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US Marines desdobram primeiros caças F-35B no Oriente Médio

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F-35B Lightning II decolando do USS Essex (LHD 2)
F-35B Lightning II decolando do USS Essex (LHD 2)

Os Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) que estão treinando no Chifre da África verão um novo conjunto de asas realizando a clássica missão de apoio aéreo: o caça F-35B Lightning II Joint Strike Fighter.

Os F-35Bs são atribuídos ao Marine Fighter Attack Squadron (VMFA) 211 “Wake Island Avengers” e parte do elemento de combate aéreo desdobrado com a 13th Marine Expeditionary Unit (MEU). A 13th MEU e o Amphibious Ready Group (ARG) do USS Essex, com sede em San Diego, Califórnia, chegaram à área da 5ª Frota dos EUA e lançaram os F-35Bs a partir do convés do navio de assalto anfíbio USS Essex (LHD-2).

“Vamos exercitar toda a capacidade da aeronave sem priorizar uma específica. Tudo estará relacionado ao apoio dos Marines em terra”, disse o coronel Chandler Nelms, que comanda o 13º MEU, em Camp Pendleton, Califórnia, ao USNI News por telefone do Essex no sábado, quando o navio estava operando ao largo de Djibouti. “Temos a oportunidade de percorrer toda a gama de nossas capacidades enquanto estamos aqui.”

Durante duas semanas, os F-35B e o restante do poder de fogo de combate da 13th MEU irão treinar em áreas militares em Djibouti e nas águas internacionais ao largo da costa. Cerca de 4.500 fuzileiros navais e marinheiros com a 13th MEU e o Essex ARG – Essex,  USS Anchorage (LPD-23) e USS Rushmore (LSD-47) – estão participando do exercício TACR, que começou sábado, para Naval Amphibious Force, Task Force 51/5th Marine Expeditionary Brigade.

F-35B Lightning II pousando a bordo do USS Essex (LHD-2)
F-35B Lightning II pousando a bordo do USS Essex (LHD-2)

FONTE: USNI / FOTOS: US Navy

46 COMMENTS

  1. Na terceira foto é possível ver a maior parte das aeronaves transportadas pelo USS Essex..
    10 dos 12 MV-22, todos os 4 CH-53E que em breve gradualmente começarão a ser substituídos pelo mais capaz CH-53K, todos os 6 F-35B…notar como eles ocupam mais espaço do que o ocupado por 6 AV-8Bs anteriormente embarcados e 1 dos 2 MH-60S também aparece na foto…ausentes também estão os 4 AH-1Z e 2 UH-1, totalizando cerca de 30 aeronaves.
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    Os 6 F-35B fazem parte de um destacamento do Esquadrão VMFA-211 composto por 16 aeronaves e parte-se do princípio que se houver necessidade a maior parte dos helicópteros e
    MV-22s poderá ser trocada por F-35Bs adicionais…um esquadrão completo de 16 ou mesmo 20
    de dois esquadrões diferentes similarmente ao que foi feito em 2003 quando da invasão do Iraque onde 2 LHDs operaram com mais de 20 AV-8Bs cada um.
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    Os LHDs quebram um bom galho quando se trata de operar com F-35Bs…mas…melhor ainda
    são os novos LHAs da classe América, especialmente os 2 primeiros que não possuem doca alagável e assim transportam mais combustível e peças sobressalentes e foram beneficiados
    com um hangar um pouco mais alto para que se possam realizar manutenções mais complexas
    nos MV-22.
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    O terceiro navio da classe que encontra-se na fase inicial de construção, será um projeto mais equilibrado trazendo de volta uma doca alagável, porém menor que a dos LHDs para ainda se
    manter uma boa capacidade de transporte de combustível e uma “ilha” redesenhada proporcionando um pouco mais de espaço para estacionamento de aeronaves…será o melhor de dois mundos.

    • “todos os 6 F-35B…notar como eles ocupam mais espaço do que o ocupado por 6 AV-8Bs anteriormente embarcados…”

      O F-35B não possui a capacidade de dobrar as asas? O harrier possuíam essa capacidade?

      • Não…eles não possuem nem os “Harriers” também possuíam…mesmo assim, o
        F-35B é um jato mais comprido, mais alto e encorpado e que pesa o dobro do que o
        AV-8B.
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        O F-35C conta com asas maiores, estas sim, dobráveis.

