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EsqdHU-2 realiza voo com oito aeronaves simultaneamente

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No dia 16 de julho, o 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2) realizou o acionamento simultâneo, com voo, de oito aeronaves, sendo sete Super Cougar e um Super Puma, na Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia-RJ.

Esse marco só foi possível graças ao grande esforço e comprometimento de toda tripulação do HU-2, além do fundamental apoio prestado pelo Ministério da Defesa por meio da vigência do contrato de suporte logístico (CLS), que atende todas as aeronaves H225M das Forças Armadas Brasileiras vinculadas ao Projeto H-XBR.

O 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) foi criado pelo Decreto nº 93.274, do Exmº Sr. Presidente da República em 18 de setembro de 1986, iniciou suas atividades como Núcleo (NuEsqdHU-2) em 25 de março de 1987 e foi ativado como Esquadrão em 25 de fevereiro de 1988. Tem por missão:

“Aprestar os meios subordinados no cumprimento das tarefas que lhe são inerentes no âmbito das Operações Navais a fim de contribuir para o preparo e aplicação do Poder Naval”.

O Esquadrão HU-2 é empregado em um variado leque de missões características de um esquadrão de emprego geral.

O transporte de tropa é um dos principais empregos atribuídos à aeronave e confere à tropa de Fuzileiros Navais maior mobilidade e eficiência. Nas operações especiais é configurada para inserção e extração de tropas sem realizar pouso, com a utilização das técnicas de Fast Rope, Rappel, Penca e ainda lançamento de Paraquedista.

As aeronaves Super Puma (UH-14) e Super Cougar (UH-15) do Esquadrão HU-2 também servem de transportes administrativos de autoridades militares e civis, neste tipo de missão destacando-se freqüente apoio ao Gabinete da Presidência da República.

Servem também de transporte de carga externa e interna, para carga interna a aeronave é configurada sem bancos, o que proporciona uma disponibilidade de cabine para até 3,9 toneladas. Para materiais mais volumosos e pesados impossíveis de serem transportados internamente a aeronave é capaz de carregar até 4,5 toneladas de carga, através de gancho (cargo hook) instalado em sua parte inferior.

UH-14 Super Puma e UH-15 Super Cougar
UH-14 Super Puma e UH-15 Super Cougar
Helicópteros UH-14 e UH-15 no NAe São Paulo, em 2011
Helicópteros UH-14 e UH-15 no NAe São Paulo, em 2011 – Foto: Alexandre Galante

FONTE: Marinha do Brasil

29 COMMENTS

  1. Excelente preparativo pro inicio das operações no Atlântico! Bom tb ver a disponibilidade atual das aeronaves apesar de todas as críticas recebidas.

    • Marcelo,

      É importante frisar que a família hoje renomeada H225 (da qual fazem parte as variantes militares denominadas H225M encomendadas ou em serviço no Brasil) não recebeu apenas críticas.

      Ela recebeu importantes modificações em peças de sua caixa de transmissão e em sua sistemática de inspeções, como resposta a sérios acidentes ocorridos em operações no Mar do Norte.

      Quanto a operar no PHM Atlântico, de fato a decolagem simultânea de convoo de cinco ou até mais aeronaves da versão UH-15 (transporte de tropas e cargas) em operaçoes de desembarque mar-terra deverá ser a principal novidade com a chegada do navio, assim como a operação das versões UH-15B (C-SAR) e UH-15A (ASuW), sendo essa família de helicópteros a que deverá operar em maior quantidade e frequência no navio, seguida dos SH-16 (ASW).

  2. Gostaria que as forças armadas fizessem algo para manter tanto os super pumas e cougars em operação mesmo com certa idade mas com modernização seria muito interessante eles operacionais por mais uns anos além do que o pessoal comenta hoje nem que os da FAB fosse pro EB e os da MB também ou manterem nas 3 forças acredito que são aptos por mais um bom tempo nas funções

  3. A grosso modo,rs, o UH-15 é um UH-14 espichado e com melhorias e novos sistemas eletrônicos.
    Mas a foto dos dois voando ficou bacana mesmo e percebe-se esta diferença de tamanho.

  4. Quando vejo o mapa do Brasil Continental e vejo que ficamos felizes por termos empregado 8 helicópteros da Marinha de maneira simultânea me “cai a ficha” (mais uma vez) de como as nossas forças armadas andam na penúria.

    Da medo…

      • “Fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.” Mt 25:21

        Esses helicópteros ficaram um bom tempo sem voar, agora que estão voando é bom comemorar sim.

        Se a gente não comemora as pequenas coisas, jamais chegaremos às grandes.

        Não deixem o mau humor contaminar qualquer boa ação, senão a vida fica muito chata.

        • Muito lúdico o seu comentário Galante, mas fatos são fatos. Comemorar que 8 helicópteros do esquadrão voem juntos, é o mínimo que se espera, muito menos isso ser motivo de manchete, para um país como o nosso. O comentário do Ricardo foi preciso. Não somos a Bélgica. Somos um país continental.

          • MK48, o fato é bom, merece ser noticiado e comemorado. Outra coisa é a interpretação do fato, como o copo meio vazio ou meio cheio. Depende do humor de quem vê a situação.

