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EXCLUSIVO: Próximos escoltas da MB podem vir do Japão

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Destróier Asagiri DD-151, da Força Marítima de Auto-Defesa do Japão
Destróier Asagiri DD-151, da Força Marítima de Auto-Defesa do Japão (JMSDF)

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

A Marinha do Brasil (MB) iniciou uma sondagem discreta, mas em nível elevado (envolvendo oficiais de altas patentes), para averiguar as condições em que poderia obter destróieres usados japoneses.

A aproximação se dá no âmbito de um inusitado e vigoroso estreitamento das relações militares entre os dois países – iniciativa relativamente recente do governo de Tóquio. (Não esquecer: o Brasil é a nação que possui a maior comunidade de origem japonesa em todo o mundo.)

A Administração do Primeiro-Ministro Shinzô Abe selecionou uns poucos países de fora do Sudeste Asiático – Brasil e Austrália entre eles – com potencial para serem considerados “parceiros estratégicos” na troca de informações na área de Defesa, o que inclui abrir espaço para os sofisticados (mas caros) equipamentos militares fabricados pelo Japão.

Brasil e Japão possuem 123 anos de relações diplomáticas e, desde outubro de 2014, quando Abe esteve no Brasil, vêm acontecendo contatos mútuos no setor de Defesa.

Na metade final de fevereiro de 2016, o Brasil recebeu o general Kiyofumi Iwata, então com 61 anos, primeiro chefe do Estado-Maior das Forças Terrestres de Autodefesa do Japão a desembarcar no país.

Ano passado, um oficial do Exército japonês participou, como observador, do Amazonlog, o Exercício de Logística Multinacional Interagências conduzido pelo Comando Logístico do Exército Brasileiro.

O que, agora, mais chamou a atenção dos chefes navais brasileiros: para as Forças Armadas dos países classificados como potenciais “parceiros estratégicos”, as autoridades do Ministério da Defesa japonês acenam com vendas de produtos amparadas (1) em parcelamentos invulgarmente longos, e (2) taxas de juros abaixo das praticadas por fornecedores europeus e sul-coreanos. Tudo financiado por bancos japoneses.

O ministro da Defesa brasileiro, Joaquim Silva e Luna, recebeu, em Brasília, uma delegação do Ministério da Defesa japonês, chefiada pelo vice-ministro Tomohiro Yamamoto
O ministro da Defesa brasileiro, Joaquim Silva e Luna, recebeu, em Brasília, uma delegação do Ministério da Defesa japonês, chefiada pelo vice-ministro Tomohiro Yamamoto

Yamamoto – Historicamente, as empresas da Indústria de Material de Defesa japonesas só podem vender equipamentos de vigilância, transporte e monitoramento. Mas isso vem ficando, cada vez mais, na teoria.

Essas companhias já estão no mercado oferecendo aviões de patrulha aptos a lançar mísseis e torpedos e submarinos oceânicos dotados de propulsão independente da atmosfera (AIP) que disparam torpedos e mísseis, além de “semear” minas.

A Marinha do Brasil também considera que conhece pouco sobre os sensores e sistemas militares fabricados no Japão – e quer sanar essa deficiência.

Em 30 de abril deste ano, o ministro da Defesa brasileiro, Joaquim Silva e Luna, recebeu, em Brasília, uma delegação do Ministério da Defesa japonês, chefiada pelo vice-ministro Tomohiro Yamamoto, um deputado formado em Direito de 43 anos de idade.

Os dois países elaboram, nesse momento, um Memorando de Entendimento sobre intercâmbio de informações nas áreas Aeroespacial, de Missões de Paz, Defesa Cibernética, e de assuntos relacionados aos Jogos Mundiais Militares, previsto para acontecer em Tóquio, no ano de 2020.

Durante sua estadia na capital brasileira Yamamoto classificou o diálogo entre os Exércitos de ambas as nações como “dinâmico”, mas forneceu uma pista de que a intenção de seu governo é mais ampla – “e manifestou interesse de estreitar essas relações também com as outras Forças, aérea e naval”, conforme revelou um comunicado oficial da Pasta de Silva e Luna.

Também chamou a atenção dos brasileiros o alto nível da comitiva de Yamamoto, que incluiu, além do encarregado de Negócios e do Adido de Defesa da Embaixada do Japão no Brasil, o diretor-adjunto da Divisão de Política Internacional do Ministério da Defesa japonês, Itsuki Sugihara, a adjunta dessa Divisão, Kaori Tatsumi, e o assistente Executivo do vice-ministro, Shota Shimizu.

