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Jane’s: Brasil divulga detalhes de projeto para novo navio-patrulha

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NPa 500BR
NPa 500BR

O jornalista Victor Barreira do Jane’s noticiou que a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) brasileira pretende lançar uma licitação local em breve para a construção de um navio-patrulha NPa 500-BR para a Marinha do Brasil, no valor de US$ 40 milhões, usando o recentemente estabelecido Fundo da Marinha Mercante que fornece financiamento para embarcações e estaleiros.

A EMGEPRON e a Marinha aguardam a aprovação final do financiamento oficial do governo antes de conceder quaisquer contratos ou fixar um cronograma para o trabalho. No entanto, a EMGEPRON divulgou os primeiros detalhes para o projeto e funções do navio.

O navio é projetado para fornecer manobrabilidade estendida, devido a um propulsor de proa Schottel, estabilizador ativo Rolls-Royce e “bilge keels”.

Navio é um reprojeto da classe Macaé

O NPa 500-BR é um reprojeto do Centro de Projetos de Navios (CPN) da Marinha e da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) da conhecida classe francesa Vigilante – no Brasil conhecida como classe Macaé.

Ele terá 57,25 m de comprimento e tripulação de cinco oficiais e 30 subalternos, mas poderão acomodar mais oito militares (ou passageiros). A autonomia é calculada entre 15 e 20 dias.

Segundo a EMGEPRON, o NPa 500-BR contará com modernos sistemas navais, como o Sistema de Controle Tático – SICONTA, o Sistema de Controle de Avarias – SICAV, e o Sistema de Controle e Monitoração da Propulsão – SCMP.

O navio será dotado de canhão de 40 mm, metralhadoras de 20 mm e pode contar com lançador de mísseis superfície-ar.

NPa 500BR
NPa 500-BR

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS 
Comprimento: 57,20 m
Boca: 8,76 m
Calado máximo: 2,58 m
Deslocamento carregado: 592 t
Velocidade máxima mantida: 20 nós
Raio de ação a 13 nós: 2.800 MN
Propulsão: 2 motores diesel CODAD
Tripulação: até 43 militares
Autonomia: 20 dias

195 COMMENTS

    • Defim…
      O tipo de míssil que um NPa de 500 toneladas vão portar, teoricamente, na minha canoa eu tmb conseguiria portar… MANPADS.
      .
      A questão dos armamentos de tubo dos NaPOC, assim como um amigo disse em outro tópico… não tenho mais paciência de abordar. Já é assunto batido e não merece nem citação

  1. Para essa categoria, é isso que precisamos… Vaso de porte razoável e relativamente barato, pra ser feito aqui, e garantir complementação e posterior substituição dos navios de patrulha, padronizando assim a frota.

  2. Mas um projeto ” Engeprom” aguarda aprovação, este é o grande problema, enquanto isto nossa MB vai virando sucata, não podemos ter uma esquadra Atlântico, Bahia, uma corveta e três navios patrulha oceânico, e três rebocadores alto mar, restante infelizmente estão no momento de ser descomissionados.

  3. Isso significa então que a Classe Macaé ficará apenas com 4 ou 5 navios, Macaé, Macau e os três iniciados pelo EISA e que, provavelmente serão finalizados no AMRJ?

  4. Então , esperava a notícia da finalização de pelo menos mais 2 que estão na EISA, o segundo deve estar bem adiantado.O valor achei salgado, mas não sou da área.Pensei que só depois da conclusão dos inacabados pela EISA, que passaríamos aos NPA 500 BR, em pensar que nossos DN já deveriam estar com vários NPA Macaé.

  5. Levando em consideração que estas belonaves deveriam fazer a segurança marítima dos portos, navegação, de recursos, etc…. penso que:
    Para nossos 5 distritos navais (voltados para a chamada Amazônia azul), no mínimo deveriam se ter 20 unidades…
    Se considerar que temos 17 estados com litoral, e apenas um possui sua capital mais distante deste, acredito que a conta também seria por volta de 30 unidades…
    Estamos muito aquém do que seria o mínimo não!!
    O marzão tá é abandonado….e quem desdenha, outro pega!

  6. Por 40 milhões de dólares parece ser um navio que apresenta uma ótima relação custo benefício !! Esse navio usará que tipos de sensores ??

  7. Trata-se de um navio com propósito de operar próximo à costa, na minha opinião razoavelmente bem artilhado para missões de patrulha, podendo contar até com mísseis A.A.. O valor é adequado para que possamos construir um número que atenda às nossas necessidades. Enfim, é o que temos pra hoje.

    Que venham as Macaés.

  8. É lastimável que aqui custe tão caro. Se fosse fabricado pelos Sul Coreanos por exemplo com certeza ficaria bem mais barato, talvez até a metade do preço estipulado e bem mais rápido a entrega de cada vaso. Poderia fazer muito mais por menos. Mas o FMM só será liberado se os projetos da MB forem aplicados em estaleiros locais para aquecer a indústria naval e gerar empregos. É complicado!

    • Caro TGS.
      Acho que seja incorreto avaliar o custo de um equipamento militar a partir da visão de uma empresa privada. Em uma empresa privada, o objetivo é o lucro que é maximizado reduzindo os custos das compras e elevando os valores das vendas. Quando uma empresa privada adquire um equipamento de US$ 40 milhões, isso será feito para incrementar os ganhos da empresa em médio prazo. O equipamento irá impactar na produção da empresa gerando lucro para a empresa ao londo de sua vida útil. No caso de uma aquisição de um equipamento militar, ele não gera renda mas custos. Além disso, um equipamento produzido localmente terá parte do seu valor destinado a salários, que será usado pelas famílias para consumir, o que irá movimentar a economia e gerar receita por meio de impostos. Só faz sentido comparar o custo entre duas empresas nacionais ou entre duas importações. Comprar o preço de um equipamento um equipamento militar adquirido pelo governo produzido localmente ou importado é uma conta bem complexa. Ganhos indiretos poderão ser maiores que a simples comparação de preços.

      • Isto ai depende de quem paga a conta. No caso da Marinha, não há vantagem economica nenhuma em pagar mais caro. A Marinha não recebe de volta os impostos que suas compras geram.
        .
        Ela tem de avaliar oque sai mais barato (construção + custo de manutenções/vida útil). O resto não deveria ser problema dela.

        • Caro Zorann. No caso do federal, cabe ao Ministério do Planejamento a coordenação das ações do governo, incluindo a elaboração do orçamento. Os órgãos do governo não são instituições independes. Concordo com você que o planejamento e avaliação das ações orçamentárias não é problema da MB, do Ministério do Planejamento. É nele que são avaliadas as ações coordenadas, inclusive quanto ao impacto dos gastos públicos sobre o PIB.

        • Mas isso impacta diretamente no balanço de pagamentos do país, ou seja, são divisas que saem do país, ao passo que, produzidos aqui, em que pese um valor de face maior, no mínimo de 20 a 30% retornam ao erário através do sistema tributário, além do que, o valor correspondente a mão de obra num projeto desses é significativo, sou leigo em construção naval, mas penso que no mínimo 50% do valor é adicionado (VA).
          Desta forma, isso gira na economia local e, por extensão, a economia nacional através do gasto das famílias de trabalhadores, além dos investimentos decorrentes das mesmas na poupança nacional.
          Realmente, talvez para o orçamento da Marinha isso não encontre “vantagem” momentânea, mas sob a óptica do Planejamento faz muito sentido sim e por consequência a melhora do PIB tende a retroalimentar o OGU e por extensão o próprio orçamento das Forças Armadas.
          O que realmente precisa é o MD usar e exercer sua prerrogativa “civil” e atuar fortemente no lobby junto ao Congresso Nacional, desmistificando a pecha de que Forças Armadas representam somente “gasto”, o que bem sabemos nós aqui, que representam antes disso, investimento na economia nacional e garantia da Soberania através do efeito dissuasório, porém, o MD deve traduzir melhor isso na linguagem que as pessoas leigas (congressistas) entendem, informar com zelo, demonstrando a necessidade de atenção ao setor.
          Para mim, que sou leigo no assunto militar mas conheço um pouco como funciona (sou assessor parlamentar), acho que o MD está muito mal nesse quesito, por isso enfrenta tanta oposição ou seria falta de atenção aos seus anseios junto ao Congresso Nacional.

          • Olá Alessandro. Eu também tenho uma avaliação parecida com a sua. Eu apenas discordo sobre os custo com defesa. Eles são essencialmente gastos (novos meios, custeio, soldo e previdência). São gastos necessários e necessários, mas são gastos. Há uma parcela que seria investimento (pesquisa e desenvolvimento).

