sábado, novembro 27, 2021

Saab Naval

Corveta Barroso: Marinha ainda tem dúvidas sobre modernização

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Corveta Barroso - V34
Corveta Barroso – V34 (clique na imagem para ampliar)

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O Comando da Marinha do Brasil (MB) fixou como meta: os escoltas que ela vier a adquirir na década de 2020 devem poder operar tanto o helicóptero AH-11B Super Lynx, do 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque, quanto o SH-16 (Sikorsky S-70B Seahawk), do 1º Esquadrão de Helicópteros Anti-Submarino da Força Aeronaval.

“Isso aumenta a flexibilidade e o leque de missões”, informou por e-mail ao Poder Naval um oficial da ativa que trabalha no assunto da renovação da Força de Superfície da Esquadra. “Desta forma, dependendo da ameaça/missão, será embarcado o Seahawk ou o Super Lynx. Essa opção não é utilizada hoje em dia, pois nossos atuais escoltas só podem receber o Lynx. Os futuros poderão receber os dois”.

Mas a verdade é que o tema dos novos escoltas vai além de programas hoje prioritários, como o da obtenção de quatro navios da Classe Tamandaré – para o qual foi aberto concorrência internacional, disputada por nove consórcios liderados por estaleiros da Europa e da Índia.

Há muita expectativa, por exemplo, acerca da modernização que se imagina factível na corveta Barroso.

A remodelação do navio integra, conforme se sabe, o rol de offsets exigido ao consórcio vencedor do Programa Tamandaré, mas o detalhamento dessa compensação – seus itens técnicos, prazos e valores envolvidos – permanecem virtualmente em aberto. Dependentes, claro, das possibilidades do consórcio que vier a ficar com os navios Tamandaré, mas não apenas disso, também do grau de exigências da Marinha.

A questão das modificações na corveta está sob o crivo de especialistas da Diretoria de Gestão de Programas da Marinha (DGePM), da Diretoria de Engenharia Naval (DEN) e da Diretoria-Geral do Material da Marinha (DGMM).

Parte desses militares entende que, se a Marinha não aportar recurso algum à modernização da Barroso, o navio terá, apenas, no âmbito do compromisso de offset, uma substituição de sistemas e armamentos, o que já seria muito – e caro – mas não representaria a mudança que esses oficiais julgam necessária para uma unidade que ainda vai atravessar os desafios dos próximos 20 anos, operando em áreas marítimas afastadas da costa, e potencialmente inóspitas.

Perfis das corvetas Barroso e Tamandaré
Perfis das corvetas Barroso e Tamandaré. Observar que a última já prevê o embarque do SH-16 Seahawk

A Barroso operando com a Esquadra
A Barroso operando com a Esquadra

Corveta Barroso na BNRJ, em 2012
Corveta Barroso na BNRJ, em 2012 (clique na imagem para ampliar)

Popa – Nos estudos que vêm sendo feitos na Marinha ainda não há definição sobre a possibilidade de (a) se aumentar o convoo da Barroso até o espelho de popa, e (b) – tão importante quanto isso – fechar o convés abaixo do convoo.

Tais obras poderiam, efetivamente, reduzir a assinatura radar da corveta – tanto a lateral, quanto a traseira –, mas para alguns oficiais esses ganhos não seriam significativos. Ou, em outras palavras: a relação custo/benefício dessas modificações precisaria ser mais bem avaliada.

O aumento no convoo tem a ver, diretamente, com a possibilidade de pouso seguro a bordo para os SH-16, um aparelho bimotor de 10,4 toneladas (preparado para cumprir missões antissubmarino) que mede 19,75 m de comprimento, 5,2 m de altura e tem um diâmetro do rotor da ordem de 16,35 m.

SH-16 Seahawk
SH-16 Seahawk

AH-11B Super Lynx
AH-11B Super Lynx

Apenas como dado de comparação: o AH-11B Super Lynx de menos de 6 toneladas (totalmente pronto para operar) tem pouco mais de 15 m de comprimento e 3,8 m de altura; o diâmetro do rotor principal não ultrapassa os 12,8 m.

A questão é que, para receber um helicóptero com as dimensões do SH-16, o hangar da corveta precisaria ser objeto de mudanças significativas.

O simples aumento do convoo representará uma melhoria pela metade: o Seahawk desce no navio mas não será guardado no hangar – o que, na opinião de alguns chefes navais, parece um desperdício de dinheiro.

Por outro lado, a decisão de ampliar o hangar exigirá mudança de grande porte, como a feita pela Marinha do Chile para que suas fragatas multifunção da Classe Karel Doorman (também conhecidas como Classe M), adquiridas à Holanda, pudessem operar os grandes helicópteros AS332F1 Super Puma, de 8 toneladas (carregado), 14,48 m de comprimento e 4,92 m de altura.

No caso de o Comando da Marinha do Brasil optar pela alternativa mais completa e dispendiosa – substituição de sistemas, sensores e de armamentos, bem como modificações no convoo, no hangar da aeronave e no convés abaixo do deck de operações aéreas– os serviços na Barroso deverão consumir ao menos dois anos.

E de acordo com um dos oficiais consultados pelo PN, o trabalho será mais complexo que o realizado pela Real Marinha Australiana em suas fragatas Meko 200 ANZ, pois nesses navios o convoo já se estendia até o espelho de popa. Foi necessário, apenas, fechar o convés abaixo.

Júlio de Noronha
Corveta Júlio de Noronha

Classe Inhaúma – Ao lado das interrogações que cercam a reforma da Barroso, persistem, igualmente, algumas incertezas relativas à capacidade de as corvetas Júlio de Noronha e Jaceguai – Classe Inhaúma –, de 2.000 toneladas, se reintegrarem à rotina do setor operativo da Marinha.

Especialmente para as comissões mais exigentes, de patrulhamento oceânico no Atlântico Sul e exercícios navais ao lado de navios de outras Marinhas.

Após um demorado período de revitalização e reparos, as Inhaúmas – construídas no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro entre o fim dos anos de 1980 e o início da década seguinte – parecem, finalmente, aptas a navegar (a Júlio de Noronha esteve na Parada Naval de recepção ao PHM Atlântico, sábado passado), mas a sua propulsão, que foi inspecionada e revitalizada, carece de avaliações mais completas.

Outro problema é o da defasagem tecnológica dos seus sistemas, sensores e armamentos.

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Kommander

Quanto mais meios a esquadra tiver, melhor! O problema (como foi citado no final do texto) é a defasagem tecnológica dos seus equipamentos, não adianta ter vários meios se os mesmos não possuem armamento suficiente para sua autoproteção. A MB tem que parar de brincar de marinha de litoral se realmente quiser ser respeitada entre as potências!

A Véia Quaker

Concordo totalmente com vc !

