Home Acidentes Navais Fragata KNM ‘Helge Ingstad’ da Noruega colide com petroleiro

Fragata KNM ‘Helge Ingstad’ da Noruega colide com petroleiro

18524
80
Fragata KNM Helge Ingstad
Fragata KNM Helge Ingstad adernada após a colisão

A Noruega evacuou todos os 137 tripulantes do navio de guerra depois que ele colidiu com um petroleiro maltês em um fiorde

Oito pessoas ficaram levemente feridas na colisão no Hjeltefjord, perto de Bergen. A fragata KNM Helge Ingstad (classe Fridtjof Nansen) está adernando perigosamente.

O navio de guerra estava voltando dos exercícios militares da Otan. O petroleiro, o Sola TS, foi ligeiramente danificado e parece que não derramou óleo.

O incidente levou ao fechamento de um grande terminal de petróleo e uma usina de gás.

Os dois navios colidiram por volta das 04:00, horário local (03:00 GMT), enquanto a fragata estava navegando em fiordes internos para treinamento, segundo autoridades.

O petroleiro já havia deixado o terminal de petróleo da Equinor em Sture com uma carga de petróleo bruto do Mar do Norte, informou a agência de notícias Reuters.

“Devido aos danos causados ​​à fragata, ela foi levada para um lugar seguro”, disse o Comando Marítimo Aliado da Otan em um comunicado.

O petroleiro, que tem uma tripulação de 23 pessoas, retornou ao porto para inspeção.

Não ficou imediatamente claro o que causou a colisão.

Sola TS
Petroleiro Sola TS

O terminal de exportação de petróleo Sture, bem como a usina de gás Kollsnes e vários campos de petróleo offshore, foram desativados por precaução, mas retomaram a operação na tarde de quinta-feira, informou a Equinor em comunicado.

O terminal de Sture é um importante porto petroleiro, com quase 25% da produção de petróleo da Noruega passando pela instalação.

Enquanto isso, a fábrica de Kollsnes processa gás de vários campos para vários países europeus, incluindo o Reino Unido.

Não se soube imediatamente como o fechamento temporário das instalações afetaria os preços do gás no atacado.

Um funcionário não identificado disse à agência de notícias AFP que uma “pequena mancha de óleo” foi detectada na fragata.

“Ele embarcou muita água e há um perigo real de que afunde onde está”, disse a autoridade.

FONTE: BBC

NOTA DO PODER NAVAL: A classe de fragatas “Fridtjof Nansen”, da Marinha Real da Noruega, é derivada da espanhola “Álvaro de Bazán”, equipada com o sistema de defesa antiaérea de área Aegis. A Navantia, a Lockheed Martin e a US Navy realizaram a integração final de sistemas dos navios. A classe é composta de cinco unidades, que entraram em serviço entre 2006 e 2010. O custo total do projeto foi de US$ 3 bilhões.

80 COMMENTS

  1. Aviso aos Almirantes da Marinha do Brasil :
    -Se aparecer no mercado Livre ou OLX uma fragata classe Nansen baratinha; NÃO COMPREM !!!

  2. Nas colisão entre fragatas e petroleiros, o último leva a Melhor! A MB poderia inovar e criar uma classe de “Petroleiros Artilhados”, muita gente iria refletir muito antes de nos atacar… Kkkk…

    • Sinto muito, mas não dá para respeitar quem não passa nem no exame de mestre amador aqui no Brasil.
      Saber o RIPEAM/COLREG e ter o quadro fixado em lugar visível e de rápida consulta é o básico.

  3. Sempre depois de acidentes, as comissões de investigação acabam encontrando falhas, condições aonde os cascos não seriam 100% capazes de ser estanques, distribuições de compartimentações aonde outra configuração seria mais resistente. O que aconteceu me parece um caso de embarcações com muita tecnologia, mas fraca de resistência estrutural, certamente para compensar o altissimo custo dos sistemas de armas alguma coisa do casco ficou mais ‘leve”, a ausência de um duplo fundo que restringisse os alagamentos já é visivel…..

