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Fragata Liberal zarpa para a Operação de Paz Líbano XIV

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Fragata Liberal
Fragata Liberal

A fragata Liberal (F43) suspendeu no dia 04/08 da Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ) para mais uma missão de paz no Líbano.

O navio irá capitanear a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL).

A UNIFIL foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1978 e conta com a participação de diversos países, incluindo o Brasil, e é composta por cerca de 12 mil militares e policiais, além de funcionários civis.

A Marinha do Brasil (MB), no dia 29 de setembro de 2011, foi autorizada pelo Congresso Nacional a enviar um navio para integrar essa Força-Tarefa. Desde então, um navio da MB se faz presente naquela região, contribuindo para a segurança das fronteiras marítimas do Líbano, com vistas a evitar o ingresso ilegal de armas ou materiais correlatos naquele país, e incrementar o adestramento dos quadros da Marinha de Guerra Libanesa.

A fragata Liberal vai substituir a fragata Independência, que deixou o Brasil em janeiro deste ano para comandar Força-Tarefa.

A fragata Liberal é a quarta de uma série de 6 fragatas da classe Niterói, encomendadas em 20 de setembro de 1970 como parte do Programa de Renovação e Ampliação de Meios Flutuantes da Marinha. Seu deslocamento carregado é de 3.800 ton e suas dimensões são: 129.2 m de comprimento, 13.5 m de boca e 5.9 m de calado.

Adestramento

Entre os dias 16 e 20 de julho, o Centro de Adestramento “Almirante Marques de Leão” (CAAML) conduziu a Etapa Avançada do Estágio Final de Pré-Desdobramento (EFPD) da Fragata “Liberal”, com vistas à participação do navio na Operação de Paz Líbano XIV, como navio capitânia da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL).

Foram realizados exercícios avançados de Operações de Interdição Marítima, Ritmo de Batalha da FTM-UNIFIL, Abordagem por Grupo de Visita e Inspeção e Guarnição de Presa, tiro real com canhões de 40 mm e metralhadoras 12,7 mm, desatracação e navegação em águas restritas com ameaça assimétrica, operações aéreas, compilação e reação contra ameaça aérea, incêndio em praça de máquinas, alagamento em múltiplos compartimentos, avarias operacionais de máquinas e do sistema de governo, primeiros socorros, fundeio de precisão, homem ao mar noturno, resgate de náufragos em grande escala e evacuação de compartimentos em emergência.

A EFPD teve o propósito de elevar o grau de adestramento das equipes do navio e de certificá-lo para cumprir as tarefas na Operação de Paz Líbano XIV, contando com a presença, além dos instrutores do CAAML, de militares da Subchefia de Operações de Paz do Ministério da Defesa, do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo e do Comando da Força de Superfície. Para a consecução dos adestramentos, o CAAML contou com o apoio do Navio Patrulha Oceânico “Apa”, aeronaves AF-1 e UH-12 e lanchas do Centro de Manutenção de Embarcações Miúdas.

66 COMMENTS

  1. “Nosso Barco, Nossa Alma”! tive e tenho a honra de ter o título de “FLIBERIANO” do melhor escolta da América do Sul.
    Vida longa a LILI!

  2. Penso que o Brasil perde duplamente com essas missões da UNIFIL.

    Primeiro porque deslocamos um navio escolta em perfeitas condições operacionais para patrulhar e capitanear um problema que não é nosso, desguarnecendo nossa capacidade de escoltas que hoje é o maior problema da MB.

    Segundo, porque se houver um confronto bélico naquela região, nossos navios não estão equipados para se defenderem (ou atacar) apropriadamente, visto que estão prontificados para atritos em nosso TO, de baixíssima intensidade, totalmente diferente da realidade do Oriente Médio.

    Enquanto posamos de potência regional enviando um navio para resolver os problemas dos outros, nossa costa e nosso mar territorial ficam desguarnecidos, a mercê do primeiro que apareça para roubar nossas riquezas, como já o fazem há anos sem nenhuma resposta a altura por parte da MB.

    • MK48, o aprendizado que a MB tem operando naquela região é muito grande, não pode ser desperdiçado. O fato de operar com navios de outras Marinhas e o contato com outras doutrinas e regras de engajamento, enriquece muito nossas tripulações, além de aumentar o prestígio do Brasil naquela área.

      Por exemplo, em 2011/2012, a fragata União detectou e gravou 320 invasões do espaço aéreo libanês por aviões militares de Israel.

      O aprendizado na área de guerra eletrônica e de comunicações é muito importante para a nossa área operacional.

      • Galante, discordo de você.

        Por exemplo : Além deste evento ocorrido em 2011/2012, que outro fato relevante ocorreu desde então ?

