Home Marinha do Brasil Bastidores: Era Bolsonaro é a maior chance da MB desde o evento...

Bastidores: Era Bolsonaro é a maior chance da MB desde o evento Lula/Pré-Sal

10965
78
Fragata Defensora
Fragata Defensora passando por uma plataforma de petróleo

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Há tempos – anos – que as perspectivas não eram tão boas.

O último impulso que a Marinha do Brasil (MB) recebeu de parte da Presidência da República aconteceu em 2007, quando, em sua rusticidade, o então Presidente Luís Inácio Lula da Silva se convenceu da necessidade (mais do que isso: da urgência) de prover a Marinha dos meios necessários à proteção das reservas petrolíferas do Pré-Sal – área de 800 km de extensão, enterrada no leito submarino defronte ao litoral sudeste do país.

A solução, nesse caso, seriam os submarinos, o que gerou duas iniciativas: um programa de construção nacional de quatro embarcações de tecnologia francesa, e um reforço de tecnologias e recursos humanos para manter a continuidade do programa de desenvolvimento do primeiro submarino de propulsão nuclear.

Ambas as ações conheceram dificuldades crescentes nos últimos quatro anos.

No primeiro semestre de 2015 foi necessário que o então ministro da Defesa, Jaques Wagner, viajasse às pressas para Paris, a fim de renegociar os termos do acordo bilateral Brasil-França que sustenta o chamado Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

Mas, nas últimas semanas, os indicadores de restrições e sofrimento orçamentário deram lugar a indícios de que a MB terá, de novo, uma chance de crescimento.

Prosub – Base e Estaleiro de Itaguaí
Prosub – Base e Estaleiro de submarinos em Itaguaí

Clube Militar – Permaneceu em sigilo, por exemplo, o fato de que, ainda em setembro, o ex-ministro da Marinha – e decano dos submarinistas brasileiros –, almirante Alfredo Karam, foi convidado para uma reunião sigilosa com militares bolsonaristas.

O encontro, à noite, na sede campestre do Clube Militar, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, foi presidido pelo general da reserva Hamilton Mourão, então candidato a vice-presidente da República na chapa liderada pelo deputado Jair Messias Bolsonaro.

Participaram da conversa outros três militares – generais da reserva com atuação no Clube Militar – e um único civil: o presidente da Academia Brasileira de Filosofia, João Ricardo Moderno, de 66 anos, que viria a falecer, a 6 de novembro passado, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Na reunião com os oficiais da Força Terrestre, todos muito mais modernos do que ele, Karam, de 93 anos, foi tratado com atenção e deferência.

Perguntado sobre a situação material da Marinha e as prioridades da Força (na visão do veterano oficial, obviamente), Karam discorreu, sem subterfúgios, sobre o estrangulamento financeiro da corporação, em decorrência de compromissos assumidos para a renovação da Arma Submarina.

A favorecer o ex-ministro havia o fato de seu íntimo relacionamento com o atual Comandante da MB, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, a quem gosta de definir como seu “sobrinho”.

Além disso, Karam é vizinho de Leal Ferreira no bairro da Barra da Tijuca. Não raro, o ex-ministro chega às solenidades militares para as quais é convidado no carro oficial do Comandante da Marinha.

Aos generais o ex-ministro falou, portanto, com propriedade, sobre a prioridade absoluta que a Força confere à obtenção dos navios Classe Tamandaré, o notório envelhecimento da frota de superfície, e as responsabilidades enormes, assustadoras mesmo, de uma Instituição que precisa estar presente em águas jurisdicionais brasileiras – na rede hidrográfica, junto ao litoral e em mares bem mais distantes, de outro hemisfério.

1º Distrito – Com Bolsonaro eleito surgiram novos indicativos de que a Marinha vem, em alguma medida, tendo as suas necessidades levadas em consideração: (1) a visita do novo presidente ao gabinete de Leal Ferreira (que, em determinado momento chamou todos os quatro estrelas presentes em Brasília para que eles pudessem conhecer pessoalmente e cumprimentar o futuro chefe do Governo); (2) a história, desencontrada e até hoje mal contada, de que o chefe da Força Naval foi nome cotado para a Pasta da Defesa (aparentemente mais uma inconfidência desastrada do general Mourão), mas pediu dispensa da indicação por motivos pessoais; e, finalmente, (3) o curioso e, até agora, não explicado, encontro de Bolsonaro com Leal Ferreira em uma dependência do 1º Distrito Naval, na manhã da sexta-feira, 16 de novembro  – acerca do qual, tudo o que se sabe com certeza é que a conversa foi pedida pelo deputado eleito para governar o país.

Há relatos, também, de que Jair Bolsonaro apreciou, sinceramente, a postura de Leal Ferreira: um oficial afável e ponderado, que não deu mostras de ter ficado magoado com a notícia, não-confirmada, de sua indicação para o ministério.

Mas o indício mais recente de que há uma chance real de melhores dias para a Marinha veio nesta sexta-feira, 30, com o anúncio de que o diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior – um submarinista (considerado, no fim da década de 1990, como o melhor comandante que o submarino Tupi já teve) – será o futuro ministro de Minas e Energia.

Bento é amigo pessoal de Leal Ferreira e de Karam.

No grupo dos ministros de Bolsonaro, o almirante terá, agora, a oportunidade de, mesmo informalmente, defender o prosseguimento do programa do submarino nuclear da Marinha – que muitos altos executivos da Base Industrial de Defesa consideram um desperdício de dinheiro (conforme disseram, dois anos atrás, numa reunião em São Paulo, ao então ministro da Defesa Raul Jungmann).

