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Delegação do Ministério da Defesa da Argentina conhece instalações do PROSUB

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Comitiva Argentina no Estaleiro de Construção
Comitiva Argentina no Estaleiro de Construção

O Diretor-Geral do Material da Armada Argentina, Contra-Almirante David F. Burden, acompanhado de comitiva, visitou, no dia 28 de junho, o Complexo Naval do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), no município de Itaguaí (RJ).

Durante a visita, a comitiva assistiu uma palestra sobre o PROSUB e percorreu as instalações do complexo, como o prédio principal da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) e as obras dos Estaleiros e Base Naval (EBN), onde funcionarão os Estaleiros de Construção e Manutenção dos submarinos, a Base Naval e o Complexo de Manutenção Especializada.

Na ocasião, as autoridades visitaram, também, o Centro de Instrução e Adestramento (CIAMA), onde estão sendo instalados os simuladores dos submarinos. Os equipamentos com alto teor tecnológico impressionam o visitantes. A previsão é que a partir de outubro a primeira tripulação do Submarino Riachuelo comece a receber os treinamentos para operação do diversos sistemas lotados nos S-BR.

FONTE: Marinha do Brasil

36 COMMENTS

  1. É verdade MK 48 !


    AVISO DOS EDITORES A TODOS OS COMENTARISTAS:

    HOJE FOI PRECISO FECHAR PARA COMENTÁRIOS MATÉRIA SOBRE NEGOCIAÇÃO URUGUAIA PARA NAVIOS POIS A DISCUSSÃO DESCAMBOU PARA BRIGAS NACIONALISTAS, COM VÁRIOS COMENTÁRIOS APAGADOS.

    HÁ POUCAS SEMANAS TIVEMOS QUE FAZER O MESMO EM MATÉRIA SOBRE O CHILE.

    ASSIM, SOLICITAMOS: MANTENHAM-SE NO TEMA E NÃO TRANSFORMEM O ESPAÇO EM PALCO DE BRIGAS NACIONALISTAS INÚTEIS.

    JÁ APAGAMOS VÁRIOS COMENTÁRIOS NESTA MATÉRIA E EM OUTRA SOBRE O CHILE E NÃO QUEREMOS PRECISAR FECHÁ-LA PARA COMENTÁRIOS.

    ESTE É O PRIMEIRO E ÚNICO AVISO.

    LEIAM AS REGRAS DO BLOG.

    https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  2. Posso estar viajando na maionese, mas ao ler esta matéria me lembrei daquela outra publicada aqui no Poder Naval no estudo de viabilidade que alguns do governo argentino pretendem fazer para concluir a construção do seu sub TR-1700 substituindo seus motores diesel-elétricos por nucleares.
    Não me surpreenderia se esta visita tivesse como objetivo conhecer um pouco do case brasileiro para poderem ter uma referência da complexidade e dos custos desta empreitada.
    Se asim for, esta visita pode ser um choque de realidade, levando-se em conta a atual realidade orçamentária argentina, em especial a das forças armadas.

    • Olá Robson. Imagino que o comando da marinha argentina tenha conhecimento das dificuldades e dos custos de um programa de construção de submarinos. No post “O fracasso do Programa de Submarinos da Argentina” de nov/2017 aqui no PN menciona que a Argentina já teve um grande programa na década de 70. Por outro lado, a visita desta comissão argentina pode dar aos militares argentinos maior confiança em usar a infraestrutura UFEM/Itaguaí para resolver os problemas de sua força de submarinos. Imagino que a marinha da Argentina precise ter absoluta certeza do sucesso do seu futuro programa de submarinos. Acho que é uma pergunta pertinente se que os argentinos devem fazer seria se a UFEM/Itaguaí ofereceria uma garantia similar ou superior àquela oferecida por estaleiro alemão ou francês, por exemplo. Não creio que a questão seja comparar os modelos franceses com os alemães, mas qual infraestrutura terá maior garantia de sucesso com as condições financeiras mais vantajosas.

    • Concordo, mais uma vez, com o meu amigo Camargoer, pois o mais provavel objetivo desta comitiva ter vindo ate Itaguai seria dar continuidade a tratativas quanto a uma possivel contrataçao de serviços/fornecimentos de bens. Uma eventual reativaçao da industria argentina nao elimina a possiblidade de haver a contrataçao de fornecimento de blocos caldeirados e dotados com instalaçoes a serem por exemplo, integradas na argentina.
      Por outro lado, como o Cmte Luiz Monteiro bem lembrou, a possibilidade de serem vendidos IKLs da classe Tupi envolveria uma reforma/upgrade que eventualmente poderia ser executada em Itaguai. Faz todo o sentido.
      Quanto ao sub nuclear argentino, nao esquecer que o pequeno reator por eles previstos ha decadas atras, seria apenas para suprir energia eletrica para recarregar parcialmente as baterias bem como atender consumos dos sistemas auxiliares. Assim, ate onde pude depreender, nunca houve a intençao de substituir o motor diesel principal. Vide materia anterior do NAval.

