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Corvetas Tamandaré: Indústria vai precisar de proteção da Marinha para garantir conteúdo local, defende fabricante

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Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré
Concepção em 3D da Corveta classe Tamandaré projetada pelo CPN

Por Danilo Oliveira

Com as oportunidades de encomendas para projetos de renovação da esquadra da Marinha, fornecedores nacionais estão atentos à possibilidade de pedidos de isenção de conteúdo local por parte dos proponentes finalistas da construção das corvetas Tamandaré. Apesar de a Marinha ter negado qualquer solicitação de waiver, alguns fornecedores defendem que o conteúdo local seja assegurado. O diretor da Asvac, César Prata, observa que a indústria local vai precisar muito da proteção da Marinha, para defendê-la de proponentes mais preocupados em gerar empregos em seus países e desviar encomendas para fora.

“É natural que os europeus tentem deixar todos os itens de alto valor agregado nos seus próprios quintais. Não vai ser diferente neste projeto”, afirma o executivo, cuja empresa fabrica bombas industriais e navais e fornece para Marinha brasileira desde 1983. Para o empresário, só existem dois momentos para garantir esse conteúdo local alto: no edital e na execução. Ele considera que a primeira etapa correu razoavelmente bem, restando a fase de agora para as definições finais.

Prata contou que, na abordagem das consultas, é possível perceber intenções de se buscar waivers futuramente na execução. Ele acrescentou que os proponentes que estão ligados a estaleiros nacionais, mais acostumados a cumprir conteúdo local, parecem mais confortáveis com o edital. “A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”, disse.

O empresário acredita que o conteúdo local das novas corvetas só será baixo se a Marinha não estiver atenta e com diálogo aberto com fornecedores nacionais. Ele observa que as especificações dos proponentes europeus foram colocadas no mercado com seus respectivos projetos, seguindo regras e dados dos seus países de origem. “São quatro projetos tão diferentes que, honestamente, difícil saber sob quais parâmetros a Marinha vai compará-los para decidir”, ponderou.

Ele avalia que a Marinha poderia, por exemplo, ter imposto seus próprios níveis de choque, ruído e vibração para haver certa uniformização de características. Por outro lado, ele supõe que essa liberdade de projeto permitiu considerar navios comuns de cada país e produtos costumeiros dos estaleiros europeus, possibilitando melhores preços. “Prevejo que, na execução, nossos equipamentos já desenvolvidos para atender nossa marinha em projetos anteriores, poderão sofrer restrições de alguns proponentes, por esta característica do processo”, analisa.

A indústria de fornecedores acredita no potencial de fornecer, entre outros itens, equipamentos de serviços navais, bombas, motores elétricos, cabos, tubos, estruturas, instrumentação, amarras e cascos. Historicamente, o conteúdo local de navios de guerra costuma ser baixo. Os fabricantes locais reconhecem que armamentos e sistemas militares têm peso alto no conjunto e devem ser importados.

Prata lembra que a indústria nacional aprendeu a fazer equipamentos para navios militares a partir da construção das corvetas classe Inhaúma e nos navios de apoio logístico, com auxílio da diretoria de Engenharia Naval (DEN) da Marinha. “A DEN nos ensinou como calcular absorção de impacto, nos cedeu normas da MIL Standard e nos guiou até o fornecimento, com grande índice de conteúdo local nestes projetos”, recorda-se. Ele ressaltou que muitos destes fabricantes continuam no mercado e podem atender este projeto se forem convocados e permitirem sua participação.

Os quatro finalistas fizeram consultas e indagaram sobre os reais índices de conteúdo local, provavelmente para apurar suas planilhas. Numa primeira impressão, Prata disse que os alemães são os mais detalhistas na parte técnica e pedem informações bastante aprofundadas. Já os franceses colocaram índices de choque mais altos, que não são comprováveis por laboratórios brasileiros.

O diretor da Asvac conta que os italianos fizeram consultas no início do processo e não voltaram a fazer questionamentos. Já os holandeses/suecos são os mais práticos, na medida em que reuniram todos os fornecedores locais logo no começo do processo, tiraram dúvidas e padronizaram todos os equipamentos. “Sintetizaram as especificações para facilitar a seleção de maquinas pelos fabricantes. Ficou mais fácil atendê-los”, comentou.

FONTE: Portos e Navios

58 COMMENTS

  1. “A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”, disse.

    Durmam com essa! Muita gente aqui já sabia disso.

    • ToT é interessante no quesito: tal produto custa de prateleira U$ 120 milhões e com ToT passa para U $ 350 milhões, a diferença podemos dividir entre nós decisores…

      As MK10 foram adquiridas com ToT:, nesses 40 anos de uso pelo menos as turbinas podemos fazer manutenção sem técnico estrangeiro? Além das meia dúzia contrato foi construído pelo menos mais 1 para justificar o vultoso investimento no tão indispensável ToT?

