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A febre dos porta-aviões na Ásia: Marinha da Índia aprova a construção de um 3º navio

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Vikramaditya liderando força-tarefa indiana

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Empenhada, nesse momento, na aquisição de 56 navios de guerra – de superfície e submarinos – a Marinha Indiana anunciou, oficialmente, seu plano de obter um terceiro porta-aviões construído no país.

A informação foi dada, nesta segunda-feira (03.12), pelo Comandante da Força Naval local, vice-almirante Sunil Lanba.

Os indianos já operam o porta-aviões classe Kiev INS Vikramaditya (em sânscrito, Bravo como o Sol), de 45.400 toneladas, e constroem, no porto de Kochi, uma segunda unidade desse tipo: o INS Vikrant (Corajoso), que terá 40.000 toneladas e já se encontra na terceira e última fase de fabricação. A previsão é de que o navio-aeródromo seja terminado no ano que vem e comissionado no fim de 2020.

“O terceiro porta-aviões é importante porque se tivermos três unidades teremos a capacidade de lutar numa guerra com, pelo menos, dois, a qualquer momento”, declarou Lanba na conferência anual de imprensa promovida pela Marinha Indiana. “Estamos em discussão [com o governo do Primeiro-Ministro Narendra Modi], e elaboramos os detalhes. Vamos começar dentro de três anos”, completou o oficial.

Lanba, um oficial baixo, que acabou de completar 61 anos, não teme as polêmicas.

Ano passado ele chamou para si a responsabilidade de rejeitar o projeto da versão naval do caça indiano HAL Tejas (Radiante), por considerá-lo inadequado para a operação em porta-aviões. Diferentes promessas da empresa HAL (Hindustan Aeronautics Limited), fabricante da aeronave, foram incapazes de convencê-lo a mudar de ideia (ou, simplesmente, de dar mais tempo aos testes com o Tejas).

Futuro INS Vikrant, primeiro Indigenous Aircraft Carrier (IAC-1) indiano
Futuro INS Vikrant, primeiro Indigenous Aircraft Carrier (IAC-1) indiano

Meia-vida – A construção do terceiro navio-aeródromo indiano não é assunto incontroverso. Nem mesmo na Marinha.

Apesar de a Força estar aguardando a entrega de 32 navios atualmente em construção nos estaleiros indianos – entre eles, os grandes destróieres classe Visakhapatnam (P15B), de 7.400 toneladas; as fragatas stealth P17A, de 6.670 toneladas; as corvetas ASW pesadas Tipo Kamorta (P28); e os submarinos Scorpène, de 1.775 toneladas (deslocamento submerso), além de OPVs –, alguns oficiais defendem o aumento dessas unidades, antes de se pensar no enorme gasto com um novo porta-aviões, seja ele do tamanho que for (especula-se que o terceiro porta-aviões vá deslocar cerca de 60.000 toneladas).

O staff de Lanba reage. E lembra que, no futuro, o processo de modernização (ou manutenção de meia-vida) de um dos dois porta-aviões não consumirá menos de um ou dois anos, intervalo de tempo em que, se nada for feito, a Esquadra indiana ficará com apenas um navio-aeródromo para guarnecer três áreas focais: o Mar Arábico, a Baía de Bengala e o Oceano Índico.

Isso para não se falar na expansão da frota de porta-aviões da China…

O anúncio do terceiro porta-aviões indiano acontece apenas alguns dias depois de o governo japonês ter admitido que lida com um projeto de para  embarcar e operar os caças de 5ª geração F-35, de fabricação americana, nos destroieres porta-helicópteros classe “Izumo”.

Na Ásia, também Tailândia, Austrália e Singapura emprestam grande importância à Aviação Naval Embarcada. E espera-se que, nos próximos anos, Vietnã e Filipinas sigam o mesmo caminho.

Caça Tejas naval decolando de uma rampa “ski-jump”

Helicópteros – Em sua entrevista, Lanba também disse que, no setor da Aviação Naval, um “déficit crítico de longa data na frota de helicópteros navais” foi finalmente abordado, em agosto passado, com a emissão de um AoN (documento de Aceitação de Necessidade) para 111 aeronaves.

