Home Acidentes Navais Noruega acusa Navantia pelo naufrágio da fragata devido a falha de projeto

Noruega acusa Navantia pelo naufrágio da fragata devido a falha de projeto

9462
64

Por Miguel González

MADRI/COPENHAGUE – O conselho de investigação norueguês culpa a Navantia (construtor naval espanhol) pelo naufrágio da fragata KNM Helge Ingstad (F313) depois que ela colidiu com um petroleiro em 8 de novembro.

O Conselho de Investigação de Acidentes da Noruega (AIBN) afirma ter detectado uma falha “crítica” no projeto do navio, entregue pelo estaleiro espanhol em 2009. A Navantia, por outro lado, diz que não recebeu comunicação oficial do relatório nem foi capaz de participar da investigação. Especialistas militares espanhóis questionam a versão norueguesa e enfatizam que o acidente foi causado por negligência.

O apêndice do relatório preliminar do conselho diz que a falha estaria relacionada com a “estanqueidade” da KNM Helge Ingstad e as demais quatro fragatas construídas na primeira década deste século pela Navantia para a Marinha Norueguesa por cerca de 1 bilhão de euros cada.

O conselho sustenta que a falha “não está em conformidade com o padrão exigido de estabilidade contra danos”, e assume que “isso também afeta as outras quatro fragatas da classe Nansen”, deslocando 5.300 toneladas e com 143 metros de comprimento.

A estanqueidade dos compartimentos garante que, no caso de abertura de uma antepara, não há inundação do resto do navio, fazendo com que ele afunde. De acordo com um anexo ao relatório preliminar, a inundação afetou três compartimentos (o quarto do gerador de popa, as cabines da tripulação e os compartimentos de armazenamento). Inicialmente, a tripulação acreditava que o navio poderia permanecer à tona, mas ao descobrir que a água caiu da sala do gerador para o redutor através do vão das hélices e que ela inundou rapidamente, optou por evacuar.

“Foi descoberto que a água estava fluindo através do poço para outro compartimento. Eles não eram herméticos”, disse Kristian Haugnes, membro da comissão, em entrevista coletiva, admitindo que a investigação ainda está em fase preliminar e que “as circunstâncias poderiam ser objeto de mais investigações.”

Mais cauteloso foi o chefe da Marinha Norueguesa, o almirante Nils Andreas Stensones, que considerou “prematuro” tirar conclusões sobre as causas do naufrágio.

O acidente, no qual oito dos 136 tripulantes da fragata ficaram levemente feridos, ocorreu na madrugada do dia 8, na costa oeste da Noruega, ao norte da cidade de Bergen, quando o navio retornava à sua base. depois de ter participado no exercício Trident Juncture da OTAN. Embora as circunstâncias do naufrágio não tenham sido esclarecidas, as fontes consultadas por EL PAÍS explicam que a fragata e o navio-tanque, que viram-se de frente para o interior do fiorde, trocaram mensagens antes de colidirem. O capitão do petroleiro disse à fragata guinasse para boreste (à direita), mas ela se recusou a alegar a proximidade da costa (900 metros). Os dois navios mantiveram seu curso sem alterá-lo e, no último momento, a fragata guinou para bombordo (à esquerda), o que precipitou o choque.

A fragata também estava navegando em alta velocidade (17,5 nós) e com o AIS (Automatic Identification System) desligado, apesar de navegar em águas restritas. É, segundo as fontes consultadas, uma negligência grave na manobra do navio. A fragata afundou uma semana depois da colisão, sem todas as tentativas de mantê-la à tona.

Avarias do casco da KNM Helge Ingstad
Avarias do casco da KNM Helge Ingstad

O anúncio do relatório do conselho de investigação foi recebido com indiferença pela Navantia. “Não temos comunicação oficial do relatório, não fomos consultados sobre as possíveis causas, nem participamos de nenhum dos procedimentos”, disse uma porta-voz.

“A Navantia ofereceu-se desde o início para colaborar com a Marinha Norueguesa sobre o que fosse necessário. Vamos analisar as circunstâncias e as hipóteses que se tornaram públicas”, acrescentou. Em qualquer caso, de acordo com o estaleiro público, “o projeto cumpre todas as certificações e satisfaz as condições de vedação aplicáveis ​​às embarcações militares”.