Destróieres de escolta classe Abukuma
Destróieres de escolta classe Abukuma
Destróier de escolta classe Abukuma
Destróier de escolta classe Abukuma e seu armamento

Destróieres – A frota de guerra japonesa possui, atualmente, 25 destróieres das classes Abukuma, Hatsuyuki, Asagiri e Murasame, com deslocamentos que variam entre 2.550 e 6.100 toneladas, e época de comissionamento (entrada em operação) que vai do ano de 1982 até o início da década de 2000.

Incorporados entre 1988 e 1991, os navios classe Asagiri, de 4.900 toneladas, são superiores – em sensores e armamentos – às fragatas classe Niterói (dez anos mais antigas), mas, segundo o Poder Naval pôde apurar, não empolgam os chefes navais brasileiros.

Os almirantes da MB preferem os navios da classe Murasame, de 151 m de comprimento e 6.100 toneladas (a plena carga), construídos nos anos de 1990 e modernizados com tecnologia stealth (furtiva), eletrônica avançada e melhorias nos seus sistemas de mísseis. Só que, pelo que se sabe, ainda não há previsão para que os destróieres Murasame sejam descomissionados.

Destróier Hatsuyuki DD-122
Destróier Hatsuyuki DD-122
JS Asagiri DD-151
Destróier Asagiri DD-151
JS Murasame DD-101
Destróier Murasame DD-101

Os japoneses, por outro lado, não descartam oferecer à MB produtos novos. Caso de aviões de patrulha (ainda não discriminados) e do projeto de escolta multifunção conhecido, por enquanto, apenas como 30DX: um navio de 130 metros de comprimento e 3.900 toneladas de deslocamento, que acaba de ser encomendado pelo Comando Naval Japonês ao grupo industrial Mitsubishi Heavy Industries (MHI).

Oito embarcações dessa série serão entregues, na próxima década, à Força Marítima de Autodefesa japonesa.

Todas serão dotadas de um canhão de proa de 5 polegadas – quase que certamente um modelo BAE Mk.45 Mod. 4 –, um número (ainda desconhecido) de células de lançamento vertical de mísseis antiaéreos, contêineres para mísseis antinavio e um sistema de mísseis de defesa de ponto.

O radar multifunção primário e outros sensores igualmente primários serão colocados em um mastro integrado; o sonar de casco será montado para as operações de contramedidas. A classe 30DX também terá datalinks táticos, equipamento SATCOM para comunicações, além de um sonar de profundidade variável integrante do conjunto de sensores antissubmarino.

O projeto prevê propulsão por uma turbina a gás Rolls-Royce MT30, e um par de motores a diesel MAN 12V28/33D STC, em arranjo CODAG (Combinado de Diesel e Gás), que possibilitaria ao navio velocidades no patamar dos 30 nós.

O problema, nesse caso, como o leitor bem pode imaginar, é o preço: cada 30DX deve custar 50 bilhões de ienes, ou cerca de US$ 450 milhões.

Concepção em 3D do futuro combatente de superfície japonês 30DX
Concepção em 3D do futuro combatente de superfície japonês 30DX

Sensores – A leitura que os chefes navais brasileiros fazem hoje é que, autorizados pelos americanos, os japoneses se inclinam por vender, às chamadas “nações amigas”, os quadrimotores de reconhecimento marítimo P-3C Orion, o bimotor de alerta aéreo antecipado E-2C Hawkeye, helicópteros Sikorsky Seahawk, ou mesmos navios de apoio logístico e caça-minas.

Isso, naturalmente, fora os equipamentos e tecnologias que possam interessam à Força Aérea Brasileira e ao Exército (como helicópteros de ataque e sistemas de Guerra Cibernética).

Aos militares brasileiros já foi possível determinar que certos equipamentos de grande capacidade das Forças de Autodefesa, como o P-3C Orion, e o E-2C Hawkeye serão retirados da ativa em breve.

Para o esclarecimento marítimo os japoneses têm em implantação os moderníssimos quadrimotores a jato Kawasaki P-1, de custo unitário orçado em 164 milhões de dólares em 2015. Tão caro que as marinhas do Reino Unido, da França e da Nova Zelândia tiveram que desistir da ideia de comprá-lo.