    • O pulo do gato ninguém ensina. Vc pode ter um saco de $$$ que americanos, ingleses, alemães, franceses, russos, chineses, israelis e agora turcos sempre tenderão a lhe dar tecnologia obsoleta.
      Se algum lhe oferecer tecnologia de ponta, outros pressionarão para que não.

  2. “A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”, disse.

    Eita que o pessoal que acredita em ToT não para de apanhar.

    Eita que tem uma turma boa remando pros suecos.

    Eita que são 4 propostas tão diferentes que não se sabe como a MB irá comparar. “São quatro projetos tão diferentes que, honestamente, difícil saber sob quais parâmetros a Marinha vai compará-los para decidir”.

    Meses e meses…e agora vem essa. Uma proposta é laranja, a outra é batata, a terceira uva e a última veio de Marte.

    Bem bacaninha.

    • Temos engenheiros competentes? Sim. Temos estaleiros competentes, pelo menos para fazer um bom designer de casco? Sim. Temos domínio todos os componentes internos como: motores, sensores, radares, armamentos, computadores Etc? Não, más podemos licitar isso aos fabricantes externos, melhor preço, produtos e garantir manutenção local leva o contrato… isso não acontece no Brasil por duas alas fortes: 1 ala da subserviência e 2 ala da boquinha, essas duas alas forma a âncora do país em quase tudo que importa…

  3. Alguém dos editores sabem alguma coisa sobre o PHM Atlântico, pois não ouvimos mais nada? Ex alguma missão testes em mar?!!!!

  4. 05/11 – segunda-feira, bnoite, eu não posso falar muito pois todos SAAB minha opinião, é, mais uma vez eles vieram corroborar tudo que eles sempre disseram, estão vindo para formar parcerias da mesma maneira que atuam no projeto FX, acho que não devemos abrir mão desta transferência de tecnologia, podemos nas próximas construções de corvetas e/ou fragatas atingirmos mais de 60 porcento de produção/equipamentos ”made in Brazil”.

    • Nunca vai acontecer. O Brasil vai pagar bilhões pela transferência de tecnologia para vender pregos e parafusos. Um ótimo negócio . . . Para os outros.

  5. Transferência de tecnologia é a maior enganação.

    A Naval Group transfere as tecnologias mais sensíveis para suas subsidiárias no Brasil. Ou seja, dela para ela mesma.

    A Airbus Helicópteros transfere tecnologia para a filial Helibras. Mais uma vez, dela para ela mesma.

    A SAAB comprou as empresas brasileiras que estão recebendo as tecnologias mais sensíveis. Mais uma vez transferência de tecnologia dela para ela mesma.

    Transferência de tecnologia que só serve para enriquecer alguns com o sobre preço cobrado.

    Quanto à tecnologia obsoleta que efetivamente é repassada, citada pelos amigos acima. Nem isso adianta. A tecnologia obsoleta também é perdida, pois o governo não fará novas encomendas e as empresas que receberam tecnologia obsoleta acabam mudando de ramo de atividade ou fechando.

    Vergonhoso

    • Na matéria, a indústria não está falando de transferência de tecnologia. A matéria cita: “a indústria nacional aprendeu a fazer equipamentos para navios militares a partir da construção das corvetas classe Inhaúma e nos navios de apoio logístico, com auxílio da diretoria de Engenharia Naval (DEN) da Marinha.” O que ela quer não é transferência de tecnologia ,as prioridade no fornecimento de equipamentos de serviços navais, bombas, motores elétricos, cabos, tubos, estruturas, instrumentação, amarras e cascos para os fabricantes das corvetas.

      • Robson, releia o texto, principalmente o seguinte trecho do segundo parágrafo da matéria:

        . “A desculpa da ‘transferência de tecnologia’ é a pior de todas. Já vimos este filme. Na prática, ela nunca acontece ou, quando acontece, é de tecnologia obsoleta”

  6. “proteção da indústria nacional” é a desculpa para cobrar caro por tecnología obsoleta… isso lembra a tal de lei da informática que protegia “fabricantes” nacionais de ábacos elétricos com preços inflacionados de computadores importados… já vi esse conto antes…

  7. Como esse site é naval, não vou me ater a essa falácia de ToT para o EB e para a FAB. Vou escrever só sobre a Marinha do Brasil.

    Nos anos 70 pagou mais caro para transferência de tecnologia das Fragatas Classe Niterói. Com toda a transferência de tecnologia das Fragatas só conseguiu construir o NE Brasil.

    Na década seguinte teve que pagar por consultoria dos alemães para as Corvetas Classe Inhauma. Pagou mais e recebeu um projeto torto. Tentaram corrigir na Barroso.

    Agora estamos pagando muito mais caro para construirmos 4 corvetas. Será que não aprendem.

