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Entrevista: Jornalista Roberto Lopes revela bastidores do fim da gestão Leal Ferreira

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Jornalista Roberto Lopes
Jornalista Roberto Lopes

O Comando da Marinha do Brasil (MB) estuda anunciar a data de 14 de dezembro – antepenúltima sexta-feira de 2018 – para o lançamento do submarino Riachuelo, primeiro navio da classe Scorpène. A data originalmente fixada é a de 12 de dezembro.

Nesse momento, a direção da companhia francesa Naval Group (ex-DCNS) está empenhada em uma articulação que visa trazer o presidente Emmanuel Macron ao Brasil neste fim de ano, para assistir à transferência do navio para a água, como convidado da Marinha e do governo Michel Temer.

As informações foram passadas ao Poder Naval pelo jornalista e colaborador Roberto Lopes, de 65 anos.

Lopes falou com exclusividade ao PN sobre os bastidores da Força Naval na reta final da gestão do almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira. Eis os seus principais trechos:

Poder Naval – Essa tentativa de se trazer o presidente Macron ao Brasil está, de alguma forma, ligada à oferta de corvetas da Classe Gowind para a concorrência da Classe Tamandaré?

Roberto Lopes – Certamente sim, mas esse é só um aspecto desse ambiente de cooperação tecnológica militar estabelecido há cerca de dez anos entre a França com o Brasil na área naval, que os franceses não querem, de jeito algum, deixar que enfraqueça.

PN – Por causa da meta da MB de, no futuro obter um novo porta-aviões, do PROSUB [Programa de Desenvolvimento de Submarinos]…

Lopes – O momento é de equacionar o futuro do PROSUB. Recentemente o internauta Foca, que parece ser de Marinha, aludiu à possibilidade de a MB exportar os submarinos SB-2 e SBR-3 como forma de garantir recursos para a construção do SBR-4. Outros foristas acharam a ideia descabelada, desacreditaram dessa informação, mas ela está correta. Pelo que eu soube, uma das ideias é incorporar o SBR-1, e vender o SBR-2 ao exterior. Dessa maneira a ICN [Itaguaí Construções Navais, joint venture formada pela Naval Group e pela empreiteira brasileira Odebrecht] estaria capitalizada para bancar a construção do SBR-3 Tonelero. Cada navio da Classe Riachuelo exportado irá gerar, para a ICN, um faturamento da ordem de 550/600 milhões de dólares. O Scorpène brasileiro nº 4 seria, de novo, exportado. Mas tudo isso sem que a MB desistisse de ter os seus quatro Scorpènes. Apenas o comissionamento desses barcos seria dilatado no tempo, talvez por toda a década de 2020, o que, é preciso ressaltar, desagrada bastante alguns oficiais superiores da Marinha inteirados dessa alternativa.

Submarino Riachelo na Cerimônia de Início da Integração, em fevereiro de 2018
Submarino Riachelo na Cerimônia de Início da Integração, em fevereiro de 2018

PN – Mas, na sua opinião, isso é só uma ideia ou há chances de que ela seja mesmo posta em prática?

Lopes – Não é só uma ideia não. Pelo que eu soube, no fim do ano passado, o diretor de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, viajou à Polônia, acompanhado de representantes da Naval Group, para tentar interessar a Marinha polonesa nesse esquema. A negociação só não avançou porque a Força Naval de lá já estava comprometida com a aquisição de submarinos de tecnologia alemã TKMS que serão construídos na Noruega. O que a Marinha está, de fato, buscando, é um mecanismo de financiamento para os seus Scorpènes que não implique no estrangulamento financeiro da Força, como tem ocorrido nos últimos três anos…

PN – Nesse cenário é fácil lembrar que a Marinha da Argentina precisa muito de submarinos novos…

Lopes – E também que a ICN vai precisar de clientes que tenham capacidade de pagar pelos navios… Quem sabe o Peru, ou a Colômbia…

PN – E agora, além desse problema com o suporte para o PROSUB, ainda há a questão da Classe Tamandaré…

Lopes – Em fevereiro de 2015, quando teve início a Era Leal Ferreira, poucos acreditavam que ela pudesse se destacar, no quesito realizações, diante dos sete anos da gestão Moura Neto. Mas o fato é que isso aconteceu. Considero a Administração do atual Comandante da Marinha um marco na História da Força. Mas o fato é que, nessa reta final, ela vem, nos bastidores, sendo agitada por três eventos: a mobilização do Naval Group para renovar seus laços com a Marinha do Brasil, as perspectivas do novo governo Jair Bolsonaro para a Marinha, que pode ter efeitos diretos sobre a escolha do consórcio vencedor do Programa Tamandaré, e as movimentações dos três ou quatro oficiais de quatro estrelas que se julgam aptos a suceder o almirante Leal Ferreira…

PN – Não é pouco…

Lopes – Não é. E as informações que permitiriam que raciocinássemos com um mínimo de acerto sobre o que vem por aí estão, claro, guardadas a sete chaves. O primeiro mistério a resolver é o que trata do futuro imediato do relacionamento do Naval Group com a MB. Apesar da proposta da corveta Gowind, pomposamente chamada de Gowind 3000, enquadrar um navio de qualidades técnicas e marinheiras, no meu ponto de vista, inferiores às dos barcos do consórcio Damen e da TKMS, eu, pessoalmente, nunca desacreditei das chances da corveta francesa, em função do aspecto político, ou, em outras palavras, de todo o ambiente de cooperação França-Brasil. O almirante Leal Ferreira e o Almirantado tiveram muita coragem, ano passado, ao decidir rejeitar o gasto absurdo de 1,5 bilhão de dólares para modernizar o porta-aviões de origem francesa São Paulo. Mas, dessa vez, a cúpula da Marinha está sendo forçada a, de novo, sentar para ouvir os franceses. Leal Ferreira está seguindo para a França, acompanhado de vários dos seus oficiais-generais. Qual é a pauta desses encontros? A necessidade de, mais uma vez, renegociar os pagamentos do PROSUB? O esforço para exportar dois dos submarinos em construção no complexo de Itaguaí? O adiamento para 2030 da construção do primeiro submarino nuclear brasileiro? E o que a Marinha do Brasil precisará dar em troca? A aquisição dos quatro navios Gowind 3000? Um pré-contrato para o início da construção, dentro de dez ou 12 anos, do futuro porta-aviões brasileiro? Ou uma cessão de área, em Itaguaí, para que o Naval Group possa estabelecer uma base operacional nas Américas?

PN – O complexo de Itaguaí ficou grande demais para a Marinha do Brasil?

Lopes – Ficou um complexo naval militar de 1º Mundo para um país que, por todos os seus indicadores tecnológicos e sociais ainda é de 3º Mundo…

PN – E o que fazer então?

Lopes – Soube que a Marinha vem pensando em aproveitar sua base em Itaguaí para, por exemplo, reparar navios de operação off shore

Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
Itaguaí – Estaleiro e Base Naval

PN – E ainda há o advento do novo governo…

Lopes – Isso; que, para os militares, caso o candidato Jair Bolsonaro confirme o favoritismo mostrado pelas pesquisas, sugere um prognóstico animador, de maior apoio. Especialmente sob o aspecto financeiro. E, obviamente, com um ministro da Defesa [General Augusto Heleno] que, além de ser do ramo, pertence ao círculo íntimo do futuro chefe do governo.

PN – Será que deputado Bolsonaro influirá na decisão da Classe Tamandaré?

Lopes – A lógica e a prudência mandam que sim. A Marinha e o Ministério da Defesa não tomariam uma decisão dessas, sobre uma aquisição bilionária e estratégica sem ouvir o chefe da Nação, que, além de tudo, é um militar…

PN – É possível saber o que se comenta sobre isso nos bastidores da Marinha?

Lopes – Há rumores sim. Por exemplo: o consórcio liderado pela TKMS tem, entre as empresas brasileiras que o apoiam, a Embraer, e me dizem que a Embraer tem boas ligações com o deputado Jair Bolsonaro…

PN – Qual é o papel previsto para a Embraer na oferta feita pela TKMS?

Lopes – Basicamente o de integradora de sistemas eletrônicos e, claro, de empresa que vai absorver toda, ou quase toda, a transferência da tecnologia que os alemães forem fazer para a MB na parte de sistemas eletrônicos dos navios…

PN – Há outros rumores sobre a ligação da concorrência das Tamandarés com Jair Bolsonaro?

Lopes – Muitos oficiais se perguntam sobre qual será a atitude de Bolsonaro em relação a uma possível opção da Marinha pelos navios da classe apresentada pelo grupo italiano Fincantieri, cujo estaleiro fica no litoral de Pernambuco. O candidato do PSL não vem sendo bem votado no Nordeste. Isso impedirá o Fincantieri de ficar com o contrato? Ou Bolsonaro, justamente para melhorar sua imagem entre os nordestinos, confirmará uma eventual opção da MB pelo Fincantieri?

Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré
Corveta classe Tamandaré

PN – É possível, portanto, que, a essa altura, os demais concorrentes do Programa Tamandaré, já estejam tentando acessar o deputado Bolsonaro…

Lopes – Certamente. Mas eu apostaria que, em função da forte admiração que o deputado tem pelas soluções tecnológicas de Israel para a produção agrícola em regiões desérticas, ou áridas, Jair Bolsonaro possa aproximar os militares brasileiros da indústria militar israelense, que, em certos setores, já tem bases fincadas no Brasil.

PN – Por último há a questão da sucessão do almirante Leal Ferreira…

Lopes – Um assunto bem delicado. Em uma das minhas postagens aqui no PN eu até escrevi sobre o prestígio do atual secretário-geral da Marinha, almirante Liseo Zampronio, da admiração que o almirante Leal Ferreira tem por ele…

PN – Isso mudou?