NPa Macaé
NPa Macaé

BNDES – O que se espera de Jair Bolsonaro em relação à Marinha é, antes de tudo, o fim da insensibilidade de órgãos públicos com as necessidades da Força.

Situação que pode ser resumida na frustração do ex-Comandante da MB, almirante de esquadra Moura Neto, quando tentou que o BNDES financiasse a construção de 20 patrulheiros Classe Macaé (Vigilante francesa) pelo regime de leasing.

O Banco negou ajuda aos almirantes, sob o argumento (entre outros) de que não havia como realizar um seguro para o aporte dos recursos demandados pelo programa.

Na Era Petista, o BNDES examinava com generosidade investimentos em Reais em países tão “parceiros” quanto Angola, Cuba e Venezuela.

Para a Marinha do Brasil, nada.

78 COMMENTS

  1. A Marinha tem que colar em Bolsonaro, Marcos Pontes e especialmente o Paulo Guedes, explicar as razões e mostrar o retorno que o país pode ter desenvolvendo tecnologias e ajudando estaleiros nacionais na fabricação de navios. É a hora do tudo ou nada mas felizmente para a Marinha do Brasil, é apenas tudo, pois o nada ela já tem.

  2. “O Banco negou ajuda aos almirantes, sob o argumento (entre outros) de que não havia como realizar um seguro para o aporte dos recursos demandados pelo programa.”

    E hoje toma um calote de mais de 1 bilhão da Venezuela e Moçambique.

  3. O Brasil tem um dos maiores orçamentos militares do mundo (10o ou 11o) mas a maior parte é gasto num efetivo excessivo que exerce diversas funçoes alheias à defesa nacional e em aposentadorias e pensões.

    Até pelo novo governo ser simpatico às forças armadas nao vejo que haverá qualquer açao para reduzir efetivos ou gastos com beneficios. E como a situaçao do deficit publico é grave, nao vejo chance de um aumento de gastos.

    Inevitavelmente o que continuará havendo é um contigenciamento de investimentos. O que, na prática, é enxugar gelo.

    • Não confunda alinhamento com “postura submissa”… e quanto a “OHPs”, a melhor hora para adquiri-las, 2015, já ficou para trás…Taiwan adquiriu duas apenas e em breve será anunciado o destino final das restantes, desmantelamento ou alvo em exercícios.

      • Nossos governantes só seguem os protocolos do consenso de washington entre eles o de entregar todo o patrimônio e riquezas do pais…se querem privatizar que privatize direito…seguindo o modelo europeu…e que não privatize os setores estratégicos com vendas abaixo do seu valor real, através de avaliações duvidosas, leilões combinados, utilizando-se “moedas podres” por quem as comprou na baixa e utilizou com o valor de face, apurando valores reais irrisórios…Seremos um país de alguns ricos e muitos pobres e sem acesso a saúde, educação e “vítimas da segurança”…

        • Cavalo do cão, realmente a era PTista configurou o país em uma grande mazela e injustiças sociais, disseminação da pobreza e desemprego, falta total de saúde, educação = a zero, insegurança, banqueiros lucrando bilhões…. o pensamento da esquerda caiu de podre, e não espero o sr entenda isso pois apesar da maioria entender a realidade poucos não entendem por analfabetismo ou conveniência $$$.

          • Essa desculpa esfarrapada já está perdendo fundamente e se Bolsonaro for um governo ruim, com o tempo as pessoas vão começar a ver que a era PTista e “esquerdista” não era tão ruim. Ai essa babaquice bannoniana-olaviana não terá mais efeito nenhum.

          • IZ exatamente isso. A tragédia financeira não vai mudar do dia pra noite. Ainda mais em um cenário de redução de imposto, uma tremenda bobagem sob qualquer perspectiva, ainda mais se essa diminuição for para os mais ricos. Infelizmente existem outras prioridades, e uma delas cobrir o rombo de 140 bilhões no ano que vem, que deverão sair de cortes de gastos ou aumento de impostos. Em um governo que não pensa por um segundo em reduzir privilégios, com certeza não vai sobrar dinheiro para reequipar a marinha ou qualquer uma das forçs

  4. O que me preocupa é a postura submissa do novo governo aos EUA. Isso sim é uma ameaça real a programas estrategicos como o submarino nuclear e o programa espacial (satelites de comunicacao, por exemplo) que pode ser exterminados como forma de economia e para agradar o novo chefe.
    Outro efeito nocivo pode se a enxurrada de sucata americana (OHPs, M-60, helos Cobra) a ser presenteado pelo Trump e que pode causar, aos leigos, uma impressao que estamos reequipando as forças armadas, mas na verdade só vai servir para enterrar programas militares nacionais e comprometer o orçamento com gastos de operaçao e manutençao crescentes.

    • Para a oposição ao novo governo, qualquer aliança do Brasil com outros países que não sejam os Corruptos Castristas Cubanos e que não sejam os Assassinos Chavistas da Venezuela, eles chamam de submissão. Ou seja, é a velha oposição ao Brasil, que sempre quis, de fato, submeter o Brasil aos países controlados por Corruptos Castristas ou Partidos totalitários Chineses.

  5. Imaginem oq dava pra fazer na MB com todo o dinheirama do BNDES, que foi parar nessas ditaduras e republiquetas socialistas durante todos esses anos ? Bilhões e bilhões de reais perdidos, que provavelmente nunca mais iremos ver pois vamos levar um calote

    E somos obrigados ainda a ver “neguinho” que segue essa ideologia escrever nos comentários: “entreguista e traidor da pátria” mas se cala a todos esses desmandos que a orcrim fez com o Brasil, dá vontade de dar um bica no rabo de um infeliz desses.

    • Exato!

