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Associação quer transformar o porta-aviões São Paulo em museu

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NAe São Paulo
NAe São Paulo

Um grupo de entusiastas e profissionais paulistas quer preservar o porta-aviões São Paulo (ex-PA Foch), transformando-o em um museu da Aviação Naval e mantê-lo no Brasil.

O Instituto São Paulo|Foch já tem um site no endereço saopaulofoch.org e em breve estará aceitando o cadastramento de pessoas físicas e jurídicas.

Civis e militares estão apoiando o projeto e em um evento recente relacionado à Aviação Naval realizado em São Paulo, a Marinha sinalizou de forma positiva sobre o projeto de preservação do navio.

Caso vá adiante, a associação ficará responsável pela preservação e manutenção do NAe São Paulo, que além da exibição de aeronaves da Aviação Naval, terá salas de aula, cinema e exposições científicas.

Para realizar a gestão do processo, o Instituto São Paulo|Foch, sendo iniciativa privada em forma de organização da sociedade civil de interesse público, tem por finalidade especifica a gestão dos patrimônios, independente da questão da propriedade, permitindo assim a isenção do IPTU do imóvel, bem como a destinação de recursos da lei de incentivo a cultura ou da renúncia fiscal prevista na Lei Federal nº 9.249/95, artigo 13, § 2º, inciso III, para sua conservação, reforma, adequação e manutenção da mesma.

NAe São Paulo
NAe São Paulo

COLABOROU: Valter Andrade

147 COMMENTS

  1. Preferia vê-lo sendo afundado pela MB. Ótima oportunidade para testar o poder de destruição de nossos torpedos em cascos mais resistentes.

    Salvo engano o casco do NAe SP foi projetado especialmente para resistir a impactos.

    Saudações

    • Boa !! Q ótima ideia !!
      Os americanos poderiam “parar de usar” o BB-61 Iowa como museu e afunda-lo !! Ótima oportunidade para testar seus torpedos em cascos mais resistentes.
      .
      Museu pra q ? Ainda mais no nosso país… um museu a cada esquina.

      • Os museus em terra no Brasil não se sustentam em pé por falta de verba. O museu imperial, o palácio imperial, todos estão sendo comidos por traças e caindo aos pedaços LITERALMENTE (teve reportagem do batente da fachada do palácio do imperador caindo). O museu de história natural da USP estava fazendo vaquinha há um tempo desses para conseguir colocar um esqueleto de dinossauro em pé cujas bases de madeira foram comidas por cupim.

        Agora imagine fazer um museu flutuante, para daqui a dez ou vinte anos ele começar a afundar e matar gente inocente.

        Detalhe: é um navio sem história que não trouxe glórias à MB, só infortúnio e desgosto. Marinheiros morreram nele por incompetência do almirantado em fazer uma manutenção digna. Não uma, mas DUAS VEZES.

        O NAeL Minas pelo menos tinha história. Foi construído pela esforço de guerra dos britânicos durante a II Guerra. Foi pioneiro na aviação de asa embarcada fixa no Brasil e em todo o hemisfério sul. Esse sim merecia algum tipo de consideração. Depois do descaso do o A11 nenhuma outra embarcação atual da MB merece qualquer tipo de consideração.

      • O Iowa por sua vez foi o último de sua classe. Não existem e nem existirá mais encouraçados nos EUA. Lutou na batalha do pacífico na II Guerra. Antes do lançamento das bombas de Hiroshima e Nagasaki o Iowa estava contornando as ilhas do japão e fazendo ataques para estabelecer superioridade. Atacou diretamente as três principais ilhas japonesas de Kyushu, Honshu e Hokkaido. O Iowa verdadeiramente foi a distração usada para confundir os japoneses, permitir o ataque dos bombardeiros que levavam as bombas atômicas. Era na época o navio mais poderoso do mundo. Não dá para comparar a história de fracassos do NAe SP com as vitórias épicas do Iowa.

        O único navio brasileiro igualmente heroico foi a Fragata a vapor Amazonas, que lutou na Batalha Naval do Riachuelo e teve que literalmente atropelar os inimigos para vencer a batalha. Foi comandado pelo Barroso em pessoa e de lá partiram as mais célebres e heroicas ordens militares da nossa história: “O Brasil espera que cada um cumpra e o seu dever” e [a mais bela de todas] “Sustentar fogo que a glória é nossa”.

        O que aconteceu com a Fragata Amazonas? virou sucata, foi encalhada e afundou. A MB não teve a menor consideração por ela.

        É isso que o Brasil faz de melhor: joga sua história no lixo e depois tenta transformar lixo em história.

        • Até onde sei a fragata a vapor Amazonas, após sair do serviço ativo, foi preservada e mantida, dentro das possibilidades, como escola de artilharia e torpedos. Porém, acabou vandalizada e destruída durante a Revolta da Armada de 1893 (destino de vários outros navios). Depois algumas de suas partes foram recuperadas (como a figura de proa) e hoje são peças de museu.

          • “1893
            Na Revolta da Armada, foi ocupada pelos rebeldes. Encalhada a oeste da Ilha das Enxadas, ela terminou indo a pique. Então, retiraram os seus mastros, a figura de proa, a roda do leme, e outros reliquias, antes que seu casco fosse destroçado por uma mina, em 1897.
            1898
            A Amazonas, tornou-se o primeiro navio de guerra de grande porte a navegar no rio Amazonas.
            A Fragata Amazonas, veterana da Guerra do Paraguai em sua última configuração no final do século 19. (foto: SDM)
            Até o final dos anos 90 um de seus mastros ainda se encontrava preservado, como o mastro principal da Escola Naval, localizada na Fortaleza de Villegagnon, no Rio de Janeiro.”

            Informações extraídas daqui mesmo do Poder Naval. Ela foi encalhada, e ao invés de tentar salvar a MB na época resolver arrancar pedaços e destroçar o resto com uma mina. Detalhe, a última informação que temos é do final dos anos 90.

            Tá aí uma boa matéria aqui para o blog. Descobrir o paradeiro dos pedaços da Amazonas.

          • Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Não me lembro se há alguma parte dela também no Museu Naval, também do Rio.

          • Pergunto porque eu realmente não sei: onde está o Catalina da FAB que afundou um sub nazista??? Queria muito saber o museu em que ele está localizado. Onde foi “espetado” esse herói de guerra???

    • Museu? Qual é a história desse navio na MB?
      A história foi somente de dinheiro jogado fora, frustração com a inoperância e tristeza com as mortes a bordo.
      O navio não prestou nenhum serviço importante a nação, mais importante do ele foi o Minas gerais… Isso na minha opinião! Más posso estar errado.

  2. Será uma iniciativa única fora dos USA, até hoje só há porta-aviões transformados em museus lá.

    E mais do que isso, há um grande problema em desmontar e transformar o São Paulo em uma pilha de sucata ou mesmo em simplesmente afundá-lo como alvo por conta do amianto que há em sua estrutura. Seu navio-irmão, o porta-aviões Clemenceau, foi alvo de um processo conturbado que envolveu desde sucessivas ações judiciais até viagens para desmantelamento abandonadas em seu curso, um processo que durou mais de dez anos, consumiu milhões de euros e só terminou quando o Clemenceau foi finalmente desmanchado em uma firma especializada em Hartlepool, Inglaterra.

    Dentre todas as opções de destino para o São Paulo, definitivamente um museu é a melhor coisa que poderia ter.

    • O Problema q eu vejo de maior grau seria onde atracar este enorme navio por longo período, não sei da possibilidade do espaço da praça XV, mas eu gostaria de ver e poder visitá-lo em Santos-SP

    • Só que tem uma grande diferença com o Intrepid, a cultura do norte-americano é voltada para museus então o fluxo de visitantes valida o investimento.

      Aqui só seria viável com um grande fluxo mas se nem os museus mais famosos gozam de tal prestígio é algo que levanta dúvidas ao meu ver se seria possível.

      • Tiago… Se eles fundeassem o São Paulo ao lado do Museu do Amanhã (no píer Mauá), ele “herdaria” o público, que hoje, visita o museu citado e o MAR (Museu de Arte do RJ). Isso tudo na praça Mauá. Além da proximidade com o Aqua Rio (menos de 5 minutos caminhando)…

  3. O mais lógico a se fazer. Um navio desse porte não precisa virar panela. Sou a favor pq é um grupo privado que irá fazer isso. Não terá recursos da MB.

