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NPaOc ‘Apa’ opera com helicóptero mexicano na UNITAS LIX

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Helicóptero “Pantera” deixando o convés de voo do Navio Patrulha Oceânico “Apa” após os diversos pousos a bordo
Helicóptero “Pantera” deixando o convés de voo do Navio Patrulha Oceânico “Apa” após os diversos pousos a bordo

No dia 6 de setembro, durante o terceiro dia da fase de mar da “Operação UNITAS-LIX/2018”, o Navio Patrulha Oceânico (NPaOc) ”Apa” realizou operações aéreas com o helicóptero “Pantera” da Marinha do México.

O primeiro exercício realizado foi um pick-up, ocasião em que ocorreu uma transferência de material, sem pouso a bordo.

Foi realizado também um segundo exercício chamado de “cross deck”, no qual o helicóptero Pantera realizou diversos pousos a bordo do “Apa”.

Os pousos foram os primeiros realizados por um helicóptero de uma Marinha Amiga a bordo do Navio Patrulha Oceânico ”Apa”, demonstrando a versatilidade dos NPaOc da Classe Amazonas.

NPaOc Apa – P121

37 COMMENTS

  1. Creio que é a primeira vez que a Marinha não envia um navio de guerra para uma UNITAS, bem o México em outras ocasiões já enviou OPV’s, mas como disse, acredito que é a nossa primeira vez. Já é público e notório os problemas com as nossas escoltas, então dá para entender perfeitamente o porque do Apa estar com esta missão. No entanto entramos naquela velha discussão, de Opv não são corvetas, no entanto fica a pergunta, de cunho teórico: Em tempos de paz participar de um exercício de guerra naval como a UNITAS é uma missão que cabe a um OPV como os nossos? E outra questão como o pessoal os ver quando comparado aos OPV mexicanos?

    • E bom irmos nos acostumando com essa sutil “corvetização” dos Amazonas. Já há alguns anos eles têm servido muito à Esquadra, em vez de serem apenas dos Distritos Navais. E não vejo outra solução a curto prazo, à míngua de outros meios tem que ser eles mesmos a cumprirem essas missões, mesmo não sendo navios de guerra.
      Acho melhor passar um deles para o 2º Esquadrão de Escoltas, assim deixaria de haver essa situação ambígua. E sem trocar armamento, a não ser algo que seja bem rápido e barato. Se for gastar tempo e dinheiro com armamento melhor deixar nos Distritos Navais e usar de vez em quando como corveta, como está sendo feito hoje.

    • Confesso que fui um dos que fez cara feia e reclamei aqui mesmo da ida do Apa pra Unitas ao invés de uma escolta ou até mesmo do Bahia (lembro do próprio Dalton me falando que estava sendo programa a Unitas amphibious onde o Brasil deve ter uma participação “mais pesada”). Emfim, independente de qq coisa acho muito melhor irmos representados pelo Apa do que não irmos.

      Sobre a “OPV fazendo papel de corveta”, concordo com os que dizem que em teoria os Amazonas já o fazem a tempo (não por opção, mas justamente por falta de…), mas eu consigo enxergar claramente um futuro onde não haverão covertas (nem aqui nem em nenhum lugar do mundo) apenas OPVs mais ou menos armados. (Fragatas e destróieres vão ser itens de luxo, como aliás a cada dia mais são)

      A opção pelo menor custo de aquisição de um casco “civil” parece ser um caminho sem volta — pelo menos até a primeira guerra que envolva um desses meios e que ele venha a ter um nível de sucesso não tão satisfatório.

      Mas sabe quem mais foi construído sob parâmetros civis e que teoricamente não está apto a suportar danos de combate? Nosso amado capitânea, o Atlântico…
      E entre os principais concorrentes do programa CCT, impera um mix de parâmetros civis com reforços, proteções de choque e redundâncias apenas em pontos chaves, e eu não vejo um problema intrínseco nisso.

      Mesmo grande parte dos navios feitos com padrões militares nos cascos, tem superestruturas de alumínio, que são extremamente frágeis… (como as Niterói e suas primas Type 21 que afundaram feito patinhos nas Malvinas) então vc gasta um dinheirão no casco, mas no momento que o fogo se alastra pela superestrutura tudo derrete…

      Resumindo, acho que esse vai ser mais um tabu que vai cair com o tempo — afinal navio de guerra não serve pra resistir tiro, mas pra evitar que eles sejam disparados — e se isso falhar, é bom que você acerte o inimigo antes de ser acertado:)

  2. Barroso na África, Fragata Liberal no Mediterrâneo e os outros navios em seus devidos lugares aqui no Atlântico Sul.

    Vocês queriam o que?