        “O aprendizado na área de guerra eletrônica e de comunicações é muito importante para a nossa área operacional.” -> Será que depois de 13 missões no mesmo TO ainda há tanto assim a aprender ?

        Se a idéia é aprender e adestrar, e se o navio está em condições de fazer uma viagem como esta, acho que seria muito melhor ter enviado a F43 para o RIMPAC.

        • Discordar é salutar, mas é preciso saber a diferença entre um exercício de treinamento e uma operação em ambiente real.

          As operações no Líbano possuem variáveis no dia a dia bem diferentes das encontradas no RIMPAC.

          Você pode achar o que quiser, mas a MB prefere liderar a FTM-UNIFIL do que ser apenas uma das convidadas no RIMPAC.

          • A corveta Barroso resgatou 220 imigrantes perto da costa da Itália quando estava a caminho da FTM-UNIFIL em 2017, esse tipo de ação engaja e motiva as tripulações e além de ser parte integrante de uma estratégia de cooperação e integração a nível global.
            O aprendizado e os seus posteriores benefícios são muitas vezes intangíveis.

          • Galante, bom dia.

            A título de esclarecimento, eu sei que são coisas bem diferentes um exercício e uma operação em ambiente real. Eu citei o RIMPAC como exemplo apenas por também ser um deslocamento longo para o navio, assim como é a viagem para o Líbano.

            “Você pode achar o que quiser, mas a MB prefere liderar a FTM-UNIFIL do que ser apenas uma das convidadas no RIMPAC.” -> Certo. Eu e todos os comentaristas postamos as nossas opiniões, o que achamos ser o correto e evidentemente por se tratar de um fórum nossos posts são criticados, corrigidos por outros comentaristas e/ou por vocês (Editores).

            Lógico que a MB faz o que estiver no seu planejamento, independentemente do que achamos aqui.

            Para finalizar, com relação ao RIMPAC, o Chile também começou suas participações como mera convidada, aceitou esta condição e hoje é uma das marinhas de destaque no exercício, além de ter tido a oportunidade riquíssima de aquisição de conhecimentos e prestígio internacional, por conta do convite para planejar e comandar uma grande parte do RIMPAC 2018 .

        • MK48. Nossa Marinha não pode ficar “brincando de ser soldados” em exercícios militares, somando mais relatos de experiência no Líbano do que já foi citado acima nossas Forças Especiais da Marinha o (GRUMEC) era visto com estranheza por outros militares de operações especiais naquela região em especial os Libaneses e isso se da ao fato do desconhecimento da nossa força internacionalmente por essa falta de projeção de poder ou de influência diplomática e essa imagem foi revertida. Hoje os Mergulhadores de Combate fazem um trabalho crucial nos mares do Líbano e em terra também e adestram os Operações Especiais da Marinha Libanesa e trocam experiência com outras Marinhas na UNIFIL como a Alemanha por exemplo.

          • AndreFN,

            Discordo de sua visão que nos exercícios militares se “brinca de ser soldado”. Se fosse assim, a OTAN e a USNavy seriam um eterno parque de diversões.

            Com relação a UNIFIL, já escrevi no meu post inicial o que penso e nada do que vi fazendo contraponto me fez mudar de opinião.

            Abs.

    • Fragatas não tem que ficar fazendo patrulha na amazônia azul contra pesqueiros chineses kkkkkkkkk, fragatas são para missões de Guerra, aprendizado. Pra espantar pesqueiros que use lanchas, navios mais leves. Ótimo trabalho a liberal faz na Unifil, nos trazendo várias informações de várias nações.

    • a abordagem adequada parece a vista pelo prisma do estado brasileiro. o nível político acha que o comando e o navio na ftm são vantajosos para o conjunto da política externa brasileira?
      eventuais ganhos e perdas para a marinha são consequências nesse processo e não causas para continuação ou encerramento da participação brasileira.

  3. Quem vai patrulhar nossas costas em quanto essa vai patrulhar a costa dos outros? Os pesqueiros chineses estão por ai e não há barreiras…

  4. MK48 9 de agosto de 2018 at 12:33

    Fragata é vaso de guerra, NÃO é NPa nem NPaOc, portanto.

    Não temos conflitos no horizonte.

    Temos que manter adestramento real.

    Fragata como vaso de guerra em missões de patrulha em nossa costa ?

    Lá foi área de conflito de alta densidade e corre riscos, boa sorte aos Marinheiros.

      • Uma coisa é um exercício, outra é um ambiente real. Mesma coisa de quando a FAB participou da RED FLAG, é o maior exercício aéreo do mundo mas da mesma forma não é real.