Lopes – Claro que não, mas é preciso lembrar que há outros oficiais no coração do atual Comandante da Marinha, como o almirante Bento, que ele escolheu para supervisionar toda a produção de submarinos no país, e o almirante Celso Nazareth, seu ex-chefe de Gabinete, que faz um trabalho muito elogiado à frente da Diretoria-Geral do Pessoal…

PN – Então temos três favoritos…

Lopes – Temos quatro porque, ao que me disseram recentemente, o atual chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Ilques Barbosa, também sonha em ser escolhido para suceder Leal Ferreira…

PN – Mas o almirante Ilques não passa para reserva no fim do mês que vem?

Lopes – Passa. Mas ele só entregará o cargo de chefe do EMA em meados de janeiro de 2019. Até lá estará usando, regularmente, o seu uniforme de almirante de quatro estrelas.

124 COMMENTS

  1. Interessante sobre o Bolsonaro, acredito que ele vai escolher o melhor e mais barato na concorrência Tamandaré, Leal quando sair tem que colocar alguém bom do nível dele, a Marinha era na minha opinião a força mas megalomaníaca das FA, na administração dele tivemos, PHM Atalantico e o Bahia, e abertura da concorrência das Tamandaré, e mesmo que a passos de tartaruga os subs estão sendo feitos.

  2. Pra mim a tal venda dos submarinos se vier a acontecer será um tiro no pé, tem muito dindin brasileiro nisso tudo ae e vão vender pra fora?
    A maior aproximação com Israel por meio do Bolsonaro(na presidencia) tbm será excelente e um militar experiente como o gen Heleno tbm será muito positivo. Creio que viveremos uma transformação absurdamente boa neste país em todas as áreas.

  3. Poder Naval – Essa tentativa de se trazer o presidente Macron ao Brasil está, de alguma forma, ligada à oferta de corvetas da Classe Gowind para a concorrência da Classe Tamandaré?

    Mas então todo processo licitatório com os 04 finalistas seria impactado? Isto que eu chamo de insegurança jurídica e respeito as regras…deste modo é melhor a MB comprar diretamente e alegar dispensa de licitação…
    Quanto ao resto, boa especulação…

  4. 19/10 – sexta-feira, como simples curioso, considero a administração do almte Leal Ferreira a melhor que a MB teve nos últimos anos, e, também acho que ele.pode fazer tudo que fez porque não teve interferências “”externas””.
    Quanto a venda de um/dois submarinos para financiar o quarto e o nuclear é uma coisa que tem que ser muito, muito bem estudado, está verba +- 600 milhões, pode perder-se na burocracia e ficarmos sem os novos submarinos restrito somente a 4 antigos e 2 novos, quanto ao novo comandante (dentro do manual) terá que seguir as normas. Agora sou terminantemente contra a ingerência externa de quem quer que seja na escolha do vencedor da concorrência das corvetas, todas as vezes que acontece isso acaba não dando certo. Sei que muitos irão contestar o que escrevi, como alguns irão concordar. Abraços.

    • Eu sempre fui contra este Pro Sub .Gastamos muita grana ,mas muita grana mesmo que daria para ter comprado material de prateleira com bons off sets . Só da Oderbrecht ter participado de tudo isso ,ja me deixou com uma pulga atras da orelha .

    • Você não entendeu. O que a matéria diz é que a MB pretende vender alguns dos submarinos fabricados para garantir o financiamento da classe. Ou seja, ainda teríamos os 4, mas o programa seria atrasado porque seriam fabricados mais alguns para vendas a outros países.

  5. Excelente matéria! Parabéns!

    Embora não me agrade pelo atraso, acho que essa história de vender submarinos produzidos em Itaguaí para financiar o PROSUB talvez não seja uma má ideia. Seria uma alternativa bem criativa aos constantes cortes nos programas da marinha Quem sabe dê certo e possa servir de exemplo para outros programas como PROSUPER e suas fragatas?

  6. Eu comentei aqui porque essa informação sobre a venda de 2 submarinos Classe Riachuelo vem circulando há quase um ano nos “corredores”.

    Sobre o Naval Group, o CM terá reunião com eles durante a Euronaval. Comenta-se que na pauta estará o PROSUB, CCT e PA NG.

    A Euronaval servirá para os almirantes Petrônio e Monteiro se reunirem com os consórcios que participam do CCT.

    Interessante seria perguntar ao Alte. Monteiro e Alte. Petrônio se existe interesse da MB em participar do PA NG frances, mesmo que seja como observador, como fez com o NApLog Vulcano da Ficantieri.

    Como a previsão de de comissionamento do PA NG na MN é na década de 30, a MB poderia se juntar desde o início (fase de concepção).

  7. Agora eu percebi o entreguismo descarado. Não existe verba para construir os submarinos, alguém comeu. Vender um submarino para construir outro é o mesmo que fazer empréstimo para pagar dívidas.

    É um absurdo, um país esculhambado, um país sem perspectiva.

  8. Sinceramente, se há demanda para exportação, por que não investir e abrir outra frente de trabalho e construir dois concomitantemente?? Se tem demanda, se vier a fechar com alguma marinha estrangeira, isso é o que deve ser feito, não atrasar os submarinos brasileiros.
    Agora, que foi uma visão ousada, sem dúvida foi. Uma visão empresarial.

  9. “possibilidade de a MB exportar os submarinos SB-2 e SBR-3 como forma de garantir recursos para a construção do SBR-4. ”

    “Cada navio da Classe Riachuelo exportado irá gerar, para a ICN, um faturamento da ordem de 550/600 milhões de dólares. O Scorpène brasileiro nº 4 seria, de novo, exportado.”

    A nossa defesa virou negócio para os almirantes. Brasil putênfia

    • “possibilidade de a MB exportar os submarinos SB-2 e SBR-3 como forma de garantir recursos para a construção do SBR-4. ”

      “Cada navio da Classe Riachuelo exportado irá gerar, para a ICN, um faturamento da ordem de 550/600 milhões de dólares. O Scorpène brasileiro nº 4 seria, de novo, exportado.”
      Como assim ? O 4° também seria exportado ? Não seria o 3°, ficando o 1° e o 4° comissionados? Acho que tem um erro de digitação ai, ou eu que tô errado e a ideia é exportar o 2°, 3° e 4°.

      • Augusto L, pelo que entendi é vender o segundo, fabricar e incorporar o terceiro e vender o quarto (se aparecer comprador). Assim uma quinta e sexta unidades seriam fabricadas ao longo da década de 2020 para a MB. Mas se a quarta não for vendida, ela seria incorporada a ForSub e a “sexta” não seria construída agora; a menos que a conjuntura econômica mude ao longo da próxima década.

      • Augusto L, pelo que entendi é vender o segundo, fabricar e incorporar o terceiro e vender o quarto (se aparecer comprador). Assim uma quinta e sexta unidades seriam fabricadas ao longo da década de 2020 para a MB. Mas se a quarta não for vendida, ela seria incorporada a ForSub e a “sexta” não seria construída agora; a menos que a conjuntura econômica mude ao longo da próxima década.

  10. A exportação de 2 dos Scorpenes seria extremamente salutar e serviria para atingir o objetivo de manter constantemente utilizadas as instalações e ocupada a mão de obra altamente especializada, ao invés de ociosa após os 4 entregues. E ainda traria divisas para o Brasil e a Marinha.

    • Caros, eu concordaria que seria interessante exportar 2 Scorpenes (ou quantos mais melhor pra falar a verdade), mas apenas se isso não impactasse a produção das unidades da MB.
      Pq vender o SBR 2 e 3 e sonhar em no futuro construir o 5 e 6 para substitui-los, quando vc pode vender o 5 e 6 construindo-os especificamente para exportação (após a venda se concretizar evidentemente)

      Veja bem, se o problema é fluxo de caixa, vc pode vender o SBR 5 e 6 hoje e começar a receber pagamentos por eles amanhã antes mesmo do início da construção, mesmo que os mesmos só sejam entregues aos compradores em 6 ou mais anos. Agora se vc vender o 2 e 3 vc vai ficar sem os seus submarinos e vai receber o pagamento a prazo do mesmo jeito (ou vc acha q alguém vai pagar à vista, principalmente quando os compradores especulados seriam do naipe de Peru e Colômbia?)

      Essa aparente “pressa” em se livrar dos submarinos me parece indicar que eles não são economicamente viáveis e que a MB aceitaria vendê-los com prejuízo apenas para tentar manter a capacidade produtiva até o fim da construção da 4a unidade (existiriam multas da Naval Group em caso negativo?). Demonstraria tb que do ponto de vista estratégico a MB prefere terminar a construção de 4 unidades mesmo que fique apenas com 2 do que terminar as 2 primeiras e depois ficar com o projeto paralisado eternamente por falta de verbas (como o submarino argentino não completado enferrujando no estaleiro a mais de década). Se esse for realmente o caso, mostra apenas que a situação é desesperadora e que a MB estaria escolhendo o menor dos males.

      Agora, realmente ainda se falar em subnuc e NAe é brincadeira, né não?

  11. A adm Leal Ferreira talvez seja a melhor de todos das últimas décadas, tem demonstrado liderança e ideias inovadoras numa época de penúria e em um país que é avesso a mudanças que o próximo comandante siga os planos da atual administração e que as outras forças também aprendam a pensar fora da caixa. 😉

  12. Nenhum país sério perderia a oprtunidade de vender submarinos novos, se realmente tiver um interessado devem vender e depois construir outro, certas oportunidades não podem ser perdidas se aparecerem.

  13. Exato Augusto! Ninguém falou, e o jornalista não cravou de forma inequívoca nisso, que não vamos ficar com apenas 2 SBR. A ideia de vender o #2 e o #3 é para arrumar dinheiro agora para o #4, o #5 e o #6, ou seja, jogar os nossos para frente….

    Sem falar na questão crucial que você abordou: manter a linha funcionando….

      • “Ou seja, vender o almoço pra comprar o jantar…”
        O mesmo pensamento me ocorreu. Só que o problema principal é o número elevado de bocas na mesa. A demanda é sempre maior do que a fonte.
        Logo, logo, a MB vai ficar sem nenhum dos dois, nem sub nem dinheiro.
        Mas,…

      • India-Mike eu até poderia concordar, mas vamos lá.
        *País em crise.
        *Marinha sem dinheiro.
        *Risco de para no SBR #4 e perder dez anos de investimentos em infra estrutura, estaleiro, desenvolvimento humano….