    • Mas nesse caso… até poderia ter algum tipo de “investimento” da MB. Que seja com mão de obra… ferramental… sei lá.
      Falo isso pq a publicidade gerada por um PA aberto a visitação é algo fora de série !
      Imagine o impacto nas novas gerações !! Uma paixão q tem todo o potencial para transformar o jovem em um aluno da Epcar / Escola Naval…

  4. Que façam. Não sei se seria possível, mas se ele fosse móvel seria ainda mais incrível. Mas acredito que ficaria extremamente caro consertar o sistema de propulsão apenas.

    Ficaria lindo ter um museu desse.

      • Só que o problema do São Paulo não é só sistema de propulsão para operar aviões.

        Catapultas, modernização, propulsão. Basicamente metade do navio. Por outro lado o que eu disse é apenas para consertar a propulsão e deixar o resto do jeito que está.

  5. Pena que não fizeram com o Minas Gerais, se não me engano teve um grupo de ingleses que queria levar ele e transformar em Museu na Inglaterra.

  6. LoL parece loucura, mas e se usar ele alem de museu, tipo com um convôo deste não seria um bom Heliponto comercial ? areas maiores alem de salas do museu também não daria um bom salão para convenções ? A iniciativa privada pode achar muitas utilização para esta área “flutuante”

  7. Manda embora pra Aliaga na Turquia (ferro velho), melhor coisa que a MB vai fazer, isso dai ainda pode matar uma criancinha de tétano não obstante os prejuízos de vida que ele já causou no Brasil !!!

  8. Se fosse no exterior viraria cassino. Ou um “red light district”. Por aqui um hotel seria uma opção interessante. Os hóspedes poderiam até vir de helicóptero.

  9. Prezados, boa tarde.
    .
    Em minha modesta opinião, o navio deveria ser entregue à Emgepron para minucioso estudo, engenharia reversa mesmo, e posterior bancada de teste dos mais estrambóticos experimentos. Ou seja, o nosso pessoal deveria usar o que já se tem para aprender fazendo, na base da tentativa e erro, usando o SP como “cobaia”.
    .
    Ideia louca? Talvez, mas o chineses foram audazes, compraram um casco para supostamente transformar em casino e estão aí, dando show…
    .
    A sorte favorece aos ousados!

    • FRL, o estudo estrutural do casco do NAe desativado, por parte de engenheiros navais da Marinha, é uma atividade que já vem sendo realizada. Há matérias aqui sobre isso.

      • Fernando “Nunão” De Martini

        Eu estava sabendo por alto desse estudo. Mas não sabia que era oficialmente um projeto da MB mapeá-lo.

        Procurei notícias aqui e só achei datadas de 2015. Sendo que o A12 foi aposentado em 2017. Quais materias que você se refere sobre esse estudo da estrutura do A12 que a MB está fazendo? Se possível posta o link. É posterior à decisão de aposentar ele?

        Saudações

        • Marcelo, não me lembro de haver matéria com esse assunto como tema principal, e sim como um dos tópicos da matéria.

          Precisaria procurar mais detalhadamente pra te passar o link, mas no momento não estou com tempo pra isso.

      • Prezado Nunão, bom dia.
        .
        Obrigado pelo retorno. Procurarei essas matérias, pode deixar. Mas veja, na linha dos experimentos estrambóticos, as caldeiras da belonave poderiam ser extraídas e substituídas pelo reator (não saberia dizer o n. necessário) em desenvolvimento para o SNBR. Mais um local de teste do engenho.
        .
        Outra experiência maluca, sem preocupação quanto ou cobrança de resultados (é tudo para aprender mesmo): as catapultas a vapor seriam retiradas e substituídas por eletromagnéticas, de concepção nacional. Só para testes, para desenvolvimento. Nem que fosse para estilingar apenas massores ao mar.
        .
        Aliás, o navio poderia ser convertido, durante todo esse período de aprendizagem, para porta helicópteros, de modo que se lhe conferiria alguma operatividade e projeção, ainda que eventualmente restrita à ZEE.

        • FRL,
          O reator do protótipo da propulsão, em terra, similar à que equipará nosso primeiro submarino nuclear deverá entrar em testes em 2021. Só então será definitivamente montada a planta que equipará o submarino, que tem previsão de entrega no final da próxima década. Só então se poderá pensar em reatores tanto para outros submarinos quanto para outras aplicações, como a que você levantou. Coisa de quinze anos pra mais. Até lá, o casco do NAe São Paulo terá quase 70 anos. Melhor não…

          • Concordo com a sua linha de raciocínio, por isso que eu disse “mais um local de teste”. Aqui, porém, com alguma utilidade prática.

          • Completando, melhor testar o reator em algo que “está sobrando” do que fazer as correções depois, com ele já no Álvaro Alberto.

  10. Gostei da idéia, mas infelizmente museus no Brasil são largados as traças, tomara que façam mesmo um museu e que contém a história da aviação naval na 2a guerra principalmente.

  11. Era para o NAel A11 Minas Gerais ter virado museu.. Foi o nosso primeiro porta-avioes e operou por mais de 30 anos. O São Paulo só deu prejuízo e dor de cabeça. já deveria estar sendo desmanchado la na India!

    • Concordo, mas infelizmente o juízo do Alto Comando deixou a desejar, uma compra feita nas cochas do casco flutuante FOCH e a baixa do recém revisado e modernizado Minas Gerais, que teria condições de ser mantido em operação até 2010. O final do Minas Gerais foi uma novela de vários capítulos com um triste final no litoral indiano. Já o São Paulo foi um verdadeiro fazedor de viúvas no tempo em que foi mantido em operação.

      Só há condições de manter o São Paulo como museu flutuante por meio parcerias entre a iniciativa privada, Marinha do Brasil e associações interessadas como o Instituto São Paulo|Foch.

      Claro que tal iniciativa vai demandar muito planejamento, trabalho e investimento $$$$$$!

      • A “modernização” do “Minas Gerais” não foi extensa…ninguém faz grandes modernizações em navios já velhos…suas máquinas foram revisadas, não trocadas e pelo que já li sua velocidade máxima mal chegava aos 22 nós e os A-4s da versão adquirida do Kuwait só podiam operar dele com limitações e não duraria até 2010, no máximo e com sacrifício até 2005, quando completaria 60 anos desde que havia sido incorporado pela Royal Navy em 1945.

  12. Isso é uma luz de “lua cheia” no fim do túnel !!!
    Desculpem os leitores que queriam vê-lo sendo inutilizado e cortado, mas a imagem do que aconteceu ao NAel Minas Gerais em Alang foi triste e degradante demais para quem viu, ainda na ativa, era um “NAVIO MAJESTOSO”
    Para mim foram cenas chocantes, que nem tenho coragem de ver de novo, sendo despedaçado e se tornando um monte de pedaços de chapas de aço.
    Já em relação ao NAe São Paulo “seria” a mesma estória…
    Ok ele NÃO reúne condições de voltar a ativa, isso no tocante a todo sistema de caldeiras, com eixo empenado… Mas e o casco ?
    Em 2010 saiu de uma reforma geral no deck seco no AMRJ. Então deve possuir o mínimo de navegabilidade, para ser transferido para algum local que seja destinado como local do Museu.
    Aí pediria uma explicação aos editores do Poder Naval:
    – Se a Marinha (como disse no texto da matéria acima), sinalizou de forma positiva sobre o projeto de preservação do navio.
    Então podemos concluir que não está tão imprestável assim !
    Alguma utilidade pode ser dada a ele. Eu particularmente questiono algumas questões sobre tirá-lo “totalmente” da ativa. Um outro detalhe (que novamente peço a intervenção e opinião do editores do P.N.) essa questão do eixo empenado já não veio com ele assim ? E ele ficou na ativa por todos esses anos mesmo com esse problema. Já as caldeiras concordo até com o que o Nunão me explicou, são equipamentos de difícil e caríssima manutenção. Mas diante desse novo quadro que surgiu do museu, creio que o tema voltará ao topo dos comentários, afinal vão dar outra destinação a um meio naval que tinha como certa sua destruição. Agora parece (com o aval da Marinha) diante disso tudo, vai mudar o último capítulo da estória do NAe São Paulo.