      Tem que esfregar na cara dos infiltrados para desmascará-los! O “nacionalismo” destes aí é o da “Pátria Grande bolivariana” e acham que tem alguma moral para falar dos americanófilos!

    • Já viu o superavit comercial do Brasil em relação a essas “Republiquetas”? Ou vc acha que são os USA (2º maior produtor de gado) que compra a nossa proteína animal? Por isso que eu adianto, a política internacional desse governo será trágica. Tem uma visão de mundo cheia de erros conceituais.

      • Os maiores erros conceituais em termos de política externa na história “destepaiz” foram observados durante a “diplomacia dos atabaques” dos governos petistas meu caro Relojoeiro! E foi por momentos constrangedores como os envolvendo os ativos da Petrobrás na Bolívia e o farsesco acordo nuclear de Teerã que o funcionário da chancelaria israelense usou com muita propriedade a expressão “anão diplomático”

        • Fora a vez em que o cocaleiro mandou revistar à força a aeronave da FAB que traria de volta Celso Amorim ao Brasil. Vergonhoso. Altivo com o 1º mundo, mas com as calças totalmente arriadas para os bolivarianos.

    • Se a desistência da refinaria da Petrobrás para a bolívia, foi entreguismo direto, na cara dura aos irmãos bolivarianos, assim como os recursos que escoaram do bndes para as pátrias amigas e negam um pedido da MB, só aqui o responsável sai impune

  6. 30/11 – sexta-feira, bnoite, Ao meu ver o que deveríamos fazer seria tirar proveito da aproximação Brasil X Usa, e, através dos americanos tentarmos adquirir meios navais dos aliados Asiáticos, Japão, Coreia e até quem sabe Israel, pois o que mais necessitamos no momento os USA, não tem.para fornecer que são as escoltas, porém, Japão e Coreia possuem muitos ( destróieres e fragatas) que seriam muito bem vindo na MB, com um bom financiamento, acho que os americanos poderiam nos ajudar.

    • 01/12 – sábado – bnoite, pergunta: sou só um curioso, leio muito, e, as vezes fico em dúvidas, gostaria que se possível me esclarecessem: a pouco tempo o Japão ofereceu de construir navios/ aviões que poderiam ser de interesse da MB, entre esses equipamentos falavam em fragatas classe asagiri. Então fica a pergunta, nesta fase difícil nas contas da MB e do Brasil, um acordo governo/governo para construção de 3/4 dessas fragatas não seria interessante, na época li que o Japão estava financiando a longo, longo prazo e com juros baixos. Porque não incrementamos esses contatos???

  7. Aos novos integrantes do governo que em janeiro 2019 se inicia votos de pleno êxito. Competência é um dos atributos que não falta a nenhum dos militares e civis indicados para os mais variados mi mistérios. Meu especial e fraterno abraço ao Exmo Sr Alm Esqd Bento que tive a ho tá e satisfação de conheço- lo quando estudamos para nossas escolas de estado maior respectivamente no antigo quartel do forte de São João- Urca. Cumprimento a todos. Brasil acima de tudo é Deus acima de todos.

  8. O tempo urge. Os chineses já vão construir bases ali, logo do outro lado do oceano em pleno Atlântico sul. Ou nós resolvemos assumir uma posição de potência do Atlântico sul ou os nossos amigos chineses se sentirão no direito de assumir este papel. O caso do barco pesqueiro foi só o início.

    • Concordo. A China já está estendendo seus tentáculos na África, inclusive em países banhados pelo Atlântico Sul, sabendo que é, nesse momento, “mar de ninguém”.
      Muitos aqui, e até concordo, argumentam que o Brasil não precisa de porta-aviões atualmente porque não precisa projetar poder. Bem, acho que nos próximos anos precisaremos caso a China consiga bases militares na Namíbia ou em Angola, por exemplo. O ímpeto chinês pelo poder e sua política expansionista ainda nos darão trabalho no futuro… Sei que gente muito preparada das Forças Armadas sabe disso, inclusive melhor do que nós, e torço para que façam bom proveito dos próximos 4 anos para se reestruturarem.

      • Esse sem duvida será o próximo movimento chines, veremos algum movimento americano baseando algum PA no Atlântico Sul e isso deixara a MB no fogo cruzado….Esse movimento deve acontecer quando a PLAN ter seus 6 PA, acredito que será 1 ou 2. Por isso é tão importante os SSN’s da MB sem eles não adiantará ter um PA, assim como devemos ter uma base no Nordeste, o ponto mais estreio entre o continente sul-americano e africano e entre eles a ilha de Ascensão…, essa base deve ser capaz de abrigar uma força de Submarinos e unidades ASW, asas fixas e rotativa(nem que seja apoiada por um OPV “armado” como medida de urgência), não estou dizendo que seria uma 2° esquadra, ou uma 2° força submarina(embora seja uma boa ideia), mas sim uma base capaz de apoia-las de forma sustentável, por um bom tempo e se necessário de forma simultânea…Se ela for capaz de apoiar um NAe de grande porte pode servir de barganha antes do envolvimento do Brasil na questão bélica (afinal China e EUA estarão querendo ter controle no trafego Atlântico Norte-Atlântico Sul)…

        • Flavio concordo plenamente com você. Em relação aos PA, acredito que o dinheiro que o pais investiria nele, seria melhor realoca-los para os SSN’s, pois uma nação que tem um bom número de submarinos faz com que a nação atacante pense 2x.
          Não votei nesse presidente, mas espero que ele faça um bom governo. Aqui em PE tem o estaleiro Atlântico Sul e rezo a deus que ele traga investimento para a marinha para assim construirmos navio aqui tbm.