Mas, de uma forma geral, os produtos militares japoneses se situam, na escala de valores, entre os equipamentos americanos – mais baratos – e os europeus, cobrados em Euros (mais caros).

Kawasaki P-1
Kawasaki P-1

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ROBERTO DIAS
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Fico imaginando um navio desses usado, cheio de placas e manuais em ideogramas japoneses. Um verdadeiro desafio para as futuras tripulações.

Marcelo
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Marcelo

Jezuis!! Se disse isso mesmo?! Tô incrédulo.

Lucas Schmitt
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Não deve ser muito difícil fazer tudo virar inglês. Alguns programadores e intérpretes fazem o trabalho de conversão em algumas semanas.

Claudio Luiz
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Claudio Luiz

E porquê não em português BR?

Daglian
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Daglian

Porque os navios são japoneses e usam componentes americanos. No mundo da engenharia e dos militares, pelo menos no Ocidente e nos países alinhados aos EUA como o Japão, tudo é em inglês. Creio que há muitos marinheiros e oficiais na MB com proficiência pelo menos satisfatória em inglês, de tal maneira que poderiam entender manuais em inglês sem gastar tempo e dinheiro desnecessários numa eventual tradução para o PT-BR.

Daniel
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Daniel

Mesmo que não sejam em inglês (o que eu duvido muito), devem existir especialistas na MB ou nas outras forças que falem japonês.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Notícia interessante e alvissareira! Qualquer pessoa que acompanhe minimamente o assunto de defesa sabe da qualidade dos navios japoneses e muito lamento já foi dito em blogs e sites de defesa pela indisponibilidade de venda dos navios da marinha da terra do Sol Nascente. Creio que diante do cenário atual, onde a MB tem pouca verba para investimento em virtude do PROSUB, a aquisição de meios navais nipônicos poderá suprir a baixa de importantes meios navais até que a Marinha consiga livrar dos erros cometidos por gestões passadas.

Felipe
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Felipe

Estava na hora da Marinha Brasileira obter destróieres para compor sua frota.

Guizmo
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Guizmo

Sensacional notícia!!!!!! Espero que dê certo, são navios capazes, belíssimos, relativamente modernos e estabelece um vínculo industrial-militar com uma nação maravilhosa, assim como foi com o binômio Gripen/Suécia

Luiz Floriano Alves
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Com as atuais tensões no Oriente o Japão não irá se desfazer de barcos ou meios de primeira linha. Porém, itens de idade mais avançada e de tecnologia superada poderão ser adequados para o nosso TO do Atlântico Sul.

Otto Lima
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A MB já teve outros navios japoneses: os NTrT Classe Ary Parreiras, os NHi Classe Sirius e os RbAM Classe Almirante Guilhem. Espero que a proposta de aquisição de escolas da JMSDF se concretize logo.

Tomcat4.0
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Tomcat4.0

Notícias fantásticas do início ao fim!!!! Que se concretizem as melhores expectativas e aquisições e se fortifiquem os laços entre Brasil e Japão em todas as áreas cada vez mais.
Obs. os MBT’s deles são bem modernos tbm e parece que vão diminuir o uso dos mesmos o que pode gerar uma reserva que pode vir a ser vendida .

Marcelo R
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Dificilmente o Japão vai vender um navio que seja do interesse da MB. Se forem vendidos, vão ser algo entre escoltas tipo DE classe Abukuma ou Yubari. Impossível a Classe Musarame, muito pouco provável a Classe Asagiri e Hatsuyuki. Se vierem vão vir sem o Harpoon e sem o CIWS, toda a eletronica atual vai ser desmontada, somente o canhão de 76mm e o suporte do Asrock que e igual ao dos antigos Mariz e Barros e Marcilio Dias…..

Nilson
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Nilson

Imagino que será situação análoga à das Type 23 britânicas. Se por um lado estarão “desdentadas”, por outro lado, e por isso mesmo, serão opções mais baratas, viabilizando a aquisição e gradual reequipamento. Melhor se, como diz a matéria, em suaves prestações e juros baixos. Infelizmente, pelo que tenho visto e em face da situação financeira do país versus demais prioridades nacionais, é esse tipo de negócio que vai sobrar para a MB se reequipar com algumas escoltas. Ou então ficar sonhando com coisa melhor e por consequência deixar nossos marinheiros sem ter sequer navios para navegar. Boa notícia estar… Read more »

Luiz
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Luiz

“por enquanto, apenas como 30DX: um navio de 130 metros de comprimento e 3.900 toneladas de deslocamento”
Segundo os últimos informes esses navios serão maiores com um deslocamento na casa das 6000 toneladas e deverão ser equipados com uma versão lançada de navios do míssil supersônico XASM-3
Ou seja não vai ser nada barato….