    • Eu particularmente acho que o Minas Gerais foi a melhor e mais bela versão da classe Colossus, os holandeses fizeram uma obra de arte nesse patinho feio. Eu confesso que chorei quando vi as fotos do desmanche, não merecia mesmo.

    • Não entendo do assunto, mas gosto muito do tema. Não seria interessante transferi-lo para o Arquipélago Trindade-Martim Vaz e ter uma plataforma no meio do Oceano Atlântico, para helicópteros, reabastecimento e até mesmo sediar a base científica? Uma presença mais efetiva no que afinal é nosso território? Penso que seria uma projeção de poder de muito respeito.
      Gostaria que os que realmente entendem do assunto me esclarecessem os impedimentos, pois o que percebo nas várias propostas é só desperdício de patrimônio. Sds.

    • Pensando em colocar ele para navegar novamente, sempre tive uma posição a esse respeito no tocante a propulsao, de abandonar o sistema térmico (caldeiras a vapor) e adaptar o sistema diesel elétrico até mesmo, me perdoem a ousadia, propulsor azimultal, claro que as catapultas iriam precisar de vapor, mas deixamos de lado está parte por enquanto.

  13. O porta-aviões São Paulo eu não sei mas se fosse a fragata Niterói-F40, eu apostaria que o Galante estaria por trás do empreendimento. Até eu iria colaborar com um dim-dim .

    • Concordo… a F40 é muitíssimo mais representativa… foi um marco significativo na MB… merece certamente um destino louvável… abraço…

      • Na minha opinião, viraria museu não pela sua representatividade ou historia.
        Simplesmente pelo apelo q um CV tem para qualquer garoto, dos 5 aos 80 anos.
        É uma “atração” que ninguém ignora… mesmo quem nem sabe o que é um CV

  14. Acho essa ideia sensacional!!
    Poderiam transferir o museu da aviação naval da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia para dentro do NAE São Paulo. Tenho quase certeza que a Marine Nationale poderia doar um Étendard para o museu.
    E sua localização imagino que poderia ser no atual atracadouro da força de submarinos, que em breve será transferida para nova Base naval de Itaguaí.
    Obs.: Acho que a venda da embarcação para desmanche não compensa o valor que se perde ou que teria que ser pago para a retirada do amianto dela.

  15. Acho a iniciativa muito louvável e desejo boa sorte aos interessados. Por mim, podem contar com o Poder Naval como meio para ajudar a divulgar e debater a proposta, pois considero museus voltados à cultura marítima fundamentais para um país como o Brasil.

    Dito isso, não posso deixar de falar do outro lado da moeda: considero o navio em si, levando em conta seu histórico na Marinha, um meio que acumulou pouquíssima relevância histórica para o Brasil e a MB (com todo o respeito a quem serviu e operou nele), devido aos poucos anos de efetiva operação frente aos muitos anos inativo. O NAeL Minas Gerais foi muito mais relevante e importante nas várias décadas em que serviu, mas, infelizmente, já era.

    Mas de fato o São Paulo daria um belíssimo museu, como espaço voltado a se divulgar a história da Marinha e de sua Aviação Naval (estas sim muito mais ricas que a do navio em si no Brasil), entre as outras atividades pretendidas, em alguma cidade litorânea. Acho que o cais junto ao centro histórico de Santos-SP seria uma ótima pedida.

    Isso não obstante achar (opinião pessoal) que sua relevância histórica é muito maior para a França que para o Brasil.

    • Perfeito Nunão, aliás não me parece por acaso que os organizadores estão chamando a iniciativa de São Paulo/Foch. Provavelmente estão buscando apoio de colabodores (ou até mesmo do governo) francês.

      Inclusive se os franceses quiserem comprar o casco de volta pra fazer um museu em Marseille ou Brest eu apoio mais ainda 🙂

    • Vai ver que foi por isso que chamaram de “instituto São Paulo / Foch”. Talvez pensando em conseguir apoio dos franceses pra manter o museu, conseguir quem sabe, até aeronaves que serviram efetivamente no Foch…enfim

      • Provavelmente.
        E, ainda que eu veja mais coerência no navio virar museu no país em que foi muito mais relevante, a França, deixo claro que eu o prefiro como museu aqui – e não só por obviamente considerar muito mais fácil visitar o dito-cujo no Brasil do que na França, mas porque é aqui que se precisa de mais museus para ajudar a desenvolver a cultura marítima.

        E concordo que algumas aeronaves do antigo museu da TAM, assim como outras tantas do MUSAL, ficariam muito bem no hangar e no convoo. Espaço tem.

        • Um museu Binacional Brasileiro e Frances, seria interessante. Quem sabe aeronaves em exposição doadas pela Marine nationale seria mais interessante ainda.

          Saudações!

    • Nunão… posso falar um monte de besteiras aqui (me corrija pelos erros dessa minha teoria). O NAe São Paulo não poderia se transformar em um Navio de Treinamento “fixo” ao invés de se utilizar de simuladores para pilotos, tanto de asa fixa como de asas rotativas ? Para treinamento de pousos e decolagens ? O sistema de catapultas que exige pressão, não poderia ser utilizado instalando caldeiras “externas” somente para acioná-las. Poderia transferi-lo para a base de São Pedro da Aldeia. Seria um simulador que traria aos pilotos uma experiência real para sua formação em Porta “Aviões e Helicópteros” que agora fica na dependeria somente do PHM Atlântico (e somente para asas rotativas) e deslocando-o para o mar com todo o grande custo de uma operação dessas, somente para treinamento ?

      • Roger,

        Navios aeródromo que operam asa fixa precisam estar em movimento, tanto para decolagens quanto pousos enganchados, gerando vento relativo no convés para que sua operação seja segura.

        A própria justificativa da aquisição do São Paulo era que o Minas Gerais, com seus 20 e poucos nós de velocidade máxima, gerava vento relativo muito perto da margem de segurança para operações dos jatos A-4 Skyhawk (ou abaixo, conforme o peso do combustível da aeronave que ia enganchar). Era preciso contar também com algum vento natural, o que pode não ocorrer.

        Vale lembrar que o 25 de Mayo argentino, similar ao Minas Gerais, não lançou seus A-4 (e eram mais leves que os nossos) nas Malvinas num ataque programado porque não havia vento, e o máximo que poderia gerar em movimento só permitiria poucas bombas nos A-4, com baixíssima probabilidade de sucesso na missão.

        Dito isso, considero a ideia inviável.

    • Concordo plenamente, eu sou nascido em Santos e isso seria maravilhoso, mas como o pessoal lá é da “turma do não” dificilmente aconteceria.

    • Seria muito difícil a atracação nas proximidades do centro histórico de Santos por “n’ motivos ( calado, acesso, ponto de atracação etc ), mas tiraria umas ótimas fotos da Ilha Barnabé…

    • Pois é. Os que criticam não têm a mínima visão do que a transformação do A-12 em museu naval representa para a cultura naval/militar. Seria excelente. Tem o meu total apoio.

  16. Oportunidade ímpar, é essencial que preservemos a história da operação de Nae´s na Mb, a história da aviação naval brasileira é muito rica, pode ser também uma ótima plataforma para exposições no melhor estilo “USS Intrepid”.

    • Matheus vi várias fotos do Intrepid Sea, Air & Space Museum. Fico imaginando “alguns Aviões e Helicópteros da Marinha irem para esse museu, com um Porta Aviões real para ficarem expostos. Geraria uma grande receita. Por que não a própria Marinha possa encampar essa ideia ?

      • A visita ao Intrepid é um programa legal, compensa, pois dá para ir batendo a perna até la e os passeios no Rio Hudson, normalmente partem ou chegam na região. O acervo é bacaninha, com o plus de ter o ônibus espacial (tem que pagar por um outro ticket). Tem um submarino ao lado também para visitar (neste não fui). Mas existem outros museus com acervos muito melhores nos EUA.

  17. Não vejo sentido já que ele não teve praticamente história nenhuma a não ser a de ficar atracado.

    obs: gostei da camuflagem digital lá no telhado das construções ao lado do nae São Paulo…

  18. Este navio, transformado em museu, e estando no litotal paulista (talvez em Santos), poderia também ser abrigo para parte do acervo de aeronaves militares do museu da TAM. Ia ficar show.

