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Primeiro lançamento do míssil antinavio MANSUP

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A Marinha do Brasil lançou, na última terça-feira (27), o primeiro protótipo do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP), a 300 km do litoral do RJ.

Segundo a Marinha, o míssil, lançado pela Corveta “Barroso”, tem 5,6 m de comprimento, pesa cerca de uma tonelada e alcança 1.000 km/h de velocidade em menos de 7 segundos.

O MANSUP é um projeto estratégico da Marinha do Brasil e deverá equipar os futuros navios da esquadra Brasileira. O lançamento do primeiro protótipo é uma importante marca para o projeto.

A Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico (SIATT) assinou com a Marinha do Brasil em dezembro de 2017, através da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM), o contrato do Míssil Antinavio Nacional de Superfície (MANSUP).

O MANSUP é um míssil antinavio do tipo superfície-superfície, ou seja, para lançamento a partir de navios. É do tipo “sea skimming” de voo rente ao mar (em velocidade transônica), sendo propulsado por motor-foguete com propelente sólido, e segundo a empresa terá alcance máximo de aproximadamente 70km.

A guiagem é inercial, com radar ativo na fase terminal e, ainda segundo a SIATT, terá capacidade de operação em quaisquer condições climáticas. O peso do MANSUP é de 860kg, e suas dimensões são: comprimento de 5780mm, diâmetro (corpo do míssil) de 344mm e envergadura máxima de 1135mm.

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158 COMMENTS

  1. espero que seja construídos vários, e que a marinha colegue uma turbina que já se tem para o alcance do míssil e torná-lo vendável. que depois que terminarem o desenvolvimento do míssil comece o desenvolvimento de uma versão stealth, o Brasil não pode relaxar.

  2. Ótima noticia! Que continue assim!
    Muitos vão dizer que o alcance do míssil e pouco, mas eu acho que não da pra sairmos do zero e pular pra velocidade da luz , sem desenvolvimento continuo.

  3. Minhas fontes na SIATT tinham dito que o lançamento ocorreria até o final do ano (ver link da matéria abaixo). Olha aí o resultado.

    https://www.naval.com.br/blog/2018/07/05/exocet-tropical-parte-2/

    O desenvolvimento do Mansup segue a passos largos (se comparado com outros programas de mísseis brasileiros do passado) e tudo indica que o primeiro lançamento de um míssil totalmente nacional deverá ocorrer em breve. Fontes do Poder Naval informaram que o mesmo poderia ocorrer ainda este ano.

    • Isso traz muita credibilidade não somente à página, mas também para a Trilogia. Parabéns pelo trabalho bem feito, que leva informação militar não somente para que é da área, mas também para leigos e entusiastas.
      Aprendo muito aqui. Valeu!

  4. ótima noticia, mesmo sendo um missel inferior aos outros misseis atuais (Rbs15, MM40, etc), é um passo necessário para desenvolver esse tipo de armamento. As Amazonas seriam boas candidatas para receber lançadores dulplos desse missel – infelizmente as Niteroi, Type22 e Inhaumas estao muito proximas de serem baixadas para valer o investimento.

    Seria importante uma versao ar-mar desse missel, mesmo porque temos poucas plataformas para receber a versao mar-mar, e poderia ser integrada ao AMX e, quem sabe, numa versao MPA do KC-390…

    • pm,

      Praticamente não há investimento algum para colocar o MANSUP em navios que já possuem lançadores do tipo MM40. O gasto é mínimo considerando o que se gasta por aí para integrar um míssil completamente novo e diferente. Essa é a solução de mais baixo custo para marinhas que querem atualizar seus sistemas MM40 antigos sem gastar muito.

    • Penso que na lista de plataformas aéreas, não devemos esquecer dos AF-1
      Além disso, em que pese a proximidade de baixa das Niteroi e Type 22, talvez seus lançadores MM40 possam ser disponibilizados…

  5. Ótima notícia, parece que esse projeto vai rolar mesmo, no orçamento do ano que vem há R$ 50 milhões reservado para ele. Linda a foto aérea, mostrando a criança já roçando as ondas, no melhor estilo sea skimming.
    Alguém conseguiu identificar qual é o navio que aparece na primeira foto, dando cobertura para a valente Barroso??

    • Primeiramente este é o alcance fornecido pela queima total do motor foguete. Um alcance maior necessitaria de mais propelente (o que faria com que o míssil não tivesse as mesmas dimensões do Exocet) ou de um tipo de propelente mais eficiente (que demandaria mais pesquisa).

      Lembrar também que este alcance é superior ao alcance do MM40 original. A Marinha já havia demonstrado isso quando remotorizou os MM40 com propelente nacional. O motor foguete do MANSUP é um desenvolvimento daquele motor.

      O alcance não é ultrapassado para um confronto naval. Lembrar que 70 km vai além do alcance visual devido à curvatura da Terra. Em outras palavras, para detectar um alvo no limite do alcance do míssil seria necessário a aquisição do alvo por outros meios mais próximos do alvo.

    • Não é questão de limitar.
      Esse foguete usa combustível sólido e queima como um foguete normal. Isso faz com que a limite seja de apenas 70km assim como o primeiro Exocet era de apenas 75km.
      Pra aumentar o limite, precisa usar combustível liquido e uma microturbina. A Avibras já tem essa tecnologia que comprou da Turbomachine, mas como o programa não previa o uso de uma microturbina em um primeiro momento, ficou pelos 70km mesmo.
      O negócio é no futuro, quando estiver tudo pronto, preparar um Block II. Até lá, é isso.

      E antes que alguém critique porque “deveriam ter posto uma turbina então desde o começo” lembrem-se que mudar um projeto no meio pode sair mais caro que o projeto original (vide F-35) e as forças armadas fazem o que podem com o pouco dinheiro que tem.