  2. Tanto em tonelagem absoluta e numero de grandes navios (classificados acima de Destroyer) não existe um pais no mundo que faz frente aos EUA. e não isso não é clubismo. mas uma coisa que particularmente me incomoda é a falta de pequenas embarcações na US Navy. eu sinto que algumas fragatas na marinha deles para realizar algumas operações em que um Destroyer no porte de um Arleigh Burke é desnecessário faria bem para diminuir os gastos na marinha, bom eles devem pensar o mesmo já que tem um projeto de uma fragata nova chegando por ai.

      • salvo engano, nenhum exercício teve essa intensidade e com essa duração. Será o primeiro exercício próximo da realidade. Passado ou não, números são fatos, capacidades e metas.

        • Se você incluir a longa viagem de ida e volta com paradas em portos, etc, verá que essa missão do USS Essex não será tão maior assim que a já desempenhada pelo USS Wasp, baseado no Japão e que não necessita
          de tanto tempo gasto em trânsito.
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          Não haverá nenhuma surpresa e mesmo que a disponibilidade do AV-8B
          seja maior o que até pode ser…isso quando eles não caem do céu como recentemente ocorreu com um dos AV-8B baseados no USS Iwo Jima,
          a performance do F-35B é muito superior.

          • Enquanto em transito é possível praticar também…mas…a questão é que em uma missão de 7 meses pelo menos 3 meses são gastos na viagem de ida e volta, restando quando muito 4 meses para o grupo permanecer no destino que no caso do USS Essex é a V Frota.
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            O USS Wasp cumpriu uma missão de 2 meses iniciada no início de março com um diferencial…2 “Arleigh Burkes” foram despachados de San Diego para unir-se ao “Grupo Anfíbio” formando um “Grupo de Ação de Superfície” testando a interoperabilidade entre F-35Bs e combatentes de superfície, algo que poderá tornar-se comum no futuro.
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            Justamente por não necessitar tanto tempo em transito para alcançar seu destino, o USS Wasp está agora em sua segunda patrulha esse ano, novamente com F-35Bs a bordo…que deverá ser de cerca de 2 meses também.

  3. Em termos de deslocamento, o Essex é duas vezes maior que o Atlântico, tendo um convés pouco mais de 50 metros mais longo. Alguém sabe o custo de construção de um navio dessa Classe de LHDs? Seria, junto com outras embarcações similares da Coréia do Sul, Itália e Espanha uma alternativa aos grandes e caríssimos NAEs dedicados, bastando ter condições de operar de 6 a 8 F-35B. Uma opção flexível e menos cara, porque barata sei que não é…

    • A classe wasp é provavelmente a única classe que substitui o Atlântico e Bahia juntos, sem sacrificar o melhor dos dois (a doca do Bahia; a capacidade de vôos
      simultâneos e número de aeronaves a bordo do Atlântico).
      Só NAe (cavour, QEc, CdG, América?) dedicados são melhores pois tem hangar maior e maior capacidade de combustível de aviação. Já o SVTOL vs CATOBAR só existe o F-35B e F-35C ( para a comparação entre caças de quinta geração) ambos são caros de operar sendo que o F-35B + NAe SVTOL vs F-35C + NAe CATOBAR, mais barato de operar será o F-35B (caso pouse como farão nos QEC, pois caso contrário terá que se desfazer da armas). Agora se comparar o F-35B + NAe SVTOL vs 4++g + CATOBAR pode ficar mais barato a segunda opção ( caso as catapulta Eletromagnética seja tudo que os americanos falam).

      PS.: Wasp não levam AWE&C?

      • Flavio…
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        a classe “Wasp” está em outro patamar…o “Bahia” não pode operar por exemplo com embarcações como o LCAC e o “Atlântico” não foi pensado nem para operar com o “Harrier” muito menos o F-35B.
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        Na minha opinião há outros navios que se encaixam mais adequadamente ao que
        você propôs como o “JUan Carlos I” da marinha espanhola.
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        Se você perguntou se o “Wasp” não leva aeronaves AEW…a resposta é não, mas,
        o F-35B quebrará um galho nessa função.

        • Estou falando só de Asas rotativas mesmo. O JC1 tem uma doca menor (+1600m² vs ~1200m²) além de ter uma divisão (é usada como passarela) na primeira parte da doca. Além que levam menos aeronaves (12 vs 18+2). Claro não estou levando em conta o custo de operação (pois não tenho ideia do custo das 3 classes).