  19. Levem ele logo pro desmanche lá na Índia, visto que afunda-lo só traria malefícios a natureza por conta do amianto. Pois, vai que transformem ele em museu e do nada um maluco queira
    reativa-lo, sempre terá um saudoso, igual ao blindado Osório kkkkkk… Esse Nae é igual jogador ruim no banco de reserva, uma hora ele vai entrar em campo, por isso que tem que se livrar logo dele kkkkkkkkk

  20. Eu acho que é uma excelente idéia e espero que conte com o máximo de apoio possível. Embora o São Paulo não tenha sido tão significativo assim na História da MB, ele serve como um espaço fantástico para a divulgação das atividades da MB e sua História. Qual jovem não tem vontade de entrar em um Porta-Aviões? Se o São Paulo foi tão oneroso assim para a nossa esquadra, que agora ele ‘pague’ sua vinda como um atrativo para angariar apoio popular para as próximas gerações de marinheiros, para que todos vejam o quão importante é a Marinha que os protege.

    Ainda mais sendo uma iniciativa privada, garante que não custará mais um centavo à Marinha. A idéia é muito boa mesmo.

  21. Pessoal vocês tem de pensar nas futuras gerações adolescentes que nada sabemdo papel de nossas forças armadas. Pensem na visita de alunos e crianças entenderem sobre a função da MB e dos nossos equipamentos e para serviram e de estudo para alunos de faculdades e colégios militares. Para despertar o interesse do público em geral para assuntos militares. Pergunto quem ou qualquer foi um cidadão comum que esteve em um Poeta Aviões? ?? Por favor pensem grande como é o nosso Brasil. Vamos transmitir valores. Para afastar essa juventude da perdição do _____________.

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE O ESPAÇO PARA PREGAÇÃO IDEOLÓGICA.

  22. Senhores, na informação eles falam em usar doações para cultura ( lei de incentivos a cultura), tem doações privadas e públicas, quando as privadas deixarem de cair, o poder público mas uma vez irá bancar, ouviremos falar SPaulo, abandonado todo enferrujado, aí vem verbas públicas. Se é para pensar o MINAS GERAIS, fo um dos porta aviões mais importante da história foi desmontado, porque o SPaulo teria tanta importância, no começo todo mundo iria ver, pagando, aí a fundação ficaria feliz, quando diminuísse público largava.

  23. A compra do NAe São Paulo foi um erro, embora escusável. Sua manutenção por tantos anos uma temeridade inominável. Sua recente desativação uma ação mais que esperável. Sua transformação em museu aeronaval uma iniciativa louvável. Boa sorte.

  24. Gostaria de saber o porque não conseguiram reformar o Sao Paulo. 🙁
    Trocar os motores é tão dificil assim? Não daria para terceirizar esse serviço?
    Poderia ser mesmo motor a diesel e eliminar as catapultas e instalar um sky jump

  25. É uma ótima idéia, um museu que atrairia as atenções às FFAA, à Marinha em especial. Quantas crianças não ficariam encantadas e tendentes a querer uma carreira na marinha, com a visita a um navio assim?

    Ademais, o PA ficaria ali, poderia ser (ainda) estudado para futuros projetos nacionais.

    E não haveria o custo de desmantelar e desintoxicar.

    E poderia gerar receitas sendo usado como hotel temático.

    E geraria receitas tributárias para o estado do RJ, afinal, suas atividades, hotel, restaurantes, lanchonetes, museu, visitas guiadas, eventos, etc.. gerariam o pagamento de impostos e taxas.

    Basta ser bem administrado, porque interesse, há! Haverá público, não só do Brasil, entusiastas militares do mundo todo certamente gostariam de visitar um porta aviões com tanta história.

    • Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Morreram tripulantes por conta de acidentes na tubulação de vapor. Não é o caso de um navio desativado. Basta ter interesse e boa gestão para viabilizar um projeto de torná-lo um museu e cenário para a realização de eventos, passeio turístico e excursões escolares. A cidade do Rio de Janeiro ( e o Brasil) ganharia um magnífico museu, aliás. O NAE São Paulo seria a única coisa que me faria visitar a cidade do Rio de Janeiro

  26. Deviam fazer ele voltar a operar a todo custo !!!!!
    Uma guerra com a Venezuela está cada vez mais próxima, e precisaremos desse tipo de embarcação a todo custo !!!
    Eu sei que os gastos serão grandes, mas desmontalo e reconstruilo seria fundamental para podermos construir um porta aviões nacional !!!

  27. é melhor transformar em recife mesmo,fazer um exercicio com os mk-48 que acredito serem os unicos meios disponiveis na mb capazes de fazer ir a pique com poucos disparos…um missilex iria consumir muita munição rsrs…amianto é fichinha perto do mercurio,do césio,urânio de alguns meios q ja foram afundados.

  28. Deveriam ter feito isto com o Minas Gerais, este, sim, com uma história na nossa Marinha. Deixaram-no ser destroçado.
    Que seja, então, com o trambolho do São Paulo.

  29. Eu iria mais longe.

    Colocaria nele aeronaves da MB, da ARA e da Marine Nationale.

    Queria o convoo e o hangar inferior com F-8F, A-4Q, Tracker, Super Etendard, SH-3…

  30. Pôxa que notícia magnífica. Excelente a idéia da associação em criar o NAe São Paulo em museu, esperamos que vá em frente esse projeto!

  31. Se o Brasil tivesse feito como os chineses quando comprarão o NAE da russia,desmontado de encima a abaixo,deixar o NAE pelado e voltar colocar tudo novo,esatria navegando atê hoje.mais já conhecemos os politicos que temos no Brasil,para a seguridade nacional,não tem verba ,mais para as eleições tem BILHÕES para os partidos.enfim.

  32. Nos Estados Unidos (na Cidade de Nova York) temos o Intrepid Sea, Air & Space Museum.
    No caso do Brasil qual o estado com o maior apelo turístico tanto no Brasil como no exterior ? Rio de Janeiro, isso é uma questão que (independente da situação que o Rio atravessa) não mudará.
    Olhem essas fotos (abaixo) do que compõe o Museu do Intrepid Sea:

    https://www.cnet.com/pictures/a-tour-of-the-intrepid-sea-air-and-space-museum-pictures/

    Me digam, “SE” essa associação conseguir montar algo “próximo” do nível que os americanos fizeram com o Intrepid, duvido que não atraia público e principalmente “receita”
    Não se esqueçam que todo o acervo do Museu da TAM continua sem endereço para reabertura. Se o João Amaro (Presidente do ex-Museu da TAM), reclamar dos aviões ficarem no tempo, tem o Hangar gigantesco para proteger as peças mais valiosas. Temos aí aquela velha parábola, de juntar o útil ao agradável…
    As ideias estão sendo postas sobre a mesa.

  33. Tomba. Vira patrimônio histórico. Depois apodrece ao acaso como tudo nesse país.

    Com todo o respeito aos editores. Ou conserta ou vende no estado. 1,5 bilhões de dólares para colocar um porta-aviões em operação é nada. Tem piloto naval brasileiro em treinamento nos EUA. Também serão museus? E a aviação embarcada? Vai pro museu da TAM em São Carlos? E tudo o que aprendemos com o A12?

    – Mas o navio quase não operou, vivia quebrando. Foi um tormento chegar aqui. Parou no meio do oceano 2 vezes. Nada funcionava. Turbinas, hidráulica, eixo, válvulas, elevadores, máquinas…nem com macumba.

    Bem…comprou carro usado. Vende ou conserta. Virar museu parece pouco caso com o dinheiro público. Se não teve relevância histórica nem cumpriu missão é um atestado de óbito. Ou enterra ou ressuscita pela glória de todos os santos. E manda pro inferno quem comprou a tranqueira.

    Sério. Pega um papelzinho igual aquele dos 2,5 bi da capitalização e faz outro de 6. Manda consertar com recursos da compensação financeira dos hidrocarbonetos e complemento do resultado primário. O A12 está aqui. Servirá para aprender a fazer e a consertar. Aprender a manter.