Em outubro deste ano, a Marinha Indiana também divulgou uma LoR (Letter of Request, ou Carta de Solicitação) para 24 helicópteros multipropósito.

E apesar de seu passado de polêmica no caso dpo Tejas naval, Lanba não deixou de ressaltar o empenho da Marinha em colaborar com a Iniciativa Make-in-India. O almirante informou que, nos últimos quatro anos, 82% dos documentos de Aceitação de Necessidade foram concedidas a fornecedores indianos.

No mesmo período, 72% dos custos de todos os contratos assinados pela Marinha foram quitados junto a empresas indianas.

Lanba finalizou afirmando: desde 2014, mais de dois terços do orçamento de modernização da Marinha foram gastos em aquisições no próprio país, de forma a contribuir com a Indústria de Material de Defesa local.

52 COMMENTS

  1. Bem, é nítida a corrida armamentista na Ásia, e isso já está na verdade em escala mundial, por isso e pensado que temos a obrigação de ter o mínimo de força para tentar equilibrar as coisas devemos ter como prioridade máxima os submarinos, que ao me ver são a maneira mais eficiente de dissuadir uma frota naval estrangeira, acho q nossa MB deveria operar no mínimo oito embarcações diseel elétricos e quatro nuceares, claro isso com o devido pranejamento e continuidade do prosub… acho que seria o melhor custo benefício continuar esse programa que já está em andamento, pois começar denovo um programa pra porta aviões além de mais caro será mais demorado, duas coisas que não teremos, tempo e principalmente dinheiro.

  2. Mas a India sempre teve porta-aviões, está apenas mantendo. Os Naes britânicos que lutaram nas Malvinas foram parar na Índia. O que mais me chamou atenção nessa matéria foi a cor da água, na foto do futuro Vikrant….pelo amor…..

  3. Índia está de parabéns, um país com tanta pobreza e com condições precárias, sempre mantendo o investimento militar.

    Parece o Chile, um pequeno país, com o enorme encouraçado super-dreadnought Almirante LaTorre (Ex-HMS Canadá) que tinha 10 canhões EOC 36cm/45 que podia atirar projéteis APC Greenboy de 721kg, os mesmo utilizados na classe Fuso na primeira versão, algo muito mais eficiente que os canhões de 30,5cm utilizados no Minas Gerais e no full broadside Agincourt (Rio de Janeiro).

    No caso citei o Chile, porque na época provavelmente eles estavam ao mesmo patamar da Índia, condições complicadas de se encomendar um embarcação tão cara que um pré Dreadnought.

    • O Chile também não é essa Europa brasileira que se diz por aí, a renda per capta deles é menor que a nossa, o Chile é tão desenvolvido quanto o Brasil, o que puxa o idh brasileiro para baixo é a violência e o nordeste.

        • Essa comparação não é muito justa. Compare o estado de SP com o Chile que fica melhor. A economia brasileira é bem maior do que a chilena, assim como a população. O nosso problema são os vários “bolsões” de miséria e pobreza espalhados pelo país.

      • Eu não disse de economia meu caro, mas sim o tempo de espera e encomenda de navios um pouco mais modernos. Naquele tempo os encouraçados com canhões de 12 polegadas já eram obsoletos contra navios, com armas de 14, 15,16 e 18.1 polegadas.

    • O encouraçado chileno foi encomendado mais tarde que os 2 encouraçados brasileiros e
      os 2 encouraçados argentinos, então, natural que ele apresentasse inovações, ainda mais em uma década de corrida armamentista onde os navios tornavam-se rapidamente obsoletos.
      .
      Além do mais o encouraçado chileno, seria utilizado pela Royal Navy durante o conflito,
      chegando ao Chile mais de 10 anos depois da chegada ao Brasil do “Minas Gerais” e do
      “São Paulo”.