        Aí aparece a possibilidade de, sem alterar significativamente o contrato, encomendar mais dois subs (a linha de produção funcionará mais tempo) e desafogar o orçamento da Marinha de hoje sem perder os 4 subs. Dadas as circunstâncias, a notícia é até boa. Melhor isso do que cancelar 2 subs……

        E ainda haverá o prêmio de exportar um equipamento altamente complexo.

        • A França fez algo parecido ao cadenciar a linha de montagem do Rafale, priorizando encomendas externas em detrimento do Armée de L’Air – que também não achou nada mau diminuir seus gastos com manutenção de aeronaves, apesar da maior demora em renovar o acervo.

          • Desculpe mas acho que não foi bem assim.
            .
            Na realidade à época a França estava incorporando Rafales com antecedencia, já que a linha de produção tinha de manter a cadencia mínima de 11 unidaes/ano para se manter viável e os preços sob controle.
            .
            Durante alguns anos (1, 2 ou 3 anos – não lembro mais) a França antecipou a entrega de 7 aeronaves anualmente, porque não havia clientes – as outras 4 eram as encomendas originais da França.
            .
            Naturalmente, quando as encomendas externas vieram, a França pôde abrir mão de suas entregas, já que tinha antecipado a entrega de várias aeronaves anteriormente.

          • Zorann, acho que você conhece o assunto bem melhor do que eu, mas, de memória, acho que a cadência de entrega de quatro Rafales para a França (Armée de L’Air e Marine Nationale) era a taxa mínima contratada, de modo a permitir que, mesmo havendo muitas encomendas (que se mostrou uma expectativa frustrada), a França não deixasse de receber seus aviões.
            Então, a França teria a certeza de que, não obstante eventuais encomendas externas, teria de quatro a onze Rafales novos por ano, até completar sua dotação – que, segundo o livro branco da defesa deles, totalizaria 200 unidades, para operação pelo AdLa e pela MN.
            Assim, se tomarmos uma cadência máxima de 11 unidades por ano, essa aquisição francesa compreenderia um período mínimo de pouco mais de 18 anos (a uma taxa de 11 aviões novos por ano).
            Já se houvesse uma cadência de entrega de quatro Rafales novos por ano, a encomenda só seria concluída em 50 anos, o que seria absurdo.
            Diante da ausência de encomendas externas, o Armée de L´”air se viu na situação de ter que incorporar 11 Rafales novos por ano, aumentando seus custos previstos.
            Daí, ao surgirem clientes internacionais, eles ficaram bastante aliviados em ceder seu lugar na fila de entregas e, assim, alongar um pouco o prazo de recebimento de suas unidades.
            Mas, como escrevi acima, escrevo de memória, sem certeza sobre essas circunstâncias.

  14. A atual administração teve a sorte de pegar um GF encurralado, com foco em sua sobrevivência e sem interesse na área militar que não fosse o político, devido ao latente e eterno medo de intervenção. Assim, puderam trabalhar de forma mais racional, além de terem boa qualidade, e os resultados estão aí.
    Quanto à venda dos subs, nada mais natural. O único medo é esses recursos se perderem nos meandros políticos e operacionais, além de outros. Risco existente, admitam.
    Deviam vender também ativos sem uso ou absurdos, como a enorme e cara mansão na av 9 de Julho, em Sampa. Nela se realizam belos casamentos e cerimônias, é uma oportunidade de usar “chiquinho” (não sei se ainda se fala isso) mas o custo é grande, imagine o IPTU de um monstro daqueles,em área nobre na maior cidade do Brasil.

    • Só a título de esclarecimento: os imóveis da União não pagam IPTU, têm imunidade tributária. O que não significa que não se deva vender ativos com pouca utilidade e que certamente geram grandes despesas.

  15. Ideia interessante e ,se eu n me engano, …a propria França fez isso recentemente com uma FREMM vendida ao Egito .. mantem a linha de produção ativa e de quebra garante um cliente externo … tudo vai depender do comprador .. e a forma de pagamento .. e discordo quanto a forma e a planejado ..deveria ser ”2/1” .. candência de produção deveria ser essa … a cada 2 subs construído pra MB abre espaço pra essa 3 unidade …a ser exportada , mas tudo tb depende das exigências e da necessidade do comprador… lembrando tb q os Scorpene da MB são os maiores de sua classe .. e mais caros tb

  16. Tbm não vejo como má ideia vender 2 subs, já que não tem dinheiro a curto/médio prazo ter os 4 programados, desde que continue no planejamento tê-los no futuro até melhorar a economia. Até seria ótimo para o Brasil passar a ser visto como exportador de submarinos de guerra, que mal tem nisso ?

      • Olá Alessandro. Há algum tempo atrás, sugeri a venda de dois IKL da classe Tupi para a Argentina, o que reduziria o custo de operação da MB dando folga para os Scorpenes. Também sugeri depois financiar dois Scorpenes para a Argentina, o que daria ocuparia a capacidade ociosa de produção de submarinos que a MB terá depois de entregue a quarta unidade. Ao ler a reportagem, lembrei que a França também forneceu à Índia caças Rafale novos que seriam originalmente destinados á sua força aérea, o que ocupou a capacidade ociosa que a Dasssout teria após completar a frota francesa. Se não me engano, a FAB também fez isso com vários Supertucanos A29, cedendo os aparelhos quase prontos para as vendas de exportação, e colocando suas encomendas para o fim da fila. Se a MB exportar o SBR2 e depois o SBR3, contratando o SBR5 e SBR6 futuramente, será um bom negócio. Os IKL Tupi podem ter uma extensão de vida, dando à MB a possibilidade de operar nos próximos anos 2 Scorpene e talvez 3 Tupis (já que os Scorpenes substituiriam os SCT mais antigos) e adiaria o recebimento dos outros dois Scorpenes. Não vejo problemas. Talvez o melhor cliente para estes dois SBR fosse mesmo a Argentina, por meio de um financiamento de um banco brasileiro (tenho até medo de falar do BNDES na frente de alguns colegas). Contudo, parece que há um equívoco em achar que a estrutura de fabricação de submarinos será preservada na estratégia de ampla privatização. Quando alguns colegas defendem a venda inclusive dos imóveis da União, não haveria como preservar a UFEM de uma privatização agressiva, além da baixa probabilidade de um governo comprometido em zerar a dívida pública viria autorizar a contratação futura de dois novos SBR ao custo de US$ 1,2 bilhão.

        • Camargoer, concordo com quase tudo o que disse. Está celeuma que alguns “arautos do apocalipse” querem acreditar, que a venda de dois subs para a posterior construção de mais dois para a MB é comum no mundo militar; como vc destacou a FAB já fez isso com os Super Tucanos (e faria novamente se algum interessado quiser a entrega de uma possível compra dos KC 390 mais rápido), a França isso no caso dos Rafaela pra Índia e a Fremm para o Egito (ou Marrocos, não lembro agora). Manteria a linha de produção ativa por mais tempo propriciando novas oportunidades comerciais e uma possível melhora da economia ao longo deste período.
          Só não concordo com seu medo do governo federal vender a UFEM, o candidato líder nas pesquisas já declarou várias vezes que as estatais consideradas estratégicas não serão privatizadas. Saiu hoje uma reportagem em que a equipe deste candidato pensa em vender os quase 700 mil imóveis da União, o que geraria uma receita de quase 1 trilhão de reais, que seriam usados no pagamento da dívida pública.
          Aliás este candidato já deu declarações em que defende a criação de empresas de economia mista para assuntos estratégicos.
          Então acho que seu medo é, no momento, infundado.

          • “Camargoer, concordo com quase tudo o que disse. Está celeuma que alguns “arautos do apocalipse” querem acreditar, que a venda de dois subs para a posterior construção de mais dois para a MB é comum no mundo militar; ”

            Estou no celular, é terrível…não dá pra revisar direito o que se escreve, a tela é pequena e a idade não ajuda rsrsrs
            Fica melhor como segue:

            Camargoer, concordo com quase tudo o que disse. Esta celeuma que alguns “arautos do apocalipse” querem fazer acreditar, que a venda de dois subs para a posterior construção de mais dois para a MB significa o fim do programa com custos absurdos para a incompetente MB, é comum no mundo militar….

          • Desculpe, estou no smartphone e fica difícil de revisar o texto…. Por gentileza, reconsidere este trecho como abaixo:

            “Camargoer, concordo com quase tudo o que disse. Está celeuma que alguns “arautos do apocalipse” querem fazer acreditar, que a venda de dois subs para a posterior construção de mais dois para a MB dilatando as entregas para si, é comum no mundo militar;”

        • Camargoer 19 de outubro de 2018 at 21:15

          Eu acho que num possível governo Bolsonaro, acredito que ele não privatizaria a UFEM por ser estratégico demais para o país, mas se caso acontecesse, ele falou várias vezes que iria analisar com muita calma, pra quem, e como seria feita o modelo, simpatizando pelo modelo da Embraer do gold share, no tocante o seu comentário concordo plenamente com vc.

  17. Se surgir a oportunidade de vender submarinos novos para outra Marinha, tem que agarrar a oportunidade.
    Assim, garante a permanência da linha de produção no país por mais alguns anos, além de permitir um fôlego para a Marinha, pois alongaria o cronograma de pagamento dos 4 subs já contratados.

    Acho que alguns estão entendendo que seria a Marinha a vendedora dos subs, pelo que entendi a vendedora seria a ICN, com a Marinha ficando com outras unidades futuras no lugar das exportadas. Ou seja, o contrato dos 4 entre Marinha e ICN continua normal, mas com prazos mais alongados (que é o sonho de muitos, inclusive eu), permitindo alocar recursos para outras necessidades (inclusive o PMG dos Tupi e o NaPa 500 BR).

