQNN-I1S8EzhO3v-fXBfKAIfDoI0ehGACLcBGAs/s640/IMG_4299.JPG]
    Está estrutura semelhante a “colmeia” acredito que terá que ser protegida e refinada.

    Outro ponto interessante está no seguinte verso: Com um custo até agora de R$ 6 milhões (se comparado a uma aquisição nova, o valor e baixíssimo) de uma verba, cujo o seu montante chega à R$ 19.277.685,00 para o seu desenvolvimento, o radar se mostra altamente viável, observando que todo o sistema será de âmbito e domínio nacional.

    Ainda tem gente que defende a aquisição e importação de produtos de defesa e criticam o desenvolvimento nacional, triste!
    Desculpem o off-topic.

  26. Foxtrot 10 de julho de 2018 at 15:57
    “Acho que esse radar deveria estar sendo desenvolvido em parceria com EB/FAB, dinamizando assim recursos humanos, materiais e financeiros. Se beneficiando de toda expertise adquirida no desenvolvimento do SABER-M200/60 e SENTIR-M20.”

    No site do IPQM consta o desenvolvimento de um Gaivota-S, e achei uma noticia meio antiga que a marinha tinha contratado a Bradar para fazer um protótipo dele, mas sem mais detalhes. Não encontrei nada se essa versão ‘S’ é mais antigo ou mais novo que a ‘X’. Pode ser que haja algum tipo de interação entre os projetos Gaivota e Saber e não foi divulgado.

  27. Um dos sistemas de armas virá do NAE São Paulo (Simbad) ótima aquisição o ex Ocean, e por falar em NAE; que os srs. acham se a MB construisse um NAE de mais ou menos 30 mil ton. com a expertise de algum estaleiro italiano na proxima década.

  28. Luiz Alberto Santos 9 de julho de 2018 at 20:16
    Calma; paciência com o veinho desinformado aqui.
    Seria possível a instalação, ou seria útil a instalação de baterias Astros 2020 no A140? Existem versões marinizadas destas baterias?
    :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
    Carvalho2008 10 de julho de 2018 at 15:21
    Mestre Luiz,

    Depende de como a coisa evolui com relação aos diversos sistemas de armas.

    Atualmente, as marinhas de diversos países tem se ressentido daquilo que chamam de apoio de fogo naval sustentado. Chamam de operação NSFS.

    Em diversas situações mais recentes, alguns tem se ressentido da ausencia desta capacidade ou capacidade precaria, a medida que misseis foram abarcando a maior parte dos arsenais embarcados no navio, em detrimento da artilharia de boca. isto ocorreu e foi observado nas falklands, na libia e bem outros cenarios. Misseis são excelentes na precisão, mas são invariavelmente caros e ocupam um espaço muito grande quando comparado a projeteis. Então, para as operações em que voce necessita manter uma cadencia firme e continua de bombardeamento do inimigo, projeteis de tubo ainda se apresentam como indispensaveis. Na libia, calibres de 76 mm mostraram certa depreciação com relação ao 114 mm bem mais antigos. É diante disto que muitas munições de tubo continuaram a ser desenvolvidas, de forma que hoje em dia algumas podem até se confundir ou mesclar com misseis a medida que se tornam inteligentes (volcano, excalibur, etc)

    Mas o que isto tem a ver com Astros no Convés??? Tudo oras, pois a tecnologia de foguetes tambem progrediu e se apresenta como opção a ocupar esta lacuna causada pela redução da artilharia de tubo. Chineses usam isto, Franceses estão estudando caso exato e similar de instalar um MRLS em seus Mistral class como forma de implementar uma artilharia que amacie o terreno para os desembarques. A medida que os alcances aumentam, isto torna-se cada vez mais factivel e sinceramente, minha opinião particular é que é uma solução intermediaria mais barata e viavel do que uma Excalibur ( em que pese ser um projetil excepcional). Foguetes foram largamente utilizados como arma naval contra defesas costeiras desde WWII, Coreia, Vietnã, etc…miseros foguetes 70 mm com cabeça inteligente podem alcançar entre 4 a 8 km com precisão laser, outros como SS-40 em estudo pela Avibras alcançariam 30-40km e por ai vai. Existe a GLSDB I e II a qual podem superar 90-120 km, sendo que a ultima, teria a capacidade de engajar alvos moveis. Não são tão pequenos quanto um projetil de canhão, mas ocupam bem menos estrutura que misseis. São mais simples que misseis, mas podem ocupar e bem o espaço entre a saturação e alvos estratégicos.

    Então, é uma questão de tempo…logo logo estas coisas começam a ser implementadas dentro de uma escala de enormes prioridade que podem disputar este tipo de implementação.

    Gases de exaustão, plataforma giro-estabilizada, são todos assuntos contornaveis ou dependentes do range de operação que se espera deles….uma GLSDB em tese teria como imprescindivel a giroestabilização em varios tipos de uso, pois emprega GPS, plataforma de estabilização existem até na industria offshore no emprego de guindastes, exaustão de gases, basta que a bateria seja instalada no bordo contrario direcionando a saida de gases ao mar, igualzinho ao estacionamento de de aviões e helis….

    É isto mestre…

  29. Senhores,
    Não há nenhum estudo que indique o canhão Mk-44 de 30 mm para a função antimíssil. Nem mesmo utilizando munição com espoleta pré-programada para explosão aérea.
    Ele até pode ser tentado para essa função se houver previsão no sistema de combate do navio, mas temo que isso não seja verdade.

    • Uma comparação do Trinity de 40 mm com o canhão Mk-44 do DS30 Mk-2 do PHM Atlântico.

      Peso do projétil 40 mm: 975 g
      Peso do projétil 30 mm: 365 g

      cadência de tiro do Trinity: 300 t/min
      cadência de tiro do DS20: 200 t/min

      alcance do projétil de 40 mm na função antimíssil: 3.000 m
      alcance do projétil de 30 mm na função antimíssil: 1.500 m

      massa lançada contra um míssil subsônico (300 m/s):
      projétil de 40 mm: 49 kg
      projétil de 30 mm: 6,5 kg

      O canhão de 40 mm está associado a um sistema de controle de tiro dotado de radar e que opera de forma automática, com mínimo tempo de reação e em qualquer condição atmosférica.
      O canhão DS-20 está associado a um sistema optrônico de pontaria controlado remotamente mas de operação manual, apesar de contar com capacidade de rastreamento automático depois que o alvo é indicado pelo operador.

      *Pra piorar, não consta que o DS30 do Ocean seja dotado de capacidade de usar munição de explosão aérea dotada de espoleta programada. Sendo assim sua efetividade antiaérea, notadamente a antimíssil, é praticamente reduzida a zero tendo em vista a baixa cadência de tiro.
      *Em tese a cadência do DS30 pode aumentar para 600 t/min se for utilizado um motor elétrico de 8 cv, mas desconheço que isso seja o caso, e mesmo assim, ainda é considerado uma cadência baixa para a função antimíssil utilizando munição de contato. CIWS que utilizam munição de contato geralmente têm cadência de tiro que supera os 3000 t/min.

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