      • Sim sim, eu já sabia disto, como eu disse anteriormente, o encouraçado Almirante LaTorre era o HMS Canadá, mas a Inglaterra resolveu vendê-lo, já que os navios com os canhões BL Mark 1 381mm calibre 42, davam conta do recado mesmo com o cano levemente menor, a precisão era soberba. Me refiro a classe QE e R (Queen Elizabeth e Revenge).

        Quando eu digo que o Chile está de parabéns, não é que eles sejam superiores aos nossos navios, mas sim esperaram um tempo para comprar navios com canhões de 14 polegadas que no pré-guerra e SGM seriam mais eficientes. Historicamente falando, darei o exemplo do cruzador de batalha Kongou e Haruna, utilizavam armas de 14″/45 com o mesmo método das armas de 15″ britânicas autorizado pela Vickers, durante o projeto da versão japonesa, sem dúvida foi o melhor canhão naval instalado num encouraçado japonês, com o sistema de recarga um pouco mais rápido que o Mark 8 14″/50 americano e até superior ao canhão da classe King George V “BL Mark II 14″/45″, inclusive a balística, alcance e dispersão era considerado pelos americanos durante a incursão de estudos navais, um arma muito bem precisa.

        Uma lida sobre os cruzadores pesado, a Argentina sem dúvida se extrapolou, o CA Veinticinco de Mayo utilizava armas de 190mm calibre 52, o navio tinha o design da classe Zara, também foram um sucesso.

        Na minha opinião, é óbvio que o Brasil tinha encouraçados ao estilo do Fuso, Full broadside, como por exemplo o HMS Agincourt que era equipado com 14 canhões de 305mm/45 (ou calibre 50?), se formos ver bem, por mais que armas de 12” são obsoletas, elas são mais fáceis e mais baratas de de manusear, algumas alcançam até 3 rodadas por minutos, algo que somente os encouraçados Bismarck e Nagato que tem enormes canhões,tem um sistema de reload extremamente rápido em elevações médias de 25 a 30 graus.

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          onde “discordamos” é parabenizar o Chile por ter esperado um tempo para adquirir navios com canhões de 14 polegadas…alguém tinha que ser o primeiro a ter “Dreadnoughts” por aqui e este foi o Brasil e Argentina e Chile de acordo com o que viram seguiram mais tarde e aproveitaram-se de inovações que surgiam ano após ano…não vejo nada demais.
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          Lembra aquela eterna discussão sobre o Chile ter adquirido as fragatas T-23s…e o Brasil não…mas…poucos anos antes o Brasil havia adquirido 4 fragatas T-22s…não dava simplesmente para joga-las fora quando a Royal Navy descobriu que não tinha verbas nem contingente para manter todas as 16 T-23s e precisou descartar 3 delas e o Chile aproveitou a deixa.
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          E essa “espera” para ter um encouraçado com canhões de 14 polegadas teve um preço…o Chile apenas recebeu seu único “Dreadnought” bem depois do término da I Guerra Mundial e enquanto o encouraçado chileno teve que retornar ao Reino Unido para uma revitalização dez anos depois, o Brasil fez uma significativa modernização no “Minas Gerais” digna de nota
          na década de 1930 no Rio de Janeiro.
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          Em um livro que tenho sobre encouraçados…supostamente o Chile foi procurados pelos EUA interessados em adquirir o encouraçado chileno após
          as perdas em Pearl Harbor…certamente ele não fazia feio frente ao USS Texas também com 10 canhões de 14 polegadas, ainda mais se recebesse melhorias nos EUA, mas, o retorno ao Pacífico dos 3 encouraçados classe “New Mexico” mais do que compensou e o efeito foi mais psicológico do que prático, pois eles e os demais antigos encouraçados nada fizeram de relevante durante o ano de 1942.
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          Não apenas o NAe estava em evidência como os clássicos “Dreadnoughts” já estavam perdendo terreno para os “encouraçados velozes” surgidos no fim da década de 1930.
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          Os chamados “Super Dreadnoughts” e o navio chileno fazia parte desse grupo, tiveram uma carreira curta e os 5 navios sul americanos uma vez símbolos de grandeza de suas respectivas nações tiveram carreiras pouco interessantes, rapidamente se tornaram obsoletos em em alguns casos e
          ocasiões a falta de verbas se fez sentir quanto a boa manutenção.
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          abraços

