Home Aviação Militar Por causa da RAF, porta-aviões britânicos podem ficar com caças F-35B insuficientes

Por causa da RAF, porta-aviões britânicos podem ficar com caças F-35B insuficientes

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Caça F-35B decolando do HMS Queen Elizabeth (clique na imagem para ampliar)
Caça F-35B decolando do HMS Queen Elizabeth (clique na imagem para ampliar)

Fontes disseram que altos oficiais da RAF estão pressionando pela aquisição de mais aviões do modelo F-35A que só pode voar de terra

A Grã-Bretanha corre o risco de reduzir o poder de combate dos dois novos porta-aviões e danificar os laços com os Estados Unidos por causa de uma disputa sobre o modelo de jatos, alertaram fontes de defesa.

Duas fontes, próximas à Marinha Real Britânica, acusaram os oficiais da Royal Air Force de fazer pressão pela versão F-35A do avião de combate supersônico que só pode voar a partir de terra, para ser incluído na compra inicial de 48 jatos F-35 Lightning II, em vez de todos serem do modelo F-35B, que podem operar a partir de navios-aeródromo.

Eles disseram que qualquer corte no número de aeronaves F-35 da próxima geração que podem decolar e aterrissar do HMS Queen Elizabeth e HMS Prince of Wales seria um grande erro, diminuindo o tamanho dos esquadrões que cada porta-aviões de 3 bilhões de libras será equipado para transportar nos próximos anos.

“Isso vai minar completamente … todo o programa de porta-aviões”, disse uma fonte ao Sky News.

“Não há nenhuma razão operacional para a RAF ter a variante F-35A. Se não pode voar de um porta-aviões, não deve ser comprada.”

A fonte continuou: “A Marinha está irritada, mais ainda por não poder acreditar que a RAF colocaria sua agenda de auto-serviço acima do que é melhor para a nação…”

“É uma desgraça absoluta e não deve ser permitido que isso aconteça e tem que ser parado aqui e tem que ser parado agora.”

O Ministério da Defesa insistiu que sua política permanece para os primeiros 48 jatos F-35 – mais de um terço dos quais já foram entregues, com o restante chegando em linha até 2025 – para ser a variante B capaz de operar embarcada.

O Reino Unido planeja comprar um total de 138 aeronaves da Lockheed Martin, sem declarar qual variante, durante a vida do programa liderado pelos EUA.

Uma fonte da RAF rejeitou as alegações das fontes como se fossem rumores de “mal informados”.

No entanto, as fontes – que têm conhecimento das discussões que estão ocorrendo sobre a compilação da frota do F-35 – disseram que uma decisão final sobre o último lote de 13 jatos dos primeiros 48 não tem que ser formalmente formalizada até o final do ano de 2019.

Eles disseram que qualquer mudança para a variante F-35A irritaria os EUA, que ajudou o Reino Unido a reconstruir sua capacidade de operar aviões embarcados depois que as forças armadas britânicas foram obrigadas a interromper suas operações de porta-aviões em 2010 para economizar dinheiro.

O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA também está comprando e operando o F-35B.

“O que as pessoas não entendem é o dano potencial que isso causará às relações entre EUA e Reino Unido”, disse uma das fontes.

“Os Estados Unidos consideram a Marinha Real como a única marinha do mesmo nível capaz de operar porta-aviões. Mas os porta-aviões precisam ser capazes de operar com aviões de combate. A dica está no nome.

“Se os britânicos chegarem a um teatro operacional sem aviões de combate, isso minará completamente sua capacidade militar. Para os EUA, isso é realmente um grande problema.”

“Se a RAF optar pela variante F-35A às custas dos porta-aviões, o que é efetivamente o que eles estão dizendo, isso será percebido pelos Estados Unidos como uma grande traição.”

Com um custo oficial de 90 milhões de libras por jato para o modelo F-35B e 70 milhões de libras para a variante F-35A, poucos defensores acreditam que o MoD comprará todos os jatos F-35 planejados, apesar do objetivo declarado.

Entende-se que os oficiais superiores da RAF estão interessados ​​em uma mistura de F-35A/B com capacidade de operação a partir de terra e do mar, entre qualquer número comprado. Eles observam que o modelo A é mais barato que o B, pode voar mais longe e carregar mais armas.

As duas fontes, no entanto, alegaram que alguns oficiais da RAF eram a favor do jato terrestre, porque não queriam que o futuro do serviço fosse atrelado à operação de aeronaves vindas do mar.