Gustavo
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Gustavo

É o Prosuper renascendo?

Allan Martins
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Allan Martins

Sempre esperei esse estreitamento na parte militar com os japoneses, tomara que vingue e que renda frutos muito bons para nossas FA’S, seria muito sonhar em ver o EB de Type 10??

Vovozao
Visitante
Vovozao

04/09, vejo com grande alegria caso se confirme, primeiro é uma tremenda bobagem falarem que os manuais viria em japonês, tudo no Japão são em japonês e inglês, então já estamos acostumados com estes manuais, segundo, quase todos os sistemas usados nos navios japoneses são americanos, fica fácil, terceiro nos só teremos acessos a algumas fragatas em 2023 as inglesas porém, já dito por eles viram desdentada. 4. Toda vez nosso almirantado não concorda muito com essas compras, e, cada vez mais temos menos meios necessários a nossa esquadra, as fragatas (N e G) já estão no final de vida… Read more »

GabrielBR
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GabrielBR

Um acordo de parceria estratégica com o Japão seria maravilhoso…o melhor para a MB sem duvidas!

Tadeu 54
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Calma pessoal, são apenas sondagens, e com a penúria financeira na Defesa em geral, qualquer aquisição enfrentará muuuuuuuuitas dificuldade$$$$$$ !

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
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Foi uma das melhores noticias que eu já li. Sempre sonhei com um Classe Kongo para o Brasil, mas a classe Murasame é linda, tem porte e aparência de navio de guerra.
Espero que dê tudo certo. Já passou da hora de o Brasil comprar navios japoneses.

nflopes
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nflopes

Pelo que conheço dos japoneses, eles se relacionam devagar e sempre, até ganhar confiança. Brasil está no caminho certo.

india-mike
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india-mike

Acho inviável a obtenção de navios usados do Japão, por 2 razões bem simples — as naves sao todas antigas (30-40 anos), e com exceção das Abukuma (que aliás são muito pequenas e nem possuem convoo — logo não imagino que sirvam pra MB) todas tem propulsão exclusivamente por turbinas a gás, o que devido ao custo de operação não se adequa à MB.

Agora quanto a obtenção de navios novos de maior tonelagem, podemos voltar ao assunto daqui a uns 10-15 anos…

Nilson
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Nilson

Pela quantidade e porte, pode-se concluir que os 8 DX30 substituirão os 8 Asagiri. Destes, os 4 últimos foram comissionados em 1990 e 1991. Ou seja, praticamente a mesma idade da Argyll e da Lancaster. Conforme preço e condições de conservação, poderá haver uma boa concorrência entre as opções. Mas ainda acho que as T23 serão a melhor opção na época, devido à quantidade (13) e ao descomissionamento gradual. E ainda tem as francesas, as italianas, as alemãs, as australianas, as canadenses, as coreanas, para entrarem nesse radar de provável aquisição de velharias (infelizmente). Escolta usada com menos de 30… Read more »

Renato
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Renato

É sério que os marinheiros brasileiros preferem a classe Murasame? Esta classe é propulsada por 4 turbinas. Eles vão ter grana para encher o tanque?

Renato
Visitante
Renato

E sem contar que os EUA não liberam para o Brasil o Phalanx que está nestes navios…

MK48
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MK48

Não tem essa dos EUA não liberarem o Phalanx para o Brasil. A MB só não o opera por uma questão de custo e doutrina.

Marcelo-SP
Visitante
Marcelo-SP

Jesuiiiissss!!! Essa conversa do Phalanx? De novo?

Almeida
Visitante
Almeida

Tanto liberam que já até liberaram. E grande coisa proibir o Phalanx, tem CIWS muito mais modernos, melhores e mais baratos por aí, não tem nada de outro mundo nesse armamento.

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
Visitante

Almeida, sou um tanto leigo nesse negocio de CIWS, qual é mais moderno que o phalanx?