          • De fato verídico, esqueci disso, no caso conheço mais sobre a IJN. O Almirante LaTorre era semelhante a classe Kongou, um cruzador de batalha, claro que com uma motorização inferior, ambos tinham canhões melhores sim, mas a blindagem era improvável de sobreviver a classe North Carolina e SoDak,ainda mais com as modernas armaduras “STS” Special Treatment Steele que eram melhor que as “HTS” High Tensile e a “NVNC” New Vickers Non Cemented.

            A doutrina americana era simplesmente ter encouraçados e cruzadores leves e pesados com o máximo de proteção nas torretas e cinturão, algo que o LaTorre tem 229mm “side belt” e no máximo 305mm “barbettes”, Kongou tem 280mm “side belt” e 343mm “barbettes e bridge”.

            Outra diferença, a os Super Dreadnought japonês consegue atirar em intervalos menores que ao dos americanos, algo entre 25 segundos, o Nagato por exemplo chegava aos 18 segundos em uma elevação abaixo dos 43° (Claro, nenhum navio com “Large Caliber”” em elevação máxima atirava rapidamente), algo que não dizem é que o radar Tipo 22 Kai 4 era considerado comparável o GFCS Mark 37, mesmo tendo um alcance de detecção menor, era bem preciso, 1944 os navios japonês, de preferência o contratorpedeiro Hamakaze estava muito precisos, mas já era tarde demais.

            New México era superior em vários aspectos, é um encouraçado que utiliza canhões de 14 polegadas calibre 50, embora o rendimento bom, na batalha do estreito de Surigao, a dispersão a 18km não foi lá muito satisfatório, talvez por causa das montagens serem triplas, os canos dessas armas tinha 18,20m enquanto as antigas de calibre 45 eram de 16,52m, a blindagem classe B de 343mm é superior aos dos encouraçados “British Built”.

            No caso o Minas Gerais recebeu uma atualização, que também mudou o mastro principal, ficando ao estilo dos encouraçados mais recentes da RN.

            O Almirante LaTorre, você tem razão, esse navio não fez muita coisa mas mãos do Chile, sendo que um foi convertido em porta aviões, algo que poderiam abrir, que não vem a parte do assunto, pessoal do fórum poderiam falar um dia sobre o contratorpedeiro Classe Kagerou IJN Yukikaze, que sem dúvida lutou mais que os próprios encouraçados, saiu quase sem dano das 11 enormes batalhas do pacífico, foi recomissionado como ROCS Tan Yang permanecendo por lá até 1970.

  4. Como comparar o Brasil com uma Índia e China, eles têm milhares de anos de história e de guerras, nós brasileiros no máximo somos inimigos de nós mesmos, o brasileiro prefere ou entrar no crime ou viver no “jeitinho”, torço pelo Brasil mas é difícil com esse povo tão avesso as FFAAs, polícias e autoridades. Desejo boa sorte ao Brasil pois nós merecemos.

    • O povo não é avesso às autoridades, mas sim aos abusos das autoridades.
      Quanto à matéria, correta a Índia em investir nas suas forças armadas. O problema dessas aquisições é a corrupção, que por lá, se não igual, é pior que a daqui.

  5. Do que adiante, investem tanto na área mílitar mas em contrapartida o país é uma miséria e uma parte da população não tem nem vaso sanitário. Esse é um exemplo a não ser seguido, privilegiar a militarização ao desenvolvimento.

    • A militarização no caso da Índia traz desenvolvimento e tecnologia. Uma população de 1,3 bilhão de pessoas com 330 milhões de deuses (isso mesmo) e onde a vaca é sagrada é difícil de organizar.