    Novamente se pagou muito mais caro por submarinos do Tipo IKL 209-1400. Os outorgas países pagavam 60% do que a MB, pois compravam de prateleira. Pois bem, tudo o que fizemos foi um IKL209-1400 Mod. O Tikuna.

    Perdeu -se a capacidade e tiveram que contratar a transferência de tecnologia dos Scorpene. Pelo preço de 4, mais uma base e o casco do nuclear, se pagou o equivalente à 12 submarinos IKL214 comprados de prateleira.

    Por isso sou contra essa mentira de ToT.

    Com todo esse dinheiro gasto em suposta transferência de tecnologia teríamos uma Força de Combate de Superfície e Submarina poderosíssima se tivéssemos comprado tudo de prateleira

    • Bom dia, desculpe discordar um pouco deste ponto de vista, pagamos para ter o ToT mas não temos a verba ou grana para usar o que vem com o ToT, por falta de demanda ou por falta de dinheiro… Então o erro não esta no ToT em si, e sim na falta de continuidade do processo, traduzindo, paga-se o ToT e produz aqui com o que aprendeu, nesta etapa de “produzir” é o que não acontece… Mas sem o ToT até a manutenção do que se obteu fica difícil… No final ela vai ter que existir tendo ou não continuidade no processo…

  8. Essa novela continua…
    Transferência de tecnologia como sempre, vai trazer as sensiveis tecnicas de construcão de bóias, barquinhos de remo, quem sabe até mesmo os assentos dos vasos dos banheiros. Por essa maravilha pagarão o dobro do preço, e os trabalhos prossegirão a passo glacial.

  9. Concordo com o Flávio no comentário acima!

    O grande problema que eu vejo nessa questão de conteúdo local é que não temos um parque industrial militar que consiga sobreviver das encomendas nacionais. O volume de compras das Forças Armadas brasileiras é tão pequeno que não gera escala.
    E apesar de ser um site naval, temos exemplos em todas as forças:

    Vejam a Engesa: faliu porque gastou um dinheirão no Osório e o EB não tinha dinheiro pra comprar os tanques depois da concorrência árabe.

    No plano naval é a mesma coisa. Vejam os submarinos, por exemplo: quando compramos os IKLs, treinamos pessoal, construímos estaleiros, desenvolvemos fornecedores e depois fizemos quantos aqui no Brasil ? 4 submarinos apenas!
    Agora com os Scorpénes vai ser a mesma coisa, estamos tendo que fazer tudo de novo (desenvolver fornecedores, treinar operários, construir um estaleiro completo) por causa de 4 submarinos!
    Depois desses 4 Scorpénes, toda a mão de obra e empresas que foram desenvolvidas para fornecer material, vai tudo se perder, porque só iremos construir novos submarinos daqui a 30 anos quando os Scorpénes estiverem usando muletas, e até lá essas empresas não terão pra quem vender no mercado nacional e lá fora será pior ainda porque elas não conseguirão competir com as grandes empresas já instaladas. As empresas fecharão as portas e as pessoas treinadas serão demitidas e serão obrigadas a procurar emprego em outros lugares. Tudo se perde!

    Outro exemplo: olha a montanha de dinheiro que já gastamos e que ainda iremos gastar para desenvolver e construir nosso submarino nuclear, para no final, termos apenas 1 submarino, ou, sendo hiper mega sonhador, 2 submarinos!
    Alguns vão dizer “ahh, mas o conhecimento adquirido no reator poderá ser usado para fazermos nossas próprias usinas nucleares no futuro”….tsc, tsc…estamos construindo Angra 3 a mais de 30 anos e até agora nada daquela tranqueira gerar energia!
    Esse dinheiro todo teria dado pra construir quantos submarinos com AIP ? Teríamos uma força maior e mais presente nos nossos mares.

    Com o Gripen vai ser a mesma coisa: essas empresas que estão sendo criadas aqui para fazerem as peças e componentes do jato, vão falir se não derem um jeito de acharem novos clientes lá fora ou mudarem o foco de atuação depois que entregarem os 36 aviões.

    Nos Estados Unidos, uma Electric Boat consegue manter toda uma cadeia de estaleiros, operários e fornecedores porque os Estados Unidos compram há décadas submarinos nucleares deles, e continuarão comprando por décadas a frente. O mesmo se dá com todas as outras industrias: Boeing, Northrop, Lockhead Martin, General Dynamics, etc… Chega a ser uma politica de Estado para alguns casos, como os submarinos e porta-aviões nucleares!

    Nossos militares querem muito ter conteúdo local para ser independente de certas tecnologias, gerar mão de obra capacitada, gerar empregos, etc. para não depender tanto dos estrangeiros, ou seja, pensamento de país grande, mas na prática, somos um país com um orçamento pequeno demais! Não temos dinheiro para comprar tanto que justifique tanto investimento.