Paulo Costa

É simples,

a Marinha do Brasil deve optar pela coisa certa e fazer substituição de sistemas, sensores e de armamentos, bem como modificações na propulsão, no convoo, no hangar da aeronave e no convés abaixo do deck de operações aéreas e tentar equipara a Barroso as corvetas tamandaré e teremos quse 05 corvetas tamandaré ao invés de 04 unidade

Fabiano

Qual seria o Valor de Mercado da Barroso? Não seria interessante tentar vender ela e subir pra 5 Tamandarés ao invés de 4 + 1 Modernização? 6 Seria melhor ainda…

Camargoer

Olá Fabiano. A pergunta seria quem teria interesse? Acho provável que a RN colocasse a Barroso à venda, a MB é quem teria interesse em adquiri-la. Pelo que entendi, a MB tem interesse em modernizar a V34, mas ainda está estudando o que vale a pena ser feito. Tenho a impressão que valeria a pena modernizar seus sensores e eletrônica, sem alterar a questão do helicóptero. Acho que é aquelas situações na qual menos é mais. Considerando que a MB tem poucas escoltas operacionais, não faz sentido deixar a Barroso dois anos em reforma para dar a ela uma capacidade… Read more »

Alessandro H.

Vou na mesma linha de raciocínio, a V34 ganhará muito em sua capacidade atual, independente da alteração na popa

Artur

Quem sabe a Argentina ou alguma nação do continente africano se bem que esses países estão sendo sondados pela China

Camargoer

Caro Artur. Não faz sentido para a MB vender o sua mais moderna escolta, com apenas 10 anos de uso. A sua modernização resulta do desgaste normal, do desenvolvimento de novas tecnologias e da necessidade de ampliar a capacidade de processamento. Uma corveta nova custará cerca de US$ 350 milhões enquanto que modernização da V34 ficaria entre US$ 50 e US$ 100 milhões (isso é uma estimativa minha que dependeria do tamanho da intervenção). Talvez s oficiais da MB que participam do PN possam informar um valor mais realista. Para a MB é muito mais barato e efetivo modernizar a… Read more »

marcus

Fechem o convés abaixo do convoo é ponto final.
O AH-11B Super Lynx pousa no convoo e ponto final.
O helicóptero certo no navio certo.
Afinal estão modernizando o AH-11B Super Lynx para que?
Os SH-16 Seahawk podem ser embarcados em outros navios.
Modernizem armamentos e sensores da Barroso, disseram que ela tem mais de 20 anos pela frente.

marcelo zhanshi

A Barroso ainda está nova, foi incorporada em 2008, acho que vale muito a pena a modernização. Triste mesmo é a classe não ter ido para frente.

Mas enfim, melhor uma Barroso na mão do que 4 Tamandarés voando. Rezar firme para a Classe Tamandaré ir para a frente e atingir pelo menos as 4 que estão previstas.

PS: e que se cumpram os rumores que a Tamandaré será uma fragata leve!!!!

USS Montana

Acho o seguinte, ou a MB não tem dinheiro pra atuar em duas frentes, o PROSUB e o PROSUPER, ou estão aguardando as eleições. Quanto mais demorarem a escolher o projeto mais se tornará obsoleto, veja o exemplo dos encouraçados Minas Geraes e São Paulo, na época os mais poderosos navios do mundo e foram ultrapassados em poucos anos.

XO

O convoo não deve apenas ser aumentado, mas também reforçado caso queira-se realmente operar com o SH-16, mais pesado do que o AH-11… também tenho minhas dúvidas se a largura e altura do hangar comportam aquela ANV… enfim, são muito mais fatores do que somente o comprimento do convoo… abraço a todos…

Luiz Monteiro

Prezado XO,

Diria mais. Ampliar o convoo, com reforços na estrutura, alargamento do convoo, aumento do hangar tanto na altura, quanto largura… isso tudo vai alterar o centro de gravidade do navio.

Essa modernização é bem mais complexa do que simplesmente alterar a popa. Além disso, entendo que o aumento na capacidade, não vale o investimento.

Aço

XO

Bem lembrado, Alte… a intervenção seria extensa mesmo…

Marcelo Andrade

Impressionante, foi a primeira coisa que pensei! O CG do navio. Já bastam os problemas de estabilidade das Inhaúma, a qual a Barroso veio para sanar.

Acho o SH-16 muito grande para eese tipo de navio, já temo os AH-11B.

Temos é que tocar o Prosuper assim que passar estas eleições! Fragatas de maior porte.

Zorann

O desejo é ter uma Marinha moderna né? Com real valor militar. Então é pesar todos os custos, avaliar os benefícios e fazer a modernização.

Leandro Costa

Eu realmente não sei qual o estado das Inhaúma, mas tocando o projeto das Tamandaré adiante, imagino que elas seriam substituídas pelas primeiras Tamandaré. Sendo esse e o estado do casco permitindo, talvez fosse possível oferecê-las à um custo baixíssimo à Marinhas amigas, de preferência Africanas, oferecendo talvez uma pequena melhoria nos sistemas para que pudessem servir como navios patrulha oceânicos com capacidades um pouco maiores. Embora a MB fosse lucrar pouco com essa transação, poderia servir para aumentar a influência do Brasil na região, bem como talvez o dinheiro pudesse ser usado para ajudar à bancar modernização da Barroso… Read more »

ALEXANDRE

Tenso como deixaram chegar a isso…isso que dar não por um patriota la no poder

Camargoer

Caro Alexandre. Isso não tem nada a ver com patriotismo ou ideologia. A MB priorizou o ProSub e o SubNuclear. Agora, a prioridade são as corvetas Tamandaré. Isso sem falar na aquisição do G40, do A140 e da modernização dos Lynx. A modernização da Barros após mais de anos de serviço parece obedecer a um cronograma convencional.

JonasN

Alguém sabe o porque do programa da Tamandaré exigir ter capacidade de operar o SH-16 (10 ton) e não o AH-15B (11 ton), sendo que a diferença é muito pouca apenas 1 ton?

Flanker

Se é para ter capacidade de operar uma aeronave maior do que o Super Lynx, que seja então uma aeronave capaz de ASuW e ASW. O AH-15B só é capaz de ASuW….não tem capacidade ASW. Logo, para ser parte do sistema de armas das Tamandaré, vale muito mais ser capaz de operar o SH-16 do que o AH-15B.

Lucas Schmitt

Mas quem opera AH-15B opera SH-16 com sobras

Walfrido Strobel

Se estão modernizando os Super Lynx que o usem na Barroso, não tem que jogar dinheiro fora modificando o convoo.
Se não tiver recursos para modernizar as duas corvetas mais antigas, que as converta em OPV como fez a Espanha com as Descubierta-class.
. https://en.m.wikipedia.org/wiki/Descubierta-class_corvette

Ozawa

Entendo todas essas dúvidas da MB em face do custo x benefício. E, numa análise de cognição preliminar a partir desse post, penso ser essa uma reforma desvantajosa técnica e financeiramente. Mas critico, com todas as ênfases, que essa dúvida permaneça após aberta a competição internacional e tal remodelação, mesmo assim, ainda integre as exigências tecnicas e comerciais das proponentes. É de causar espécie essa dúvida “a essa altura do campeonato”. Isso pode gerar insegurança jurídica e eventuais discussões na execução do contrato. Mas, enfim, ainda na torcida para que tudo chegue a um bom termo, e na torcida maior… Read more »

rf_dantas

“… na torcida maior para que, no fim, SAAB o que estão fazendo . . .”

