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DGA recebe o BSAH Rhône, 2º Navio de Assistência e Apoio Offshore

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BSAH Rhône
BSAH Rhône

A Agência Francesa de Defesa (DGA – Direction générale de l’armement) aceitou a entrega do segundo BSAH (Bâtiments de Soutien et d’Assistance Hauturiers ou Navio de Apoio e Assistência offshore) Rhône (A603) construído pela Kership, uma “joint venture” criada pelos estaleiros Piriou e pelo Naval Group, em julho 2018.

O terceiro BSAH – o Seine (A604), receberá seu novo comandante militar em setembro próximo em Concarneau. Sua entrega está prevista para o primeiro trimestre de 2019 e a entrega do 4ª navio – o Garonne (A605) – está prevista para o verão de 2019.

O sucesso deste programa para a Marinha Francesa é fruto do objetivo comum do Piriou e do Naval Group de criar um líder global em embarcações de padrão civil dedicadas à ação estatal em guarda costeira, polícia, polícia militar, alfândega etc., pela implementação de complementaridades industriais.

A Kership se beneficia da experiência do Naval Group em mercados de defesa naval e da Piriou para embarcações de padrões civis. Envolvida em vários programas importantes para o Estado francês, a Kership tornou-se em poucos anos o primeiro fornecedor de embarcações dedicadas à ação estatal no mar para a Marinha Francesa.

BSAH Rhône no lançamento
BSAH Rhône no lançamento

Observar também que:

  • O BSAH Loire (A602), primeira unidade entregue em março de 2018, acaba de realizar seu desdobramento de longa duração.
  • O BSAH Rhône chegou em abril de 2018 ao seu porto de origem em Brest, onde foram realizadas a integração dos sistemas de informação e comando, bem como os testes contratuais e de qualificação, juntamente com os recursos estatais fornecidos pela Agência Francesa de Defesa e pela Marinha Francesa.

Missões do BSAH
A diversidade das missões levou a Kership a propor um navio de abastecimento com uma capacidade de reboque de 80 toneladas de tração, uma velocidade de navegação de 14 nós e uma autonomia significativa de cerca de 30 dias sem reabastecimento ou ressuprimento durante as operações.

Eles serão equipados com um barco de 8 metros, vários RHIBs e um guindaste para carregar e descarregar contêineres. O BSAH poderá acomodar mergulhadores, transportar armas e munições, apoiar submarinos e navios de superfície, rebocar antenas submarinas, bem como lançar uma barragem de controle de poluição.

Bow thruster do BSAH Rhône
Bow thruster do BSAH Rhône
Popa do BSAH fora d'água
Popa do BSAH com os propulsores fora d’água

Principais características do BSAH
Comprimento Total: 70,30 m
Boca: 15,80 m
Calado: 5,00 m
Deslocamento: 2.700 toneladas
Área de carga no convés: 250 m²
Velocidade: 14 nós
Casco/superestrutura: Aço
Tripulação: 17 (tripulação) + 12 passageiros
Motor: 2 x 2 650 quilowatts
Geradores: 2 x 300 kWe

BSAH Rhône visto pela popa
BSAH Rhône visto pela popa

23 COMMENTS

  1. Sim, a MB já está dando um passo nesse sentido com os NApOc da classe Mearim. Mas um navio assim, projetado desde o ínicio para as necessidades modernas de uma marinha seria ainda mais interessante.

    Acho o conceito excelente, e me parece bastante útil ao Brasil, pois pode exercer diversas funções – uma espécie de Imperial Marinheiro do século XXI. Já falei em outro post, mas a Damen tem uma família de navios com o mesmo conceito, desde 660t (este inclusive com capacidade fluvial pelo seu baixo calado e hélices em túneis garantindo o fluxo de água em águas rasas) até 3600t (este até com convôo e limitada capacidade de desembarques anfíbios) https://products.damen.com/en/ranges/multi-role-auxiliary-vessel

    Esses navios holandeses, além do que a matéria lista para os franceses, ainda é capaz de realizar as tarefas de hidrografia tb. (alias, tirando o Vital de Oliveira, fabricado recentemente na China, nossos navios hidroceanográficos todos estão muuuito cansados)

    • É só esperar que vão sugerir um F-35 no convôo e perguntar se dá para colocar um Artisan 3D nele para apoiar o Atlântico enquanto as novas escoltas de propulsão nuclear e 35 mil toneladas de deslocamento não chegam…. rs

  2. Já que o projeto das Tamandaré parece que não vai sair a MB podia pensar em comprar navios desse tipo, ia dar menos problema e sairia mais barato, falando nas Tamandaré, pelo visto elas estão mais distantes, ao que parece nenhuma das participantes atenderam 100% do que era pedido no RFP, a short list deve atrasar pelo menos mais 30 dias do que o anunciado( 27 de Agosto) e o TCU parece que tá em cima questionando, periga dessa concorrência ser cancelada como alguns já vem falando por aqui, espero que isso não aconteça

    • Por favor, de onde o Senhor extraiu essas informações privilegiadas sobre o encerramento do Processo de obtenção da Classe Tamandaré? Poderia dividir a fonte conosco? Pois nem mesmo aqui o Oficialato da força e a mídia especializada teve talo informação.