    Sou a favor de compras de prateleira. É mais barato e chega mais rápido. E no fundo, nossos requisitos não são assim tão diferentes ou exclusivos que inviabilize comprar projetos prontos.
    O que uma corveta desenvolvida aqui faria de diferente do que um projeto americano ou europeu ?
    O mesmo vale para caças, tanques, mísseis…..

      • Que nada, concordo com o que você disse e completo, o brasileiro não tem interesse pelas forças armadas por tanto revanchismo ideológico nesses últimos trinta anos. Por isso não há investimentos em tecnologia militar, não há empresas interessadas em desenvolver tecnologia militar porque não tem gente interessada em estudar e se desenvolver nessa área. São poucos os que querem e conseguem. Temos que mudar essa mentalidade e tirar esse viés ideológico da educação.

  10. Prezados,

    Concordo com alguns pontos levantados pelos senhores. Porém, gostaria de emitir minha opinião sobre alguns temas.

    A determinação do Ministério da Defesa obriga as Forças Armadas a comprarem equipamentos preferencialmente profuzidos no país.

    É bastante improvável que o Governo Federal, seja de que partido for, aprove qualquer programa bilionário das Forças Armadas que não seja para construção no Brasil, com um mínimo de conteúdo nacional. Assim, acho que jamais se conseguiria os mesmos recursos para compras diretas no exterior.

    Esse tipo de compra, que alguns chamam “de prateleira”, só é aprovada quando é pontual, de um equipamento muito específico, sem similar no país e que as quantidades a serem adquiridas não justificam a produção local.

    Por estas razões, reitero que, na opinião, a liberação de recursos semelhante ao investido nos programas PROSUB, F-X2, Guarani e HX-Br jamais seria igualmente liberado para compras diretas no exterior.

    • Prezado Luiz Monteiro,

      A minha opinião, e pelo que li nos comentários a de alguns outros foristas também, é que não adianta haver a determinação do MInDef se, depois de pagarmos mais caro pelo Tot, capacitar fornecedores e capacitar mão-de-obra nacionais não houver escala de produção nem perenidade nos fornecimentos.

      É jogar dinheiro fora.

      E ainda tem a questão também já levantada pelo Flavio : Toda essa “tecnologia transferida” usualmente é tecnologia defasada e vai para as empresas “brasileiras” de propriedade/controle acionário do grupo estrangeiro vencedor da licitação.

      Perdemos duas vezes, exatamente por conta desta determinação do MinDef.

      • Boa tarde
        Eu entendo que o problema não é a determinação de conteúdo nacional, é a falta de continuidade. Entra governo, sai governo, os projetos são interrompidos e novas diretrizes são exigidas, reiniciando o ciclo de desperdício. O nosso problema é gerencial, falta visão de longo prazo, o que queremos lá na frente. E quando falo isto não falo dos envolvidos nos projetos, estes pensam a longo prazo (vocês podem achar nos sites dos governos federal/estadual/municipal, vários estudos de longo prazo, eu p.ex. li o projeto de duplicação da Rod. Padre Manoel da Nobrega antes da duplicação em si). O problema são os eleitos, sempre eles, que tem a visão limitada a 4/4 anos apenas, sempre ferrando com tudo. Desde que o Brasil foi descoberto.

  11. Marcelo Martins 5 de novembro de 2018 at 21:37
    “O volume de compras das Forças Armadas brasileiras é tão pequeno que não gera escala.”
    .
    Das 3 forças a que está mas depreciada é a marinha. Eu creio que um dos grandes fatores para isso é que falta uma empresa privada para absorver e manter esse conhecimento, e até mesmo fazer lobby. A fab tem a Embraer, o exército tem a avibras, a marinha por muito tempo concentrou a produção de navios na AMRJ. Se tivesse uma empresa privada para concentrar esse conhecimento, ela teria o mercado civil para equilibrar as contas e manter a mão de obra, ou ate msm concertar as pequenas encomendas da marinha, com navio patrulha, de apoio, lanchas etc. Acho que seria interessante a marinha formar uma joint venture entre a Emgepron e o consórcio vencedor da CCT, e quem sabe até o proxima lote do prosub ser através dessa nova empresa, visto que o estaleiro é da marinha, justamente pra manter a mão de obra e o know how.

  12. Ótimo.

    O deus ToT foi deposto pelos invasores romanos. O que sobra? Somos capazes de projetar casco. Há dúvidas se somos capazes de construir o casco de um navio de guerra. Todo o restante pode ser adquirido: máquinas, sistemas, armas, vigilância. A escala é tão pequena que a compra seria feita em distribuidoras. Fabricantes não vendem 1 motor. Ou 2.

    Lá atrás o eminente Osawa alertava. Estamos nas mãos dos estaleiros.

