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EXCLUSIVO: Marinha desprioriza submarino nuclear para investir nos meios de superfície

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SN-BR Álvaro Alberto - Pintura de Carlos Kirovsky
Submarino nuclear (SN-BR) Álvaro Alberto – Pintura de Carlos Kirovsky

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

A chamada Alta Administração Naval (Almirantado+Comandante da Marinha) está examinando uma série de providências destinadas a mudar o foco dos principais investimentos da Força, trocando o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) “a qualquer custo” pela recuperação dos meios de superfície da Esquadra.

O Almirantado já definiu a necessidade mínima de 12 escoltas modernos, para que a Força de Superfície seja capaz de cumprir, de forma eficaz, as tarefas a ela atribuídas.

O prazo de obtenção desses navios, por encomenda ou compras de oportunidade, é a próxima década.

A maior parte dos oficiais envolvidos no reaparelhamento da Esquadra defende que essa conta de 12 unidades represente apenas o somatório das 4 unidades Classe Tamandaré com 8 navios novos – o que exclui do cálculo as fragatas Niterói e Greenhalgh, além das corvetas Inhaúma.

Mas ninguém sabe se o atendimento a esses critérios irá se revelar viável.

O conjunto de medidas que visa acabar com o estrangulamento financeiro da Esquadra por causa do PROSUB não se resume a um mero redirecionamento de gastos.

Timbira atraca no EBN Itaguaí - foto Marinha do Brasil
Submarino Timbira (IKL-209) atracado no EBN em Itaguaí – foto: Marinha do Brasil

IKL-209 – Ele inclui, por exemplo, a redefinição do perfil operacional da Itaguaí Construções Navais (ICN) – joint venture do Naval Group francês com a empreiteira brasileira Odebrecht – que, além de construir os submarinos Classe Scorpène e o casco do Álvaro Alberto, primeiro submarino de propulsão nuclear, passaria a trabalhar também em reparos navais, utilizando a área e os equipamentos do complexo naval militar de Itaguaí (RJ).

Um dos planos sob avaliação é transferir para o complexo naval militar de Itaguaí – “casa” da ICN – o PMG dos submarinos Classe IKL-209 Tamoio e Tapajó, inicialmente previsto para ser realizado, a partir do ano que vem, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Por esse esquema, para não deixar aos franceses do Naval Group a tarefa de negociar com os seus arquirrivais da ThyssenKrupp Marine Systems (as duas companhias mantém um relacionamento tenso no cenário internacional, desde que o Naval Group derrotou a TKMS na recente concorrência de submarinos da Austrália, e detalhamentos sigilosos de um Scorpène indiano apareceram nas páginas de um jornal australiano), a Marinha do Brasil (MB) planeja ela comprar os sobressalentes necessários à revitalização dos dois IKLs, repassando-os, mais tarde, à ICN.

Para viabilizar a mudança dos PMG haverá a necessidade de uma providência legal: a alteração da finalidade comercial da ICN, que precisará incluir “reparos navais”.

A MB se vê obrigada, desde 2011, a dilatar os prazos de pagamento e, consequentemente, o prazo de entrega dos quatro submarinos da Classe Riachuelo (Scorpène nacionais).

A Força também já simplificou bastante o projeto do complexo naval de Itaguaí, de forma a tornar o empreendimento mais barato.

Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
Complexo Naval de Itaguaí – Estaleiro e Base Naval

Hierarquia – Além da revisão dos propósitos da ICN, estão sendo estudadas algumas movimentações de pessoal que vão implicar em uma diminuição do grau de hierarquia dos responsáveis pelo projeto do submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto – fato que, sem dúvida, sinalizam para a despriorização do navio.

Segundo o Poder Naval pôde apurar, o almirante de esquadra (RM1) Gilberto Max Roffé Hirschfeld, coordenador geral do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear, será em breve substituído por um oficial que ele comandou, durante certo período, no âmbito do projeto do SN-BR: o vice-almirante (EN) Sidney dos Santos Neves.

Atualmente o desenvolvimento do Álvaro Alberto está sob a responsabilidade da Diretoria Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), chefiada pelo almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior – oficial de 4 estrelas que é um dos nomes de maior projeção do Almirantado. Mas, caso não seja escolhido pelo novo presidente da República para suceder o almirante Eduardo Leal Ferreira no Comando da Marinha, Bento, no ano que vem, será removido para o Comando de Operações Navais. Em seu lugar, no DGDNT, ficará o vice-almirante (EN) César Pinto Corrêa.

Cronograma estimado de desativação de escoltas da MB
Cronograma estimado de desativação de escoltas da MB e incorporação das corvetas classe Tamandaré

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Leonardo M.
Leonardo M.
1 ano atrás

Não tem nem dinheiro para comprar 4 Corvetas vai ter dinheiro para sub nuclear?

MB após 30 anos de sonhos, dinheiro gasto voltando a realidade.

Leonardo M.
Leonardo M.
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

Cancelado esse sub nuclear enquanto dá tempo Teremos que gastar 50% da verba de aquisição de novos meios só para manter um sub nuclear, + PMG, + gasto com novo PMG para o reator e outros gastos. Melhor ter 10 Corvetas + 8 scorpenes + 4 fragatas + 50 outras embarcações menores + 12 F-35B + um pequeno porta aviões igual o marinha italiana. Esses 30 anos investindo nesse sub nuclear foi bom? Acho que não em Afinal ter um sub nuclear é igual ter nenhum pois sempre estará em manutenção quando precisar O ideal seria ter 3 sub nuclear… Read more »

BMIKE
BMIKE
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

Concordo em partes com suas colocações, agora o que também está em pauta é a obsolescência do conceito de propulsão nuclear. Até no máximo 2025 já existirá novas baterias Comprovadas…

Horácio Rodrigues
Horácio Rodrigues
Reply to  BMIKE
1 ano atrás

Já existem submarinos com novas tecnologias de propulsão diesel elétrica.
Novas baterias.
Vide os Japoneses.

Flamenguista
Flamenguista
Reply to  Horácio Rodrigues
1 ano atrás

Ao meu ver, apesar das novas tecnologias, a propulsao nuclear ainda será relevante durante muito tempo ainda. Senao, os EUA estariam equivocados todo esse tempo!!!

Tadeu 54
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

Só lembrando que o custo de manutenção de uma embarcação nuclear também é altíssimo, a Austrália por exemplo, desistiu deles e optou por submarinos convencionais.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
1 ano atrás

Por um lado…
Quase uma desistência do sub nuclear para dar prioridade aos meios de superfície ( 12 escoltas? Isso seria mesmo possível? )
Pergunta de leigo: isso é uma boa decisão? É viável?