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Esteves

Boa.

Esteves

Drama. Terra do drama.

Toda postagem sobre modernização, manutenção, superação, tem metade querendo fazer de um jeito…a outra querendo de outro.

Parte do Almirantado quer que. A outra pensa que tem que.

Três diretorias envolvidas. Uma quer fechar, a outra quer reforçar, a outra pensa que dois anos sem a Barroso é tempo demais. Não dá só pra fazer e assumir que fez?

Reclamam que o país é judicializado, que ninguém decide, que é terra de gerúndio. Almirantes.

Tá certo.

XO

Primeiramente, o Almirantado, por ser constituído dos 4 estrelas, não “quer que” ou “pensa que tem que”… é o colegiado que decide as coisas na MB… simples assim… As tais “três diretorias envolvidas”, essas sim, como assessoria à Alta Administração Naval, tem cada uma seu ponto de vista, os quais convergem para propostas de linhas de ação diferentes que serão analisadas com vistas à escolha daquela que vai ser implementada… resumidamente, o processo caminha assim… Por fim, sem entrar em detalhes, porque não me cabe (nem mesmo posso ou devo), digo-lhe que foram submetidas três linhas de ação para a… Read more »

Parabellum

Picket-corvette. Esta poderia ser uma função atribuída à Barroso quando parte de uma FT. Em posição avançada, capaz de realizar cobertura aérea com o Super Lynx, sem contudo necessitar de mudanças profundas (custosas), em suas estruturas.

XO

Essa é uma atribuição eminentemente tática e que depende do cenário, dos meios componente da FT e das ameaças… é possível, mas não necessariamente o único tipo de emprego do meio em questão… abraço…

Fabio

XO corveta Jaceguai esta operacional?

XO

Ainda não… abraço…

Vovozao

Pergunta: modernização seria realizada ao mesmo tempo que estariam sendo construídas as novas corvetas??? No momento atual acho uma imprevidência, já que ficaríamos com uma escolta a menos durante este período de +- 2 anos, a MB com nossas escoltas no osssso, sem perpesquitivas de compras de oportunidades, seriauita imprudência.

pm

Eu nao entendo o que passa pela cabeça da Marinha do Brasil, e agradeço se alguem puder me esclarecer.

Os Super Lynx sao helicopteros anti-submarino, mas a MB encomendou unidades sem sonar de imersao! Ao inves de gastar fortunas ampliando o conves das corvetas, nao seria mais inteligente simplesmente instalar esse sensores no Super Lynx?
Os SH-16 foram comprados para uso no Sao Paulo e agora tem que ser usados no PHM Atlantico. Se eles forem lotados nas escoltas, onde esses Lynx vao ser usados? Eles estao sendo modernizados para que entao?

XO

PM, inicialmente, a designação da ANV era SAH-11, o que denotava seu emprego anti-submarino… tal emprego era realizado por meio de ataques vetorados, o que não implica na necessidade de sonar a bordo… como o HS-1 opera com ANV que dispõe deste recurso, não foi julgado necessário tê-lo no Lynx… some-se a isto a autonomia relativamente baixa do Lynx para emprego AS… deve haver mais motivos, mas meu conhecimento como Oficial de Superfície não fica além disto que aqui escrevo… Atualmente, o SH-16 não opera orgânico em nossos escoltas… portanto, o AH-11A/B ainda permanecerão como opção para embarque nas FCN,… Read more »

pm

Desculpe a insistencia, mas o Sea Lynx foi projetado para atender as necessidades ASW de escoltas das marinhas do Reino Unido e da França. Nao consigo conceber que nao atenda nossas necessidades no Atlantico Sul.

XO

O HS foi criado em 1965, dedicado desde então para a guerra AS… o HA-1 começou sua história na MB em 1978, basicamente, devido à chegada das FCN… ou seja, já operávamos com ANV anti-submarina há mais de 10 anos… porque então copiar a RN e a MNF ?

pm

Ataque vetorado, hoje em dia, vc faz com um drone. Mas é um conceito, sei lá, 40 anos defasado! Um helicoptero ASW deveria levantar voo apos um contato inicial feito pelo sonar do navio ou outro meio, para buscar e destruir o alvo. O argumento da autonomia acho muito fraco. Mesmo embarcando um SH-16, uma escolta nao consegue manter uma cobertura constante e acaba novamente usando o helicoptero para reagir a um contato inicial feito por outro sensor. Nao consigo me convencer que o Super Lynx, equipado para ASW, atende os requisitos da RN e nao os nossos! A MB… Read more »

XO

“Ataque vetorado, hoje em dia, vc faz com um drone” – vc quem, cara pálida ??? “Um helicoptero ASW deveria levantar voo apos um contato inicial feito pelo sonar do navio ou outro meio, para buscar e destruir o alvo” – vc acertou, apenas acrescento que a ANV já pode estar em voo, realizando plano de aéreo adequado, ou em alerta no convoo… “O argumento da autonomia acho muito fraco” – mas isso é fundamental !!! Tem noção de como é realizada uma busca AS ? Quanto dura ? Sabe qual é a autonomia de um Lynx armado com tp… Read more »

pm

Eu me baseio no valor de orçamento comparado a outros paises que tem forças melhor armadas e mantidas – mas isso é outra discussao. Aqui tambem me baseio em casos especificos como das Inhaumas que estao sendo baixadas de servico relativamente novas (30 anos) quando poderiam ser modernizadas, e no Lynx, vetor ASW da RN por décadas e que a MB adquiriu sem sensores ASW – pior que helicoptero ASW de autonomia menor é um helicoptero ASW sem sensores antisubmarino. Obviamente, é minha opiniao com os dados que tenho. Nao me incomoda quem discorda de mim, é isso que me… Read more »

Lynx

Essa discussão tem um erro de origem que a desvirtuou completamente: o Lynx não foi, não é nem nunca será a aeronave ASW embarcada da RN. Os britânicos nunca usaram a versão dotada com sonar do Lynx. Sua aeronave ASW era o SH-3 e hoje é o Merlin. Poucos países usam sonares no Lynx: França, Portugal, Holanda e Coréia do Sul. Desses, o único que usa as duas versões , ASW e ASuW, é a Coréia. E a reconfiguração não pode ser feita a bordo do navio. O Brasil seguiu a RN e a maioria dos países, optando pela versão… Read more »

pm

Outra coisa que nao entendo é a “duvida” em modernizar as corvetas. Sao navios relativamente novos e que podem receber novos sensores e armamentos para operarem mais 15-20 anos. Nao digo que isso elimina a necessidade de novos navios, na verdade esses navios tem que ser mantidos operando mais tempo pela impossibilidade de substituir todas as escoltas existentes em tao pouco tempo.
Uma CV-03 vai custar USD450mi. Quanto custaria instalar um canhao de 76mm nas corvetas atuais no lugar da peça de 114mm e atualizar os sensores, para garantir uma capacidade antimissel e AA melhor? USD30-40mi?