    • Só uma ressalva: o sistema AEGIS da Classe Fridtjof Nansen é uma versão simplificada e uma única célula Mk 41 VLS pode transportar e disparar 32 mísseis AAW RIM-162 ESSM, para defesa de ponto e de área restrita. Considerando que esses navios quase sempre operam dentro de uma FT da OTAN, coberto por outras embarcações, o armamento é suficiente.

  4. Pelas imagens muito provavelmente aquela ponta que parece um torpedo e fica na parte da frente do casco do navio e quase sempre submerso é que deve ter abalroado a fragata norueguesa. Aí resulta nesse estrago todo.

  5. Baita prejuízo !!!
    Essa daí pode colocar como navio pra scrapear peças e colocar nas outras da mesma classe.
    Nem vale mais a pena recuperar, provavelmente afetou e empenou a quilha com o impacto forte desses. Deu PT !!!

    • Quem falou isso? Você leu isso em algum lugar? Isso soa como o comentário de um cego ideológico delirante falando para si mesmo e sentindo prazer incrível em criar um espantalho argumentativo e bater nele mesmo, para depois arrotar superioridade. NINGUÉM jamais disse que a OTAN é insuperável, como estamos vendo nessa notícia.

      A OTAN, como qualquer aliança ou força militar do mundo, tem seus defeitos, mas ela tem sim nível tecnológico e de preparo superior à média. Ou quando Sukhois russos caem do Kuznetsov e se acidentam no mar, você também critica o preparo deles? Duvido muito.

  6. Fosse um ‘Iwoa’ e a maior preocupação seria como refazer a pintura…

    Pela imagem, dá a impressão de um rombo de uns 50 metros… Duvido que o controle de dano pudesse fazer alguma coisa mais significativa para evitar isso…

    Se for possível recuperar o navio, vai ser mais de ano em estaleiro.

    • Você quis dizer Iowa, os navios antigos eram feitos para durar, veja o Bismarck e o Yamato, só afundaram com um ataque maciço aeronaval. Até os carros dos anos 50 e 60 do século passado a lataria era diferente. Hoje tudo é descartável.

      • Complementando, James, sem querer sem grosseiro…
        .
        o Musashi veio a pique após 16 (alguns dizem 19) torpedos e 17 a 20 bombas…
        .
        Em cosideração, o SOLA tem mais de 60 mil toneladas… junta isso a velocidade do bixo… só um Nimitz pra suportar…
        .
        Sds

        • Boa noite Lewandowski. Pois é, mas as Burkes que se chocaram com navios,sacudiram, engoliram agua, mas foram se arrastando até o pier. A OHP tomou dos Exocet e se manteve flutuando.
          Sabe qual é o problema??

          Navios eurobambis, se reforço de anteparas, chaparia muito mais fina do que deveria ser para um navio de combate, preocupação com alivio de peso, excesso de frescuras com sistemas, e falta de foco no que faz um navio sobreviver a uma impacto:

          Resistência construtiva para o combate.
          Um almirante russo certa feita teria dito que para tirar a frota de superfície dos europeus de combate bastavam apenas algumas salvas de 130mm.
          Ele estava errado, basta somente uma, abaixo da linha d”agua.

          • Durante a visita de uma das fragatas italianas da Classe FREMM aos EUA, os americanos ficaram surpresos com o cuidado tomado no projeto da embarcação para oferecer instalações mais confortáveis aos marinheiros.

      • Tempos diferentes…

        Hoje, a complexidade de sistemas embarcados torna qualquer vaso terrivelmente caro, e não tem como esses navios serem os monstros flutuantes de antes.