Victor Filipe
Victor Filipe
1 ano atrás

Se focarem na obtenção de boas escoltas e uma boa força de submarinos, será muito bom. a MB precisa ser pé no chão, sem sonhos megalomaníacos de Porta Aviões ou etc…

Leonardo M.
Leonardo M.
Reply to  Victor Filipe
1 ano atrás

Só ver a marinha da Austrália
Os caras tem a mesma verba que nos

Mas nós temos 80 mil praças e eles 7mil
Se a Austrália atacar agente com sua marinha vamos ter uma ótima banda para tocar em nosso funeral da MB

marcus
marcus
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

Exatamente isso, Excesso de pessoal, e todo dia tem um concurso para admissão na marinha.
Marinha, exercito e aeronáutica estão sem controle.
80 mil militares para no máximo 15 navios de combate.
Hospitais exclusivos, previdencia diferenciada, tem que colocar esse pessoal na previdencia do povão.
E contratar planos de saúde privado para essa galera.

joao F.
joao F.
Reply to  marcus
1 ano atrás

Marcus, olha o q vc está falando, então vamos dar a eles o direito de fazer greves/paralisações, você quer vê militares de bengala trabalhando, a carga horária deles já é um excesso e eles realizam excelente trabalho e merecem ter privilégios. Eles não são os culpados de não possuírem verbas suficientes, neste caso deveria reclamar para os governantes.

Aerokicker
Aerokicker
Reply to  joao F.
1 ano atrás

E de onde exatamente você acha que os governantes tiram dinheiro?

Só o déficit anual está em duas a três vezes o orçamento de todo o ministério da defesa, incluindo a administração, as três forças e tudo o mais.

Não tem mágica. A marinha não tem dinheiro, e o governo não tem de onde enfiar mais dinheiro para enfiar na marinha. Em tempo de vacas magras, ou se aperta o cinto e se vive com pouco ou vai morrer de fome.

E é isso o que a realidade enfim está impondo ao almirantado.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Pois é . . . Eu vivo escrevendo que esses projetos megalomaníacos da marinha não são viáveis economicamente. Agora, como se não bastasse todo o tempo e dinheiro investido, eles vão mudar o foco. Ou seja, não vamos ficar com nenhum, nem outro. Parabéns, Marinha! Quando eu acho que vocês são péssimos em administração, vocês me surpreendem. Acho que o único lugar que consegue desperdiçar mais dinheiro público nesse país do que a marinha, é o Congresso Nacional.

Eliu
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Como contribuinte, fico perplexo com esta notícia, deixar de priorizar o Submarino Nuclear para focar em meios de superfície???? Não estamos só fabricando uma arma de dissuasão e prestígio naval, estamos construindo tecnologia militar de ponta, nuclear, metais e metalurgias especiais, motores, sensores e eletrônica de ponta, entre outras ciências embarcadas… A Marinha do Brasil, sempre soube do contingenciamento de recursos no país, então porquê começou o projeto? Durante 40 anos, acompanhamos cada conquista, para chegarem agora e ouvir que não será prioridade, no momento que elegemos um militar. Começo acreditar, que no fundo fomos manipulados a acreditar que um… Read more »

ALDO GHISOLFI
1 ano atrás

‘Melius sero quam numquam’!
Necessidade mínima de 12 escoltas. Defina ‘escolta’.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  ALDO GHISOLFI
1 ano atrás

Eu estou achando que a definição vai ser “Tamandaré”. E ainda vai ser MUITA sorte se realmente chegar a 12, meu amigo.

Joao Carlos
Joao Carlos
Reply to  ALDO GHISOLFI
1 ano atrás

Agora… lanchas Zodiak … ao que parece…

Bardini
Bardini
1 ano atrás

Vamos deixar de ter um Submarino Nuclear de Ataque para fabricar alvos… Baita vantagem.
.
Acabar com os marinheiros de escritório ninguém quer…

Leonardo M.
Leonardo M.
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Nossa marinha em número de pessoal é maior que muitos exércitos de países médios
Preciso dizer mais?

br
br
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

Claro que precisa, por que você acha que isso é ruim? Maior que quais países? Você já olhou o tamanho do Brasil? O Brasil não tem que diminuir o contingente, pelo contrário, ainda tem pouco pelo seu tamanho, o Brasil precisa de investimento, sem pedaladas.

jodreski
jodreski
Reply to  br
1 ano atrás

Discordo amigo. A marinha está lá para que? E o que ela é hoje com seus 80 mil homens? Pois para mim ela deveria ser uma força de impor respeito, é isso que ela é? Hoje temos uma marinha de cadeira, aonde nossos queridos marinheiros barrigudos ficam sentados (grande parte), poucos tem o privilégio de ser aquilo que todo deveriam ser (marujos de verdade). Da grana que a marinha recebe aonde a mesma gasta o seu capital, que eu saiba quase 80% fica na folha de pagamento. Vc ainda vem dizer que não devemos diminuir contingente? Tá de sacanagem ??… Read more »

Junior
Junior
Reply to  jodreski
1 ano atrás

Bem, assim como você, eu também me faço do direito de discordar. Primeiro, quantidade do contingente se dá em grande parte pela nossa extensão territorial. Segundo, olhar apenas para o percentual gasto pela marinha com pessoal (80%) só transparece aquilo que você quer enxergar, pois as Forças Armadas recebem tão pouco que do que ela recebe quase sua em sua totalidade vai para pagamento de pessoal. Terceiro, navio nenhum se faz ao mar sem combustível, muito menos sem mantimentos, brigada nenhuma faz incursão a selva sem meios e até hoje eu nunca vi avião voando de tanque vazio. Para tudo… Read more »

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  Leonardo M.
1 ano atrás

O Brasil é o 5° maior país do mundo nada mais lógico que tenha um grande número de militar embora pelo seu tamanho não é tão grande assim.
A densidade militar no Brasil é de:
0.03957256928 militar ativo/km²
Densidade militar França
0.41232927566 militar ativo/km²
da Espanha
0.26245182711 militar ativo/km²
Reino Unido:
0.63411616734 militar ativo/km²
a Alemanha
0.5024315446 militar/km²

Para chegamos próximo da Espanha (menor da lista) precisaria soma o pessoal da reserva o que daria:
0.24659464537 militar/km²

Embora o Brasil não tenha uma Rússia como inimiga não temos uma aliança do tipo e nível OTAN….

jose luiz esposito
jose luiz esposito
Reply to  Flávio Henrique
1 ano atrás

Flavio Henrique , mas militares sem meios , para que servem ?

colombelli
colombelli
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Bardini, a questão é que as estratégias e finalidades preconizadas por estas marinhas diverge e muito da nossa. Não consta que tenhamos aspiração de projeção global de poder e nossa estratégia é, ao menos oficialmente, defensiva.