  5. Acho maravilhoso este intercâmbio, minha preocupação é com nossa fragata como já comentei em uma viagem longa com a idade e condições de uso se a mesma der um pane?? Aproveitando depois irão perguntar como consegui as tropas Brasileiras que estvam/ estão no Haiti, poderão novamente ir para a fronteira Síria/Israel, ( colinas de Golan) onde tropas russas estão na fronteira e Israel está muito assustado, situação na Síria se resolvendo com vitória das tropas do governo/ russas, Israel com desconfiança.

  6. Respeito e considero muito a opinião dos colegas que aqui abrilhantam o fórum. Entendo da real necessidade da marinha estar adestrada, mas me questiono a ausencia de duas escoltas, afinal, durante dois meses, duas escoltas ficam ausentes, uma indo e outra retornando em total de 4 “niterois”, afinal a niteroi e a defensora estão paradas, além de poucos meios acima….

    Lembro que as Niterois sofrem há a questão da obsolescência das maquinas e a falta especialmente de peças dos motores entre outros itens, o que já algumas vezes falado neste fórum.

    Há a questão dos custos, que há um repasse da ONU, mas até onde sei, por favor me corrijam caso esteja errado, não são 100% cobertos, ou seja geram despesas ao errario sem contra partida (a exceção é claro do adestramento)

    Me questiono se não seria o caso, utilizarmos adestramentos mais inopinados, sem a necessidade do compromisso de estar SEMPRE deslocando um meio para águas internacionais.

    • Doria concordo em gênero número e grau com seu comentário. E aproveito para emendar a seguinte indagação: – Que navios de nossa esquadra farão parte da comitiva que receberá PHM Atlântico daqui a 15 dias ? Os que estão na ativa e operacionais, estão navegando com destino a cumprir missões fora do Brasil… Começo a perceber que o tremendo desfile Naval (em ocasião do chegada no NAe São Paulo), ficará só na lembrança. Pelo que tenho lido aqui no PN, não existe muita chance disso se repetir durante a chegada do Atlântico.

  7. Antes ir para o Líbano, que inegavelmente é a nação naquela região com mais laços culturais e familiares com o Brasil, do que ficar parado no cais do AMRJ enferrujando e com marujo parado.

    Se é água quente, melhor ainda. Força se faz a ferro e fogo, não com diplomacia. É a experiência mais próxima possível de uma guerra real, mas sem arcar com os custos financeiros e humanos de uma guerra de verdade.

    Reclamam se a Marinha não faz PN, reclamam se a Marinha vai trabalhar longe. De certo querem outra guerra no nosso continente para agradar a gregos e troianos.

  8. De resto, impressiona positivamente a Liberal estar em forma para uma missão dessas. Deve encontrar o PHM Atlântico no meio do caminho, já que ambas vão pela rota para o mediterrâneo em sentido contrário.

  9. Esse tipo de missão deveria ser executada por Navios Patrulha Oceanicos armados, com custo de operação muito mais baixos. Navios de escolta como as Niteroi tem que ir ao mar para exercícios de guerra e não de conflitos assimétricos. Um uso mais racional do orçamento da MB permitiria a reduçao do numero de escoltas com a inclusao de mais navios desse tipo.

    Temos projetos nacionais de NaPaOc na faixa de 1800-2000t equipados com canhoes médios e com hangar para um helicoptero embarcado que poderiam perfeitamente executar essas missoes e garantir adestramento para as tripulacoes que depois, com mais experiencia, poderiam lotar navios de primeira linha. Também sao navios uteis em conflitos armados, em funçoes antisuperficie ou mesmo ASW se equipados adequadamente – em especial no cenario do Atlantico Sul.

    Navios como esses permitiriam o desenvolvimento de varios sistemas e armas nacionais (radares 2D, centros de combate, misseis antinavio, motores diesel, etc). Visto que é um fato quase consumado que as CV-03 serao construidas com um projeto estrangeiro, essa seria a unica maneira de dar continuidade a um programa de navios de guerra nacionais.

  10. No Líbano, a LILI (se é que eu também posso ser tão íntimo) vai completar seus 40 anos de comissionamento (incorporação): 18/11/1978 a 18/11/2018.
    .
    O Brasil, não só a MB, tem o compromisso internacional firmado com a Unifil. Havendo tão poucas escoltas disponíveis, e para honrar tal compromisso, não havia mesmo como deslocar alguma para o RIMPAC.
    Além disso, o compromisso permanente torna a manutenção das escoltas disponíveis um imperativo, uma prioridade, que talvez não existisse se não fosse a Unifil.
    A dúvida é: por quanto tempo conseguiremos manter esse compromisso!!
    .
    À valorosa tripulação e à valente fragata, bons ventos, bons mares.