        • Estava falando só de Asa rotativas mesmo. Sobre o Bahia não poder operar o LCAC…é por pouco (Largura da doca 14,00m vs 14,30m do LCAC e a largura da doca do Wasp é de 15,40m)….mas ainda, sim, tem uns Hovercraft menor mas duvido a MB venha opera-los…

          Já o JC1 vs Bahia há perda de capacidades-> a doca é menor (1164.24m² vs 1732m²) e na parte mais interna da doca há uma divisão (usada como passarela) o outro único outro ponto negativo é que há perda nos voo simultâneos quando comparado ao Atlântico (7 vs 6)…Bem ainda há algo que eu acho um baita descaso a defesa dele é só 4x .50 e 2x MAG….os derivado estão melhores defendidos…

  4. AL…
    .
    os novos navios da classe América foram classificados como LHA já que não contam com uma doca e essa classificação será mantida mesmo que a partir do terceiro da classe uma doca seja reintroduzida…ou seja…a classificação LHA é mais flexível, mas, independente disso, o custo aproximado do USS América foi de 3,4 bilhões de dólares em 2015, hoje seria mais de 3,6 bi e contou-se com a propulsão já implantada no último LHD da classe “Wasp” ou seja turbinas à gás o que ajudou à poupar um pouco.
    .
    Não apenas o convés é mais longo, como a largura (boca), calado e mesmo altura à partir da linha da água são maiores também então os outros países não tem nada similar…em conceito sim…em capacidade não e no momento apenas à China está construindo um navio de tamanho equivalente a um classe “Wasp”ou seja umas boas 40.000 toneladas quando completamente carregado.
    .
    Quanto a serem alternativas à NAes…depende do que se quer e do que se pode adquirir, nunca substituirão eficientemente um NAe e quando embarcarem um número maior de F-35Bs, e mesmo assim serão poucos , terão que abrir mão de boa parte de sua capacidade anfíbia na forma de helicópteros de transporte.

    • Obrigado Dalton. Mas quanto custaria um Essex? O que eu penso é no preço do navio mesmo, pois sei que não são baratos. O Cavour italiano saiu por uns 1,5 bilhão anos atrás, o Juan Carlos espanhol desconheço o preço também.

  5. AL…
    .
    o “Essex” da classe “Wasp” não sairia mais barato que um da classe “América” hoje…mudaram as letrinhas da classificação, mas, são basicamente a mesma coisa e do mesmo tamanho então
    seria coisa para 3,5 bi de dólares nos dias de hoje !
    .
    Um “Cavour” não sairia hoje por menos de 2 bilhões de dólares e o “Juan Carlos I” atualizando para valores de hoje sairia por quase 1 bi, apesar de que os 2 navios australianos derivados do “Juan Carlos I” custaram 1,5 bi cada um.

  6. Eu fico imaginando o nível de treinamento de um sujeito desses. Ser Fuzileiro Naval já é phoda, ainda mais o adestramento para se tornar piloto embarcado de caça de alto desempenho…..

