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Marinha do Brasil participa da Operação Atlântico V

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No dia 6 de novembro, nove navios da Marinha do Brasil suspenderam do Rio de Janeiro com destino a Itaoca, no litoral do Espírito Santo. Neste ano, a Operação “Dragão XXXIX” esteve inserida na Operação “Atlântico V”, um exercício conjunto coordenado pelo Ministério da Defesa, que reuniu até o dia de hoje (14), 2.845 militares da Marinha, além de efetivos do Exército e da Força Aérea Brasileira.

O dia 9 de novembro foi o Dia “D” da operação, com o desembarque das tropas de Fuzileiros Navais na praia de Itaoca. Foram 1.726 militares da Força de Fuzileiros da Esquadra, divididos em 106 viaturas operativas e 12 blindados (entre eles 8 carros lagarta anfíbios). O foco da projeção anfíbia foi a evacuação de não-combatentes, que tem como objetivo prover a necessária segurança para a saída de brasileiros que se encontram em país estrangeiro, onde instabilidades podem colocar em risco a integridade física. As ações em terra simularam a triagem, evacuação e retirada desses civis.

A Força-Tarefa Anfíbia, comandada pelo Contra-Almirante Paulo César Colmenero Lopes, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv-1), foi composta pelo Navio Doca Multipropósito “Bahia” (G40), pelo Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia” (G25), pela Embarcação de Desembarque de Carga Geral “Marambaia” (L20), pela Corveta “Barroso” (V34), pela Fragata “Rademaker” (F49), pelo Navio Patrulha “Guaporé” (P45), pelo Navio de Patrulha Oceânico “Apa” (P121), com o apoio do novo navio capitânia da esquadra brasileira, o Porta Helicóptero Multipropósito “Atlântico” (A140) e do Navio de Apoio Oceânico “Purus” (G152), que atuaram como força amiga, realizando ações de desembarque de tropa (150 Fuzileiros Navais), operações aéreas e de apoio logístico. Entre os meios aeronavais, a operação contou com 9 aeronaves da Marinha do Brasil (4 UH-15, 2 UH-12, 1 AF1, 1 AH-11A e 1 SH-16), além de aeronaves da Força Aérea Brasileira.

No dia 11 de novembro, o Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante de Esquadra Ademir Sobrinho, além de membros do Almirantado, Oficiais Superiores das Forças Singulares e demais Oficiais, estiveram na área de operações em Itaoca (ES), onde percorreram os locais das ações em terra.

Em seguida, visitaram as instalações do Navio Doca Multipropósito “Bahia”, onde assistiram à simulação de uma evacuação aeromédica, com o pouso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira, que levou um paciente para ser atendido no Complexo Hospitalar do navio, que tem 500 m², duas salas de cirurgia, UTI, capacidade para atender até 100 pacientes por dia, e reuniu médicos, enfermeiros e farmacêuticos das três Forças.

FONTE: Marinha do Brasil

21 COMMENTS

  1. Quem prestou apoio aéreo no desembarque? Foi apenas o AF-1 ? Ou teve aeronaves da FAB também? Outra pergunta é: em caso de uma operação dessas na África por exemplo as naves da FAB ou os AF-1 com revo, teriam autonomia suficiente para tal apoio?

    • Depende do local da África, se estivermos falando da Costa ocidental africana, então um c130 de revo no atlantico é o suficiente, mas qnt mais se afasta para o leste, mais difícil vai sendo

      • Mas…se as aeronaves não tiverem onde pousar na África, mesmo na “costa ocidental”…de nada adianta apenas elas chegarem até lá pois terão que iniciar a longa jornada de volta, após um tempo mínimo sobre o alvo…apoio aéreo requer persistência.

  2. Tallguiese… com apenas 7 AF-1 isso daqui alguns anos, sendo 3 de dois lugares usados principalmente para treinamento e sempre um ou outro em manutenção não seria viável
    uma complexa operação de reabastecimento para tão poucos que caso não conseguissem pousar no outro país pouco poderiam fazer de qualquer forma.
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    Acredito que o plano “B” seja contar com apoio aéreo de outra nação, se necessário, ainda mais tratando-se do outro lado do Atlântico como você sugeriu , que provavelmente também estaria envolvida na remoção de seus próprios cidadãos…na minha opinião.
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    No mais é bom ver o “velhinho” G 25 ainda dando um bom caldo…já, quanto ao segundo navio mais antigo da Esquadra, o “Mattoso Maia” aguarda-se o retorno…quem sabe, 2019 ?

    • Navios Aeródromos são ideais para isso, mas, veja que nem os russos puderam usufruir do seu único NAe ano passado quando o mesmo foi enviado para a Síria…as poucas aeronaves a bordo passaram a operar a partir de terra, após problemas a bordo, juntamente com aeronaves da força aérea russa já baseadas lá…então no caso russo foi importante ter a permissão do governo do país aliado , no caso Síria, para estabelecer apoio aéreo.
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      E mesmo os americanos não possuem NAes em número suficiente para estar em todo o lugar…o Golfo Pérsico anda às moscas, quanto a NAes, desde que o USS Theodore Roosevelt saiu de lá mais de 6 meses atrás.

  3. Talvez fosse o caso de as próprias forças que estivessem desembarcando pudessem rapidamente providenciar uma pista improvisada para utilização de determinado tipo de aeronaves. Talvez inclusive contando com equipes da FAB junto desses elementos. Mas sempre é o caso, claro, de se coletar a inteligência acerca do TO para que o melhor plano possível seja feito e tenho certeza que isso já é um modus operandi comum nas FFAA a muito, muito tempo.

  4. O “Atlântico ” esteve na Região de Itaoca ??
    Ele Participou Efetivamente do Exercício ??
    Não é Equivocado o seu Uso em Tão pouco tempo
    Após a sua Incorporação ??

    • Jorge…
      .
      no caso de você retornar ou mais alguém eventualmente interessado… não há nada “equivocado” e vou até dar um pequeno exemplo.
      .
      Alguns meses após ser comissionado em outubro de 2014 e mesmo antes de passar pela “manutenção pós comissionamento” obrigatória para todo navio e submarino, o USS North Dakota, submarino da classe “Virgínia” foi enviado em missão ao Mediterrâneo e tornou-se o primeiro submarino da US Navy a lançar um veículo não tripulado.
      .
      Ele não estava pronto ainda para missões de longa duração, seis meses ou mais, mas,
      para missões de menor duração e mesmo envolvendo um importante teste com veículo não tripulado, sim e aproveitou-se sua disponibilidade sem afetar a rotina dos demais submarinos.
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      Então no caso do “Atlântico” ele pode ainda não estar “maduro”, mas, pode executar muitas funções e é saudável para ele e sua tripulação integrar-se o mais rapidamente possível.
      .
      abs

  5. Boa Tarde !! Dalton !!
    Minha Estranheza foi Apenas pelo fato de o Navio Não ter passado por Todas as Qualificações de Praxe !!
    Até pelo fato de que Cada Marinha tem seus Protocolos de Funcionamento !!
    Mas Fico Feliz pelo fato do Navio já se Apresentar num Exercício Tão Importante !!

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