    Aos críticos, qual outra marinha da região está atualmente em 3 continentes? (Ásia, África e América)

    É muito fácil apontar o dedo sujo

  3. Sem nenhuma crítica a Marinha Brasileira, estão fazendo o possível com o quem tem. Agora uma marinha que deseja ser uma força de águas azuis, não deveria ter muita dificuldade em colocar apenas um navio em locais distantes, em tempos de paz, com escalas em portos estrangeiros amigos, agora uma marinha de águas verdes vai ter dificuldades.
    Agora gostaria de ler opiniões sobre o velho tema de quais missões podem ser cumpridas por um OPV. Uma questão interessante, porque no meu ponto de vista os OPV por causa da sua economia vão tomar a frente de muitas missões.

  4. A US Navy enviou apenas o USS Gunston Hall, um “LSD” ou “NDD” conforme à marinha brasileira…nenhum CVN, LHD, CG , DDG , SSN… é, as coisas não são mais as mesmas 🙂

  5. Questão de doutrina: patrulha é patrulha e escolta é escolta. Usar OPV em missão de corveta é o chamado: poor´s man navy ou marinha de pobre. Temos que reconhecer que não estamos dando o mínimo de importância para a defesa dos mares. Quando chegar um perigo veremos que não se improvisa marinha do dia para a noite.

  6. Senhores, bnoite, confirme uma informação que li a respeito da compra ”ja acertada” da Wave ruler, ou e mais uma notícia falsa da internet ( contava como Marinha do Brasil) a fonte

  7. Ai pessoal !!!
    Pra quem não sabe a US Navy já trouxe a convite a Us Coast Guard , acho que é assim que se escreve.
    O pessoal da redação do blog sabe disso aí , acho que eles até documentaram o fato.
    Não vejo problemas de um OPV de qualquer nacionalidade representar o seu País em uma UNITAS.
    Afinal !!!
    Quem não tem Escolta caça com OPVs !!!
    Mas o certo seria ir os bons velhos Cts , Fragatas, Corvetas e Submarinos também !!!
    A pena mesmo !!!
    Outro exercicicio que vem sendo jogado pra escanteio !!!

  8. A Marinha tem planos de construir aqui no Brasil mais 05 navios dessa classe e espero que ja em 2019 isso possa começar a se realizar e a MB possa contruir uma versao melhor mais robusta e armada dessa embarcação

    • eu ampliaria seu comprimento com a adição de um hangar e uma torre de 76 mm, além de capacidade para mansup e tubos de torpedo. melhor que um programa de 1,6 bi para quatro corvetas. nesse caso, o melhor seria fragatas leves ou um projeto misto disso com opv, como alguns já aparecem no horizonte.

  9. Trata-se de um exercicio anfibio e esse navio se qualifica adequadamente. Mesmo os EUA enviou navios patrulha:

    http://www.southcom.mil/Media/Special-Coverage/UNITAS-2018/

    De qquer modo, o potencial desses navios pode ser melhor explorado em deslocamentos no exterior e outras operaçoes de paz, onde a construçao feita em padroes civis nao é um grande impeditivo.

    Eu faria pequena adicoes no armamento, com a substituiçao dos canhoes atuais por:
    – 1 Bofors Trinity retirado de alguma Niteroi a ser baixada no futuro proximo
    – 2 lançadores Simbad-RC para lidar tanto com ameaças assimetricas como dar uma capacidade antimissel limitada (hoje em dia qquer grupo terrorista tem acesso a misseis antinavio chinese Silkworm)
    – 2×1 lancadores de misseis antinavio MAN-SUP nacionais. Isso daria uma respeitavel capacidade antinavio e, acima de tudo, traria encomendas para essa arma nacional
    – algum tipo de drone de reconhecimento

    Muitas vezes no passado deslocamos fragatas e corvetas quando podiamos deslocar navio patrulha oceanicos

  10. Sobre as considerações acima sobre armamentos:

    Pessoalmente não gosto destes canhões britânicos DS30M Mark 2 de 30 mm, que vieram junto com os patrulheiros e agora infelizmente quatro deles no Atlântico. Podem argumentar que são armas muito modernas baseadas no Mk44 Bushmaster II, podem até ter dizer sobre a uma munição poderosa (a mesma do canhão do caça A 10), mas perdem para qualquer Bofors de 40 mm L/70.

    O pior defeito destas armas de 30 mm é que tem uma baixa cadência de tiro aptas somente para atirar contra alvos na superfície e não servem para atirar contra aeronaves, drones, mísseis etc.