    O Santos jogou no Pacaembú. O estádio está tombado e virou museu do futebol. O Coliseu de Roma está melhor conservado.

  34. Uma dúvida. No caso de um hipotético conflito, qual força inimiga neste planeta deixaria de afundar um porta-aviões porque ele tem amianto? Faça-me o favor. Sinto muito mas no final a solução é sempre a mais barata a curto, médio ou longo prazo.

    • Ok, em uma situação ‘hipotética’ de paz, na qual você pode deixar de fazer um tremendo mal ao meio ambiente, e com isso angariar simpatia daqueles que são mais radicais com o assunto, você acha que valeria à pena fazer a descontaminação, assim como o fato de estar cumprindo a lei de seu próprio país?

      Ainda em uma situação ‘hipotética’ de paz, se uma associação privada assume os gastos com investimento para a transformação de uma unidade naval desativada em museu e assume a responsabilidade com os custos de manutenção e operação, tornando desnecessário o trabalho de descontaminação para desmanche ou afundamento, não sairia ainda mais barato para os cofres públicos?

      Ah, como essa situação hipotética de paz soa bem. Não seria legal se fosse assim?
      /sarcasmo

  35. Fico feliz com essa notícia! Eu mesmo, não me lembro mais se aqui ou em outro meio de notícias navais/militares, já havia sugerido essa alternativa de transformar o São Paulo em museu, sem saber que já havia esse movimento por parte de um grupo! Vou apoiar e será uma grande notícia se vier a se cumprir no futuro, espero, muito próximo! Um museu sempre é bem-vindo e se integraria muito bem por exemplo ao espaço já existente da marinha que tem duas naves (o Baurú e o Riachuelo) em exposição e a visita é fantástica. Com o NAe São Paulo o espaço cultural da MB seria certamente um dos maiores espaços culturais e de visitação/integração como público de uma força militar em todo o mundo! Poucas cidades do mundo tem esse privilégio e seria uma enorme aquisição cultural e educacional para para o Rio caso fique aqui. Quantas pessoas no mundo tem acesso a um porta-aviões? Será um sucesso sem a menor sombra de dúvida! A criançada então vai adorar visitar! Dará visibilidade a MB em toda a sociedade contribuindo para estreitar os laços entre a sociedade civil e as forças armadas em geral e a Marinha do Brasil em particular!

    Ver uma máquina de guerra transformada em um espaço de estudo/ensino sem deixar de destacar a importância da defesa de uma nação, seria fantástico! A Marinha do Brasil só terá a ganhar com a aproximação do publico em geral que ali poderá conhecer o trabalho importante que a MB sempre prestou e presta ao país, seus projetos e história, além de poupar milhões de reais num processo muito complicado de desmantelamento do casco. Poderá inclusive a MB ter ali uma fonte de captação de verba para além de manter o espaço, e um local excelente para encontros científicos e técnicos navais e militares, bem como perfeito para feiras sobre defesa entre inúmeras outras possibilidades! Acredito que a MB “marcará um golaço” se tal projeto se concretizar! Desde já parabenizo essa sociedade e a MB pelo projeto! Construir é sempre melhor que destruir !!!! E torpedear o NAe São Paulo em nada acrescentará a MB e muito menos ao país!!!! (Alias, me desculpem mas pelo amor de Deus que ideia???!!!!!! Há outras formas mais avançadas de testar armamento muito mais racionais, ecologicamente, logisticamente, tecnicamente e economicamente falando !!!! ). Abraços.

  36. Vou te falar uma coisa hein. O maior problema do Brasil é uma parcela dos brasileiros mesmo! Em um país carente de cultura e memória como o nosso, se apresenta uma oportunidade de criação de um museu interessantíssimo com pouco ou nenhum gasto público e mesmo assim aparece um monte de “forista de G1” pra dizer que o melhor é afundar ou picotar o navio. Isso mesmo quando várias pessoas com conhecimento da coisa já disseram que teríamos gasto público para a necessária descontaminação.

    Parece que tem uma galera aqui que tem “massa marrom” no lugar de massa cinzenta mesmo…

    Como pode ser melhor vender o navio por um valor baixo ou gastar para afundá-lo do que ter um museu no qual jovens e adultos possam se divertir/instruir ao mesmo tempo em que serão gerados empregos e receita?

  37. Excelente idéia. Com certeza haveria interesse na visitação e ainda o teríamos à mão para estudos futuros pela MB. Citaram diversas vezes o Intrepid em Nova York, mas há outro na California, que é o Midway.
    Vejam em http://www.midway.org com é feita a exploração desse museu

  38. A ideia que não quer calar: como está o estado de corrosão do casco? Alguém inspecionou com ultra som e coleta de amostras ou teremos que perguntar para as cracas do fundo do casco? Não adiante idealizarmos algo que poderá naufragar com pouco tempo de uso. Sabemos que o que mais estraga um casco é ficar ancorado em água salgada. O Intrepid está no Rio Hudson que passa boa parte doce. Atraca ele na Ilha do Galeão calçamos com concreto, e faz uma escola e um Hospital, de lambuja colocamos aviões e teremos o Museu da Aviação. Será também uma base segura nestes tempos de tiroteios. O Rio…passa fase difícil.

  39. Um PA convencional completo ainda eh uma arma formidavel, pena que nao deu para retirar a parafernalha toda e colocar uma propulsao Diesel Eletrica, sem turbinas, mesmo para os 27nos. Os chineses podem fazer isso a custo razoavel e quem sabe com aquela catapulta Eletromagnetica, e a unica chace do Sao Paulo, senao um belo museu.

  40. Sou também a favor de fazer com ele engenharia reversa, desmontar e remontar reparando os erros e melhorando. Temos ótimos engenheiros. E hoje com a tecnologia eletrônica disponível tudo e possível. Sei que tbm é necessário verba. Não gostaria de vê-lo desmanchado como o Minas Gerais. Ou em último caso que seja um museu com salas multimeios.

  41. Divertir? Levar criança pra passear? Lá nos EUA têm navio museu então a gente pega os nossos e faz também. Vira sala de aula. Organizamos passeios lúdicos e excursões escolares.

    Sinceramente…

    Depois de todo o esforço com a aquisição, a modernização, as tentativas, os exercícios, o adestramento, o treinamento, os aviões, os pilotos, os planos, transforma em museu?

    Olha…se o Esteves fosse Ministro da Defesa pegava esses almirantes da MB. Vai virar porta-helis, porta-aviões, navio de apoio, mais vai pro mar cumprir missão. 1,5 bilhões de dólares é dinheiro de campanha de politico. 6 bilhões de reais é 10% do que roubaram da Petrobras em 4 anos.

    Tem estaleiros sem encomendas, o país está parado, cada bobagem que o governo faz custa 60 bilhões, 100 bilhões, 400 bilhões. A transposição do São Francisco entupiu, o Minha Casa Minha Vida…2 programas que perderam 45 bilhões em 2018.

    O governo paga 50 mil reais por uma casa do Minha Casa Minha Vida. Uma.

    E não têm 6 pra botar um porta-aviões no mar? E os conformados com o fracasso acham ótimo ter um navio escola no píer? O MASP tem obras milionárias e o museu vive quebrado. Ninguém visita. Quem vai visitar navio sem história?

    Qual é a memória que esse navio tem no Brasil? Só deu xabu. Só vexame. Conserta isso. Chama chinês, ucraniano, indiano, italiano e vamos aprender a fazer com quem passou por isso.

    Que falta faz um presidente.

    • “Depois de todo o esforço com a aquisição, a modernização, as tentativas, os exercícios, o adestramento, o treinamento, os aviões, os pilotos, os planos, transforma em museu?”

      Esteves, o navio nunca foi modernizado. Recebeu um ou outro sistema mais novo, teve manutenções pontuais, mas modernização não teve.

      “Conserta isso. Chama chinês, ucraniano, indiano, italiano e vamos aprender a fazer com quem passou por isso.”