        Imagine um vaso do tamanho de um ‘Zunwalt’ e com a blindagem de aço típica dos encouraçados dos anos 30/40 em nossos dias, e aplicando as tecnologias atuais, tal qual o vaso americano supracitado… Certamente teria mais de 25.000 toneladas e talvez o custo de um porta-aviões para adquirir o operar… É bem verdade que resistiria a um torpedo, e certamente a todos os mísseis anti-navio existentes por aí, mas isso não muda o fato de que navio atingido é navio inutilizado na maioria das vezes… Termina que no custo/benefício não compensa…

      • Desculpe James Marshal, mas carros dos anos 50 e 60 não chegam nem perto dos atuais em termos de durabilidade e resistência a impactos.

        A grossura da chapa da lataria é só isso. Estruturalmente é como se fossem feitos de papel. Foi feito um teste (disponível no youtube) com carros 1958 e um 2008. Se chocaram de frente e o modelo novo literalmente entrou dentro do antigo. Depois do impacto podia até abrir a porta do motorista. O antigo mataria o motorista instantaneamente.

        Carros modernos tem galvanização infinitamente superior aos antigos, muito mais resistentes a corrosão. Um carro moderno pode literalmente passar de 1 milhão de milhas sem abrir motor, desde que feita manutenção. Um antigo nem chega perto disso.

    • Até pq o próprio nome já diz: controle de dano e não controle de destruição quase completa do casco.
      A extensão dos danos é grande demais, neste caso nem compensa recuperar o navio, é mais seguro encomendar outro e transpor o que for possível de um para o outro (eletrônica embarcada e armamentos).

      • jodreski,

        Creio que está com a razão… Veremos…

        Imagino que o que esteja pra baixo da linha d’água já esteja condenado… E se o navio virar e mastro tocar a água, acabou-se…

    • Eles fizeram isso para apoiar ela no rochedo por causa de vazamento de combustível e encaixar ela melhor. É provável que a embarcação não seja salva mas sirva de fonte de peças…

  7. Se acontecesse aqui o complexo de viralatismo atingiria níveis elevados, sobre nossa incapacidade. Fora os memes nas redes sociais.
    Mas como aconteceu com a Noruega bacana, ficou tudo numa boa.

  8. USS Wisconsin da classe Iowa colidiu com um “destroyer” na década de 1950 e teve sua proa tão danificada que foi substituída pela proa do encouraçado “kentucky” um dos 2 encouraçados da classe Iowa que não chegaram a ser completados e estavam aguardando a disposição final…
    então até os “Iowas” tinham seus pontos fracos.

  9. Em 1943 o “poderoso Yamato” foi torpedeado pelo submarino USS Skate…um único e mísero torpedo colocou o mais poderoso encouraçado do mundo fora de ação…que a propósito era
    deficiente na proteção abaixo da linha da água e também na proa conforme lembro de ter lido em um livro que tenho em casa sobre encouraçados das “potências do eixo” e que dá uma boa descrição das vulnerabilidades dos respectivos encouraçados.

  10. F=M*A (força é igual a massa vezes a aceleração)

    Obs.: Tamanho do petroleiro
    Gross Tonnage: 62.557 t
    Deadweight: 112.939 t

    Simples equação que justifica os estragos. Dado a dimensão (massa) do navio tanque até que a fragata foi valente, pelo menos ainda está a boiar.

    • Boa tarde Ricardo.

      Um dos Burkes se chocou ou foi abalroado, ou ainda, abalroou um navio de bom porte e se manteve flutuando. A OHP levou dois Exocet nos costados, você até poderia fazer o cálculo da velocidade de impacto dos dois mísseis mais o valor da força da explosão da cabeça de guerra, e ela continuou flutuando.
      Fatos meu amigo, fatos, e navios pensados para suportar danos em combate.

  11. “No futuro, isso acontecerá:

    A fragata será aparafusada à terra, levantada em uma barcaça , esvaziada por munição e depois 34 quilômetros até a base naval de Haakonsvern.”

    Vi no site do jornal aftenposten, traduzido pelo google, mas já da pra ter noção que não será sucateada.