    • Uma simples mudança no perfil da aproximação do míssil pode tornar esses sistema de curto alcance quase inúteis, ficando a cargo dos mísseis a possibilidade de defesa. Por ser um míssil nacional acredito que poderíamos fazer isso com relativa facilidade…
      Agora imagine um ataque de saturação com mísseis com perfis mistos…
      A vantagem nunca é do defensor, é como dizem, o melhor é não deixar que se atire, por que depois a coisa complica…

  6. Maravilha ! Parabéns aos engenheiros e técnicos da SIATT, da Avibrás e da Marinha do Brasil. Só quem trabalha na área sabe as dificuldades de desenvolver tecnologia militar no Brasil. Como já escreveram nos comentários acima, é um passo inicial, mas um grande passo!

  7. Agora sim! Um marco importante
    Alguém saberia informar o motivo de mísseis como o Kh-35 ou o Harpoon terem alcance nominal maiores apresar de serem mísseis de pesos e velocidade parecidas?
    Alguém sabe o tamanho da ogiva?

      • Hum… eu sou meio teimoso, mesmo com um motor foguete é um míssil muito grande, ou bem ele tem mais velocidade e por isso gasta mais energia (e neste caso a velocidade final seria maior que a divulgada), ou, mesmo com motor foguete a queima de combustível é controlada de tal forma que ele poderia ter mais alcance sacrificando alguns km/h de velocidade final….
        São apenas suposições, acho que estou animado demais rsrsrsrs querendo que o míssil seja ainda melhor que já é rsrsrs.

      • As pessoas olham só para o míssil como um todo e esquecem de como se chegou lá, componente por componente. Uma das peaças fundamentais dele é o sistema inercial de navegação. Este foi um grande salto que demos. São poucos os países que dominam essa tecnologia. Poderemos usar esse sistema inercial em muitas outras aplicações. Cito o nosso submarino nuclear, que pouco viria à superfície para confirmar sua posição, sendo um item fundamental para mantê-lo submerso.

        • Mas e exatamente sobre isso que eu estou “falando” , o pais tem capacidade , então porque não o faz. Os pesquisadores e engenheiros brasileiros tem now know e so investir , e o Brasil tem dinheiro para isso.
          E essa minha critica.

        • Esse sistema inercial é todo made in Brazil?
          Apesar de ser muito popular, praticamente todo avião comercial navega com sistema inercial, ele sempre veio “importado”. Por isso mesmo para um país que não detém a tecnologia, fazer uso disso em aplicações militares é difícil por embargos dos fabricantes.
          Detendo a tecnologia de como se fabricar, não há impedimentos e podemos usar o nosso onde quisermos.

          • Caro Fernando Vieira,

            Sim, totalmente nacional. Esse é um campo onde as nações/empresas não costumam trocar figurinhas.

            Apenas uma história aqui. Quando a AirFrance comprou algumas dezenas de Boeing 737 e exigiu que o sistema inercial original fosse trocado por um francês. Isso permitiu dar escal de produção ao sistema francês, inicialmente desenvolvido para aeronaves de combate.

    • Na boa, se era para fazer um comentário desse, era melhor nem comentar. Esse é o tipo de comentário que não agrega em nada ao debate, parece que o único intuito desse tipo de comentário é chamar atenção para si

      • E o que é pior esse tipo de tecnologia, todos sabemos que ninguém passa de graça.E ninguém tem interesse,também de que o outro tenha.

    • o nível tecnológico dele seria pelo menos dos anos 90 pra 2000 e ainda sim poucos países do mundo tem. Nos poupe do seu mimimi burro.

      Ele é equivalente ao MM40 Exocet Block 2 mas com alcance do Block 1.

    • Um dos problemas de um arsenal de mísseis tem a ver com a validade dos combustíveis e dos explosivos. Eu não sei se a MB poderia atualizar estes componentes químicos dos seus Exocet, mas com certeza terá como manter os mansup operacionais. Isso já seria um ganho.

        • Olá Poggio. Obrigado pela esclarecimento. Eu tinha um dúvida se a remotorização do exocet era uma iniciativa independente. Fico feliz em saber que o fabricante deu apoio. Pelo que entendi, o Mansup e a remotorizaçao do exocet estão integrados, não?

  8. Mansup é equivalente a segunda geração do Exocet, a MM-40, com alcance na faixa do 70km, enquanto o MM-38 alcança 40 km. Já está bom demais 70 km, logo um motor mais moderno vem ai e teremos os sonhados 200 km.

  9. O desenvolvimento autóctone de armamentos é o que diferencia países que mandam, de países que obedecem e não, tão somente, fazer fuselagem, casco de navio, ou chassis de caminhão. Felizmente temos gente que pensam mais do que mentalidade mercantil.

  10. Paralelamente a este projeto, a industria brasileira está ganhando conhecimento em propulsão a turbojato para misseis por meio do projeto MCT da Avibras. É só uma questão de (pouco) tempo para sair uma versão do Mansup com alcance semelhante aos misseis antinavio atuais.
    Ademais não tenho duvidos que a eletronica e o radar deste missil são compativeis com a tecnologia atual.
    Mas como dizem, é melhor ler algumas coisas do que ser cego.

  11. Um ótima noticia de fim de ano.
    Agora para testar para valer mesmo qual o caso que vocês indicam?
    1) O São Paulo (vai precisar de alguns mísseis para afundar)
    2) Um Type 22 ( já da para alem de testar o MANSUP dá para treinar lançamento de outros mísseis de helicóptero também)
    3) Uma Imperial Marinheiro (Talvez 1 missil afunde)

  12. SHOW DE BOLA!!!!!!!!!!! BRILHANTE NOTÍCIA!!!!!!!!!

    Que a MB continue seu projeto de desenvolver mísseis nacionais.

    Digo sempre e repito, na minha humilde e leiga opinião, a capacidade de construir as armas e sensores navais (aí incluindo radares) é mais importante do que a capacidade de construir o navio em si. Em um esforço de guerra construir casco de navio é o de menos, difícil mesmo é desenvolver tecnologia depois que a guerra iniciou.