    A propósito, a o projeto de lei orçamentária 2019 prevê apenas 374 milhões para os subs convencionais, demonstrando que o programa vai ter que andar bem devagar mesmo:

    Construção de Submarinos Convencionais 05 152 374.135.499
    2058 123I 0001 Construção de Submarinos Convencionais – Nacional (Seq: 2548) 374.135.499
    Produto: Submarino construído (% de execução física): 3

    Para os demais itens do ProSub (também é pouco dinheiro…):

    Implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção
    de Submarinos Convencionais e Nucleares 05 152 330.000.000
    2058 123G 0001 Implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção de Submarinos Convencionais e Nucleares – Nacional (Seq: 2546) 330.000.000
    Produto: Infraestrutura implantada (% de execução física): 4

    Construção de Submarino de Propulsão Nuclear 05 152 258.621.161
    2058 123H 0001 Construção de Submarino de Propulsão Nuclear – Nacional (Seq: 2547) 258.621.161
    Produto: Submarino construído (% de execução física): 1

    Tecnologia Nuclear da Marinha 05 572 315.000.000
    2058 14T7 0001 Tecnologia Nuclear da Marinha – Nacional (Seq: 2549) 315.000.000
    Produto: Sistema construído (% de execução): 9

  18. 19/10 – Ao PN, nesta conversa com o almte Leal, nada foi comentado sobre a compra dos cacas-minas, anteriormente comentava-se que este assunto seria resolvido antes da saída do almte, o assunto morreu????

  19. Boa a entrevista. Sobre o Naval Group, na licitação das Tamandaré acho que a Sigma seria a melhor pedida para a MB, mas o NG seria talvez o único que tem já construídos e/ou em construção todos os meios que atendam a MB; as Gowind, Belharra, Fremm, Mãe, LHD, etc… Os outros concorrentes não tem isso em carteira. Um eventual governo Bolsonaro já manifestou interesse em realocar os valores de investimento em P&D com uma parcela maior as forças armadas; com isso, entendo eu, que ele irá solicitar a MB que escolha a melhor opção.

    Sobre os subs, concordo com o que já colocaram acima, vende o 2 e o 3 e usa este dinheiro pra construir o 4 e o 5 mantendo a linha de produção sempre em funcionamento, gerando ainda mais conhecimentos. Na minha opinião, mantém os IKL operacionais até 2030, e se a economia realmente melhorar no próximo governo, já encomenda mais dois Riachuelo repondo os vendidos.

    • Olá Décio. Na verdade, a França já fez isso com os Rafales para a Ìndia e a FAB/Embraer(a) também com os A29. Não é nada estranho que uma empresa negocie com os clientes para alterar o cronograma de produção. Fico admirado que isso seja pareça estranho para você. Estratégias ganha-ganha são exatamente para dar á todos o máximo benefício possível.

  20. Além do mencionado pelos colegas, a venda de subs ao exterior proporcionaria escala aos fornecedores locais tanto na venda como na substituição dos componentes ao longo da vida útil dos subs.

  21. Não gostei disto não e meio estranho,esperemos o novo presidente,não seria só o Bolsonário que é sensível a assuntos militares.Esses programas se não me engano começou no último governo lula.Aliás o Oceam veio no governo Temer,veio os m-109 do éxercito.Claro com um governo mais alinhado com EUA podem vir mais material via FMS.

  22. Entendem porque é melhor fazer tricot do que tentar duscutir defesa à sério no Brasil ??

    É fácil….só colocar um anúncio no ML ou Ebay…”Torro sub Scorpene em construção degradada….precinho com desconto à vista”.

    Pior é que não aprendem.
    Já tem uns pensando em comprar um outro Opalão 6cc….

    Sds.

  23. Falar em “no futuro obter um novo porta-aviões” na mesma matéria em que se aborda a possibilidade de venda dos SBR pares para financiar a aquisição dos SBR ímpares é como uma reunião de família onde o pai fala do seu sonho de comprar uma ‘station wagon’ de última geração para família, enquanto a mãe avisa aos filhos sobre a possibilidade de venderem o almoço para comprarem o jantar. Algo descontextualizado ou, penso, inconveniente.

    Quanto ao mais, sem embargo do reconhecimento à atual administração naval pelo conjunto da obra, espero que a eleição do Programa Tamandaré não se reduza às ideologias geopolíticas ou partidárias, tão criticadas pelos destros nos dias em que o Brasil escrevia sua história com a mão esquerda. O Programa FX-2 e a atitude da FAB quando o Rafale foi anunciado como eleito, o que segundo consta até mesmo nesse espaço, à revelia dos relatórios da Força, e a reação do seu comandante desembainhando o sabre alado para golpear os interesses geopolíticos do então Presidente da República, deveriam servir de paradigma para todas as Forças Singulares, especialmente a MB, ao que se nota pelos últimos anos a mais suscetível às injunções políticas, para seu próprio prejuízo.

    Por fim, como já disse outrora, espero que o novo Comandante-em-Chefe tenha, ou disfarce ter, o equilíbrio e a moderação próprios da liturgia do cargo, e não seja conduzido nem pelo revanchismo ideológico tampouco pelo ufanismo patológico, aquele fazendo das Forças Armadas meros capachos, ou este atendendo das Forças Armadas meros caprichos.

    • Muito boa!

      Mas confesso que NÃO entendo meus compatriotas, em particular aqueles que usam a farda branca (e estrelas nos ombros).
      Usar um subterfúgio pífio como vender unidades de submarinos programadas para custear os últimos, chega a ser piada. O almirantado, e o caro reporter, sequer mencionam a monumental montanha de dinheiro que será necessária para concluir o complexo naval de Itaguaí, em especial o mastodonte branco chamado “Complexo Nuclear”. Isso, senhores, beira a má fé.
      Já escrevia aqui inúmeras vezes, e vou repetir. O complexo nuclear equivale a uma usina nuclear, mas não produzirá um mísero MW. Será uma unidade deficitária para o resto da vida, e a MB, com seus parcos recursos, irá à falência para mantê-lo. Terá de vender tudo para bancar esse sonho.
      A era da mentira acabou, e o resultado da eleição mostra bem isso. É preciso responsabilidade dos administradores públicos, e manter-se esse programa nuclear, na atual conjuntura da MB, é irresponsabilidade total.
      Não se consegue manter os subs convencionais que temos (e construímos). Ainda querem continuar com essa balela de SubNuc?

  24. Novamente o tempo….
    .
    Eu já cansei de citar aqui o absurdo de se construir uma base de submarinos de “filmes do 007” (exatamente com estas palavras), quando a MB não tem grana nem pra PMG. Isto desde que começaram a surgir os primeiros esboços, a 8, 10 anos atrás.
    .
    Já faz mais de 2, 3 anos que sou o único a alertar aqui que o Prosub subiu no telhado. Quando começaram a postergar o cronograma de entrega, com o processo de reescrever a END, e surgiram com as Tamandarés, estava claro que o Prosub já era.
    .
    Estes 4 Scorpenes vão substituir os 4 Tupis + Tikuna. No fim, a idéia de se ter 9 submarinos, mudou para a idéia de substituir a frota atual de 5, por 4 submarinos.
    .
    Cadê a galerinha que adora defender fabricação nacional? Qua adora acreditar que ToT e capacitação nacional, a qualquer custo, traz resultados? Que adora dizer que cabe a MB gerar empregos, desenvolver a industria naval pagando 3 vezes mais caro por um produto? Que adoram dizer que há planejamento, estratégia por tras das decisões?
    .
    É verdade….pagamos aproximadamente 3 vezes mais, para ter 4 submarinos – que não cionseguimos terminar. Na época o valor do Prosub era suficiente para comprar 13 submarinos de “prateleira”, construidos no exterior, sem frescura.
    .
    Agora estamos aqui, quase 10 anos depois, sem conseguir terminar os 4 submarinos, que junto com a base de filmes de 007 (sem utilidade), custaram o preço de 13 submarinos.
    .
    Mas e a capacidade nacional? E a tecnologia comprada? Oras….se vamos construir Scorpenes a conta gotas por 20 anos, se não ficzemos investimentos em melhorar a tecnologia comprada, quando e se o último submarino for concluído, este estará sendo incorporado com tecnologia de 25 anos atrás. O sunbmarino nuclear se ficar pronto, será pior ainda, um museu “de grandes novidades”.
    .
    Esta é a segunda vez que compramos tecnologia pra construir submarinos. Eu vi isto acontecer 2 vezes!! E pelo que tudo indica, novamente fracassamos. Deu errado às custas do contrinbuinte. Como se eu não soubesse lá em 2008. Eu aposto que haverá uma terceira….
    .
    E aí vc vai ler um blog de defesa, e tem um monte de gente empolgada com a construção no Brasil de 4 corvetas. Aquele papo de ToT, geração de emprego, capacitação nacional, modernização de estaleiro, pagando o dobro do preço por isto….
    .
    “Um povo sem memória é um povo sem futuro”
    “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” – Albert Einstein

    • Zorann……nem precisa relembrar o tanto que aqui mesmo ja foi comentado por voce e outros , ja vi esse filme bem mais de 2 vezes….Brasil putenfia . Assino embaixo por seu comentario lucido e cristalino para quem ainda tem devaneios e sonhos tao mirabolantes. Pior que isso, o desperdicio quase total do nosso dinheiro e sem resultados aa altura. Sds

    • Essa história de TOT nos programas da FAB, MB e EB é da matriz estrangeira para a filial brasileira. Além disso, é o famoso pague 2 e leve 1.

      Sempre disse isso

    • Pois é… eu acho que os almirantes brasileiros “realmente” acham que estamos a um passo de nos tornarmos uma marinha de primeiro mundo, o retorno triunfal dos descendentes diretos da armada portuguesa que dominou os mares! Eles vêm com esse papinho de – não, a MB está consciente das suas limitações… – mas é fachada. No primeiro osso que é jogado, já correm para fazer planos mirabolantes. Estão só esperando a chance. Só o fato de AINDA HAVEREM planos de porta aviões futuro é demonstra isso que disse. Deveria ser varrida do mapa qualquer menção a essa idéia antes de termos uns 5 anos de crescimento forte do PIB, sustentado e uma esquadra formada com umas boas 20 escoltas e submarinos modernos. Antes disso porta aviões é alvo flutuante e só serve para afagar o ego. Fora essa base de Itaguaí, muito bonita, mas muita areia pro nosso caminhãozinho.
      Eu acho que agora com o dezessete na presidência a coisa vai, finalmente vamos ter a direita pé no chão lá em cima, mas isso SE não o matarem no meio do caminho, SE não acharem um motivo idiota para impichá-lo, SE as reformas saírem, SE um monte de coisa.