XO

Complementando o Galante que era fragateiro (sem rixa naval, hein !!!)… as CCI tem como calcanhar de aquiles a geração de energia… a troca de sistemas e equipamentos associados dependeria do atendimento à essa “demanda energética”… fora o custo de investimento… assim sendo, o que está em curso é a recuperação da capacidade dos navios, faina está que é mais razoável em termos financeiros… é uma pena, eu que tenho 6 anos de V33 e 350 dias de mar na classe, fico triste, mas é a realidade… abraço…

pm

Por pior que as Inhaumas estejam, recuperá-las e modernizá-las ainda é um fraçao de um navio novo.

Se as turbinas a gas estao imprestáveis, converte o navio para CODAD. Mesmo que a velocidade final fique mais baixa (23-25 nos), ainda é perfeitamente adequado como escolta para o Atlantico e o Bahia.

De novo, a MB reclama da falta de recursos mas usa mal o que tem

XO

“Por pior que as Inhaumas estejam, recuperá-las e modernizá-las ainda é um fraçao de um navio novo” – é o custo-benefício que vai determinar o que fazer… simples assim…
“Se as turbinas a gas estao imprestáveis, converte o navio para CODAD” – quem disse que as TG estão imprestáveis ? Diga-me quanto custa e quando dura essa remotorização que você propõe…
“Mesmo que a velocidade final fique mais baixa (23-25 nos)” – essa faixa de veloc era a que as CCI alcançavam com TG… diga-me o arranjo para alcançar essa mesma faixa com MCP…

pm

Eu me basei no comentario do Alexandre: ” Os navios estão com as máquinas em estado precário”. Se nao é o caso, mas um motivo para recuperá-las! Digamos que seja necessário USD40mi para modernizá-las e mante-las em operaçao por mais 15 anos. Comparados ao custo unitario de 450mi de uma Tamandare nova para operar 20-25 anos antes de necessitar de uma igual modernizaçao, me parece uma boa relacao custo-beneficio. De qquer modo, acho que é um situaçao inevitável pois as CV-03 vao demorar a entrar em serviço e as Type22 e Niteroi serao baixadas. Entre adquirir navios de segunda mao… Read more »

Ricardo

As CCI deveriam ser convertidas em NPO, precisamos com urgência de navios desse tipo, até para patrulha anti-pirataria na nossa costa e na África, daqui a pouco nossos vizinhos de lago vão solicitar ajudar aos chinas devido nossa incapacidade de dar apoio.

pm

…. e se quisermos ir um pouco mais longe seria totalmente possivel instalar celulas VLS de Sea Ceptor no lugar das peças de 40 mm das Inhaumas, dando uma capacidade AA muito boa para elas (esse missel pode operar com qualquer radar AA e nao precisa de radar de controle de fogo). Na proa poderia ser instalada uma peça leve de 25-30 mm para lidar com ameaças assimétricas.

XO

Mas aí teria de mudar os sensores que seriam fontes de dados… fora fazer o CAAIS 450 “conversar” com o sistema de lançamento do míssil… fora o fato de eu duvidar da possibilidade de encaixar um VLS no local onde estão os 40mm…

Bosco

PM,
Só um adendo: o Sea Ceptor pra operar precisa de um radar 3D.

XO

Ippon…

MK48

Quanto a Barroso não tenho nada a dizer. Na minha opinião ela já valeu e pagou cada centavo que foi gasto na sua construção. Com relação as Inhaúma, a história é diferente. Penso que depois da aquisição do Nae SP foi o pior investimento que a MB fez. O erro de projeto é evidente, não aguentam mar grosso. E por esta razão estou aqui sem conseguir parar de rir com o trecho da matéria onde diz sobre as Inhaúmas : “Especialmente para as comissões mais exigentes, de patrulhamento oceânico no Atlântico Sul e exercícios navais ao lado de navios de… Read more »

XO

Ratifico…

MK48

XO, qual o maior nivel de mar que você já enfrentou numa Inhaúma ?

Ela consegue lançar (tem a estabilidade requerida) algum armamento num mar grosso ?

XO

Mar 7 na escala Beaufort… A questão de emprego de armamento com mar grosso é dependente da manutenção da solução de tiro pelo sensor DT, ou seja, depende da capacidade de compensação do movimento do navio, a fim de manter o track sobre o alvo… como o canhão “segue” o sensor, se a amortização não for satisfatória, o tiro vai ser errático… com relação ao MM40, o sistema possui um circuito que não permite o disparo em determinados valores de pitch e roll… Nisso tudo aí entra o papel dos estabilizadores do Navio, os quais atuam para compensar o jogo,… Read more »

Mk48

Muito grato.
Abs.

Adriano Luchiari

Eu já fiz essa pergunta em outra oportunidade e não tive resposta: a substituição do pesado canhão de proa 114mm das CCI por um 57mm não aliviaria o caturro, melhorando suas capacidades marinheiras em mar grosso?

JonasN

Adriano não tenho certeza, já faz um tempinho que li um artigo falando sobre esse problema da CCI, e se não me engano não tem muito a ver com o canhão.

XO

Adriano, não acredito que a diferença de peso entre as torretas desses dois tipos de canhão faça alguma diferença… a questão deve-se, a meu ver, ao formato da proa do Navio… tanto é que a CCB incorporou aqueles “flares” junto aonde ficam alojados os ferros, como encontrados nas FCN, o que deu uma melhorada no caturro… abraço…

Adriano Luchiari

Obrigado JonasN e XO pelas respostas, abraço!

Ricardo

Acho que as Inhaúmas seriam muito melhor aproveitadas se fossem readaptadas como OPV do que gastarem mais dinheiro ainda para atualizar seus sistemas para o estado da arte. Retirando principalmente os canhões e substituindo por modelos mais leves.
O Brasil esta muito carente de patrulheiros oceânicos.

india-mike

Eu sinceramente não acredito que a MB vá embarcar numa aventura de adequar convoo e hangar para possibilitar o uso do Seahawk na Barroso. Seria um custo altíssimo para permitir um uso “eventual” da aeronave pelo navio — até pq com a presença do Atlântico e do Bahia além das 4 CCTs, não vai “sobrar” muito Seahawk pra Barroso. Além disso, essa história de usar Seahawk ou Lynx de acordo com a missão é um tanto quanto estranha, até pq o Seahawk realiza todas as missões do Lynx e mais as ASW — e se todos os seus navios são… Read more »

Luiz Monteiro

Prezado India-Mike,

As FCN, FCG, CCI e a Barroso não podem operar o Seahawk. Assim, foi necessário modernizar as aeronaves para uso nestes navios, enquanto estiverem ativos.