          • Que se dane o governo, a MB, não é cabide eleitoral, tem q ser funcional, e não servir pra ficar com embarcações caras encostadas por causa de empreguinho.
            E esse negócio de balanco comercial é furada, quanto mais o governo incentivar a produção interna mas importação e inflação teremos.
            Parece que ngm lembra do desastre do ultimo governo.

          • Caro Augusto. Sugiro o texto “POTENCIAL DE EXPANSÃO DA INDÚSTRIA NAVAL MILITAR NO BRASIL: UMA ANÁLISE A PARTIR DA ABORDAGEM DE INSUMO-PRODUTO” do RODRIGO CORDEIRO GUIMARÃES, oficial da MB.

          • E quem é que custeia o tesouro?

            É de uma genialidade ímpar, no alto da maior crise econômica da nossa história, defender a imoralidade de se gastar uma fortuna em navios patrulha só porque vai gerar imposto que vai voltar para o Tesouro. Isso aí é queima o dinheiro do contribuinte. Queimar.

            Quanto menos os NPa custarem melhor, assim se adquire um maior número e toda a nossa guarda costeira, pelos Distritos Navais, fica aparelhada, liberando grana para se investir em belonaves no médio prazo.

          • Caro Aerocliker. Creio que a discussão foi exatamente no sentido de maximizar o uso dos recursos públicos. A ideia simplista de que o melhor é o menor preço pode ser mais danosa e custosa do que a opção pela fabricação nacional. Quanto consideramos que os recursos do Tesouro têm origem na arrecadação, e que a arrecadação está relacionada ao desempenho da economia, é preciso fazer uma avaliação mais sofisticada sobre os ganhos diretos e indiretos. Caso contrário, a opção pelo menor preço aparente poderá ser um grande desperdício de recursos. A cegueira ideológica não é uma exclusividade da esquerda.

      • Caro amigo

        Entendi bem a sua explicação e de certo modo ate concordo com vc, massss na teoria tudo isso e muito bonito, na pratica ja sabemos como isso tudo se materializa, por isso prefiro mil vezes que seja construído fora do país visto que o capital gasto pela MB deve ser convertido em ferramentas para prover defesa, as construções nacionais tem se convertido apenas em problemas, corrupção, atrasos, entre outras palavras peculiares.

        • Na prática, fica mais fácil para a MB conseguir autorização do Governo Federal quando há participação da indústria local, mesmo que seja mais caro. Isto funciona assim não só aqui mas no resto do mundo. Se um governo vai ter de gastar milhões ou bilhões de dólares ele precisa de contrapartidas que vão além de seu uso na defesa do país para justificá-lo diante da opinião pública e da oposição.

  9. fico me perguntando.. para que a marinha comprou o direito de fabricar navios .. da classe amazonas..fala sério.. marinha costeira.. já esta na hora.. de termos uma.. guarda costeira..
    posso nao entender de desenho de navios mas que esse ai não tem nada de belo.. a isso tem..

    • Caro João.

      Os NPaOc da Classe Amazonas são de tonelagem bastante superior e tem aplicações diferentes. Julgo que em uma oportunidade posterior a MB deverá tocar seu programa de obtenção de navios patrulha oceânicos de até 1800t. Não confunda alho com bugalho, cada belonave tem sua necessidade.

  10. Seja lá o que for vir, que venha logo e para ontem! A indústria naval precisa, a MB precisa, os fornecedores precisam, todo mundo precisa. Até as cracas estão pedindo navios para MB porque esta ficando sem onde grudar.

    Só os estúpidos dos políticos que não liberam logo esse fundo da marinha mercante.

    Aliás, tinha que ter um Fundo da Marinha de Guerra. Todo navio nacional ou estrangeiro tinha que pagar uma taxa para navegar nas aguas brasileiras que seria, por óbvio, convertido para a reestruturação da MB.

  11. Excelente notícia! Precisamos de vários para ontem! Se tudo correr como o imaginado, teremos no executivo um presidente e um vice com boas relações com as altas cúpulas das Forças Armadas e que entendem do assunto. Aí poderemos sonhar com AV-TM 300 Matador. E com o 600. E 900 também. E muito mais. Penso que a Defesa será tratada com mais atenção.
    Aos mais entendidos, quais são as chances do Npa-500 contar com lançadores de mísseis superfície-ar? Mesmo que seu objetivo maior seja a patrulha próxima à costa, seria interessante, não?

  12. A MB novamente querendo reinventar a roda. A invenção dessa nova classe é apenas uma maneira de alguns levarem vantagem pois seria muito mais sensato produzir a Macaé em boa quantidade, gerando escala de produção com tudo de bom que isso poderia trazer: capacitação de mais estaleiros, criação de massa de mão de obra qualificada, barateamento de todo o processo, com o consequente ganho em competitividade pois com o barateamento poderia-se exportar esses navios para os países africanos, gerando mais emprego e mao de obra qualificada- massa critica por mais tempo. Mas fazer o simples não pode por que fica mais difícil ganhar por fora e aí vai se torrando o dinheiro dos nossos impostos e nunca se tem material adequado em quantidade razoável por pura incompetecia( que é planejada). Qual a necessidade de se criar uma nova classe para mais 4,5, ou 6 unidades? Ah mas essa nova classe é tecnologicamente superior, e daí? Para um patrulheiro que basicamente atuará contra pesqueiros ilegais e similares dissuadindo só com a presença qual a necessidade de toda essa suposta tecnologia?

    • Caro Joseano
      Encontrei um post de 2015 sobre o NPa500BR e o que a MB tinha em mente.
      Marinha diz que NPa 500-BR é ‘evolução’ da Macaé, e que encomenda só em 2016

    • A previsão é de 27 e não “4, 5 ou 6″… e pensar que um meio tecnologicamente melhor não é necessário só porque “atuará contra pesqueiros ilegais e similares” não é argumento razoável… para ilustrar, vou elencar algumas das vantagens em relação à classe Macaé:
      – Sistema de propulsão com manutenção mais barata e mais fácil.
      – Mais acessibilidade e maior nível de conforto.
      – Maior segurança para a Tripulação.
      – O dobro de capacidade de aguada.
      – O dobro de capacidade de geração de energia.
      – Possui área para VERTREP.
      – Possui duas lanchas orgânicas.
      – Enfermaria com o dobro de leitos e facilidade para evacuação de feridos.
      – Maior quantidade de paióis.
      – CCM fora da Praça de Máquinas.
      – menor custo de ciclo de vida.

      Espero que isso ajude você a refletir… abraço…

  13. “……e pode contar com lançador de mísseis superfície-ar.”

    Nas artes (2) não tem e não precisa (ou não é plausível).

    É Nau de patrulha e não de guerra.

  14. Por várias vezes fui praticamente fuzilado aqui quando critiquei o fraco armamento da classe Amazonas , um NaPoc com um canhão de 30mm.

    Agora vão lançar um Npa de 500tn com um canhão de 40mm.

    Onde estão agora os críticos ao meu ponto de vista ?

    • Canhão de 40mm com duas metralhadoras de 20mm é o padrão da MB para Patrulha. Essa combinação está aí a décadas. Não tem nada de novidade nisso.
      .
      Compraram aqueles 3 Patrulhas Oceânicos por 133 milhões de Libras. De longe um dos, se não o melhor negócio que a MB já fez, e tu vem querer continuar batendo nessa tecla de que “são mau armados”??? Foi uma merreca. Pechincha. Negócio da China… Vieram como estavam. E se não fossem brasileiros, estariam hoje infelizmente em Trinidad e Tobago, cumprindo a missão daquele país.
      .
      Eram 420 milhões de reais em dinheiro da época, por 3 excelentes navios. Até hoje nunca se teve dinheiro para mudar o armamento, provável que nem se terá… Mas os navios estão aí, empurrando muita água e cumprindo todas as missões com o que se tem.
      .
      Agora, sai essa matéria, onde querem rasgar 150 milhões de reais enfeitando uma gambiarra de Navio Patrulha de 500 toneladas pra brincar de guerrinha, sonhando em dar alguma utilidade para justificar radar diretor de tiro, MAGE, SINCONTA míssil e blablablas inúteis, que vão custar muito dinheiro no curto e longo prazo, sem agregar praticamente nada patrulha da nossa costa no dia-a-dia, que é uma vergonha e continuará sendo uma vergonha.