Especialistas em acidentes navais expressaram surpresa pelo fato de a comissão ter chegado a essas conclusões antes de fazer a reflutuação do navio e sem o conselho do fabricante. “O eixo pode ter se movido como resultado da colisão, rompendo a estanqueidade do navio, mas seria uma circunstância inesperada, não um problema de projeto”, explicam eles. A violência da colisão foi tal que abriu dois cortes no casco da fragata, um deles com cerca de 40 metros de comprimento – quase um terço do comprimento do navio – o que é o máximo sem comprometer sua flutuabilidade.

A selagem do navio, acrescentam os mesmos especialistas, deve ser verificada antes da entrega, não só pela Navantia, mas pelos inspetores da própria Marinha Norueguesa. Essas fragatas também têm um sistema de fechamento de escotilhas para reforçar a estanqueidade ao navegar em áreas onde há risco de colisão.

Tamanho do rombo no casco da fragata norueguesa
Tamanho e localização do rombo no casco da fragata norueguesa. Observar que a maior parte das avarias foi acima da linha d’água

FONTE: El País

NOTA DO PODER NAVAL:  Para baixar o Relatório Preliminar (5 páginas em PDF), no site da AIBN clique aqui.

64 COMMENTS

  1. Navios Bambi, fabricados bambis para TOs Bambi tendo que enfrentar a realidade operacional.
    Qualquer semelhança com uma certa corveta de uma certa marinha sul americana que bateu em um Recife no nordeste Brasileiro e quase afundou, não e mera coicidencia.

  2. Eu acho que isso é mais pra tirar a culpa da própria matinha Norueguesa, o único culpado por esse afundamento foi a negligencia da tripulação. O rasgo no casco foi enorme e querer jogar a culpa no projeto do navio sem antes tirar ele de la para fazer uma investigação é uma atitude no minimo risível.

    Vejamos a diferença.
    Enquanto nos EUA quando se teve acidente com 2 Destroyers a cabeça de gente graúda acabou rolando.
    Na Noruega estão jogando a culpa pro fabricante antes de se terminar de averiguar a situação

      • Pois é Galante foi o que eu pensei, mas como sou um leigo ao cubo no assunto, achei melhor ficar quieto e ver e ler as opiniões do pessoal especializado do site.

      • Galante, o peso da agua que entra num rasgo de 40 metros mesmo em compartimentos estanques, com a embarcação emborcando lateralmente pode ter causado a entrada de mais agua por outros locais, o que poderia ter feito a embarcação afundar com o tempo, lembrando que os cabos de aço não suportaram segurar a embarcação. Acho que falta uma analise mais detalhada, por uma empresa não envolvida no problema, pois se esse relatorio é verdade, existiriam muitos navios navegando com esse mesmo problema, tendo em vista que são apenas modificações de um projeto original.

      • Acidentes maritimos podem ser bem complicados em termos de direito maritimo. Acredito que esse caso devera ser objeto de estudo nos proximos anos.
        Diversos fatores ocorrem antes de um acidente como estes. Claro que o acidente ocorreu por conta de uma corrente de acontecimentos vindo de dentro do Helge Ingstad, dentre eles, negligencia. Porem, e a perda total do vaso de quase 4 bilhoes de coroas (aprox. 1,8 bilhao de reais), por falhas de design, que devera ser tratado com mais atencao.
        Por exemplo, a marinha real norueguesa provavelmente tera de pagar danos aos proprietario do TS SOLAS, mas se comprovado que os danos ao navios nao deveriam ocasionar o seu naufragio, as coisas podem ter uma reviravolta interessante.

        De fato, ja vimos embarcacoes afetadas por severos ataques (USS Cole) ou acidentes (USS John S. McCain, USS Fitzgerald) e que nao afundaram. No caso do John S. Mc Cain, 10 marinheiros morreram, e o navio que o atingiu era um petroleiro.

      • Beleza, isso você tem razão. Mas o acidente foi uma clara negligência da tripulação, quem garante que a equipe de reparo do navio atuou de forma correta ou também cometeram algum tipo de erro que resultou isso.
        Essa precipitação da Marinha da Noruega, faz parecer que eles querem tirar o deles da reta e não entender o que de fato aconteceu.