    50% das famílias brasileiras ganham até 2 salários. Dizer que somos um país com 200 milhões de consumidores impressionou europeus no passado. Quando a realidade mostrou que o tamanho do consumo no país é infinitamente menor, a ponto de representarmos 1% do comércio mundial e ocuparmos a 25a. posição na navegação, tudo ficou mais caro. Se poucos pagam, poucos pagam caro. O Ecosport custava 45 nos anos 2000. Hoje custa 90. É a mesma tranca. E ainda pagamos royalties. Mesmo tendo projetado o carro à partir do Fiesta antigo.

    Estaleiros sabem que não temos como pagar. Precisam financiar. Estaleiros sabem que não cumpriremos as etapas dos contratos. Estaleiros sabem que tudo nesse país sofre de solução de continuidade. Cada um que senta em qualquer cadeira enxerga o mundo de um jeito. De almirante a presidente não existe projeto nacional. Há vaidades.

    A Engeprom é uma estatal. Não tem receitas próprias. Precisa de encomendas e de capitalização do governo. Como toda estatal criada a partir de uma visão.

    Escolher um estaleiro nacional + Engeprom + encomendas para atender os programas da MB que incluem porta-aviões, escoltas de 6 mil ton, subs nuclear e tudo que está nas gavetas depende de muito mais que os 1,5 bilhões de dólares anuais em investimentos que a MB pediu. Muito mais.

    E não há grana. Com deus ToT ou com deus romano, não há.

    O que realmente assustou foram os comentários: não haverá continuidade do PROSUB. O que inclui Itaguaí. E os dois poderiam ser usados como escambo nas CCTs.

    Sobre a relação da Embraer com a FAB. Uma não é da outra. A Embraer, empresa privada, executa os projetos da FAB. Mas dá prejuízo. Uma das perguntas que ficou sem resposta é como a Embraer Defesa vai tocar a vida sem o caixa da divisão comercial que está sendo vendida. O governo? De novo?

    Comparar estaleiros americanos com o que temos aqui. Bush dizia: “Sou o presidente do país da guerra”. Permanentemente em guerra. Na frente da guerra somos 50% analfabetos e 65% incapazes de compreender uma leitura. Razão para as novelas e para os dramas. Na frente da guerra, 50% da população não recebe água tratada nem rede de esgoto. Na frente da guerra, as notas do Enem mostram uma população mais preocupada com redes sociais e com dificuldades nas operações básicas como somar e multiplicar.

    Cadê o presidente que prometeu dar um jeito nisso?

    • “Sobre a relação da Embraer com a FAB. Uma não é da outra. A Embraer, empresa privada, executa os projetos da FAB.”
      Esteves, creio que você está se referindo ao meu comentário mais a cima. Eu sei que a Embraer não é da fab, eu estava me referindo justamente a empresas privadas. Boa parte das encomendas da fab tem a Embraer no meio. Imagine se a fab fizesse o fx-2 e ela msm fosse construir os caças, quando tivesse outro programa aquisição de aeronaves já teria passado tantos anos que o conhecimento do fx-2 já teria se perdido já que a fab não atende o mercado civil e nem tem um ciclo de encomendas constante. Ao meu ver é justamente o que acontece na marinha.

  13. Querem que as forças armadas tenham tecnologia atualizada? Simples, ESTUDEM, INVISTAM E DESENVOLVAM. Na vida não existe almoço grátis, ninguém no mundo vai dar tecnologia militar de mão beijada, se dão vem com o dobro do preço como disseram acima, o que o governo deveria fazer é investir em educação e civismo, voltar com as matérias de Educação Moral e Cívica e OSPB para que se faça crescer o amor a pátria e as forças armadas tão malhadas nos últimos governos por tanto revanchismo ideológico. O povo simplesmente não gosta dos militares. Espero que no próximo governo isso mude e que as forças armadas consigam se desenvolver.

    • James, o povo gosta das Forças Armadas, tanto é que nas pesquisas sobre a credibilidade das instituições, as Forças Armadas sempre estão bem cotadas! Quem não gosta das Forças Armadas são os políticos!!

  14. Rapaz!

    Um empresário, um único, emite juízo de valor sobre ToT e a verdade está dita e posta à mesa! ToT não presta! Marinha é burra! País é uma m*rda…. O cara deve ser o Senhor do Universo e eu não sei….

    Se ao menos a opinião fosse do SINAVAL, de entidades de classe, mas de um único empresário!? Façam-me o favor!

    • Quem faz investimento? Empresários (inclusive os incompetentes) que sempre visam lucro (é a coisa mais natural)
      Quem faz Ensino? Governo (que finge cuidar da educação)
      Quem faz Extensão e Pesquisa? hummmmmmmm.
      Como se assegura conteúdo? Tendo contratos sérios, factíveis e com possibilidade de lucro. Não tem como ter conteúdo nacional competitivo se não tiver escala, não tem nada a ver com competência. Uma empresa deve ter como foco o lucro, viés patriótico, não traz dinheiro para a empresa. Simples assim.