      • Só complementando meu post acima: lembro de ter sido ventilada a possibilidade de que em Itaguai (e eu diria, na Nuclep) poderiam ser finalizados alguns serviços de soldagem (e etc), dos setores ja existentes e parcialmente fabricados la na argentina. Como houve uma perda muito grande de capacidade da equipe original (lembrar que soldador é igual a jogador de futebol: se nao praticar perde a forma, e nao adianta so treinar), hoje eles nao teriam como reativar rapidamente alguns dos setores produtivos. Agora, choque de realidade eles ja receberam aos montes, alias tantos quanto nos mesmos….

  3. É só uma visita técnica. Não tem nada de excepcional. Porém, já prevejo comentários abaixo com foristas sambando no caixão argentino, como se fosse legal ver os vizinhos no estado em que se encontram. Não é legal e nem engraçado.

  4. Prezados,

    A ARA está interessada nos submarinos Dolphin, de primeira geração, de Israel. Segundo informações do pessoal da ARA, eles já comunicaram a marinha de Israel sobre o interesse.

    Os 3 Dolphin de primeira geração devem ser descomissionados na primeira metade da próxima década.

    Grande abraço.

    • Informação interessante! Valeu por compartilhar, Comandante!!!

      Mesmo assim, é interessante saber desse movimento argentino, inclusive, para manter uma relação industrial mais aproximada com eles, especialmente no que concerne a manutenção dos IKLs deles, ou uma possível contra-proposta da MB na cessão dos nossos IKLs, quando os novos S-BR forem sendo incorporados. Isto é, se os Tupis forem dar baixa na medida que os Riachuelos entrem em operação.

      Digo isto na ideia de se mudar a mentalidade nas forças armadas brasileiras, de se fazer um aproveitamento financeiro dos meios que ainda possam ter vida útil pela frente. Como fazem todos os players globais de respeito. Especialmente para dar sustentação a sua indústria militar/naval.

      Grande abraço!!!

  5. Eu sigo um pouco a linha do camargoer: creio que essa visita não seja apenas turistica ou para aprendizado, e sim que seja uma visita de inspeção, considerando que a UFEM/Itaguaí possa ser um local relativamente próximo a Argentina com capacidade de atualizar/consertar os submarinos argentinos restantes em operação e de construir novos, sem a necessidade de a Argentina gastar com reformas de estaleiro ou em confiar e talvez pegar bem mais caro, em empresas além do Atlântico

  6. Eu arrisco um palpite. Eles estão é interessados nos Subs da classe Tupi que a MB quase vendeu 2 para eles ano passado. Acho que o Chile tambem.

    • O que nos faltava, temos poucos submarinos para nossa imensa costa e ainda planteamos vender o pouco que temos, surrealisa ou pior, bizarro-
      Se for pra fazer isso melhor já ir reduzir bastante o quadro do MB, vai sobrar muita gente.

      O Chile vai modernizar os seus submarinos alemães, acho mais facil o Chile buscar comprar submarinos novos antes de comprar usados.

      • Gil a MB pleiteou vender os dois primeiros da classe Tupi para levantar fundos para a modernização dos outros dois Tupis mais novos na Alemanha. Os alemães cobraram 150 milhões de reais por cada Submarino. Se vender dois dá para modernizar os outros dois que já estão parados aguardando verba para upgrades.

    • Top Gun,

      O sonho de consumo dos argentinos são os Dolphins Israelenses, mas concordo com você sobre os nossos 209.

      Quem não tem cão, caça com gato.

      • MK48
        O Chile decidiu modernizar os seus subs mais velhos, mas se deu conta que eles são do início da década de 80 e bem mais velhos que os Tupis e estão a procura de dois subs usados para comprar e modernizar. Por isso as duas delegações estão disputando os Tupis.

  7. Apos o fim melancolico do governo militar argentino, os governos que o sucederam parecem ate que fizeram um acordo com os estrangeiros: destruiremos nossas FFAA e voces nos eternizam no poder…e sem urnas eletronicas… Os “grandes” politicos argentinos juntaram sua fome com a vontade de comer dos grandes dominadores. Ta certo q a guerra das malvinas quebrou a economia argentina junto com a pressao das recorrentes crises do petroleo. Aqui foi a mesma coisa…mas graças ao carater de nossos militares, resistimos a esse entreguismo total insano, mas o dano foi extenso…e como o foi.

    • É Falkland, não Malvinas, já que essas ilhas sempre foram britanicas, desde antes inclusive da criação da mesma Republica Argentina.

      O fato de muita gente desconhecer esse pequeno detalhe não muda a verdade.

      • As ilhas tiveram assentamentos franceses, britânicos, espanhóis e argentinos, inclusive há evidências arqueológicas que populações oriundas da Patagônia tenham habitado as ilhas Malvinas em época precolonial. Fatos históricos são uma coisa, possuir o domínio baseando este direito sobre a força é outra. Por simples lógica geográfica e cinico interesse nacional não respaldo a presença de um ex potencia colonial europea, portano estrangeira, atual potência nuclear no que deveria ser um espaço espaço geográfico natural da América do Sul. O mesmo raciocínio seguido por pessoas extremamente iluminadas no norte do continente americano. Os quais rejeitaram qualquer direito e ingerência da velhas potências européias no que tornaria-se o quintal de casa deles.