Longe da rivalidade entre serviços, Francis Tusa, especialista em defesa e editor da Defense Analysis, disse que o Reino Unido não pode se dar ao luxo de administrar o que equivaleria a duas frotas diferentes do F-35.

Ele disse que o equipamento usado para reabastecer em voo da versão F-35A do jato não é compatível com o modelo F-35B; as armas teriam que ser recertificadas; e uma linha diferente de peças de reposição estabelecidas – todas aumentando o custo.

“Se o dinheiro não fosse limitado, a Grã-Bretanha poderia pagar”, disse Tusa.

“Não temos o dinheiro. A prioridade é o porta-aviões. A RAF não vê isso e não quer ver.”

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse: “Nossos primeiros 48 jatos serão o F-35B, oferecendo uma capacidade “game changer” para a RAF e a Royal Navy nas próximas décadas”.

FONTE: Sky News

NOTA DO PODER NAVAL: Não é só no Brasil que a Força Aérea e a Marinha brigam pelos aviões.

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Felipe Augusto
Felipe Augusto
1 ano atrás

“Os Estados Unidos consideram a Marinha Real como a única marinha do mesmo nível capaz de operar porta-aviões…”

Coitados dos franceses…

Delfim
Delfim
Reply to  Felipe Augusto
1 ano atrás

Coitados nada. Os franceses apenas não possuem a disposição de se sujeitarem aos EUA.

Marcos
Marcos
Reply to  Felipe Augusto
1 ano atrás

Aquela cutucada básica para os gauleses ficarem espertos, nada novo na vizinhança. Não lembra da mídia francesa massacrando o Brasil com indiretas quando escolhemos o Gripen e mandamos para longe o queridinho Rafale?

Teve até jornalista brasileiro criando matérias do tipo “Erro histórico” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Marcos
Marcos
Reply to  Marcos
1 ano atrás

Se a França comprasse alguns F-35 automaticamente entraria para o clubinho dos “capazes”

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Felipe Augusto
1 ano atrás

Franceses? Fracos.

Kommander
Reply to  Ricardo Bigliazzi
1 ano atrás

Sim, sim. Fracos o suficiente pra dar uma surra no Brasil.

Pedro
Pedro
Reply to  Felipe Augusto
1 ano atrás

Concordo, aliás, merecem mais respeito dos EUA, afinal ajudaram na sua independência da… Grã Bretanha. E a estátua da liberdade? Francesa… paga, construída e oferecida aos EUA pelo governo francês. Enfim, a França quer gostem ou não é a nação mais independente a nível militar da Europa, só tenho pena da instabilidade política, social e económica que assola aquele grande país, sem dúvida um alvo tanto de inimigos como dos seus próprios aliados.

elton
elton
Reply to  Pedro
1 ano atrás

os americanos pagaram a divida com os franceses quando salvaram eles dos alemaes DUAS VEZES em 1917 e 1944 quando por irresponsabilidade os militares deles falharam miseralvemente na defesa do solo patrio.

James Marshall
James Marshall
1 ano atrás

Se uma nação quer ter FFAAs poderosas e respeitadas não pode haver esse tipo de disputa, a marinha, exército e força aérea devem operar em uníssono, como no caso do Atlântico, ele é um meio de superfície que engloba as três forças.

E nós que nem porta aviões temos, quanto mais F 35? Rsrs

Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Não entendi; a Força Aérea Brasileira prejudica a Marinha do Brasil? Mas, não estamos sob a mesma bandeira? Ou a briga de belezas atinge as armas também? Incrível, quem não é do ramo pode achar muito difícil de acontecer. Mas, ninguém quer perder a importância e a participação nos minguados recursos do Orçamento.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Nossa! Essa briga da FAB com a MB foram águas passadas! As duas se dão muito bem!! Eu li que a FAB está meio incomodada com o EB querer operar os C-23B, alguém sabe informar se isso procede? Cmte Rinaldo?

No mais, em tempos de orçamento curto, cada um quer puxar a brasa para sua sardinha, ou seu Porta-aviões!!!! Que novela está a Defesa do RU!

Edmundo
Edmundo
Reply to  Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

A força aérea naval da Marinha brasileira foi destruída pela obstinação da aeronáutica (consulte literatura militar a respeito).. A marinha inglesa que se cuide.

Bavarian Lion
1 ano atrás

O rival é o custo, não a RAF.

Ninguém sabe direito os custos finais dessa aeronave. Apesar disso, existe toda uma força aeronaval baseada nelas (os NAes anfíbios) que serão forçados a utilizá-las pelo fator VTOL. A contar Japão, Espanha, Itália, Reino Unido e os próprios yankees.

