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Armada do Chile visita Complexo Naval de Itaguaí

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Comitiva Chilena conhece o primeiro submarino convencional da classe Riachuelo
Comitiva Chilena conhece o primeiro submarino convencional da classe Riachuelo

No dia 04 de julho, a comitiva da Armada do Chile, realizou uma visita técnica às instalações do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), localizado no Município de Itaguaí (RJ).

Durante a visita, a comitiva assistiu uma apresentação ministrada pelo Gerente do Empreendimento Modular de Obtenção dos Submarinos, Contra Almirante (EN) Koga, sobre os desafios do Programa, andamento das obras, prazos previstos para prontificação e ressaltou, também, as possibilidades de parcerias com o Chile.

Na sequência, as autoridades visitaram a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM) e a Área Sul do empreendimento, onde funcionarão os Estaleiros de Construção e Manutenção dos submarinos, a Base Naval e o Complexo de Manutenção Especializada.

FONTE: Marinha do Brasil

39 COMMENTS

  1. Qual a nescessidade de apresentar um programa estratégico Brasileiro á uma marinha estrangeira? qual a nescessidade de apresentar o desenvolvimento do submarino nuclear Brasileiro também? a Russia lança submarinos nucleares de surpresa e ninguém sabe quando começou. parcerias ? o que podem nós ofecer o chile ? Brasil e o seu amadorismo….

    • Eu acho e tenho quase certeza que seu comentário foi no mínimo amador.
      Uma instalação dessas precisa de encomendas pra justificar sua existência. E não é só 5 submarinos ou só um governo que vai conseguir manter ela sempre operacional e construído submarinos.

      • E o Brasil, com certeza nao poderia encomendar 25 submarinos convencionais e outros 10 nucleares, minimo que acredito que um pais como o Brasil, necessitarian para defender seus litorais! Com isso, necessitamos vender a outros clients para que a empresa e suas estruturas sejam mantidas! E o que aconteceu com o projeto Osorio e o que aconteceria com a Embraer, se o Brasil nao exportar o KC-390! Apesar do que a Embraer vende muitos avioes civis, mais agora com o E190-E2! E o que vai acontecer com o projeto Gripen-E, o Brasil vai ter que oferecer a outros paises quando/se fabricar em serie!? Nao sabemos! Com isso, ganharia o Brasil e a Suecia!

    • Caro L365. A necessidade óbvia da MB é garantir a operação das instalações de Itaguaí e da UFEM. O investimento foi alto e o ganho econômico e estratégico será maximizado a partir da ampla colaboração entre as forças armadas dos países do cone sul. Apesar de antigo, você pode usar o texto “Aspectos da integração regional em defesa no Cone Sul” como um bom ponto de partida.

      • L365
        Somos o único país latino americano com esta estentórea e capacidade. Se nossos vizinhos demostrarem intereses na aquisição e manutença Made in Brasil, será excelente.

    • Caro L365, o Chile já opera e dá manutenção nos seus propios Scorpenes que, por acaso, ajudaram a desenvolver como primeiro operador (eles vao ganhar royalties com os Scorpenes brasileiros)… entao … dito isto, eles ceetamente esta avaliando a possibilidade de duturas adquisicoes de novos submarinos construidos aqui…
      Só pra finalizar, a MB certamente foi auxiliada na decisão de fabricar os Scorpenes depois do intenso convivio com a Armada do Chile e seus Scorpenes…
      …. sacou? nada é à toa e muito menos em materia de defesa.

    • Esses dias, o Chile resolveu modernizar seus submarinos mais antigos e aguardar por volta de mais 10 anos para sustituí-los. O Chile já opera 2 Scorpènes, que são o projeto básico dos submarinos brasileiros. Torna-se simples entender: eles estão verificando se Itaguaí poderá produzir submarinos para eles, e à qual custo.

  2. Caros Colegas. Tenho defendido que a melhor opção para as marinhas do Brasil, Chile e Argentina (talvez até a do Uruguai, considerando a sua necessidade de modernização) será a integração de suas capacidades industriais para a produção/manutenção local dos equipamentos de defesa. Os nossos interesses de defesa coordenada são muito maiores do que nossas divergências. A partir do momento que as fronteiras destes países foram estabelecidas e mutuamente reconhecidas, não há razão para discutas regionais. Além disso, a geração de riqueza local só será obtida a partir da ampliação da produção industrial, aproveitando o ganho de escala e maximizando o uso da infraestrutura instalada em cada pais.