        • Nem durante o auge da guerra fria quando a US Navy tinha um número maior de NAes, pensou-se em basear um NAe no Atlântico Sul…e “basear” não é tão simples assim.
          .
          O país que concordasse teria que pagar por toda a infraestrutura necessária para se manter um NAe de propulsão nuclear, sua “ala aérea”, 2 cruzadores para que ao menos um sempre estivesse disponível, pelo menos 4 “destroyers” e unidades de apoio, provavelmente até pequenos rebocadores de porto tripulados por americanos, como acontece em Yokosuka onde o USS Ronald Reagan está baseado.
          .
          Talvez um dia o Atlântico Sul mereça toda a preocupação apregoada por muitos, mas, ainda assim, o Pacífico e o Atlântico Norte continuarão sendo
          prioridade e a US Navy nunca mais terá o tamanho que teve no fim da guerra fria e a marinha chinesa sempre terá em seu inventário um grande número de “pequenos combatentes” e submarinos convencionais, mais
          adequados para o próprio “quintal”.

  9. O pais deve mudar. Mudança tem preço alto. Reformar estruturas como a Previdência é trabalho de Atlas. São 3 sistemas falidos. INPS. INSS. Previdência Social ou Super Receita. As 3, quebradas porque pagam mais do que recebem, tem uma comunidade comum: dívida ativa. Calote. Dizem ser 50%. Aqui na cidade aonde vivo é 50%. Empresas falidas, empresas fantasmas, empresas que não pagam, empresas que sumiram.

    É um vespeiro. Qualquer mexida impacta nos 50% que pagam. Sorocaba, segundo matéria publicada no Cruzeiro do Sul, o calote chega a 2 bilhões. Irrecuperável. Há outros 5 mil municípios.
    Ninguem arrisca mudar. Dilma alterou a receita da Previdencia. A tal desoneração. Ninguém sabe quanto o país perdeu. Li sifras de 400 bilhões. Talvez menos…350 bilhões.

    O sistema atual garante receita para as empresas. Elas descontam do pagamento e se apropriam do desconto. Quando o funcionário descobre e muitas vezes isso acontece após a empresa fechar, ser vendida ou falir, reclama na Previdência. Mostra os descontos. 10, 15, 20 anos. Descontos.

    Sem te recebido, a Previdência Social “acerta” o CNIS do empregado. E vai tentar receber de quem não pagou. Exemplo ululante, clubes de futebol. Vai aposentar sem ter recebido. Resultado…previdência quebrada.

    Uma mudança possível seria o próprio empregado pagar sua previdência da mesma forma que faz com o IR. Como o autônomo faz.

    As pensões não aflitam somente a Defesa. É assim que funciona o regime dos estatutários. Precisa aumentar a contribuição. Quem quer pagar mais? Precisa cobrar dos inativos que não pagam. Quem aceita? Todos criticam o cenário dantesco de 80% do orçamento da defesa para despesa com gente. Quem mexeu no meu queijo?

    Muito fácil acostumar com queijo francês. Comer queijo prato nacional gordurento que derrete na bandeja…

    Garantir dinheiro novo para aumentar o investimento da e na MB…essa conta tá pronta. 1,5 bilhões de dolares ao ano por 15 anos. Quero ver quem assina e quem paga.

    Muitos executivos da Base Industrial de Defesa consideram um desperdício de dinheiro. Contrata a empresa, assina contrato, e com o programa em andamento, criticam. Sabotam. Por que entraram? Por que fazem parte do time de fornecedores? Por que não confiam? Do que reclamam?

    Esse país tem muito discurso e muito drama. Burocratas. País socialista. Pais dos balcões. Gente matuta. O presidente prometeu uma gestão técnica. Será difícil. Se…se ele fracassar o país cairá de joelhos por mais 30 anos à espera de outro FHC. Jesus nos livre.

    Quem está comendo queijo francês Fol Epi? Quem troca o Parmigiano Reggiano por queijo ralado nacional?

    Dinheiro não vem de Jesus. Vem do Banco Central que emite a moeda, vem dos impostos e vem das vendas. Só dessas. No tem outra. PIB ou Banco Central. Aha, tá. Esqueci da dívida pública que a Dilma deixou. Então são 3.

    A dívida custa 100 ou 150 bilhões ao ano. É isso que o presidente quer discutir com a Europa. Eles não querem sequer tocar no assunto. Abater tarifas na dívida. Amortizar o pagamento dos juros. Se sobrar 50 bilhões por ano…é um caminho pra sair da vala.

    Não entendi o que o filho falou. A maior ou uma grande ameaça ao presidente vem de quem está próximo. Já?

    • Só uma informação, alguns milhares que comentam no trilogia já disseram que os inativos militares aínda contribuir para a “previdência” militar. No mais concordo com você.

    • Destes 400 bilhões de reais devidos por empresas, METADE, é irrecuperável, pois é devido por empresas que faliram e.g. Varig, entre outras. Porém, vamos, em um exercício de imaginação, presumir que este déficit seja pago, todos os 400 bilhões de reais…o que aconteceria?
      Bem, o déficit da previdência é de 268 bilhões de reais AO ANO (e está aumentando). Se esses 400 bilhões de reais o déficit da previdência seria quitado por menos de dois anos e, depois, voltaria a mesma situação de antes.
      O Brasil gasta com a previdência, em equivalente do PIB, o mesmo que o Japão, com a diferença que eles têm três vezes o número de aposentados do que nosso país.
      O PROBLEMA da previdência, que já pode se dizer, tornou-se uma odisseia, não possuí solução mágica, pois foi causado por décadas de governos populistas que, sabendo o que iria acontecer, não fizeram as reformas necessárias para impedir. Já passou da hora de servidores públicos terem um teto em sua aposentadoria; já passou da hora de termos uma idade mínima para a aposentadoria; enfim, já passou da hora de mudar um sistema que está fadado à falência e à ruína.