  12. já já vai acontecer o mesmo com “uma das” niterói, mas é claro, com ela sem bater em ninguém… elas já estão no bagaço e a marinha insiste upgrade de navio que já deveria estar aposentado!

  13. Interessante que os comentários depreciativos tanto a respeito das qualidades estruturais quanto das capacidades de armamento do navio em questão não apresentam nenhum dado técnico. São apenas palpites/especulações.
    Gostaria eu de ter uma belonave equivalente a esta na MB.

    Sds.

  14. Alguém avisa a Petrobrás que ano que vem os petroleiros deles vão ser empregados na defesa nacional, pois não podemos comprar navios novos para a Marinha e aparentemente todo mundo quer bater em um petroleiro agora, mas o curioso que eles estão se mostrando mais eficiente em danificar navios das marinhas mundo a fora do que mísseis antinavio, mas brincadeiras a parte fico curioso em saber por que esse tipo de acidente está acontecendo frequentemente, sou leigo mas acho que até para quem entende do assunto isso é estranho.

  15. É que nem acidente de motocicleta quando passa no sinal verde e é pega por veículo maior que avançou no vermelho : pode até estar certo mas leva a pior.

  16. É, pessoal . . . Vão aparecer muitas teorias, mas pra mim, foi o mesmo caso das americanas. Foi “bobeada” da tripulação. Eles poderiam estar cansados, mas sendo um navio de guerra, não existe nada que justifique eles não terem visto um petroleiro de 60.000 toneladas. Isso deixa em sérias dúvidas a real capacidade de combate de algum dos navios de guerra da OTAN.

    • Na minha opinião…o que aconteceu com os 2 “DDGs” da US Navy é justificável, apesar de triste. Ambos os “DDGs” estavam baseados no Japão e justamente por estarem na “linha de frente” eram mais exigidos…adicione-se a isso, corte de verbas, falta de pessoal e uma área congestionada de navios cuja reação à manobras evasivas é lenta e se tem uma receita de desastre.
      .
      Outras marinhas dadas às exatas mesmas condições teriam se saído melhor ? Talvez…talvez não, não há como saber de fato !

  17. Não falo da capacidade efetiva.
    Mas em termos de visual, parece muito mais moderna do que as OHP americanas com aquele monte de ferro que parece mais a cobertura de um prédio antigo com aquelas antenas de TV de cada apartamento do prédio…
    Um verdadeiro garajal…

  18. Vou escrever. Se for tolice, aceito as broncas.

    O bulbo da proa tem finalidade hidrodinâmica. Corta a água à frente do casco. Não é um torpedo. Navio de 100 mil toneladas navega por GPS. A tripulação, por vezes, não chega a 20. Tudo eletrônico e automatizado.

    No mar, a preferência é do maior. Levando em consideração que navio não tem freio e que um gigante de dezenas de milhares de toneladas está com a rota traçada e, todas as embarcações na região comungam do mesmo perigo principalmente em um fiorde…alguém na fragata dormiu.

    Mesmo não entendendo nadinha dessas coisas concordo com o Galante. Nenhum outro meio sobreviveria a um abarrotamento desses. Descomunal.

    Navios tradicionais construídos somente em aço tem centenas de chapas cortadas e soldadas. Nos mais antigos percebe-se o estufamento provocado pela ferrugem e pelo tempo. Talvez, um desses feitos com chapas soldadas não tivesse sobrevivido. A construção com materiais compostos pode ter ajudado a fragata.

    Mas, não entendo nada dessas coisas.

  19. Esteves, as Burkes sobreviveram, e olha que um dos navios é grande. Deve ter sido uma intervenção alienígena ou algum “golpeduzamericanu’.

  20. Bom dia,

    Vendo as noticias de fora, informaram que ela afundou… So o domo do radar é visivel…

    E agora ? Se tirarem ela de la, é scrap ou ainda da para salvar algo ?

    [ ]´s

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here