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Rússia limitará trânsito de navios de guerra pela Passagem Nordeste

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A partir de 2019, a passagem de navios de guerra estrangeiros ao longo da rota marítima do norte exigirá notificação prévia, diz Moscou

Com o gelo derretendo no topo do mundo, a Rússia se declarou no dia 30 de novembro um porteiro náutico.

Moscou vai restringir a passagem de navios de guerra estrangeiros ao longo da cada vez mais importante Passagem Nordeste, disse o Ministério da Defesa da Rússia, “para eliminar o vácuo legal no uso da rota do mar do norte”.

A partir de 2019, a passagem das marinhas estrangeiras será permitida apenas após a notificação preliminar, disse Mikhail Mizintsev, chefe do Centro de Gerenciamento de Defesa Nacional, em uma conferência em Moscou.

A Passagem Nordeste, a rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia Oriental, atualmente é muito cheia de gelo durante a maior parte do ano, mas com o aquecimento global, isso pode mudar, tornando a rota mais atraente para as marinhas e para o comércio.

FONTE: Anadolu Agency

38 COMMENTS

    • No máximo 200 milhas, e essa distancia esta muito questionada no Mundo inteiro. O Brasil viveu a polemica do Mar Territorial de 200 Milhas no década de 70. Lembro de ver muita discussão no Jornal Nacional.

      • Fui dar uma pesquisada:

        Mar Territorial = 12 milhas nauticas

        A Zona Econômica Exclusiva (ZEE) é uma faixa situada para além das águas territoriais, sobre a qual cada país costeiro tem prioridade para a utilização dos recursos naturais do mar, tanto vivos como não-vivos, e responsabilidade na sua gestão ambiental. Estabelecida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), também conhecida como Convenção de Montego Bay, a Zona Econômica Exclusiva se estende por até 200 milhas marinhas (ou náuticas) – o equivalente à 370 km.

      • Sim Ricardo, o “nome” do mar é “Mar da China” isso não quer dizer que o Mar “é” da China… POREM… os Chineses estão sim “tentando”, com todos os argumentos inclusive o do próprio nome, torná-lo uma extensão de seu território, para controlar o trafego marítimo e, bem mais importante para um pais que tem dificuldades para alimentar uma população de mais de 1 bilhão, controlar seus vastos recursos econômicos.
        Quanto a “Índia” e o “mar da Índia” … ate o momento me parece que a Índia ainda não esta tentando a mesma coisa…

  1. Eu acho impossível a Rússia fechar aquele estreito..como os colegas disseram são territórios internacionais…eles ninca consiguiriam…toma mais sanções econômicas.

  2. QUEM TEM PODER DE FATO PODE. PAÍSES PERIFÉRICOS E SEM EXPRESSÃO MILITAR A EXEMPLO DO BRASIL NO MÁXIMO QUE PODE FAZER E BATER PALMAS PARA OS OUTROS.

  3. Essa conversa não é de agora. Ja foram ate barrados os Northwind e Burton Island americanos em 64/65 no “Incidente de Vilkitskij”. E não tem muito o que fazer pois quem manda , controla e cuida da passagem e da segurança e ecologia são russos na mesma forma como faz Canada e Noruega nos quintais árticos deles. E mais – tudo conforme a legislação internacional (artigo 243 da Convenção de ONU).
    Por tanto – vai continuar assim por muito tempo ainda…
    Um grande abraço!

  4. Decidir unilateralmente por limitar acesso através de estreitos que eu saiba é ilegal mas eles vão tentar atropelar de qualquer maneira, do mesmo jeito que a linha das 9 raias chinesa.

    O ponto principal dessa história é a gradual aceleração dessas ações geopolíticas de Rússia e China, todas com o mesmo foco, de criar meios para romper ou contornar o bloqueio geográfico imposto a elas desde o inicio do século XX, é a prioridade máxima pra ambas nações e é a agenda principal por trás de todos seus envolvimentos internacionais, mesmo as ações da China contra os navios da Vale, o fantoche norte-coreano ou a manutenção de Assad.
    A realidade da economia global transformou a estratégia geopolítica desses países nas últimas décadas em relação aos objetivos geopolíticos das antigas repúblicas socialistas de pré anos 80.