  13. Os comentários que depreciam o projeto, não por coincidência, são dos mesmos que vêm aqui puxar saco de Israel, Estados Unidos ou Rússia.
    Críticas são válidas, claro!, mas há de se enaltecer que num país onde há excesso de burocracia, contingenciamento de recusos pra projetos de desenvolvimento tecnológico, cortes de verbas para as Forças Armadas, má administração pública, corrupção pra todo lado e um povo ignorante e com baixos índices de educação, teve gente que se dedicou, e muito, pra desenvolver este projeto. É equivalente ao Exocet MM-40 Block I? É. Merecemos mais do que isso? Sim. Mas foi dado o primeiro passo para que consigamos coisas maiores!

    • Perfeito!
      Eu adoro críticas e debates, é com eles que, leigo, aprendo. MAs tem uns que, realmente, são críticos pelo prazer de criticar, falam mal pelo prazer de falar mal. Esses, em geral, produzem críticas vazias, que não resistem ao debate com uma criança de 10 anos de idade.

    • O que chamam de complexo de vira-latas neste pais faz parte de um programa de doutrinação e dominação cultural que vem sendo trabalhado a um longo tempo em nossa sociedade…

      • Caro colega. Pelo que lembro, a expressão complexo de vira latas foi feita por Nelson Rodrigues, em uma crônica sobre futebol. Gosto muito de ler Nelson Rodrigues, mas certamente ele não seria um intelectual de esquerda.

  14. Muito boa essa notícia … Parabéns a Marinha do Brasil !!!

    Mas esse alcance por hora e bom mas e menor se comparado a outros como o a Turquia por exemplo

  15. Excelentenoticia para encerraro ano da MB.
    Para abrir 2019 seria ótimotermos notíciasde investimentopesado no Torpedo Pesado Nacional.

    CM

  16. Nenhum pais estrangeiro vai nos ajudar a nos desenvolvermos e sermos uma futura potencial rival…é muito melhor sugar todas as riquezas não renováveis as quais são essenciais para o futuro…vamos parar com essa mística de que os países querem ajudar os outros…não a amizade entre nações…existe interesse e deveria haver respeito, coisa que não se tem mais graças a imposição dos países desenvolvidos sobre os subdesenvolvidos...

    neste pais basta uma empresa estrangeira produzir aqui que é considerada “indústria brazileira”…não é pois a remessa dos lucros vai tudo para as suas matrizes no exterior...as riquezas das multinacionais vão em grande parte para seu pais de origem e multinacionais e produtos estrangeiros sufocam o empreendedor local…praticamente todas as grandes empresas deste pais sejam do ramo de alimentos, tecnologia ou telefonia são provenientes do capital alienígena…empresas que geraram milhões de subempregos além de terem monopolizado o mercado entre si…o problema não é privatizar mas sim privatizar para estrangeiros que não querem um Brasil melhor economicamente e soberano...

    investir na indústria e tecnologia nacional traz a independência tecnológica além do desenvolvimento econômico para o pais…seja na construção de aviões ou de um submarino nuclear toda a cadeia produtiva se integra…empresas nacionais recebem e geram tecnologia e formam mão de obra especializada…tal processo gera conhecimentos e técnicas transferíveis a outros setores…

    o fomento da indústria nacional traz a geração de empregos e o desenvolvimento do know-how e da capacitação da nossa mão de obra profissional…todos os países sérios priorizam e investem em sua indústria…enquanto que no nosso existe uma completa falta de apoio e amparo…tudo é um verdadeiro parto…a indústria nacional tem que ser fomentada para que mais empresas nacionais surjam e criem concorrência entre si e assim a nossa indústria se desenvolva e se torne competitiva…temos que estimular a concorrência com nossa própria indústria e não a de fora…

    o problema é que aqui no braziu uma parcela dos brazileiros não são patriotas e nacionalistas…não defendem a necessidade de termos empresas ou tecnologias nacionais mas defendem as internacionais...nossos governos não investem em educação, ciência e tecnologia…e muito menos ainda na nossa indústria…ao contrario dos países desenvolvidos…só investimos em estádios de futebol e carnaval…porque aqui como na decadente república romana o que importa é pão e circo…

    Se não começarmos a valorizarmos o que é nosso, ninguém o fará…

  17. Parabéns aos envolvidos nesse projeto, pode não ser o melhor míssil mas já é alguma coisa.
    Se fosse baseado num projeto americano e não francês, provavelmente os comentários seriam diferentes.
    Seria possível um sistema de defesa de costa tipo esse da MBDA aqui no Brasil?
    https://youtu.be/mYRVT9jQVQs

  18. As vezes os dados publicados são redutivos para não levantar a lebre antes da hora. Outras coisas acontecem meio na surdina: pra esse míssel ser o que todos esperam dele, é só trocar o propelente sólido por uma micro turbina aérea, não é?
    Existe?
    Alguém tem informações sobre aquele caminhão que foi roubado em SP e logo abandonado porque a carga não interessava aos bandidos: tinha só turbinas fabricadas em SJC dentro? O que era exatamente a carga?

    • Um motor de avião comercial. Pelo que li pertence a Embraer. Deve ser de algum E-Jet. Foi mostrado foto na mídia, dá pra ver o motor todo montado em uma estrutura própria para transporte dele. Os bandidos abandonaram porque não valeria nada para eles, seria impossível vender o motor inteiro ou em partes pois as peças da aviação são todas rastreadas.

  19. É um passo importante dado na direção certa. Primeiro se aprende à fazer. Depois se aperfeiçoa. Durante a Guerra Fria americanos, ingleses, franceses, soviéticos e outros tantos que estavam no risco de serem arrastados para um conflito de proporções bíblicas tinham orçamentos quase infindáveis para desenvolvimento de mísseis e novas tecnologias relacionadas.

    O Brasil não tem absolutamente nada disso. Parabéns pelo importante marco, e tenho certeza que provavelmente escutaremos falar cada vez mais desse míssil e os desdobramentos de seu desenvolvimento.

  20. o conjunto como um todo é bem complexo…..mas o principal é a eletronica embarcada…..

    O motor foguete em maior ou menor grau ja era dominio brasileiro, desde nosso vls e nossos demais foguetes de combustivel solido….