Abraços

india-mike

Obrigado pelo comentário, Almirante. Concordo com o senhor, mas meu ponto foi justamente pelo fato de nem sequer termos recebido o primeiro Lynx modernizado ao passo que todos esses meios listados pelo senhor (com exceção da Barroso) estarem entrando na fase final de suas vidas. Com a modernização espera-se que os Lynx tenham sobrevida muito superior às FCN, FCG e CCI, o que parece ser um contrassenso na medida que idealmente os novos escoltas operariam aeronaves de uma categoria superior. Por favor perdoe a petulância de um mero entusiasta, mas me parece que teria sido melhor ter deixado os Lynx… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“ter deixado os Lynx encontrarem naturalmente sua obsolescência e fim da vida útil”

Isso significaria só ter uns dois ou três efetivamente voando hoje e nenhum em quatro ou cinco anos.

india-mike

Exato Nunão. Mas esse é o quadro exatamente das FCN, pq então um vetor aéreo associado a elas precisa ser mais longevo que as mesmas? Fazendo uma comparação tosca seria o mesmo que investir numa modernização (vamos supor que seja possível) dos canhões Vickers 4.5 das FCN e Barroso para o padrão Mk8 atual da RN com a justificativa que sua manutenção está cada vez mais difícil e que não há mais suporte técnico para os mesmos (o que é verdade). Logo se as FCN vão durar mais 10-15 anos, vamos investir nessa modernização para permitir que as mesmas mantenham… Read more »

Luiz Monteiro

Prezado Índia-Mike,

De forma alguma fico ofendido. Aqui devemos trocar ideias.

A RR encerrou seu apoio as turbinas que eram utilizadas no Lynx. Não fabricam mais peças essenciais para a manutenção das mesmas. Assim, quando a MB não tivesse mais estoques, ou as turbinas precisassem de manutenções mais complexas, a quem recorreria?

Por estas razões, foi necessário modernizar essas aeronaves

india-mike

“Assim, quando a MB não tivesse mais estoques, ou as turbinas precisassem de manutenções mais complexas, a quem recorreria?” Faria o mesmo que a maioria dos operadores internacionais de Lynx estão fazendo — aposentar o mesmo. Caro Almirante, eu estou aqui fazendo o papel de advogado do diabo — uma das premissas básicas da matéria é que idealmente qualquer novo escolta deve ser capaz de operar o Seahawk. Logo o mesmo é a escolha pro futuro enquanto o Lynx foi uma escolha do passado, do início do programa FCN. Pq a MB parece constantemente querer responder questões do passado (modernizar… Read more »

Nilson

Excesso de criatividade às vezes atrapalha…
Deixem o convôo e hangar da Barroso como estão, nada de colocar desnecessariamente a pobrezinha num processo de reforma que vai durar anos, às vezes sem garantia de recurso para terminar.
Concentrem em fazer nela as manutenções de casco e propulsão que lhe garantam maior vida útil possível, é disso que precisamos. Não deixem acontecer com ela o que aconteceu com as Inhaúma. Dêem um descanso para ela de vez em quando, a prioridade é fazê-la durar o máximo possível, porque vai ter que carregar o piano sozinha por muitos e muitos anos ainda.

Bosco

Nilson,
Concordo!
No máximo eu trocaria o detestável canhão Mk-8 por um SR de 76 mm. Só isso já incrementaria muita a defesa AA.

Mercenário

Ou por um Bofors 57mm…

Bosco

Eu acho o 76 mm melhor para a Barroso. Ele é mais multifuncional do que o 57 mm. Este é superior no quesito AA e talvez até contra ameaças assimétricas de superfície mas deixa a desejar nos outros quesitos.
Com o 76 mm dá até pra fazer apoio de fogo.

JonasN

Bosco, vc sabe dizer qual o alcance dos canhões Bofors 40 e 57m e OTO Melara 76 mm, para alvos de superfície e aérea?

Bosco

Jonas,
O site “navweaps” informa que o alcance AA do 76mm é de 5 a 7 km e de 20 km contra alvos na superfície (40 km com munição subcalibrada Vulcano).
Já o 57 mm é de 17 km contra alvos na superfície e basicamente o mesmo alcance contra alvos aéreos.
http://www.navweaps.com/Weapons/WNUS_Main.php

JonasN

Obrigado bosco, imaginei que o alcance do canhão de 57mm fosse maior, não vi muito vantagem em relação ao de 40mm, 17km vs 12km. Certamente o poder da munição é bem maior, mas contra alvos de superfície que basicamente é embarcações pequenas da na msm, e alvos aérea a distância não é muito diferente, o canhão de 57mm tem o dobre de peso e de preço. E olhando para o de 76mm a única vantagem que vejo é a munição Vulcano.

Mercenário

Segundo consta no site do fabricante, vide link postado pelo Nunão, a munição vulcano para o 76 mm está em desenvolvimento, portanto, o alcance da arma, atualmente, estaria limitado a 20 Km.

Além disso, o 57 mm tem uma cadência de tiro bem mais alta.

Carlos Alberto Soares

Walfrido Strobel 30 de agosto de 2018 at 13:18

Gostei da idéia.

Converter as Corvetas com menos meia vida em OPV’s com uma manutenção geral.

Fabiano

Já que se fala em baixa de 3 FCN, não se poderia usar os armamentos dessas na revitalização da Jaceguai, Júlio de Noronha e da Barroso? Radares, Trinitys, Aspides…Não são nada de outro mundo, mas perto do que se tem instalado nas 3 hoje.

XO

Talvez o RTN-30X e a EOS-400 nova nas CCI…
Os Trinity não cabem no espaço reservado aos 40mm atuais das CCI…
E o RAN-20/Aspide demandam muita energia e refrigeração… acima do que podem fornecer as CCI e a CCB…

Fabiano

XO obrigado pelas respostas!
Se não for abusar, mais algumas dúvidas de leigo…

Saberia me dizer qual versão do Aspide a MB utiliza?

Quanto a energia fornecida ao Radar/Aspide ela é gerada por onde? Dos Motores? Nada das FCN poderia ser utilizados nesse sentido?

XO

Tranquilo, a ideia é trocar informações…
Que eu lembre, a denominação do nosso modelo é ASPIDE 2000… não sei se está correto…
Toda a geração de energia vem dos MCA (motor de combustão auxiliar) acoplados a geradores… os instalados nas FCN são bem mais potentes dos que aqueles das CCI… não saberia dizer se poderia haver uma troca entre eles, dependeria do arranjo nas praças de máquinas…
Abraço…

Bosco

O único lançador vertical de mísseis “não penetrante” é o Mk-48/56, para mísseis SeaSparrow/ESSM. Mas o bicho é grande pra chuchu e ainda exigiria radares de “iluminação” de alvos, que são volumosos.
Pra Barroso a melhor solução “missilística” seria adotar dois laçadores Mistral de controle remoto, um de cada lado.

marcelo zhanshi

Pergunta de leigo: Não daria para ser “iluminado” pelo radar 3D do Atlântico? A Barroso proveria a escolta e os mísseis e o A140 preveria o radar. Digo como solução provisória. Obviamente que isso dependeria de um “link” eletrônico entre elas, sujeito a interferência do inimigo. Mas já seria algo a se considerar. Acho que só umas meia dúzia de nações possuem real capacidade de guerra eletrônica.