Tomcat4.0
Tomcat4.0
Reply to  colombelli
1 ano atrás

Creio que justamente por termos estratégia de defesa é que o SubNuc se torna ainda mais importante do que escoltas. Uma boa quantidade de subs. Scorpene junto a alguns subNuc’s ,creio eu, podem dissuadir muito mais e eficazmente que 12,13,14 escoltas . E como mencionado acima,os ganhos tecnológicos com o caminhar do processo de obtenção/projeto e construção do SubNuc são incalculáveis.

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  Tomcat4.0
1 ano atrás

Se a opção é por defesa interdição se faz com subnucs e não com vasos de superfície.
Sem uma efetiva e moderna defesa antiaérea não passam de alvos.

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Caro Bardini.
Um tipo de notícia que sai de uma hora para outra.
Esta decisão é boa para quem ?
Desistir de arma de ataque para construir alvos.
Voce está correto.

Zorann
Zorann
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Perfeito Bardini

FABIO MAX MARSCHNER MAYER
1 ano atrás

O programa do submarino nuclear propiciou ao Brasil aprender a enriquecer urânio, e a construir um reator. Não é pouco, aliás, é importantíssimo para o país. Não vou criticar jamais a Marinha por tê-lo adotado! Mas fico me perguntando se acabou a época falaciosa da “transferência de tecnologia”? Porque se agora, depois de tudo o que foi feito no PROSUB, aparece uma notícia como esta, só consigo concluir que deveriam ter comprado 4 submarinos de prateleira vindos prontos da França ou da Alemanha. Sairiam mais barato, teriam menos burocracia ao mesmo tempo em que não se perderia o que se… Read more »

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  FABIO MAX MARSCHNER MAYER
1 ano atrás

Não só submarino, como as próprias “Tamandaré” deveriam ter sido compradas de prateleira. Isso, sem falar, nos Gripens. Essa história de “transferência de tecnologia” foi um erro desde o começo. Fico imaginando a quantidade de gente que deve ter lucrado com isso.

FABIO MAX MARSCHNER MAYER
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

É o que eu penso, Daniel.

Alexandre Fontoura
Alexandre Fontoura
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

Acho que você precisa se aprofundar mais sobre o Programa do Gripen NG.

Pablo
Pablo
Reply to  Alexandre Fontoura
1 ano atrás

Concordo Alexandre, o ganho que o país terá vai ser incalculável, sem contar que será um programa de longo prazo, pelo menos de 20 ou 30 anos.No meu ponto de vista foi uma das melhores coisas que a FAB fez nas últimas décadas!!

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  Alexandre Fontoura
1 ano atrás

Então você acha que serão mais do que 36 e que faremos um caça nacional algum dia? Só acredito vendo . . .

Pablo
Pablo
Reply to  Daniel Ricardo Alves
1 ano atrás

não é a questão de fazer um caça nacional, mas sim de ter comprado aviões modernos e novos e a possibilidade de construir aqui e adquirir conhecimento. Diferentemente dos americanos que não iriam fornecer transferência nenhuma e ainda por cima não mandar o armamento pra cá,só quando nós precisássemos.

FABIO MAX MARSCHNER MAYER
Reply to  Alexandre Fontoura
1 ano atrás

O problema maior é fazer um contrato com “transferência de tecnologia”, construir um complexo como Itaguaí e de repente, mudar de idéia e ir para outro caminho, porque escoltas são mais necessárias. No caso do Gripen, ao menos parece que o programa vai avançando, mas ninguém garante que, entregues as 36 unidades iniciais, não venha o alto comando e decida que a renovação do resto da frota, que deveria chegar a 120 unidades, não será feita com aeronaves usadas de outros países, ou com F-16 ou com JF-17 ou coisa parecida. Na verdade, o que eu quero dizer é que,… Read more »

BILL27
BILL27
Reply to  FABIO MAX MARSCHNER MAYER
1 ano atrás

Mas aí quem construiria as instalações de Itaguai rs ? Comprar de prateleira seria ruim ,pois uma empreiteira ja conhecida ficaria sem suas obras e o restante ja sabemos .NAda me tira da cabeça que tanto o pro sub e os 50 helis comprados teve coisa errada por tras .È só ver os envolvidos

Vovozao
Vovozao
1 ano atrás

08/11 – quinta-feira, btarde, pelo que entendi, ficaremos sem 4 fragatas, e, uma corvetas até que a 1 Tamandaré esteja operacional, isto no caso de não haver atrasos, falta de grana ( contingenciamento), e, nossos almirantes tem que fazer promessa, pois o que vemos hoje são várias marinhas correndo atrás do que queremos ( compras de oportunidades), e além de diversas marinhas por falta de grana também estarem prolongando a vida útil das suas fragatas. Tá feia a coisa, que vergonha, eu morro antes do submarino nuclear estar operacional.

Mattos
Mattos
1 ano atrás

Ninguém acredita mais em nada. Parecem um bando de adolecentes sonhadores. Gastaram uma montanha de dinheiro com energia nuclear, reatores, enriquecimento de urânio, etc para que??? Acabar chegando a conclusão que não tem dinheiro e que só vai acabar tendo um bando de corvetas subarmadas, velhas fragatas que só servem pra desfile, Patrulhas oceânicas armadas de revólver, etc. esqueçam os sonhos e vamos para a realidade. Cadê os royalties do petróleo?? Tá num banco da Suiça?

Delfim
Delfim
Reply to  Mattos
1 ano atrás

Revólver não ! Nossas OPVs estão muito bem armadas com 30mm !

jose luiz esposito
jose luiz esposito
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Bem Armados , Maraviiilhaaaaa !