      • Bardini 6 de agosto de 2018 at 22:31
        “Compraram aqueles 3 Patrulhas Oceânicos por 133 milhões de Libras. De longe um dos, se não o melhor negócio que a MB já fez, e tu vem querer continuar batendo nessa tecla de que “são mau armados”??? Foi uma merreca. Pechincha. Negócio da China… Vieram como estavam. E se não fossem brasileiros, estariam hoje infelizmente em Trinidad e Tobago, cumprindo a missão daquele país.”

        O preço pago pelos Amazonas foi excelente sim, vieram como estavam sim, a MB pode não ter o dinheiro nem o interesse em trocar o canhão de 30mm por pelo menos um de 40mm.

        Pergunto eu : O que isto tem a ver com o poder de fogo deles ? Nada.

        São sub-armados, independentemente do preço pago ou das condições da compra.

        Como você ressaltou “Canhão de 40mm com duas metralhadoras de 20mm é o padrão da MB para Patrulha. Essa combinação está aí a décadas.” Sim e este padrão de armamento equipa Npa´s de 500t.

        Um NPaoC deveria sim ter um armamento mais pesado em função do seu deslocamento ser maior e em função de poder patrulhar mais longe da costa, onde certamente poderá encontrar ameaças também de maior calibre que os Npa´s.

        Se não há dinheiro ou interesse em arma-los melhor isso é outra história.

        • Que tipo de ameaça? Uma esquadra estrangeira?
          Vamos ponderar. Esse canhão de 30mm é adequado para que tipo de uso? Combate de baixa intensidade, contra ameaças assimétricas, etc. Precisaria de um canhão de 76mm para combater esse tipo de ameaça?
          Digamos que fosse uma ameaça maior, uma esquadra, por exemplo. Certamente o 76mm seria pouco. Poriamos então misseis antinavio e antiaéreos na classe Amazonas. Precisaríamos então de radar diretor de tiro adequado, precisaríamos de melhor geração de energia, sistemas táticos para operá-los, etc. Seria isso o suficiente para se fazer frente a uma frota inimiga? Ficaria barato? Como se comportaria um navio desse porte no meio do Atlântico Sul?
          Deu pra entender ou é preciso desenhar?

          • Prezado,

            Eu defendo que sejam equipados com canhão de 76mm.

            Não faz sentido um navio patrulheiro oceânico, deslocando 1.700 ton ser equipado com um 30mm, se até os de 500ton possuem um 40mm.
            Se a MB não tem dinheiro ou interesse em equipa-lo melhor , paciência, mas fatos são fatos.

            Quem está vindo com essa história do OPV enfrentar esquadra estrangeira, misseis antinavio e outras bobagens mais é você.

            Para finalizar, você sabia que podemos discordar do ponto de vista alheio de forma educada ? Sim. ! É perfeitamente possível.

          • Só gostaria que o amigo me explicasse melhor a utilidade de um canhão de 76mm em um navio patrulha.
            Fico tentando imaginar que arma se poria em um porta-aviões seguindo a sua lógica de quanto mais pesado, mais armado deve ser.

  15. Alguém me explica a necessidade de mísseis terra-ar no NPa 500-BR? Já tem alguma preferência por algum modelo, vai ser nacional ou importado?

  16. Alguns países utilizam armamentos relativamente pesados em pequenas embarcações como as Skjold norueguesas e eu acho o conceito interessante principalmente se existir um sistema de defesa integrado e multicamada.
    Mas acho que nesse momento essa não deveria ser a escolha do Brasil, nós precisamos entupir nossa ZEE com navios simples para marcar presença e precisamos de OPVs em uma quantidade adequada para realizar patrulhas, além disso pagar 130 pilas nesse NPa parece surreal.

  17. Por 40 milhões de dólares achei meio salgado em vista que anteriormente uma Macaé saia algo em torno R$ 50, 70 milhões a uns 2, 3 anos atrás e senão tô enganado um dos motivos da MB ter partido pra outro projeto era de não querer pagar mais royalties a DCNS por cada Macaé construída, por esses valores duvido que a MB vai chegar perto do plano inicial de 46 NaPa 500 e triplicar a quantidade de navios hoje em operação, quiçá no máximo substituir os navios mais velhos em operação e parece que a renovação da flotilha do Mato Grosso e Amazonas vai continuar sendo postergada e olha que por ai tem navios beirando quase 100 anos isso se não passou.

  18. Bilge keels…
    Bilge = esgoto
    Keel = quilha
    As duas palavras juntas dá outro sentido.
    Tudo isso para não dizer bolina. Coisa que já se usa desde de sempre.
    Propulsor de proa Schottel…
    Schottel é um dos fabricantes de propulsor azimutal, tb chamado de leme-propulsor. Coisa que se encontra fácil em PSVs ou AHTS.
    Pelo q se vê, um barco bem convencional de máquinas.

  19. O contrato de 2009 era de R$ 260 MM (US$ 130 MM mais ou menos) por 5 unidades certo? R$ 52 MM (US$ 26 MM) por vaso…
    .
    O valor atual chega a US$ 40 MM, algum sistema diferente deve ter pra justificar isso…
    .
    Sds

  20. Considerando que o repasse do fundo é mais ou menos 300 milhões por ano dará para pagar dois Napa500 por ano. Apenas pagaria por que construir demorarar 2 anos cada Npa500. Então em 10 anos serão 20 Npa500. Isso ignorando as OPVs. Que M.!

  21. Vamos fazer uma lipoaspiração nesse NAp e baratear esses navios, afinal precisamos de uma quantidade razoável dos mesmo e dispomos de pouco $$

  22. Concordo com os comentarista que disseram que o valor para construção desse NAp 500 é um absurdo. Põe absurdo nisto. Solicito aos colegas comentaristas Alguns navios -patrulha de 500 toneladas que poderiam ser adquiridas com valor bem mais em conta. Obrigado

    • Eu imagino que na notícia houve uma confusão de moedas: o preço deve ser 40 milhões de REAIS. Se cada navio da Classe Amazonas, de 1700 ton, custou à época 140 milhões de reais, o que justifica um navio de 500 ton custar praticamente o mesmo valor?

  23. Não estou dizendo que não precisamos desses navios, até pq precisamos sim de muitos meios de patrulha, mas para mim eles parecem estar respondendo as perguntas erradas.

    Pq esse naves, no TO delas (patrulha costeira) precisariam de um lançador de Mistral? Entendo que o custo é relativamente baixo, mas me parece um caso clássico de botar uma roda de liga leve num fusca.

    Contra quais ameaças aéreas e em qual contexto esses navios usariam os Mistral?
    Eu defendo sim o emprego de mísseis sup-ar simples como o Mistral para um NPaFlu mais encorpado, pois uma aeronave hostil sempre pode invadir o espaço aéreo amazônico, e o mesmo vale para um NPaOc, que pode eventualmente operar em lugares mais distantes e potencialmente hostis como a Costa da África, mas num NPa como este?

    Outra coisa, precisa mesmo daquele reparo BAE mk4 todo bodoso na proa? Quanto custa só esse equipamento? De novo, que ameaças aéreas vão ser engajadas por esse canhão?

    No meu entendimento, estes devem ser os meios (não fluviais) mais baratos e simples da MB, vindo a substituir toda a patrulha, incluindo Bracuis e Gururus e para isso poderia se economizar bastaste no armamento, uma vez que não são navios de guerra — um reparo de 20 a 30mm de controle remoto auxiliado por uma alça EO e duas .50 de controle local já estaria excelente.

    Quer sofisticar alguma coisa? Pq não trabalhar na concepção do casco, seguindo o padrão atual ao invés de modelos dos anos 70? Bota uma rampa para uso rápido de lanchas interceptadoras e pensa numa área dedicada pra usar um VANT no futuro, incluindo uma pequena oficina/hangar para o mesmo.

    Algo nesse sentido (entre varios outros exemplos) me parece querer responder as perguntas certas: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Sentinel-class_cutter#/media/File%3AProposed_modification_to_the_Damen_Stan_patrol_vessel_for_the_USCG.jpg

    • Concordo 100%
      .
      Quanto dinheiro não se economizaria, adotando-se um único canhão de 30 x 173 mm, como por exemplo o MSI que equipa os Amazonas, que equipa o Atlântico e possivelmente o Wave que pode vir?
      https://www.msi-dsl.com/our_products/weapons/a1.php
      .
      Fora isso, poderiam ser duas metralhadoras 12,7mm, um bom canhão da água e a cereja do bolo: um Long Range Acoustic Device. Fechou…
      .
      Não precisa se gastar dinheiro para comprar, manter e operar SINCONTA, radar diretor de tiro, MAGE, Míssil, um Canhão caro de 40mm e duas metralhadoras de 20mm ou duas CORCED. São equipamentos que vão ter muito custo pra agregar muito pouco ou praticamente nada, no dia-a-dia da patrulha na nossa costa.
      .
      Um investimento em que esse dinheiro poderia estar sendo muito melhor aplicado, seria comprar duas lanchas top de linha e um bom sistema para operá-las, para realizar as milhares de abordagens que o Patrulha vai ter de fazer durante sua vida operativa. Esse deveria ser o foco como principal armamento da Patrulha.