      • O que é um déficit?

        Sai mais grana do que entra. Por que? Décadas de populismo. O Estado é de todos. Todos se servem do estado.

        Pensão precisa de teto. Teto da CLT em torno de 5 mil. Não o teto dos fundos de pensões e dos estatutários. Poderia ser se o regime deles fosse sustentado. Querem aposentar com 30 mil, tem que haver caixa para pagar. Querem aposentar com 50 anos de idade tem que haver caixa para pagar.
        Pensão precisa de tempo. Tem que haver tempo de contribuição.
        Pensão precisa de idade mínima.

        Em Sorocaba os inativos custam 500 milhões por legislatura. O buraco passa de 2 bilhões. A prefeitura completa o caixa do fundo de pensão dos inativos. Aonde foi parar essa grana se quando o regime foi criado ele se sustentava? Era auto gerido. Aonde?

        Até quando os administradores dos fundos de pensão irão sustentar negócios como a Sete Brasil? Como autarquias falidas? Quando vamos começar a prender prefeitos? Presidentes e governadores estão puxando a fila.

        Essa história que o déficit da Previdência é XXX é duvidosa. Todos os governantes metem a mão na Previdência. Quanto, realmente, é o déficit causado pela falência do sistema? O que a Previdência está financiando?

        Dentro da Defesa, não dá pra tocar a vida com 80% do orçamento pagando gente. E 10% pagando manutenção. Dentro desses 80%, 76% são inativos. Conhecendo o jeitinho que se dá nas contas…é provável que mais de 80% seja despesa com gente. O tal custeio.

        Quem? Quem poderá melhorar isso?

  10. Essa idéia de que um alinhamento automático com os EUA trará benefícios e vantagens para o Brasil é ridícula e anacrônica. Isso não aconteceu nem no tempo dos governos militares, em plena guerra fria, quando seria mais esperado ainda que nosso alinhamento com o ocidente trouxesse benefícios para o país. Basta lembrar o governo Geisel, quando foi rompido o acordo militar com os americanos e foi iniciada a chamada política externa independente. Os EUA não deram quaisquer vantagens ou privilégios para o Brasil por se alinhar com os americanos. Será diferente agora com o governo Trump, um presidente que despreza latinos e os considera inferiores? Isso em um cenário internacional em que não mais existe a ameaça comunista. Alguém acredita, de verdade, que os americanos irão nos favorecer no comércio ou na transferência de tecnologias sensíveis? Alguém crê que serão “bonzinhos” com o Brasil pelo fato de o país privilegiar o relacionamento com os EUA?

  11. Só bom senso agora em não jogar o dinheiro na lata do lixo vide programas como C-1Tracker, Estaleiro EISA e Nae SP

    Dinheiro vai ter, prioridade é finalizar Mansup (melhor projeto da Marinha em 20 anos ), investir nas Tamandaré e comprar Centauros 8X8 105mm dos estoques Italianos pros Fuzileiros, e claro entregar os Sub Scorpene.

  12. O país precisa urgentemente(pra ontem) de escoltas, algumas de segunda mão pra tapar buracos e seguir firme com as CCT, Nao tenho dúvidas de que com Bolsonaro as coisas tendem a melhorar, o ideal na minha humilde opinião seria a criação da segunda esquadra, claro no momento isso e impossível mas num médio ao longo prazo e possível com as melhorias que sinto que teremos na marinha, cada uma esquadra liderada por um porta aviões ou 1 porta helicópteros, com no mínimo 8 escoltas e 15 submarinos seria uma “marinha” de respeito, isso e apenas uma suposição. Aguardaremos dias melhores virão.

      • Com a ideia e o plano econômico do futuro ministro da economia Paulo Guedes, se tudo der certo daqui a uns 10 anos ou “talvez”menos sim seríamos a terceira maior economia do mundo atrás apenas da China e do tio Sam, aí nesse caso seria sim possível ter uma segunda esquadra com 15 submarinos em cada ou até mais. Abraços.

  13. Um aspecto nao procede: o BNDES nunca foi contrario ao leasing idealizado por uma autoridade da MB. O projeto nao foi adiante por contrariar legislação e tratados vigentes.

  14. Não tenho mais dúvidas que chegou o momento de mudarmos o nosso país pra melhor. Os ministros e secretários que estão sendo indicados , sejam civis ou militares agregam o que há de melhor para o desempenho de suas futuras missões. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

  15. É urgente que a MB retome sua força de superfície, mas acho correto o investimento na Aviação Naval, mesmo sem porta aviões.

    Aeronaves de grande porte baseadas em terra, dotadas de mísseis antinavio de longo alcance é a melhor defesa que teremos, num custoxbeneficio factível de enfrentar ameaças externas

  16. Quanto ao financiamento agora o governo do presidente Jair Bolsonaro terá os meios e acesso aos recursos para financiar as Forças Armadas, com tecnologia nacional agregada a tecnologia de outros países amigos, precisamos de equipamento no “estado da arte” e não de sucatas, sejam elas americanas, israelenses ou europeias. O desenvolvimento de novas tecnologias tem um arrasto tecnológico muito importante para o Brasil, não podemos abrir mão do desenvolvimento, junto a universidades, centros tecnológicos, startups, etc…, sejam elas civis ou militares, pois novas tecnologias permitem ao país seu uso dual no meio civil, também isso não é mantra ou retórica é a realidade; todos os países que dominam novas tecnologias assim o fizeram, espero sinceramente que o presidente Jair Bolsonaro e seus comandados, sejam sensíveis a isto.