  15. sempre achei ToT a coisa mais ridícula usada no brasil, simplesmente porque raramente acontece e não usamos quando acontece…

  16. Pera aí,

    Nao é que ToT não presta. Foi um bom deus para os egípcios. Deus do conhecimento e da sabedoria. O problema é que não temos como pagar. Vide as matérias do PROSUB publicadas no PN. Quando chegou no MEP, o valor pedido pelos franceses para transferir foi impublicável. Encomendamos com os franceses da Jeumont. Talvez, a melhor matéria jornalística sobre o PROSUB. Está tudo lá.

    A Embraer não é uma empresa. É uma consequência. É o nosso Vale do Silício. São dezenas de empresas no Vale do Paraíba que floresceram graças ao ITA. Décadas de investimento em conhecimento.

    Penso que não adianta escolher um estaleiro nacional para realizar um longo projeto. Teria que haver uma cadeia (não aquela de Curitiba). Teríamos que construir um ABC dos anos 1970. Impensável hoje.

    Empresa, qualquer, nasce para vender algo a alguém. Todo negócio surge para vender. Se não dá lucro e torna-se estratégica pode ser estatizada, fundida, partida. Se lucro dá, ótimo. Mas os estaleiros nacionais provam que tem angu no caroço. Estão quebrados. Precisam de encomendas e de ajustes. Porque o pré-sal foi somente mais uma das mentiras que nos contaram.

    Não é verdade que não somos patrióticos. A verdade é que 90% do gasto público, qualquer gasto público, é custo. Custeio de gente, custeio de manutenção, custeio de conservação. Enquanto nao reformar isso…não adianta rezar pra deus algum. Nem pro ToT.

    Vamos ver o que vêm pela frente.

    • Não enquanto prevalecer a doutrina dos 4 acres. Não enquanto houver 6 ou 8 bilhões de dólares no caixa deles para pagar por um. Não enquanto não surgir outra nave com tamanhos recursos humanos e materiais. Não enquanto a geração do F35 que só está começando precisar de um para decolar e pousar.

      Sim, quando começarem a afundar por mísseis e torpedos hipersonicos…se é que existem.

    • No formato atual já está obsoleto, mas há futuro no formato descentralizado, inicialmente com miniporta-aviões mais baratos (rampa) e numa segunda evolução provavelmente distribuindo para navios de escolta a missão de lançamento e captura de aviões, talvez com catapultas e pouso vertical até em corvetas, retornando a tendência dos anos 30 do século passado com hidroaviões.

      Vai ficar completamente obsoleto com o advento do SSTO provavelmente na esteira do caça de 6a geração, mas isso deve levar um bom tempo ainda.

  17. Preciso fazer um comentário que extrapola a matéria, mas me chamou atenção a forma de trabalho de cada um dos concorrentes
    Suecos/Holandeses:
    “Já os holandeses/suecos são os mais práticos, na medida em que reuniram todos os fornecedores locais logo no começo do processo, tiraram dúvidas e padronizaram todos os equipamentos. “Sintetizaram as especificações para facilitar a seleção de maquinas pelos fabricantes. Ficou mais fácil atendê-los”, comentou”.

    Alemães:
    “…os alemães são os mais detalhistas na parte técnica e pedem informações bastante aprofundadas”

    Italianos:
    “.. os italianos fizeram consultas no início do processo e não voltaram a fazer questionamentos”.

    Franceses:
    “Já os franceses colocaram índices de choque mais altos, que não são comprováveis por laboratórios brasileiros”.

    Pelo que entendi, os holandeses/suecos estão dispostos a usar a indústria nacional, os alemães querem saber todas as informações possíveis para decidirem (com base técnica, acredito), os italianos perguntaram e os franceses não estão muito afim, e buscam forçar o uso dos fornecedores deles mesmos…

  18. Humberto:
    Quem faz investimento? Empresários (inclusive os incompetentes) que sempre visam lucro (é a coisa mais natural) Perfeito.
    Quem faz Ensino? Governo (que finge cuidar da educação) E as entidades privadas?

    Quem faz Extensão e Pesquisa? hummmmmmmm. Governo e entidades privadas.

    Como se assegura conteúdo? Tendo contratos sérios, factíveis e com possibilidade de lucro.

    Não tem como ter conteúdo nacional competitivo se não tiver escala, não tem nada a ver com competência. Escala, é questão de política governamental e dos investimentos privados em larga escala. Sem competência a indústria se inviabiliza, não mantém custos competitivos e menos ainda, qualidade e quantidade.

    Uma empresa deve ter como foco o lucro, viés patriótico, não traz dinheiro para a empresa. Verdade; uma empresa sem lucro (objetivo e meta das empresas no sistema capitalista) não sobrevive a si mesma. Viés patriótico é uma coisa bonita, no campo do ideal.

    Por parte da Administração Pública, incentivos, subsídios, fiscalização, auditorias, prestações de contas e jogo muito duro com a corrupção em toda a sua diversidade e amplitude.