João Francisco Neves
João Francisco Neves
1 ano atrás

Mattos, eu te respondo pra quê, foi pra alguém ou muitos ganharem uma montanha de dinheiro, $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$, 50 anos pesquisando energia nuclear e só temos boas maquetes… Teve um almirante que se lambuzou no melado, devia estar trancafiado numa cela de 2X2m, mas graças à leniência de alguns magistrados ele está em casa numa boa escondendo os milhões que roubou para ninguém achar… Esse negócio de transferência de tecnologia é conversa pra boi dormir, depois de torrarem o dinheiro dos contribuintes as “empresas” estratégicas fecham e ninguém mais sabe fazer nada, vide o AMX, antigamente sabíamos construir fragatas, hoje mal… Read more »

Rafael_PP
Rafael_PP
1 ano atrás

Tenho uma opinião diversa da maioria dos foristas deste site, considero o programa nuclear brasileiro uma piada bilionária de péssimo gosto. Respeito as dos demais comentaristas pois sei da minha ignorância no aspecto científico da empreitada. Porém, como cidadão e contribuinte desta república, algumas coisas me revoltam. O próprio submarino nuclear, entre idas e vindas, já tem mais de 40 anos. Não consigo crer que alguém ache normal isto. A verdade incômoda e inoportuna é que apenas com um crescimento econômico gigantesco e perene, que conseguisse alocar os recursos que superassem os valores que naturalmente seriam corrompidos ou simplesmente desperdiçados,… Read more »

nonato
nonato
Reply to  Rafael_PP
1 ano atrás

Não concordo com descontinuar o projeto.
O quanto já foi gasto?
O valor cobrado pela DCNS já não foi mais caro devido a esse submarino nuclear?
Não haverá multas?
Se o valor foi elevado não é possível rever os valores?
Se já vão construir 4 subs convencionais, o que custa continuar com o nuclear?
Será apenas um scorpene nuclear, a parte nuclear feita pelo Brasil, pelos militares da Marinha cujos salários serão pagos com ou sem subnuc.
Adiante subnuc.

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  nonato
1 ano atrás

Concordo contigo pois o que já foi gasto não retorna mais, e se o adiamento levar tempo demais se perde o conhecimento obtido pelos engenheiros e técnicos que fazem parte do projeto.

Lucius
Lucius
1 ano atrás

Isso é um erro muito grande! A quantidade de aprendizado e o poder de uma arma como o submarino nuclear não pode deixar de ser prioridade. É um projeto de Estado não só da Marinha. Mas como o novo governo não sinalizou alteração no teto dos gastos e nem fazer uma auditoria na dívida pública, realmente vai ficar difícil qualquer investimento em qualquer área, inclusive no âmbito militar. Lembro a todos que o teto se refere apenas àqueles gastos (despesas e investimentos) do poder executivo que compreende os 21% da pizza orçamentária, com Educação, Saúde, Segurança, Defesa etc. Os outros… Read more »

Victor Filipe
Victor Filipe
1 ano atrás

Minha opinião sincera sobre oque a MB poderia fazer em Médio-Longo prazo: Não sou nenhum especialista então gostaria da opinião sincera de outros membros. O Principal foco da MB deveria ser eficiência. desistir da ideia de submarino pelas próximas décadas e focar na reestruturação naval. Temos uma extensão marítima gigante para proteger e oque eu vejo como mais ideal para o Brasil seria uma grande quantidade de navios de patrulha oceânica, são mais baratos e muito uteis para proteção da costa Deixar de usar corvetas, na minha opinião são navios limitados, mesmo superdimensionados. Julgo como ideal um numero minimo de… Read more »

Paulo B
Paulo B
1 ano atrás

Eu acho possível essa tendência, mas não acredito que se concretize. Com tudo o que já foi investido, ficará muito ilógico tudo.
Espero que a notícia não se concretize.
Mesmo porque há necessidade tanto de escoltas quanto de sub, principalmente um subnuc.

XO
XO
1 ano atrás

A DGDNTM é ODS, não seria chefiada por 3 estrelas… se isso já está furado, que dirá o resto… como dizemos na Praça d´Armas, estou içando o copo…

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Despriorizar não significa encerrar. É uma mudança de foco.
Acredito que com o adernamento da F-40 Niterói, acendeu-se um sinal vermelho para com as escoltas. Afinal o PHM Atlântico necessitará de navios de superfície para sua proteção.
.
Também pode ser uma forma de pressionar o Bolsonaro por maiores verbas.

br
br
Reply to  Delfim
1 ano atrás

O SSN já deveria estar na água, o cronograma foi esticado para 2027, com essa “despriorização” ele vai ficar operacional quando? Em 2040? 2050? Isso é o mesmo que comissionar um navio a vapor. Sinceramente, eu não acho que corvetas tenham capacidade de escoltar o Atlântico, se for preciso, não são as corvetas de 2500 toneladas que vão parar um ataque, um SSN sim, com o SSN nem haveria ataque.

BMIKE
BMIKE
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Concordo, de fato devem pressionar Bolsonaro. Agora, penso que a MB tem que melhorar sua gestão… EB e FAB são bem mais organizados, é raro ouvir falar em algum pepino, agora na MB…

Penso que para ministro da defesa tem que ser alguém do EB ou FAB, aí sim tem tudo pra dar certo.

João Augusto
João Augusto
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Não devia nem ter comprado o Atlântico….

Marcelo Martins
1 ano atrás

“trocando o PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) “a qualquer custo” pela recuperação dos meios de superfície da Esquadra.”

Pelo que foi escrito, não é só o nuclear que micou….os Scorpénes convencionais também vão ser colocados “on hold”. É isso mesmo ?

BJJ
BJJ
1 ano atrás

Investiram pesado no PROSUB tendo como principal objetivo a construção do submarino nuclear (um dos fatores determinantes na escolha do projeto francês), para agora fazer com que o mesmo deixe de ser prioridade em função de novas escoltas. Penso que:

1: Rebaixá-lo na escala de prioridades não vai fazer, nem de longe, com que sobre dinheiro para 12 escoltas novas.

2: Daqui vários anos, depois de perder os avanços sobretudo na especialização da mão de obra, decidirão retomar o projeto tendo de começar quase do zero novamente.

JonasN
JonasN
1 ano atrás

Esse ano saiu noticia que o submarino nuclear só ficaria ponto em 2029, resta saber se quando fizeram essa previsão já estavam levando em consideração priorizar meios de superfície. Ou será que já tem um novo prazo para só depois de 2030? Se for a marinha tem que se programar melhor para não ter que mudar as prioridades a cada 6 meses.

JonasN
JonasN
Reply to  JonasN
1 ano atrás

Acho que o prosub não deveria deixar de ser a prioridade, segundo relatório do começo do ano já foram gastos R$ 21bi, maior parte desse valor no estaleiro e na ToT, um investimento caro que não precisará ser feito de novo se tiver continuidade. Essa é uma área que a marinha poderá se destacar além de ter um poder de dissuasão que só seria possível com uma grande e poderosa força de superfície.