  24. Eu acho que esse valor está errado, o redesenho se deu para melhorar algumas caracteristicas do navio como também evitar o pagamento de royalties a empresa dona do projeto, pois cada navio construido se paga alguns milhões a DCNS, a MB pode dizer que é um navio inteiramente novo só baseado no vigilant 400.Por esse valor comprava os River l , que devem aguentar melhor o mar grosso.

  25. Acho que o jornalista da Jane’s fez confusão com as moedas. Devem ser 40 milhões de reais, não dólares. Pelo menos seria o lógico, mas como aqui é Brasil…

  26. No meu entendimento as embarcações que melhor responderam as questões intrínsecas dos distritos navais foram as corvetas Imperial Marinheiro. Eram navios capazes de realizar missões de salvamar, patrulha, reboque e minagem, mantendo um alto grau de rusticidade e disponibilidade.

    Por mais que seu projeto esteja completamente defasado, as missões persistem, assim como a necessidade de num único casco realizar a maioria delas de forma satisfatória. Entendo tb que de certa forma é o que a MB está criativamente tentando fazer com os Mearim (que não por acaso receberam nomes que anteriormente foram de corvetas Imperial Marinheiro), mas o número (apenas 3) é muito reduzido. Nesse primeiro momento, e a um custo reduzido acho que é excelente, mas para o futuro eu gostaria de ver uma classe de 8-10 navios verdadeiramente multi-função, feitos sob medida para além de serem responsáveis pelo salvamar e da patrulha, transporte, realizar as tarefas de hidrografia, auxílio a calamidades, comandar operações de minagem com UUVs, além de ser uma pequena base para desembarque em operações especiais.

    Pesquisando no catálogo da Damen (sempre ele) encontrei esse projeto que parece excelente para todas essas missões.

    https://products.damen.com/en/ranges/multi-role-auxiliary-vessel/multi-role-auxiliary-vessel-3600

    É sem duvida um navio maior e mais caro do que os NPa500, por isso não o sugiro como alternativa, mas sim como suplemento aos mesmos, pois na minha opinião seriam uma excelente adição aos DNs. Nesse sentido talvez fossem uma grande alternativa a novos NPOc.

  27. O jornalista não fez confusão no preço não!
    Em uma apresentação da Emgepron sobre o navio, do ano passado, esse valor também foi divulgado. U$ 40 milhões…

  28. Cada Amazonas que desloca mais do triplo da Macaé saiu em torno de US$ 60 milhões. Por aí se vê como foi uma excelente compra. US$ 35.000 por tonelada de nave nova.
    .
    Se vai pagar US$ 80.000 / tonelada deslocada das Macaé… as Tamandarés vão pagar mais de 100mil dólares/ton.
    .
    Eu pessoalmente acho uma inversão de valores, belonaves menores serem relativamente mais caras que as superiores. A não ser que a denominação “NPa” seja pro-forma, e a classe Macaé venha a ser uma sub-corveta.
    .
    Parece que a MB não sabe o que quer.

    • Concordo

      E não vale ninguém tentar defender que seria por conta da fração eletrônico sobre o total da toneladas pois este 40mm nem diretor de tiro deve ter

    • Caríssimo amigo Delfin.

      A MB sabe muito bem o que quer.

      Uma Classe de Navios Patrulha de deslocamento entre 500t e 600t carregada, com suas aplicações bem definidas. Não vejo onde se enquadra a duvida do alto Comando?

      Podemos chamar de Classe Macaé MK2 ou etc, uma pequena evolução do projeto, onde se ouviu a voz dos operadores e as suas necessidades.

      Adsumus

    • Olá. Não sei se é possível tomar o preço das Amazonas como referência. O estaleiro tinha um mico na mão e precisava vender, talvez até com prejuízo.

  29. Qual a função deste propulsor de proa num navio tão pequeno? Prover curvas fechadas para bloquear e abalroar fugitivos?

    • É um “bow thruster” tem matéria aqui no PN…facilita à atracação de embarcações,
      mesmo pequenas…mas…de fato normalmente é mais comum em navios grandes
      como os “logísticos” da classe “Lewis & Clark”.

  30. A Royal Navy de Sua Majestade está considerando, sim, os custos de fabricação. Se dizem que a MB segue as tradições e politicas da RN é bom conferir onde estão fazendo muitos de seus navios pouco sofisticados: Coréia do Sul e outros asiáticos.

  31. Ótima notícia ,na minha visão, o início da construção seriada de novos navios patrulha nacionais prestes a começar.
    Precisamos de muitos e pra ontem.
    A questão do lançador de mísseis é bacana pois vai dar um ganho a mais pra MB em capacidade de defesa ,caso seja necessário.
    Vamo que vamo!!!

    Obs. Vamos esperar o navio ,primeiro da classe, ficar pronto e tal pra tacarmos pedras pessoal,caso seja o caso!!!

  32. &Uma boa redução de custos seria a adoção de motores Diesel do tipo ferroviário com trocadores de calor navalizados. A US Navy os fabricou em massa na Segunda Guerra e ainda temos exelentes motores de uso ferroviário, em linha de fabricação, que custam bem menos que os Catterpilar, MAN.. e outros.

  33. Senhores: Os vossos comentários são pertinentes na medida que apresentam um exercício pessoal acerca das possibilidades e limitações do novo meio.
    Permitam-me lembrar que a concepção de uma plataforma de combate, seja naval, terrestre ou aérea, tem por base os famosos “requisitos de estado-maior”, que os Senhores já conheceram nos sítios especializados. Esses requisitos consideram, na sua formulação, um trinômio sintetizado como “cenário-ameaça-tarefa”. Sem conhecer os elementos que os planejadores navais vislumbraram para os três campos citados, jamais poderemos estabelecer uma análise alicerçada em elementos sólidos. Estaríamos navegando num contexto especulativo.
    Essa restrição não impede aos Senhores (nem à minha pessoa) de apresentar e defender as suas expectativas, colocadas num altíssimo nível de conhecimento, como tenho visto nesta e em outras matérias deste prestigioso site.
    Humildemente, com a devida vênia do editor, não nos esqueçamos que a matéria em pauta é resultado de um trabalho jornalístico, cujo autor trabalha sobre informações que ele dispõe. Nem sempre podemos considerar que se trata de um trabalho completo, porque o profissional está limitado em suas fontes e estas, em sua maioria são classificadas, o que muito dificulta o trabalho de qualquer profissional.
    Um derradeiro comentário se prende a uma colocação relativa ao incremento do projeto. Entendo que qualquer reprojeto, como é o caso, deve ser aproveitado para a melhoria tecnológica da classe. O custo-benefício será sempre compensador por todos os ângulos.
    Excelente notícia. Sinal de que não estamos inertes.
    Parabenizo a todos pela bela divulgação da cultura militar-naval.
    De Luca, Vicente Roberto

  34. na minha opinião essa classe de navios poderia ser maior talvez mais pesada, a quantidade seja de 16 20 ou ate 24 unidades tá adequado para substituir as atuais mas seria ótimo que fosse mais protegida quem sabe com um lançador de foguetes anti-submarino … so espero que a marinha não faça o mesmo que esta fazendo com a corveta tamandaré ja que a Engepron fez um projeto e durante o processo licitatório esse projeto foi praticamente abandonado em favor dos projetos do exterior e me perguntou se isso não pode atrapalhar o desenvolvimento da nossa tecnologia militar

  35. Eu concordo com o Bardini.
    Deve haver certa hierarquia de equipamentos entre as diversas classes de belonaves. Macaé mais bem equipada que as Amazonas é contra-senso.
    Uma Macaé poderia muito bem usar um 20mm, 2×12,7mm, acoustic device, canhão de água, lanchas de abordagem. Se vai haver dezenas, que sejam baratas.
    .
    Ou então admite-se que as Amazonas foram uma aquisição de oportunidade mas sem compor referência de sistemas.
    .
    Ou então há um projeto de “multimissão” dos patrulheiros, mediante acréscimo de sistemas, se a situação ficar esquisita. Nunca se sabe. Não faltam marinhas partindo para a “corvertização”.
    .
    Mais alguns metros de popa e algumas toneladas de deslocamento e parece que cabe um heli leve ou VANT ali.
    .
    20 nós/h de V.max. é pouco ?