    Simples assim.

  19. Caso a MB fique nessa de aceitar das empresas construtoras que não podem repassar tecnoligia, querem apenas deixar para a indústria nacional o feijão com arroz. Nosso parque industrial ira permanecer sempre deficitário. Essas empresas querem e ganhar 100%, levar divisa para seus países, e nos aqui dependendo eternamente. Ou a Marinha impõe ou será um.mero comprador de projetos e escrava dessas empresas e o Brasil um simples cliente.

    • Carlos, mas a verdade é que hoje, não passamos de simples clientes e escravos da tecnologia estrangeira. Não tem como a MB querer impor muita coisa não! Não temos parque industrial que construa tantos navios, ou tanques ou aviões na velocidade que nossas FA precisam e se gastarmos rios de dinheiro para construir esse parque industrial, tudo isso vai se perder depois de terminada a encomenda inicial, pois repito o que eu disse mais acima: não há escala por parte das nossas Forças Armadas!
      Empresa precisa de encomendas e de lucro para sobreviver. Se não for isso, teremos mais uma estatal deficitária nas nossas costas!
      Tenho sérias dúvidas quanto à sobrevivência da parte de defesa da Embraer depois da fusão da parta civil com a Boeing. Ela precisa pesquisar já o mercado e começar a desenvolver um novo produto militar, senão ela vai fechar as portas depois de terminar de entregar o KC-390.
      A parte civil da Embraer tem futuro garantido se juntando com a Boeing mas e a parte da Defesa ? Se ela depender de encomendas da FAB estará perdida e, se mirar o mercado externo estando sozinha, ela não vai conseguir competir com as gigantes que existem lá fora!

  20. Vão impor conteúdo nacional? Isto a qualquer custo? Horrível….a galera nao aprende.
    .
    Este assunto de ToT é tão batido aqui….cheio de casos que isto nao trouxe frutos paupaveis á industria nacional……acabada a encomenda…, sem unidades adicionais, as empresas fecham, são compradas, fundem-se com outras ou simplesmente deixam de existir.
    .
    Não sei porque ainda discutem esta bobagem…
    .
    Sem reduções de impostos, uma taxa de cambio favorável, nossa industria não consegue competir por encomendas.

  21. Quanta besteira, pelo amor de Deus.
    Primeiro, querem “argumentar” que o preço de aquisição é alto, mas se esquecem que a produção local e conhecimento vai se reverter em divisas para o Estado (impostos), receita para as empresas e EMPREGO, quem fala em custo alto ao menos calcula o quanto fica no Brasil e quanto volta para o orçamento e para o bolso do cidadão?
    Segundo, mais uma vez à regra que vale para todo mundo não vale para o Brasil. Que país se desenvolveu vendendo pedrinha e comprando manufatura? Nenhum país do mundo sai por aí comprando produtos de alta tecnologia quando se pode comprar dentro do próprio país, mas aqui não pode ser assim, o complexo de vira-latas não deixa, como falaram no Facebook que abrir as pernas para o que vem de fora é bom, o gado diz que é e ponto, mesmo que essa política não tenha desenvolvido país nenhum.
    Terceiro, quem disse que a tecnologia é obsoleta? A tecnologia transferida é observada em contrato, alguém aí tem acesso ao que está sendo transferido para dizer que é obsoleto? E mesmo que fosse, melhor ter uma tecnologia obsoleta e desenvolver a partir daí do que criar do 0, é assim que Israel faz, o sistema Arrow por exemplo vem dessa ideia. Se transferência de tecnologia é historia da carochinha, por que tantos tratados internacionais tentam criminaza-la para questões sensíveis? Veja o caso dos mísseis e da tecnologia nuclear. Se é obsoleta, pra que a preocupação? Quem tem medo de buscapé?

    • Você acertou na direção mas errou na lógica por trás dos argumentos.

      No primeiro argumento, a intenção de manter o valor, seja lá qual for, dentro do país está correta, mas o mais importante é balanço total, ou seja, quanto saiu do país para que uma parcela ficasse no país. Exemplo, se você pode comprar uma corveta por 150 milhões construída fora e decide comprar outra por 350 milhões que 100 milhões sejam investidos no Brasil, será que valeu a pena? Não, pois na prática 250 milhões foram para fora do país, 100 milhões a mais que a primeira proposta, sendo que você poderia ter pego a diferença das propostas (200 milhões) e investido por conta própria no país, com mais eficiência inclusive.
      Essa analogia, embora com números baseados em chute que não servem para o argumento, reflete a lógica da maioria dessas aquisições no Brasil, que priorizam a parte do valor que retorna ao país e parece ignorar os valores que acabam saindo do país para adequar os produtos nacionais ao mínimo necessário para atender os projetos, seja em consultorias, treinamentos, adequações de parques industriais, investimento em máquinas, transferência de tecnologia e etc, e o pior, o que de fato é investido aqui no longo prazo acaba TAMBÉM retornando ao controle exterior devido a aquisições estrangeiras dessas empresas motivadas pela falta de demanda por consequência da falta de recursos.
      Ou seja, gastasse muito para ter uma parcela nacional, com mais valor saindo do país para ter essa parcela, o país fica sem recursos para manter uma demanda mínima à indústria e por conta da falta de demanda a parcela nacional acaba se perdendo.