  7. A Marinha do Brasil trabalha (ainda?) com aquele planejamento de longo prazo, onde teremos duas Esquadra e no mínimo, um Porta Aviões e suas aeronaves dedicadas. Eu não vejo como este planejamento possa ser factível, mesmo no longo prazo e ainda por cima, manter o CFN com meios e equipamentos em condições de operar razoavelmente bem.
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    Acredito que o caminho que poderíamos seguir, é o de criar uma espécie de “Marine Expeditionary Unit” Brasileira. Referência, para quem quiser ver como é a estrutura americana:
    https://www.marines.mil/Portals/59/Amphibious%20Ready%20Group%20And%20Marine%20Expeditionary%20Unit%20Overview.pdf
    .
    Como será que seria uma unidade semelhante, no caso brasileiro? Como será que seria um “Grupo Expedicionário” no nosso contexto?
    .
    Algo que tem feito muito sentido pra mim, seria estruturar uma Marinha Brasileira não com duas Esquadras e Porta Aviões, mas com dois Grupos Expedicionários, fortemente inspirados nessa organização dos americanos. Essa seria uma força extremamente multifunção, que poderia atuar em diversos cenários e situações que poderiam surgir no nosso entorno, que não demandam um caríssimo “Carrier Strike Group” fazendo a cobertura. Vejam como os americanos apontam as missões dessa unidade:
    “Amphibious operations
    • Amphibious assault
    • Amphibious raid
    • Maritime interception Operations (MIO)/Visit, board, search, and
    seizure (VBSS)
    • Advance force operations
    Expeditionary support to other operations/crises and limited contingency
    operations — operating across the Range of Military Operations
    • Noncombatant Evacuation Operations (NEO)
    • Humanitarian assistance (HA)
    • Stability operations
    • Tactical Recovery of Aircraft and Personnel (TRAP)
    • Joint and combined operations
    • Aviation operations from expeditionary shore-based sites
    • Theater security cooperation activities
    • Airfield/port seizure”
    .
    É pau pra muita obra, principalmente no tocante a segunda parte. É algo que tornaria de fato o CFN em uma força realmente expedicionária, como deveria ser, cumprindo o papel de desempenhar operações de ajuda humanitária, estabilização, combate de pequena e média intensidade e escala e em um caso mais complexo e distante da nossa realidade, abrir a frente no terreno para o Exército ou uma coalizão adentrar e cumprir sua missão.
    .
    Nós temos, em termos de números gerais, pessoal de sobra no CFN para completar duas unidades deste porte.
    Já temos uma boa quantidade dos conhecimentos, equipamentos, veículos e sistemas para compor algo na mesma linha de um “Command Element (CE)”, “Ground Combat Element (GCE)” e “Logistics Combat Element (LCE)”. Adquirir as capacidades que faltam a estas organizações do Grupo, não seriam uma despesa fora da realidade, pelo contrário, seria bastante factível no meu entendimento.
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    Um “Battalion Landing Team” no OM, para ilustrar:
    https://i.imgur.com/ddq3SIK.jpg
    .
    A parte cara do conjunto, são os navios do “Amphibious Ready Group (ARG)” e as aeronaves do “Aviation Combat Element (ACE) “. Mas não temos de copiar em 100% o modelo americano.
    .
    No tocante aos navios, creio ser bastante factível para o Brasil comprar, manter e operar dois bons LHDs, os chamados “Navios de Propósito Múltiplos”, que seriam o componente principal do Grupo e que estariam estruturados para o comando e controle das operações.
    .
    Faltaria ainda algo para suprir o componente de transporte e logística. Para isso, deveríamos mirar em meios mais baratos e “civilizados”, sem grandes gastos em termos de armamentos e componentes eletrônicos para C4I. Imagino algo como um mix, entre um LPD ou LSD, que ficaria mais voltado para a parte de desembarque e um “Ro-Ro” ou “Ro-Pax”, voltado mais especificamente para o componente de transporte e suprimento logístico da força. Seria no meu entender, uma força com um meio caro (NPM) e dois meios mais baratos e de menor complexidade, se comparado aos que os americanos empregam.
    https://hips.hearstapps.com/pop.h-cdn.co/assets/16/15/1600×752/gallery-1460569296-24th-meu-laydown-1.jpg?resize=4098:*
    .
    Aeronaves: Adquirir o F-35B seria necessário, sem escapatória. É uma aeronave que agregaria muito. É algo que eu imagino que poderia ser feito nos moldes da compra dos Seahawk, pela MB. Aliás é como o F-35B deveria ser encarado, como um “Seahawk de asa fixa”, uma aeronave multiemprego que agrega muito, mesmo em pequena quantidade.
    Poderia ser adquirido um lote modesto inicialmente, via FMS, para cobrir a baixa dos Skyhawk II. Cria-se a doutrina de operações com essas aeronaves do primeiro lote e posteriormente, se busca aumentar a quantidade de aeronaves, com outros lotes modestos. Eu creio que adquirir inicialmente ~6 aeronaves, seria bastante factível.
    .
    O F-35B facilitaria muito operações com marinha amigas, como os Jacks e seus dois Porta Aviões gigantões, os italianos com o Cavour e talvez o novo LHD e os americanos. Futuramente, talvez também se teria os espanhóis como uma opção, quem sabe.
    .
    Outra coisa importante é que, mesmo que se adquira estas aeronaves, elas não necessitariam fazer parte do Grupo 100% do tempo, a falta delas não inviabiliza o Grupo. Não é o mesmo que um NAe dedicado, que existe para servir suas aeronaves.
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    Helicópteros de transporte teremos uma quantidade até razoável… Não vejo a demanda por tantas outras unidades, talvez alguns Chinooks. O mais importante seria arranjar de uma vez o substituto dos Esquilos, que seria algo relativamente “barato” se comparado ao que os americanos tem. Faltariam ainda helicópteros de ataque, mas poderia ser algo de segunda mão e o lote seria bastante pequeno.
    .
    Enfim… É algo que acho interessante de se pensar. É uma força que pode abranger diversas missões, que possuí um preço que julgo aceitável no tocante a aquisição e manutenção. Algo que possibilitaria muito ao Brasil.