  25. Entrevista muito boa, o jornalista Roberto Lopes, sempre consegue nos trazer para a dura realidade. A verdade é esta mesmo, bem triste e longe dos sonhos entusiastas de muitos. Este projeto do PROSUB foi um passo maior que as pernas. E por fim não acredito que eu viva o suficiente para ver o sub nuclear, nem que eu viva mais três décadas. Infelizmente.

  26. Acredito que se vendermos agora seria melhor, quem sabe adequando até para o padrão nuclear ou quem sabe com baterias iguais dos “dragões” japoneses, e também fazendo isso teríamos uma mão de obra qualificada ficando no país gerando riqueza aqui. Acredito que o Bolsonaro não intervirá forçando uma compra por puro capricho.

  27. Pois é, mais uma vez a soberba dos militares nacionais os meteram em encrenca.
    Investiram uma tremenda grana no PROSUB, mesmo sabendo que nossos políticos não dão a mínima para o assunto defesa e que as verbas para a mesma são péssimamente gastas (80% folha de pagamentos, aposentadorias e pensões), agora estão com um abacaxi dourado nas mãos.
    Poderiam ter construído mais unidades dos IKL-209 Improved Tupi ( projeto nacional do IKL), e infelizmente esquecer o Subnuc ( ao menos até ter realmente alguém que leve defesa a sério no poder e verbas para aplicar no projeto).
    Mesmo com as limitações dos Tupis ( isso sem células AIP) ainda assim teríamos uma força de submarinos capaz e moderna (caso continuassem evoluindo o projeto do Tupi).
    Com as verbas aplicadas no Prosub, teríamos uma força de submarino e superfície de respeito e (caso fossem aplicadas corretamente em aquisições, construção e P&D de produtos).
    Um absurdo ficar vendendo um equipamento para pagar a fabricação de outro.
    Mesma coisa que um torneiro vender seu torno para comprar um CNC!
    Coisas de Brasil !

  28. Completando:
    .
    Pretendem vender os submarinos, na tentativa de posteragr o ritmo de entrega. US$ 600 milhões pagam o custo de um Scorpene brasileiro? Ou estão prendendo vender por preço inferior ao seu custo? US$ era o preço de um submarino IKL de prateleira, lá a 10 anos atrás.
    .
    E se Itaguai é um elefante branco, tão grande que sempre terá capacidade ociosa, ao ponto de pensarem em passar parte dele à NAVAL, pra fazer 4 Gowinds….oras….por que vamos pagar modernização de um outro estaleiro privado pra fazer 4 corvetas?
    .
    Sentem com os interessados e arrumem alguma solução que de utilidade ao elefante branco!!! Se vão modernizar estaleiro privado, adequem Itaguai pra fazer as corvetas e futuras escoltas.
    .
    Eu já li aqui entrevista de oficial da Marinha dizendo que Itaguai teria capacidade para construir navios de superfície.
    .
    Tem coisas que só acontecem com o Brasil (ou seria com o Botafogo…ou com os 2)

  29. Caro Zoram, eu sempre digo que nosso militares não tem planejamento estratégico para nada.
    Quando há verbas são como crianças em loja de doce com dinheiro para gastar.
    Saem comprando de tudo sem critério algum.
    Um grande absurdo (mesmo eu sendo defensor ferrenho do desenvolvimento autoctóne nacional) reside no Subnuc.
    Uma marinha que não emprega bem seus parcos recursos, não possui nem o básico para o CFN e força de superfície, planeja operar subnuc, porta aviões etc ?
    Outrora disse que teria sido muito mais proveitoso ter pego essa verba do Prosub e ter aplicado na construção de novos Tupis.
    Agora afirmo que com as verbas das CCT,s será melhor fabricar mais unidades da Barroso.
    Mas preferem bater de Ferrari gastando o salário mínimo com combustível, do que ter uma frota de carros populares.
    Como sempre digo, FAA,s soberbas de um país de povo soberba.

    • Foxtrot…..assino embaixo tambem. Isso nao vai ter um fim glorioso para a MB, tudo caminha para uma hecatombe , travestida de milhares de desculpas e omissoes. Brasil, pais de tolos (nem todos)

    • O mais louco é que se tivéssemos comprado 4 submarinos de “prateleira” e enterrado o submarino nuclear lá em 2008, Hoje não estaríamos passando por nada disto.
      .
      Teríamos pago cerca de 1/3 do que gastamos só com a NAVAL, não teríamos o elefante branco de Itaguai, não teríamos gasto mais uns R$ 10 bilhões na parte nuclear e teríamos os 4 submarinos dentro do cronograma, coisa que não teremos.
      .
      Poderíamos ter sresolvido nosso problema com 1/3 do preço, teríamos uma frota de 9 submarinos e agora não nos faltaria dinheiro pra comprar quem sabe, 8 Tamandarés de “prateleira”.
      .
      Agora, após tudo isto, eu quero ainda mais que o Prosub continue. Não decidiram fazer submarinos? Não decidiram negar o uso do mar? Não gastaram os tubos pra aprender a fazer submarinos? Então que alcancem o objetivo e deem utilidade ao meu dinheiro. E ainda tem 2 submarinos parados a mais de 2 anos esperando PMG…..Que se dane a Marinha de superfície. Na atual conjuntura, as Tamandarés jamasi devemser construidas. O Prosub tem de continuar mesmo que signifique o fim da Marinha de superfície.
      .
      Quem foram os oficiais que deram aval pra esta empreitada? O comandante decidiu sozinho? Isto é má administração.
      .
      O Prosub precisa ser investigado. No mínimo houve improbidade administrativa (que infelizmente não é crime).

    • Rapaz…
      Mas aqui encontrei alguém pronto para gerir e pensar as Forças Armadas brasileiras!
      Alguém que tenha “planejamento estratégico”!
      “Foxtrot”!
      (aplausos…mais aplausos…muitos aplausos)…
      Acabei de mandar um “zapzap” para os Cmts das Forças e para o Ministro da Defesa com teu nome.
      Ufa! Graças a Deus!
      As Forças Armadas brasileiras precisam de você!

      (é cada destemperado que me aparece)

      • Mestre Gabriel, voce pode não concordar com a forma acida de exposição, mas é da natureza de cada projeto, por mais louvavel que seja ou pareça, possuir taxas de riscos…

        E taxas de risco podem possuir naturezas diversas….
        Financeiras;
        Tecnologicas;
        Políticas;
        Comerciais….

        cada opção possui um balanço diferente…

        Egito comprou IKL209 a pouco tempo….é simples? sim….é sim…tinhamos nosso Tikuna aqui….nosso 209BR….

        Construir um complexo para atendimento de demanda futura envolvia risco…..agora temos os complexo Itaguai….falta ter algum submarino para atuar nele para que não fique ocioso….preferimos isto…opções e caminhos, tem cada qual seu risco…

        Havia opção de operar qtde de SSk´s em estrutura mais precaria? existia…

        Por outro lado, o quanto Itaguai está atrelado ao SBN?….

  30. Matéria especulativa do começo ao fim. Que os srs. que fazem parte do corpo da MB possam posicionar ou não os reais “fatos” que são abordados. Incrível como se faz fofoca no meio militar, assuntos sérios são tratados com fake news sistematicamente. Aguardemos o desenrolar desta “estória”.

  31. Quando li na reportagem que, ao mesmo tempo em que estão pensando em vender os SBR 3 e 4 , pensam em porta -aviões NG , eu tive uma crise de riso. Só pode ser piada, né? Além disso, qual o sentido de se insistir no SNBR? Ou será que pensam em vender o futuro (será? ) Álvaro Alberto para garantir $$$ para o SNBR 2? Pensando bem, melhor parar de dar idéia. …

  32. Alguns colegas compararam a situação da possível venda dos SBR 2 e 3 pra garantir recursos pra finalização do 4, com as FREEMs francesas vendidas ao Egito, mas me parece um tanto quanto descabido.

    Aparentemente no caso brasileiro não existem compradores pros submarinos. Teríamos que de forma desesperada botá-los a venda – e nesses casos, necessariamente o preço de venda cai. Talvez tenha que cair tanto que represente prejuízo na construção desses 2 submarinos – Veja bem, se especula a venda de 2 unidades pra poder viabilizar a finalização de 1.

    Situação completamente diferente seria se uma marinha estrangeira quisesse comprar um submarino e nós oferecessemos um quase pronto (o que significaria que poderíamos cobrar um ágio pela pronta entrega – e que parece ter sido o caso das FREMMs egípcias).

    E francamente, se está faltando dinheiro agora pra poder bancar a produção do SBR 4, como alguém pode achar que no futuro vai existir verba pro 5 e 6 para repor as unidades vendidas? Sinceramente, se vendermos esses 2 submarinos corremos o risco de ficar só com o Riachuelo mesmo e com sorte conseguir a finalização do SBR 4 nos mesmos 11 anos da Barroso.

    É realmente desanimador – se a moda pega, vamos vender as CCTs 2 e 3 pra viabilizar a 4 e chegaremos a 2030 com apenas 3 escoltas e 2 submarinos…

    Mas o pior de tudo é como disse o Ozawa, que na mesma matéria se mencione de forma “séria” a intenção de construir um submarino nuclear e um navio aeródromo. Sei que muitos vão me apedrejar aqui, mas eu acho que a MB só poderá pensar em ser uma marinha séria justamente no dia que abrir mão dessas 2 quimeras e conseguir se dedicar a fazer de forma muito bem feita todas as outras áreas.

  33. As verbas não seria liberadas para outra coisa que não o PROSUB. O objetivo por parte do governo era desviar recursos por meio da Odebrecht. Era o mesmo objetivo da malfadada Segunda Esquadra no Maranhão. A Odebrecht venceria o contrato roubaria mais, pagaria mais propina e navios que é bom, nada.