    • _______________
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      COMENTÁRIO APAGADO.

      A DISCUSSÃO COMEÇOU A FUGIR DO TEMA E ENVEREDOU PARA DISPUTAS NACIONALISTAS, SERVINDO APENAS PARA ATRAIR COMENTÁRIOS COM BRIGAS, QUE FORAM BLOQUEADOS E APAGADOS.

      AVISO DOS EDITORES A TODOS OS COMENTARISTAS:

      HOJE FOI PRECISO FECHAR PARA COMENTÁRIOS MATÉRIA SOBRE NEGOCIAÇÃO URUGUAIA PARA NAVIOS POIS A DISCUSSÃO DESCAMBOU PARA BRIGAS NACIONALISTAS, COM VÁRIOS COMENTÁRIOS APAGADOS.

      HÁ POUCAS SEMANAS TIVEMOS QUE FAZER O MESMO EM MATÉRIA SOBRE O CHILE.

      ASSIM, SOLICITAMOS: MANTENHAM-SE NO TEMA E NÃO TRANSFORMEM O ESPAÇO EM PALCO DE BRIGAS NACIONALISTAS INÚTEIS.

      JÁ APAGAMOS VÁRIOS COMENTÁRIOS NESTA MATÉRIA E EM OUTRA SOBRE A ARGENTINA E NÃO QUEREMOS PRECISAR FECHÁ-LA PARA COMENTÁRIOS.

      ESTE É O PRIMEIRO E ÚNICO AVISO.

      LEIAM AS REGRAS DO BLOG E APRENDAM A DEBATER CIVILIZADAMENTE.

      https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

    • Concordo com você Camargoer, seria bem interessante um parceria por exemplo na construção de corvetas entre os estaleiros Chilleno Asmar, o Cotecmar da colombia e Inace. Você poderia ter um projeto que atendesse os 3 países e que baseado nas suas limitações que são similares, receberia um numero maior de encomendas uma distribuição de royalties pra todos os estaleiros e uma segurança de encomendas e projetos futuros maior.

      • Caro Andrew. Também entendo que este seria o melhor caminho. Inclusive, acho que a geração de empregos e encomendas ao setor industrial de maquinas pesadas dos países do cone sul geram muito mais riqueza que apenas os royalties. A FAB já abriu mão dos royalties do A29 em favor da exportação destes equipamentos considerando que os ganhos em manter a linha de produção eram mais importantes que pequenos ganhos (isso antes da EmbraERA).

    • Concordo totalmente, caro Camargoer.

      Podemos fortalecer a nossa BID e ainda ajudar nosso vizinhos a se reequipar e melhorar a defesa da América do Sul.

      Gerar riqueza por aqui mesmo!

      • Olá Vicente. Eu diria que vamos nos ajudar mutuamente a reequipar as forças armadas. Um dos problemas da aquisição de equipamentos importados é que eles pesam na balança comercial e geram custos de manutenção, sem qualquer contrapartida industrial. Quando há produção local, mesmo que com um grau de nacionalização entre 40 a 60%, há geração de empregos e riqueza a partir da produção industrial. Acredito que o melhor seria que uma fração das aquisições de equipamentos no exterior fosse feita do Chile/Argentina. Mesmo que não gere impacto na porcentagem de nacionalização, isso incrementará o comércio dentro do cone sul, garantindo exportações adicionais de todos os países para os vizinhos.

        • É uma saída.
          Agora vejo problemas aí…
          1) Não sei se Chile e Argentina tem capacidade de fornecer equipamentos militares para nós. Será que tem?

          2) Até temos uma boa capacidade de produzir e vender material militar. Porém, Argentina e Chile comprariam de nós??

          Eles já deixaram de comprar material nosso…
          Ex.: AT6 Texan no lugar de super tucano.

          Devem ter muitos outros exemplos por aí…

          • Caro Vincente. A oferta de peças e equipamentos militares se faz por demanda, não por oferta. Então, é preciso antes uma coordenação entre os governos que possam integrar os vários ministérios, industrias e organismos de financiamento. É difícil e terá muitos grupos contrários que tentarão impor seus interesses (fornecedores, representantes, etc), inclusive grupos ideológicos comprometidos com suas agendas. É possível encontrar exemplos para justificar qualquer coisa. Eu não acredito que seja fácil, até porque se não existir um esforço de alto nível nesta direção (por exemplo, uma decisão em nível presidencial) cada um vai continuar resolvendo seus problemas sozinho,

          • Sim, existem produtos/equipamentos deles que poderiam ser muito úteis nas nossas FFAA. Isto fortaleceria nossa relação comercial e militar, mas infelizmente ainda olhamos só para o nosso umbigo, digo, alguns oficiais mais graduados das FFAA e algumas indústrias brasileiras.