    • “Ou então admite-se que as Amazonas foram uma aquisição de oportunidade mas sem compor referência de sistemas.”

      Mas Delfim, quem tem que admitir isso? Comentaristas do site ou a Marinha? Os navios foram compras de oportunidade, com os armamentos com que estavam equipados, o que é diferente de navios especificados pela Marinha. E, somando as classes Macaé e Grajaú, são 14 navios com canhões de 40mm e metralhadoras de 20mm, e outros cinco classe Macaé chegaram a ser encomendados com esse mesmo padrão, especificado pela Marinha.

      Acredito que, se a classe Amazonas tivesse sido uma especificação da Marinha, o canhão principal seria de pelo menos 40mm – e imagens e informações divulgadas de uns 10 anos atrás ou pouco mais, de navio-patrulha oceânico da MB, tinham canhão de 40mm, com opção para 57mm:

      https://www.naval.com.br/blog/2010/04/18/o-napaoc-original-da-mb/

      “Mais alguns metros de popa e algumas toneladas de deslocamento e parece que cabe um heli leve ou VANT ali.”

      Convoo para helicóptero leve em navio-patrulha que opera em mar aberto é coisa pra navio de 80 metros de comprimento / 1200 toneladas de deslocamento, pelo menos (embora haja exceções, a grande maioria hoje em dia é daí pra cima, 1500, 2000t). Não é só ter espaço, é ter porte e estabilidade compatíveis, para operar com segurança e efetividade.

      No caso de navio de 500 toneladas, um pequeno VANT já é possivel. Aliás, no link que passei, aparece um.

        • Ah, ia esquecendo, pra deixar mais claro: o link que falei de VANT para NPa 500BR não é este do NPaOc dos anos 90 em matéria do Poder Naval, é o do pdf da apresentação feita no ano passado no Clube Naval, que coloquei em outros comentários.

  36. O valor do Jane’s é referente ao reprojeto e não do navio em sí, esse custo será diluído nas novas embarcações….

    • A tela da apresentação no club naval que postei link, que fala em custo do projeto, não é muito clara de fato, mas acho que se refere ao custo do primeiro navio da série, e não só do custo de projetar o navio (entendi “projeto” como uma forma de se referir à inciativa de se construir a primeira unidade). Cabeça de série costuma ser mais caro que os seguintes, de qualquer forma, mas meu comentário mais abaixo respondendo ao Leonel, coloca esses 40 milhões de dólares em perspectiva / comparação com os classe Macaé construidos e os custos divulgados dos mesmos, frente à cotação do dólar na época.

  37. Se bem me lembro os Macaes na epoca custavam 50 milhoes de dolares o que correspondia a 80 milhoes de reais . Entao acho que o preco dos Napa 500 esta dentro da realidade sim

    • De fato, Leonel.

      Os valores do Macaé e do Macau, pelo que está disponível em notícias da época, foram mais ou menos esses. Variam conforme a notícia trata só do valor dos navios licitados à Inace ou se levam em conta outros custos.

      E é preciso levar em conta o dólar em cada época, pois boa parte dos equipamentos é importada. Outros custos são em reais, e tudo isso pode levar a variações.

      Segundo o link abaixo, o valor total do Macaé e Macau, construídos na Inace, foi de cerca de 160 milhões de reais, dos quais R$90 milhões se referiram ao que foi pago ao estaleiro e os R$70 milhões restantes relacionados a itens adquiridos pela própria Marinha, como armamentos. 160 milhões de reais divididos por dois navios dá 80 milhões de reais por navio.

      http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/inace-atende-a-marinha-e-quer-apostar-em-iates-1.705358

      A notícia é do final de 2010, quando a relação real – dólar estava em cerca de 1,7 pra 1, ou seja, cada navio custaria cerca de 50 milhões de dólares ao dólar da época da notícia.

      Mas vale lembrar que na segunda metade daquela década de 2000, época da licitação e da construção, essa relação flutuou em cerca de 2 pra 1, então daria perto de 40 milhões de dólares por navio, mais ou menos o que diz essa matéria sobre os novos NPa 500 BR.

  38. Off Topic, o PHM Atlantico zarpou de Lisboa hoje pela manhã previsão de chegada no RJ dia 25/08/18
    conforme o Marine Traffic 🙂

  39. 5 oficiais e 30 subalternos com mais (8 passageiros),
    Misseis Superfície/ AR para que tudo isso?
    Em um navio de patrulha que tem como função básica a patrulha de nossas ZEE,s.
    E as alucinações megalomaníacas continuam em nosso oficialato !
    Como sempre digo, falta planejamento, visão estratégica, planejamento de longo prazo etc..
    Ao menos evoluíram a classe Vigilante Francesa, o que em termos de Brasil já é um grande engrandecimento técnico.

    • Foxtrot, o míssil antiaéreo e alguns outros equipamentos são opcionais, a gosto do freguês. Não quer dizer que a Marinha vai encomendar o navio com misseis, mas se algum eventual cliente de exportação quiser, ele pode receber (aliás, a palavra “pode” está no texto da matéria).

        • Escrevi eventual.
          Peço que não misture explicação, dada a outro comentarista e sobre um detalhe específico (missil superficie-ar) com opinião de minha parte sobre potencial de exportação desse navio.

  40. Particularmente não gostei muito dessa ideia aí não !!!
    Pelo que entendi querem começar a construir esses NPAS 500-BR pra depois ir pras CCTS !!!
    Sei não viu !!!
    Pra mim tão colocando a carroça na frente dos bois !!!
    O que não pode é ficar aí navegando com escoltas beirando os 50 anos de idade !!!
    Isso dai já é briga de Ofs Gen. de facão tudo vendado trancado dentro de uma sala e se “pegando” (peixeirada pra tudo que é lado, se pegar,pegou). Kkkkkkkkkk

    • Burgos,
      NPa 500 BR e classe Tamandaré são projetos separados, com verbas que deverão vir de fontes separadas, as corvetas por capitalização da Emgepron e por financiamento, e os navios-patrulha com verba do FMM. Não foram pensados para resolver um primeiro e depois o outro.

  41. Só o Bofors Mk4 deve custar quase 1/5 do valor total, vocês acham mesmo US$40 milhões um absurdo? A amazonas veio na liquidação, não tem como ter aquele valor como base de comparação

  42. Como a MB vai abrir licitaçao para construçao do NPA 500BR se no AMRJ
    tem 4 navios classe Macaé inacabados? o mais adiantado é op Maracana os
    demais so tem pedeços de casco tendo que recomeçar praticamento do zero suas
    construçoes???

  43. Eu nunca gostei da solução ao estilo Macae

    Desenho bem ortodoxo em que não vê-lo espaço para heli, mesmo que seja um md500 ou uav ou ainda outros penduricalhos

    Por outro lado,está palhinha do Nunao e do Xo deixa claro que existem um grades que podem guardar outras intenções.

    Estação siconta (é isto mesmo?), o dobro da geração de energia e gabinetes com paiol bem maior são dicas de algo secundário ou não?

  44. Jr 7 de agosto de 2018 at 13:25

    No link que o Nunão postou, leia, ele é bastante esclarecedor

    Boa noite. Prezado Jr, muito obrigado pela informação, eu passei batido pelo link.

  45. True Seaman 7 de agosto de 2018 at 18:18

    Motor corriqueiro…série 3500, 16 cilindros em V. Deve ter duas unidades, BB e BE. Na Av.Brasil tem uma empresa chamada SOTREQ. É a representante da CAT aqui no Brasil. Esse barco, despido de equipamentos de equipamento militar, me parece simples. Não sei quanto custa a parafernália militar, mas o preço total me parece alto para um barco pequeno.

    Caro True, isto aí é um senhor “motorzaço”, usamos aqui em GGs e rodoviário pesado, turbo de geometria variável, pós arrefecido, camisas molhadas, curva de potência entre 1700 e 3.200 Hps, uma coisa de patrão.
    Aleluia, a MB saiu do mundo da “Mercedolândia”.

  46. Uma coisa interessante:

    A Marinha Peruana que também está construindo patrulheiros de 450 /500 tons, um projeto da STX, a motorização é a mesma que a MB pretende colocar nos “Macae improved”, ou seja, CAT 3516 C HD,só não sei se é o CI ou o D2. Os grupos geradores, ou como os marinheiros denominam de MCA são dos CAT C9 de 250 KW, outro belo motor.