  3. Alexandre
    Quando a Imperial Marinheiro colidiu com um navio na Lagoa dos Patos a culpa foi atribuída ao Efeito Parede. Seria uma onda de choque que se origina no paredão do canal e impele o barco em direção oposta. Se o canal da Noruega tiver paredes 1quase perpendiculares,ao invés de suave declive pode acontecer o mesmo fenômeno. O timoneiro da Imperial afirmou que girou o timão a boroeste e o barco aproou na direção oposta, bombordo, colidindo com o cargueiro. A Imperial não foi a pique pois uma grua flutuante do Porto de Rio Grande passou cabos e conseguiu reboca-la até o estaleiro do Departamento de Portos, onde foi reparada. Também o bom aço Holandês, de 10 mm, das chapas do casco ajudaram muito. Abço.

  4. Incompetencia dos marinheiros da Noruega escondida por um alarde de falta de estanqueidade para um rasgo de 40 metros, o navio esta quase totalmente no fundo do mar, não chamaram o estaleiro que se ofereceu para verificar junto com as autoridades as causas, uma embarcação testada e aprovada pela marinha da Noruega em todos os testes e verificações, mas agora restou apelar para o que for para justificar a perda de tanto dinheiro numa colisão que antes de ocorrer foi alertada pelo próprio navio mercante, na minha opinião pura incompetência dificil de ser aceita pelas autoridades locais. Os navios tem em seus projetos alguns recursos para evitar naufragios, mas a verdade é que não foram feitos para colidir, até um pedação enorme de gelo pode rasgar um casco.

  5. De facto, sou da mesma opinião, ter havido negligência não significa que não haja de facto uma aparente falha de projecto óbvia. Mil milhões de paus e o bicho vai ao fundo com certa facilidade? Sim o rombo foi longo e forte mas como refere, a maior parte foi a cima da linha de água e a inundação deveria ter ficado estancada antes do ponto crítico de flutuação. Mas é muito simples, basta examinar as outras em operação e tirar conclusões, simular o que aconteceu e tirar cálculos e conclusões sobre se o projecto vai com o que prometeu ou não. Negligência a cima de tudo, mas com este acidente material pode ser que algo mais grave possa vir a tona, isto porque se de facto houver uma falha de projecto toda a classe está deficiente, inclusive outras, caso os métodos aplicados tenham sido semelhantes.

    • Quando disse da mesma opinião referia me a opinião do galante quando este diz e refere: – “a maior parte do estrago foi a cima da linha de água”. Por alguma razão o comentário saiu da caixa de respostas ^^.

  6. Em minha opinião faltou uma equipe eficiente de CAV. Tripulações pequenas em função de automatização conduzem a estes problemas operacionais.

  7. Acusação bastante séria. Seria leviandade não ter verificado e confirmado o problema nas outras três fragatas em uso. Se for isso mesmo, a Navantia fica muito mal nessa história. Aliás, qual é mesmo o fabricante do submarino S80 espanhol, cujo projeto seguiu com erros absurdos?
    Olha aí MB …. De olho, heim?!

    • Sim, eh ela mesma, a Navantia que projeta submarinos que so submergem, mas nao emergem…
      Quanto a MB, a Navantia nem enviou proposta para a concorrencia das corvetas Tamandare. Dessa nos nos livramos.

      • Não vamos agora dizer que a navantia é uma má construtora porque não é ok? Erros acontecem, e no que toca ao Brasil por exemplo, está cheio deles por toda a parte. Sou da opinião que é possível que a navantia tenho feito algo mal com esta classe, o que poderá trazer implicações até para outros navios de outras classes caso tenham aplicado a mesma ideologia de método que aplicaram aqui. No entanto a navantia é uma construtora provada, eficiente e fabricante de navios de guerra notáveis, isto no entanto não lhe dá toda a experiência do mundo e não a livra de erros. Projectos tão complexos e um pequeno erro passa a ser um grande problema, são coisas com que todos teem de lidar.

  8. não sou engenheiro, mas dá pra ver que há indicios sim de erro no projeto, as fotos não mentem, a maior parte da avaria é acima da linha d’agua!

    mas que houve barbeiragem nesse caso ninguém tbm pode negar. Volta pra “auto escola” meu filho!! rsrs…

  9. Piada de mal gosto norueguesa tentando culpar a Navantia por um erro crasso de navegação em águas restritas onde o navio menor manobra para evitar o choque com a embarcação de maior porte impedida de fazê-lo.