    Nunca foi intenção do governo concluir, tanto é que somente a verba destinada ao pagamento da Odebrecht era liberada. Os demais credores não recebiam e a MB era obrigada apagar com recursos próprios, renegociando as dívidas.

    O presidente de 9 dedos sempre foi caloteiro, assim como a anta que o sucedeu. Criaram os programas para desviar recursos e não pagaram nenhum deles

    • Como a Oderbrecht era construtora de engenharia civil, foi isto mesmo….

      Se fosse construtora de navios e SSk´s ao menos algum seria concluido….

      No cimento e areia, o projeto ficou bonito…..falta apenas aquilo para o qual ele serve….ter navios e submarinos em produção e manutenção….

  34. A ideia de vender 02 submarinos pra depois construir 02 submarinos para repor é a ideia mais estupida que eu ja ouvi !!!

    Se querem manter o estaleiro em funcionamento é bem simples, so basta construir 08 submarinos ao invés de só 04 e depois pensar em vender

    E aos inocentes de plantão que vem com papinho que nao tem dinheiro, crise e todas essas bobagens que a mídia divulga, eu peço que Acordem e deixem de ser Gado.

    E dinheiro sempre tem, so basta ter vontade politica para readequar o orçamento, coisa que os últimos 24 anos de governos ideologicamente avessos a questões militares não queriam fazer e ainda contingenciavam os recursos orçados

    Eu creio que o novo presidente vai mudar tudo isso que tanto atrapalham a Marinha do Brasil e as forças Armadas

  35. Lembrando que os EUA estão fornecendo aos aliados caças F-35 que poderiam estar equipando seus próprios esquadrões prioritariamente.
    Ou seja, não há nada de errado em vender alguns submarinos novos, havendo clientes para tanto. Desde que haja lucro e sejam repostos, é um ótimo negócio. Arruma-se clientes, mantém-se uma cadeia de fabricação e de fornecedores ativa.
    .
    Para tanto há necessidade de aval francês, e qual o preço a ser pago é uma incógnita. A escolha das Gowind, a reforma do São Paulo, armamentos… em breve saberemos.

    • Precisavam de navios de superfície e preferiram um submarino nuclear.
      Decidiram por submarino nuclear e compraram quatro convencionals sem AIP.
      Pagos submarino convencionais a preço de nuclear, vamos vender por pechincha. Vai ver é estratégico .

  36. Então somente lá por 2030 a MB terá os 4 Scorpènes, já o SubNuc, esse então…será um sonho que “Se” sair do papel, talvez fique pronto em 2035. E do jeito que as coisas se arrastam aqui no Brasil, as 4 corvetas só ficarão prontas daqui a uns 15 anos. Cenário de terror para a MB na próxima década, e ainda falam em porta-aviões…

  37. Saiu o resultado do Programa de fragatas do Canadá. Assim como na Austrália, deu BAE com as Type 26.

    A Navantia abandonou as CCT porque dava como certa sua vitoria no Canadá e na Austrália. Assim, não teria como participar do programa da Marinha do Brasil.

    Se deram mal. Perderam as duas e de quebra queimaram seu filme no Brasil. O executivo da empresa tem que ir para a rua.

  38. O candidato tem 60% das preferências nas pesquisas. Mas já tem gente, lobos e lobistas fechando negócios.

    Interessante seria ver o outro candidato vencer. Quem se aproximaria dele?

    Eu voto no colega Foca. Tem as informações, tem os fatos, tem as opiniões e conta tudo. Transparente. Sabe e escreve. Acerta o alvo. Voto nele até pra Almirante.

    Itaguaí é uma base de primeiro mundo em um pais de terceiro? E qual a diferença para o estaleiro baiano Enseada que recebeu 3 ou 4 bilhões em investimentos, deve outros bilhões, precisa de mais bilhões para funcionar e ainda não produziu?

    A megalomania tão citada aqui aflige baianos em todo o país?

    Pera ai.

    Alguns meses lá atrás, relendo postagens e matérias na internet sobre o Prosub, palpitei que os recursos não dariam para seguir no ritmo atual. Ficaríamos com o Riachuelo. E basta. E o Alvaro Alberto totalmente comprometido. Ou…sem conseguir enxergar datas para o sub nuclear virar realidade.

    Pois é.

    Os franceses poderiam nos ajudar a vender os ímpares. Aprenderíamos a fazer e a vender. Itaguaí e Aramar finalmente sairiam das nuvens. Chega de tomar susto com contigenciamentos. Sentamos com gente decente que honra compromissos e tocamos a vida longe dos políticos.

    Mas os alemães estão descontentes com nosso afastamento ou com nosso isolamento. Merkel não visitou o Brasil quando esteve na AL e empresários europeus frequentemente criticam nosso ambiente de negócios: cartórios, burocracia, prazos, custos, ineficiência.
    Mas os italianos dão como certo, penso eu, por tudo o que investem e investiram aqui, que vencerão.
    Mas os suecos gostariam de transformar Itaguaí na Embraer do Mar. Já que a do ar…

    Então,

    Que história contaremos para italianos, alemães e suecos? Que precisamos retomar a Bahia dos comunistas?

  39. Vamos por partes
    1) Vender submarino ou algum equipamento militar de alto valor assim é muito difícil, a concorrência é muito acirrada, envolve off-sets influência política, alinhamento politico-militar, bancar o financiamento e brigar com os os fabricantes de submarinos no mundo que tem muita experiência e licitações e vendas a qual o Brasil não tem essa experiência toda.
    2) Se conseguirmos exportar submarinos seria fantástico desde que não estejamos vendendo a preço de custo ou pior a baixo dele. Seria um grande passo para industria naval brasileira.
    3) Pelo que lemos aqui no PN dá para construir 2 submarinos ao mesmo tempo então ficamos com os submarinos impares , 1; 3; 5; 7 …. e os pares vendemos. O lucro da venda desses submarinos deveriam ajudar desenvolver e produzir o SNA brasileiro.

    Pergunta:
    É muito complicado produzir as Corvetas no complexo de Itaguaí? Teriam que fazer algumas poucas modificações no complexo ou praticamente construir um novo estaleiro lá dentro?
    Pois me parece que a tonelagem e as dimensões entre o submarino e a corveta são muito similares. (claro isso se houver ociosidade no complexo de Itaguaí).
    Por gentileza gostaria de um resposta com conhecimento e não baseada em achismos (para essa ultima parte).

    • A questão principal acho que é a seguinte: compensa vc vender submarino por US$ 550 milhõies, dando desconto, pra comprar corvetinha por US$ 450 milhões ou mais, sem desconto?
      .
      Quem tem mais poder dissuasório? Uma Tamandaré ou um Scropene BR? Vamos trocar 1 submarino por uma Tamandaré? Porque na verdade é isto que está acontecendo. Eu, sinceramente, jamais faria esta troca.
      .
      Exportar submarinos seria ótimo!!! Desde que a MB não tivesse prejuizo e a ICN tivesse algum lucro. Isto manteria menos ociosa a capacidade instalada, geraria empregos e daria lucro. Mas não é isto que está acontecendo.
      .
      Estão querendo vender submarinos, por não ter como paga-los. Como vc disse no item 1, há muita coisa envolvida na venda de um armaneto desta complexidade. Para vende-lo facilmente, só se o preço for de ocasião, de Black Friday de verdade. A ICN não terá prejuizo. Os contratos são sempre muito bem amarrados, ainda mais quando se vende ao Brasil. Eu acho que está bem claro que a MB vai ter de assumir este prejuizo.
      .
      Eu sinceramente duvido que a MB não tenha de enfiar mais dinheiro neste contrato de alguma forma, pra no fim postergar seus 4 submarinos, se é que serão no final 4 mesmo.

    • O SNBR é projetado para 6.000t, enquanto as CCT estão na casa das 2.700t, sendo o primeiro infinitamente mais complexo.
      O mainhall em Itaguaí possui duas linhas paralelas de produção, possibilitando a construção de unidades em diferentes estágios, pois o SubNuc demora muito mais tempo.
      A Nuclep, onde o casco de pressão dos SBR e SNBR são feitos rotineiramente fabrica módulos para a indústria de óleo e gás.
      Faça as contas.

  40. Acredito que um candidato natural para comprar OS SBR 2 e 4, seja justamente O Chile . Um outro país que poderia tb se interessar seria a Malásia que opera uma versão inicial do Scorpene, tsl como os chilenos. Se for para a frente, acredito que NAO será difícil encontrar comprador disposto à pagar bom preço para receber o primeiro sub em 3 anos a partir de agora é uns 4/5 anos para receber o segundo, ao invés de ter que esperar uns 7/8 anos, no mínimo , em um contrato DO zero.

  41. Vender submarino que ainda não aprendemos a construir?

    Baterias: O fornecedor nacional está capacitado? MEP: Deu debate aqui. WEG ou Jeumont? Máquinas diesel? A Acelor garante o fornecimento do aço 80? Sem variação nos custos? Financiamos a compra de outras prensas H ou uma basta?

    De onde viria o financiamento do capital de giro e do capital instalado considerando que vendendo pares ou ímpares vamos precisar de um banco ou de vários bancos até receber o que vendemos para reinvestir? Construindo a cada 2 anos ou 1 ano se formos muito eficientes…quando surgirem problemas de caixa…até entrar grana…quem financia giro de anos? Banco nacional?

    A licitação das CCTs com estaleiros nacionais garante algum ToT. Mas não temos grana para isso. Vide Gripen que das 200 empresas interessadas, ficaram 2. Como comprar sistemas, armas, radares, munição, máquinas…tudo que não produzimos aqui para montar e revender?

    Anos 1970/80. O sonho de construir um veículo nacional levou empresários a montarem carrocerias de fibra de vidro em Opalas, Veraneios e Fuscas. Para exportar. Competir sem saber fazer.

    Parece que vamos construir a Engesa do Mar.