      Não é só “consertar”, é reformar por completo, remotorizar, recuperar internamente (o casco por fora e estruturalmente está bom, mas um navio desses é, por dentro, uma profusão de compartimentos e de tanques diversos, e boa parte não está em boas condições). Quem fez reconstrução de navio-aeródromo não foi com navio construído há mais de 50 anos. O tempo para a remotorização e reconstrução mais profunda do NAe São Paulo passou há mais de dez anos, não é só a questão do custo, mas do risco de demorar mais do que o previsto, custar mais e não ficar bom – veja que os indianos também sofreram com muitos atrasos e escalada de custos para reformar um navio russo usado para virar um navio-aeródromo.

      NAe São Paulo é que nem o carro de combate Osório: nas discussões de internet, um monte de gente vive querendo ressuscitar um ou outro. Acho que é a profusão de filmes e séries com zumbis que gera essa obsessão.

  42. Ainda bem que Esteves não é Ministro da Defesa… rssrs sem ressentimento, só brincando com o amigo. Mas a propósito, a MB analisou essa possibilidade e o custo era muito alto além de dar para comprar outros meios novos para a esquadra os quais ela necessita muito mais que o NAe. Além do mais pela avaliação técnica feita ao que eu sei assinalou que todo o reparo, com substituições de componentes, etc etc etc, ainda assim não dava garantias de que o navio ficasse 100%. Imagine então se depois disso tudo e mais de 1 ano no estaleiro o NAe desse problemas !!!!!! Melhor investir esse dinheiro todo em novos meios e projetos não é? Abraço.

  43. Estamos em guerra? Se levar 8, 12 ou 15 anos para recuperar o navio, faz diferença? A India tem lá sua encrencas e suas pressas. Nós não.

    Quilômetros de cabos, canos, fios, tubos, painéis. Já li isso aqui. Tem que trocar a propulsão por diesel. Tem que substituir o eixo e o leme. Também li aqui. Tem que cortar o casco. Li também. Jabuti não sobe em árvore. A NASA conserta sonda na órbita de Saturno lá na Flórida. Calígula construiu navios com mais de 100 metros de comprimento. É só reformar um problema. O A12 não ficará mais obsoleto.

    Qual navio opera 100%? O orçamento da empresa americana foi 1,5 bilhões. Perguntamos a outros? Com 1 bilhão de dólares os ucranianos ou os coreanos colocam esse navio em operação? Qual estaleiro nacional se recusaria a fazer por 1 bilhão de dólares? Não precisa disparar raio laser nem lançar F35. Pensando bem…até daria pros F35.

    Engraçado. A MB não aprecia (nem eu) comentários sobre a idade da frota. Mas vai encostando…porque fazer manutenção da trabalho. Bem…oficialmente são quase 20 milhões de desempregados. Tem cortador e soldador querendo trabalho por 2 mil.

    Não tem grana. Mas corveta de 500 milhões é great success. Se a MB tem outras prioridades por que comprou? Nosso grana é suficiente para manter meios com propulsão diesel. Mas o Napip das Tamandarés aceita turbinas. Bacana.

    – Tava barato. Oferta de oportunidade. Segunda mão.

    Ok, ok. Não modernizou como poderia nem como deveria porque também não se sabia. Mas se tentou ao menos manter. E nem isso foi possível. Casa, a gente começa a fazer pelo alicerce. Reforma, inicia pelo telhado. Casco bom, superestrutura também…pode começar.

    Bem…já foi. Vai pegar os pilotos e os aviões e transformar em bonecos de cera. Bota no convoo e faz como aqueles artistas de rua que havia nas cidades da Europa. No comando e na ponte pode vender cachorro quente por 1 real?

    Americano foi a guerra. Várias. Tem história pra contar. Tem lamentos. Tragédias. Valentias em mares distantes e de outros. Batalhas em oceanos. O que têm pra contar do A12?

    • “Estamos em guerra? Se levar 8, 12 ou 15 anos para recuperar o navio, faz diferença?”

      “Se a MB tem outras prioridades por que comprou?”

      Já se vão cerca de 20 anos das tratativas e compra do NAe São Paulo. Comprou porque fazia sentido na época, conforme o contexto, as prioridades e as previsões de orçamento de 20 anos atrás, além da idade do NAeL que servia até então.

      Vinte anos atrás, o navio tinha entre 30 e 35 anos de uso. Hoje o navio tem mais de 50 anos desde sua entrada em serviço na França. Se uma reforma de resultados incertos levar 10 anos, terá mais de 60. Não faz mais sentido, na minha opinião, quanto ao custo-benefício e prioridades atuais, que mudaram nesses 20 anos.

      “Nosso grana é suficiente para manter meios com propulsão diesel. Mas o Napip das Tamandarés aceita turbinas. Bacana.”

      Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Propulsão por caldeiras e turbinas a vapor não tem nada a ver com propulsão por turbinas aeroderivadas. E por falar nelas, pra mim o melhor custo-benefício de uma remotorização do São Paulo seria com turbinas aeroderivadas, lá atrás, do que com a propulsão diesel-elétrica aventada depois, mas é só minha opinião (precisa calcular o consumo, capacidade dos tanques frente à necessidade de planta de geração de vapor separada ou outras alternativas para o desejado sistema CATOBAR).

  44. Lembrei do Tamandaré, ex-Saint Louis, que um grupo de ex-tripulantes dos EUA queria comprar quando deu baixa mas a MB olimpicamente negou, para vende-lo para desmanche, mas como bom combatente do mar, se negou a tal destino e naufragou sozinho.

  45. Senhores no Brasil e muito pouco provável que um navio desta dimensões se transforme em museu devido o altíssimo custo de mante-lo em funcionamento. E bom lembrar que mesmo inativo de tempos em tempos o navio precisa ser docado para manutenção. Os navios museus da MB são submetidos periodicamente a PDN. Este navio vai ser vendido e seu aço utilizado.

  46. Prezado Nunão, bom dia.
    .
    Obrigado pelo retorno. Procurarei essas matérias, pode deixar. Mas veja, na linha dos experimentos estrambóticos, as caldeiras da belonave poderiam ser extraídas e substituídas pelo reator (não saberia dizer o n. necessário) em desenvolvimento para o SNBR. Mais um local de teste do engenho.
    .
    Outra experiência maluca, sem preocupação quanto ou cobrança de resultados (é tudo para aprender mesmo): as catapultas a vapor seriam retiradas e substituídas por eletromagnéticas, de concepção nacional. Só para testes, para desenvolvimento. Nem que fosse para estilingar apenas massores ao mar.
    .
    Aliás, o navio poderia ser convertido, durante todo esse período de aprendizagem, para porta helicópteros, de modo que se lhe conferiria alguma operatividade e projeção, ainda que eventualmente restrita à ZEE.

    • Prezado FRL, um navio não é como um carro, que voce abre o capo e troca o motor. Colocar um reator nuclear, demanda em desenvolver, montar e testar todo o sistema de refrigeração à água, blindar o mesmo e possivelmente ter mais de um reator. Tudo isto, sem ter que mexer na estrutura do navio. Mesmo a colocação de turbinas é complicado, pois todo o sistema de oxigenação do mesmo tem que ser desenvolvido.
      Colocando em nosso mundo. Você quer ter um Ford Edge (um porta aviões da Classe Gerald Ford) mas não tem grana (só um Ford Rural e você ganha 10 mil reais mas com 5 filhos pequenos) . O São Paulo foi lançado em meados da década de 50, naquela época o Brasil tinha por exemplo o Ford Rural (o bicudinho), imagina tentar colocar o motor da solução híbrida da Ford (vamos usar o EcoBoost) com motor de 2 litros que de repente cabe com algumas alterações (não acho que seja somente com algumas viu!!!). Mas para funcionar plenamente, tem que alterar o sistema de freagem, para ter os freios regenativos, ou seja, tem que mexer em toda a parte de baixo do carro, além disto, tem que colocar o sistema de baterias de Lítio (espaço tem de sobre lá atras), mas tem que puxar os cabos, colocar os computadores de bordo, trocar toda a fiação a bateria antiga. Obviamente tem que trocar os amortecedore, molas, jacaré, radiador etc.
      Depois de gastar uma baba e demorar uma década, você vai ter um carro velho, com cambio manual (nem sei se isto é possível), direção mecânico (não elétrico), sem ar condicionado, para abrir as janelas usar macaneta, barulhento e que não vai aguentar correr ou acelerar muito (pois a estrutura não aguenta). E Só Deus sabe quais são os outros problemas que podem acontecer..
      Compensa?