        • Galante,

          Concordo contigo, fico apenas puto com o que fazem com o nosso Grande Pais. Sei que as demandas são gigantes e que os problemas dos mais carentes são colossais e que isso drena uma grande quantidade de recursos a disposição do governo. Mas o que dói no coração é que uma das 20 maiores economias do Mundo é roubada diariamente por um bando de canalhas que se apoderou do Brasil nos últimos 20 anos. Perdemos um belo “bonde da história”, toca levantar cedo e preparar um novo “bonde” que possa trazer mais esperança para todos.

          Devemos ter forças armadas treinadas e equipadas para defender o tamanho de nossa riqueza, isso não é um luxo, é o minimo que o Pais devia fazer. Claro que fico feliz pela demonstração de prontidão e de capacidade de nossa Marinha, mas espero e vou trabalhar para que essas operações sejam muito mais frequentes.

          Obs.: Desculpa o “testamento”…

  5. “Ela recebeu importantes modificações em peças de sua caixa de transmissão e em sua sistemática de inspeções, como resposta a sérios acidentes ocorridos em operações no Mar do Norte.”

    Ações que infelizmente não resolveram o problema e levaram a diagonal de manutenção da aeronave para a estratosfera., e ainda, tais custos foram embutidos no novo CLS, ou seja, o contribuinte Brasileiro vai pagar uma conta salgada que deveria ser de responsabilidade do fabricante.
    A prova do que falo são as restrições operacionais, de velocidade relativa, de payolad, de curva e de “G”, de tempo de voo e de inspeções em espaços muito curtos de tempo, onerando em custo de hora voada e disponibilidade de voo.

  6. Prezados Juarez é essa situação fica por isso mesmo? O ministério público ou a MB não pode tomar nenhum ação? O contribuinte e a MB fica no prejuízo de uma culpa que não é dela! Pode isso Arnaldo? É se não pode o que nós como sociedade podemos fazer pra diminuir esse prejuízo e que sabe se recebermos uma indemnização ou o dinheiro que já foi pago por uma responsabilidade que não é nossa poderíamos comprar outros equipamentos ou até uma nova aeronave só com esse dinheiro a mais.

    • Infelizmente…. isso é fruto de quem _________________________
      _______________________.
      Muito além do contrato foi firmado e agora… abraça o urso e beija… sai com a boca cheia de cabelo…
      E olha, que vcs contribuintes pagam e eu, além de pagar, vou sentar ali olhando se não vai sai o rotor….
      Infelizmente
      O outro lado da moeda é o profissionalismo de quem opera com eles, que deixam a máquina ECD pra operar, e se tiver risco não vai voar.
      Sds

      COMENTÁRIO EDITADO. A DISCUSSÃO POLITICO-PARTIDARIA NÃO É TEMA DA MATÉRIA NEM DESTE BLOG. LEIA E SIGA AS REGRAS:

      https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  7. Nós somos top viu.
    Se tem, ta pouco.
    Não tem, ae poderíamos ter isso ou aquilo.
    Se voa ta ruim, poderia voar mais.
    Se não voa , ta ruim, rainha de hangar.
    Ta velho, encosta ou moderniza.
    Não moderniza, que esperdício.
    Moderniza, rasgou dindin.
    Temos A, vizinho tem B que é muito melhor que o nosso.
    Temos B, o A do vizinho é melhor.
    Na boa gente vamos rir mais por rir é o melhor remédio!!!
    Deus nos abençoe e ao nosso país !!!

  8. não costumo comentar no PN, mas me permitam opinar. A Força de Helicopteros da MB está de volta. Claro que é ainda temos muitas coisas por fazer, mas são nessas horas que nossos militares demonstram seus valores. Fazer as coisas com material a vontade qualquer um faz. Quero ver fazer muito com pouco material. E que venha o Atlântico para ajeitar o “ninho”.
    Bravo Zulu

  9. Me parece que as 3 forças conseguiram avançar bastante neste meio; asas rotativas.
    No entanto, a MB tem grandes dificuldades de emplacar a industria naval de defesa.
    Este problema vai além do segmento de defesa e adentra as regras e normas criadas nas últimas décadas para portos e estaleiros brasileiros, praticamente tornando essas atividades no Brasil, monstruosamente dispendiosas.
    É o problema político, sistêmico e estrutural. Resolva isso e a MB vai saber bem o que fazer, de forma fluída e rápida, teremos uma das melhores marinhas de guerra e mercante do mundo.

  10. Se não voa é porque não têm combustível ou porque não tem manutenção adequada, portanto ficar no chão é mais útil. Não vi a necessidade deste voo.

    • Tenha certeza de que este voo serviu para cumprir etapas de qualificação dos pilotos… não podemos ver, isoladamente, o evento… além disso, deve ter sido um baita teste para as equipes de manutenção, o que demonstra o preparo e dedicação do pessoal… abraço a todos…

  11. Ao pessoal tecnico da area que puder responder?
    As fotos sao excelentes, muito lindas, mas… esses helicopteros parecem meio “limitados”, tipo: “um alvo aéreo”. Como esta a situaçao atual dos helicopteros russos? O Brasil nao poderia ter comprado o Blackhawk Naval?

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