    O que todos precisam entender é que agora que o bicho realmente nasceu, colocar uma turbina será um pulo…70km ja é respeitavel na pratica….no dia que resolverem integrar uma turbina realmente sera o grande pulo e dai já não restara mais nada para qualquer critico mais acido….

    Uma excelente noticia!!

  21. Presente de Natal pra MB. Parabéns aos envolvidos no projeto.
    Devagar se vai ao longe e creio que teremos pela frente anos incríveis pras forças armadas e o desenvolvimento tecnológico da nação e sua soberania em todas as esferas. Deus nos abençoe!!!

  22. O que é preciso saber é se a plataforma inercial (nacional!) funcionou. Em caso positivo, é uma avanço expressivo e vai possibilitar o desenvolvimento de outros mísseis. Em caso negativo, estamos na estaca zero. Não há o que comemorar.

  23. Parabéns à marinha! A partir de agora fica muito mais difícil para outros fazerem a “contabilidade” de nossos mísseis, só isso já justifica a iniciativa.

  24. Excepcional!

    É a notícia do ano, sem dúvidas.

    Mas, como adiantou o Leonardo mais acima, é preciso saber se o míssil se comportou de acordo com as expectativas; se seus sistemas funcionaram a contento.

    Sempre advoguei que antes da plataforma vem a munição… Somada a capacidade de integrar o que se precisa, o que implica em desenvolvimento de hardware com software próprio, poder fabrica-la é o que efetivamente conta na hora de manter o que se tem em condição real de combate.

    Em combate, o que se vai gastar de fato é munição, e não plataforma…

    Outros projetos prioritários nessa área:

    – um torpedo ASW.
    – um torpedo pesado.
    – um míssil AA de alcance intermediário ( em cooperação com a Força Aérea, para desenvolvimento de variante lançada de aeronave e de terra, respectivamente ).

    Um desenvolvimento interessante poderia partir do míssil A-Darter, que poderia dar origem a um sistema AA para a FAB e uma variante para encher os silos dos futuros vasos da MB.

  25. Impressionante a capacidade do brasileiro em criar !
    Mesmo com poucos investimentos , tudo o nos propormos a fazer, fazemos bem feito.
    Se fossemos um pais com um histórico e uma cultura de investimentos na área de ciência e tecnologia, hoje seriamos uma grande e respeitada potencia tecnológica.
    Tenho fé agora com o capitão Marcos Pontes que daremos finalmente um salto rumo ao topo.

    • Veja bem. Sem dúvida é importante o desenvolvimento do míssil.
      Só acho que muitas vezes somos tímidos.
      Não viu o caso da tinta Ram que desenvolvemos?
      E o sistema de radar OTH lá no Rio Grande do Sul?
      Nem tudo é uma questão de gastar muito mas de haver interesse
      Vejam a Turquia, África do sul.
      Fabricam mísseis antiaéreos, helicópteros, etc.
      Sou crítico em relação a esse míssil pela demora e ainda ter alcance reduzido pois sei que podemos muito mais inclusive esse astros que já fabricamos há uns 40 anos e já poderíamos estar muito adiante.
      Lembro na década de 1980 via com orgulho na TV o sistema astros.
      Aquela bateria disparando dezenas de foguetes em curto período de tempo.
      Se naquela época fazíamos isso, hoje poderíamos estar muito melhor.

  26. Tem gente malhando o míssil. Oras, é o primeiro míssil antinavio produzido no BR, queriam que fosse um somatório de todas as qualidades de todos os mísseis produzidos no mundo ?
    A meu ver ele tem uma qualidade insuperável : é brasileiro, vai nos dar independência tecnológica, industrial e estratégica. E havendo recursos, será continuamente aperfeiçoado e adquirido.

  27. O modelo de indústria e de desenvolvimento industrial que adotamos é esse que está aí. Trocamos empregos e impostos pela instalação. Não temos a propriedade. Remetemos royalties pelo direito de reproduzir.

    Tentamos fazer diferente em outros segmentos. Telecomunicações. Não deu certo. Após a falência das estatais sobrou a endividada Oi que ninguém quer. Alimentos. Não deu certo. A bola da vez é a francesa Lactatis que comprou e compra tudo que presta no segmento de laticínios. Tinha dado certo em embutidos, mas os prejuízos recentes da BR Foods parece ter desanimado o setor que é nosso maior exportador. Tentamos a reserva de mercado para TI. Não deu certo. Até o varejo, o mais tradicional dos segmentos de negócios genuinamente nacionais, ficou francês. Ou é Casino ou é Carrefour.

    Não precisa recordar Engesa, Osório…

    Tinha sobrado a Embraer. Empresa de capital aberto sobrevive se tiver escala. Uma guerra interminável de marketshare que valoriza papéis em bolsa e destrói rentabilidade. Empresas sobreviventes precisam de nichos de mercado para elevar suas margens.

    O pais cresceu nos anos 2000 porque criou mercados reduzindo juros, oferecendo crédito, sonegando impostos e baixando preços. Uma fórmula que não se sustenta. A conta está aí.

    Esse míssil como qualquer outro produto de defesa ou de vestir precisa de demanda. Erramos quando criamos o finado Proalcool porque não havia mercado para o produto. Nem veículos.

    Os especialistas dizem que primeiro é preciso comprar. Exemplo. Tamandarés. Quem entende afirma que primeiro é preciso fazer. Como o míssil. Pronto, vamos ver quem quer. Havendo encomendas e pedidos qual a dificuldade de solucionar velocidade, combustão, explosão, alcance?

    O problema de todo produto e de toda empresa é a carteira de pedidos. Isso fez a Embraer e as empresas no Vale do Paraíba. Tecnologia se aprende. Produto…regrinha dos 5 Ps.

    Se houver orçamento no MD para pedidos será great success. Exportar? A história da Engesa e do Osório novamente. Custa muito caro entrar em qualquer mercado. O pré-sal está aí para não ser esquecido. Não dá para entrar no clube. O preço do petróleo é estabelecido pelas produtoras. Óleo blend. Tem marca. Tem praça (Mar do Norte). Tem valor. Tem preço alto. Tem cliente. O óleo grosso do pré-sal não tem nada disso. De nenhum pré-sal. Nem russo. Nem argentino. Vale poucos dólares. Não chega a 5. Quem quer comprar óleo fino para máquinas de navios…compra das petrolíferas. Ou usa óleo grosso.