    E de certa maneira é possível compreender a racionalização que eles tentam fazer, eles sabem da ilegalidade dessas ações mas vem o bloqueio geográfico atual como de origem ilegal devido a muitas dessas posses coloniais do século 19-20 terem origem conturbada e questionável, embora ignorem a hipocrisia por trás de suas próprias posses adquiridas dessa mesma forma, o que é natural pra todas as grandes nações do mundo, até a nossa.

    Enfim, o que podemos inferir dessas movimentações é que cada vez mais o mundo dá sinais que está se preparando pra uma hipotética 3a guerra mundial embora não exista qualquer fagulha real ou mesmo potencial que concretize essa possibilidade, tomara que não se forme um cenário como na 1a guerra que de tanto preparo acharam uma guerra.

  5. Não esquecer que a jurisdição de uma país nem sempre so se limita a sua ZEE, por exemplo a plataforma continental vai muito além da zona económica exclusiva no entanto é considerada como a continuação submersa do território propriamente dito e portanto, sendo internacional é na mesma parte da zona de influência de determinado país. Esse país pode controlar essas águas mas não necessariamente barrar o tráfego marítimo e o que a matéria diz é isso mesmo, que a Rússia vais fortalecer a forma como gere o tráfego e portanto limita lo em certos aspectos nomeadamente e tal como está escrito, a navios militares, qualquer país tem o direito de o fazer.

  6. Pedro, a Rússia vai dificultar o tráfego marítimo de navios militares.

    Em águas internacionais, acho impossível, mas não esquecer que em um trecho entre as ilhas Diomedes, Maior e Menor, a largura do canal que separa os territórios americano e russo é de apenas 4km! Nesse local, penso, se a Rússia criar problemas, os EEUU podem facilitar o tráfego.

    • Aldos, todo o país tem o direito a escoltar navios militares na sua área de influência mesmo que em território internacional precisamente por serem navios militares, requesitar um aviso prévio da passagem dos mesmos é perfeitamente legítimo e aceitável, só esse facto já limita, de certa forma, o tráfego marítimo militar. Portugal faz isso por exemplo com navios oceanográficos russos (na realidade espiões) quando os mesmos fazem o seu percurso para entrar e sair do mediterrâneo mesmo com aviso prévio russo. Este tipo de notícia é frequentemente relatado pela marinha aqui em Portugal em épocas mais quentes entre Otan e Rússia mas de resto passam despercebidas e não relatadas… Mas esse controlo existe, mesmo em pleno espaço internacional no meio do continente e ilhas, longe da ZEE, mas dentro da aérea de influência, que no fundo se traduz como uma área de policiamento marítimo, policiamento esse que existe e que se pode pôr exemplo ver com as apreensões de narcotráfico, onde navios são discretamente vigiados por meios militares e abordados em terra ou assim que se aproximem da área legítima do país em questão, Portugal exercita se bastante nessas actividades, posso dizer que só num ano o DAE da MPortuguesa exercitou se mais de 100 vezes em missões do tipo e no que toca a acções mais militares, as tais vigilâncias a navios militares estrangeiros, os mesmos se repetem várias vezes ao ano. O mesmo se passa no ar, quando a uns anos aviões russos foram abordados e vigiados em espaço internacional mas dentro da aérea de influência da OTAN e de Portugal que no fundo se extende um bocado ao moralmente aceitável do ponto de vista geográfico. Portanto o que quero dizer é que do ponto de vista geográfico e da influência territorial, não é de todo suposto que qualquer nação decida ao seu “bel prazer” passar com navios militares na área de influência de uma determinada outra nação. Claro que esse tráfego tem de existir assim como a sua gestão, que passa pelo aviso prévio e pela escolta simbólica e não ameaçadora do mesmo caso assim se justifique. Vários países o fazem e o mesmo não causa acidentes diplomáticos. Também temos o factor histórico entre países, por exemplo os russos são muito mais cooperativos e menos hostis com portugueses do que com outros países da otan, navios e aviões que nada dizem a escoltas de outros países deixam de ser tão silenciosos quando em área de influência lusa. Aliás lembro me agora de uma ocasião (lembro me de várias até mas de menor relevância e de já a algum tempo atrás) relativamente recente em que a passagem de um navio russo com aviso prévio originou a um exercício entre Portugal e Rússia, onde se treinou comunicações em canais abertos, essa acção tem um nome próprio para exercícios do tipo mas não me recordo, nada de relevante tendo em conta que é bastante comum.