  11. Pm, concordo que um NPaOc com hangar e mais bem armado poderia fazer as missões no Líbano, mas nos não temos esse navio… Acho por exemplo, que um segundo lote das CCT, numa configuração de armamentos mais “light”, seria uma classe de navios perfeita pra Unifil, mas isso é papo pra daqui a mais de 10 anos…

    Aerokicker, concordo com vc que essa é a melhor oportunidade que temos de adestratrar nossas tripulações e adquirir doutrina em operações reais de conflito. Aliás, ótima lembrança a sua de que a Liberal deve encontrar o Atlântico no meio do caminho — não tinha parado pra pensar nisso! Provavelmente eles devem fazer algumas manobras juntos, lembrando q o Atlântico tá com uma margem de dias muito grande até chegar ao Rio…

  12. Temos que participar dessas missões sim, é de extrema importância no adestramento dos marinheiros e como disseram acima, melhor isso que ficar enferrujando no cais. Boa sorte a tripulação.

    • Montana,

      Você e muitos outros que comentam aqui precisam decidir o que querem : Vivem reclamando que não há escoltas disponíveis na MB e agora diz que é melhor deslocar um navio para o Líbano para que o mesmo não fique enferrujando no cais.

  13. Outra coisa é que não temos meios pra participar de um RIMPAC, talvez o Atlântico e o Riachuelo daqui 3, 4 anos, no mínimo.

    • OFF TOPIC…
      No dia 03/08, a NUCLEP concluiu a montagem e soldagem das chapas marginais e suportes das Seções 3 e 4 do submarino Angostura (SBR-4). Cabe ressaltar que a conclusão da obra aconteceu com 27 dias de antecedência em relação ao prazo previsto no contrato com a ICN, cujo objeto é a construção dos 4 cascos dos submarinos convencionais e que está inserido no PROSUB.
      O submarino Angostura é o quarto (SBR-4) a ser construído e as suas seções já estão em montagem na NUCLEP.

  14. Além do mais ficar monitorando atividades no Oriente Médio não é seguro. “Liberal” parece muito com “Liberty”, se os srs. me entendem.

  15. Engraçado, muio curioso. O povo quer que a MB tenha uma Super Frota estilo US Navy ou Royal Navy, com fragata, cruzador, porta aviões voador dos Avangers, nave interestelar, máquina do tempo e etc.

    Mas quer que tudo isso fique atracado no Rio de Janeiro, protegendo o lugar mais santo do mundo contra um possível ataque alienígena ou início do Apocalipse.

    Se a gente quer que a MB tenha navios de verdade ela tem que mostrar para sociedade e para a classe política a importância de tê-los. Ter para ficar servindo de salão de festas no Rio não serve para nada. No outro post eu comentei sobre a China impor a soberania deles no Golfo de Aden. Aqui é a mesma coisa, só para uma finalidade ainda mais importante, que é a humanitária.

    Lembro que quando a Barroso resgatou aqueles 220 imigrantes foi bem no auge da comoção internacional com aquela criança morta na praia. A imagem da MB no mundo e principalmente no Brasil foi muito melhorada. Quando a MB tiver que justificar para a mídia daqui a dois meses quando escolher a Tamandaré, simplesmente dirá: “é a sucessora da Barroso, aquela que resgatou 220 imigrantes”

    NÃO existe ameaça iminente no mares brasileiros. Se a Venezuela for louca de aprontar algo os EUA vão fazer chover tomahawk lá antes do primeiro Almirante da MB calçar as meias. Simples assim.

    Além do aprendizado real que o Galante falou, com detecção da assinatura de aeronaves no espaço aéreo israelense (isso inclui aviões americanos e russos), conta também o preparo psicológico dos marinheiros. Uma coisa é o psicológico em um exercício, que você sabe que não via morrer, outra coisa é estar no atual lugar mais perigoso do mundo onde a qualquer momento EUA, Israel, Russia e Irã podem eclodir uma guerra mundial. Esse preparo psicológico não se aprende em livros e nem em exercícios. Tem que borrar a cueca de verdade para aprender como é.

    Quando a nossa costa precisar ser defendida em uma guerra nosso marinheiros estão afiados e prontos para o combate como os das maiores potências do mundo!!!!

    Saudações

  16. A pessoa bate palmas para a China por enviar uma força tarefa para patrulhar a costa da Somália, no post seguinte o mesmo cidadão critica a MB por enviar uma fragata ao Líbano. Vai entender

  17. Alexandre Galante 9 de agosto de 2018 at 15:12
    MK48 9 de agosto de 2018 at 15:06

    Vaso de Guerra no Porto, quem conhece sabe !

    Estou afirmando, morei literalmente na Praia em Salvador (Flamengo), Rio de Janeiro (Recreio, Barra e Flamengo) e Natal (Morro Branco de cara com PN).
    O Spray que o litoral tem em certas épocas do ano e mais as precipitações pluviométricas são terríveis. Somem alcalinidade, Na, H20, O e outras variáveis.