JonasN
JonasN
Reply to  JonasN
1 ano atrás

Para os meios de superfície acho que é mais interessante depois da CCT, investir em corvetas mais básicas: -2000 ton, mansup, radar gaivota-x, canhão 57mm+mistral, sonar omnisys, torpedo da ares. -alto índice de nacionalização -US$ 150 mi, acho que é possível esse valor. Muito melhor que comprar navio usado de 4000 ton, que vai durar uns 10 ou 15 anos e vai custar cerca de US$ 100mi aquisição+modernização, fora o custo de manutenção menor de um navio mais leve e novo. Tem o radar OTH0100, um sistema barato, com 14 da pra vingar toda a costa e tem um grande… Read more »

Tarcizio
1 ano atrás

E nos afundamos cada vez mais na cova do subdesenvolvimento tecnológico. Enquanto as três forças não só a Marinha ficarem nessa de puxa daqui puxa de lá e não abdicarem de certos meios e ambições vamos ficar eternamente correndo atrás do proprio rabo. Nessa de agradar gregos e troianos não chegaremos a lugar algum, se um dia tivermos que nos defender em um conflito pagaremos um preço muito alto em vidas de jovens marinheiros e dúvido que os almirantes venham assumir as responsabilidades por isso, já é mais que patente que não haveram os recuros necessários seja quem for o… Read more »

Top Gun Sea
Top Gun Sea
1 ano atrás

A matéria não disse que irá interromper o desenvolvimento do Subnuc e sim deixará de ser prioridade em relação aos meios de superfície diminuindo a evolução das pesquisas e desenvolvimento sem abortar as ações como todo. É lógico que não irá engavetar 30 anos de pesquisa e dezenas de bilhões gastos no Subnuc, datas e fases do projetos serão revistas e conclusões mais lentas. Ao que tudo indica o Prosup vai ser desenterrado e voltaria agora remasterizado, sem navio de logística já que está na iminência de adquirir o Wave e a verba do FMM destinada aos navios de patrulha… Read more »

Mabeco
Mabeco
1 ano atrás

Um submarino nuclear seria nossa melhor arma para negar o acesso de um atacante pelo Atlântico. Sinceramente, fico abismado com a profundidade de alguns comentários. O pessoal fala de falta de recursos mas, até esses dias, o comentário era de que o orçamento das forças armadas não seria contingenciado. Ninguém questiona quando se dá 1 trilhão de isenção fiscal para as petroleiras. Mas aplaudem qualquer decisão que seja contra a soberania nacional. Por que não vincular o financiamento da marinha com os recursos do pré-sal? Dinheiro não falta. O que falta é coragem, espírito patriótico e espinha dorsal. A continuidade… Read more »

india-mike
india-mike
1 ano atrás

Independente da precisão da informação, eu sou um daqueles que acha que quanto antes a MB abandonar o projeto do Álvaro Alberto, melhor. Não acho que tenha sido em erro da Marinha, pois a ideia fazia sentido na década de 70, mas sinceramente, não vejo como esse projeto vai dar frutos aos Brasil no futuro. Se analisarmos a curva de aprendizado no projeto, fabricacao, operação e desmobilização de submarinos nucleares ao redor do globo, veremos que é um negócio muuuito espinhoso. O custo é fabuloso, o risco de acidente nuclear nos primeiros anos é historicamente altíssimo e os prazos são… Read more »

Yuri
Yuri
1 ano atrás

O programa do Submarino Nuclear tinha q ter respaldo dos ministerios da Saude, Tecnologia e Industria pelos beneficios a todos esses setores e a sociedade que seu projeto irá trazer.

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

Leonardo o numero do pessoal da MB é inferior por exemplo a PM de São Paulo,vc acha sem desmerecer a policia,que a MB que tem que patrulhar quase um continente que é a costa Brasileira é muito e fora a Amazônia e rios fluviais no interior do Brasil.Quanto esse atraso, é um erro pois o desenvolvimento do subnuclear é um avanço tecnológico em diversas áreas.O Almiratado podem adquirir as fragatas francesas,esperar a type -23 comprar as batch 1 ( 3 patrulhas que atenderia bem apesar de não ter convôo).Alguns dos srs falaram em vender nossos subdiesel classe tupi do jeito… Read more »

Gustavo Garcia
Reply to  Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

A Austrália tem um litoral maior que o Brasil e um contingente de pouco mais de 20 mil marinheiros entre ativa e reserva e pelo que consta patrulha muito melhor seu litoral e de toda região. E com menos efetivo acaba tendo uma esquadra moderna e numerosa ao contrário do Brasil.

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

De que adianta 80k de pessoal se a MB não possui sequer uma fração dos meios necessários para efetivamente patrulhar nosso extenso litoral sem falar nas patrulhas fluviais.
A MB tem que ter uma força efetivamente profissional de digamos metade do efetivo atual visando reduzir sua folha de pagamentos.

Caique Luã
Caique Luã
1 ano atrás

Era uma vez o SubNuc… Bilhões gasto a troco do nada. Bem vindo a Pindorama

br
br
1 ano atrás

Meios de superfície estão aparecendo aos montes de segunda mão, por que cargas d’água gastar com barquinho ao invés de investir em meios de combates realmente dissuasores? Eu tenho certeza que um SSN vai mais que meia dúzia de barquinhos. Uma atitude dessas é como se a FAB despropanizasse o FX2 para comprar Super Tucanos.

_RR_
_RR_
Reply to  br
1 ano atrás

br, Não diria que há vasos aparecendo aos montes… As mais recentes oportunidades que apareceram consistem em duas fragatas classe ‘La Fayette’ e dois vasos Type 23; navios que sequer foram descomissionados ainda ( e sabe-se lá se o serão em tempo hábil… ). Disso pra baixo, só traquitana de mais de 30 anos… Verdade seja dita, as escoltas da classe ‘Niterói’ já deveriam ter sido desativadas a mais de uma década e já deveríamos estar incorporando as últimas escoltas novas do PROSUPER… Nada disso aconteceu e agora navios adernam nos portos, num indício claro de que já não suportarão… Read more »

Adriano Luchiari
Reply to  br
1 ano atrás

De repente 300 Super Tucanos seriam mais eficientes e operacionalmente mais econômicos do que 36 Gripens para negação do nosso espaço aéreo diante das reais ameaças, atuais ou no futuro próximo…

paulo costa
paulo costa
1 ano atrás

Essa noticia traz expectativas boas e outras ruins

* Abandonar o projeto do sub nuclear e algo péssimo para a MB e para imagem do Brasil
* Reparar os sub em Itaguá e boa ideia porque mantem o estaleiro em dia e libera o AMRJ
* Construir apenas 4 tamandaré e pouco e creio que 6 ou 8 seria o ideal e mais barato
* Creio que a MB precise de 6 ou 8 fragatas e a RN nao terá tantas disponíveis

Talvez, o melhor seria apenas atrasar mais o sub-nuclear e construir 6 scorpene no lugar

Pablo
Pablo
1 ano atrás

Se o problema é falta de dinheiro porque não pegam do reajuste dos ministros do supremo? esses “representantes” merecem um oscar, sinceramente não sei como não ganharam ainda.
Definição em poucas palavras:
EXPLODAM ESSE PAÍS!