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Se me permite entrar na conversa, alguns modelos de CIWS: Sea RAM, RAM, RAM block 2, Oerlikon Milennium 35mm, Denel Vecktor, DARDO 40mm, acredito que o Bofors 40mm e o Oto Melara fast Forty 40mm também se encaixam na função, além dos sistemas de mísseis Mistral, esses são exemplos do lado ocidental, tem também os novos CIWS Chineses Type 730, 1130, além dos modelos russos que combinam mísseis e canhões rotativos.

Almeida
Visitante
Almeida

Francisco, o Alex já deu uma boa lista, vou complementar. O Phalanx é da primeira geração de CIWS, que usam calibres menores e alta cadência de fogo para atingir diretamente o alvo para que este seja destruído. Mas mesmo com a alta cadência de 6000 tiros por segundo, é difícil abater um míssil de tamanho relativamente reduzido voando à velocidades próximas ou acima do som. CIWS de tubo mais modernos como o Oto 76mm SR Strales, Bofors 40mm e 57mm com munição Trinity e Oerlikon Millenium 35mm usam calibres maiores, com maior alcance e maior poder de destruição de suas… Read more »

XO
Visitante
XO

Recomendo cautela com essas informações… alguém está querendo aparecer… desculpe, mas é como penso… abraço a todos…

Roberto Silva
Visitante

Murasame ou, quem sabe, até sua variante Tkanami, só podem vir com compra casada de navios novos 30DX.

Para operar navios de propulsão a gás, a MB vai precisar de mais apoio, e está na hora desse jogo político mudar.

Roberto Silva
Visitante
Thom
Visitante
Thom

Não há uma data para o descomissionamento.
Há uma forte tensão nos oceanos da China, Japão e Coreia.
Nem as usadas da Austrália acharia possível por causa das tensões na região.
Imagina o estado Japonês?
Seria muito navios de mais de 5.000 mil ton na MB. Mas…

willhorv
Visitante
willhorv

E quando o Sol Nascente se propõe a “ajudar” uma coisa eles fazem direito.
E é fato…temos ótimas relações, histórico e a maior nação nipônica fora das ilhas….
Que saia bons frutos, com os pés no chão e muita responsabilidade.
Particularmente, torço por uns 4 a 6 Murasame…
Seria um salto absurdo no Atlântico sul!!
Kōun (boa sorte!).

Zorann
Visitante
Zorann

De boa… 23 comentários antes do meu. Só um deles mostrando preocupação se teremos ou não capacidade de opera-los.
.
E ninguém para lembrar que temos navios em PMGs atrasados de mais de 7 anos, 2 submarinos Tupis “parados” aguardando PMG a no minimo 2 anos. E o problema é sempre “falta de verbas” (tradução livre: excesso de pessoal) .
.
E aí querem comprar escoltas? Vamos fazer o dever de casa primeiro… operar a contento cumprindo prazos e cronogramas de manutenção dos navios que já existem, para não perde-los (como já aconteceu), garantindo recursos para tal.
.
Comprar, para não operar/manter, não resolve.

_RR_
Visitante
_RR_

Zorann, Depende… Temos de ver que as atuais escoltas já estão começando a “abrir o bico”, de uma forma ou de outra… Há de se analisar o custo/benefício em manter os atuais vasos. A ‘Inhaúma’ e a ex-‘Frontin’, por exemplo, foram-se mais cedo justamente por ser inviável mante-las, haja visto o que seria necessário para reparar estas corvetas e traze-las de volta ( no caso da ex-‘Frontin’, segundo já li, suas obras vivas estavam drasticamente comprometidas, tornando sua recuperação por demais onerosa ). Se quaisquer vasos a serem oferecidos ( se é que o serão de fato, por qualquer marinha… Read more »

Jodreski
Visitante
Jodreski

Ufa! Um comentário pé no chão! Parabéns

FABIO MAX MARSCHNER MAYER
Visitante

O Japão vem há algum tempo aumentando seu poder naval em razão da ameaça chinesa.

Provavelmente não retirará meios operativos, salvo quando estiverem mesmo, sem qualquer perspectiva operacional, ou seja, menos que no osso.

É claro que parceria com um país que produz (ótimos) navios, armamentos, sistemas de defesa é sempre bem vinda. E se este mesmo país cobra com taxas de juros menores e prazos mais alongados pelo que vende, melhor ainda.