Bosco

Marcelo,
Isso que você descreveu é a pura tecnologia em estado da arte, denominada “engajamento cooperativo”, só agora sendo implementada nas principais marinhas.
Só tem dois problemas no conceito proposto por você, não dá pra usar um radar rotativo como sendo “iluminador” e o radar do Atlântico opera na banda S , que não é adequada para a iluminação. O ideal é que seja na banda X.
Mas daria para usar um link de dados e usar o radar do Atlântico (Artisan) para designar alvos aos mísseis Sea Ceptor que estivessem na Barroso.
Um abraço.

marcelo zhanshi

Valeu, muito obrigado.

é tão simples na cabeça…mas na prática….hahaha.

Abraço

carvalho2008

Boscão….

No ambiente tecnologico isto já é superado e muito no mercado privado….

No ambiente de defesa é que talvez a coisa corra atrás em face do enorme tempo dos projetos do pacotes fisicos e tecnologicos (navio +sistemas)….mas a verdade é que daqui para a frente, quem deixar de pensar assim estará desperdiçando recursos…. não é a programação que torna o equipamento mais caro…

carvalho2008

Existem outras formas de links discretas e imune a interferencias. A tecnologia de transferencia de dados via laser é utilizada no mercado privado. Existem ecemplos militares tambem. Existem edificios com trasnferencia a 10 km de distancia. Obvio que não podem ocorrer obstaculos que sombreiem ou interrompam o fluxo. Mas é um exemplo em que as tranferencias de dados entre navios sejam stealth e imunes a sensores MAGE ou ainda a decriptações por representar quase um meio fisico de transferencia de dado. é dentro deste contexto que acredito ser possivel implementar navios de cascos bem populares e baratos para portar armas… Read more »

pm

O comentario do Marcelo, abre um ponto interessante: o melhor radar AA que temos está instalado no PHM Atlantico (Artisan 3D). Seria muito mais racional e economico, prover este navio de uma melhor defesa AA do que gastar muito na modernizaçao das outras escoltas que deveriam justamente escoltar o Atlantico! Celulas de Sea Ceptor poderiam ser instaladas no local onde estava o Phalanx de proa ou outros pontos do navio. O Sea Ceptor nao é a única opçao mas parece ser a preferencia da MB para as CV-03 e isso garantiria uma padronizaçao de armamento. Equipado assim, o Atlantico teria… Read more »

pm

o Sea Ceptor é ainda mais compacto, pois os misseis sao menores. O Barak israelense é outra opçao.

Uma alternativa bem mais economica, mas de desempenho inferior, sao MANPADS navais como o Simbad-RC que tem capacidade antimissel mas alcance bem limitado. Mas comparando com a situaçao atual com canhoes de 114 e 40mm, seria um grande avanço

ALEX TIAGO

Bosco. Eu penso que a Barroso merece mais um míssil AA de verdade e acredito que não compensa financeiramente adaptar ela para SH60 penso que temos que melhorar os sistema AA da Barroso e se caso for possível das classe imagina se caso a verba permitir em relação às Niteróis teríamos mísseis AA sobrando então se não der nelas talvez 1 ou 2 no Atlântico e um no Bahia ou mesmo em algum outro navio que possa ser até mesmo de transporte.

Fabio

XO o senhor sabe algo sobre a volta do ndcc Mattoso Maiai? e de quando chegarão
para MB os 21 clanfs novos comprados dos EUA?eram 23 so que dois ja cgegaram.

XO

Nada de senhor por aqui, amigo… somos todos entusiastas !!!
Desconfio que o G28 deve ter uma sobrevida, pois um amigo está intencionado para o comando do Navio… mas veja bem, é um chute, pois estou fora do setor do Material…
Quanto aos CLAnf´s, comecei a organizar essa faina quando era da CNBW, mas quem executou mesmo foi meu substituto… dois já vieram e os outros foram embarcados recentemente… acho que tenho fotos no zapzap… abraço…

Lucas Schmitt

Sabe qual a previsão de chegada dos clanf’s? São todos com lançador de granadas como armamento principal?

XO

Desculpe, mas não sei os detalhes… abraço…

GUPPY

Fecha o convés abaixo do convoo para diminuir a assinatura radar e moderniza os sistemas, sensores e armamento possíveis, o Bosco sugere um SR de 76mm no lugar do canhão Mk-8. Esquece o alongamento do convoo, logo (torcendo muito) se terá quatro CCTs atendendo ao requisito de poder operar os dois diferentes helis e, portanto, é questão de racionalizar o emprego da Barroso.
Porém tem que ver mesmo quem vai ficar responsável pelo upgrade. Off-Set? Melhor aguardar um pouco. Parodiando o nobre Ozawa (excelentes comentários), tem quem SAAB fazer.

JonasN

Falta no Brasil uma “Embraer naval”, como uma Fincantieri, Damen, Naval group. Acho que ajuda muito no desenvolvimento da marinha do seu país, não só no lobby, como também em manter o conhecimento, vendas para outros países que acaba financiando o desenvolvimento. Acho que a Emgepron deveria formar uma joint venture com o estaleiro nacional vencedor na CCT, não são para desenvolver projetos de embarcações militares, mas offshore, civil e também participar de concorrências internacionais.

Marcelo Zhanshi

Aposentar um “barco” com apenas 10 anos de serviço? Isso sim seria jogar dinheiro fora.

Dos navios da MB construídos aqui acho que é o mais novo.

Jonathas Guerra

Na minha concepção uma boa modernização na Barroso seria deixar a estrutura como já é, permanecendo o helicóptero padrão SuperLynx, poderiam aproveitar os novos sensores e sistemas que virão na Tamandaré, trocar o canhão principal por um OtoMelara de 76mm, trocar os Bofors MK3 pelos MK4, permanecer os Exocet/Mansup, permanecer os torpedos MK46, e instalar lançadores verticais nas laterais do Hangar para o míssel AA CAMM.

Esteves

Bacana. 3 diretorias. Parte entende a boreste. Parte quer na proa. Falta de definição. Indefinições. 10 anos sem manutenção. Incertezas. Navega, mas cuidado com as máquinas. Tá tudo certo. No meu tempo de menino tinha uma diretoria com 3 recomendações. Após 1 hora de reunião tinha que decidir e assumir 1 decisão. Feito. E bem feito. Nos tempos de 2018, três diretorias sentadas sobre incertezas levam 10 anos pra decidir se mantém, se encosta, se…se. Claro. Foram 10 anos pra decidir o que fazer com o A12 que nunca funcionou. Pra decidir sobre a gloriosa Barroso, única e valente representante… Read more »

XO

“Após 1 hora de reunião tinha que decidir e assumir 1 decisão. Feito. E bem feito.”
Cara, isso aí só no teu mundo mágico de Oz… se quiser, leia de novo o post que enviei às 1352…