  47. Off-Topic: acabei de ouvir na Voz do Brasil que o Satélite Geoestacionário está parado, sem uso, há um ano (por imbróglios judiciais). Falaram que a vida útil dele é de 18 anos e que ele já perdeu 1 ano por estar sem uso … Dá-lhe Brasil!!!!

    • Até aonde sei o STF já derrubou a liminar que a juíza lá na Amazônia tinha dado para a outra empresa e o satélite(a parte civil dele que vai levar banda larga para lugares inacessíveis) já esta sendo usada, a parte militar dele nunca deixou de ser utilizada, o imbróglio todo foi na parte civil do satélite

  48. Se estiver parado por imbroglio judicial é bem coisa brasileira. Aqui, as leis servem para atazanar a vida de todos, para tornar obscuro o que era claro, para impedir o progresso e para serem justificativa para alguma burrada do Estado…

  49. Devíamos pedir para o Ultraje A Rigor incluir uma estrofe na música Inútil:

    “A gente compramos satélite
    e não podemos operar
    Inútil
    A gente somos inútil”

  50. Pergunto aos demais, qual a atual situação da nossa marinha quanto a aquisição de escoltas (corvetas, fragatas e destróieres), na real?

    • Pergunto aos demais, qual a atual situação da nossa marinha quanto a aquisição de escoltas (corvetas, fragatas e destróieres), na real?”

      Tem um programa, classe Tamandaré, com previsão de divulgação de propostas finalistas no final deste mês.

      • Isso eu sei, essa lenga lenga tá desde o começo do século 21, quero saber se o Brasil tem condições ($$$) de fazer tal investimento. Porque só vejo conversa mole.

        • Montana,

          Não é só conversa. As notícias das ações tomadas estão aqui. O programa da classe Tamandaré está em andamento e empresas interessadas já gastaram dinheiro e esforços para fazer suas propostas. Tem várias notícias aqui.

          O investimento para este ano, no programa, foi colocado no orçamento no fim do ano passado como capitalização da Emgepron, ampliado pelo Min Planejamento e depois ajustado. Dois bilhões de reais para começar. A compra será feita pela Emgepron. A fase que você chama de “lenga lenga” foi até meados do ano passado, quando o mercado passou a efetivamente se movimentar pelo programa e o RFP foi divulgado em dezembro último. De lá pra cá, o andamento do processo foi normal.

          A expectativa é selecionar o vencedor até outubro para assinar o contrato e a Emgepron poder utilizar o valor reservado no orçamento deste ano, para iniciar os pagamentos.

          • Que bom que está avançando as negociações pois com chegada do Atlântico vai haver uma disparidade na frota, que até 2020 tenhamos pelo duas fragatas ou corvetas senão cada vez ficará difícil ter uma marinha condizente com nosso litoral.

          • Montana,

            “Que bom que está avançando as negociações”

            Não tem negociação avançando ainda. O que tem é um processo de seleção das propostas de 9 concorrentes, com divulgação de 3 finalistas prevista para o fim deste mês, os quais provavelmente farão em seguida suas “best and final offers” – BAFO – e até o fim de outubro um vencedor deverá ser divulgado. Aí sim vem negociação e assinatura de contrato – talvez a ordem seja negociar rapidamente um primeiro acordo ou memorando de entendimento até o fim deste ano para formalizar e a verba deste ano ser efetivamente alocada, e então negociação de mais detalhes até o contrato final ou formalização da entrada do mesmo em vigor (foi assim no caso do F-X2 com a Saab, por exemplo, com assinatura de contrato num ano e entrada em vigor cerca de um ano depois, após negociação de vários detalhes).

            “com chegada do Atlântico vai haver uma disparidade na frota”

            Não entendi o que a chegada do PHM Atlântico tem a ver com disparidade da frota de escoltas, em relação a antes da chegada do mesmo. Os dois esquadrões de escoltas já estão com menos navios do que o necessário há anos, isso vem desde antes da baixa do NAe São Paulo e dos NDD Ceará e Rio de Janeiro serem compensadas com a aquisição do NDM Bahia e do PHM Atlântico.

            “até 2020 tenhamos pelo duas fragatas ou corvetas”

            Não tem como obter fragatas ou corvetas novas até 2020, ou seja, em apenas 2 anos. Mesmo se assinasse contrato neste ano, não dá tempo de construir duas novas corvetas nesse prazo. Só se forem usadas, e o mercado não está oferecendo navios muito interessantes para aquisição, fora o fato que não há verbas sobrando para isso, o que tem está sendo direcionado ao Prosub e ao programa da classe Tamandaré, além do que, até onde sei, a aquisição do PHM Atlântico não deixa sobrar recursos para outros navios usados no curto prazo.

  51. Prezado “Montana”, aqui no sul nós temos um poeta nativo chamado Jaime Caetano Braum, que entre várias “pajadas” cita sempre quando estava um boxlixo de beira de estrada, opau comeu de uma hora para outra e ele se viu em meio ao turumbamba de bala, lascou a seguinte frase:
    ” E eu, em uma situação brasina, com todos atirando em mim……, então eu diria que a situação, hoje dos escoltas da marinha, é uma situação brasina barbaridade.

  52. Para mim este valor é em reais e não em dólares…mas indo direto ao assunto, ao meu ver este projeto tem excelente custo beneficio e atende perfeitamente ao tipo de missão para o qual foi desenhado…o motor é de manutenção simples, o armamento é mais do que suficiente para o exercício de do poder de policia, o desenho é bonito , o preço é bom e as melhorias aumentam o conforto da tripulação.

  53. Nunao, XO ou outros: alguém sabe dizer se os hélices são de passo fixo ou variável? Não vi esse detalhamento em nenhum lugar.

    Reparei tb que no quesito armamento, o canhão principal é definido como até 40mm. No meu entendimento seria interessante se fosse padronizado com os canhões 30mm dos Amazonas e do Atlântico, por ser mais barato e por dispensar o radar DT uma vez que não consigo vislumbrar um cenário onde esses vasos sejam obrigados a engajar um míssil ou uma aeronave de alto desempenho.

    Obrigado

    • Marcelo,
      Não sei desse detalhe, mas navios de classes anteriores como Grajaú (200t) e Macaé (500t) têm hélices de passo fixo.

      Sobre canhão de 40mm, este é utilizado nos 12 navios da classe Grajaú sem radar DT, com controle local. Nas especificações não vejo radar DT (apenas na ilustração que mostra todos os opcionais, mas sem indicar o mesmo). O navio deverá ser equipado com alça optrônica, como a classe Macaé, que permite controlar o canhão remotamente (e melhora essa capacidade antiaérea e também de utilizar munição programável, que também tem função de tiro de superficie contra alvos como lanchas rápidas). A alça é importante não só para dirigir o tiro do canhão remotamente, mas também para melhorar a capacidade do navio em missões à noite.

      Até hoje, desde os anos 70, o padrão da Marinha em navios-patrulha para canhão principal foi de 40mm. Canhão de 30mm foi introduzido pela classe Amazonas, comprada de oportunidade – e tem sido uma oportunidade da Marinha experimentar canhão desse calibre. Mas até o momento o padrão em uma dúzia e meia de navios-patrulha que operam no oceano e de meia dúzia que opera em rios é 40mm. Nada impede da MB instituir novo padrão se assim achar mais vantajoso, é claro.

      • Obrigado Nunão, compreendo que o padrão da MB para a patrulha tenha sido o 40mm, mas a introdução do 30mm (meio que não intencional, concordo, pois foi por conta de duas compras de ocasião) me parece vantajosa por razões de custo e peso. E aliás, não vejo justificativa em utilizar um canhão tão avançado e caro como o BAE mk4, cuja vantagem reside exatamente por ter alguma capacidade de engajar mísseis e aeronaves de alto desempenho, se não for utilizar junto um radar DT. O bushmaster 30mm acompanhado de uma alça EO me parece perfeitamente capaz de atender às necessidades da patrulha.

        De qq forma é bom ver que os projetos da marinha, mesmo que lentamente, estão se movendo.

        • De nada, Marcelo.

          BAE Bofors 40mm Mk4 não é tão caro assim, foi pensado pra ser mais barato do que o 40mm Mk3, mesmo trazendo alguns avanços.

          Logicamente é mais caro que um Bushmaster 30mm, mas traz vantagens que a meu ver justificam seu emprego mesmo pensando em capacidade antiaérea ser secundária num navio patrulha. As principais são a versatilidade de poder usar munição programável, mais capaz de atingir alvos pequenos e rápidos como lanchas sem precisar de impacto direto. E a maior vantagem de todas na minha opinião é ter alcance, grosso modo, duas vezes maior (cerca de 10km versus 5km), o que dá mais poder de persuasão ao tiro de advertência em que um alvo esteja em fuga, aumentando o tempo em que pode ser engajado no caso de estar distante e/ou ser mais rápido que o navio-patrulha, dando também um apoio mais eficaz, à distância, para a interceptação do alvo por bote semi-rígido de alta velocidade lançado pelo navio-patrulha.