    Quando as Tamandarés chegarem deverão ser incorporadas com o míssil? Quantos? Qual é o ponto de equilíbrio dessa produção? 30 por ano? 15? 2 em cada navio? E no inventário? Outros 4? Ficará obsoleto por falta de uso? Quem produz seguirá produzindo se não houver novos pedidos? E se não receber? Produto para um cliente somente? Se ele não paga…

    Os americanos, parece, prometeram nos ensinar a vender o KC390. Li nos blogs de defesa. Com rótulo Boeing vende 3 mil. Rótulo Embraer vende 30. E pode não receber.

    Vejo chances desse míssil se pegarmos carona. Não haverá orçamento doméstico para garantir carteira de pedidos. Se…for possível entrar no catálogo de vendas de algum produtor que domina a distribuição dará certo. Se entrar em mercado existente oferecendo offsets como garantia estendida, peças, preço, volume de produção e mulheres, dará certo. Sem carona, não entramos.

    Eu tinha um chefe lá na operadora que exigia pedidos. Antes de fazer. Antes de encomendar. Antes de comprar. Tinha banco de pendências para pedidos. Carteira cheia de pedidos. A operadora tinha margem de 20%. Dava lucro de 5%. Faturava bilhões. Foi vendida. Agora tem margem negativa.

    Vamos ver o que acontece com o MANSUP. A vida será pior sem ele.

  28. Este anúncio, notícia, da Marinha é maravilhosa. Tive que sair da casamata.
    Parabenizo muito todos os envolvidos no MANSUP.
    E,
    Imagens valem por mil palavras…
    O primeiro lançamento poderia ter sido feito à noite, mas
    confiantemente foi durante um claro dia. Não deixando dúvidas sobre a perfeição de funcionamento dos sistemas de navegação embarcados.
    O míssil sai num ângulo de subida de cerca de 45° e rápido já se inclina novamente cerca de 45°, agora para baixo em direção a um mergulho nas ondas, mas, antes disto, novamente se inclina rapidamente, agora, a 0° e segue perfeito, retinho, rumo ao alvo plotado. Agora só faltam novos testes com balanço acentuado, lateral e longitudinal, no navio.
    Mas, perfeição de seu sistema e software giroscópico eletrônico, perfeição de seus elementos e atuadores aerodinâmicos, e a sincronização entre todos eles,… PARABÉNS!

    Quanto ao lançamento em terra, por aeronaves e submarinos, o detalhe é fazer o ajuste para essas várias angulações (diferenciadas para cada tipo de plataforma de lançamento) antes de iniciar o voo contínuo próximo as ondas o tal sea skimming. Este é o detalhe.

    A última foto diz tudo… SENTA O ARPÃO!

  29. Parabéns. Excelente. É o nosso equivalente ao MM-40 Block 2.

    As críticas quanto ao alcance são exageradas.

    1) O MM-40 Block 2 entrou em serviço no primeiro mundo em 1992 e continuou sendo entregue nos anos 2000. E possui alcance máximo de 70 km.

    2) Somente em 2008 a França encomendou o Block 3. E somente a versão lançada de navios.

    3) as versões disparadas por aeronaves e submarinos continuam utilizando o motor foguete e possuem 50 km disparado por submarino (inclusive os submarinos nucleares franceses), 50 km disparada de helicópteros e 70 km disparadas de caças em alta velocidade.

    Diria que o alcance máximo do míssil não é o balizador para determinar em que década estamos.
    Se os demais sistemas, sensores funcionarem a contento, estamos muito próximos da tecnologia de ponta. Faltando somente substituir o motor foguete por uma microturbina para atingir o mesmo patamar de alcance dos mísseis atuais.

    • O MAN não é equivalente o Block2. Ele é equivalente ao Block I.
      O MM40 Block2 recebeu um radar melhor (ADAC Mk 2) e o radar altímetro melhor (Thomson-TRT RAM 01).
      Mas o que definiu a versão Bl 2 da Bl I foi o computador de guiamento para realizar movimentos na fase terminal e o corpo do míssil apto realizar isso.
      O MAN não tem essa capacidade. Ele é quele míssil de 70km de alcance que voa a até 30metros de altura e pode fazer movimentos de até 15º como o obsoleto do MM40 Block I.

  30. Excelente notícia e também uma grande vitória para a engenharia nacional, considerando todas as dificuldades técnicas e orçamentárias para atingir este nivel.

    Vamos aguardar agora o desenvolvimento da versão ar- superfície e a versão sub-superfície.

    Como sempre foi, o blog é livre e assim, de uns tempos para cá , proliferaram “comentaristas” que se acham no direito de impor suas idéias esdrúxulas e que privilegiam o viés político ao invés do técnico em seus “comentários”, afastando assim leitores e os outros bons comentaristas que escreviam aqui antigamente.

    Aqui no blog criaram-se “clubes” onde apenas são comentados os posts de seus participantes, tendo sempre um “guru” como condutor das idéias. Lamentável essa postura. Felizmente existem aqui apenas uns seis comentaristas que se acham os entendidos, que desde jogo de porrinha até alta tecnologia, comentam de tudo com uma propriedade que só impressiona a quem não sabe nada do assunto em questão.

    Felizmente também que ainda temos uns poucos comentaristas das antigas ainda com paciencia para ler as besteiras que são escritas (com arrogância) hoje em dia e fazer algum contraponto.

    Por fim, quero mais uma vez parabenizar a todos os envolvidos neste evento espetacular de nossa engenharia.

    • Calma lá seu senhor,

      O que não falta em blog de defesa é especialista. Em todos eles. São campos férteis de conhecimento. Não é informação copia e cola. É competência.

      O bom…é que…quem sabe…mesmo os soberbos…ensinam. Acende-se a luz. Não é eu acho ou eu penso como a gente que vem aqui por paixão e desinformação. Tem gente que não é do mar e que não estudou sobre. Mas gosta.