Petardo
Petardo
Reply to  Pablo
1 ano atrás

Na estimativa mais conservadora esse aumento paga três Tamandarés a cada ano. Ou 10 Gripens.

marcelo kiyo
marcelo kiyo
1 ano atrás

Pois é ….Não dá para fazer cocktail para o almirantado no convés de submarino.

Daniel Ricardo Alves
Daniel Ricardo Alves
Reply to  marcelo kiyo
1 ano atrás

Kkkkkkkk. Boa!

Joao Soares Filho
1 ano atrás

Existe um grande acordo Governamental entre a França e o Brasil para a construção e a transferência de tecnologia para a construção do submarino nuclear que é um velho sonho da MB, já foi ou esta sendo envolvido uma grande soma em dinheiro neste projeto, não se justifica sem mais nem menos a desistência do projeto desta magnitude, tem qualquer coisa errada, não?

Farroupilha
Farroupilha
1 ano atrás

Chato, terei que novamente sair da minha casamata… Modo irônico acionado… Aeronáutica: “Vamos deixar nossos projetos com aviões à jato e vamos focar apenas naqueles à hélice.” Exército: “Vamos deixar nossos projetos com forças mecanizadas autopropulsadas e vamos reinvestir na cavalaria.” Marinha: “Nuclear? Diesel? Velas? Nada disto, vamos voltar aos remos e nada de trirremes mas apenas monorremes.” – Saco a notícia deste tópico. Corvetas como prioridade de uma Marinha de águas azuis, que já possui toda uma enorme estrutura material de fabricação de submarinos, inclusive nucleares, quase totalmente finalizada é opção inacreditável. Até onde foi que a Marinha se… Read more »

Nilson
Nilson
1 ano atrás

A despriorização do ProSub não vai acontecer, pois já aconteceu no projeto de lei orçamentária para 2019. Os valores alocados são pequenos: Implantação de Estaleiro e Base Naval – R$ 330.000.000 Construção de Submarino de Propulsão Nuclear – R$ 258.621.161 Construção de Submarinos Convencionais – R$ 374.135.499 Tecnologia Nuclear da Marinha – R$ 315.000.000 Total para ProSub e LabGene: R$ 1.277.756.660 Esse dinheiro mal e mal deve dar para continuar lentamente a construção dos SBR, dar alguma adiantada no LabGene, manter o pessoal projetando o SN-BR e fazer mais algumas coisas no estaleiro. Ou seja, tirando os sub convencionais, o… Read more »

FERNANDO
FERNANDO
1 ano atrás

Pois é . . . Eu vivo escrevendo que esses projetos megalomaníacos da marinha não são viáveis economicamente. Agora, como se não bastasse todo o tempo e dinheiro investido, eles vão mudar o foco. Ou seja, não vamos ficar com nenhum, nem outro. Parabéns, Marinha! Quando eu acho que vocês são péssimos em administração, vocês me surpreendem. Acho que o único lugar que consegue desperdiçar mais dinheiro público nesse país do que a marinha, é o Congresso Nacional.

concordo!!

Falta GESTÃO A MB.

WVJ
WVJ
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Perfeito Galante.
Um sub nuclear faz toda a diferença.
Tenhamos cuidado não e daqui uns dois anos vai ser publicado o desmonte do projeto do gripen por razão de contingenciamento ou desinteresse dos suecos em manter a parceria.

Tomcat4.0
Tomcat4.0
Reply to  WVJ
1 ano atrás

Exatamente Galante o valor agregado ao SubNuc e seu poder é enorme!!!

Rommelqe
Rommelqe
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Caro Galante: concordo quase que totalmente! Faria uma ressalva: manteria a fabricaçao dos Scorpenes , uma vez que ja existem ate varios subconjuntos bem adiantados do S-BR 4, mas venderia os segundo e o terceiro vasos , como aqui ja aventado! Talvez o maior prblema seja envontrar quem compre nos prazos e preços necessarios, mas considero uma soluçao muito interessante pois nao abdicaríamos da tecnologia e produçao da fabrica, e investiriamos no Prosuper. O preco s pagar seria a postergaçao operacional da frota de subs, mas … aí sao outros quinhentos…

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Onde assino

antonio
antonio
1 ano atrás

Se não for para ter autonomia e tecnologia de defesa. Ao invés de construir eses “dez “barquinho” é melhor para o país entregar de vez sua defesa ao US e fechar a marinha. É mais econômico para nós contribuintes.

BMIKE
BMIKE
1 ano atrás

Sub com propulsão nuclear vai entrar em dez uso por 2 motivos: 1 novas baterias vão triplicar a capacidade das atuais, 2 custo impagável das atômicas…

A MB está certa, só demorou para descobrir.

Bardini
Bardini
Reply to  BMIKE
1 ano atrás

Por isso França, China, Rússia, EUA, UK… Estão todos pulando fora desta tecnologia ultrapassada.
.
Francamente.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Bardini
1 ano atrás

e a India esta entrando!…..
esses comentarios aparecem porque tem um tal de John Paul sei la o que que fica dizendo que os submarinos com baterias de litio sao o oh do borogodoh…

BMIKE
BMIKE
Reply to  BMIKE
1 ano atrás

Diria ainda, a MB Deveria adotar no último submarino convencional um sistema de baterias de última geração, superior ainda ao sistema instalado no sub japonês soryu. Já como teste para ser implantado nos outros quando ocorrer o PMG.

Br
Br
Reply to  BMIKE
1 ano atrás

Explica aqui pra gente quando o submarino convencional vai “criar ar” para a tripulação. Enquanto o submarino convencional tiver que pegar ar, ele vai ser infinitamente inferior a qualquer um nuclear.