    Nau no porto sucetível a tudo isso é vaso morto.

    Vaso de Guerra empurrando água para exercícios reais é outra coisa.

    Concordo com o Galante, raro mas concordo.

  18. Nao entendi bem qual a missao para a qual a FRAGATA Liberal esta sendo paga. Como sabemos se ela cumpriu bem ou missao outorgada? Qual a percentage em missao na area designada no mar? Quanto tempo fora dela, dentro do padrao proposto? Quantos navios permanentemente estao no mar e o O que fazem? Quem foi treinado para o que? A marinha libanesa pode, depois de anos de treinamento e doacoes, cumprir a resolucao 1701? porque? Para o Galante, a resolucao 1701 deve rastrear avioes e UAVs no ceu como a unica missao.

    • “Para o Galante, a resolucao 1701 deve rastrear avioes e UAVs no ceu como a unica missao.”

      bb,

      Li o comentário do Galante e não é nada disso que está escrito a respeito do que é feito no Líbano.

      Leia de novo o trecho do comentário dele em questão:

      “Por exemplo, em 2011/2012, a fragata União detectou e gravou 320 invasões do espaço aéreo libanês por aviões militares de Israel.”

      Percebe a diferença entre “por exemplo”, que está no trecho que selecionei do comentário dele e “única missão”, que está no seu comentário?

      “Por exemplo” significa um exemplo entre vários outros, ou uma missão entre várias outras, enquanto “única missão” significa que só há uma missão.

      Reitero o que escrevi ontem no Poder Aéreo: é preciso ler com atenção os comentários antes de impingir ao outro algo que ele não escreveu.

      • Existe outro exemplo dado pelo comentaristas? Em geral, normas dissertativas, para defender uma tese, se expõe três exemplos, aguardo os outros dois, sem desqualificar o comentarista, que poderia nos enriquecer com seu conhecimento. Ou explorar a situação na qual ele exemplificou, como o aparecimento de milicianos do hezbolah ao sul do Rio litani, em desacordo a resolução 1701.

        Tal qual quantas abordagens na zona definida? Qual o tempo da fragata na zona de atuação definida, Definir o sucesso da qualificação da marinha libanesa para cumprir o seu papel, ministrado pela MB? Tudo isso exposto no relatório de auditoria das forças until mtf, disponível nos eua.

        Quem paga a missão, eh o erário brasileiro?

        • bb,

          O fato de alguém dar um exemplo de missão, dentre vários exemplos possíveis (e dizer claramente em sua argumentação que esse é um exemplo) nunca pode significar que a pessoa entenda ser essa a única missão, independentemente do que você considere aceitável como quantidade de exemplos para uma argumentação. Sua leitura do comentário continua equivocada.

          Outra coisa: em nenhum momento escrevi (e também não vi ninguém escrever) sobre você estar fazendo ataque a outro comentarista, o que menciona em seu comentário de 10 de agosto de 2018 às 12:30.

          Ainda assim, ao invés de apenas aguardar os outros dois exemplos, o que fica a critério do comentarista em questão, acho que será mais produtivo você mesmo pesquisar.

          Tem um monte de matérias aqui no site sobre essas operações, algumas delas com respostas a perguntas que você fez.

          Sugiro pesquisar no campo busca, lupa no canto superior direito da página inicial.

          Fora isso, talvez o próprio relatório de auditoria que você menciona possa lhe ajudar a aprimorar sua pesquisa sobre o tema. Relatórios da ONU também. A dissertação abaixo traz uma considerável relação de relatórios que podem servir de base à sua pesquisa, igualmente:

          http://www.esg.br/images/Monografias/2016/MARTINS.pdf

          • Trabalho academico x auditoria oficial de consultoria do legislativo e executivo? Nem passa perto do mandato imposto as tropas da unfil mtf? Essa eh a questao. O Marinha do Brasil nao vai ao libano convidada pelo governo de la, mas por uma missao a cumprir, cuja auditoria acessivel, informa q a Unifil mtf nao cumpre em termos minimos. Abordar navios, treinar a marinha libanesa e estar na zona delimitada na quantidade programada, esse sim eh a missao. Cumprimo?

          • Acho que você não entendeu: sugeri que você acessasse os relatórios que constam nas fontes primárias da dissertação, como ponto de partida para sua própria pesquisa sobre o tema, já que tem tantas perguntas a responder.

            Mas nada impede que você também leia a dissertação. Mal não vai fazer, e talvez já encontre respostas nela.

