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Fragata russa rastreou por horas submarino americano no Mediterrâneo

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Fragata Almirante Essen
Fragata Almirante Essen

Um navio de guerra russo no Mediterrâneo supostamente rastreou e perseguiu um submarino nuclear “furtivo” dos EUA. O incidente ocorreu em abril, o mês em que os EUA, o Reino Unido e a França lançaram ataques aéreos contra a Síria.

A fragata Almirante Essen, da Frota Russa do Mar Negro, conseguiu rastrear um dos submarinos da classe Ohio atualmente em operação com a Marinha dos EUA, revelou o jornal Izvestia no dia 10 de agosto, citando uma fonte da Marinha Russa. O navio russo partiu de Sebastopol, um importante porto do Mar Negro localizado na Península da Crimeia, em 13 de março e retornou em 30 de junho. A fragata foi desdobrada a maior parte do tempo no mar Mediterrâneo.

A perseguição durou mais de duas horas, durante as quais o navio russo registrou os parâmetros básicos do submarino americano, que serão decifrados e adicionados às bibliotecas das características acústicas do submarino. O Izvestia disse que o USS Georgia, um submarino de mísseis de cruzeiro, foi o que pode ter sido rastreado pela Marinha Russa.

Até mesmo localizar um submarino no mar é um grande sucesso, disse ao Izvestia Vladimir Ambartsumyan, que já serviu como comandante da brigada naval dentro da frota russa do norte. “Os submarinos nucleares são objetos complexos para detecção”, disse ele ao jornal.

A Marinha dos EUA ainda não divulgou nenhum comentário sobre a reportagem.

USS Georgia (SSGN 729)
USS Georgia (SSGN 729)

O incidente ocorreu em abril, o mês em que os EUA, Reino Unido e França bombardearam a Síria em retaliação por um suposto ataque químico pelo governo de Assad na cidade de Douma. Os sistemas de defesa aérea síria interceptaram a maioria dos mísseis de cruzeiro e mísseis de superfície aérea dos aliados liderados pelos EUA.

De acordo com dados militares dos EUA, os submarinos da classe Ohio estão armados com “mísseis táticos e equipados com capacidades superiores de comunicação”. Esses submarinos são capazes de lançar um “ataque sem precedentes” de uma “plataforma furtiva e clandestina” lançando ataques de mísseis e apoiando missões das Forças de Operação Especiais (SOF).”

O Almirante Essen, que transporta oito mísseis de cruzeiro Kalibr lançados verticalmente, é um dos navios de guerra mais modernos da Rússia. A fragata foi usada para atacar alvos do Estado Islâmico (IS, anteriormente ISIS) durante a operação russa na Síria em 2017. O navio de guerra atingiu com sucesso centros de comando e controle do ISIS, bem como depósitos de munição em várias ocasiões.

FONTE: RT.com

53 COMMENTS

    • Juro que não sei se você está brincando, mas vamos lá.
      1- Para que o Phalanx? Em tese, um submarino vai estar passando o maior tempo submerso, ou seja, não será alvo de um míssil anti-navio. Para abater um avião, em tese, ele pode até estar submerso (utilizar um torpedo com um míssil aéreo no mesmo).
      2- O Domo pode ser aberto mesmo com o submarino submergido, não é necessário que esteja na superfície. Os Seals utilizam este equipamento.
      3- O submarino pode levar também um submarino de resgate, normalmente este submarino de resgate é bem menor (inclusive, pode ser transportado via aérea, ou seja, tá certo que tem mais avião no fundo do mar que submarino no ar, mas que pode ter submarino no ar é uma verdade hehehe).
      4- Os submarinos antigos possuíam um canhão orgânico no mesmo, ou seja, afundava navios a base de tiros de canhão e não necessariamente torpedos, outros tinham também canhão anti-aéreo. Por sinal, existiu submarino (no caso Japonês) que era um porta aviões.

  1. Esses Russos não são fáceis! Volta e meia eles estão aprontando uma pegadinha com os EUA. O interessante é que eles sofrem sanções da América do Norte e Europa em tudo e mesmo assim conseguem fabricar equipamentos sofisticados. Imagine se não sofressem sanções! Isso é que é ser livres, independentes e não ser lambi botas.

    • Você parte do pressuposto que a informação dada pelos russos é verdadeira.

      O melhor é ter uma posição mais prudente, porquê é um assunto onde dados falsos e propaganda são amplamente utilizados.