      Att
      Bezerra (FN).

      Adsumus

  3. Esse BASH é uma versão um pouco mais parruda que o B2M, que os franceses já compraram 4.
    .
    Navio sensacional.
    http://www.kership.com/en/vessels/b2m
    .
    Tenho profunda inveja dos novos projetos dos franceses, no tocante a patrulha. BASH, B2M e PLG são sensacionais…
    .
    “A Kership se beneficia da experiência do Naval Group em mercados de defesa naval e da Piriou para embarcações de padrões civis.”
    .
    A Kership também englobou a variante de Patrulha da família Gowind, dando origem a novas variantes baseadas no projeto do L’Adroit. Apenas a versão militar do navio ainda continua com o Naval Group.

  4. Jr

    Nenhum concorrente cumpriu os requisitos mínimos desejados pela Marinha. Com isso a Marinha vai convoca-los para que corrijam as propostas.

    Acho mais fácil a Marinha se adaptar ao que lhe foi entregue do que os concorrentes mudarem suas propostas.

    Além disso, a judicialização de nosso país fez com que tudo seja questionado judicialmente. Eu aposto que, quando forem escolhidos os 3 finalistas. Os demais questionem judicialmente. Depois de alguns anos, quando o programa for retomado, e tiver um vencedor. Os outros 2 questionarao. Vão mesmo arquivar mais este programa.

    A Marinha errou em fazer concorrência. Deveria ter feito o mesmo do Prosub, escolhia um parceiro internacional e tocava o programa. Não precisava de licitação.

    Desânimo total.

    • Amigo, acho que a intenção não seja realizar uma licitação. Creio que a intenção seja selecionar a melhor proposta e contratar por dispensa de licitação. Além disso, com meras especulações, o senhor e o Jr estão concluindo algo que está apenas na cabeça de vocês e outros especuladores. O processo é isso aí mesmo. Pode e provavelmente irá ocorrer impugnações. Mas faz parte do processo e já é previsto pelo corpo técnico da MB. Por ora, o programa está seguindo seu curso e não há o que se falar em arquivamento. Quanto às propostas, se nenhuma agradar, a MB seguirá o projeto original. Mas foram ofertados bons navios, resta saber o preço.

      • Especulação?

        Leia a nova matéria aqui do Naval. Não fale do que não sabe e não acuse ninguém para não ser acusado.

        Tenha respeito e educação ao contrapor um comentário.

    • Caro foca, pelo menos 4 propostas se equivalem ou superam os requisitos do Projeto CV3 deste certame, a data para divulgação da lista curta com os três finalistas está mantida e amplamente divulgada para a mídia externa e nos comunicados internos da força.

      Att
      Beserra (FN).

      Adsumus

      • Companheiro FN,

        Torço muito por esse programa e outros da Gloriosa. Ninguém mais do que nós de Marinha queremos utilizar equipamentos de ponta, mas parece que até os competidores jogam contra. Imagine então TCU e judiciário.

        Adsumus

  5. Aproveitando o assunto dessa matéria (Navio de Assistência e Apoio) Para fazer um questionamento:
    -Alguém saberia informar o motivo do PHM Atlântico ter se desviado “centenas de milhas” e está indo para o porto das Ilhas Canárias, afinal foi dito que iria sair de Lisboa e iria direto para o Rio de Janeiro, e esse desvio de rota que fez não era programado. Pena não estar navegando com nenhum navio de apoio. Podem conferir a posição dele no link abaixo:
    https://www.marinetraffic.com/en/ais/home/centerx:-15.7/centery:28.7/zoom:7

    • Roger,

      Não sei te responder, mas achei estranho desde o início que o tempo de trânsito programado de 18 dias do PHM Atlântico para sair de Lisboa para o Rio.

      Essa informação que você postou explica a razão deste tempo tão longo de trânsito, mesmo considerando que ele esteja navegando em velocidade econômica para economizar no combustível.

  6. O Atlântico deverá encontrar com a fragata Liberal, estas são as informações não confirmadas, vocês que tem acesso veja como a Liberal está empurrando águas. Veja rota se convergem.

  7. Bem… estava aqui “escaneando” no marine Traffic, como procurar uma agulha no palheiro, e eis que encontrei atracado o NE Brasil (U27) no Porto de Las Palmas, será que houve alguma necessidade operacional deles ficarem tão próximos, visto que o PHM Atlantico passou ao lado do porto, mas não atracou ? Valeia checar isso.

  8. Falando em barcos pequenos, os Suecos ainda possuem e fabricam umas lanchas torpedeiras com um Bofors 40 mm, a meia nau. e de cada lado um tubo lança torpedo. Na proa um lançados de míssil AA, deve ser um Bofors 70 ou coisa parecida.. Deslocando 50 nós a toda a máquina. Será que ainda existe outra marinha com esse equipamento?

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