      • Prezado Humberto, boa tarde.
        .
        Obrigado pela ponderação.
        .
        Se pensarmos no SP como um meio a ser plenamente operacional, não compensa. Se doravante pensarmos nele prioritariamente como fonte de engenharia reversa e como uma bancada de testes de vários sistemas, ou seja, um desenvolvedor de tecnologia, compensará pelo aprendizado e pelo conhecimento adquirido.

  47. Estado do casco?
    O navio será umuseu, não precisará navegar mais e sendo assim, não precisaremos de ultra som e toda essa balela para manter um navio flutuando próximo ao cais.
    Quando precisar de remendos os mesmos podem ser feitos por mergulhadores com solda submarina ou estanque com placas de aço.
    Mas realmente o problema é o Brasileiro, afundar um navio deste porte sem levar em consideração os gastos para descontaminar e preparos para operação.
    Tsc tsc mais uma vez se entende o atraso da sociedade nacional!

  48. Certa vez li que a MB estava estudando o São Paulo para desenvolver o futuro NAe nacional, se for verdade será uma ótima evolução de pensamento em nossas FAAs.
    Também li que a França há época da venda do A-12 teria oferecido junto todos os documentos e projeto do mesmo.
    Acho que a MB deveria abrir o A-12 para estudos pelas faculdades nacionais e empresas, assim somado as conhecimentos dos engenheiros da MB iniciar um projeto de Nae nacional.
    Realmente uma pena o Brasil ser tão Marxfóbico, se não fosse entregaria o navio a China que fariam a recuperação do mesmo c.uma parcela ínfima do valor cobrado pelos Franceses, como foi dito acima.
    Mas será um belo museu/escola!

  49. Na minha opinião poderia ser vendido como sucata e o dinheiro doado a uma instituição de caridade no Brasil como Hospital Irmã Dulce em Salvador Ba.

  50. O que eu ouvi falar aqui mesmo no “Naval” é que o casco do “São Paulo” esta em muito boas condições , e ao julgar só pelas fotos realmente me parece isso, Acho a ideia desta associação muito boa e também todas as outras idéias já colocadas aqui relevantes sim, não podemos perder a oportunidade de preservar este navio pelos mais diversos motivos entre outros um muito importante o Ambiental, não é alternativa afunda-lo do jeito que esta, tem placas de amianto que é muito nocivo ao meio ambiente e ao ser humano, então ou se vende pra alguém especializado desmontar e sucatear de acordo com as leis internacionais ou se preserva.

    É bem verdade que o “Minas Gerais” teve mais importância para a MB, mais ele já se foi, na época alguém teve esta ideia ? de preserva-lo? Alguém se movimentou ? não e hoje “choramos” ao ver as fotos do seu desmantelamento.

    E aproveitando Entendo muito pouco e por isso pergunto, qual seria as maiores complicações (alem da burocrática ) em mante-lo ? um vez que depois de se encontrar um lugar adequando para ele repousar e retirar todo combustível, não é só a questão de corrosão natural ? outra pergunta quanto a questão de sistemas ?? sensores radar e computadores do São Paulo podem ser aproveitados em outros navios da MB ?

    • “É bem verdade que o “Minas Gerais” teve mais importância para a MB, mais ele já se foi, na época alguém teve esta ideia ? de preserva-lo? Alguém se movimentou ? não e hoje “choramos” ao ver as fotos do seu desmantelamento.”

      Sim, houve propostas de transformar em local de eventos no Rio de Janeiro e até em navio-museu na Inglaterra, mas não tiveram sucesso. É preciso lembrar que, pra cada navio-museu hoje existente no mundo, houve inúmeros outros propostos mas que não foram viabilizados, mesmo nos EUA.

      • A todos leitores (gostaria da análise do editor Nunão). Eu realizei uma profunda pesquisa na Internet e encontrei o que pode acontecer “SE” o NAe São Paulo for destinado para o corte. Existe uma estória paralela relacionada a “OUTRO PORTA AVIÕES FRANCES” que pode ser comparada a atual situação do NAe São Pulo que vale a pena ler e se interar (no link abaixo), afinal no momento atual do ecologicamente correto, haverá consequências e responsabilidades que a Marinha do Brasil terá obrigatoriamente que realizar, se decidir por desmantelar o navio. Posso garantir “não ficará barato isso” Então considerem a ideia do Museu o remédio “menos ruim” para um grande problema que pode se tornar para a Marinha desmantelar o São Paulo.

        https://www.publico.pt/2009/02/06/jornal/clemenceau-a-ultima-viagem-do-velho-guerreiro-294543

  51. Ora pois.

    Então nao produz sub nuclear nem qualquer outro meio movido por reator nuclear porque não é possível manipular, manusear, desmantelar.
    Fecha Aramar porque não se tem aprovação/noção do impacto ambiental nem licença para 2 reatores e seus rejeitos em Ipero. Cadê El Cabril daqui?

    A atividade humana tem consequências. Se o A12 virar museu vai deixar de contaminar o ambiente? O amianto desprende. Solta. A praga são os asbestos, filamentos que existem dentro do cimento. Uma vez inalados ficam impregnadas nos pulmões. Precisam estar isolados. Não podem ser utilizados em telhas e caixas d’água como ainda fazemos no Brasil. Aliás…nossos telhados romanos de 3 mil anos, só aqui. Nem em Portugal.

    Que rio do Mato Grosso ainda não foi contaminado com mercúrio? Que vento nas cidades brasileiras ainda não carrega querosene?

    Tá bem. Não presta pra nada. Talvez na França tenha servido. Aqui só deu conta pra pagar.

    Alguém pode me explicar o que a MB vai fazer com os pilotos, os aviões e com todo o aprendizado de ter operado 2 porta-aviões?

  52. Pergunta de curiosidade: há alguma estimativa de quanto custaria manter um museu assim? Que tipo de gasto (e obras) é necessário em manutenção, afinal o navio estaria ancorado?

    • Imagino que a associação esteja de posse e estudando os custos de algum museu similar (Intrepid?), ou no mínimo isso seria de bom alvitre. Alguns milhões de reais por ano, com certeza. Manter grupo de emergência para evitar inundações e incêndios. Limpeza e conservação de um espaço equivalente a um grande hotel. Manutenção de parte elétrica, hidráulica e sanitária de 50 anos de idade. Segurança, com inúmeros pontos de invasão possíveis, inclusive para a gigantesca parte que ficará em desuso. Revisões periódicas do casco (o ideal seria ficar em água doce). Investimento para “rechear” o museu e colocar as partes visitáveis do navio em condições para tanto. Etc, etc, etc. Não é brincadeira um negócio desses, tem que ser muito bem estudado.
      Gosto da ideia do museu, mas concordo com você: não tem como opinar concretamente sem ter números reais na mesa. Tenho imensa impressão de que apenas com recursos de ONG + taxa de visitação não é possível manter tamanhas despesas. Talvez hotelaria possa ajudar, mas seria algo bem diferente a ser pensado, talvez.

      Minha ideia anterior era oferecer o A12 para os indianos, se ele estiver em condições de ser rebocado até lá. Eles estão precisando com urgência de um porta-aviões com catapulta. E tem experiência nessas reformas, quem sabe interessam.

  53. “Esteves 30 de agosto de 2018 at 13:54
    Alguém pode me explicar o que a MB vai fazer com os pilotos, os aviões e com todo o aprendizado de ter operado 2 porta-aviões?”
    Esteves, esse é aquele caso para usar a máxima “vão-se os anéis, ficam os dedos”. A aprendizagem de operação de asa fixa embarcada inevitavelmente vai se perder, pois não teremos porta-aviões por pelo menos mais uns 30 anos, e até lá estarão todos aposentados. Ou então será necessário gastar milhões de dólares por ano para continuar ensinando pilotos a atuar em porta-aviões, e até atuar em porta-aviões estrangeiros, mas sem a mínima perspectiva de atuação em porta-aviões brasileiro. Ou seja, melhor não gastar esse dinheiro, deixar para gastar apenas, e se, quando um porta-aviões estiver disponível. Evitar gastar com a coleira antes de ter o cachorro, coisa que a MB, infelizmente, fez várias no passado.
    Quanto aos pilotos e aviões, continuar operando em terra, eles ainda dão um bom caldo para a defesa nacional, ainda mais em face da obsolescência dos meios da FAB.