      Sua segunda regra também possui uma lógica invertida.
      Os produtos de alta tecnologia não passam a surgir só pela vontade ou obrigação do país em comprar esses produtos, se fosse assim teríamos os melhores parafusos da galáxia, eles passam a existir por causa de investimentos em pesquisa e educação, que então qualificam os produtos nacionais o suficiente para justificar compras que fomentem o seu desenvolvimento mesmo que sem a qualidade ou preço de similares estrangeiros. Pra ter o mínimo, é preciso ter investimento antes de simplesmente uma demanda forçada por lei.

      E terceiro, se países como você bem disse suam defendendo suas tecnologias nacionais, investindo arduamente em pesquisa e educação e arcando com desempenhos piores comparados a produtos estrangeiros para auxiliar no desenvolvimento de suas próprias tecnologias, por que então dividiriam com quem mal chegou no ônibus e já quer sentar na janelinha? Será fácil colocar um valor em décadas de dor de cabeça e sacrifício e entregar pro espertão preguiçoso que nada fez? Não faz sentido, a vontade de dividir tecnologia é obviamente nula, então se há acenos para compartilhar tecnologia, algum porém existe e é preciso questionar o que está por trás dessa intenção, se é uma tecnologia obsoleta ou é incompleta o suficiente para torná-lo dependente. Não existem bobos no mundo, ainda mais no setor de defesa.

      Por fim, transferência de tecnologia não é história da carochinha, existe sim, mas não é realizada em troca de dinheiro, quando ocorre verdadeiramente é em troca de interesses geopolíticos e ideológicos que tem valor imensurável e potencialmente maior que qualquer valor que poderíamos pagar e potencialmente mais caro do ponto de vista do que precisaríamos sacrificar. Esse é o tipo de transferência potencialmente perigosa no cenário global.

      Ao invés de tentar acelerar nossa capacidade tecnológica através de malabarismos e invencionices, o brasileiro deveria ter humildade e fazer o básico que funcionou para esses países desenvolvidos há 70 anos atrás, economizando o máximo possível no que puder para investir tudo que sobrar em educação e pesquisa, e ter paciência.

  22. 70 anos de indústria automobilística no Brasil. Não há nenhuma nacional. Não produzimos motores, veículos, plataformas, carrocerias. Pagamos royalties até sobre peças. Não temos propriedade nem direitos. Trocamos tudo isso por empregos e impostos.

    Condenados por dirigirem alcoolizados nos EUA precisam soprar um bafômetro instalado no veículo. Se não passar, o carro não liga. Se ligar, o veículo testará novamente e aleatoriamente o motorista. Se não passar, desliga.

    É só um aspecto de como vai nosso atraso no setor automotivo.

    ToT não é mimimi. ToT é caro. E não temos como pagar. Ficou evidente no acordo nuclear Brasil-Alemanha lembrado por um colega aqui. Ok, ok, os americanos pressionaram os alemães. Mas tínhamos um acordo de 15 bilhões para 6 usinas nucleares. Mais ToT. Ok, ok, os alemães mudaram as matrizes de produção de energia. Mas tinha o contrato. Sem ter como pagar e dependendo de financiamento alemão…ficamos sem as usinas e sem o ToT.

    Grana compra tudo. Até ToT. Melhor fazer ToT que trocar por imposto e emprego. Até filipino produz carro. Indiano produz. Malaoita fabrica carro. Nós, infelizmente não. Turco monta navio de guerra. Nós, não.

    Há outros deuses no Egito Antigo. SET era o deus das guerras. Dizem que era econômico. Não cobrava caro. Talvez…

  23. Hélio, a diferença é que Israel é uma país sério, e dá continuidade, pois seus programas militares são de estado e não de governo´, e ainda tem um dos melhores níveis de educação, nós aqui, através de nossas “madrassas” disfarçadas de universidades, ideologizadas pelos dementes do partido das mentiras lançam 4 milhões de analfabetos funcionais todos os anos no mercado de trabalho, ou seja, Tot de quem para quem, para “amebas” que saem de um curso de física. sem saber fazer uma equação do segundo grau????
    Helio, posso te afirmar categoricamente que Tot aqui no Brasil teve tão somente um único objetivo:
    Camuflar preços de produtos militares para que ladrões de terno e de uniforme com estrelas se melecassem na lama.
    Se, e tão somente se, o novo governo passar um pente fino nos cinco maiores programas militares vai sair tanta merd….que atlântico sul vai mudar de cor.

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