Esteves

Dúvidas. Indefinições. Incertezas. 10 anos sem manutenção. Parte pensa. Parte não. Até as partes, esta transcrito como foi publicado. Parte pensa e parte não, não significa tonteria. Não duvido das competências dos marinheiros. Penso que 3 diretores pensando separadamente apresentam 3 soluções distintas. Não vejo resultado. Há lamúrias e lamentos em todas as postagens. Custeio, manutenção, planejamento, obsolescência. E a famosa ausência de recursos. Estica e puxa. O Almirante lembrou do centro de gravidade. Tivessem pensado no centro de gravidade das Inhaúmas talvez a proa não mergulhasse como um pato. No vídeo mostrado aqui tive a impressão que o centro… Read more »

XO

Rapaz, ” 3 diretores pensando separadamente apresentam 3 soluções distintas” é uma premissa errada… “3 diretores e parte dos 3 diretores não pensa como as outras partes pensa”, outra falácia… as diretorias especializadas apresentam seus estudos, os quais, consolidados e pacificados, servirão como proposta para a solução do problema… repito, o processo, de forma simplificada, funciona assim… agora, concordo com você no “se não acontece, é culpa das pessoas”… simplesmente porque somos humanos e portanto sujeitos à erros, como qualquer um… agora, dizer que “A MB está do jeito que está porque gente, pessoas, não estão tazendo” é uma crítica… Read more »

Luiz Floriano Alves

Quem provou que as Inhaúma afundariam no mar grosso? Será que não fizeram testes com modelo reduzido do casco em tanque hidráulico? Não construíram uma para testes de mar antes de encomendar logo uma série? Mas, teriam que mandar os projetistas atravessar tormentas no Estreito de Magalhães com o protótipo. Assim? Tudo com defeito e fica por isso mesmo? Depois não venham dizer que o projeto das Tamandaré segue o mesmo figurino. Acho que não. A Barroso deve ter servido de aprendizado.

Fabio.

Há uma possibilidade da MB manter as 6 fragatas classe Niteroi ate 2030
soube isso de um fonte segura, peço aos amigos XO E Luiz Monterio o parecer
de ambos?

XO

Fabio, os estudos que eu acompanhei não indicam isso… vai haver uma extensão na vida operativa das FCN, mas não todas… abraço…

Luiz Monteiro

Prezado Fábio,

Nem todas as FCN permanecerão na ativa. As obras vivas e mortas de algumas apresentam grande desgaste.

Grande abraço

Foxtrot

Ainda defendo a aquisição de mais unidades da CCB da forma original (projeto original), com melhorias apenas nos sistemas de armas, guerra eletrônica, comunicações etc. Quanto a operação de helicópteros orgânicos, julgo desnecessário, pois hoje em dia temos a opção de helicópteros vantagens que podem desenvolver as funções de patrulha, busca de alvos, indicação de alvos etc. Deixando o hangar atual para abrigar alguns desses canta e seus sistemas de comando e controle. Temos a opção nacional do FH-200 TH da Flight tecnologias além de um VANT semelhante ao Sea Eagle também da mesma empresa. Esses navios seriam utilizados para… Read more »

Bardini

Pedir como Offset das CCT a modernização dessa Corveta não faz sentido, pra mim.
O Offset das CCT deveria ser focado na obtenção da manutenção desses novos Navios. Isso é o que importa… Mas estão arranjando sarna para os concorrentes se coçarem. E ninguém vai pegar a M. com a mão de graça.

Esteves

Pois é.

Manutenção do que vem. De coisa nova.

Esteves

A PGA está trazendo manutenção pre-paga. O cliente compra o carro e paga as futuras manutenções. Paga o que vem. Não o que foi. Oferecem até cartão para parcelar as manutenções. Mudança nos hábitos.

Tá comprando navio novo e quer contratar assunto de navio velho. Muito estranho.

paulo cesar da silva cardoso

Bom seria se a Esquadra fosse assim : Quatro CVA, Quatro CVS, Seis LPH, 10 DDG, 10 Fragatas, 20 Corvetas, 30 Submarinos, 40 Caça-Minas, 40 Torpedeiros, 40 Barcos de Patrulha Oceânica e Marítima.

Juarez

A CCB a meu ver merece uma uma renovação principalmente nos sistemas de combate e armas, como o Bosco já avalizou, sairia o 114 e entraria o Oto 76, sairia o RAN e entraria um 3 D duas EOs modernas e quem sabem um VLS nas laterais do hangar, aumentando também por consequência a geração elétrica, sem mexer em convoo. Já as CCI não tem muito o que fazer, porque pau que nasce torto, continua torto, mas sabendo que a tempestade perfeita está se formando no horizonte chamada estouro de orçamento fiscal eu daria uma olhada com mais calma e… Read more »

XO

Prezado Juarez, não estão previstas obras que não as de recuperação do que já existe e está degradado… trocar sensor, modernizar geração de energia… cara, não vai rolar… a briga é por fazer o navio voltar a funcionar como era… e digo a você, são navios muito bons, em que pese a questão do jogo… mas foram sempre o “patinho feio’ em relação às fragatas… cordial abraço…

Helio Eduardo

Camargoer 30 de agosto de 2018 at 18:30 , li todos os comentários, fiz pequenas pesquisas para acompanhar os que mais sabem e ainda acho que existiria espaço para trocar a CCB no estado em que está por mais uma CCT já no primeiro lote. Eu sei que a questão financeira é crucial e carrega consigo a questão política, mas pensando em homogeneizar a frota, no ciclo de vida da CCB x CCT e nas vantagens indiretas eu não faria o descarte dessa opção. Houvesse efetivo apoio às FFAAs e pensamento estratégico de longo prazo do poder político, estaríamos discutindo… Read more »

Burgos

Ao meu ver não faria essas reformas estruturais e dispendiosas é que poderiam até comprometer a estanqueidade do Navio. Quando ela parar para um PMG prolongado a única coisa que eu faria seria a troca do canhão de proa (4.5) que já são bem defasados hoje tem canhões muito bom para o mercado (esse aí foi recuperado e restaurado da popa da Fragata liberal com algumas peças também recuperada da Constituição). Essas alterações de projeto seriam interessante serem feitas essas modificações de hangar e convoo para mais de uma ANV já para a CCTS. Eu sigo aquela máxima !!! Time… Read more »

Carlos Emmanuel

Vi a Inhaúma em 2014 e me espantei em como ela estava!!!
Parecia um queijo suiço.
A Barroso irá pelo mesmo caminho.

Vitor

Melhor cenário seria desarmar as Inhaúma e torna-las patrulheiras oceânicas a uma classe acima dos Amazonas. Se tiver alguma solução de baixo custo para reduzir tripulação e melhorar consumo de combustível ótimo através talvez em automação.

Quanto a barroso, estica o que puder e depois downgrade para patrulheira oceanica quando as novas escoltas classe tamandaré estiverem operacionais.

Fabio

Amigos xo e Luiz Monteiro desculpem sair do assunto, mas é verdade que a MB
so tem um submarino

XO

Negativo.

Fabio

So tem o submarino Tupi operacional?

XO

Negativo.

Esteves

“A ForSub está constituída por quatro unidades Classe Tupi e um da Classe Tupi Modificada (o Tikuna – S34), mas apenas o Tupi – unidade mais antiga das cinco – está operacional.