  54. boa noite , a despeito dos comentários depreciativos e questionamentos quanto a aquisição do foch junto a MB temos que nos ater ao seguinte : se nós não valorizamos a nossa história , quem vai valorizar ?? acidentes , incidentes e tragédias ocorreram e ainda ocorrem nos meios aeronavais civis e militares e nem por isso queremos desmontar os navios/aviões por isso.
    a proposta é louvável sim , apoio e até doaria alguma quantia para ele ser mantido como museu ( seja no rio ou em santos mesmo); sofri muito nas caldeiras acesas , passei noites em claro fazendo testes de máquinas sem saber quando ia voltar pra casa. independente da história negativa dele na MB , o A12 merece ter um crédito por ter mantido a doutrina de aviação de asa fixa embarcada , pela sua tonelagem e complexidade de operação nesses anos todos . fora que adultos que nós somos ou amamos ou odiamos o obélix , mas para uma criança . estudante de ensino fundamental e médio é facilmente impressionável ( tanto para o bem como para o mal) logo manteria-se viva a chama da importância das FA , da Marinha e do seu papel no atlântico sul ( ok ! não estamos na guerra fria , não há SubNucs vermelhos , mmas existem pesqueiros chineses ilegais , tráfico e sabe-se lá mais o que).
    é só a opinião de um velho tripulante que não quer ver seu navio sendo cortado para ser feito gilletes.
    Erramos pela não preservação do Minas , erramos na compra do Foch , pelo menos poderia-se preservá-lo como museu e um atrativo turístico no centro do Rj ou em santos mesmo.

  55. Boa noite a todos,
    Lembro que li aqui, que os japoneses estavam com dificuldades para adaptar os seus porta-helicopteros para utilização com os F-35B.
    Eu tentaria vender o São Paulo para os japoneses ou coreanos, mesmo que ele não seja o ideal, longe disso, pelo menos é uma solução a curto prazo para esses países. Com o grande crescimento chinês, para esses países o São Paulo seria a única alternativa para eles terem um porta-aviões operacional em questão de meses.
    Ambos tem industrias navais com plena condição de consertar o São Paulo. Se não fosse uma venda poderia ser uma troca, em qualquer caso o Brasil sairia ganhando.
    Complementando, os franceses não fariam oposição se eles pudessem vender seus aviões nesse negócio.

    • Mello…
      .
      os japoneses ainda não se decidiram pela compra do F-35B…por enquanto apenas o
      F-35A para à Força Aérea…então não se trata de dificuldade, provavelmente não seria
      tão difícil operar o F-35B dos 2 navios classe “Izumo”…mas…teria que se gastar para adaptar os navios e mesmo reduzir à quantidade dos F-35As para poder adquirir algumas poucas dezenas de F-35B…não se sabe se tudo isso valeria a pena.
      .
      O F-35B não necessita de catapulta então o fato do “São Paulo” ter duas delas em
      nada facilitaria as coisas para os japoneses…e sua estimativa de “questão de meses”
      para se colocar o “São Paulo” de volta à ativa é extremamente otimista ou irreal…
      seriam necessários anos e muito dinheiro para o “São Paulo” retornar à ativa mesmo
      abolindo às catapultas e no fim se teria um navio velho sem muito tempo restante de vida da mesma forma.
      .
      Primeiro, os japoneses precisam decidir-se se realmente querem o F-35B…depois será
      muito mais fácil adaptar os 2 classe “Izumo” do que tentar fazer o “São Paulo” navegar novamente…ninguém quer o “São Paulo” !

    • Só testando para saber. Por isso sou a favor de afundar o A12, tal como os americanos fizeram com o USS America. Mas só depois de ter copiado cada linha dele.
      Museu deveria ser destinado a navios realmente históricos. Os demais, principalmente este que só trouxe vergonha e dor de cabeça, o máximo de glória que teriam em suas existências seria um repouso merecido no fundo do oceano.

    • nossa q bom saber q tem mais gente q pensa como eu pensei q estava só nessa…então museus no brasil não tem futuro se sustentando pela iniciativa privada pq o brasileiro não tem compromisso com o passado tem a memoria curta mais cedo ou tarde a bomba iria cair no colo do contribuinte o mais adequado a se fazer é darmos esse fim honroso…agora a respeito dos exocet´s nosso debate da missilex foi bem produtivo https://www.naval.com.br/blog/2017/08/01/missilex-2017-afundamento-da-ex-fragata-bosisio/ mas seria legar ver um treino antes com exocet´s para ver os danos e o afundamento com os mk-48 seria bem legal ver isso.

  56. Oferece pra França, vá que eles topam. A história desse navio é sem dúvida mais significativa para a França. Outra (s) vantagem (s), não haveria necessidade de se gastar em manutenção, não ocuparia espaço, sem preocupação com amianto e tal, ou seja, nos livrariamos de uma bela dor de cabeça. Combina tudo, bota uma fita vermelha e despacha. Vai embora e não volta!

  57. Emerson Miura
    1 hora atrás
    INSTITUTO SÃO PAULO/FOCH.

    http://saopaulofoch.org/

    Saudações a todos!

    Antes de tudo gostaria de agradecer aos CANAIS do YOUTUBE :”Hoje no Mundo Militar”, “Arte da Guerra” e sites Airway e Poder Naval pela apresentação de nosso trabalho e também agradecer a todos que enriqueceram a nossa história com comentários, sejam eles favoráveis ou contra este grandioso projeto.

    É a primeira vez que nos manifestamos a respeito e para assegurar que nosso trabalho transcorra sem contratempos nos limitamos em compartilhar mais informações. Como presidente do instituto, gostaria de apresentar-lhes nossa Missão, não em caráter oficial mas para entendimento.

    O que seria do homem se não houvessem desafios e o desejo de realizar algo que possa ser duradouro deixando um legado para as futuras gerações?

    Seguindo esta linha de raciocínio foi criado o projeto, cuja organização segue os moldes internacionais e com gestão do Terceiro Setor.

    Acompanhando os comentários, percebo que temos muitas pessoas que conhecem muito sobre o universo naval e sua história.

    Lamentavelmente o NAe-11 “Minas Gerais” ( Ex- HMS Vengeance) não sobreviveu para contar sua história e o que ficaram foram fotos e homenagens de sua louvável prestação de serviços a nossa Marinha Brasileira. Acompanhando o desenrolar de seu triste final, continua sendo impactante rever as fotos de seu desmantelamento em Alang- India.
    Quando soube do descomissionamento do NAe-12 “São Paulo” (Ex- R-99 FOCH) , eu deslumbrei a possibilidade de transforma-lo em um “Midway” ou um “Intrepid” sul- americano.
    Embora o “MINAS GERAIS” tenha mais bagagem operacional que o “SÃO PAULO”, deixando de lado este fator conflitante, e outros questionamentos, sigo direto ao objetivo de nosso trabalho.

    – Geração de Emprego,
    – Geração de desenvolvimento local,
    – Acessibilidade aos jovens e adultos a cursos dentro do Museu ( Tecnologia, Meio-Ambiente entre outros),
    – Museu Militar ( Marinha, Exército e Aeronáutica) , Estamos falando de 8800 m² de convoo e 3300 m² de hangar coberto…
    – Área gastronômica,
    – Áreas para eventos, etc.

    Qual seria o valor de um porta-aviões transformado em milhares de panelas (sucata)? O quanto poderia gerar de recursos, um porta-aviões transformado em Museu?
    Muitas vezes lamentamos o fato de nosso pais não preservar seus patrimônios, podemos mudar isso.

    Alem do Museu “São Paulo/Foch”, nosso instituto sendo iniciativa privada em forma de organização da sociedade civil de interesse público, tem por finalidade especifica a gestão dos patrimônios dando assessoria a museus.

    No tópico tecnológico, Incentivo a Ciência e Tecnologia, Transferência Tecnológica, Associativismo Tecnológico.

    Estaremos em breve compartilhando de mais informações sobre nosso instituto.

    Grato pela colaboração de todos.

    Cordialmente.

    INSTITUTO SÃO PAULO/ FOCH

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