    • Primeiro se informa a indústria militar emprego muito traz desenvolvimento tecnológico . Se for produzido localmente melhor ainda traz capacitação da mão de obra e o dinheiro fica no país ou seja o país gasta bilhões comprando fora ou ganha bilhões produzindo localmente já que o dinheiro fica com empresa s nacionais

    • Impressionante falta de conhecimento. Em que ano vc está ?? Pelo jeito, no mínimo, uns 20-25 anos atrás. Dizer que a Índia é uma miséria é um completo absurdo. O índice oficial, em 2016, era de 20% da população, índice este que certamente melhorou desde então com o país crescendo acima dos 7% . A Índia é a terceira maior economia do mundo ( quase o dobro do Japão) de acordo com o FMI e a quinta ou sexta em valor, dependendo da fonte.
      Caso possua algum interesse, pesquise um pouco, por exemplo, sobre Gurugram e Bengaluru ( Bangalore ) para verificar o poderio indiano atual.

  6. o Brasil so vai acordar para defesa quando acontecer como a frança que do dia para noite viu soldados invasores destruindo seu pais ou quando os britanicos viram nos ceus de londres a luta de seus aviadores para impedir uma invasão somente quando o povo sentir o terror de uma invasão ou ocupação e que a sociedade vai perceber que ter soldados preparados e equipados poderia ter evitado o pior

  7. Pegando carona na mania dos PA, o Brasil tem ainda a possibilidade de por o Opalão pra operar, pois não virou casa de peixe nem Gillette ainda, basta passar uma tinta cinza novamente por cima, trocar umas tubulações velhas, colocar uns geradores novos e tudo fica novo …. E assim que muita gente pensa sobre tudo isso, mas a coisa e mais feia…., não temos escoltas, nem navios de tranferencia de combustivel, nem navios de defesa de area, nem mão de obra especializada para reparar e operar tudo isso, nem caças, nem aviões nenhum que prestem para se usar em cima de um porta aviões, nem planejamento, nem verbas e nem vontade de ter isso, pois como todos os politicos dizem … somos um pais de muita paz com todos nostros hermanos, não precisamos de porta aviões ….

  8. Construção é difícil
    Mas a manutenção é muito mais custoso.
    Onde vai ter dinheiro para manter todos os meios citados e ainda fazer um 3° porta aviões?

    Sei não acho que a Índia vive um pico sazonal logo passa e a conta da manutenção será bem pesada.

    Vai ter que desfazer de alguns meios para manter outros.
    Vamos esperar uns 6 anos para ver

  9. Essa corrida por porta-aviões na Ásia me faz lembrar da corrida pelos dreadnoughts na Europa antes da Grande Guerra. Os grandes na Ásia estão se armando por se sentirem ameaçados, a corrida armamentista se auto alimenta. A história nos mostra que, basta um pequeno incidente para tudo ser jogado uns contra s outros.

    Veremos se nosso novo governo verá tudo acontecer passivamente, daí nossos mercantes serão afundados e mais uma vez não teremos muito o que fazer, a não ser contar com aliados que levam suas forças armadas a sério. Torço para que desta vez seja diferente.

    • COncordo com voce em quase tudo….o unico ponto que discordo é a questão dos aliados……diante do cenario qie se constroi atualmente, não sei não se nossos “aliados” terao meios ou disposicao para nos auxiliar numa eventual WW.

      Quando ocorrer, e vai ocorrer, a terceira será a mais devastadora das guerras…..nao será o fjm da humanidade, mas será o fim do mundo e do modo de vida que conhecemos e vivemos hoje.

      Como ja disse um famoso e brilhante cientista, a terceira será a mãe de todas as guerras.

      OBs.: para quem e preparador, sabe que a previsão da terceira ocorre desde os tempos egipcios e gregos, sendo conhecidos “previsoes” em quase todas as culturas antigas e em todos os continentes e nas mais recentes sobre uma grande WW.

  10. Índia construindo porta aviões , enquanto isso segue o sofrimento aqui no Brasil para construir uma corveta ,quatro submarinos convencionais e um nuclear , se o titio Sam não embarreirar.