          Mas também acho o canhão de 30mm adequado à função de canhão principal de navio-patrulha desse porte. Não veria problemas caso fosse decidido como um novo padrão, em que pese achar o 40mm mais adequado.

          Sobre uma ou outra opção ser mais barata, vale lembrar que a mais barata de todas é reaproveitar canhões de 40mm já em uso, se estiverem em condições – o que não seria incomum, pois quando bem mantidos e tendo peças de reposição, canhões costumam durar mais que os navios onde foram inicialmente instalados.

          Há os quatro canhões de 40mm das corvetas Inhaúma e Frontin desativadas, que já poderiam ser aproveitados no Maracanã, quando o AMRJ terminá-lo, e algum outro que possa ser terminado dos que ficaram inacabados no EISA. Há também canhões de 40mm das duas outras corvetas classe Inhaúma na ativa. A Jaceguai eu tenho dúvidas se passará por toda a revitalização que a Julio de Noronha passou, a qual deverá permitir uns 15 anos de serviço, tempo em que, de qualquer forma, esses navios-patrulha ainda deverão estar sendo construídos. Há também os canhões mais antigos (originais da classe Niterói) provavelmente ainda adequados que estão nas duas classe Grenhalgh ainda em operação, e que provavelmente darão baixa nos próximos anos. Só aí, entre corvetas desativadas, e fragatas e corvetas a desativar nos próximos 5 a 15 anos, temos 12 canhões que, chuto eu, ainda poderão ser úteis a navios-patrulha. Três ou quatro dos mais modernos eu ainda pensaria em reaproveitar no PHM Atlântico, mas aí jà é uma outra história (assim como é uma outra história os 12 canhões Mk3 da classe Niterói, que a meu ver poderiam ser reutilizados em novas corvetas e fragatas a construir).

          Também é bom lembrar que parte dos 27 NPa 500BR a serem construídos (se essa quantidade vingar) visa substituir outros em operação atualmente, como as classes Grajaú e Bracuí (16 navios) que usam canhão de 40mm e que, estando esse armamento em boas condições (o que pode variar, pois ficam mais sujeitos aos borrifos de água salgada do que os instalados mais altos, em corvetas e fragatas), poderão ser reaproveitados, mantendo-se as vantagens da padronização. Dando um desconto para uma porcentagem de canhões que eventualmente não possa ser reaproveitada ou que encontre outros usos (novos navios-patrulha fluviais, por exemplo), dos 27 navios-patrulha a incorporar, chuto (apenas opinião) que até 2/3 poderia reaproveitar canhões de 40mm de navios já desativados ou a desativar, minimizando a necessidade de armamentos novos para boa parte da classe.

          • Obrigado novamente pela atenção Nunão.

            Em matérias de 2015 aqui no PN, foi noticiada a compra de um lote de 5 canhões destes da BAE. Se minhas contas estiverem certas, convertendo o valor da época de coroas suecas para o dólar de hj (sei que é uma acochambração, mas é o que da pra fazer 🙂 ) daria cerca de $2.5M/canhão, o que realmente não parece tão mal. (Lembro novamente q são valores de 2015 em SEK, convertido ao $ de hj, ou seja, não valem muito…). A propósito, alguém sabe dizer se essa transação se concretizou e se esses canhões novinhos em folha estão armazenados em algum canto escuro do AMRJ?

            Independente disso, realmente reaproveitar canhões tende a ser uma opção mais barata, embora esses reparos mais antigos sejam consideravelmente mais pesados além de ter manutenção mais difícil no meu entendimento.
            Quanto aos canhões das CCI desativadas, acho q um deles foi parar no NPa Macau e eu lembro de já ter visto fotos de pelo menos um navio da classe Grajaú com um reparo do mesmo modelo (não sei porém se foi novo ou reaproveitado das CCI). De qualquer forma, além de algum excedente das CCI, provavelmente poderíamos considerar neste rol algum dos ‘trinity’, de pelo menos uma das FCN a dar baixa no futuro próximo.
            Quanto aos reparos originais das FCN (pré-modfrag) que foram parar nas Greenhalgh e no Parnaíba (tem alguns originais dos NVs tb), não sabia que eles poderiam ser controlados remotamente pela alça — achei q eles fossem totalmente manuais, mas posso estar completamente enganado. Sei que é um pouco de preconceito (embora o efeito moral negativo não possa ser negado), mas apenas pelo visual arcaico deles eu já evitaria utilizar esses reparos de mais de 40 anos num navio novo que se pretende ser “moderno”.

          • “Quanto aos canhões das CCI desativadas, acho q um deles foi parar no NPa Macau e eu lembro de já ter visto fotos de pelo menos um navio da classe Grajaú com um reparo do mesmo modelo (não sei porém se foi novo ou reaproveitado das CCI)”

            Desconheço a informação. O que se fez em classe Grajaú foi teste com um Mk4 novo. O Macau recebeu o mesmo tipo de canhão do Macaé, de empresa de Singapura. Ao menos é o que sei e o que vi.

            “Quanto aos reparos originais das FCN (pré-modfrag) que foram parar nas Greenhalgh e no Parnaíba (tem alguns originais dos NVs tb), não sabia que eles poderiam ser controlados remotamente pela alça — achei q eles fossem totalmente manuais, mas posso estar completamente enganado”

            Podem ser controlados remotamente sim, escravizados a um diretor de tiro. O que eles dependem é de guarnição para remuniciamento etc. Os da classe Inhaúma também podem ser controlados remotamente, mas já são bem mais modernos e podem operar sem guarnição (ela é mais um backup, para resolver qualquer problema). Ambos os tipos podem operar com controle local.

            “apenas pelo visual arcaico deles eu já evitaria utilizar esses reparos de mais de 40 anos num navio novo que se pretende ser “moderno”.”

            É só instalar uma cúpula de fibra de vidro sobre a proteção parcial de aço do reparo e fica parecendo moderno. A classe Grajaú permite ver vários tipos de cúpulas diferentes instaladas sobre reparos semelhantes.

          • Aliás, eu estou ficando gagá, ou vc editou o seu comentário e adicionou a parte sobre os Mk3 das FCN posteriormente? De qq forma, vc já respondeu o que pensa ser um uso adequado pata eles 🙂

          • Não está ficando gagá não. Vi uns erros de digitação e de corretor automático, fui corrigir, e aí aproveitei para complementar.

          • Não sabia!!!

            Essa informação passou batida pra mim. Muito obrigado pelo link!

            Então pode contar um canhão a menos na lista que passei.

            Interessante seria saber que fim teve ou terá o canhão adquirido novo que estava no Macau, de proveniência da STK de Singapura, e que até onde sei teve um histórico de problemas na classe (alguns dizem que foi devido à instalação, outros devido ao canhão, outros ainda devido ao reparo / torreta).

          • De nada, Nunão! Realmente, seguindo o padrão do Macau, seria de se esperar que pelo menos o Maracanã e o Mangaratiba (se um dia forem terminados), e eventualmente o Macaé tb (se o canhão cingapuriano continuar sendo problemático) recebam os reparos provenientes das CCI.

            E quanto ao Grajáu com torre igual às das CCI, dei uma pesquisada rápida no NGB e é o Gurupá.
            fotos de vcs:
            http://www.naval.com.br/ngb/G/G087/G087-f29.JPG
            http://www.naval.com.br/ngb/G/G087/G087-f26.JPG
            aparentemente este canhão sempre esteve no navio, logo precede em muito a baixa da primeira CCI.

            O curioso é a MB ter adquirido esse reparo apenas pra esta nave específica pois as outras usam um outro modelo (mas como vc disse com pequenas variações no visual da cúpula)

      • Obrigado tb pela informação dos hélices — se realmente for o caso, seria interessante para não aumentar a complexidade de manutenção dos meios de patrulha. E como o tal PPT compartilhado alega que o novo conjunto propulsor vai ter “manutenção mais barata e mais fácil” provavelmente vamos seguir pelo mesmo caminho. Na minha humilde opinião acho melhor assim.