    • Bardini, achei interessante a sua proposta. Mas você, como outros comentaristas que defendiam o conceito anterior/atual da MB, justificavam a necessidade de cobertura aérea para as unidades da Marinha, “levar o conflito para longe da costa”, enfim: enfatizavam o quesito defensivo do Carrier Strike Group tupiniquim.

      Minha dúvida é se a doutrina eminentemente ofensiva dos Marines poderia manter esse aspecto ofensivo?

      • Para no caso de um LHD de médio/grande porte que possar caber até ~30 aeronaves (LM disse a anos atrás que o SP embarcaria 31 depois de reformado) daria para torna-lo um NAe SVTOL para levar a guerra para longe da costa. MAS claro ele ainda não poderá competir de igual para igual com um NAe CATOBAR. O Carrier Strike Groupo será defensivo e/ou ofensivo a depender de como será usado….o seu peso ofensivo será seu fator dissuasório algum que torna um elemento defensivo…

  8. Um navio da classe Wasp usado deve ser uma boa opção pro Brasil (com F-36B e tudo) mas só daqui a 20 anos pra substituir o Atlântico…

    • Com a previdência consumindo 200 bilhões à mais do que deveria consumir, nem em sonho. Limpar décadas de estatismo no Brasil não será nada fácil, basta ver o perrengue do Macri na Argentina, que apesar de muitas decisões acertadas, têm errado bastante por outro lado. Os Neozelandeses precisaram de 20 anos, o Brasil provavelmente precisaria de tempo parecido.

    • Realmente, daqui vinte anos precisaremos de um substituto para o Atlântico. Imagino que será uma compra de oportunidade, e haverá muitos modelos construídos e talvez alguns à venda até lá, talvez até os Mistral.
      Quanto aos WASP, imagino que só se houver uma distensão global até lá (ou uma quebradeira geral nos EUA) e os Marine decidirem diminuir seus meios . Se, ao contrário, houver aumento de tensão, a tendência é serem usados até o osso. São 8, seguem com as datas de comissionamento (wiki), só para dar vontade: Wasp, 1989; Essex, 1992; Kearsarge, 1993; Boxer, 1995; Bataan, 1997; Bonhomme, 1998; Iwo Jima, 2001; Makin, 2009. Em 2038 o mais velho terá 49 anos; o mais novo, 29.

    • Os primeiros 7 navios da classe “Wasp” apresentam propulsão à vapor nada econômicos…não à toa o oitavo navio da classe o USS Makin Island e agora os da classe América são equipados com um sistema híbrido muito mais eficiente.
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      Além da planta propulsora nada econômica, os navios da classe “Wasp” deverão servir por pelo menos 40 anos e de forma intensa e embora à marinha já tenha adquirido um navio “anfíbio” de 40 anos, caso do NDCC Almirante Saboia, este tem uma planta propulsora mais simples e não necessita de uma grande tripulação.
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      Então, um classe “Wasp” muito usado não será uma alternativa, no caso improvável de serem colocados à venda…o ex-USS Peleliu (LHA 5) por exemplo, foi descomissionado em 2015 e passou para a reserva dentro de um programa que permite que ele possa ser reativado em caso de extrema necessidade para reforçar à força anfíbia.

  9. Bela demonstração de força, pena que ninguém possa vê-los (não resisti a piada).

    Segue o jogo, qualquer força (terrestre ou naval) que não tenha superioridade não passa de um alvo.