  10. Gente, viram a velocidade do navio? 17 nós em águas restritas, não há leme que vire um navio desses! O Petroleiro não pode fazer nada!! Orelhada da tripulação e ainda com o AIS desligado (aprenderam com os pilotos do Legacy americano no caso GOL 1907).

    Para quem defende os navios americanos, acho pouco provável que eles estivessem navegando nessa velocidade e o rasgo, apesar de ser na linha d`água, não tinha 40 metros e, por fim, morreu gente no caso americano.

    Besteira essa de dizer que navios europeus são mais fracos que de outros países. Nossas FCN estão aí para provar!!!

  11. Parece que foi excedido o comprimento de alagamento… nesse caso, o navio não tinha reserva de flutuabilidade, sendo inevitável o afundamento… mas isso é mera especulação da minha parte…

  12. Já foi muito comentado aqui no PN. Por questão de custos, os europeus estão adaptando projetos civis para uso militar. Se for só pra patrulha, tudo bem. O problema é no caso de combate real. Daí acontece o que estamos vendo.

  13. 04/12 – terça-feira, bnoite, acho que aí está uma advertência para a nossa Marinha no projeto das corvetas (caso realmente sigam em frente), já que todo e qualquer acidente tirar várias conclusões, e, daí vem os melhoramentos do projeto.

  14. Estou chocado com a falta de profissionalismo da comissão AIBN por vazar “impressões” deste nível sem ter sequer retirado o navio do fundo do mar para realização de perícia . Postura mais profissional a da Marinha Norueguesa.

  15. Marcelo Andrade 4 de dezembro de 2018 at 17:50

    Gente, viram a velocidade do navio? 17 nós em águas restritas, não há leme que vire um navio desses! O Petroleiro não pode fazer nada!! Orelhada da tripulação e ainda com o AIS desligado (aprenderam com os pilotos do Legacy americano no caso GOL 1907).

    Ok, isto é verdade, mas a pergunta é, porque em um navio militar aonde deve estar previsto no projeto impactos diretos na linha d’agua, os compartimentos estanques não seguraram a entrada de agua???

    No final do texto eu vou de dizer o porque.

    Para quem defende os navios americanos, acho pouco provável que eles estivessem navegando nessa velocidade e o rasgo, apesar de ser na linha d`água, não tinha 40 metros e, por fim, morreu gente no caso americano.

    Eu não sei a velocidade que estava a AB quando colidiu, mas o rasgo era enorme e largo, e o navio apesar de tudo navegou até o Japão.

    Besteira essa de dizer que navios europeus são mais fracos que de outros países. Nossas FCN estão aí para provar!!!

    Besteira é você querer comparar a construção naval e os projetos de construção europeus de quase 50 anos atrás, como é o caso das FCN com os “Bambiboats” de hoje.
    Sabe porque a Navantia constrói “barato” pelos padrões de custos europeus??
    Porque a qualidade é inferior, pois não tem milagre neste negócio, e ainda, os Europeus em troca de de ter velocidade, uma carga de sensores maiores, vão buscar isto no peso para não carregar na motorização e por conseguinte ter navios com maior deslocamento e maior custo operacional.
    O fato de um “Burke” deslocar quase 10.000 tons não é a toa, é construção sólida, muitos compartimentos estanques, muitas cavernas de isolamento, muiiiito aço, coisas que costumam salvar navios quando atingidos em combate ou em colisões como foi o caso.
    Simples assim.

  16. Valter Sales 4 de dezembro de 2018 at 19:32

    Estou chocado com a falta de profissionalismo da comissão AIBN por vazar “impressões” deste nível sem ter sequer retirado o navio do fundo do mar para realização de perícia . Postura mais profissional a da Marinha Norueguesa.