  17. Tenho muita esperança que o Sergio Moro faça um trabalho competente no combate à corrupção e ao crime organizado. Isto vai desestimular a caterva de vagabundaços, corruptos e assemelhados. Trazendo como consequência o aumento de dinheiro no caixa. Ai sobrará mais dinheiro para o que precisa.

  18. Espero que a marinha seja valorizada e fortalecida, para proteger os interesses nacionais do Brasil.
    Com relação ao BNDES, pelo raciocínio apresentado significa, então, que o Banco da China ou o Banco de Exportação da Índia, quando fazem ou pretendem fazer pesados investimentos no Brasil, estão fazendo caridade. Ou seja, eles não estão interessados em lucros ou na projeção de poder dos seus países.

  19. Eu particularmente gostaria de ver a MB se espelhar na Marinha Australiana. Menos pessoal e melhor equipada.
    Aliás, Brasil e Austrália possuem gastos militares equivalentes, mas….
    Abraços a todos.

    • A MB atual no área maior, próximo da a França mas essa a marinha só desempenha função de guerra o serviço de SAR por exemplo é feito por empresa privada já o policiamento por órgãos civis, e desde 2008 tão tentando fazer com que esses órgãos se transforme em uma guarda costeira

      Ps para os desavisados:. A ideia de marinha e guarda costeira em um só entidade também é feito pela RN e não vejo ninguém críticar mas se for a MB começar a crítica….vai entender….

    • Muito interessante esse relatório preliminar. Será que a Navantia não tem se preocupado com um item tão básico e importante quanto a contenção de alagamento no caso de danos?

  20. Não existe marinha de improviso, ou off the shelf, ou meia boca.
    O desmonte levou tempo, a remontagem, mais tempo ainda.
    Quem vende terra e gado não tem poder militar apreciável já que chega nas mesas de negociação na condição de colônia de extração ou paraíso turístico. Força armada tímida ou sem forte atuação na sociedade será sempre tratada como o último dos servidores. O problema não é dinheiro, é falta de ‘vontade de poder’.

  21. Não me parece que a análise feita no texto faça muito sentido. É feita uma comparação entre dois períodos, governo Lula/descoberta do pré-sal em 2007, e novo governo/proximidade com militares. A diferença é que no primeiro período, que segundo o autor do texto foi positivo para a MB, a economia estava indo de vento em popa. O crescimento médio entre 2006 e 2008 foi de 5% ao ano, com uma perspectiva de melhora em virtude da descoberta dos campos de pré-sal e alto preço dos barris de petróleo. O cenário hoje é bem diferente. Além de um crescimento previsto medíocre, temos um déficit de mais de 100 bi por ano.

    Isso gera alguns questionamentos: até que ponto a “boa vontade” do novo governo pode driblar a falta de recursos? Ou haverá aumento do orçamento da defesa? Se houver, como um governo dito liberal, que promoverá corte em várias áreas vai explicar isso ao povo? E os impactos do teto dos gatos, que inclusive o novo presidente ajudou a aprovar?

    Torço para estar errado, mas acho muito cedo para estar otimista em relação aos projetos estratégicos e reequipamentos da Forças Armadas.

  22. “O Banco negou ajuda aos almirantes, sob o argumento (entre outros) de que não havia como realizar um seguro para o aporte dos recursos demandados pelo programa.

    Na Era Petista, o BNDES examinava com generosidade investimentos em Reais em países tão “parceiros” quanto Angola, Cuba e Venezuela.

    Para a Marinha do Brasil, nada.”

    Esperemos que realmente agora “dias melhores virão” …

    • kkkkk exatamente…deram 11 BI para 2 irmãos caipiras que tinham uma empresa (frigorífico) minúsculo, sem lastro algum. BNDES do jeito que foi usado é um câncer na economia, gera uma desigualdade sem igual. Enquanto alguns empresários guardam capital durante décadas outros conseguem com 1 caneta. Vamos acordar brasileiros.

  23. Que o assunto tratado nestas reuniões seja assim.
    Qual o valor necessário para construir todos os programas parados e atrasados?
    Resposta imaginaria 30 bilhões de dólares
    Certo
    Agora vamos construir um NAe com tecnologia americana, francesa, inglesa ou espanhol?
    Resposta imaginária Americana.

    Então ok quem você indica para tocar estes programas?
    Xxx
    Xxxx
    Xxx
    Xxxc

    Poderia ser este o diálogo.
    Sonhar não custa nada

  24. O grpo do Bolsonaro ter vencido a eleição e principalmente o surgimento de grupos liberais, de direita, conservadores e até reformistas (monarquistas) foi a melhor coisa que aconteceu no Brasil desde que eu me conheço por gente. O Brasil era até 1 eleição atrás completamente de esquerda, totalitário, desde jornais, universidades até empresários e partidos. É assustador ver como a esquerda é forte no Brasil. Para vocês terem ideia da situação, o Bolsonaro é o primeiro presidente na história do Brasil a dizer abertamente ser de direita e ser eleito, isso jamais tinha acontecido.
    Para vocês terem uma ideia na última eleição o Aécio neves disse para Dilma: “NÃO me jogue para a direita que eu não sou de lá”. Não havia essa corrente no Brasil, basta ver que o país está no fundo do poço, resultado cada vez pior, passamos de um país que sonhava em combater a miséria para um país que passou a comemorar AUMENTO de famílias no Bolsa Família, um completo absurdo! Total coletivismo, total submissão ao Estado.

  25. Off Topic
    Ao que parece os Noruegueses estão culpando a Navantia pelo afundamento do navio. Muito fragil.
    A culpa pela colisão foi da tripulação norueguesa. O petroleiro alertou a tripulação da Fragata diversas vezes.