Mas não se espere aquisições imediatas…

Everton Matheus
Visitante
Everton Matheus

O Brasil deve ser ao lado da Africa do Sul alguns dos raros paises capazes de negociar com EUA, Reino Unido, Russia, Europa(toda), China, Israel e Japão!!! A nossa diplomacia é relativamente neutra e não tiramos proveito disso(infelizmente).

Almeida
Visitante
Almeida

Isso é bem verdade, tirando aquele momento recente infeliz em que tentamos nos alinhar com a escória do Mundo pra virar “potência”. Mas, ainda bem, essas são águas passadas!

Hélio
Visitante
Hélio

Seria um sonho, uma aproximação no campo com a defesa seria espetacular, eles tem muita coisa boa para oferecer, principalmente no campo naval. Além, claro, de estarem procurando parceiros para o caça de quinta geração.

Everton Matheus
Visitante
Everton Matheus

Sobre essa deficiência “a gas” a Ucrânia(no projeto Tamandaré) ofereceu resolver esse problema para a MB…

Jr
Visitante
Jr

Fico bobo de achar alguém por aqui que ainda acredita em promessas dos Ucranianos. Quanto a matéria, duvido muito que a MB tenha capacidade financeira para operar e manter destroieres desse tipo

Everton Matheus
Visitante
Everton Matheus

Não acredito, nem entrei nesse mérito. Mas oferta é oferta.

Dalton
Visitante
Dalton

A “marinha japonesa” costuma utilizar seus navios por cerca de 30 anos…algumas vezes esticam um pouco mais e se os EUA estão esticando os seus por conta do crescimento da marinha chinesa é bem capaz que se faça a mesma coisa por lá.
.
Partindo desse princípio o primeiro “Murasame” não será retirado de serviço antes de 2026,
com pelo menos 30 anos e a marinha brasileira nunca teve interesse por combatentes de superfície com mais de 30 anos…nem mesmo os “Gearings” adquiridos nos anos 70 tinham mais de 30 anos…mas…o tempo dirá.

Hélio
Visitante
Hélio

“O problema, nesse caso, como o leitor bem pode imaginar, é o preço: cada 30DX deve custar 50 bilhões de ienes, ou cerca de US$ 450 milhões”
Problema não é, isso é o que cogitavam pagar na Tamandaré.

_RR_
Visitante
_RR_

Hélio,

O que se cogita hoje pela classe ‘Tamandaré’, gira em torno de US$ 350 milhões. E isso é razoável para um navio ocidental que terá entre 2700 ton. full. e 3000 ton. full.

Acho é difícil um vaso de quase 4000 ton. full. ficar “só” US$ 450 milhões…

Almeida
Visitante
Almeida

O dinheiro tá separado, basta fazer escolhas. Eu prefiro 3 30DX do que 4 Tamandarés. Mas eu não sou almirante, né.

MK48
Visitante
MK48

Negociar o quê se não há dinheiro ?

Marujo
Visitante
Marujo

Os Asagiri mais novos podem ir quebrando um galho. Só gostaria de saber a que santo rezar pela vinda de pelo menos seis 30DX.

Everton Matheus
Visitante
Everton Matheus

ARES. Não é bem um Santo… Mas um Guerra deve fazer com que o BR tome vergonha;

IBANEZ
Visitante
IBANEZ

Por que as empresas japonesas precisam do aval dos EUA para vender seus produtos para outros países? Sempre achei que a falta de insumos militares japoneses no mercado mundial se devia mais a política pois segunda guerra mundial do país. Mas ao que parece até hoje o Japão se encontra na sombra dos americanos.

Humberto
Visitante
Humberto

Se o produto tiver componente americano, será necessário o OK dos gringos. Quando o Brasil tentou vender uma versão dos AMX para a Venezuela, aconteceu o mesmo, obviamente, não dá para creditar que foi o principal motivo, mas já cortou a negociação.
A França está com o mesmo problema com mísseis a serem fornecidos ao Egito.
Antes que comecem o discurso anti americano, eles estão certo, não tem sentido fornecer equipamento sofisticado para um pais hostil a eles.