  11. 04/12 – terça-feira, bnoite, é vergonhoso para nós brasileiros e que acompanhamos a agonia de nossa marinha. Para conseguir ( se conseguir) autorização para a construção de 4 corvetas já estaremos festejando enquanto eles estão lançando mais de 50 equipamentos militares, nós nunca vamos conseguir ser uma grande marinha, vamos (quando conseguir) viver de compras de oportunidades que os outros já usaram e não querem mais, sinto-me triste em ver que não existe mudança de pensamento e atitudes.

    • Calma caro ancião.
      A India ao contrário do Brasil, possui vários problemas de fronteiras, Paquistão (que mais cedo ou mais tarde vão acabar entrando em combate) e com a poderosa e ascendente China.
      Quando se tem uma China (no qual já entrou em guerra) doidinha para expandir o seu território, nada mais natural se armar, mesmo que isto signifique um sacrifício a sua população.
      Não temos HOJE nada parecido, nem sombra de algum problema que sequer lembre a situação da India, por isto, nada mais natural, que a defesa não seja prioridade. Quando tivermos 3 porta aviões e 56 navios é porque estamos encrencados com mais de um pais.

  12. O dinheiro que sobra para equipar a Marinha Indiana falta para saneamento básico, saúde, rodovias, ferrovias e infraestrutura em geral.
    Cada país tem sua necessidade e prioridade. Graças a Deus, o Brasil não tem inimigos externos em potencial.
    Minha maior preocupação é a burrice e teimosia do Bolsonaro em transferir a sede da Embaixada Brasileira em Israel. Essa medida pode colocar o Brasil como alvo de terroristas palestinos e árabes.

    • Se uma simples alteração de da sede da Embaixada Brasileira para verdadeira Capital de Israel já faz um religião atacar inocentes empregando o Terrorismo, então o problema não é a medida Brasileira, e sim esta dita religião que esta mais para uma seita genocida!

    • Alvo de terroristas é algo ruim, mas pouco provável. Mas ferrar as exportações de carne brasileira já é um risco bem maior. Somos o maior vendedor de carne halal (adequada ao consumo muçulmano) do mundo. É um mercado que pode chegar a quase 3 bilhões de consumidores.

      Todo mundo reclamava, com razão, das besteiras ideológicas do PT zoneando os negócios. Não faz o menor sentido bater palmas para outras medidas ideológicas zoneando a economia de novo. Ainda mais num país saindo de recessão.

  13. Cada dia que passa, e cada notícia nova que chega, eu acho que fica claro para um número maior de pessoas que o PEAMB não é e nunca foi loucura ou megalomania do almirantado.

    2 Mães
    48 caças embarcados
    4 npm
    30 navios escolta
    15 submarinos convencionais
    6 submarinos nucleares

    Em um horizonte de construção até 2047, nunca foi megalomania.
    É algo que precisamos para termos um lugar de destaque nos próximos 30 a 40 anos.

    • Megalomania é uma palavra meio forte, mas os números de meios navais e aeronavais aventados eram,e continuam sendo, dissociados da realidade. Na época do PAEMB, o “Brasil potência” estava no auge e o que a MB conseguiu? Apenas o Prosub e, mesmo esse, ainda hoje não está 100% garantido e com possiveis atrasos, prinicipalmente no SNBR. Todos os outros programas nào foram adiante. Os meios elencados seriam, e são, necessários à MB. Mas, conhecendo o Brasil e o histórico dos planos, projetos e programas, em especial da MB, que foram concebidos e não concretizados, eu duvido que um dia cheguemos a ter algo parecido com os meios almejados no PAEMB. FAB e EB também tem suas necessidades. Na FAB, 108 Gripen NG planejados, e muito necessários, mas que muito dificilmente terão esse número alcançado. No EB, uma versão de reconhecimento do Guarani, um sistema de mísseis antiaéreos de médio alcance, um helicóptero de ataque e uma nova família de Carros de Combate sobre lagartas. Todos também muito necessários, mas que tem difícil possibilidade de concretização. Isso tudo só será possível quando for fixado um percentual de 2% do PIB para gastos com Defesa, essas verbas forem disponibilizadas sem contingenciamento e se criar percentuais elevados do orçamento para gastos com custeio e investimento.