    Como tem curto alcance somente servem para defender o navio de pequenas lanchas, brincadeira. Isso um 40 mm também faz e o melhor visto que os seus projéteis tem espoletas programáveis para proximidade ou impacto, não precisam atingir o alvo seja aéreo ou uma lancha. Se errar o alvo detona nas proximidades e cobre ele de esferas de tungstênio, isto neutraliza qualquer lancha terrorista e se o alvo for maior e mais duro a munição pode ser programada para impacto. Dupla função anti aérea e anti superfície.

    Pelo menos vai sobrar canhão, pois tem nas corvetas Inhaúma, nas Niterói e ainda alguns de modelo mais antigo nas Tipo 22. Creio que dá para trocar os dos Amazonas sem muitos problemas.

    • tem que arrancar esses canhoes de 25 e 30 mm, assim como os do Atlantico e colocar em navios patrulha costeiros de 500t ou menos. Seriam bem mais uteis nesse tipo de navio.

      Para uma Amazonas, o ideal seria um trinity de 40mm – que saem quase de graça pq vao sobrar alguns das Niterois a serem dado baixa.

  11. Pergunta para os nobres aqui que entendem mais do que eu:
    Pensando no futuro, por que não irmos para cascos civis? Penso eu que o combate naval cara a cara com canhões está no mesmo patamar que o dogfight no combate aéreo: Pode acontecer, mas não é provável.
    Assim, ao invés de casco reforçado por que não investir em equipamentos de alerta e contramedidas além de capacidades ofensivas como mísseis e torpedos? Hoje em dia, penso eu, (corrijam-me se eu estiver enganado) quem acerta primeiro vence.
    Ao invés de robustez mecânica poderíamos pensar em defesas inteligentes como contramedidas ativas e sistemas de detecção e alerta mais modernos bem como uma boa capacidade dissuatória.
    Ou falei besteira?

    • oi Fernando

      tambem nao sou especialista, mas um navio projetado dentro de padroes militares tem maior capacidade de resistir ao impacto nao só de projeteis mas também misseis e bombas. O navio utiliza materiais menos inflamaveis e o navio é mais compartimentado de modo que se mantém flutuando mais tempo e evita incendios e explosoes, assim como reduz as perdas de vidas.

      Quando tratamos de navios relativamente pequenos, como corvetas e navios patrulha oceanicos, nada disso garante a sobrevivencia contra um missel antinavio – só minimiza o dano.

      Aplicar padroes civis de construçao a navios de combate de primeira linha é, como se diz, um tigre de papel. Por outro lado, se o navio tem uma funçao secundária em combate como um navio de patrulha para uso em tempos de paz, isso faz mais sentido.

      No caso do Brasil seria coerente ter um pequeno numero de navios de escolta dedicados à escolta de navios anfibios como o PHM Atlantico e NDM Bahia (3 a 6 unidades, dependendo do tamanho e capacidade) construido para uso em combate. Esses navios seriam complementados por um numero maior de navios mais baratos, construidos em padroes civis e levemente armados para executar missoes de patrulhamento em tempos de paz e com alguma capacidade de combate.

      • Seu comentário faz todo o sentido. No caso de uma força-tarefa para projeção de força como o que se empregaria o Atlântico e o Bahia, aí sim navios “de combate” seriam mais adequados. Entendo seu ponto e concordo com ele. Acho até que a Marinha do Brasil deveria procurar por escoltas mais pesadas como um destroyer nesse tipo de ação ofensiva.

        De qualquer forma, essa classe de Navio Patrulha tem a vantagem de poder até ser construída em grande número no Brasil, o que mais temos é estaleiro parado esperando encomenda. Nossa engenharia poderia trabalhar com cascos em padrão civil mas com a construção compartimentada, permitindo justamente uma maior sobrevivência do navio. Com um número razoável deles poderíamos ter uma “guarda costeira” de verdade e proteger nossas águas territoriais. Se a coisa ficasse preta como quando uns comedores de queijo vieram pescar lagosta aqui, poderíamos lançar mão de meios mais pesados, mas com os patrulhas sendo capazes de engajar o inimigo.

        • Como o orçamento está curto, a MB precisa se organizar para contar com poucos navios de escolta e transferir um pouco da responsabilidade de defesa para esses navios distritais.
          Mesmo nao sendo um navio de guerra propriamente dito, só por portar misseis antinavio já cria um receio “do outro lado”. Hoje como estamos, uma Amazonas nao é ameaça alguma contra uma fragata que visite nossos mares.
          Também na guerra antisubmarina esses navios podem ser uteis. Hoje existem sistemas autonomos em containers com detectores acusticos rebocáveis que sao muito eficientes se forem usados em conjunto com outros meios como avioes de patrulha.