    Valter, boa noite. Se você tiver tempo e paciência, dê uma olhada aqui no PN, acho que fazem uns cinco anos, tinha uma matéria, dos noruegueses se queixando de deterioração estrutural precoce nesta classe de navios., outrossim, te afirmo que para eles terem deixado “escapar” esta impressão é porque o problema é mais óbvio do que nós pensamos.
    Eu, que não sou eng naval, não sou especialista em navios militares, não sou pic…nenhuma do mar, usando de bom senso, consigo ver que há algo de estranho no reino da “Noruega”, pois, se os sistemas estanques, juntos com o selamento por parte da tripulação da área afetada, a agua deveria ter parado de entrar, mas não foi o que aconteceu.
    Lembrando sempre os fatos, sempre eles:
    o AB teve um rasgo enorme em mar aberto e navegou adernado até o Japão. Já está cruza de lata de sardinha com bibelô, mesmo em uma baia fechada, sem correntes fortes, ondas e etc e bem próxima a um costão, afundou como um penico.

    • Juarez, talvez seja um pouco leviano por a culpa no projeto antes de uma pericia. Mas as evidencias até agora, apontam para problemas de projeto aliados a imperícia monstruosa da tripulação no afundamento dessa fragata norueguesa. há videos no youtube mostrando logo após a colisão, os marinheiros aparentam estar bem calmos. Ela afundou lentamente. Com boa parte do rasgo no casco acima da linha d’agua, e a forma lenta como ocorreu o afundamento, eu como leigo que sou, imagino que se a estanqueidade fosse adequada o navio não deveria ter afundado. Lembrando que a fragata se encontrava em águas abrigadas e calmas. Sem ondas ou correntes fortes.

  17. Alguém sabe se a MB está acompanhando a ocorrência, para identificar possíveis fraquezas e falhas de projeto que possam ser detectadas nas ofertas da concorrência das CCT ?

  18. Que o comandante cometeu erros não há dúvidas mas a Navantia tem sim um péssimo histórico. Não duvido que haja falhas no projeto deste navio já que esta empresa conseguiu a proeza de desenhar um submarino que só afunda.

  19. Não precisa ser engenheiro para perceber que a avaria foi severa demais. Culpar fabricante é fácil. Por outro lado, uma perícia bem feita, com. simulações numéricas, pode dar luz ao assunto.

    • São dois casos muito parecidos, presumo, acho, penso até que a AB, como estava em mar aberto, poderia estar em velocidade maior, o tamanho do rombo no casco é parecido, a diferença é que AB foi feita para a guerra de verdade e a cruza de lata de sardinha com “chez long” foi feita de papel machê.
      O tempo mostrará.

  20. Não acredito em leviandade por parte dos noruegueses.
    O relatório diz que a culpa pelo afundamento é da Navantia, que deveria ter suportado.
    Isso não isenta a tripulação da Fragata, que recebeu diversos avisos do petroleiro.
    Para a tripulação vale aquele áudio montado de um Destroyer americano ameaçando todo mundo.

  21. Comparar alergh burke,Oliver hazard Perry da marinha que tem a maior experiência de combate na era contemporânea cujos navios durante a segunda grande guerra sofreram até ataques kamikazes aos milhares e acumulou um know how enorme sobre projetos para resistir a battle damage.com um projeto de navio que tanto o país fabricante como o país que encomendou tem ZERO experiência em combate moderno naval fica claro que essa fragata e inferior até mesmo as nossas vestutas classe Niterói já que o projeto de origem e a type21 que nas malvinas sofreram danos severos antes de algumas afundaram.

  22. Se a equipe de controle de dano for tão boa, quanto a que estava na ponte então já se sabe o resultado! É muita leviandade dos Noruegueses sem provas conclusivas! Falta de profissionalismo, que anda não se falou nada da falha calamitosa deles.

  23. Prezados,

    Estranha essa afirmação norueguesa, de que há erro de projeto, antes sequer de resgatar a embarcação e analisar os danos. De nossa parte, tudo bem que o que temos são fotos e análises da imprensa, mas daí também embarcar na tese de que é erro de projeto porque seu executor é a Navantia…. Bom, é minha opinião.

    O que eu, mesmo sendo leigo, afirmo, é que, em um ambiente restrito de navegação e em condições de tempo boas, um navio militar de alto nível (e custo!) não pode colidir com um navio tanque… Para mim é inadmissível que a colisão tenha ocorrido.

    No campo das considerações, e agradeço quem puder me esclarecer, me pergunto como pôde um navio daqueles afundar aos poucos em um local tão raso sem que se levasse até ele meios mais robustos de salvamento. Seria tão difícil assim levá-lo para mais perto da margem, encostar balsas e gruas no seu bordo ou instalar bombas de esgotamento estando o navio tão perto de um grande porto?

