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Corvetas Tamandaré: Indústria vai precisar de proteção da Marinha para garantir conteúdo local, defende fabricante

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Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré
Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré projetada pelo CPN

Por Danilo Oliveira

Com as oportunidades de encomendas para projetos de renovação da esquadra da Marinha, fornecedores nacionais estão atentos à possibilidade de pedidos de isenção de conteúdo local por parte dos proponentes finalistas da construção das corvetas Tamandaré. Apesar de a Marinha ter negado qualquer solicitação de waiver, alguns fornecedores defendem que o conteúdo local seja assegurado. O diretor da Asvac, César Prata, observa que a indústria local vai precisar muito da proteção da Marinha, para defendê-la de proponentes mais preocupados em gerar empregos em seus países e desviar encomendas para fora.

“É natural que os europeus tentem deixar todos os itens de alto valor agregado nos seus próprios quintais. Não vai ser diferente neste projeto”, afirma o executivo, cuja empresa fabrica bombas industriais e navais e fornece para Marinha brasileira desde 1983. Para o empresário, só existem dois momentos para garantir esse conteúdo local alto: no edital e na execução. Ele considera que a primeira etapa correu razoavelmente bem, restando a fase de agora para as definições finais.

Prata contou que, na abordagem das consultas, é possível perceber intenções de se buscar waivers futuramente na execução. Ele acrescentou que os proponentes que estão ligados a estaleiros nacionais, mais acostumados a cumprir conteúdo local, parecem mais confortáveis com o edital. “A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”, disse.

O empresário acredita que o conteúdo local das novas corvetas só será baixo se a Marinha não estiver atenta e com diálogo aberto com fornecedores nacionais. Ele observa que as especificações dos proponentes europeus foram colocadas no mercado com seus respectivos projetos, seguindo regras e dados dos seus países de origem. “São quatro projetos tão diferentes que, honestamente, difícil saber sob quais parâmetros a Marinha vai compará-los para decidir”, ponderou.

Ele avalia que a Marinha poderia, por exemplo, ter imposto seus próprios níveis de choque, ruído e vibração para haver certa uniformização de características. Por outro lado, ele supõe que essa liberdade de projeto permitiu considerar navios comuns de cada país e produtos costumeiros dos estaleiros europeus, possibilitando melhores preços. “Prevejo que, na execução, nossos equipamentos já desenvolvidos para atender nossa marinha em projetos anteriores, poderão sofrer restrições de alguns proponentes, por esta característica do processo”, analisa.

A indústria de fornecedores acredita no potencial de fornecer, entre outros itens, equipamentos de serviços navais, bombas, motores elétricos, cabos, tubos, estruturas, instrumentação, amarras e cascos. Historicamente, o conteúdo local de navios de guerra costuma ser baixo. Os fabricantes locais reconhecem que armamentos e sistemas militares têm peso alto no conjunto e devem ser importados.

Prata lembra que a indústria nacional aprendeu a fazer equipamentos para navios militares a partir da construção das corvetas classe Inhaúma e nos navios de apoio logístico, com auxílio da diretoria de Engenharia Naval (DEN) da Marinha. “A DEN nos ensinou como calcular absorção de impacto, nos cedeu normas da MIL Standard e nos guiou até o fornecimento, com grande índice de conteúdo local nestes projetos”, recorda-se. Ele ressaltou que muitos destes fabricantes continuam no mercado e podem atender este projeto se forem convocados e permitirem sua participação.

Os quatro finalistas fizeram consultas e indagaram sobre os reais índices de conteúdo local, provavelmente para apurar suas planilhas. Numa primeira impressão, Prata disse que os alemães são os mais detalhistas na parte técnica e pedem informações bastante aprofundadas. Já os franceses colocaram índices de choque mais altos, que não são comprováveis por laboratórios brasileiros.