  12. A MB deveria se debruçar neste projeto com carinho e tratar com a BAE sobre melhorias.
    OPVs “corvetizáveis” estão se tornando uma opção em várias Marinhas. Não precisam operar em modo “corveta” o tempo todo, apenas em exercícios. Na maior parte do tempo estarão apenas com armamento de tubo.
    E sendo o futuro da patrulha com VANTs de grande alcance, nem estarão muito tempo navegando.
    E passa a concorrência das CVT para fragatas a partir de 4000ton., substitutas mais dignas da classe Niterói e do nome Tamandaré.

    • Os Amazonas sao adequados para patrulhamento oceanico em tempos de paz mas tem limitaçoes para atuar em missoes de paz no exterior. Mesmo tendo um bom radar de busca, nao tem armamento adequado para lidar com ameaças assimetricas (que hoje em dia sao mais sofisticadas) e pela falta de um hangar dificultam o uso de um helicoptero organico. O projeto das Amazonas permite essas modificacoes mas também temos um projeto nacional que já atende esses requisitos.
      E a adicao de um par de lançadores de misseis antinavio daria uma boa capacidade secundária, sendo uma ameaça considerável para outros navios de superficie que nao tenham cobertura aérea.

  13. Complementando as informações:

    Hoje praticamente não temos mais grossas blindagens em navios de guerra, no entanto tem havido uma volta a blindagens em pontos pontuais, sendo um exemplo a classe Arleigh Burke. Mais existem outras formas de proteção como as anteparas que separam o casco dando estanqueidade e garantindo resistência a explosões, de forma que um dano na popa por exemplo não comprometa toda a embarcação, bem como também proteção para pontos críticos como paióis de munição. Mas as diferenças entre um casco militar e um comercial, vão além da estrutura, tem também por exemplo os sistemas de controle de avarias, como os recursos para combate a um incêndio a bordo, sendo que em navios militares existe uma maior complexidade e custo muito mais elevado. Além da redundância de bombas etc. Pode se citar também a necessidade de uma maior geração de energia como uma diferença significativa.
    Mas isto não impede que um OPV possa ser anabolizado, claro com cuidado para não desfigurar e não jogar dinheiro fora, colocando equipamentos em um casco não compatível. Sistemas simples como um canhão de baixo peso, mísseis como o Simbad, lançadores de chaff, ou até mesmo SSM dos modelos mais leves, são aceitáveis. O resto esquece, simplesmente a configuração não permite, seja por espaço, geração de energia elétrica etc.

    • Mesmo instalar um canhao mais pesado (57/76mm) é temerário num navio desses pq vc mantém todo um paiol de muniçao abaixo do canhao que pode ser facilmente atingido e gerar uma explosao destrutiva. Por essa razao, o maximo que caberia é um reparo singelo de 40mm.
      Tambem por isso, reforço a conveniencia de um par de misseis antinavio, para dar uma capacidade ASuW real. Hoje em dia nossos navios capitais estao totalmente concentrados no RJ – o que faz sentido – mas as forças distritais tem muito pouco poder de fogo.
      Com um pequeno upgrade: canhoes 40 mm retirados de outros navios, MAN-SUPs nacionais e talvez um reparo Simbad RC, vc tem um navio de USD 50-60mi com alguma capacidade de combate podendo cobrir outros pontos do litoral e também capaz de ser empregado em missoes no exterior – poupando navios de primeira linha de +USD450mi para exercicios militares de verdade.

  14. Me lembrei há tempos atrás em um tópico, no qual coloquei a dúvida se uma belonave inferior, como um OPV, porém dotado de um heli com todo equipamento e armamento ASuW poderia fazer frente a belonaves maiores, deu um bom debate.

    • Adriano,

      se a MB tivesse recursos para comprar Pantsirs, deveria colocar eles no Atlantico, que precisa muito mais de uma capacidade defesa melhor.

      Esse canhoes de 30mm nao tem sistemas de direcao de tiro para uso contra aeronaves rápidas, muito menos contra misseis antinavio. Sao boas armas contra embarcaçoes menores, drones lentos, helicopteros.

      Na Royal Navy, o Atlantico (ou HMS Ocean) tinha os Phalanx como defesa antimissel e os canhoes de 30mm para uso secundário, muito uteis em operacoes anfibias quando se opera perto da costa. Como os ingleses tem um bom numero de navios escolta, nunca precisaram investir num melhor armamento nesse navio.

  15. Acho que na atual situação da MB como medida emergencial converteria os 3 classe Amazonas em Corvetas Ligeiras. Para tanto aproveitaria os armamentos já disponiveis em outros navios que estão na fila de aposentadoria. Como os Canhões Boffors Trinity da Niterói como canhão principal e os 3 lançadores Simbad do SP colcando um por navio. Também poderiam tentar instalar lançadores de torpedos… Ficaria um meio mais razoável para o momento.

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