      Ainda mais partindo de um país na qual não há tradição em ter fontes independentes de verificação.

      • Detectaram o submarino dos EUA e também aeronaves alienigenas que tem capacidade de mergulhar nos oceanos do planeta Terra.
        E também localizaram a cidade pedida de Atlantida.

      • Top Gun,
        Esse tipo de notícia sem pé nem cabeça logicamente tem a função de alegrar a militância. Não que os russos não consigam detectar e rastrear um submarino americano, muito pelo contrário. Seria ingenuidade minha achar que todo esse equipamento russo não serve para absolutamente nada. Não é isso! O “problema” é que não há necessidade de tornar isso notícia mas infelizmente esse tipo de notícia encontra ressonância. Uma pena!
        Os russos só não podem afirmar se eles mesmos não estavam na alça de mira de um outro submarino nuclear americano enquanto rastreavam esse. Esse é o problema desse tipo de informação. Em querendo por lenha na fogueira a “contra-inteligência” americanos pode muito bem emitir uma nota dizendo que havia um outro submarino na região que não foi detectado e que esse estava deliberadamente se expondo para testar os procedimentos e sistemas russos.
        Ou seja, é o tipo de notícia dispensável sob qualquer ponto de vista.
        Mas como sabemos esse tipo de notícia é típica dos russos desde os tempos da URSS e como o Dalton deixou claro (e eu acredito nele) não tiveram nem o cuidado de revesti-la de uma aura de credibilidade com uma clara função só mesmo de “causar”. rsrssss

        • Concordo com você Bosco!
          Mesmo porque, os russos já devem ter as assinaturas acústicas desses submarinos da Classe Ohio desde o começo dos anos 80, quando eles começaram a navegar!
          Esse site russo RT.com fantasia muita coisa pra poder aumentar a moral da Russia.

  2. Acredito que nao acredito. Noticias divulgadas pela russia não merecem cem por cento de credito. Foi amplamente divulgada a presenca do sub americano durante a açao de bombardeio à Síria. Muitas vezes os russos querwm passar uma imagem de superioridade, caracteristico da epoca da guerra fria. Divulgar que detectou é facil ( inclusive eles tem um periodico eletronico chamado sputinik que tá cheio de noticias desqualificando as forcas armadas americanas e enaltecendo as russas), mas se foi realmente uma detecção dessas, nao era pra ser divulgada e sim mantida em sigilo. Eu acho que é fakenews da russia.

    • O engraçado é que se a notícia fosse ao contrário, estariam todos saudando a superioridade tecnológica e militar dos EUA, e criticando os resquícios da guerra fria possuidos pela Rússia. É claro que está notícia pode ter um exagero ou pode ser verdade e se o for é lógico que nenhuma mídia dos EUA ou qualquer país aliado vai corroborar a versão dos russos. É o mesmo tipo de propaganda dos aviões invisíveis que os sérvios derrubaram sob sabe-se lá quais circunstâncias específicas. O que eu acho interessante é que as pessoas não tratam com a mesma desconfiança quando uma mídia dos EUA dizem que possuí um equipamento militar invencível e inigualável quanto tratam os russos quando fazem o mesmo. Tanto o que diz um lado quanto que diz o outro faz parte das estratégias de persuasão de aliados e adversários.

      • Acho que não, isso nem é noticia. Na verdade deve ser muito normal em todas as Marinhas que diariamente buscam fazer isso.

        Saber onde esta o “inimigo” sem deixar que ele perceba que Você sabe onde ele está é muito mais importante do que ficar a gargantear eficiência por aí.

      • Tiago,
        Isso é o que você acha. Pra ter certeza tem que procurar uma notícia semelhante em que “todos” ficaram tecendo elogios intermináveis à imensa capacidade tecnológica americana em desfavor da tecnologia da URSS. Enquanto não fizer isso é só achismo seu.
        Mas te aviso que vai ser difícil você achar algo assim relativo aos EUA. Eu pelo menos não me lembro de nenhuma notícia em que eles ficaram se “gabando” de terem conseguido algum feito contra os russos.
        Em relação aos russos, a lista é imensa.
        E não acho que os americanos não façam isso porque são melhores ou piores, só são diferentes. Eles não ficam se “gabando” contra os russos. Eu, além de achar deselegante essa atitude, vislumbro uma aparente baixa auto-estima por parte dos russos. Não sei em relação a países, mas em relação a pessoas, as que mais “se gabam” são as mais frágeis e temerosas e por detrás da aparente fortaleza são bichinhos assustados e meigos.
        Ah! Só os russos fazem isso! Os chineses não fazem!