O diretor da Asvac conta que os italianos fizeram consultas no início do processo e não voltaram a fazer questionamentos. Já os holandeses/suecos são os mais práticos, na medida em que reuniram todos os fornecedores locais logo no começo do processo, tiraram dúvidas e padronizaram todos os equipamentos. “Sintetizaram as especificações para facilitar a seleção de maquinas pelos fabricantes. Ficou mais fácil atendê-los”, comentou.

FONTE: Portos e Navios

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Ricardo PintoCarta BrancaJuarezHélioODST Recent comment authors
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Pedro
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Pedro

“A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”, disse.

Durmam com essa! Muita gente aqui já sabia disso.

BMIKE
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BMIKE

ToT é interessante no quesito: tal produto custa de prateleira U$ 120 milhões e com ToT passa para U $ 350 milhões, a diferença podemos dividir entre nós decisores…

As MK10 foram adquiridas com ToT:, nesses 40 anos de uso pelo menos as turbinas podemos fazer manutenção sem técnico estrangeiro? Além das meia dúzia contrato foi construído pelo menos mais 1 para justificar o vultoso investimento no tão indispensável ToT?

Julio
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Julio

AS Inhaúmas e a Barroso vieram desse TOT.

Delfim
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Delfim

O pulo do gato ninguém ensina. Vc pode ter um saco de $$$ que americanos, ingleses, alemães, franceses, russos, chineses, israelis e agora turcos sempre tenderão a lhe dar tecnologia obsoleta.
Se algum lhe oferecer tecnologia de ponta, outros pressionarão para que não.

ALEXANDRE
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Brasil um país governado por filhos da p…vamos ver se muda

Serigy
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Serigy

Parabéns ADM ficou lindo a nova capa do site!

Resumindo venda casada.

Esteves
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Esteves

“A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”, disse. Eita que o pessoal que acredita em ToT não para de apanhar. Eita que tem uma turma boa remando pros suecos. Eita que são 4 propostas tão diferentes que não se sabe como a MB irá comparar. “São quatro projetos tão diferentes que, honestamente, difícil saber sob quais parâmetros a Marinha vai compará-los para decidir”. Meses e meses…e agora vem essa. Uma proposta é laranja, a outra é batata, a terceira uva… Read more »

ALEXANDRE
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Pq nossos engenheiros nao fazem essa corveta…

BMIKE
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BMIKE

Temos engenheiros competentes? Sim. Temos estaleiros competentes, pelo menos para fazer um bom designer de casco? Sim. Temos domínio todos os componentes internos como: motores, sensores, radares, armamentos, computadores Etc? Não, más podemos licitar isso aos fabricantes externos, melhor preço, produtos e garantir manutenção local leva o contrato… isso não acontece no Brasil por duas alas fortes: 1 ala da subserviência e 2 ala da boquinha, essas duas alas forma a âncora do país em quase tudo que importa…

ALEXANDRE
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Triste

Gonçalo Jr.
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Gonçalo Jr.

Tudo certo e bem exposto. Só faltou uma coisa: O custo Brasil (impostos + serviços + salários + logísica).

Deivid Inácio Campos
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Deivid Inácio Campos

Alguém dos editores sabem alguma coisa sobre o PHM Atlântico, pois não ouvimos mais nada? Ex alguma missão testes em mar?!!!!

BILL27
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BILL27

Neste momento está ao lado do aeroporto Santos Dumont

https://www.marinetraffic.com/en/ais/home/centerx:-43.155/centery:-22.909/zoom:16

James Marshall
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James Marshall
Vovozao
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Vovozao

05/11 – segunda-feira, bnoite, eu não posso falar muito pois todos SAAB minha opinião, é, mais uma vez eles vieram corroborar tudo que eles sempre disseram, estão vindo para formar parcerias da mesma maneira que atuam no projeto FX, acho que não devemos abrir mão desta transferência de tecnologia, podemos nas próximas construções de corvetas e/ou fragatas atingirmos mais de 60 porcento de produção/equipamentos ”made in Brazil”.