    • Prezado Marcelo, não acredito que essa classe tenha HPC… é um sistema caro de manter… e isso vai de encontro com a premissa de sistema de propulsão com manutenção mais barata e mais fácil, como consta na palestra disponibilizada pelo Nunão…
      Que eu lembre, em termos de Navios de menor porte na MB, apenas os Navios-varredores possuem HPC… abraço…

  54. “Fabio 7 de agosto de 2018 at 17:58
    Como a MB vai abrir licitaçao para construçao do NPA 500BR se no AMRJ
    tem 4 navios classe Macaé inacabados?”
    Prezado Fábio, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
    Nada impede que faça a licitação do 500BR e simultaneamente o AMRJ tente terminar por si próprio a construção do Maracanã.
    Outra solução é fazer a licitação do 500Br e fazer também a licitação do término de obras do Maracanã. Lembrando que a licitação de obra inacabada é muito mais complexa do que a licitação de um navio novo.
    Os recursos financeiros também são diferentes, o 500BR depende das verbas do FMM, o término do Maracanã provavelmente vai sair do recurso ordinário da Marinha. Creio que seria temerário propor ao FMM, como primeiro projeto, uma licitação de obra inacabada.

  55. O Maracanã tá com o casco finalizado , Mangaratiba semi acabado , creio que os demais a marinha não vá finalizar, passando logo para o NAP 500 BR.

    • Também acho, Nunes, não creio que vá além do Mangaratiba – finalizar este e o Maracanã já seria de se comemorar, e representaria um alento após os cerca de 140 milhões que foram pagos nos contratos dos cinco encomendados ao EISA até a falência deste (ao menos é o que consta de relatório do ano passado disponivel no site do MD).

      • Maragogipe e Matinhos não devem ser finalizados então? Terminando em 4 a classe?

        Outra coisa, o PDF ali fala em U$ 40 mi “O projeto”…o custo de projeto, normalmente é diluído pelo número de unidades fabricadas. Pode ser dai q o cara do Janes tirou o valor de 40K, não necessariamente esse será o valor unitário.

        • “Maragogipe e Matinhos não devem ser finalizados então? Terminando em 4 a classe?”

          Finalizados é uma palavra inadequada, creio eu… Eles mal foram começados. De qualquer forma, isso é apenas opinião pessoal minha.

          “Outra coisa, o PDF ali fala em U$ 40 mi “O projeto”

          O trecho é ambíguo, tem que levar em conta a apresentação como um todo. Creio que “projeto” se refira à iniciativa completa de construir e equipar um cabeça de série.

    • Custos da época de projeto e construção de cada navio – isso tem que estar sempre bem claro. Há inflação em dólar de lá pra cá, mudanças nos preços de diversos equipamentos (navios americanos ainda em construção hoje também ficaram mais caros do que os da mesma classe décadas atrás). O valor de cerca de 150 milhões de dólares para corveta classe Inhaúma bate mais ou menos com o que se estimava no início dos anos 80, época do projeto da classe, conforme livro do então ministro da Marinha, alte Maximiano da Fonseca.

  56. Houve uma menção a siconta, 40mm mk4, diretor eletrônico óptico,….

    Isto aí está ajustadinho ou pode ocorrer atrofia ou hipertrofia de combinação?

    É de fato uma pergunta? É isto mesmo?

    Siconta não é uma estação robusta? Se for, é mais a combinação do Mk4, não ensebaria o famoso jaque….já que está lá, quanto sairia um radar DT para o canhão? Sei que para pesqueiro ou helis o elétro óptico já dá conta , mas com este bom canhão é uma estação destas, uma coisa chama a outra é permitiria explorar a artilharia de tubo na íntegra…..É isto mesmo? Terá uma estação Siconta?

    • Acho que a principal questão é essa:
      .
      – Patrulha do Mar Territorial, Zona Contígua e Vigilância da Zona Econômica
      Exclusiva
      – Segurança da Navegação
      – Busca e Salvamento
      – Controle de Poluição
      – Combate ao tráfico de drogas, contrabando e pesca ilegal
      – Apoio para operações militares
      .
      “Apoio para operações militares”
      .
      Qual é a lógica em gastar uma boa parcela do FMM, para enfeitar esses Navios de Patrulha para ir a Guerra?
      .
      É um problema grave a Marinha pensar estes navios como Marinha, ao invés de pensar como Guarda Costeira…
      O FMM é limitado e tem de ser utilizado com sabedoria. A Patrulha em nossa costa é uma vergonha… Precisamos urgentemente de números. Precisamos de Navios para cumprir o básico, coisa simples e barata para o dia-a-dia.
      .
      A Marinha deveria deixar essa questão do “apoio para operações militares”, para os Patrulhas Oceânicos… Seria muito mais racional.

      • Vocês estão procurando chifre em cabeça de cavalo.

        Olhem como estão equipados os navios da classe Grajaú.

        Em relação a eles, além do avanço tecnológico dos mesmos sistemas, automação etc, a classe Macaé praticamente só acrescentou a alça optrônica e uma versão simplificada do Siconta para emprego em patrulha naval, que permite uma melhor consciência situacional, compartilhar informações táticas com outros meios etc, assim como operação remota do canhão principal a partir de um “mini COC”, nada do outro mundo.

        Sobre apoio em operações militares, em caso de conflito, pensem em patrulha na retaguarda, proteção de portos, infiltração de comandos, coisas do tipo. Lembram da greve dos petroleiros quando o NPa Macaé levou fuzileiros navais ao Porto de Santos em antecipação ao NDM Bahia?

        Então, é pra isso e eventualmente um pouco mais, não é para combate junto com meios da Esquadra. Mas teriam condições de receber armas mais capazes, se preciso e estiverem disponíveis, mas nada do outro mundo.

  57. Mestre Nunao, o causo todo começou pela vertente do custo….daí fizeram a conta do custo por tonelada…..deu alto….inferimos então que a fração da eletrônica embarcada talvez fosse a responsável por isto, já que a tonelada dele e pequena, daí surgiu siconta….dai foi…bom, mas se a eletrônica embarcada é simples daí vc luta a pergunta, porquê o custo por tonelada é alto?

    • Carvalho, também acho o custo alto, mas já era alto na classe Macaé, conforme outros comentários nesta matéria.

      Um monte de navios tem custo mais alto do que eu gostaria, mas a vida é assim, né? E lembro sempre que é preciso verificar com atenção valores divulgados deste ou daquele navio similar. Há enormes disparidades, inclusive em link disponibilizado pelo Camargoer em comentário desta matéria, conforme a época do contrato, configurações, aproveitamento ou não de armas retiradas de navios desativados etc.

      Siconta tem mais simples, tem mais completo, mais caro, menos caro, com mais consoles, menos consoles, conforme o navio e a aplicação. Não se pode comparar um centro de operações de uma corveta ou fragata com o cubículo para meia dúzia de três ou quatro pessoas de um navio-patrulha, num compartimento no fundo do passadiço com um terminal tático e um console da alça optrônica ou um pouco mais que isso.

      E não custa relembrar que a Emgepron informa vários itens como opcionais.

      https://www.marinha.mil.br/emgepron/sites/www.marinha.mil.br.emgepron/files/fichatecnica/lt_500_br_3.pdf

      Para a Marinha, duvido que se vá equipar a classe com todos os opcionais mencionados, isso simplesmente não combina com o histórico de navios-patrulha da MB nem com a situação de tentar viabilizar, a duras penas, recursos do FMM para os navios.

      Mas vai saber se para esse cabeça de série, que também poderá ser um demonstrador de capacidades para potenciais clientes de exportação, seja pretendida uma configuração mais completa do que a MB realmente terá? Embora eu ache que a prioridade, antes de se pensar em exportação como algo palpável, tem que ser viabilizar duas dúzias para a MB antes de mais nada, o que já representa atender à maior demanda que já houve em navios-patrulha pela MB, com ganhos de escala que já considero bem razoáveis, e sem os opcionais mostrados.

  58. Tranquilo amigo Nunão obrigado pela resposta,pelo que entendi os aportes de verbas
    serão anuais eu pensava em um financiamento de 1,8 bi de dólares para custear as 4 corvetas.
    Me perdoe se estou equivocado.

    • Que eu saiba, nada impede que haja financiamento com banco estrangeiro também, o que é usual na compra de equipamentos importados. Tudo vai depender das propostas em análise.

  59. Eu só queria entender o porquê de que toda vez que aparece um projeto de NaPa o pessoal quer colocar canhão de 127 mm, VL, radar 3D, etc. Pelo amor de Deus, será que ninguém entendeu qual a missão dos nossos navios-patrulha? Meu Deus!!!!

    Não são ESCOLTAS, são Forças Distritais, subordinados aos Grupamentos Navais de Patrulha, Jesus Cristo!!!!!

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