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30ª força-tarefa chinesa de escolta naval zarpa para o Golfo de Áden

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QINGDAO, 7 de agosto (ChinaMil) – A 30ª força-tarefa de escolta naval chinesa partiu para o Golfo de Áden e águas da Somália de uma base naval em Qingdao, na província de Shandong, no dia 6 de agosto de manhã para realizar mais uma missão de escolta.

A força-tarefa consiste nas fragatas de mísseis guiados Wuhu (indicativo visual 539) e Handan (579), o navio de abastecimento abrangente Dongpinghu (960), bem como dois helicópteros e dezenas de soldados de operações especiais, um total de quase 700 militares. É a primeira vez que a fragata Handan, de mísseis guiados, participa de uma missão de escolta.

A Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLA Navy) despachou 29 forças-tarefa para missões de escolta no Golfo de Áden e as águas da Somália por 10 anos consecutivos desde sua primeira missão em dezembro de 2008, e escoltou com sucesso mais de 6 mil navios chineses e estrangeiros.

Espera-se que a 30ª força-tarefa de escolta naval chinesa chegue às águas do leste do Golfo de Áden no início de setembro e assuma a missão de escolta da 29ª força-tarefa de escolta.

21 COMMENTS

  1. Já que o tema desta matéria é Força Tarefa de Escolta Naval, tenho algumas questões para os leitores mais experientes do Poder Naval.
    Visto que o PHM Atlântico já zarpou do porto de Lisboa no final da tarde de ontem (horário local), com destino ao Rio de Janeiro, e tendo sido comissionado como Navio Capitânia de nossa esquadra, mesmo em época de paz em que nenhuma nação está em guerra com o Brasil. Isso permite que esse navio de “guerra” navegue sem a devida segurança a bordo, visto que está vindo equipado com alguns armamentos, mas:
    – Os mesmos estão municiados e prontos para uso ?
    – Nenhum helicóptero foi embarcado nele para qualquer tipo de apoio em alto mar ?
    – Em caso de alguma pane durante as mais de 5.000 milhas marítimas que ele percorrerá, como poderá obter apoio ?
    – A 17 horas o Atlântico está com seu equipamento de AIS desligado…
    Fiz esses questionamentos aproveitando do tema dessa matéria, para justificar o tema da escolta, que ao meu ver não se trata apenas de apoio em defesa ao Navio Capitania, mas como apoio de diversos tipos, afinal está fazendo um “grande” viagem marítima sozinho, apesar de estar embarcado com uma experiente tripulação.
    Ao meu ver entendo que seja um bom navio , e que esteja em ótimo estado, mas adversidades (em alto mar) dos mais variados tipos existem !

    • Não existe nenhum perigo no Oceano Atlântico. Já no Golfo de Aden tem guerras civis na Somália e no Iemen, sem contar piratas. Lá é necessário escolta, aqui não. Tem vídeos de sobra na YouTube de seguranças de navios comercias trocando tiro com piratas. Sem contar um recente ataque a uma escolta Saudita devido ao envolvimento na guerra civil iemenita.

      Óbvio que ninguém MB é louco de enviar PHM Atlântico para uma região perigosa sem a devida proteção. Mas não é o caso do Oceano Atlântico por onde o PHM Atlântico está transitando.

    • Roger, vou colocar os meus pitados.
      Não, dificilmente as armas vão estar municiadas, pois não tem sentido MAS.. O Atlantico é um navio de guerra da MB ou seja, é uma extensão do pais (mesmo estando em outros países) então, existe a obrigatoriedade da MB defender o mesmo. Em um artigo anterior, comentei que não acreditava na existência de Fuzileiros Navais da MB na Inglaterra, mas fui corrigido e sim, existe um grupo (pequeno) e estão lá. Ou seja, estão prontos para defender o navio.
      Quanto aos helicópteros, não vi nenhuma informações sobre isto, creio que não.
      Sobre a pane, o navio foi revisado e testado então, a chance de problemas é pequeno. Claro, como qualquer navio, parte ou o todo de um sistema pode dar pane, mas diicil acreditar que o mesmo seja suficiente para deixar o navio a deriva, e se ocorrer, existem peças e pessoal (inclusive Ingleses) para dar uma primeira olhada. Se tudo isto não bastar, tem que pedir ajuda para algum rebocador (pode sinalizar via bandeiras, luz, rádio e satélite).
      Esta viagem foi planejada, negociada (com outros países) e preparada pela MB inclusive com a ajuda ou supervisão dos Ingleses (que conhecem o navio), só profissionais.

  2. Isso que é soberania!!!!!! Se seus navios comerciais não passam por uma rota internacional, você manda navios de guerra para escoltá-los. Simples assim.

    30 missões em 10 anos, media de 3 por ano. Mais do que suficiente para navios comerciais.

  3. Prezados colegas,

    Ter meios navais modernos, realizar missões internacionais, mostrar a bandeira e demonstrar poder não depende da MB. Depende do que o país deseja. Depende do poder politico, que infelizmente em nosso país e de baixíssimo nível moral e intelectual.

    • Ue nos acabamos de enviar uma fragata para uma missão de paz no Oriente médio, se isso não é mostrar força e apresentar seus meios e bandeira ao mundo, então eu não sei mais o que deve ser. Fica até parecendo que tem gente que deseja ver nosso país envolvido em conflitos sangrentos ao redor do mundo como forma de aumentar sua influência. Senhores, o Brasil já faz isso através de diplomacia, influência econômica e política,chama-se soft power, e na minha opinião é uma forma muito mais inteligente de se impor por aí. Sou muitp mais favorável ao brasil mostrar suas capacidades vendendo seus produtos e equipamentos militares por exemplo, do que enviando milhares de soldados para morrer em um conflito aleatório em algum canto do globo esquecido por Deus kkk

    • Esse reajuste vale para toda a magistratura.

      É dinheiro bem gasto.

      Com certeza, se um dia tiver sua liberdade ou seus bens em risco e necessitar de um provimento jurisdicional, você desejará ser julgado por um juiz preparado e bem pago.

  4. Os piratas somalis são uns pobre diabos que não tem como enfrentar as marinhas modernas. Mas, como conseguem alguns lança granadas do tipo RPG tornam-se perigos mortais para petroleiros e navios de carga que transitam no Golfo de Aden. Culpam os países de primeiro mundo pelo desaparecimento dos cardumes que alimentavam os povos costeiros. Agora voltam à milenar prática da pirataria.

  5. Se naves comerciais brasileiras estiverem sob risco de pirataria naquela região, um classe Amazonas com um heli leve com metralhadoras e alguns GRUMEC’s a bordo dá e sobra para o gasto.

    • A coisa não é tão simples assim.
      Primeiro Somália é do outro lado da África (quase 14 mil Km), então, iria demorar um bocado de tempo para o Amazonas chegar lá (12 nós iria demorar umas 3 semanas), uma vez na região, vai ficar patrulhando eternamente? Não, teria que ser revezado com um outro, no mais vai ficar patrulhando 24 horas 7 dias por semana? Não, teria que ser abastecido, ou seja, achar um porto (que por motivos óbvios não tem como ser na Somália). A tripulação sempre seria a mesma? Vão ser trocados a cada x semanas? Combustível, peças de reposição, munição, vão ser enviado para lá como?
      Operação cara, sem ajuda de alguns países (no caso os gringos, chineses), não seria possível.

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