Daniel Ricardo Alves
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Daniel Ricardo Alves

Nunca vai acontecer. O Brasil vai pagar bilhões pela transferência de tecnologia para vender pregos e parafusos. Um ótimo negócio . . . Para os outros.

Flávio
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Flávio

Transferência de tecnologia é a maior enganação. A Naval Group transfere as tecnologias mais sensíveis para suas subsidiárias no Brasil. Ou seja, dela para ela mesma. A Airbus Helicópteros transfere tecnologia para a filial Helibras. Mais uma vez, dela para ela mesma. A SAAB comprou as empresas brasileiras que estão recebendo as tecnologias mais sensíveis. Mais uma vez transferência de tecnologia dela para ela mesma. Transferência de tecnologia que só serve para enriquecer alguns com o sobre preço cobrado. Quanto à tecnologia obsoleta que efetivamente é repassada, citada pelos amigos acima. Nem isso adianta. A tecnologia obsoleta também é perdida,… Read more »

Robsonmkt
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Na matéria, a indústria não está falando de transferência de tecnologia. A matéria cita: “a indústria nacional aprendeu a fazer equipamentos para navios militares a partir da construção das corvetas classe Inhaúma e nos navios de apoio logístico, com auxílio da diretoria de Engenharia Naval (DEN) da Marinha.” O que ela quer não é transferência de tecnologia ,as prioridade no fornecimento de equipamentos de serviços navais, bombas, motores elétricos, cabos, tubos, estruturas, instrumentação, amarras e cascos para os fabricantes das corvetas.

Flávio
Visitante
Flávio

Robson, releia o texto, principalmente o seguinte trecho do segundo parágrafo da matéria:

. “A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”

Marujo
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Marujo

Muito bem, Robson.

Flávio
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Flávio

A SAAB tem o controle da Akaer, apesar de no total ter 25% das ações. E a Akaer vem adquirindo o controle de outras empresas que vem recebendo tecnologia do Gripen:

https://www.akaer.com.br/20170123.html

ODST
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ODST

Se a SAAB possui 25%, como pode ter o controle?

Ricardo Pinto
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Ricardo Pinto

bom dia, se não me falha a memoria, controla a pessoa jurídica ou física que tiver a maior porcentagem do grupo econômico…

João Carlos
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João Carlos

“proteção da indústria nacional” é a desculpa para cobrar caro por tecnología obsoleta… isso lembra a tal de lei da informática que protegia “fabricantes” nacionais de ábacos elétricos com preços inflacionados de computadores importados… já vi esse conto antes…

Flávio
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Flávio

Como esse site é naval, não vou me ater a essa falácia de ToT para o EB e para a FAB. Vou escrever só sobre a Marinha do Brasil. Nos anos 70 pagou mais caro para transferência de tecnologia das Fragatas Classe Niterói. Com toda a transferência de tecnologia das Fragatas só conseguiu construir o NE Brasil. Na década seguinte teve que pagar por consultoria dos alemães para as Corvetas Classe Inhauma. Pagou mais e recebeu um projeto torto. Tentaram corrigir na Barroso. Agora estamos pagando muito mais caro para construirmos 4 corvetas. Será que não aprendem. Novamente se pagou… Read more »

Ricardo Pinto
Visitante
Ricardo Pinto

Bom dia, desculpe discordar um pouco deste ponto de vista, pagamos para ter o ToT mas não temos a verba ou grana para usar o que vem com o ToT, por falta de demanda ou por falta de dinheiro… Então o erro não esta no ToT em si, e sim na falta de continuidade do processo, traduzindo, paga-se o ToT e produz aqui com o que aprendeu, nesta etapa de “produzir” é o que não acontece… Mas sem o ToT até a manutenção do que se obteu fica difícil… No final ela vai ter que existir tendo ou não continuidade… Read more »

cipinha
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cipinha

A indústria como sempre pedindo proteção, para depois oferecer produtos de péssima qualidade e a custos astronômicos

Joao Moita Jr
Visitante

Essa novela continua…
Transferência de tecnologia como sempre, vai trazer as sensiveis tecnicas de construcão de bóias, barquinhos de remo, quem sabe até mesmo os assentos dos vasos dos banheiros. Por essa maravilha pagarão o dobro do preço, e os trabalhos prossegirão a passo glacial.