Paradoxalmente, o modelo também é a única esperança racional do brasil ter aviação de asa fixa na Marinha, a médio e longo prazo.

Saudações.

Gustavo Garcia
1 ano atrás

Desculpa se for uma pergunta boba mas pq o F-35B não pode operar por terra? Em tese não seria mais fácil operar numa pista em terra ainda mais que o Queen Elizabeth não opera com catapultas.

Humberto
Humberto
Reply to  Gustavo Garcia
1 ano atrás

Gustavo,
Sim o F-35B pode operar normalmente em terra MAS…. (sempre o mas) o modelo B tem uma autonomia menor (carrega menos combustível) e pode carregar menos armamento (por causa do FAN) POIS como ele foi projetado para decolar (apesar que ele faz corridas curtas) e aterrisar verticalmente, ele possui uma propulsão chamada LiftFan que ocupa bem mais espaço que o modelo A. Sem contar que ele é bem mais caro e complexo de se manter.
https://en.wikipedia.org/wiki/Rolls-Royce_LiftSystem
Espero ter ajudado.

Gustavo Garcia
Reply to  Humberto
1 ano atrás

Ajudou sim, muito obrigado!

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Como se nos EUA nunca houvessem brigas entre a USN, USAF e Marines por modelos de caças. Agora mesmo boa parte da USN não está feliz de no futuro usar o F-35C pois não se achou consultada no processo e não acha o F-35C adequado.
.
Aliás os EUA operarão 3 modelos distintos de F-35. Qual o choro ? $$$ ? O quinto PIB nominal do mundo não pode bancar ?
.
De Gaulle profetizou quando declarou que o UK teria que parar de vender a alma aos EUA para pertencer à Europa.

carvalho2008
carvalho2008
1 ano atrás

Para mim, erros dos dois lados em que vira e mexe, havera cotuvelada….. Estes Nae deveriam ter Cabos de parada+Ski jump…..resolveram retirar os cabos e economizar um pouco mais….mas daí ficam obrigatoriamente atrelados ao F-35B…..sendo que antes, ainda na metade das discussões do Nae, poderiam operar Rafales, F-35C, Sea gripen além do proprio F-35B…. A Raf está preocupada com seu proprio orçamento e a diferença de grana é razoavel por avião…são 28% de diferença por unidade…ou melhor….a cada 3 aviões, o quarto vem quase de graça…..em com capacidade de alcance e ataque maior….tem lá seus motivos…. Então se o outro… Read more »

Kemen
Kemen
1 ano atrás

138 F-35 entre A e B, estão apostando alto neles! E os franceses com nada mais nada menos que Rafale de fabricação própria. Não entendo porque tanta celeuma, afinal no total terão a versão A e a Versão B, é lógico (na minha opinião) que, se os P.A. forem sub equipados em F-35 no inicio, seria desaconselhavel, tendo em vista que a RAF já dispõe de outros aviões é só aguardar…ou sera que existe a possibilidade de corte na previsão total dos 138 ?

Tadeu 54
1 ano atrás

Rivalidades entre os ramos das Forças Armadas são muito comuns, bem mais do que imaginamos !
Vou lembrar um caso extremo: Na II GM o Japão Imperial chegou ao paroxismo, o Primeiro-Ministro General Tojo resolveu que o Exército deveria ter…. Uma Frota ! É ! E com submarinos ( Tojo queria abastecer as guarnições do Exército espalhadas pelo Pacífico sem depender da Marinha ) !
Até que diante disso, uma briguinha sobre modelos de F-35 é café pequeno.

Eduardo Lima
Eduardo Lima
Reply to  Tadeu 54
1 ano atrás

E foi de fato o qua a Marinha Imperial fez, foi obrigada a utilizar seus submarinos como fosse transporte de tropas e suprimentos. Quebrando toda a doutrina da força de ataque de submarinos japoneses que foi muito limitada em termos de resultados na guerra do pacifico.

Guizmo
Guizmo
Reply to  Tadeu 54
1 ano atrás

E deu no que deu. Os EUA fizeram o oposto, a 2GM foi o divisor de águas, separando a aviação do Exército e criando a USAF.