      • Não sei de nenhuma declaração da mídia americana sobre “equipamento invencível”
        aparentemente é mais a mídia russa que se utiliza disso, aliás, bem pelo contrário…aparentemente quase tudo o que é feito pelos “americanos” é desmoralizado pela própria mídia deles…
        .
        -USS Gerald Ford…acima do preço e entregue com um monte de problemas;
        -USS Zumwalt…sem munição para os 2 canhões entre outras coisas;
        -“Litoral Combat Ships”…atrasados e acima do preço original, tanto navios como os módulos de missão;
        -F-35… um verdadeiro “tijolo voador”;
        -Colisão de 2 “DDGs” com navios de carga…incompetência/falta de treinamento…
        etc.

        • Li uns 20 anos atrás que a política americana de avaliação das ameaças é a seguinte:

          hiper valoriza a capacidade do inimigo para conseguir recursos para investimentos astronômicos em equipamentos 2 ou 3 gerações à frente dos concorrentes.

          Para que os milicos dos EUA vão dizer sair se gabando que estão 30 anos à frente dos concorrentes? para perder verba?

          Os russos é o contrário. Sabem que estão de pires na mão e precisam justificar o investimento feito.

          Não tem besta nesta história.

          • Já vi ate reportagem da mídia dos EUA justificando o fato dos mísseis nucleares americanos serem bem mais velhos que os russos. Segundo repórter os EUA construírem misses que são como ferraris enquanto russos constroem carros populares, por isso a necessidade de modernizar. Não preciso dizer mais.

  3. O artigo, escrito ou traduzido por alguém que não domina o jargão naval operativo, passa uma imagem pouco profissional da US Navy. Uma das técnicas que os submarinistas empregam para obter inúmeros dados sobre plataformas de superfície de possíveis inimigos, tais como ruídos próprios da propulsão e hidrodinâmicos, frequência dos dos sonares, e etc, é se deixar detectar por um tempo suficiente para a obtenção desses parâmetros. A fragata russa é moderna; portanto, suas características precisam ser melhor conhecidas pela US Navy.

  4. O “problema” com essa notícia é que o USS Georgia retornou à base na costa leste dos EUA,
    em 12 de abril o que foi divulgado até no “facebook” …depois de 25 meses …partiu em março de
    2016 e fez troca de tripulações em Diego Garcia no Índico …então ele não poderia estar em
    posição de ser “rastreado” em meados de abril quando ocorreram os ataques à Síria…e só
    relembrando o submarino que lançou meia dúzia de “Tomahawks” foi o USS John Warner
    da classe “Virgínia”.

    • Excelente esclarecimento.

      E só para lembrar:
      O Izvestia é um jornal russo de alta circulação fundado em São Petersburgo no 1917. Era o Diário Oficial na União Soviética de 1917 até a dissolução da URSS, em 1991.

      Li essa notícia também no Sputnik que, enfim…
      Sputnik é uma agência internacional de notícias lançada pelo governo russo, controlada e operada pela empresa estatal Rossiya Segodnya. Sputnik substituiu a agência de notícias RIA Novosti e a rádio Voz da Rússia.

      Enfim, essa matéria parece mais com as notícias do Voz da Rússia sobre o sobrevoo de um Su-24 sobre do USS Donald Cock (DDG 75), onde o caça estaria equipado com um moderno equipamento de neutralização radioeletrônica impedindo o funcionamento a contento dos sistemas do navio.

      Diz a matéria que após o acontecido 27 tripulantes do navio pediram demissão após aportarem na Romênia. A mesma matéria afirma que o Pentágono declarou indiretamente que tal fato contribuiu para a desmoralização da tripulação e por isso os pedidos de demissões.

      https://www.naval.com.br/blog/2014/04/22/como-um-su-24-russo-paralisou-destroier-americano/

      • Ou…o submarino que foi rastreado foi o USS John Warner que efetivamente participou do ataque e depois dessas horas extenuantes sendo caçado, vários tripulantes inexperientes em sua primeira missão devem ter pensado em “demissão” também como aconteceu a bordo do USS Donald “Duck” Cook !
        .
        O USS Georgia não poderia mais estar no Mediterrâneo pois apenas a travessia do Atlântico de Gibraltar até a base de Kings Bay é coisa para duas semanas de viagem e o SSGN que o substituiu o USS Florida já encontrava-se no Mar Arábico,
        desde fins de março.