    • O Bolsonaro já disse que não vai contingenciar o dinheiro das FA.

      Então, nos próximos 4 anos, tá na hora de:
      -comprar 200 Leopard 2
      -iniciar o projeto do Guarani 8×8
      -versões específicas do Guarani 6×6
      -Concluir o projeto do MTC 300
      -Mais umas 4 baterias de Astros 2020
      -Trocar todos os FAL pelo Imbel IA-2
      -comprar mais peças de artilharia junto aos EUA
      -Comprar helicópteros de ataque (para a FAB seria bom mesmo mais um lote de mi-35)
      -Concluir o PROSUB
      -Retomar o PROSUPER
      -Iniciar tratativas para mais um lote de gripen
      -mais uns 8 kc-390
      -Construir de 6 a 8 tamandares
      -Mais alguns helicópteros navais
      -uma ou 2 Arleigh Burke via FMS
      -Produzir alguns MANSUP e iniciar o projeto do MANSUP block II

      • Leopard 2: tamque caro e muito pesado para a Doutrina operaconal do EB. Nesse ponto preferiria os T-90M russos versão 2017, peso semelhante ao Leopard 1 e poder de fogo semelhante (ou melhor) que o Leo-2, além de serem baratos. Sim eles não são confiáveis quanto ao suporte, mas nessa parte de tanques, comprariamos alguns a mais para usar como peça de reposição dos demais.

        Guarani 8X8: Sou favorável, com canhão de 105mm, míssesis MSS 1.2 AC e munição apfsds

        -versões específicas do Guarani 6×6: Tem de finalizar a torre TORC-30 e fornecer kit de blindagens adicionais com placas cerâmicas para todas as unidades.

        -Concluir o projeto do MTC 300: Projeto estratégico que é prioridade.

        -Concluir o PROSUB: Mais pelo menos 10 anos, a não ser que haja mais verbas.

        -Retomar o PROSUPER: Torcendo pra Classe Sigma com corvetas baratas e fáceis de construir. Para as fragatas, o melhor negócio é pegar as Type 23 britânicas que ainda são modernas e logo descomissionarão 2. Com um upgrade ainda pode navegar mais uns 20 anos.

        -uma ou 2 Arleigh Burke via FMS: sonho praticamente impossível.

        -Produzir alguns MANSUP e iniciar o projeto do MANSUP block II: Realdade que é prioridade

  26. Não querendo ser simplório, mas prefiro milhões de vezes o Brasil alinhado com os EUA e aliados do que com os socialistas, comunistas, bolivarianos e ditadores de plantão. AVANTE CAPITÃO!!!

  27. Uma coisa é certa, o presidente eleito ficando no poder 4 ou 8 anos, vai fazer muito pela defesa, continuar com os projetos astros 2020, Guarani, submarino, Grinps, KC390, e vai adquirir meios através de países amigos. Os governos petista fizeram muitas coisas pelas forças armadas, imagina Bolsonaro com o seus militares no poder.

  28. Hoje, na formatura da Aman, o presidente eleito Jair Bosonaro disse que não quer estabelecer teto de gastos para as forças armadas. A notícia divulgada pelo UOL não deixa claro se estes gastos seriam com pessoal ou com equipamentos.

  29. Meu Deus, mais um que acreditou nessa baboseira de falta de bala, Jesus minha gente, achei que em pleno 2018, com mídias especializadas, já tinha ficado muito claro que essa história foi uma baita ladainha feita por um jornal abertamente de esquerda e com a clara intenção de denegrir q imagem das forças armadas. Já está mais do que claro que a CBC tem capacidade de produção de munições, assim como a avibras e outras tem mais do que capacidade de produzir misses. Can do parar de repetir essa fake News que tem quase um decada e ainda não morreu

  30. https://www.naval.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/C-1A_landing_on_USS_Nimitz_CVN-68_1976.jpg

    Financiar a construção de navios em estaleiros nacionais é uma coisa. Assinar contrato de financiamento com agente alienígena como fez o Prosub é outra. Não emitimos euros ou dólares. Mesmo havendo reserva no orçamento da MB, o país adota regime de caixa único. Se não tem receita não paga. A LO criou a despesa no legislativo. Se o executivo estiver sem caixa, não paga.

    Construir escoltas maiores como corvetas e fragatas aqui é impossível. Capazes somos do casco. Se ele não for modular. Todo o resto depende de fornecedores extras para sistemas, armas, munições e mísseis, máquinas, sonares, radares. Essa gente recebe em dólar.

    O PN publicou a extrema-unção do Prosub. Falta de parceiros e fornecedores locais, exigências dos ToTs, necessidade de caixa sempre. Aqui na postagem há o relato que Jungmann foi até a França tratar do refinanciamento do programa. Por falta de caixa do governo. Porque os custos sempre explodem no Brasil como aço, energia, gente e tomate.

    O Programa das CCTs também será extremauncido. Também sofrerá postergações. Também será renegociado. Também custará mais caro. Quem pode afirmar quanto será o caixa do governo em 2027? Qual será o saldo do Tesouro em 2029? Quando chegar as fases de liquidação e pagamento das CCTs se houver grana no caixa do executivo…se não…não.

    Construir navio petroleiro é uma coisa. Navio de guerra é outra. Sem os estaleiros de lá não se constrói nada cá.

    Mas é possível construir navios simples de 500 toneladas com capital nacional. Dilma não fez porque sabia que não haveria caixa no Tesouro. Parece que há almirantes que não desejam isso. Querem navios maiores. Só não dizem como paga.