          • Nunao, sou leitor a decadas, desde o sistemas de armas, passando pela triologia. Muitos pontos dentro, analises interessantes e ambiente proprio a desenvolver ideias. Parabens a todos. Nem sempre acerto, mas o exemplo do comentarista foge completamente da missao, a qual muitos aqui comentaram ser o ponto alto da missao.
            O proposito da missao eh impedir que forcas dentro do Libano, excluindo o exercito libanes, tivesse posse de armas e presenca ao sul do Rio Litani. O braco naval faz parte desse esforco. Outra missao eh relatar as violacoes De AMBAS as partes. e o terceiro eh capacitar o exercito libanes a cumprir a missao sozinho. Exercito,marinha e aeronautica, de ser o unica forca armada do Libano.
            Nossa auditoria, nao a dos Eua, deveria ter essas informacoes, mas nunca conseguir ler se atendemos esses objetivos.
            Para mim, tal qual inumeros cartoons posto pelo comentarista, tem vies. Eu, me atenho aos fatos q conheco.
            Sucesso a Liberal e sua tripulacao, e q cumpra sua missao representado o Brasil.

          • Bb,
            Você continua não entendendo minha restrição ao que você escreveu, que foi simplesmente destacar que você tomou um exemplo citado em comentário (e claramente escrito como exemplo) como um todo de uma análise, que foi o que você escreveu, ao afirmar que o Galante disse que era essa a “única missão” o que passa longe do que ele escreveu de fato.
            Não estou preocupado com o que você sabe ou não, há quanto tempo lê sobre esses assuntos.
            Na sequência, você fez várias perguntas, e sugeri caminhos para que você mesmo encontre as respostas.
            Mais do que isso, é ficar circulando o assunto sem nada de produtivo a acrescentar.
            Assim, reafirmo o que escrevi no primeiro comentário e deixo essa discussão pra lá, pois o que já queria escrever a respeito, já escrevi.

          • IV. AUDIT RESULTS
            A. Operational planning and deployment of vessels
            MTF took actions to improve operational planning and vessel performance

            11. The LOAs and UNIFIL concept of operations require at least three vessels to patrol the UNIFIL
            area of maritime operations (AMO) on a 24/7 basis.

            12. A review of monthly MTF tracking lists from July 2014 to June 2016 showed that fewer than
            three vessels operated in the AMO for 263 out of the 731 days reviewed (36 per cent). This was due to
            maintenance and rotations of vessels and port visits for 148 days, while the vessels sheltered due to bad
            weather for the remaining 115 days. In addition, in the 24 months reviewed, MTF did not meet the
            monthly on-tasking capability specified in the UNIFIL statement of unit requirements for vessels to be
            available in the AMO at a minimum 60 per cent of the time for corvettes/offshore patrol vessel (OPVs)
            and 50 per cent for fast patrol boats (FPBs). For 13 months (55 per cent), none of the vessels was
            available for 60 or 50 per cent of the time as required. For seven months, only one vessel met the on-
            tasking capability while, for four months, either two or three vessels met the requirement.

            13. MTF has taken a number of corrective actions to improve vessel performance and availability at
            sea. Since January 2016, MTF has planned for at least three vessels to be at sea on a 24/7 basis, halving
            the number of days when fewer than three vessels operated. In addition, MTF issued a directive to clarify
            the on-tasking capability requirement. Based on actions taken, OIOS did not make a recommendation on
            this issue.
            MCCs did not always comply with LOA terms
            14. LOAs specify the type of vessels to be deployed (corvettes, FPBs or OPVs) to minimize the
            impact of weather conditions on operations. (Corvettes can endure waves of 2.5 to 4 metres compared to
            FPBs/OPVs, which can only endure waves 1.5 to 2 metres.) LOAs also require that vessels be rotated
            every six months or annually and MCCs notify UNIFIL 28 days in advance of rotations or replacements
            of vessels. Any changes or modifications to the terms of LOAs should be agreed in writing between the
            United Nations and MCCs.
            15. Although their LOAs specified deployment of corvettes, three MCCs deployed FPBs from
            August 2015 to March 2016, May 2015 to September 2015, and May 2015, respectively. This resulted in
            23 days of shelter for the FPBs, which could have been avoided if the required corvettes had been
            deployed. On average, FPBs needed to be sheltered in bad weather more than twice the time as compared
            to corvettes. UNIFIL ensured that the FPBs were reimbursed correctly at the
            Auditoria da onu : internal audit office internal overseas
            Fonte: https://oios.un.org/page/download/id/696

  19. A UNIFIL é a missão mais importante, em termos de treinamento belico, desenvolvida pela MB.
    Bom trabalho aos nossos militares e que tenhamos êxito.
    Em tempo: fragata em ambiente de operaçao real nao é mero treinamento. Concordo que nesse caso o BRASIL esta corretíssimo em participar da UNIFIL, ate porque é uma açao de cunho voltado à manutençao da paz e com fundamento etico defensavel. O fato de estarmos liderando as ações propicia um conhecimento real de inestimavel proveito!