    Vamos torcer para que a investigação esclareça tudo.

  24. Todo mundo está errado, mas a Noruega não deve culpar a Navantia se não retirar de serviço toda a classe de fragatas.
    Ninguém dirige um Chery QQ agressivamente sem assumir os riscos correlatos.

  25. Bom dia povo!
    Não entendo nada de construção naval, mas uma menção está chamando minha atenção e é o fato da ” batida ” ter deslocado o eixo e aí é que fica a questão:
    -Se as cavernas estivessem construídas de tal conformidade, que um deslocamento atingisse a estrutura de fundo e fazendo água na área do eixo, e bombas não conseguissem tirar a mesma capacidade da quantidade de entrada, ao atingir a linha do ” rasgo” só agravaria.

    Concordo q a tripulação “moscou”, mas falta conteúdo para “crucificações”!

  26. Concordo com o Juarez. Os navios estão iguaizinhos aos homenzinhos efeminados europeus, que diante da virilidade muçulmana, se limitam a protestar vestidos de saiotes: navios bambi, um rasgão desses acima da linha d’água NÃO era para causar sequer muito adernamento, que dirá afundar como vergonhosamente aconteceu.

  27. Lembrando dos “últimos encontros” ou “encontrões” de navios de guerra com petroleiros, não seria o caso dos “cascos” dos próximos navios de guerra serem feitos do mesmo material do qual são feitos os “cascos” dos petroleiros?

    • São feitos do mesmo material, a questão é o deslocamento dos navios. Mercantes costumam ser maiores e ter muito mais massa que os navios de guerra.

      • Obrigado Galante, foi só uma “brincadeira”. Tipo, por que não fazer os aviões do mesmo material das caixas pretas.
        Agradeço a costumeira atenção.
        Forte abraço

        P.S. Espero que você tenha entendido a “brincadeira” e continue a responde minhas postagens, quando acreditar adequado.

  28. Mas o pessoal aqui do blog tem uma vontade de enorme de tomar partido em qualquer assunto que seja. Nem o chefe da Marinha Norueguesa teve essa audácia dadas as circunstâncias ainda preliminares da investigação. Mas por aqui o pessoal já chama o navio de “eurobambi”, incrível.

    O que é certo é que houve negligência e imprudência absurdas da tripulação norueguesa, assim como no caso dos ABs.

    • Povo deve ver a marinha norueguesa e espanhola com suas fragatas Aegis ultra modernas operando com a OTAN, comparar com o que temos por aqui e então morrer de inveja, só pode.

  29. Me lembrou o futuro ministro “carro GM mais vendido do Brasil” gritando com a imprensa em Brasília: “a Noruega ainda tem floresta??!!!… Eles é que tem que vir para cá aprender com a gente!” rsrsrsrs

  30. Será que eles não topam vender as restantes para um determinado país sul americano, que a cada dia que passa, fica sem meios necessários para exercer a sua soberania na Amazônia Azul?

  31. Uma coisa é a causa do acidente e outra a do afundamento (apesar de um ser consequência do outro). O acidente é claramente devido a negligência da guarnição (não obedecer ao RIPEAM/RIEAM); o afundamento necessita de uma análise mais cuidada.

  32. “Vários fan-boys daqui defenderam a Marinha da Noruega nesse incidente. Alguns até quiseram justificar comparando o tamanho do petroleiro x tamanho da fragata. Mas não dava. Agora, até a própria Marinha da Noruega está admitindo. E agora, fan-boy?

    Mas o que interessa mesmo é o destróier norte-americano USS McCampbell que a imprensa norte-americana diz que navegou ontem (05.12) a uma distância inferior a 100 km das costas russos. Os russos negam, e afirmam que o destróier americano “mostrou sua coragem” a mais de 400km da costa russa. Para mim, a Rússia deveria colocar uns petroleiros mais ou menos próximos ao destróier, que a probabilidade de colisão seria enorme. 🙂

  33. Esses navios sao feitos pra guerra,sou leigo no assunto, mas pelamor, parece aqueles bombados de academia,cheios de musculos e aparencia, mas nao aguenta um bicudo numa briga….

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here