    O petroleo Brent do Mar do Norte bateu 82. Caiu para 52 porque os americanos aumentaram a produção 3 vezes forçando os paises do Golfo a aumentar a produção para competir. Em novembro houve redução da produção. À partir de dezembro e em 2019 o óleo subirá. Mas é óleo blend. Tem marca e rótulo. Não é óleo do pré-sal.

    Essa história que as quedas do preço do óleo Brent prejudicaram a economia brasileira…precisa de revisão. Em 2018 o Brent passou de 82. Por que nós não nos recuperamos?

    Os royalties e as compensações financeiras são pagos pelo Tesouro. Contabilmente vem das receitas da Petrobras? A estatal faz a sangria do caixa todo mês à favor do Tesouro? O Tesouro paga prefeituras, estados e a MB. Como é feito isso? Como a lei é cumprida? Quando o legislativo criou o pagamento de royalties e de compensações financeiras dos hidrocarbonetos e dos recursos minerais…o legislativo não perguntou se haveria caixa no Tesouro. Perguntou? O legislativo criou a despesa e…o Tesouro e a Petrobras que se cocem. Eita coceira brava.

    O legislativo não pediu as receitas da Petrobras para saber se haveria ou se há caixa para realizar pagamentos mensais a prefeituras, governos e MB. Nem se o Tesouro tem folego para pagar.

    Por que ha leis que pegam e outras que não pegam?

    Reformas estruturantes. Mudanças estruturais. Ou não se muda. Parar de mentir é um começo.

  31. Dinheiro sempre ajuda, mas a marinha precisa aprender a se planejar melhor e não tomar tantas decisões erradas. Só para citar um exemplo, a classe “Niterói” estão com seus navios com mais de 40 anos (ou quase isso) e AINDA não tem substitutas. Como é possível que uma coisa dessa aconteça? E se compararmos com uma marinha com um salário semelhante ao nosso, como a australiana, a diferença de qualidade é gritante! O problema da MB não é apenas a falta de dinheiro, mas principalmente, a falta de administração.

      • Só o dinheiro não basta, Bardini. A marinha escolheu as prioridades. E ela não sabe fazer projetos de longo prazo. Qual é a vantagem de termos feito transferência de tecnologia para construir 5 submarinos para uma nacionalização por volta de míseros 20% dos componentes? É quantidade suficiente? Foi uma boa ideia passar décadas gastando todo o dinheiro para desenvolver o reator nuclear enquanto a frota de superfície se tornava obsoleta e chegava no fim de sua vida útil? E se a prioridade eram os submarinos, porque agora estão construindo as “Tamandaré”, novamente com TT (o que apenas encarece e adia a entrada desses navios na esquadra)? Mesmo que o Bolsonaro, ou melhor, o Paulo Guedes der 26 bilhões de dólares (valor que a marinha australiana gastou nas novas fragatas) a primeira coisa que a MB faz é comprar um novo Porta Aviões. O resto do dinheiro ela vai gastar em “compras de oportunidade” e continuamos com os mesmo problemas.

  32. OO problema da MB é a falta de planejamento de longo prazo. Temois dois casos vem notorios……O primeiro foi o investimento feito para capacitarmos nosso ARMJ para os IKL….no fim das contas abandonamos anos de investimento e partimos para algo totalmento novo, sem nem termos realmente construido algo significativo em numeros….. Ou alguem ainda acredita que terao mais que apenas 4 SCARPONES?

    O segundo exemplo vem do investimento nas AMAZONAS. Temos o projeto e o direito de producao, mas pelo visto vamos de usadas do UK…..

  33. Eu acredito que o Presidente eleito Bolsonaro acertou ao indicar um Almirante ligado a força de submarinhos para a pasta de minas e energia e assim garantir recursos para o submarino nuclear e indicou um almirante ligado a força de superfície para a Marinha do Brasil em breve possa fazer um acordo de desenvolvimento em conjunto com algum estaleiro internacional do nosso novo porta-aviões.
    Com certeza teremos no futuro 08 submarinos scorpenes e 02 submarinos nucleares ativos na força de submarinos da esquadra.
    E creio que a Marinha do Brasil tem a chance recompor sua fora de superfície rapidamente comprando 08 corvetas classe tamandaré sendo 04 corvetas para emprego geral e mais 02 corvetas para ASW e mais 02 corvetasara AAW e com a incorporação do Hms clyde teremos também 04 Navios Patrulha Oceânica classe Amazonas fora a Barroso que continuara por 10 ou 15 no minimo

  34. Para os oficiais generais o mas importante é isso, dinheiro pra tocar projetos: o exercito o sisfron, aeronáutica os caças e a marinha os submarinos.
    A tropa com salários achatados como ja disse o mourao, “as tropas vão entender”, os 4 estrelas querem os projetos em andamento, só isso interessa, se tiverem que escolher entre reposição salarial e os benditos projetos , não tenham dúvidas; irão escolher os projetos, a tropa principalmente os praças serão novamente esquecidos.

  35. a meu entender, se querem dinheiro para uma verdadeira reestruturação militar a primeira coisa é acabar com o alistamento obrigatório. se alista quem quer e torna nossas forcas totalmente profissionais sem conscritos.

    a segunda coisa que a marinha deve fazer urgentemente é investir em navios mais automatiizados e com o minimo de tripulacao possivel…..

    e a terceira e mais importante ao meu ver é assumir sua missão como marinha de guerra e pleitar junto ao governo a criacao de uma guarda costeira totalmente separada da marinha, ai sim vamos realmente ver alguma luz no fim do tunel.

  36. Texto primoroso e detalhado, apenas discordo da parte do molusco ter percebido a necessidade de proteger os recursos nacionais. Aquele só percebia oportunidades nada republicanas. Vamos torcer por mais recursos a marinha.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here