  10. Eu mordi a minha língua 😜, mesmo que o custo de hora de vôo 2 F-35B seja igual a de 7 F/A 18 E/F o custo de um Nae Catobar + frota de 36 F/A 18 D/E 🆚 2 canberra + 36 F-35B ainda será maior pro primeiro…
    Dados do cálculo cada aeronave voa 200h/ano
    Custo do F-35B é 35.000 e do F/A 18 é 13.000
    O que resulta em 232 milhões/ano e 92,6 milhões/ano respectivamente.
    O custo de construção dos navios foram divididos pela metade de sua vida útil 20 anos pros canberra e 25 anos pro catobar sendo que 4 bilhões e 7 bilhões respectivamente o que resulta em 200 milhões 🆚 280 milhões
    Na operação do catobar foi de 4.000 pousos/lançamento. Cada lançamento tem um custo de 1500 dólares e cada pouso Gastar um cabo de 20.000 o que dá de gasto de 6 milhões e 80 milhões respectivamente.
    AEW&C 1800 h/ano baseado em helicóptero 8.400 por hora é em E-2D 11.000 p/h. 15,12 milhões e 19,8 milhões respectivamente por ano
    O que resulta em 447,12 milhões 🆚 478,4milhões de dólares (todos os valores em dólar) 2 Canberra 🆚 NAe Catobar. O que gerar de economia 31,28 milhões de dólares.

    Ps.: o pouso do F-35B tem que ser igual ao que será realizado nos qe, não temos dinheiro pra ficar perdendo munição a toa.
    Ps2.:Ainda não engulo a ALIS se for como Israel comprou os F -35 ok..

  11. Pra dar um upgrade na MB..pega se 5 bi de doletas e compra dois wasp desses aí com o antigo av8( ou f35) e pronto…estaremos bem na fita( aí acordei de um sonho louco.. lúdico)hehehe

  12. Dados interessante sobre os LHD/LHA americanos
    1°-Levam mais combustíveis de aviação que o SP (1.395 t) o Wasp leva 1.664 t (+19%) acham que é pouco e o America 4.009 t…..(+187%)… Só para constar o JC1 e derivados é capaz de levar só 800 t (cerca de 57% do SP)
    2°-Considerando a simulação do pouso do F-35B no QE daria para usar o mesmo tipo de pouso (o F-35B na simulação usa +/- 600 ft [182,88 m o que da mais de 97,12 m] sobraria só 243 ft [74,12 m] desconfio que a largura seja o maior impedimento(pois não haveria espaço lateral para estacionar outra aeronaves).
    3°- A largura é limitada pelo tamanho das antigas eclusas do canal do Panamá (33 m) ambas classes tem 32 m de largura, já as novas eclusas tem 55 m de largura. Os Invincibles tinham 36 m de largura só para ter um noção.
    4°- O hangar é maior que o do JC1(1500 m²), embora possa ser expandido, o Wasp tem 1.858 m²,o mistral tem quase isso (1.800 m²), já o America tem 2.614 m². O São paulo para comparação tem 4.320 m², o que significara equivalente há 43% e 60% do hangar do São Paulo, para o Wasp e America respectivamente.

    • Flavio…
      .
      possivelmente você não irá ler pois já é assunto “passado”, mas, caso leia ou mais alguém, não está correto a comparação entre “larguras” do “Invincible” e do “Wasp”…no caso do primeiro foi usado o valor total da largura a nível de convés…o “Wasp” é um navio muito maior em todos os sentidos e sua “largura” total supera os 40 metros e fica mais claro ainda quando comparo os modelos em metal que tenho de ambos na mesma escala.
      .
      Então passar pelo Canal ambos passam pois a boca de ambos é inferior a 33 metros,
      no caso do “Invincible” inferior à 30 metros só que que a largura total é um problema e causou danos em travessias passadas em pelo menos um LHD, tanto que se passou à contornar à América do Sul e provavelmente às novas eclusas permitirão que eles possam usar o Canal novamente.
      abs

    • Flavio…
      .
      meu comentário ficou preso…mas…a boca do “Invinvible” é inferior à 30 metros…36 metros é a largura total a nível do convés de voo…a largura máxima de um “Wasp” supera os 40 metros…ambos passam pelo “Canal”, porém a largura máximo de um “Wasp” causou danos à instalações e ao próprio navio e assim eles passaram à contornar à América do Sul.
      abs

      • Obrigado vou ver se pego o dados corretos tô com uma planilha só com esses dados, o problema é encontra os mesmos e que sejam confiáveis…

  13. Que bom que você acabou lendo Flavio…em um livro que tenho as medidas da largura do
    “Invincible” são:
    – Overall (total)…118 pés/36 metros…outros livros mencionam cerca de 32 metros.
    – WL (Linha da água)…90 pés/27,5 metros…há uma maior concordância aí de outras fontes.
    .
    abs

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