      Aqui é rodízio de 300 por cabeça. Filé de costela.

      E…se não tiver freguês pra comprar o míssil…pode ser até de 9a.geracao impulsionado por motores fotogênicos…não vai vender. E o objetivo da empresa que produz o MANSUP assim como o de qualquer outra é vender o que produz. Até das estatais.

      Salvem as besteiras. Aleluia aos burraldos. À benção dos ignorantes. Sem nós não haveria quem ensinar. Nem o que. Nem as milhares de visualizações das postagens.

  31. Deveria se pensar em uma versão aerolançada. Além do maior alcance, estaria-se pensando em realmente dotar a MB de uma capacidade de interdição mais rápida contra belonaves de superfície.
    Está se devendo isto desde as Falklands/Malvinas.

    • Delfim,

      Para que uma versão do MANSUP lançada do ar seja compatível com os nossos caças (e eventualmente helicópteros) o tamanho dele deve ser reduzido. É comum nos projetos de adaptação a redução do tamanho do motor-foguete. Sendo assim o alcance nominal também é reduzido. No entanto, caso seja lançado de um caça o míssil se beneficiará da velocidade inicial da aeronave, aumentando o alcance dele.

  32. Estou ansioso pelo vídeo do lançamento. Ontem entrei em contato com a SIATT e a resposta deles foi a seguinte: “Boa noite! Ainda não tivemos acesso ao video. Quando tivermos acesso e, se autorizado pela Marinha, iremos publicar. Abraços!!”

  33. Eu me lembro de uma matéria de uma revista Defesa Latina nos anos 80 que anunciava um acordo entre a Marinha do Brasil e a fabricante israelense do míssil antinavio Gabriel para fabricar um míssil antinavio nacional, que depois passou a ser conhecido como Barracuda.

    Não preciso dizer que a empreitada não foi adiante, por vários fatores.

    Desenvolver um míssil Exocet nacional não é pouca coisa, é uma grande conquista. Se houver apoio orçamentário e de exportação, o Brasil vai poder consolidar-se como um dos poucos países no mundo produtores deste tipo de arma.

  34. Esteves, sua visão do mundo corporativo é irretocável. Mas no segmento de defesa tem outras variáveis. A Boeing engoliu uma fabricante de aeronaves da Rep . Tcheca prometendo a mesma coisa que está prometendo para a Embraer. Se aceitar, a Embraer simplesmente vai desaparecer para nós. Tudo será Boeing, e o resto será só promessas. A Argentina perdeu a guerra das Malvinas principalmente por falta de munição (mísseis). Nossos produtos de defesa têm que existir, mesmo sem um mercado de exportação. É o custo da liberdade.

    • Sim. Sim.

      Do jeito que vocês ficaram entusiasmados com o míssil, tá pronto. Empolgantemente bravo. Bora chamar os marqueteiros, os vendedores, os lobistas, os doleiros…ops, esses acho que não. Precisa de grana do orçamento. Precisa de proposta. Precisa de pedido. Defesa ou ataque precisa de carteira de pedidos. Como o Trump está fazendo. Derrubou o Nafta. Vende pra chineses e pra arábicos.

      No conflito, ninguém vai encomendar míssil. Tem que haver. Nos navios e no inventário.

    • Tem que existir…

      Se houver frota. Se as escoltas estiverem operando. Míssil anti-navio. Para superfície. Precisa de navio. Precisa exercitar. Treinar. Tem que haver demanda para sustentar a empresa e o time de engenheiros que projetou. De quanto estamos falando? O que a MB pode cortar no orçamento para contemplar o MANSUP?

      Mercado, a gente busca. Vai explodir conflito lá pra 2022. Apesar dos cortes, veja o ritmo do desenvolvimento e da incorporação de novos meios e armas. Renascimento da Europa no Norte. Mediterrâneo. India e Ásia. Oriente. Há mercados. Tem gente nova chegando como colombianos e chilenos. Africanos.

      Bota pressão nos representantes. Ou…estimula o jogo do poder.

    • Sim, é um dos ensaios em voo do equipamento (altímetro) antes que ele seja colocado em definitivo num míssil. Por sinal a SIATT estava realizando exatamente esta operação quando visitei a empresa no semestre passado.

  35. Quero parabenizar a toda a equipe, da trilogia, por proporcionar a nós civis, notícias que não conseguiríamos nos meios normais de comunicação. O meu muito grato, a vocês.

  36. creio q (muito)breve a siatt será absorvida pela avibras,será até melhor q seja assim para q possamos ter um desenvolvimento melhor e em conjunto com o mtc.

    • Tem sim, softkill (chaff e jamming – bloqueio eletrônico) e hardkill (CIWS e míssil antimíssil).

      Mas em um ataque de saturação, há sempre a chance de um míssil conseguir furar as defesas.

      • Prezado Galante: entendo que algumas adaptaçoes, sem duvida, seriam necessarias, viabilizando A integraçao e o emprego do MAN Sup ao(s) H225M (nao lembro se essa é a designaçao correta). Por outro lado, tendo em vista algumas varias semelhanças entre o MAN e o Exocet, ja integrado, esse caminho nao seia o mais curto para o emprego desse missel pela marinha? Certamente ha algum estudo a respeito, mas nao existe nenhuma pista do prazo previsto? Abraços.

  37. Estão gastando nosso pouco dinheirinho, com um defunto muito ruim.
    O que será desse míssil, agora que o megalonaico gaulês está as turras conosco devido a COP-25????
    Já escrevi tanto aqui como no Forte, não temos que perder nem tempo e menos ainda nosso parco dinheirinho com esse trambolho da década de 1990, temos sim a partir do 14-X criar as tecnologias necessárias a um similar tupiniquim do míssil Brahamos.
    O outro míssil seria similar ao DF-21 “Carrrier Killer”, a partir do nosso lançador de satélites.
    E por fim algo similar ao “ATACMS”/”Deep Fires” para o Astros 2020.
    Para isso necessitamos de uma base industrial capacitada, algo que também nos falta.