XO
Visitante
XO

O ITAR (International Traffic in Arms Regulations) prevê que determinados equipamentos ou sistemas podem ser disponibilizados para A e não para B… fora outras regras que determinam como se dá a exportação de produtos de defesa pelos EUA… isso para os itens que tem a ver com o US Departament of State… o que fica na escota do Department of Commerce é regido pelo EAR (Export Administration Regulations)… abraço…

USS Montana
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USS Montana

Isso com certeza é uma jogada pra dar um chega pra lá na China em querer ceder corvetas, fragatas e destróiers pra MB, acho até melhor, dado a fama de “ching ling” dos produtos chineses, prefiro os japas. Eu, além de entusiasta naval, sou músico e sempre usei equipamentos Made in Japan, são mais caros mas são pra vida toda. Tomara que dê certo as negociações.

Claudio Luiz
Visitante
Claudio Luiz

Falou tudo com relação a qualidade dos produtos japoneses.

Marcos R.
Visitante
Marcos R.

Alguém vou o vídeo do mbt chinês perdendo uma roda durante um exercício?

Bardini
Visitante
Bardini

. “O problema, nesse caso, como o leitor bem pode imaginar, é o preço: cada 30DX deve custar 50 bilhões de ienes, ou cerca de US$ 450 milhões.” . E em que lugar do mundo esse valor é um “problema”? É um problema para a MB? A mesma MB, que ventilaram aqui que precisaria de mais do que U$ 400 milhões para comprar cada unidade da Classe Tamandaré e, que muitos aqui acharam o aumento “um valor justo”, já que hoje é “tudo caro” e blábláblá? . Isso aí é um Navio de Guerra, que poderia com muito bem padronizar… Read more »

LEONEL TESTA
Visitante
LEONEL TESTA

Assino em baixo Bardini perfeito comentario

ROBERTO CAMPOS FREIRE
Visitante

Essa aproximação Brasil X Japão no âmbito militar se deve a ofensiva chinesa! Em termos estratégicos o Brasil é um player de respeito no Atlântico Sul! Devemos nos posicionar em prol do Japão (EUA) e aproveitar as vantagens!

Humberto
Visitante
Humberto

Eu vejo a possibilidade que o Japão ceda sim alguns Murasame mas dentro de um pacote maior. Um trecho da reportagem me chamou a atenção. “(1) em parcelamentos invulgarmente longos, e (2) taxas de juros abaixo das praticadas por fornecedores europeus e sul-coreanos. Tudo financiado por bancos japoneses.”. É o que a MB precisa.
Particularmente acho que o foco deles seja fornecer navios novos.
Alguns vão ter orgasmos aqui, mas foi um navio da classe Asagiri que abateu (Rimpac 96) um Intruder com o Phalanx.

Henrique de Freitas
Visitante
Henrique de Freitas

Detalhe importante. A taxa base de juros japonesa, se não me engano, gira em torno de -0,1% ano.
Qualquer negócio que o Japao fizer em exportar material militar, que US permita, será um ótimo negócio com qualquer taxa de juros positiva. Lembrando que o grupo que poderá receber esse padrão de tecnologia, não será em número maior que 1 dúzia e quem pode pagar menor ainda.
Se houver relacionamento militar, o Brasil é candidato fácil.

Fabio
Visitante
Fabio

Amigo XO ou Luiz Monteiro ate dezembro a fragata defensora e o ndcc mattoso
Maia começam testes de mar?

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezados, Apesar de toda a aproximação entre o Japão e o Brasil, muito bem relatada na matéria, os japoneses não tem navios disponíveis para venda. O que os japoneses pretendem é a venda de equipamentos, sensores, sistemas e armas novos. Buscam, também, desenvolver parcerias para novos sensores e sistemas. Desta forma, apesar de toda a expectativa, é muito cedo para se falar que a MB irá comprar qualquer “produto” japonês. Já a aproximação entre os países, ela realmente vem acontecendo, como divulgado nesta matéria. Quem sabe no futuro, possamos chegar a esse nível de parceria. Ambos os lados trabalham para… Read more »

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Complementando,

Realmente os japoneses estão mergulhando de forma incisiva no mercado. Como o Roberto disse na matéria, taxas de juros bem abaixo dos concorrentes, longo parcelamento e preços competitivos com os europeus. Ninguém supera, por enquanto, o FMS dos EUA.

Grande abraço

Luís Henrique
Visitante
Luís Henrique

Sim. Mas na questão de navios de superfície, os EUA utilizam majoritariamente grandes destroyers que são caríssimos.

A Fragata ou Destroyer japonês citado na matéria que custará por volta de U$ 500 mi é muito interessante. Eu já havia comentado sobre esse escolta em outra matéria do poder naval.