BMIKE
BMIKE
Reply to  Br
1 ano atrás

Infinitamente inferior… Kkkk! Vai estudar, essa sua tese é da década de 70 do século passado.

JT8D
JT8D
Reply to  BMIKE
1 ano atrás

Vc não tem a menor ideia do que está falando

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  BMIKE
1 ano atrás

O difícil é ter que ler comentários sem nenhum embasamento técnico/teórico.

jose luiz esposito
jose luiz esposito
Reply to  Claudio Luiz
1 ano atrás

Perfeito !

Adriano Luchiari
1 ano atrás

Senhores, a realidade bateu à nossa porta. E com ela o ocaso de projetos megalomaníacos de uma era que se finda. O lado bom, e que permanecerá do desenvolvimento do submarino nuclear é o domínio do ciclo do urânio, seu enriquecimento e utilização para outros fins como radiofármacos, geração de energia elétrica e até mesmo para se fazer uma eventual bomba atômica. Muitos como eu defendem uma força respeitável de SSKs convencionais e novas possibilidades se abrem para eles com o aperfeiçoamento das baterias íon-Lítio. Novas escoltas, domínio do projeto, construção e manutenção de SSKs, vários NaPOc, meios logísticos e… Read more »

colombelli
colombelli
Reply to  Adriano Luchiari
1 ano atrás

concordo plenamente. Primeiro se faz o M1A1. É tuim mas é a realidade

MARCOV
MARCOV
Reply to  Adriano Luchiari
1 ano atrás

Comentário sensato.
Eu também concordo, mas eu entendi que o PROSUB (incluído o SNBR) será postergado e não cancelado. Ou seja, o projeto do Álvaro Alberto continuará, quando possível, ao invés de priorizar uma maior quantidade de SBR’s.

Rodrigo
1 ano atrás

Sou contra !!! isso é um grande mau no Brasil começar um projeto, gastar uma “bala” e não terminar nada, ficar pelo caminho e não entregar nada, pelo amor de Deus Marinha Brasileira que decepção !!! Pra resolver a questão das escoltas a solução é simples continuamos com a programação da compra das novas 4 unidades Classe Tamandaré e ficamos atentos a outras compras de oportunidade, mais não podemos parar o programa PRO SUB…; PQP, me desculpe mais não acredito nisso

Bardini
Bardini
1 ano atrás

O PROSUB dava mais do que 6 bilhões de Euros, quando foi assinado… 4 SBR, 1 SNBR, base, ToT e etc…
O PROSUPER não sairia por menos de 5 bilhões de Euros, pelos 11 navios, ToT, construção aqui e etc. Hoje custaria muito mais. Não vai existir renovação com 12 Escoltas com o dinheiro que seria retirado do PROSUB. Não fecha a conta. Não faz nem sentido.
.
“Caro” é ficar mudando de planejamento a todo momento, atrasando projeto em nome de uma economia burra e sem sentido prático.

Felipe Alberto
Felipe Alberto
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Criar projetos é a parte mais fácil, defende-la é o grande desafio. Sou mais uma frota de superfície para a patrulha da ZEE.

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Concordo inteiramente contigo.
Sou da área de projetos e o PROSUB de acordo com as boas práticas adotadas pelo PMBOK já está na Fase IV (execução) e portanto qualquer postergação irá causar danos incalculáveis ao mesmo.
A decisão de adiá-lo ou atrasá-lo deveria ter sido tomada no portão de FEL III.
Logo urge que se conclua o PROSUB e a partir daí vê-se o que dá para fazer a nível de novos navios escolta.

FABIO MAX MARSCHNER MAYER
Reply to  Bardini
1 ano atrás

É bem isso, Bardini… a emenda sai mais cara que o soneto!

marcius
marcius
1 ano atrás

Também concordo com você Galante, depois de tantos anos almejando esse sub nuclear e bota demora nisso hen, parar tudo, poxa! Vai passar de 100 anos para adquirir um sub nuclear se contar desde lá trás. É uma pena mesmo. Depois de construir uma base de 1º mundo, o principal produto desejado vai ser deixado de lado? Também precisamos de navios, sem dúvida, mas vamos terminar esse sub nuclear, que já está virando questão de honra, rsrsrsr, opinião de entusiasta.

Antonio
Antonio
1 ano atrás

Parecem crianças que enjoaram do brinquedo. Deviam ser mais responsáveis e honrar os comprissos que assinaram ao invés de jogar o dinheiro público no lixo.

ALEXANDRE
1 ano atrás

Entao pera,a gnt gastou 21b nessa b#@$ de submarino nuclear ae agora vai postergar mais ainda pra depois pegar mais dinheiro? Ta certo.

Luís Henrique
1 ano atrás

O problema não é o número de homens nas 3 forças. É a previdência. A Austrália investe os U$ 25 bi, mais ou menos assim: 8 bi para pessoal 8 bi para custeio 9 bi para investimentos O Brasil investe os U$ 24 bi, mais ou menos assim: 6 bi para pessoal da Ativa (nada de anormal e dentro do ideal para o tamanho do orçamento) 14 bi para pessoal INATIVO 2 bi para custeio 2 bi para investimento O que está errado??? Só não enxerga quem não quer ou os corporativistas. A Austrália tem 4x mais dinheiro para custeio… Read more »

uBurg
uBurg
Reply to  Luís Henrique
1 ano atrás

Luis Henrique – concordo plenamente – o custo das forcas armadas continuam sendo o maior problema. Nesta comparacao com a Australia ainda podemos dizer que depois do que vai pro inativo nas 3 forcas o que resta eh mau gerenciado em comparacao com a Australia. Principalmente na MB. (acho que o custo do inativo eh $16 bi)

Br
Br
Reply to  Luís Henrique
1 ano atrás

Cadê o gasto com inativos da Austrália? Quanto um militar aposentado ganha? Sua conta não está correta. Esse valor de inativos é porque o Brasil paga as aposentadorias com o orçamento da defesa, nenhum outro país faz isso. Como você quer comparar os gastos sem contas as despesas? Pior, ainda acha que a aposentadoria é privilégio, não, não é, isso é uma pedalada do governo para maquiar o problema da previdência.

uBurg
uBurg
Reply to  Br
1 ano atrás

Br – seu ponto esta correto – o numero para os inativos deveria incluir no custos da Australia tambem mas a diferenca eh que lah nao inclui as multi-geracoes como no Brasil. Eu nao vi nenhum comentario aqui dizendo que aposentadoria de quem trabalhou ou serviu é privilégio. Pra ser mais claro no meu ponto de vista existe algo errado quando 60 ou 70% do orcamento militar top 20 no mundo vai para o inativo.