Os submarinos Tamoio e Tikuna, que se encontram na parte final do seu PMG, devem ficar prontos entre fins de 2019 e o início de 2020.”

XO

Contrariamente ao candango que abriu demais a oca para falar sobre o que não deve, não posso dar detalhes sobre a prontidão operativa… abraço…

_RR_

Francamente, sou mais conservador… No que me concerne, atualizam-se sistemas de gerenciamento e de combate, somando-se um radar 3D, duas alças EO, e substitui-se o 114mm por um Melara de 76mm. Fim de papo… Se for pra gastar um pouco mais, bota um RAM no lugar do Bofors 40mm. Pra mim, é custo-benefício melhor que buscar espaço para células de mísseis… O hangar, deixa do jeito que está… Afinal de contas, haverão helicópteros ‘Super Lynx’ voando ainda pela próxima década inteira, e o navio não irá muito mais longe que isso… — Uma pena a Marinha não ter optado pelo… Read more »

Bardini

Fora que já teria um kit para ser MASC desenvolvido…
comment image

Juarez

XO 31 de agosto de 2018 at 11:54 Prezado Juarez, não estão previstas obras que não as de recuperação do que já existe e está degradado… trocar sensor, modernizar geração de energia… cara, não vai rolar… a briga é por fazer o navio voltar a funcionar como era… e digo a você, são navios muito bons, em que pese a questão do jogo… mas foram sempre o “patinho feio’ em relação às fragatas… cordial abraço… Boa tarde Imediato! Penso que talvez vocês tenham que rever isto, porque vem chumbo muito grosso em termos de orçamento, que vai atingir atingir a… Read more »

XO

Amigo, estarei atento e preocupado com isso no ano que vem… abraço…

Fabio

XO pelo que eu sei tres submarinos estaão operacionais são ele: tupi,tapajo e timbira,
o tamoio e tikuna estão em PMG no AMRJ em 2019 o timbira entrara em PMG para
receber o novo sistema de combate que o tornara capaz de lançar o torpedo MK-48.

XO

Fabio, eu não posso passar detalhes sobre a prontidão operativa… desculpe, mas acredito que você vai entender minha discrição… abraço…

Camargoer

Caro XO. A sua discrição na descrição sobre a prontidão operativa é compreensível. Fico curioso sobre como é feito o adestramento da tripulação durante o período de PMG. Ela é redistribuída para os meios operacionais? Ou o adestramento é por simulação? Um grande abraço.

XO

Prezado Camargoer, a parte inicial do PMG demanda que o militar fique mais ligado nas obras, mas sem deixar de lado o adestramento básico, afinal, deve-se manter a segurança do pessoal e do material a qualquer tempo… É normal e altamente desejável que o pessoal chave seja mantido adestrado por meio de destaque em outros Navios, a fim de manter suas qualificações no mar… e certas qualificações demoram a ser recuperadas ou são de caráter mandatório para que o Navio se faça ao mar… Voltando ao ponto central da pergunta, o adestramento é realizado por fases… começamos garantindo que cada… Read more »

Dalton

O XO detalhou muito bem o que se encaixaria perfeitamente na
US Navy e todas as demais marinhas…pode haver inclusive mudança de comando durante um período de manutenção ou mesmo inativação de um navio/submarino.
.
Como por exemplo essa semana onde o submarino USS Bremerton que encontra-se em processo de inativação, nunca mais retornará
ao mar, mas, manteve boa parte da tripulação a bordo para auxiliar
no processo e o oficial comandante desde 2016, foi exonerado e
substituído por alguma “falta” cometida e não divulgada…sempre generalizada na “perda de confiança na habilidade de comandar”.

Fabio.

XO é verdade que o submarino Riachuelo quando for lançado ao mar em 12 de dezembro
vai ter que voltar logo depois ao estaleiro para terminar serviços?

XO

Contrariamente ao candango que abriu demais a oca para falar sobre o que não deve, não posso dar detalhes sobre a prontidão operativa… abraço…

Camargoer

Caro XO. Alguns colegas aqui no PN sugerem reforçar a patrulha oceânica convertendo alguns meios mais antigos da MB (FCN ou CCI). Por outro lado, parece certo que a FAB encerrará as patrulhas marítimas. É razoável pensar que um esquadrão de novos aviões para patrulha marítima (talvez uma versão do EMB 195 da Embraer(a) ou drones de vigilância) seriam uma prioridade sobre a aviação de caça na MB?

Adriano Luchiari

Comentário acima defende a conversão das corvetas Jaceguai e Julio de Noronha em patrulhas oceânicos. Penso que seria viável, com um canhão de proa de 40mm, sem mísseis e torpedos, proporcionaria bom conforto para a tripulação em missões mais longas e, somando as classe Amazonas, permitiria guarnecer os cinco distritos navais com um NaPOc.

Dalton

Seria fácil converter…mas…não seria correto, pois o número de combatentes de superfície ou “escoltas” está para ser diminuído novamente.
.
Hoje oficialmente 11, na prática talvez 8 e para se tentar manter 8, o retorno de ambas as corvetas e a fragata “Defensora” é vital para contrabalançar à baixa relativamente próxima de 3 das 8 fragatas do inventário possivelmente antes que a primeira “Tamandaré” seja incorporada daqui 5 anos e sendo otimista.

Camargoer

Caro XO. Alguns colegas aqui no PN sugerem reforçar a patrulha oceânica convertendo alguns meios mais antigos da MB (FCN ou CCI). Por outro lado, parece certo que a FAB encerrará as patrulhas marítimas. É razoável pensar que um esquadrão de novos aviões para patrulha marítima (talvez uma versão do EMB 195 da Embraer(a) ou drones de vigilância) seriam uma prioridade sobre a aviação de caça na MB?

XO

Prezado Camargoer. ddsconheço tratativas sobre a aviação de patrulha na MB… por outro lado, há a possibilidade de as FCN não incluídas na revitalização sejam empregadas como NpaOc… abraço…

Adriano Luchiari

Caro Camargoer, no meu conceito aviação de patrulha é prioritária à aviação naval de caça e vocação consagrada de marinhas. Por mim, o VF-1 seria extinto e a aviação de patrulha da FAB absorbida pela MB, não sei por qual motivo esta se recusa a aceitá-la.

Camargoer

Olá Adriano. Não sei a posição da MB, mas li que a FAB não manterá as patrulha marítima após o P3 e P110. Também li que os P3 estão operando com especialistas da FAB e da MB. Imagino que a patrulha marítima seja estratégica para a defesa da costa brasileira mas seu custo é bastante alto. Se não me engano, a Austrália pagou US$ 125 milhões por cada um, praticamente 1/3 do preço de uma Tamandaré.

india-mike

Caro Camargoer, cada P-8A Poseidon incluindo-se equipamentos e suporte custa cerca de uma Tamandaré ou $350 mi. Ou seja é uma brincadeira extremamente cara — o valor para adquirir um esquadrão com 8 aeronaves de patrulha Poseidon seria equivalente a um esquadrão de escolta com 8 Tamandarés!

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