Dalton
Dalton
Reply to  Tadeu 54
1 ano atrás

Os japoneses utilizaram seus submarinos visando principalmente atacar navios de guerra…
mas…a medida que os soldados japoneses começaram a ficar isolados em ilhas, era necessário abastece-los de alguma forma…e navios de superfície, era muito mais vulneráveis…os japoneses também usaram contratorpedeiros nessa função…simplesmente
não havia escolha.

lincoln batista
1 ano atrás

A questão é que sendo os F 35 as únicas aeronaves aptas a operar nos 2 Naes é absolutamente indispensável que os porta aviões possam dispor de um número mínimo que justifique sua existência. Afinal de que serve 2 Naes dividindo um número fixo de aeronaves que é incapaz de dotar os dois porta aviões com sua capacidade máxima? Os ingleses deveriam saber que se tomaram a decisão de construir 2 Naes é OBVIO que devem comprar caças suficientes (e me parece que mesmo mantendo o cronograma, não seria o caso) para completar a capacidade máxima dos dois porta aviões,… Read more »

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
1 ano atrás

Em termos reais a RAF está correta pois o F-35A é mais adequado para substituir os Tornados! O ideal seria 48 F-35B para a RN e 90 F-35A para a RAF, lembrando que salvo engano os Voyagers possuem o Flying Boom central.

Agora o pior mesmo pode se dar é no campo político, vai que o governo conservador cai e o Jeremy Corbyn é eleito? É capaz dele acabar com aviação naval e a compra do F-35.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

A questão Galante é que dificilmente eles terão os dois NAes operando ao mesmo tempo! Não é como nos EUA onde cada Porta-Aviões tem a sua própria Ala Aérea Embarcada. E Mesmo no auge a força de Sea Harriers não perfazia 3 esquadrões sendo que na Guerra das Falklands apressadamente criaram mais um com aeronaves que estavam em outros usos.

Matheus Silva
Matheus Silva
Reply to  HMS TIRELESS
1 ano atrás

Tá, em tempos de paz concordo contigo que não vão operar os dois PA ao mesmo tempo, mas em caso de necessidade os dois tem de ir para o mar e nesse caso com as respectivas alas aéreas.

Vamos supor que no futuro a Argentina invada as Falkland novamente e os dois PA estejam disponíveis para serem embarcados, vão ter de mandar só um por que só compraram metade dos aviões ?

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Matheus Silva
1 ano atrás

Em caso de uma nova Invasão das Falklands pela Argentina um NAe dá conta meu amigo! basta ver que o contingente de Sea Harriers que participou do conflito foi de 20 aeronaves ao mesmo tempo que posteriormente foi reforçado por 8 Harriers da RAF, lembrando que o F-35B é bem mais capaz que os antigos “Jump Jets”

Wellington Rossi Kramer
Reply to  Matheus Silva
1 ano atrás

No caso da Argentina invadir novamente as Falklands, a Inglaterra manda um sargento e um cabo e recupera as ilhas!

Bardini
Bardini
Reply to  HMS TIRELESS
1 ano atrás

“O ideal seria 48 F-35B”
.
48 F-35B é o que apenas um dos dois Porta Aviões consegue abrigar, em capacidade máxima… Fora o restante, que para chegar neste número, estaria indisponível, em manutenção, treinamentos e etc.

HMS TIRELESS
HMS TIRELESS
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Bardini, como falei para o Galante os britânicos dificilmente terão os dois NAes operando ao mesmo tempo. Desse modo eles precisarão ter 24 aeronaves operando ao mesmo tempo.

Mercenário
Mercenário
Reply to  HMS TIRELESS
1 ano atrás

Tireless,

Os Tornados serão substituídos pelos Typhoon.

Galante,

Mas serão efetivamente necessários 138 da variante B para operar normalmente com dois esquadrões embarcados?

MARCOV
MARCOV
Reply to  Mercenário
1 ano atrás

Interessante ver o mesmo tema no site “Save The Royal Navy”:

“The F-35B is the only fixed-wing aircraft able to operate from the new QEC aircraft carriers but it’s no secret that the RAF harbours the ambition to procure F-35As as a direct replacement for its land-based Tornado force.”

https://www.savetheroyalnavy.org/raf-plan-for-f-35-split-buy-undermines-aircraft-carrier-programme/

Luís Henrique
Reply to  HMS TIRELESS
1 ano atrás

48 versão B é muito pouco. Poderia ser o contrário 48 versão A e 90 B. Mas não sei se compensa. Abririam 2 linhas e limitaram um pouco o número de caças que podem ser enviados para longe. A classe Queen Elisabeth pode embarcar 50 aeronaves. Como são 2 navios aeródromos podem embarcar 100 aeronaves. Algumas mídias dizem que em caso de necessidade cabe até 70 aeronaves, mas acho difícil operar com tudo isso. No mais, 46 F-35B e 4 Merlin da para operar. 48 caças da versão B limitaram os navios com somente 24 caças em cada. E é… Read more »

Cristiano
1 ano atrás

O segundo maior erro que a RN fez foi concordar em deixar a RAF aposentar e vender os Harrier GR9. Hoje poderiam estar operando esses porta-aviões com carga completa e esperar com calma a chegada do F-35B podendo num primeiro momento os Harriers ficarem com a missão de ataque e os F-35B com a missão de superioridade aérea. Agora estão desesperados por aviões.