Marcelo Martins
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Marcelo Martins

Concordo com o Flávio no comentário acima! O grande problema que eu vejo nessa questão de conteúdo local é que não temos um parque industrial militar que consiga sobreviver das encomendas nacionais. O volume de compras das Forças Armadas brasileiras é tão pequeno que não gera escala. E apesar de ser um site naval, temos exemplos em todas as forças: Vejam a Engesa: faliu porque gastou um dinheirão no Osório e o EB não tinha dinheiro pra comprar os tanques depois da concorrência árabe. No plano naval é a mesma coisa. Vejam os submarinos, por exemplo: quando compramos os IKLs,… Read more »

Marcelo Martins
Visitante
Marcelo Martins

Desculpem o tamanho do “jornal” pessoal…………..rsrsrsrsrsrsrs

James Marshall
Visitante
James Marshall

Que nada, concordo com o que você disse e completo, o brasileiro não tem interesse pelas forças armadas por tanto revanchismo ideológico nesses últimos trinta anos. Por isso não há investimentos em tecnologia militar, não há empresas interessadas em desenvolver tecnologia militar porque não tem gente interessada em estudar e se desenvolver nessa área. São poucos os que querem e conseguem. Temos que mudar essa mentalidade e tirar esse viés ideológico da educação.

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezados, Concordo com alguns pontos levantados pelos senhores. Porém, gostaria de emitir minha opinião sobre alguns temas. A determinação do Ministério da Defesa obriga as Forças Armadas a comprarem equipamentos preferencialmente profuzidos no país. É bastante improvável que o Governo Federal, seja de que partido for, aprove qualquer programa bilionário das Forças Armadas que não seja para construção no Brasil, com um mínimo de conteúdo nacional. Assim, acho que jamais se conseguiria os mesmos recursos para compras diretas no exterior. Esse tipo de compra, que alguns chamam “de prateleira”, só é aprovada quando é pontual, de um equipamento muito específico,… Read more »

MK48
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MK48

Prezado Luiz Monteiro,

A minha opinião, e pelo que li nos comentários a de alguns outros foristas também, é que não adianta haver a determinação do MInDef se, depois de pagarmos mais caro pelo Tot, capacitar fornecedores e capacitar mão-de-obra nacionais não houver escala de produção nem perenidade nos fornecimentos.

É jogar dinheiro fora.

E ainda tem a questão também já levantada pelo Flavio : Toda essa “tecnologia transferida” usualmente é tecnologia defasada e vai para as empresas “brasileiras” de propriedade/controle acionário do grupo estrangeiro vencedor da licitação.

Perdemos duas vezes, exatamente por conta desta determinação do MinDef.

Marcelo Baptista
Visitante
Marcelo Baptista

Boa tarde Eu entendo que o problema não é a determinação de conteúdo nacional, é a falta de continuidade. Entra governo, sai governo, os projetos são interrompidos e novas diretrizes são exigidas, reiniciando o ciclo de desperdício. O nosso problema é gerencial, falta visão de longo prazo, o que queremos lá na frente. E quando falo isto não falo dos envolvidos nos projetos, estes pensam a longo prazo (vocês podem achar nos sites dos governos federal/estadual/municipal, vários estudos de longo prazo, eu p.ex. li o projeto de duplicação da Rod. Padre Manoel da Nobrega antes da duplicação em si). O… Read more »