    • Concordo totalmente, Camargoer. É uma excelente oportunidade para se atacar diversos problemas sul-americanos e atender aos interesses de todas as partes envolvidas. O mesmo vale para o programa Gripen. O único senão disso seria, talvez, a Argentina concordar em fazer isso com o Chile. Não acho que seria uma boa abrir mão de uma possível parceria com o Chile por conta da Argentina, mas de qualquer maneira, se ambos estiverem de acordo, não vejo por que não.

      O Brasil, tivesse uma atitude de liderança regional que realmente refletisse seu tamanho e importância na região, poderia tomar maiores iniciativas nesse sentido com os países que fossem mais alinhados conosco. As possibilidades de benefícios para os países envolvidos seria imensa.

    • Uma ótima ideia, só retiraria a Argentina, porque é um país que pouco tem investido na modernização das suas Forças Armadas. Acho que Chile e Colômbia são opções muito viáveis.

      • Caro Cipinha. Uma proposta desta deve ser encarada como um processo de longo prazo. Concordo com você que a Colômbia poderia ser um importante parceiro, já que exibe o segundo orçamento militar (US 9 bilhões), abaixo apenas do Brasil (US$ bilhões) mas maior que o da Argentina e Chile (US$ 6 bilhões). Ainda assim, a Argentina é a segunda economia da cone sul e possui uma base industrial complexa. Em termos científicos e tecnológicos, apenas o Brasil, Argentina e Chile possuem sistemas de pós-graduação organizados.

      • Em algum momento futuro, a Argentina terá de reequipar suas FFAA, não ficará sem elas, muito menos manterá forças incapazes de combater por falta de equipamentos. É natural que, se ela pretender reequipar sua força de submarinos, no mínimo leve em consideração produzi-los na América do Sul.

  3. Quem está finalizando seu primeiro submarino de produção local é a Indonésia, um U-209 construido pela estatal PT-PAL com transferencia de tecnologia dos Sul Coreanos.
    Foram comprados 3 e os 2 primeiros foram construídos ca Voreia, esta construção do terceiro na Indonésia criou problemas iniciais com a Alemanha que alegou que a Voreia do Sul está autorizada a produzir e exoortar submarinos, mas não transferir tecnologia ou até construir uma fábrica em outro país com tecnologia alemã.
    No final a Indonésia se entendeu com a Alemanha durante as compras dos Leopard e Millennium Gun 35 mm e morreu o assunto.
    . https://3.bp.blogspot.com/-AQQNsUNmmTo/W1Jxs9A2-sI/AAAAAAAA7fU/-Ih22AnqCLkJ_buHnyZ4Sw1jHmgPN9dHgCLcBGAs/s1600/PAL-3.jpg

  4. Quem sabe uma oportunidade de futuras vendas do Scorpène ao Chile e até mesmo outros países sul-americanos, gerando lucros e dando continuidade a produção de mais submarinos e outros projetos da MB.

    • Caro 762 (lembrei do calçado da Vulcabras… lembra do Vicente Mateus fazendo a propaganda do sapato?), acho que já seria um enorme ganho que a UFEM /Itaguaí conseguissem manter a cadeia de produção dos Scorpenes operando. O lucros são mais indiretos do que contábeis. O que imagino é que seja necessário um efetiva colaboração dos parques industriais de diferentes países para gerar uma situação de ganha-ganha.

  5. Lembrando que o Chile já opera dois Scorpéne, esta visita por de um primeiro contato para futuras manutenções de meia-vida nos subs chilenos aqui no Brasil ou mesmo a encomenda de mais submarinos caso tenham interesse em aumentar a sua frota.
    Segue abaixo um link para uma matéria aqui mesmo, do pŕopio Poder Naval sobre os subs chilenos:
    https://www.naval.com.br/blog/2018/02/10/reportagem-bordo-do-submarino-classe-scorpene-ohiggins-da-armada-do-chile/

    • Posso estar enganado, mas o Asmar tem competência para fazer as manutenções de meia vida dos submarinos da armada chilena, creio que eles possam estar interessados na questão de simuladores, creio que ficaria mais barato mandar submarinistas para cá do que para França

      • Olá Jr. Excelente ponto. Não sei se o Chile tem um simulador de seus Scorpenes. Talvez o maior interesse agora seja a construção de um simulador no Chile (lembrando que é possível que as salas de comando dos Scorpences chilenos e brasileiros sejam suficientemente diferentes para não permitir o treinamento das equipes chilenas aqui).