Dalton
Dalton
Reply to  Cristiano
1 ano atrás

Então a RAF não deveria ter “deixado” a Royal Navy aposentar seus NAes da classe “Invincible”…depois de 2011, apenas um restou o “Illustrious”…mas…já havia se tomado a decisão de que ele seria descomissionado em 2014 e daí até 2018, apenas o “Ocean” permaneceria, que não podia operar com o “Harrier”.
.
Não se trata de quem deixou ou não deixou e sim que o orçamento da Royal Navy sofreu cortes, tornou-se ainda mais irreal pensar em NAe com catapultas e também não se podia prever mais atrasos sofridos com o F-35B.

Bardini
Bardini
1 ano atrás

Esse é o caminho mais razoável para a MB ter alguma cobertura de aeronaves de asa fixa no futuro. Deixar a FAB operar F-35B, que quando não estiverem embarcados, servem a outros diversos propósitos dentro da Força.

Flávio
Flávio
Reply to  Bardini
1 ano atrás

O próprio Luiz Monteiro defende que as aeronaves de alto desempenho do futuro porta-aviões seja operado pela MB e pela FAB.

Em mais de um comentário, ele fala que é a única possibilidade do Brasil ter porta-aviões verdadeiramente operacional e com aeronaves modernas.

cipinha
cipinha
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Por que não o F-35C? Mas deixa eu ver se entendi direito, a FAB e a MB usariam os mesmo caças, em parceria.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Bardini
1 ano atrás

interessante…. eu gosto desta ideia….mas não consigo ver a FAB deixando o seu melhor, que obviamente estaria no GDA, ir distante embarcado no Nae….achariam que a estrategia prioritaria em caso de um invasor seria operar das bases continentais…teriam um dó danado de embarcar seus poucos ou unicos F-35….as joias da coroa….a não ser que toda ou boa parte de sua força fossem F-35…. e por isto que sempre achei que o modelo fosse qual fosse, deveria ter uma versao naval ou uma boa fração dela….mesmo que usando pela FAB…quer seja F-18 SH, Sea Gripen, Mig-29K…..e até a epoca dos M-2000… Read more »

Guilherme
Guilherme
1 ano atrás

Se faltar avião, sobra um porta aviões.
Olha a MB de olho nessa briga.
(Brincadeira, não me massacrem)

Delfim
Delfim
Reply to  Guilherme
1 ano atrás

Não é má idéia… o problema é economizar no NAe pra gastar nos caças.

MARCOV
MARCOV
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

E observando a figura acima e a abaixo, temos 37 aeronaves.

No site ” Save the Royal Navy” aparece uma capacidade similar, 36 aeronaves, mas talvez sejam 37 mesmo.

“The QEC is designed to operate up to 36 fixed-wing aircraft which would be a very powerful and effective force able to deliver sustained operations for some time.”

MARCOV
MARCOV
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

“As a very approximate rule of thumb, to get one frontline aircraft to sea would require another 2 or 3 aircraft in the sustainment fleet or on training duties.”

https://www.savetheroyalnavy.org/raf-plan-for-f-35-split-buy-undermines-aircraft-carrier-programme/

Delfim
Delfim
Reply to  Alexandre Galante
1 ano atrás

Excelente esta comparação em escala para o povo parar de pensar que o Atlântico pode operar o F-35B

Marlon maia
Marlon maia
1 ano atrás

Isto serve ao Brasil a marinha pois tem que ter em mente antes de ter um porta viao tem que ter em frente que tipo de aero vai ter antes de ter o porta aviao imagina o poblema que a ingraterra tem na mao agora pois os 2 porta viao nao tem cabo de parada assim fica dificil.

césar silva
1 ano atrás

foi um erro não construir esses navios com convés angulo teria mais opções aviões outra já que tem porta-aviões cada força deveria ter seus próprios aviões como nos eua e na frança

fabio jeffer
fabio jeffer
1 ano atrás

Por acaso os aviões da RAF irão tbm operar a partir desses dois porta-aviões

fabio jeffer
fabio jeffer
1 ano atrás

Porque se os aviões da RAF não vão operar a partir dos porta-aviões qual o problema de eles quererem operar a sua própria versão baseada em terra

Cristiano
Reply to  fabio jeffer
1 ano atrás

Pelo que eu saiba os aviões serão operados pela RAF e os helicópteros pela RN tanto que os Merlins da RAF foram passados para a RN e adaptados pra uso em porta-aviões.