  42. Esperarei por mais informações e depois de 28 de outubro. Em 2019 poderemos ter alguma perspectiva. No mais , aguardarei para saber quem será o futuro comandante da MB. Negociações em andamento? Governo saindo , cafezinho frio. Grande abraço.

  43. Tempos atrás, em um tópico aqui do PN eu falei justamente do tamanho e ambição exagerada dessa base naval e todo o complexo em Itaguaí. Finalmente, alguém falou isso em uma matéria. Gastaram uma verdadeira fortuna na construção de todo aquele complexo (de 1° mundo, em um país de 3°, nas palavras de Roberto Lopes). Quem, em sã consciência, ainda mais tratando-se de Brasil, não percebe que tudo aquilo construído em Itaguaí é um exagero? Os bilhões de reais enterrados naquelas obras vào ser mais um gasto em algo subutilizado……fazendo uma comparação porca, parece com as obras dos estádios da Copa de 2014 e também com as obras da Olimpíada Rio 2016. Sei que não são coisas comparáveis em suas finalidades e destinações finais, prinicipalmente pelo fim estratégico de Itaguaí…..mas, o gasto exagerado, sem o retorno esperado, é o mesno!!

    • Eu tbm comentei a epoca que tinha coisa errada neste projeto aí .Que seria subultilizado e que construir toda esta estrutura para apenas 4 subs e 1 nuclear ,era disperdicio de dinheiro .
      Nada me tira da cabeça que isso foi mais um projeto para ajudar uma tal empresa envolvida ate as tampas em propina .

  44. É sério que tem gente na marinha que pensa e ainda tem a coragem de falar em porta-aviões? Eu sinceramente não acredito quando leio isso, em que mundo eles vivem? Isso ai já virou caso de internação, sério mesmo, NADA justifica na nossa situação atual os caras terem a pachorra de cogitar um porta-aviões, NADA!
    Manda essa turma antiga todinha embora e cria uma mentalidade nova com gente nova, poderia se chamar “Plano marinha pés no chão!”.

  45. A MB está de brincadeira vender os sub para dar continuidade no Programa,se conseguir alguém interessado fabriquem dois em simultanil, o que não pode e deixar os tupis guarnecendo os mares por mais um década já que são belonaves com décadas de operação lembre-se do san juan.Ainda disser que o Itaguaí é grande demais,não é grande é que faltam sub para enche-lo.

  46. Vou colocar aqui os meus achos.
    1- Os submarinos foram projetados e construídos com as especificações desejadas pela MB (inclusice é algo maior que o original Frances), quem vai comprar, tem as mesmas expectativas?
    2- A pergunta básica, já conversaram com os Franceses e os outros fornecedores? Temos que lembrar que o projeto não é nacional e com vários componentes de outros países, os mesmos aprovaram a venda para o Brasil, mas quem disse que vão aprovar para um terceiro país?
    3- Não vejo como este submarino ter um preço competitivo se comparado com a dos Franceses, o Brasil está na curva (em tese ascendente) de conhecimento, como qualquer curva, no início, os custos são bem maiores e mais lentos. Sem contar a escala, temos um projeto com 4 submarinos.
    4- Financiamento, vão pagar à vista? Creio que não, se tem financiamento para o exterior, então vai ter para uso interno também.
    5- Não estou falando que o submarino nacional seja ruim, mas ainda não foi provado, tem sentido algum país “arriscar” em um projeto que alterou o original, que foi construído por um segundo pais?
    Me parece mais uma vontade do que algo mais real. Tomara que esteja enganado.

    • Pois é.

      Tem uma seção no meio do Riachuelo que foi adicionada a pedido da MB. Apesar de ser um sub Scorpene, ele está customizado. Um interessado ou possível comprador se interessaria também pela construção em aço 80 ou exigiria padrões diferentes na solda?

      Algo como as montadoras fazem aqui. Oferecemos instalações, mão de obra e matéria prima. Os franceses entrariam com tecnologia, conhecimento, royalties, armas e máquinas. O governo ganha emprego e imposto.

      As montadoras fizeram isso nos anos 1950/1960. Levou quase 20 anos para virar realidade. O resultado está aí. Não sabemos produzir nem motor de bicicleta. Pagamos royalties até em para choques. Antena de rádio é produzida sob licença.

      Somente o Foca pode esclarecer.

  47. Olha…

    Estaleiro europeu que produziu centenas de meios de vários tipos é uma coisa. Estaleiro nacional que não compete nesse mercado é outra. Não se trata de fazer conta grossa de por quanto daria pra vender. Trata-se, pelo que entendi, de oferecer instalações aos franceses. Enseada ou Itaguai. Eles escolhem.

    Sendo francês, pode. Fosse americano seria golpe e entreguista.

    O importante é que as coisas fiquem claras. E bem ditas. Acabou a grana!

  48. O ideal é que ficássemos com os 4! Mas vendendo como está descrito, iríamos ter um mercado amplo e lucrativo a frente, onde manteríamos a linha de produção sadia podendo criar outras, com os lucros advindos, podermos financiar a aquisição de navios para compormos uma frota mais homogênea e apta para a defesa de nossos interesses e quem sabe, realizar o sonho de parte do almirantado ( PA ). Vendendo para a Argentina, será que iríamos receber? espero que sim

  49. Gabriel 19 de outubro de 2018 at 20:00
    Rapaz…
    Mas aqui encontrei alguém pronto para gerir e pensar as Forças Armadas brasileiras!
    Alguém que tenha “planejamento estratégico”!
    “Foxtrot”!
    (aplausos…mais aplausos…muitos aplausos)…
    Acabei de mandar um “zapzap” para os Cmts das Forças e para o Ministro da Defesa com teu nome.
    Ufa! Graças a Deus!
    As Forças Armadas brasileiras precisam de você!

    (é cada destemperado que me aparece)

    Meu caro, se eu realmente estivesse no comando das FAAs nacionais ou nesse cabide de empregos denominado MD nossas forças não estariam assim.
    Primeiro acabaria com o serviço militar obrigatório, pois o jovem entra nas FAAs, recebe um treinamento medíocre porquê serve mais como segurança, motorista e faxineiro do que tudo, e quando sai, não aprendeu nada de útil para ser utilizado a vida civil e acaba indo para o tráfico prestar serviços.
    Segundo transferiria grande parte das unidades militares que estão nos grandes centros urbanos para as fronteiras nacionais onde realmente se fazem necessárias.
    Terceiro diminuiria seus efetivos, tornando-as mais enxutas, profissionais e altamente tecnológicas.
    Quarto criaria ou mesmo transferiria para o INSS o sistema de aposentadoria das mesmas.
    Assim o soldado de carreira teria direitos que hoje não possuem e aliviaria a folha de pagamentos, pensões etc.
    Quinto reverteria a lógica de investimento das mesmas, 50% pagamentos e pensões, 20% aquisições de meios, 10% P&D, 10 manutenção de meios.
    Desta forma, antes de um equipamento precisar ser substituído, seria feito estudos das necessidades atuais e futuras da força, pesquisado e feito o projeto e dimensionado a quantidade real de equipamentos, para só após com as verbas em mão comprado o equipamento.
    Ou seja, visão de longo prazo (estratégica).
    Faça o seguinte, daqui há 4 anos vou me candidatar, faça minha campanha kkkkkkkkk.
    Só rindo, cada um que aparece.

  50. Sabia que ia dar caldo! Os Franceses conseguem vender produtos de qualidade inferior a preços absurdos. Muito melhor a época um acordo com os alemãs. Agora querem empurrar corvetas inferiores. 🤦🏾‍♂️. E o almirantado entra nessa!!!

  51. E dinheiro sempre tem, só basta ter vontade politica para readequar o orçamento, coisa que os últimos 24 anos de governos ideologicamente avessos a questões militares não queriam fazer e ainda contingenciavam os recursos orçados

    Eu creio que o novo presidente vai mudar tudo isso que tanto atrapalham a Marinha do Brasil e as forças Armadas

    Meu deus!
    Como são cegos os nos brasileiros, isso para não falar na falta de memória e hipocrisia mesmo.
    Será que se esqueceram da era Collor?
    Onde as FAAs não tinham dinheiro nem para o rancho dos recrutas tendo que liberar os mesmos mais cedo dos quarteis enquanto isso, nosso presidente galandrão corria com camisas com dizeres estampados e visitava quarteis usando lança chamas e voando em caças obsoletos e em péssima manutenção.
    Será que se esqueceram do incidente onde um soldado da guarda de honra tentou agredir um presidente com seu fuzil enquanto o mesmo passava em revista a tropa?
    Será que se esqueceram do incidente onde um soldado desmaiou por falta de alimento enquanto estava em formação ?
    O outro fala que só a Odbrecht recebia as verbas do Prosub, e a MB tinha que negociar com os outros credores.
    Ora bolas, se era realmente isso, porquê a mesma não denunciou?
    Será que a DCNS e governo francês aceitaria tal situação?
    Vai me desculpar, se você não faz parte da solução, faz parte do problema, sendo assim os oficiais da MB que não denunciaram tal situação são tão culpados quanto quem a fez.
    Tenho bom tempo de existência e acompanho a situação de nossas FAAs há um bom tempo, e sinceramente a única vez que vi uma melhor situação das mesmas foi no regime de governo militar.
    Nenhum governo civil que ante veio e foi posterior ao regime militar deu a devida atenção as mesmas.
    Agora é fácil ficar jogando a culpa nesse ou naquele governo, a verdade e que a culpa vem de todos, e repito todos os governos civis deste país (esquerda ou direita).
    Para mim esse tipo de afirmações são ideologias cegas e partidarismo imbecil e inútil, ainda mais em um país que vem tendo sua riqueza delapidada por diversos atores desde sua fundação.