      • A parceria com o Chile no âmbito militar sempre foi muito boa. São os chilenos que treinam os pilotos dos nossos C-130 para operações em ambiente Antártico. Não sei exatamente qual a qualificação da indústria naval chilena no que se refere aos Scorpéne, mas acredito que mesmo com as diferenças entre os dois modelos de Scorpénes, nós podemos providenciar reparos ou sobressalentes que eles não devam ter acesso. Com certeza deve haver formas de ambos se ajudarem.

  6. Estes acordo de cooperação estão sendo praticados na Europa, vide Holanda Bélgica, dividindo despesas para compra de navios, cada um ficou com uma parte das despesas.

  7. Concordo com você Camargoer. E isso não se aplica somente ao PROSUB, mas porque não ao programa Tamandaré, e posteriormente quem sabe, o Brasil em parceria com outro país sul-americano, entrando em conjunto no programa PROSUPER. Seria uma solução lógica para países com poucos recursos financeiros. Se até países ricos fazem isso, porque não com a MB?

  8. Vicente Jr. 22 de julho de 2018 at 18:24

    É uma saída.
    Agora vejo problemas aí…
    1) Não sei se Chile e Argentina tem capacidade de fornecer equipamentos militares para nós. Será que tem?

    Pontualmente, sim. Os Argentinos estão bem a nossa frente em áreas como jato propulsão e de foguetes, os Chilenos produzem, por exemplo munição calibre 155mm

    2) Até temos uma boa capacidade de produzir e vender material militar. Porém, Argentina e Chile comprariam de nós??
    Sim comprariam, já o fizeram no passado. Hoje não fazem tanto em função da nossa pouca competitividade em termos de preço, dada a nossa carga tributária e nossa legislação trabalhista que jogam nossos custos para a estratosfera.

    Eles já deixaram de comprar material nosso…
    Ex.: AT6 Texan no lugar de super tucano.

    Errado, o T6 é uma anv de formação operacional com capacidade secundária COIN, o ST é uma anv COIN com possibilidade de fazer formação operacional, porém com custos de aquisição e operação maiores.

    Devem ter muitos outros exemplos por aí

    Outro fato que o pessoal se apegou foi na comprar de VBTP 8×8 Chinesas, porque o EA entende qu está viatura com tração 8×8 é melhor para o seu TO(eu também acho) e o Guarani por preceitos técnicos e operacionais do EB é 6×6.

  9. No final da próxima década o Chile provavelmente irá lançar uma licitação para a aquisição de dois submarinos. O Brasil poderá participar, mas irá disputar com alemães, suecos, talvez japoneses e coreanos, e com os franceses. Sim, o Brasil não tem qualquer exclusividade na oferta dos Scorpene, então o Naval Group irá tentar vender os subs para o Chile e, provavelmente, terá grande vantagem sobre o Brasil, que depende de peças feitas pelo estaleiro francês.
    A única saída que vislumbro é o Brasil oferecer como offset a compra de navios chilenos. Os NaPaOc são muito bons, por exemplo e até lá pode ter alguma outra coisa interessante. A FAMAE também fabrica bons armamentos.
    Sobre a Argentina, ela vende para nós o motor do Guarani e partes do KC-390 e comprou alguns Marruás.
    Juarez, até agora a Argentina não comprou os blindados 8×8 chineses. Eles não tem dinheiro para querer 8×8. Até o 6×6 fica apertado no orçamento deles. O futuro presidente brasileiro precisa ir cobrar o Macri para comprar algumas coisas para equilibrar essa parte da balança comercial e ver no que dá. Guarani com motor argentino facilita a manutenção deles.
    ;

  10. Vieram conhecer, por enquanto é só.

    O Chile fabrica alguns compronentes para CD, será interessante e necessário brevemente.

  11. Alguém saberia dizer quantas vezes alguma comissão de visita a instalações militares no Chile ou em outro país sul americano, o Brasil (sendo militares ou não) já foi convidado a participar.

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