  20. Como um pais que não tem efetivo nem guarnecer seu próprio litoral, que um dos maiores do mundo,manda fragatas para o libano,já não chega poucas fragatas que temos ainda ter deslocar a mando da onu missão de paz,onu que vai catar coquinho,libano parace que é mais importante que a segurança nacional,mesmo que digam o brasil não tem inimigos,marinha tem é que se preocupar com nosso litoral e nossas fronteiras marítimas,mas onu ta pagando,grande coisa, marinha não é subordinada a onu,ou é?

    • A mando da ONU? Marinha do Brasil subordinada à ONU?

      Jose, acredito que você fez uma inversão das coisas.

      O Brasil é que aceitou participar da Operação de Paz e, além disso, a Marinha do Brasil atua como líder da força-tarefa. Se o Estado em sua Política Externa não considerasse essa participação importante e a Marinha, como instituição desse Estado, também não considerasse, não estaria lá, e muito menos em posição de liderança.

    • Meu caro, é um treinamento de fase real e isto não tem preço para a experiência dos militares envolvidos e nossos equipamentos. Até pode ter um certo custo elevado, mas este custo se dilui na experiência adquirida e por qualidade, sai muito mais barato que um treinamento em nossas águas com faz de conta de um hipotético inimigo. É experiência real, aglutinando stress, uso de nossos meios e expertise de nossos militares. Como disse o NUNÃO “Por exemplo, em 2011/2012, a fragata União detectou e gravou 320 invasões do espaço aéreo libanês por aviões militares de Israel.” Israel pode não ter a maior força aérea do mundo, mas com certeza tem os melhores profissionais e um dos melhores equipamentos, somente isto já valeu a pena o custo do aprendizado.Fazendo uma analogia, uma coisa é treinar com o sparring saco de areia, outra, treinar com um de verdade e muito mais forte que nós.Abração

      • Saldanha,
        Quem escreveu o trecho que você destacou foi o Galante, não eu (ainda que o fato também seja de meu conhecimento).
        Apenas reproduzi o trecho para debater com outro comentarista que fez uma interpretação errada do mesmo, mas quem escreveu foi o Galante.

      • Concordo amplamente os o valioso treinamento, mas meus comentários:
        Temos missões mais importantes no Brasil, como a vigilância das águas fluviais e portos, como Rio Solimões, Rio Paraná, e o Porto de Santos, onde há registros de intenso contrabando. Com 64.000 mortes por ano, nossa guerra eh aqui, de uma forma ou de outra, a marinha terá q cumprir esse papel.

        As fragatas brasileiras têm importância ímpar, mas há critics em relatórios de auditoria dos EUA,sobre a missão na qual a Fragata est incluída, os EUA que são os maiores contribuintes da ONU e indiretamente pagam, como nos, a UNFIL MTF nos quesitos que relacionei: a área e o tempo de ação, era (menor)incompatível com a missão dada, e o treinamento da marinha libanesa para substituir a UNFIL MTF. Nunca li se a marinha atingiu esses objetivos, não sei se contabilizar aviões e drones em missões de vigilância e combate eh missão principal, ou evitar que o hezbolah se rearma se. O poder do hezbolah na Síria e Líbano eh ululante. Milicianos uniformiAdos ou não são frequentemente vistos e noticiDos na mídia, em contramão a resolução 1701. A prontidão em tempos de guerra eh fundamental e o atendimento da missão idem.
        Quanto a o comentário do galante, poderia ser uma exceção, continuo esperando os outros dois exemplos dele, se possível e galantemente, em q a missão e suas despesas, em um país que falta tantos recursos e com a segurança interna se sobrepõe ao efetivo combate ao tráfico de drogas e contrabando.
        Em q medida, apontar drones de vigilância em velocidade subsônica melhora o treinamento da MB, não entendi ate agora.
        Pedir novos exemplos, para não crcterizar um exceção não eh ataque a nenhum comentarista, mas melhor esclarecimento.

  21. É sério mesmo que alguém pensa que um NaPaOc que não é um navio de combate e sim de patrulha pode assumir uma missão dessas e ainda mais liderando a missão? Difícil verificar que um NaPaOc não possui os sensores e muito menos armamentos e casco de uma Fragata para tal tipo de missão?

    Parece aqueles que opinaram a MB ao invés de construir ou adquirir Fragatas e Corvetas deveria fazer o mesmo para obter maior numero de NaPaOc devido aos custos dessas duas belonaves cuja as missões são totalmente díspares em comparação ao NaPaOc.