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Luís,

Para esclarecer, informo que, neste momento, o único programa para obtenção de escoltas para a MB é o da Classe Tamandaré.

Uma eventual parceria com o Japão ou qualquer outro país para escoltas de maior deslocamento, somente para daqui há alguns anos.

A MB se mantém atenta às compras de oportunidade, porém não há nada neste sentido no que tange aos navios escoltas.

Grande abraço

EdcarlosPrudente
Visitante
EdcarlosPrudente

O grande desafio para a próxima década é o programa das futuras Tamandaré sem duvida, obtenção de navios com maior deslocamento novos é improvável, meios usados em boas condições, quem sabe?!

Ou escolhe um numero de fragatas da Classe Niterói para um possível programa de sobre vida, ou adquire meios usados em boas condições que possam estar em oferta.

Saudações!

Matheus
Visitante
Matheus

Fico imaginando o custo de operação destes navios

Fabio
Visitante
Fabio

Mas amigo Luiz Monteiro dos EUA em termos de navios usados so tem as OHP
é possivel que venham as OHP ou algum outro navio dos EUA para MB?

Claudio Luiz
Visitante
Claudio Luiz

Tem muitas postagens aqui que demonstram que estas foram oferecidas e sequer foram consideradas pela MB. Foram todas depenadas e estão no osso.

Dalton
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Dalton

Não é exatamente verdade Claudio…a então USS Rodney Davis, por exemplo, comissionada em maio de 1987 foi descomissionada em março de 2015, dois meses antes de completar 28 anos e foi colocada à disposição para venda diferente de outras com idade similar que não foram…estas sim…estavam em mau estado. . Ela com certeza teria pelo menos uma década de serviço na marinha brasileira…há um exemplar na marinha paquistanesa a ex USS McInerney descomissionada depois de 30 anos de serviço em 2010 que continua em serviço até hoje com 39 anos de idade e deverá passar dos 40 anos fácil. .… Read more »

Luís Henrique
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Luís Henrique

Eu acho que devemos esquecer sobre navios usados.

O Japão não vai vender nada que preste. Eles precisam de Mais navios, não de menos.
A China está aumentando sua frota naval de forma considerável.

Só vai ter navio usado depois de 30 anos de uso.

É melhor focar nas Fragatas Novas que eles estão desenvolvendo e que terá um preço competitivo.

Felipe Maia
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Felipe Maia

Pega 4 de uma classe, 2 de outra e traz logo, não fica pensando não kkkkk
Brincadeiras a parte, não creio que haja disponibilidade de vasos com menos de 25 anos de comissionamento.
Abraços!

FERNANDO
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FERNANDO

Welllllllll, a situação está FEIA MESMO!!
Que diga Evangelino da Costa Neves, presidente de honra do Coritiba Foot Ball Club, numa de suas muitas entrevistas, ele disse, na décade 70 a gente ia no Santos e pegava um time inteiro lá para ser campeão paranaense, hoje…………………………………………………..
O mesmo ocorre com RN e USN, houve tempo em que a MB ia lá e trazia em baixo do braço uns 5 navios no mínimo, hoje……………………………………………
Mas, o negócio é focar nas corvetas ou fazer um misto de corveta e fragata.

Robsonmkt
Visitante

Aparentemente, o Japão poderia abrir mão de seus meios mais antigos, mas como esses são apenas 10 anos mais novos que a classe Niterói, somente fariam sentido se viessem muito, muito baratos pois seria navios tampão, para preencherem o vazio entre o descomissionamento das Niterói e a chegada de seus reais sucessores.

india-mike
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india-mike

Amigos, navio com propulsão COGOG ou COGAG, podem esquecer, pois a MB não tem condição de operar. As OHP nunca vieram acho eu por esse motivo, se eles fossem CODOG por exemplo já estavam com a gente há mais de 10 anos…

Paulo Guerreiro
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Paulo Guerreiro

Eu acredito que se existe a possibilidade do Brasil conseguir comprar 06 destroyer sejam novos ou usados mas dentro das limitações orçamentarias que temos a preço camarada e com muito tempo pra pagar a MB devia sim nao deixar essa oportunidade e comprar os navios que puderem

Fabio
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Fabio

XO amigo o PHM Atlantico opera com clanfs? não entendo porque o PMG
da F-41 esta demorando tanto,o CM falou que a volta desse navio era prioridade.