JonasN
Visitante
JonasN

Marcelo Martins 5 de novembro de 2018 at 21:37 “O volume de compras das Forças Armadas brasileiras é tão pequeno que não gera escala.” . Das 3 forças a que está mas depreciada é a marinha. Eu creio que um dos grandes fatores para isso é que falta uma empresa privada para absorver e manter esse conhecimento, e até mesmo fazer lobby. A fab tem a Embraer, o exército tem a avibras, a marinha por muito tempo concentrou a produção de navios na AMRJ. Se tivesse uma empresa privada para concentrar esse conhecimento, ela teria o mercado civil para equilibrar… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

Ótimo. O deus ToT foi deposto pelos invasores romanos. O que sobra? Somos capazes de projetar casco. Há dúvidas se somos capazes de construir o casco de um navio de guerra. Todo o restante pode ser adquirido: máquinas, sistemas, armas, vigilância. A escala é tão pequena que a compra seria feita em distribuidoras. Fabricantes não vendem 1 motor. Ou 2. Lá atrás o eminente Osawa alertava. Estamos nas mãos dos estaleiros. 50% das famílias brasileiras ganham até 2 salários. Dizer que somos um país com 200 milhões de consumidores impressionou europeus no passado. Quando a realidade mostrou que o tamanho… Read more »

JonasN
Visitante
JonasN

“Sobre a relação da Embraer com a FAB. Uma não é da outra. A Embraer, empresa privada, executa os projetos da FAB.” Esteves, creio que você está se referindo ao meu comentário mais a cima. Eu sei que a Embraer não é da fab, eu estava me referindo justamente a empresas privadas. Boa parte das encomendas da fab tem a Embraer no meio. Imagine se a fab fizesse o fx-2 e ela msm fosse construir os caças, quando tivesse outro programa aquisição de aeronaves já teria passado tantos anos que o conhecimento do fx-2 já teria se perdido já que… Read more »

James Marshall
Visitante
James Marshall

Querem que as forças armadas tenham tecnologia atualizada? Simples, ESTUDEM, INVISTAM E DESENVOLVAM. Na vida não existe almoço grátis, ninguém no mundo vai dar tecnologia militar de mão beijada, se dão vem com o dobro do preço como disseram acima, o que o governo deveria fazer é investir em educação e civismo, voltar com as matérias de Educação Moral e Cívica e OSPB para que se faça crescer o amor a pátria e as forças armadas tão malhadas nos últimos governos por tanto revanchismo ideológico. O povo simplesmente não gosta dos militares. Espero que no próximo governo isso mude e… Read more »

Marcelo Martins
Visitante
Marcelo Martins

James, o povo gosta das Forças Armadas, tanto é que nas pesquisas sobre a credibilidade das instituições, as Forças Armadas sempre estão bem cotadas! Quem não gosta das Forças Armadas são os políticos!!

Wilson
Visitante

Começou o cheiro dos capitalistas de araque. Sempre querendo uma reta ou socializar seus riscos.

ALEXANDRE
Visitante

Mandem twitter ao presidente 2019 e peça que se invistam nessa area

Helio Eduardo
Visitante
Helio Eduardo

Rapaz!

Um empresário, um único, emite juízo de valor sobre ToT e a verdade está dita e posta à mesa! ToT não presta! Marinha é burra! País é uma m*rda…. O cara deve ser o Senhor do Universo e eu não sei….

Se ao menos a opinião fosse do SINAVAL, de entidades de classe, mas de um único empresário!? Façam-me o favor!

ALDO GHISOLFI
Visitante

O que é -defina- ASSEGURAR o conteúdo local?
Investimentos, Ensino, Extensão e Pesquisa resolvem a questão para o empresário incompetente.
Simples assim!

Humberto
Visitante
Humberto

Quem faz investimento? Empresários (inclusive os incompetentes) que sempre visam lucro (é a coisa mais natural)
Quem faz Ensino? Governo (que finge cuidar da educação)
Quem faz Extensão e Pesquisa? hummmmmmmm.
Como se assegura conteúdo? Tendo contratos sérios, factíveis e com possibilidade de lucro. Não tem como ter conteúdo nacional competitivo se não tiver escala, não tem nada a ver com competência. Uma empresa deve ter como foco o lucro, viés patriótico, não traz dinheiro para a empresa. Simples assim.