  52. Quando digo que nossos militares não possuem visão estratégica explicarei o porquê.
    1- Na aquisição do NAeL Minas gerais, depois de um certo tempo, sabia-se que o mesmo necessitaria ser substituído, porquê não fizeram como o mundo todo faz?
    Projetou o substituto do mesmo (apenas o projeto), assim no futuro quando houvesse verbas construiria o navio.
    O mesmo serve para as fragatas, Napaoc etc etc.
    Pensam em Subnuc e Nae mas nossos fuzileiros não possuem miras ópticas em seus fuzis, placas balisticas para seus coletes, fardas de qualidade, coturnos modernos etc etc.
    Mandaram modernizar 6 C1, mesmo sabendo que o A-12 seria descomissionado, agora estão tendo que manter o programa, pois o encerramento do mesmo será mais custoso do que o término do mesmo.
    Mais uma vez irão comprar um projeto de navio estrangeiro caro em detrimento de um projeto nacional mais simples, mesmo sabendo da eterna falta de verbas.
    Será que não sabem que esses navios extremamente modernos e caros precisam de manutenção em seus sistemas?
    Investiram uma fortuna no Prosub, sendo que poderiam construir mais unidades dos IKL no Brasil, pois a cadeia de produção do mesmo já estava dominada aqui.
    Chegando ao ponto de um Almt afirmar na época de lançamento do Tikuna (improved Tupi) que o Brasil nunca mais precisará comprar submarinos de outro país.
    Compraram um navio veleiro que só serve para almirantes darem cafés e passearem com suas famílias.
    Mais uma vez compraram um projeto de caça (Gripen da FAB) com esse papo de T.O.T para adquirir apenas 36 unidades a uma fortuna de bilhões de dólares.
    E os absurdos prosseguem.
    A antiga união soviética, por não ter capacidade de concorrer com os americanos em tecnologia, construía muitas unidades de seus equipamentos rústicos e mortais.
    Assim em maiores quantidades batiam de frente com os americanos mais tecnológicos.
    Isso em alguns setores técnicos denominamos de ataque de força bruta.
    Volto a salientar, já que não temos dinheiro para andar na crista da onda tecnológica, precisamos de equipamentos nacionais de simples operação, robustos, mais baratos de se adquirir e em grandes quantidades.
    Vide exemplo da CCB, navio muito bom, raramente apresenta problema mecânicos e apresenta um índice de disponibilidade de no mínimo 80%.
    Um navio que na atual situação da MB cairia como um alívio caso encomendassem mais unidades.
    O CFN está com seus SK-105 todos inoperantes, e alguns pensam em aquisição de Abrans A1 (pior versão do beberrão a turbina).
    Porquê não se doa algumas unidades do M60A3TTS ao CFN, para criação de doutrina e preparo das equipagens?
    Assim quando houver verbas, o CFN adquiri os Leo 1A5 padronizando com o EB.
    Na época de desenvolvimento dos Guaranis, o CFN correu e adquiriu os Piranhas III.
    Agora possuem um excelente veículo desarmado, pois não possuem verbas para arma-los eficazmente.
    Sendo assim, se isso não é falta de visão estratégica, me digam o que é então.
    Não possuem planejamento eficaz, não há integração, não há comunicação, não há integração de equipamentos, treinamento básico etc..
    Só pode dar no que é hoje mesmo!

    • Prezado
      Há muito o q se comentar, mas fico nessa: a força bruta soviética se baseava na sua doutrina, q exigia uma grande superioridade numérica. Superioridade esta, nunca atingida.
      Há muitas decisões q são difíceis de se entender, quando não se está dentro do círculo decisório. Equipamento individual pra FN é adquirido quase q “num piscar de olhos” se for preciso. Há gastos q não se tem noção… Um dia de mar do SP “na toda” eram milhares de litros de OD…. tipo o CFN pro ano todo…
      Há forças de contrato, disponibilidades, troca de informações etc
      Não há amadores nos círculos decisórios.
      Com todo tempo q tenho dentro da Força, vi todos os tipos de decisão, sempre a melhor possível.

    • Eu sempre afirmei isso. O alto comando tem um nível de amadorismo que chega a dar vergonha. Eu não sei em que mundo que eles vivem (ou que droga que eles usam) que estão sempre otimistas com o aumento da verba militar . . . Parece que de uma hora pra outra, por um milagre qualquer, vão sobrar bilhões e bilhões de dólares para serem investidos em navios novos. E como se não bastasse, se existe uma marinha no mundo que não pode ouvir a palavra “liquidação”, é a brasileira. Vivem comprando todo tipo de navio de utilidade imediata duvidosa, só porque alguém ofereceu e estava em um precinho camarada. Agora estamos com vários navios multi-propósito sem escoltas, dois programas megalomaníacos de construção nacional (PROSUB e Tamandaré) com constantes riscos de desaparecer e o pior: aviadores navais que estão sendo treinados para operar em porta-aviões nenhum. Olha, é difícil acreditar que existe um lugar em que o dinheiro público desse país é mais mal administrado do que na marinha . . . Acho que só no congresso mesmo.

  53. O mais sábio a se fazer, seria adiar o programa Tamandaré, ou até mesmo quem sabe, cancelar esse programa furado. O poder dissuasório de 4 Scorpènes, é muito maior que 4 corvetinhas. Se não tem dinheiro para manter os 2 projetos em simultâneo, cancelem as Tamandarés, e aguardem alguma compra de ocasião de fragatas usadas.

  54. “E também que a ICN vai precisar de clientes que tenham capacidade de pagar pelos navios… Quem sabe o Peru, ou a Colômbia…”
    .
    E eles tem um escorpião desse tamanho dentro do bolso, tendo de bancar compra de novos caças logo ali na frente, blindados, fragatas, patrulhas e assim por diante?
    .
    Pra mim, só o Chile tem condições… E eles precisam de exatamente de dois submarinos, sendo que já operam dois de modelo semelhante.
    .
    Só consigo ver esses 2 SBR sendo vendidos na região, se o Brasil bancar 100% do financiamento. Teria de ser praticamente dado…
    .
    Se conseguirem vender é importante levar em conta que, não são apenas os dois submarinos. Esses SBR são versões nacionalizadas. Estaríamos dando escala a muita coisa que foi feita aqui. Parte da logística é nossa. Manutenções poderiam ser feitas aqui e assim por diante.
    Se venderem e garantirem, no preto e no branco, a compra de outros dois ou mais submarinos para a MB, eu até vejo vantagem. Caso contrário, vejo um grande risco de vendermos e ficarmos apenas com dois SBR e isso, em um momento em que vamos ficando cada vez mais próximos das baixas dos IKL… Que vão acabar sendo substituídos por estes 04 SBR, coisa que não era o planejado.

  55. Que confusão.

    Fim de ano, fim de governo. Fim da grana. Não dá pra tocar Itaguaí, Prosub, Tamandares, manutenções e modernizações? E tem outro PROSUPER na fila?

    E os comunistas tomaram a Bahia? Eita que o próximo presidente tá bem arrumadinho com a MB. Estaleiros parados, meios inoperantes, despesas e custeios = 90% do orçamento.
    Já já escondem o Atlântico. Não tem grana pra encher o tanque.

    O Esteves disse. Essa história de dividir o Atlântico entre as 3 Armas só podia ser porque não há como manter o navio operando. Dá pra manter parado. E cachorro de 3 donos morre é de fome.

    Eu falei…aquela história de reator multiproposito em Aramar…era pra competir por verbas…não tem grana pra tocar esses programas…firam pedir recursos no Ministério da Saúde, Ciência e Tecnologia. Muito bacana de mostrar. Difícil de fazer. Em país com as contas públicas comprometidas em mais de 90% com custeios de tido o tipo, déficit fiscal, dívida pública.

    Pai do céu. A realidade caiu na Terra. Roberto Lopes trouxe a luz. Nem o pré-sal nos salva dessa vez. Nem os royalties…os famosos royalties do pré-sal que já tem candidato trazendo de volta.

    A Terra da Zunbilandia.

    • Quando inventaram Royalties para Estados e que o Estado do Rio de Janeiro e outros eram produtores de Petróleo, eu comentei por várias vezes ser contra , e que aconteceria com o Rio de Janeiro o que estamos vendo e passando , para o meu Estado estava de bom tamanho os benefícios de operar bases off shore do Pré Sal , pena que eu não anotei as várias vezes que comentei e afirmei o que aconteceria , como exemplo o seu Cabral mais que duplicar a folha dos funcionalismo público estadual em poucos anos e enfiar a mão no orçamento !

  56. O Bob Lopes deu uma dica…..

    Mas antecipo e tenho dito isso há um tempo….

    A Rafael vai assumir a AVIBRAS,

    enfim ….

    Consultem o JUSBRASIL e entenderão.

  57. Temos que aguardar o futuro presidente que irá assumir. Acredito que haverá cortes sim mas nas áreas em que a política partidária foi previlegiada. Tem muito dinheiro empatado em lugares obscuros e aplicadas de modo não muito leal a pátria ( ver dinheiro do BNDES em países não confiáveis). isso terá que ser resgatado. Ai sim, aparecerá dinheiro para serem aplicados nas forças.

  58. Penso que ontem souberam que haverá uma nova corrida armamentista no mundo , espero que tenhamos consciência disso , e paremos de brincar de defesa , exportar dois , três ou quantos mais submarinos tudo bem , mais os que estão em linha pra a nossa Marinha , certamente com mais dinheiro é possível acelerar a construção de um maior número deles para todas as finalidades , vamos pensar , pois quando as verbas são para políticos , o dinheiro aparece da noite para o dia , e quando é para a Nação sempre aparecem e ou se colocam dificuldades , o Brasil também de agora em diante não poderá mais brincar de defesa , e continuar com certos acordos e tratados assinados por estas corjas que tiveram no poder desde 1986 !

  59. Sinceramente, eu vejo com bastante ceticismo essa história de transferência de tecnologia e produção no Brasil. Nós não temos escala de produção para isso e nem dinheiro para expandir a MB a ponto de valer a pena economicamente. Acho que seria muito mais útil no momento, comprarmos em maior quantidade de prateleira e focarmos apenas na manutenção (produzindo o essencial por aqui) e na fabricação das munições (mesmo que sob licença) utilizadas.

  60. Eu ESPERO que o bolsonaro REALMENTE ajude os militares. Mas eu também ESPERO que as escolhas sejam das forças e não dele, que as vezes tem a mania de agir em rompantes impensados.

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