Pafuncio
Pafuncio
1 ano atrás

Tenho a solução para os ingleses! Vende este segundo porta-aviões para o Brasil.

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Boa noite a todos. Primeiro erro da Inglaterra , ter saído da união europeia(referendo, plebiscito, não me lembro). 2 segundo erro : quase total dependência dos EUA no quesito aeronaves. terceiro e mais sério , show de vaidades e interesses entre as forças, sem contar os custos, orçamento… caso seja 48 F 35 B que se dividam entre os P.A inicialmente par a R.M.B, os demais servindo a RAF. acredito que serão sanados estas ‘briguinhas’ com mais aeronaves. sobre a França ‘dá uma surra ao Brasil”, segundo comentarista, vale lembrar que ambos possuem acordos de Defesa(o Brasil não deve nada… Read more »

Dalton
Dalton
1 ano atrás

“Os Estados Unidos consideram a Marinha Real como a única marinha do mesmo nível capaz de operar porta-aviões. ” . Não sei se isso é consenso nos EUA, mas, para os que acreditam e/ou disseram isso, talvez tenham se baseado no fato de que a França tem apenas um NAe, o “Charles De Gaulle” que devido à necessidade de manutenção, em muitas ocasiões não encontra-se disponível… recentemente concluiu um período de modernização e reabastecimento dos reatores nucleares que o tirou de circulação por mais de 18 meses e ainda levará meses para estar certificado para missão e isso tudo obrigou… Read more »

Haroldo Fiocco
1 ano atrás

É aquela coisa. O governo. Da 1Bi de dólares para o exército, ele vai e compra 300 tanques.
1BI pra força aérea, ela vai e compra 110 aviões. Dá 1BI pra marinha ela vai e compra 1 navio.
E o navio precisa de aviões.
A Força Aérea vai atacar, está a 1.000 km de distância. Por isto a grande capacidade do avião.
A Marinha vai atacar e está a 500 quilômetros de distância.

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Lembrando que tanto os Harrier da RAF quanto os da Royal Navy decolaram dos porta-aviões durante a guerra das Falklands/Malvinas. Então há uma doutrina de uso compartilhado.

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Sr. Delfin. Perfeito Interação entre as Forças. Sá assim se ganha batalhas e guerras. Exemplos não faltam. Parabéns. e Grande abraço. Lembrando no nosso quintal num passado recente. O EB em sua história sempre foi especialista em enfrentar, desmantelar e acabar com insurreições.

Fawcett
Fawcett
1 ano atrás

Se o conflito entre as forças é tão comum por que não unificar tudo, como alguns países fazem? No passado li uma notícia aqui na trilogia que dizia que a FAB ver com maus olhos a aquisição de sistemas antiaéreos mais avançados pelo EB. Quando eu encontrar a teportagem posto aqui nos comentários.

Ricardo
Ricardo
1 ano atrás

Não consigo entender esse apego da RN pelos PA STOBAR, ele tem tamanho suficiente para ser um ótimo CATOBAR, operar o mais capazes F-35C, mas preferiram um PA mais limitado e uma aeronave mais limitada e complexa. Vai entender…

Dalton
Dalton
Reply to  Ricardo
1 ano atrás

Ricardo…é perfeitamente compreensível…os britânicos não tem o dinheiro para NAes “CATOBAR” …os franceses a princípio queriam 2, mas, tiveram que ficar com apenas o “Charles De Gaulle”… por conta dos custos e olha que eles nem precisaram desenvolver catapultas, maquinário e cabos de retenção…compraram direto dos “americanos”. . Os britânicos ao menos terão dois “mais limitados” o que permitirá que um deles quase sempre esteja totalmente certificado para missão e da forma como pretendem usa-los, com uma importante capacidade anfíbia secundária, eles não deverão ser vistos como NAes clássicos, talvez em função, mais como os 2 primeiros “LHAs” da classe… Read more »