    • O classe “Ohio” mencionado, USS Georgia é um dos 4 convertidos em SSGN…que tiveram os silos de mísseis convertidos para lançar mísseis “Tomahawk” e capazes de levar algumas dezenas de “comandos” a bordo e seus equipamentos para missões como sabotagem por exemplo.
      .
      A futura classe “Columbia” irá substituir os demais 14 que são SSBNs, equipados com mísseis balísticos com ogivas nucleares e os que estão baseados na costa leste dos EUA não operam no Mediterrâneo e sim no Atlântico Norte onde são muito mais difíceis
      de rastrear.
      .
      A função de SSGN terá que ser ocupada por futuros submarinos da classe “Virgínia” que terão seu comprimento alongado para permitir que um maior número de “Tomahawks” e/ou equipamentos especiais possa ser embarcado.

  5. Pergunta para os do ramo:
    Quando o submarino lançou seus mísseis em teoria ele não revelou sua posição devido ao ruído causado pelo lançamento desssas armas?
    Um navio com capacidades de rastreamento não teria a posição estimada do submarino e não seria mais fácil de segui-lo?
    Obrigado pela atenção

    • Cwb,
      Um submarino nuclear pode mergulhar há mais de 250 metros para manter sua discrição mas quando precisa lançar seus mísseis ele tem que ir para algo em torno de 50 metros de profundidade e claro, ele só o faz quando tem certeza que não há ameaças nas redondezas. Rapidamente ele lança seus mísseis (a razão de um míssil a cada 10 segundos) e volta à segurança.
      Dá tempo dele voltar a se “esconder” .

  6. Rapaz, esses submarinos americanos devem ser extremamente eficientes e ultra perigosos, pois a sua simples detecção é motivo de festa na Marinha Russa…

    Deixa-me ver a fonte da noticia… OK já entendi.

  7. Galera, os russos tem total condição de fazer isto, só que acho que essa notícia é mera propaganda, pq os russos quando assim o fazem eles ficam quietos e nada divulgam.

  8. A Marinha Americana poderia publicar uma perifoto da fragata para confirmar que o submarino realmente estava lá e que ela estava ao alcance de tiro.

  9. Podemos até traçar a linha de trabalho das mídias russas e americanas…
    Russas…sempre elogiosos e mostrando que seus equipamentos são os melhores do mundo, assim agradam os chefes, alegram a militância e garantem seus cascalhos no fim do mês.

    Mídia americana, sempre falam mal dos seus produtos e exaltam o perigo do desenvolvimento Russo e agora chinês…assim alertam o senado americano que precisam de mais dinheiro pro setor de defesa.

    E onde está a verdade? A verdade é mais furtiva que o f-22…

    • Como citei, os militares americanos tendem a super estimar as forças inimigas até para justificar no congresso o pedido de mais verbas.

      Se saíssem por aí se gabando de que são os tais perderiam recursos.

      A mídia contra é normal num país de livre imprensa. Curioso seria na Rússia falarem mal do equipamento deles.

      • E ainda há dois fatores que diferenciam a postura da mídia e dos cidadãos em geral dos países citados, Rússia e EUA.
        Na Rússia ser patriota está em alta, o politicamente correto é largado às moscas em nome do bem estar dos seus cidadãos e o Estado incentiva esse tipo de publicação fantasiosa e ufanista por mais que seja fake, de modo a instigar o espírito patriótico no seio da sociedade.
        Já nos EUA ocorre o contrário. O patriotismo é tido como politicamente incorreto, a norma é malhar o Estado e o presidente (se for republicano então..) e as causas que realmente valem a pena são as que em tese defendem os oprimidos pelo Ocidente em geral (e pelos EUA e Israel em particular) , que tem uma “dívida histórica” com todos os oprimidos e desvalidos mundo a fora.
        E essa dívida deve ser paga nem que para isso o Ocidente como o conhecemos venha literalmente a baixo, corroído de dentro.
        E haja contorcionismo ideológico pra combinar o combate à homofobia no Ocidente com o apoio incontestes ao governo iraniano. Ou a liberdade plena no Ocidente mas apoiar a CN, que controla até o corte de cabelo da população.
        Ou seja, para implantarem sua ideologia “igualitária” eles fingem ser democráticos e defensores dos oprimidos e usam todos os instrumentos das democracias ocidentais contra elas (inclusive o aliciamento em massa da população ingênua, que faz o papel de bucha de canhão), até se instalarem no poder. Quando lá, dão um belo de um chute no traseiro dela.