Victor Filipe
Visitante
Victor Filipe

sempre achei ToT a coisa mais ridícula usada no brasil, simplesmente porque raramente acontece e não usamos quando acontece…

Esteves
Visitante
Esteves

Pera aí, Nao é que ToT não presta. Foi um bom deus para os egípcios. Deus do conhecimento e da sabedoria. O problema é que não temos como pagar. Vide as matérias do PROSUB publicadas no PN. Quando chegou no MEP, o valor pedido pelos franceses para transferir foi impublicável. Encomendamos com os franceses da Jeumont. Talvez, a melhor matéria jornalística sobre o PROSUB. Está tudo lá. A Embraer não é uma empresa. É uma consequência. É o nosso Vale do Silício. São dezenas de empresas no Vale do Paraíba que floresceram graças ao ITA. Décadas de investimento em conhecimento.… Read more »

Joao Moita Jr
Visitante
Esteves
Visitante
Esteves

Não enquanto prevalecer a doutrina dos 4 acres. Não enquanto houver 6 ou 8 bilhões de dólares no caixa deles para pagar por um. Não enquanto não surgir outra nave com tamanhos recursos humanos e materiais. Não enquanto a geração do F35 que só está começando precisar de um para decolar e pousar.

Sim, quando começarem a afundar por mísseis e torpedos hipersonicos…se é que existem.

Carta Branca
Visitante
Carta Branca

No formato atual já está obsoleto, mas há futuro no formato descentralizado, inicialmente com miniporta-aviões mais baratos (rampa) e numa segunda evolução provavelmente distribuindo para navios de escolta a missão de lançamento e captura de aviões, talvez com catapultas e pouso vertical até em corvetas, retornando a tendência dos anos 30 do século passado com hidroaviões.

Vai ficar completamente obsoleto com o advento do SSTO provavelmente na esteira do caça de 6a geração, mas isso deve levar um bom tempo ainda.

Eliakim
Visitante
Eliakim

Preciso fazer um comentário que extrapola a matéria, mas me chamou atenção a forma de trabalho de cada um dos concorrentes Suecos/Holandeses: “Já os holandeses/suecos são os mais práticos, na medida em que reuniram todos os fornecedores locais logo no começo do processo, tiraram dúvidas e padronizaram todos os equipamentos. “Sintetizaram as especificações para facilitar a seleção de maquinas pelos fabricantes. Ficou mais fácil atendê-los”, comentou”. Alemães: “…os alemães são os mais detalhistas na parte técnica e pedem informações bastante aprofundadas” Italianos: “.. os italianos fizeram consultas no início do processo e não voltaram a fazer questionamentos”. Franceses: “Já os… Read more »

ALDO GHISOLFI
Visitante

Humberto: Quem faz investimento? Empresários (inclusive os incompetentes) que sempre visam lucro (é a coisa mais natural) Perfeito. Quem faz Ensino? Governo (que finge cuidar da educação) E as entidades privadas? Quem faz Extensão e Pesquisa? hummmmmmmm. Governo e entidades privadas. Como se assegura conteúdo? Tendo contratos sérios, factíveis e com possibilidade de lucro. Não tem como ter conteúdo nacional competitivo se não tiver escala, não tem nada a ver com competência. Escala, é questão de política governamental e dos investimentos privados em larga escala. Sem competência a indústria se inviabiliza, não mantém custos competitivos e menos ainda, qualidade e… Read more »

Carlos Chaves
Visitante
Carlos Chaves

Caso a MB fique nessa de aceitar das empresas construtoras que não podem repassar tecnoligia, querem apenas deixar para a indústria nacional o feijão com arroz. Nosso parque industrial ira permanecer sempre deficitário. Essas empresas querem e ganhar 100%, levar divisa para seus países, e nos aqui dependendo eternamente. Ou a Marinha impõe ou será um.mero comprador de projetos e escrava dessas empresas e o Brasil um simples cliente.