MaurícioFC
MaurícioFC
Reply to  Br
1 ano atrás

Caros Br e uBurg; Em todos os países, o orçamento de defesa contempla o pagamento de inativos, até mesmo porque, tal como o Brasil, são considerados como reserva. O que não faria sentido algum seria comparar o orçamento de defesa brasileiro sem o pagamento de inativos com os outros orçamentos. Não estou a par dos últimos número de gastos de defesa da Austrália (mas isso é bem fácil de encontrar; basta ir ao SIPRI – https://www.sipri.org/databases/milex), mas “semduvidamente” o gasto com pessoal também contabiliza as despesas com inativos. Esse abacaxi já se tornou um clássico, no caso do Brasil. Cordiais… Read more »

Gustavo Garcia
Reply to  Luís Henrique
1 ano atrás

A MB sozinha tem o mesmo contingente que as 3 Forças Armadas Australianas juntas entre ativa e reserva! É claro que esse enorme contingente acaba comprometendo o orçamento das Forças Armadas Brasileiras que é bem grande por sinal.

Temos sim que tocar nesse ponto e tb no das aposentadorias. Acham que os inativos deveriam ser pagos a parte desse orçamento? Tudo bem, pois então que apoiem uma reforma da previdência que inclua os militares no INSS mas adotando as mesmas regras da iniciativa privada incluindo o teto salarial.

FERNANDO
FERNANDO
1 ano atrás

Calma gente, é uma questão de gestão e orgulho! Claro que dá para ser resolvido e muito bem resolvido. Agora será que o almirantado tem vontade de fazer mudanças drásticas e necessárias. Pois, se eles lerem isso, é isso que devem fazer. CORTAR GASTOS! E DIMINUIR SEU ORGULHO PESSOAL. – Primeiro, separe o CFZ do MB. O Governo Federal que resolva o que fazer! – Quantos fuzileiros a CFZ tem? Diminui oras, se tem 15 mil, diminui para 7 mil ou menos ainda. – Pq, a MB tem que se responsabilizar pelos RIOS?? Passa para o EB ou cria uma… Read more »

Nilson
Nilson
1 ano atrás

“Alexandre Galante 8 de novembro de 2018 at 17:42 Depois de tudo que foi investido no Prosub para obter o submarino nuclear, é como nadar do Brasil a Portugal e morrer na praia.” Galante, às vezes fico pensando sobre o que foi, na prática, investido no SubNuc. No estaleiro/base, a parte nuclear ainda não foi iniciada – certo que as dimensões são enormes, superdimensionadas devido ao SubNuc, mas o estaleiro/base em si independem da parte nuclear. Na construção em si no SubNuc, nada foi gasto. O que foi gasto até agora é com o pessoal que foi treinar na França… Read more »

Esteves
Esteves
1 ano atrás

Não esta certo. 6,5 bilhões de euros por Aramar, Itaguai, 4 Scorpene bateria, 1 Scorpene nuclear, Tots, mais o investimento de quase 50 anos que começou no IPEN nos anos…desde 1950. Trocar isso por uma dúzia de ovos…ops, alvos? Ok, ok, o ToT dos subs está saindo muito mais caro que o orçado. Qual a novidade? Ok, ok, a matéria sobre o PROSUB publicada pelo PN mostrou que a MB foi obrigada a investir até em prensas H…e a MB não é uma metalúrgica. Não é Metalúrgica Brasileira…é Marinha do Brasil. Ok, ok, os custos dispararam após a paralisação dos… Read more »

colombelli
colombelli
Reply to  Esteves
1 ano atrás

Voce pretende patrulhar a costa apenas com um sub nuclear? O que faz mais falta?

João Augusto
João Augusto
Reply to  colombelli
1 ano atrás

Acho que 1 sub nuclear era um meio dissuasório mais eficaz que todos esses navios de superfície juntos.

Claudio Luiz
Claudio Luiz
Reply to  João Augusto
1 ano atrás

Dissuação com subnuc é muito mais efetiva do que com meios de superfície.
O inimigo nunca terá a certeza de que não será subitamente atacado por uma plataforma que ele não tem como localizar com facilidade dada a velocidade com o qual se desloca ainda que submerso.

Esteves
Esteves
Reply to  colombelli
1 ano atrás

Caro, Penso que não é escolher um ou outro. É enterrar um trabalho de 50 anos. Se tinha que ter levado 15 ou 20 e ainda não acabou, um dos motivos ou vários são as interrupções e as descontinuidades. Não se patrulha a costa com sub nuclear. Sub nuclear é arma de guerra. É negação do mar. Com 1 sub nuclear, os ingleses asseguraram as Falklands. Mantiveram a Armada Argentina bem longe. Também não se patrulha nosso mar com 12 escoltas. Tudo o que temos ou com tudo reunido é que cumprimos a Constituição garantindo nosso mar. Escoltas de superfície,… Read more »

João Augusto
João Augusto
Reply to  Esteves
1 ano atrás

Se a questão é patrulhar e não fazer guerra então que criem uma guarda costeira. A marinha fazendo isso vai sair caro e pra guerra mesmo (ou pra evitá-la pelo medo ou pelos custos), que é a função primordial, não vai servir.

Hélio
Hélio
Reply to  colombelli
1 ano atrás

Patrulhar a costa contra quem? Se a questão é patrulhar, deveriam comprar navios patrulha, não combatentes de superfície, agora, patrulhar para combater? 1 SSN vale mais que 30 corvetas.

James Marshall
James Marshall
1 ano atrás

Vamos voltar às canoas e zarabatanas de sempre? Quem não tem (*) não contrata (*). Como diria o velho Joaquim Teixeira.
Tava mais que na cara que uma hora iríamos ler uma notícia dessa.

Rocha
Rocha
1 ano atrás

Trump não quer. E ponto.

colombelli
colombelli
1 ano atrás

Eis ai mais um dos legados da megalomania do presidiário e de certos elementos da MB ( que foram sem deixar saudade). Esta pedra foi cantada há muito tempo.
A decisão agora denota bom senso. É isso ai ou comprometer os convencionais e ficar sem escoltas. Não se cumpre missão com apenas um sub nuc.
E o que está feito é ir levando do jeito que dá e/ou redirecionar para outras finalidades. Paciência. Basta de devaneios.