  10. Essa mania russa de se “gabar” é muitas das vezes o motivo de grande parte das discussões e desentendimentos aqui e em outros blogs.
    Os russos lançam um míssil e alardeiam que ele é indefensável. Por exemplo, o Kinzhal, que faz Mach 10, que manobra feito um colibri, que tem 2000 km de alcance. E dá a entender que ele pode ser usado contra navios como atesta o vídeo do Putin. E nessa distância toda.
    Ou seja, de acordo com a propaganda russa pra cada enxadada, uma minhoca. Aí vem eu e tento explicar que há sim defesa contra esse tipo de arma, tanto na forma de interromper a cadeia de eventos que resulta no seu lançamento quanto interceptá-lo cineticamente ou fazê-lo errar o alvo usando sistemas de contra-medidas.
    Pronto! Isso basta para eu ser taxado de antirrusso, de lambe botas, que acho que tudo que é feito na Rússia não presta… e por aí vai. Sendo que a única coisa que eu disse é que há sim defesa contra o dito cujo e que queiram ou não ela será implementada. Agora, longe de mim saber se será efetiva. Aí são outros 500. O que sei é que a defesa existe. Do mesmo jeito que há defesa contra torpedos, mas torpedos eventualmente atingem seus alvos. Assim como há defesa contra caças, mas caças também eventualmente atingem seus objetivos.
    É igual se alguém nos perguntar se há defesa contra ICBMs. Todos nós iremos dizer em alto e bom tom que há sim defesa contra ICBMs. Mas ninguém é doido de atestar qual o grau de efetividade dessa defesa em caso de combate real.
    Diferente se alguém no perguntar se o Brasil tem defesa contra ICBMs ou se nossa marinha pode se defender de um míssil como o Kinzhal. Aí a resposta é não! Não há defesa contra ICBMs no Brasil, e nem contra o míssil Kinzhal. Mas há contra um míssil como o Exocet ou Harpoon.
    Essa diferença de abordagem é que gera as mais diversas discussões. A mídia russa alardeia que algo que eles têm é insuperável, dando a entender que não há o que fazer caso eles resolvam lançar suas armas indefensáveis. Por outro lado há aqueles que contra-argumentam e apesar de não fazerem pouco casa das potencialidades do equipamento russo expõem as possíveis “defesas” e contradições da informação russa, entrando em conflito com a informação inicial, que em regra, toca o “coração” dos apaixonados.
    É o caso do torpedo nuclear russo. Ora! Ele é um submarino e submarinos são caçados há 100 anos. Claro que há defesa contra ele. Ainda mais que estará se movendo a 60 nós. Em tese vai poder ser ouvido a milhares de quilômetros e aí basta lançar uma carga de profundidade nuclear (que já existe a 70 anos) no seu percurso. Ou seja, em tese há defesa contra um minissubmarino nuclear kamikase já que todos os meios já estão disponíveis: sonar, navios, submarinos, helicópteros, aviões patrulha, redes de sensores submarinos, cargas de profundidade nucleares, etc.
    Agora, se vai funcionar direitinho e interceptar o dito cujo aí são outros 500.

  11. Não que os Russos não possam detectar os submarinos da USNAVY, mas ficar alardeando pra todo lado é besteira, os EUA e a Rússia devem assinaturas de radar, navios e submarinos de todas as outras principais potências do mundo. disso não tenho dúvida.

  12. Desafio qualquer um a mostrar qualquer notícia positiva da mídia dos EUA sobre a Rússia. Simplesmente não existe! É só paulada todo dia! Kommersart vive descendo o pau no governo russos. Rt e sputinikis é igualzinho a voz da América e rádio Europa livre que só elogia os EUA! Tem varias artigos acadêmicos que mostram que mesmo quando os EUA levam ferro épico como no Vietnã e Iraque a mídia dos EUA da um jeito de mostrar que de alguma forma os EUA saíram vitoriosos. Quanto ao Brasil todos sabem que é completamente dominado culturalmente pelos EUA!

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