      • Flanker,

        Não podemos cair na confusão de comparar as três forças e seus planos. São seguimentos com suas próprias necessidades, e requerem meios distintos.

        Uma marinha sempre é ramificação mais cara do trio, e exige complementos constantes. Uma força aérea, embora menos complexo de se fazer, também pesa muito no bolso do contribuinte ( a FAB mesmo somente terá seu lote inicial de 36 aeronaves por conta das condições de pagamento pra lá de vantajosas…). Para um exército, porém, é menos difícil de fazer as coisas acontecerem. A VBR-MR, por exemplo, é apenas um passo adiante na concepção da família ‘Guarani’, sendo algo plenamente viável para ser levado a efeito na próxima década, mesmo considerando os recursos minguados que se tem.

        A rigor, penso que todos planos do EB poderiam ser concretizados, desde que separados dentro de uma linha de tempo mais coerente, independente de haverem ou não novos aportes. Mas não é o mesmo para Marinha e Força Aérea.

        Só pra ter uma idéia da proporção, com o custo de apenas uma fragata de 6000 ton. full, como as desejadas pela MB ( digamos uma ‘Álvaro de Bazan’ ou ‘Bergamini’ ), seria possível reequipar todo o EB com o mínimo indispensável para mantê-lo como força atualizada. E três vasos desse tipo, é praticamente tudo aquilo que está contemplado no FX-2…

  14. Minha opinião: nossa CF impede uma declarada guerra de intervenção e o P.A é uma belonave de poder de projeção com aeronaves…etc. Adianta ter dois três PA de mais de 2 bilhões de dólares, ou mais e sorrateiramente como crocodilos, esperando a , dois submarinos(poderia ser um nuclear, ou um convencional…) colocarem no fundo este grande Vaso de Guerra com todas as suas aeronaves que dirá tripulação. Arma de dissuasão é o submarino pode ficar, dependendo da situação, rente ao fundo, esperando toda uma frota passar a procurá-lo. a história que o diga. Bem, interessante são países que utilizam pois possuem razões para tal, mas no caso Brasil: submarinos, Navios patrulhas, Corvetas, Fragatas mais uma boa interação com FAB e vigilância marítima. sem contar caça -minas…vamos ao básico. submarinos, navios de patrulha, corvetas, minagem e varreduras. Grande abraço.

    • Caro Sergio embora a CF diga que não podemos declarar guerra sem ter ocorrido uma agressão externa,isso não impede que agente “leve” a guerra até o inimigo como ocorreu na SGM. Um PA e um SSN são os únicos caçadores dos mares…. o SSN pode cobrir uma grande área de forma discreta e escolher o melhor lugar para atacar mas um PA cobre uma aérea maior e de modo mais rápido, sendo que as aeronaves de patrulha podem ser baseadas nele ampliando ainda mais sua “visão”. Melhor que isso é usar os dois de modo sincronizado para aumentar a chance de sucesso pois o SSN já sabe onde procurar a pressa e o PA a encurrala ou o inverso

    • A Índia possui PIB convertido em dólares americanos muito próximo de 3 tri. Portanto equivalente com o PIB de Reino Unido e França.

      Porém o PIB por Paridade do Poder de Compra da moeda deles, em dólar internacional está próximo de 11 tri. Quase o dobro do PIB do Japão.

      Tudo isso graças a uma população enorme de mais de 1,3 bilhões de pessoas.

      Por tudo isso eles podem ter um orçamento militar de 64 bilhões de dólares. Pouco abaixo do orçamento militar russo e 25 bi superior ao orçamento militar do Reino Unido.

  15. Se não fossem os indianos não existiria telefonia celular como hoje conhecemos. Estudem para entender que a Índia é como o Brasil. Lá existem as castas como aqui. As castas superiores tem um desenvolvimento similar ou superior aos Europeus.