      • Pedro, penso que a Rússia vai dificultar o tráfego marítimo em suas águas jurisdicionais, coisa que pode fazer.
        Pode, também, requisitar comunicação prévia para o trânsito de navios miltares em águas ditas estratégicas, mesmo pq isso significa taticamente a manutenção do seu poder e garantia de segurança.
        Nada pode fazer nada em águas internacionais, evidentemente, livres.

        • Livres conforme o moralmente aceitável… Seja como for, estamos a dizer o mesmo com palavras diferentes. E dito o que se disse ambos sabemos que o “nada” é realmente algo. Existe policiamento em espaço internacional quando o mesmo se encontra na área de uma nação, sempre houve e sempre vai haver.

  7. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. A Rússia vai fechar e ponto final. Se os EEUU quiserem enfrentar, que o faça. Hitler e Napoleão também tentaram.

    • como diria minha avó: “falar até papagaio fala, quero ver é fazer”

      A China diz a mesma coisa, e vejo os americanos patrulhando todo o mar meridional asiático por causa das ingerências dos chineses naquela região.

      isso é briga de cachorro grande, o primeiro que disparar é game over para todos nós!

      • A Rússia não está falando nada, ela fez: fechou o estreito. Quem está falando e fazendo mimimi é a imprensa. Manda a OTAN ir lá e desfechar. Simples assim.

    • “A Rússia vai fechar e ponto final.”

      Ah é!? Quero ver toda essa valentia russa na hora que um Carrier Strike Group estiver de passagem por lá….

      • Amigo HMS!
        Tirando um pouco de “tensão” das torcidas de lado e falando de modo pratico : Você tem como (hipoteticamente falando) visualizar tal CSG trafegando pela Passagem Nordeste por dentro de estreito de Kara ou por cima das Ilhas Oranskie projetando a forca ou alguma coisa do tipo? Sem perder a metade do grupo sem único tiro ou ameaça militar russa : campos de gelo sem apoio dos quebra-gelo , sem navios-tanques de classe ártico e etc..
        Como seria possível e por quantos meses durante um ano?
        Um grande abraço!

    • Sinceramente você acredita que EUA e Europa pretendem cruzar um oceano (EUA) e marchar pelas estepes Russas percorrendo o nada para chegar a lugar nenhum??? Somente a China com as suas dezenas de milhões de homens é que teria disposição para tal conquista, se fosse Chines a faria em alguns anos.

  8. Artigo estranho, primeiro que os Russos não acreditam em aquecimento Global e na realidade previram que nos próximos 10 anos teremos uma resfriamento da Terra. Logo, esse discurso acima é da ONU e dos globalistas da nova ordem mundial. Agora eles estão em seus mares defendendo os seus direitos internacionais. Qual é o problema ? Feio é a nossa marinha, nem canhoneira tem para impor respeito no A. Sul.

  9. Ledo engano de quem acha que os americanos é que ficarão incomodados com essa nova patifaria russa. A rota do norte é muito mais importante para a China do que é para os EUA. Embora acredito que não será tanto um problema pois é possível fazer a rota passando por águas canadenses.

  10. Tudo tem a ver com a chamada plataforma continental. A Russia tem um pleito que ela (o prolongamento do território russo pois tem muito petroleo para variar) vá até próximo do polo norte. No Brasil esse é que se baseia as famosas 200 milhas. No caso são aguas internacionais para navegação comercial.

    Leiam o texto

    “Moscou vai restringir a passagem de navios de GUERRA estrangeiros ao longo da cada vez…”

    Militar é outra história, é o famoso manda quem pode. Porque a China está reinvidicando o Mar da China apenas agora (desde 1840)?

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