  22. Cada oficial recebe entre 200 e 300 mil pra ficar navegando durante 6 meses na costa do Líbano. Por isso fazem tanta questão de manter essa tal “missão”. O que acrescenta isso a nossa capacidade de defesa? Alegaram que isso é um aprendizado para a nossa marinha. E acaso treinar tiro real com algumas das melhores marinhas do mundo no Rimpac não o é? Para o Rimpac não há recursos ou navios para enviar mas para a Unifil tem. Isso tá parecendo mais um Haiti que suga recursos e pouco traz de medidas concretas para o desenvolvimento da defesa do país.

    • Cada oficial? Há o salário + diárias de missões no qual todas as patentes de oficiais a praças têm direito e isso é em qualquer país do mundo onde militares cumprem missões. Moro ao lado de militares que foram ao Haiti de praças a oficiais.

      Fontes, por favor desses números de 200 a 300 mil

  23. Ok. Salário + diárias que consomem mais de 1 barão por dia por oficial. Você que mora ao lado de um monte de militares deveria conhecer isso. Mais de U$ 20 bilhões de dólares por ano gastos em defesa e sequer temos a capacidade de derrubar um avião comercial em altitude de cruzeiro. Será que U $ 20 bilhões não são suficientes pra ter um mísero sistema de AA capaz de derrubar um 737? É só um problema de falta de dinheiro ou de má gestão? Nesse sentindo essas missões ao Líbano que consomem alguns milhões de dólares anualmente de dinheiro público para patrulhar o litoral de um país que do ponto de vista geopolítico nada tem a acrescentar ao Brasil também não entra na esfera de gastos questionáveis? Gostaria de propor ao poder naval que fizesse uma matéria sobre os gastos já realizados ao longo de todas essas missões e o que isso acrescentou em termos de aumento da capacidade de defesa do país.

  24. meu comentario: o relatorio de auditoria informa quanto a unfil custa, e o sobrepreco.

    A missao principal nao eh ser uma forca tampao, como a forca brasileira no sinai em 1967,q foi ignorada por Nasser quando avancou as tropas em maio desse ano, mas promover o adestramento do exercito e marinha do Libano para negar o crescimento deoutra forca nesse pais. o hezzbolah transformou o sul do libano, hoje eh uma forca de elite, lutando inclusive na siria. sua artilharia, misseis e foguetes, suplantam em muito muitos paises inclusive o Brasil. Claramente a missao da Unifil e Unifil MTF nao cumpriu a missao.

  25. A questão e:
    Temos navios prontificados para manter o ritmo da missão sem acelerar a diagonal de manutenção dos navios?
    Resposta:
    Um sonoro não, estão literalmente sugando as FCN nesta missão sem ter a a menor expectativa a de substituição a curto prazo.
    Bb, vocês marinheiros vivem em um mundo surreal.

  26. Juarez, meu comentário:
    Essa missão eh uma missão da ONU. A onu paga as missões de todos os navios e tripulantes e demais burocracias e exige um mínimo de prontidão, para cumprir a missão primária. No requerimento são necessários navios de vários portes, inclusive alguns, os quais podem permanecer em condições de mar diferenciados. Essa prontidão mínima de 70 porcento em área de operação definida. não em trânsito, não em portos e não em treinamento da marinha libanesa. somente não está sendo atendida. Analogamente, eh o mesmo q o soldado e marinheiro não aparecer para vigília. Não há nada Pior.

    Atender os requisitos do requerimento de missão da onu, não eh um detalhe, eh uma obrigação. Ainda q seu ponto eh muito importante, não vem ao caso no cumprimento da missão. O Brasil não eh obrigado a fazê-lo.

    Segundo, eh importantíssimo q a marinha libanesa substitua a UNFIL mtf, para isso ela deveria ser certificada. O objetivo não eh enfrentar Israel, mas garantir q a única força armada do Líbano seja o exército,marinha e aeronáutica do país. Evitando q se repita o último conflito entre o hezbolah e Israel. Certifica lá não eh missão secundária. Dos 86000 navios vistoriados pelas forças da Unifil MTF, 12000 foram encaminhados para verificação do governo libanês. Nesse ínterim, a força de foguetes e mísseis do hezbolah, militantes, armamento multiplicou se nesses + 13 anos. O hezbolah está muito mais forte hoje do q no passado, mesmo com a missão unifil, unifil mtf, a guerra na Síria, q circunda o Líbano. O hezbolah eh um dos principais aliados do presidente Assad, onde 500.000 já morreram, 3.000.000 de pessoas expulsas, e uma série de atrocidades cometidas.

    Aliás, isso deveria ser bem claro aos brasileiros, não uma surpresa a ser lida em auditorias internacionais. A comissão de assuntos de defesa e assuntos internacionais tem o dever de analisar.

    Forte abraco

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