        AVISO DOS EDITORES: A DISCUSSÃO ESTÁ INDO OUTRA VEZ PARA TEMAS QUE FOGEM DO ASSUNTO DA MATÉRIA. PEDIMOS QUE SE MANTENHAM NO TEMA.

        • A gente pode gostar ou não, da presença de paises europeus na America do Sul, (seja nas Falklands ou no norte com a Guiana Francesa), porém a posse dessa ilha desde tempos imemoriaveis foi e é britanica, a única nação que tentou conquistar la pela força foi a Argentina, que invadiu essas ilhas aproveitando se que UK estava em horas baixas e até esperavam que eles deixariam estar, se equivocaram claramente e receberam seu merecido.

          AVISO DOS EDITORES: MAIS UMA VEZ, SOLICITAMOS QUE SE MANTENHAM NO TEMA DA MATÉRIA.

          ÚLTIMO AVISO.

  8. Se a Argentina quisesse (ou qualquer outro país) seria possível comprar algum S-BR feito aqui? Existe algum impedimento contratual com a França se nós eventualmente pudessemos exportá-los?

    • Vontade de comprar algo eles tem.

      “Pero falta plata” e atualmente a permisão do FMI

      Como compreenderas o FMI não vai emprestar 50 Bi para que a Argentina gaste em material belico.

      • Compreendo que a situação deles é complicada. No entanto, queria mesmo era saber se temos a licenca da França para exportar alguma versão do SBR. Há algum impedimento contratual para isso?

  9. Ola! Boa noite!
    A quem interessar possa: por volta das 22h50 o canal de televisão argentino denominado A24 anunciou, e segue ao vivo em sua grade, um programa sobre a pretensão do presidente da República Argentina de realizar, segundo os termos do próprio presidente, uma ampla reformulação nas forças armadas do país. O canal aborda nesse momento a necessidade de investimento para além de material, em recursos humanos para a sequência dessa reformulação.
    Julguei pertinente comunicá-los dada a estrutura e tempo que o canal (A24) está dedicando ao tema.
    .
    Sou leitor da trilogia e postei aqui por desconhecimento meu de um local específico para essas comunicações e por julgar que possa vir a ser de interesse jornalístico do distinto site.
    .
    Obrigado!

    • Tomara que essa “reformulação” não seja simplesmente a extinção das FFAA e sua respectiva transformaçao em polícia. Seria um desastre para a segurança territorial argentina, ainda mais com os conflitos anacanados com o Chile.

      • Chile não tem problemas com a Argentina, é mais bem a Argentina que tem problemas com quase todos, uma Argentina desarmada que é o que ja sucede significa tranquilidade para os seus vizinhos, sempre que eles se sentiram algo fortes ameaçaram algum vizinho.

        • Não foi o que aconteceu na guerra do Paraguai, a qual, distante no tempo, demonstrou que as ameaças sempre surgem de situações onde as FFAA são relegadas ou priorizadas, casos da Argentina e Venezuela ou Chile.

          Alem de que, não será a polícia que irá resguardar as riquezas territoriais contra ameaças crescentes devidas ao aumento populacional mundial, o qual criará tensões por busca de recursos naturais para alimentar as necessidades de seus povos.

  10. “Luiz Monteiro 22 de julho de 2018 at 19:03
    Prezados,

    A ARA está interessada nos submarinos Dolphin, de primeira geração, de Israel. Segundo informações do pessoal da ARA, eles já comunicaram a marinha de Israel sobre o interesse.

    Os 3 Dolphin de primeira geração devem ser descomissionados na primeira metade da próxima década.

    Grande abraço.”

    Ótima informação caro Almirante.

    Encerra especulações.

    Essa opção argentina tem seus motivos, enxergo alguns:

    1) Podem pagar com commodities, Israel aceita;

    2) Os sub’s foram comissionados por volta de 1999, NÃO são “velhos” e
    certamente ainda são muito capazes;

    3) Pode ser parte de um grande pacote que incluam anv’s etc …. e etc …. (rs)

    • Prezado amigo Carlos,

      Também acho que os argentinos deveriam incluir aeronaves e etc. Basta saber se os argentinos tem como pagar, mesmo em commodities.

      Grande abraço

    • Talvez não faça muita diferença Carlos…mas…o que li é que os 3 primeiros “Dolphin” serão retirados na segunda metade da próxima década e não na primeira ou a partir de
      2027, o que dará a eles 28/29 anos de uso, o que para um submarino já é muito, mas, se for a única alternativa para à Argentina, talvez, passando por uma boa revitalização eles possam durar outros 10 anos pelo menos ou até mais, desde que bem mantidos.

  11. São estes:

    Dolphin 1-class

    Golfinho Thyssen Nordseewerke
    Comissionado – 1999 – Ativo

    Leviatã Thyssen Nordseewerke
    Comissionado – 2000 – Ativo

    Tekumah Thyssen Nordseewerke
    Comissionado – 2000 – Ativo

    Boas naus.

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