    • Me diga um país que começou pousando na lua para depois inventar a roda. Meu querido, temos que começar por baixo.

      Macron tá putinho com o Brasil? Hoje ele virou chacota mundial (G-20) quando foi falar com o herdeiro da Arábia Saudita. O príncipe riu na cara dele, foi uma bela gargalhada

      Macron: “Eu estou falando sério”

      Reação do príncipe: Riu na cara do palhaço francês.

      É sério, nem na França o Macron possui dignidade, hoje ele perdeu o que lhe restava.

    • Falar é fácil, fazer é que é difícil. Eu também queria que o Brasil desenvolvesse um porta aviões nuclear para a Marinha, sem nunca ter construído um convencional, que lançassemos um space shuttle em órbita sem nunca termos terminado um VLS e por assim vai. MAS na vida real não é assim que a banda toca. Isso que você diz que nos falta uma base industrial capacitada para fazer os projetos que você cita, você acha que vai sair de onde??? justamente de iniciativas pés no chão como essa do MANSUP meu caro. Idéias infantis e irreais como as suas não nos levarão a lugar algum.

  38. Parabéns aos cientistas e a MB.. o míssil que utilizamos hoje em dia é importado e tem alcance semelhante. Quando conseguimos fabricar um míssil nativo com as mesmas características o pessoal reclama. Não dá pra entender… gostaria de perguntar qual é o ponto mais vulnerável de uma corveta, fragata e de um porta aviões caso seja atingido por um artefato desse…??

    • Não é o caso de um ponto em si, embora esta categoria de míssil visa a parte central dos seus alvos, pois onde este míssil acerta, ele penetra e explode dentro da embarcação.
      Daí, pode desencadear incêndios, cortar linhas de energia e comprometer o mínimo operacional dos navios, assim como possíveis inundações de compartimentos.
      É um verdadeiro caus!
      E no caso do MANSUP, uma versão melhorada deve estar por vir, com melhoramentos no seeker, ogiva, alcance…e por aí vai. Deve ir pelo menos!!

  39. A MB tem usado como justificativa para o alcance modesto do Mansup o limite de alcance dos sensores dos seus navios (plataformas). Mas e o helicópteros? Os Lynx fazem o que? Não seriam eles que deveriam “iluminar” os alvos além do horizonte para os mísseis anti-navio? Se não me falha a memória a marinha peruana já atingiu alvos a mais de 150 km com seus missies anti-navio. Ainda assim o Brasil fica marcando passo… Difícil entender.

  40. Esse Esteves é um sem noção puxa saco do reino do norte. Falar que óleo do pré-sal não vale nem 5 dólares o barril, e ainda menosprezar o Mansup. É muito complexo de vira-latas..

    • Sim. Sim. Não tem desprezo algum. Releia. Produto pronto. Vamos vender. Vender internamente nas comissões que aprovam os orçamentos. Vender fora. No Japão do pós-guerra as montadoras como Nissan, Toyota, faziam porta a porta. Negócio não sobrevive sem venda.

      Vi uma cotação do óleo cru do pré-sal a US$2,50 o barril. Não dá pra confiar em tudo que a internet publica. Mas…deve estar correto. É um dos motivos para a Petrobras deixar o refino. Custa 57 para extrair. Tem que refinar. Vale pouco.

      Diferente do petróleo do Mar do Norte e do Golfo. Controlado pelas petrolíferas. Tem marca. Eles, os produtores, estipulam valor.

      O Esteves não é irônico o tempo todo. Quem leu a postagem e não empolgado ficou com o sucesso do MANSUP? Quem? Eu fiquei.

      Reino do norte. Sim. De Melgaco do Minho. Região ou freguesia de Braga. Norte de Portugal. Descendentes de suevos. Vikings agricultores. Resistiram aos romanos…ou caiamos no Atlântico.

      Só por Jesus.

  41. “Camargoer 30 de novembro de 2018 at 12:04
    Pelo que entendi, o Mansup e a remotorizaçao do exocet estão integrados, não?”
    Pelo que lembro de ter lido, há uma relação importante. A MB gastou dinheiro para a empresa nacional (não lembro qual era à época) obter a tecnologia para remotorização, com ajuda do fabricante francês. Então, com a tecnologia absorvida, foi possível iniciar o projeto Mansup.

    • Olá Nilson. Também me parece que as dois coisas, a remotorização do Exocet e o lançamento do Mansup, estão relacionadas. Aguardar que alguém com mais acesso à MB ou à SIATT confirmem isso. Um grande abraço.

  42. O mais difícil foi chegar até aqui. Agora, segue o jogo.
    Com o Capitão no Planalto dias melhores virão. Já temos o Almirante, o Astronauta, alguns Generais, o Moro…
    Avante Brasil!

  43. Sempre que leio notícias assim, fico no dilema entre entusiamo e desânimo. Entusiasmo por saber que nossa indústria de defesa tem capacidade de desenvolver, desde o projeto inicial até o produto final, mas desânimo em perceber que não temos demanda nos pedidos. Então entramos num círculo, levamos décadas em desenvolvimento de um produto, onde gastamos centenas de dólares, e as forças fazem um pedido de algumas dezenas do produto final. Daí se passam 10 anos, o produto fica obsoleto e novamente voltamos a desenvolver durante algumas décadas, mais algumas centenas de dólares, e a história se repete. A conta não fecha nunca. Nosso TO é outro. Não é um TO que exija que estejamos sempre preparados para algum conflito. Qualquer indústria só se mantém se houver demanda. Não faz sentido o gasto em pesquisa, desenvolvimento de um míssil como este e a MB comprar 50, 60 ou até mesmo 100. A empresa não consegue de manter financeiramente. Quantos tiros reais fazemos por ano para gastarmos o estoque e que se tenha a necessidade de fazer novos pedidos? Temos de cair na realidade. Esquecer MBT brasileiro, caça Brasileiro, fuzil brasileiro, etc. A realidade do nosso TO, não justifica o quanto de encomendas as indústrias precisariam para se manterem financeiramente saudáveis.