Marcelo Martins
Visitante
Marcelo Martins

Carlos, mas a verdade é que hoje, não passamos de simples clientes e escravos da tecnologia estrangeira. Não tem como a MB querer impor muita coisa não! Não temos parque industrial que construa tantos navios, ou tanques ou aviões na velocidade que nossas FA precisam e se gastarmos rios de dinheiro para construir esse parque industrial, tudo isso vai se perder depois de terminada a encomenda inicial, pois repito o que eu disse mais acima: não há escala por parte das nossas Forças Armadas! Empresa precisa de encomendas e de lucro para sobreviver. Se não for isso, teremos mais uma… Read more »

Zorann
Visitante
Zorann

Vão impor conteúdo nacional? Isto a qualquer custo? Horrível….a galera nao aprende.
.
Este assunto de ToT é tão batido aqui….cheio de casos que isto nao trouxe frutos paupaveis á industria nacional……acabada a encomenda…, sem unidades adicionais, as empresas fecham, são compradas, fundem-se com outras ou simplesmente deixam de existir.
.
Não sei porque ainda discutem esta bobagem…
.
Sem reduções de impostos, uma taxa de cambio favorável, nossa industria não consegue competir por encomendas.

Hélio
Visitante
Hélio

Quanta besteira, pelo amor de Deus. Primeiro, querem “argumentar” que o preço de aquisição é alto, mas se esquecem que a produção local e conhecimento vai se reverter em divisas para o Estado (impostos), receita para as empresas e EMPREGO, quem fala em custo alto ao menos calcula o quanto fica no Brasil e quanto volta para o orçamento e para o bolso do cidadão? Segundo, mais uma vez à regra que vale para todo mundo não vale para o Brasil. Que país se desenvolveu vendendo pedrinha e comprando manufatura? Nenhum país do mundo sai por aí comprando produtos de… Read more »

Carta Branca
Visitante
Carta Branca

Você acertou na direção mas errou na lógica por trás dos argumentos. No primeiro argumento, a intenção de manter o valor, seja lá qual for, dentro do país está correta, mas o mais importante é balanço total, ou seja, quanto saiu do país para que uma parcela ficasse no país. Exemplo, se você pode comprar uma corveta por 150 milhões construída fora e decide comprar outra por 350 milhões que 100 milhões sejam investidos no Brasil, será que valeu a pena? Não, pois na prática 250 milhões foram para fora do país, 100 milhões a mais que a primeira proposta,… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

70 anos de indústria automobilística no Brasil. Não há nenhuma nacional. Não produzimos motores, veículos, plataformas, carrocerias. Pagamos royalties até sobre peças. Não temos propriedade nem direitos. Trocamos tudo isso por empregos e impostos. Condenados por dirigirem alcoolizados nos EUA precisam soprar um bafômetro instalado no veículo. Se não passar, o carro não liga. Se ligar, o veículo testará novamente e aleatoriamente o motorista. Se não passar, desliga. É só um aspecto de como vai nosso atraso no setor automotivo. ToT não é mimimi. ToT é caro. E não temos como pagar. Ficou evidente no acordo nuclear Brasil-Alemanha lembrado por… Read more »

Juarez
Visitante
Juarez

Hélio, a diferença é que Israel é uma país sério, e dá continuidade, pois seus programas militares são de estado e não de governo´, e ainda tem um dos melhores níveis de educação, nós aqui, através de nossas “madrassas” disfarçadas de universidades, ideologizadas pelos dementes do partido das mentiras lançam 4 milhões de analfabetos funcionais todos os anos no mercado de trabalho, ou seja, Tot de quem para quem, para “amebas” que saem de um curso de física. sem saber fazer uma equação do segundo grau???? Helio, posso te afirmar categoricamente que Tot aqui no Brasil teve tão somente um… Read more »