  16. enquanto nós? VF-1 e KC-2 que perdem sua função sem um port’aviões. ao menos os pilotos “vão treinar”. juntando “lé” com “cré”, esperem o sub nuclear sair do papel, algum dia…

    • Nunca li tanta besteira, senhor Paulo, a Argentina não adquire aviões de combate porque ela não tem dinheiro para tal, caso contrário, poderia facilmente fazer como a Venezuela e adquirir uns sukhoi ou algum caça de exportação chinês, que não possui ou possui muito pouco a equipamentos produzidos por outras nações com a qual a Argentina pode ter disputas. Em segundo lugar, estou abismado com a depreciação e sua falta de conhecimento em relação ao projeto gripen, dizer que um sistema como o WAD é “telefunken” é o cúmulo do desconhecimento, até mesmo pessoas leigas não comentaram tal absurdo. Com relação aos comentários depreciativos da transferência tecnológica, ela foi muito boa SIM, pois agora a Embraer tem conhecimento em diversas aéreas de montagem e produção de aviões caça, além de ter qualificado diversas empresas nacionais para fornecer produtos para o programa. Em relação aos motores americanos, amigo, me diga um país que produza caças e que utilize 100% de produtos nacionais nestes aviões? Te respondo logo, NENHUM por que isso não existe, produção de aviões é sempre um conjunto de parcerias entre empresas e nações( ex: o tão falado f35 possui partes fabricadas em mais de 8 nações diferentes). Portanto, com o devido respeito busque se informar mais, pois só li barbaridades nesse comentário. Saudações

    • Esse meu comentário é relativo ao seu comentário no poder aéreo, repondo por aqui pois o sistema captcha é uma dor de cabeça pra postar comentários. Em relação ao seu comentário aqui, eu pergunto, qual é exatamente seu problema com as forças armadas ? TODOS os seus comentários são depreciativos ou desreispeitosos, sem falar que muitos estão bastante equivocados(vide compare um sistema WAD A telefunken , sim nunca me esquecerei dessa comparação, meus parabéns). O senhor está realmente precisando ler mais esse blog e parar de falar essas barbaridades, pois além de estarem falsas ou erradas, é desrespeitoso com as forças armadas.

  17. “Apesar de a Força estar aguardando a entrega de 32 navios atualmente em construção nos estaleiros indianos – entre eles, os grandes destróieres classe Visakhapatnam (P15B), de 7.400 toneladas; as fragatas stealth P17A, de 6.670 toneladas; as corvetas ASW pesadas Tipo Kamorta (P28); e os submarinos Scorpène, de 1.775 toneladas (deslocamento submerso), além de OPVs –, alguns oficiais defendem o aumento dessas unidades, antes de se pensar no enorme gasto com um novo porta-aviões, seja ele do tamanho que for (especula-se que o terceiro porta-aviões vá deslocar cerca de 60.000 toneladas)”

    A Marinha do Brasil deveria seguir a mesma ideia de raciocínio. Primeiro devemos ter uma MARINHA, antes de pensar em Porta-Aviões e grandes navios multi-propósitos. Eu realmente acredito que seja viável o desenvolvimento de uma indústria de defesa mais forte no país. Mas para isso, são necessários duas coisas: a primeira é o bom senso das forças (nada de ambições megalomaníacas ou devaneios com o pouco dinheiro disponível). A segunda é um comprometimento do governo brasileiro com a modernização, expansão e desenvolvimento de uma indústria de defesa forte no país.

    Recentemente, no Diálogo da Indústria de Defesa Brasil – Reino Unido , o adido militar do Reino Unido afirmou que de cada 200 empregos no país dele, 1 era do setor de defesa. E com a corrida armamentista na Ásia, é um campo econômico que pode ser muito explorado para quem tiver competência para tal. As oportunidades estão aí. Basta agarrá-las.

  18. Parabéns ao governo indiano, que aposta no seu país, quer dominando a energia nuclear, e espacial, com a fabricação de mísseis de curto, médio e longo alcance, como lançamento de foguetes(vetores) e satélites, se preocupam em criar e manter emprego no seu pais, desenvolver novas tecnologias e dominá-las, como na naval e de aviões apostando na formação de novos cientistas, novos técnicos, o que os coloca em destaque no âmbito mundial, dominando áreas importantes do desenvolvimento nacional e regional em que a India está incerida.

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