    • Caro Marco
      Concordo contigo.
      Antes de mais nada, precisamos seguir o exemplo da Embraer.
      Não quis competir com Airbus e Boeing. Encontrou seu nicho de mercado e teve sucesso ali.
      Na área de defesa tem de ser a mesma coisa. Vamos fazer produtos bons, bonitos e baratos. Daí, quem sabe, teremos mercado. Não teremos o melhor míssil do mundo. Teremos o melhor da categoria. O exemplo vale para a maioria dos equipamentos de defesa. Vamos fornecer para países que não podem adquirir produtos no estado máximo da arte.
      Quanto à demanda das nossas forças armadas, realmente não podemos esperar muito. E teremos de decidir se o dinheiro do contribuinte será usado para nossa independência tecnológica, sem retorno financeiro, ou seremos meros compradores de produtos estrangeiros.
      Abraço

      • Olá João. Concordo que devemos aprender com a Embraer(a). Encontrou seu nicho de mescado, cresceu e quando se tornou estratégica para o país, venderam-na. Excelente lição para não ser esquecida.

    • Acho que voce não entendeu ainda…Somos o pais mais RICO do mundo, em reservas minerais, area agricultavel, reservas de petroleo, população etc.. Não estamos preocupados com Bolivia, Venezuela, Cuba, Argentina, Equador, Paraguai etc. Estamos preocupados com as NECESSIDADES das grandes potências. Essas sim precisam alimentar suas nações com combustivel, minerios, alimentos etc, uma vez que suas populações NÃO irão diminuir nas proximas decadas. A população mundial continuará a crescer e os recursos (baratos) são finitos. Para que os governos dessas potências não sejam derrubados (em parte, ditduras) pelos seus povos famintos, precisarão de recursos do terceiro mundo, e, dentre esses, o Brasil é o unico com posição geografica estratégica, podendo escoar seus recursos por 8000km de litoral, com seus poços de petroleo em mar de facil acesso etc.
      Precisamos sim, AUMENTAR ao máximo nossos efetivos militares, seus equipamentos e armas de dissuasão de modo a enfrentar qualquer aventura estrangeira que por acaso surja no horizonte.
      A produção do MANSUP, do MTC-300 (missil tático com alcance superior a 1500km, conforme varias fontes militares), do MAR-1 Missil anti-radiação, a nova frota de Gripens NG, os submarinos convencionais e nucleares que virão, etc… são o MÍNIMO para proteger os recursos naturais da nação MAIS RICA DO MUNDO, a qual, ainda poderá criar novas tecnologias e produtividade em diversos setores, uma vez que a ditadura esquerdista foi ESCORRAÇADA do mapa politica, pelo menos nos proximos anos.
      É FUNDAMENTAL que a população brasileira tenha conhecimento das RIQUEZAS DAS QUAIS SÃO LEGITIMOS PROPRIETÁRIOS, pois somente assim entenderão da necessidade do investimento em DEFESA NACIONAL.
      Os grandes tubarões sabem desse potencial e por isso de seu MEDO com relação a eleição de Jair BOLSONARO e as implicações para o bem estar global, hoje, em muito, mantido com a miséria do povo brasileiro.
      NÃO MAIS!!!

  44. Excelente notícia.
    O aperfeiçoamento virá em seguida. Até se considerarmos que o Mansup possui dois motores, o booster e o principal veremos que com um incremento no booster podemos chegar aos 100 km. de alcance. As espoletas devem ser repensadas. O Sheffiel ao ser atingido por um Exocet não explodiu. Pegou fogo e só foi perdido para o incêndio.

  45. Parabéns a MB/ industria nacional pelo grande feito.
    Faltar as filmagens, mas esse projeto já é uma grande evolução nacional em diversas áreas, dentre elas a de divulgação.
    Espero que a Avibras/EB aprendam com a MB e divulguem melhor os avanços do MT-300.
    Uma observação, não seria interessante a redução da assinatura de fumaça no míssil, como melhoria?
    Espero que o adquiram em grandes quantidades, e que suas demais versões ganhe vida mais rápido, ainda mais agora que a versão SUP/SUP está quase pronta.
    É disso que sempre falo, temos que investir no que é nacional, ao mesmo tempo que nós armamos com equipamentos importados.
    Pois em uma guerra, será o equipamento nacional que nos salvará.
    Em situações como essa é que sinto muito orgulho!

  46. Foxtrot
    Muito boa a a ideia de reduzir a fumaça. O combustível dos misseis americanos são baseados no Thiokol que emite pouca fumaça. Esse rastro branco do MANSUP, parece gerado por base dupla, com pólvora preta na composição. De longe se nota a aproximação por meios visuais. Abço.

  47. Parabéns novamente à MB. Lembro que o projeto do Osório( desculpem-me quem for contra) que dos motivos apresentados para a falência da Engesa foram: Dar um passo maior que a perna'( componentes importados e caros para fabricar um carro de combate pesado); um país que não possuía condições em ter o CC e ainda querer vender o produto, mais a não iniciativa do GF à época de da pouca importância deste . Mantivesse a Engesa fabricando seus Urutus e cascavéis e sua produção em evolução teríamos mercado. Sobre a Bernadini e CTEX. Desenvolvimento do Tamoyo Carro de combate médio, fabricação com maior índice de componentes nacionais, visto ter no Tamoyo III uma melhoria significativa. tudo caminhando para termos um MBT, porém depois de 1984 os governos deram pouca importância e não deram continuidade, infligindo cada vez mais menos investimentos. A Bernadini fechou às portas em 2001. Hoje poderíamos ter um CC numa versão atualizada e por baixo com 90 % de conteúdo nacional, porém o descrédito falou mais alto. ledo engano crer que a Engesa foi traída, esta cavou sua falência em não fazer o básico e se lançar numa aventura. abraços a todos. A MB está , sim fazendo o que pode, planejando com cuidado e acredito evoluindo mesmo com todos os problemas. abraços a todos.

  48. taí um armamento que faz a diferença. sonhando um pouco, se fosse disparado das tubeiras dos submarinos, seria um vetor sem precedente na MB.

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