Home Defesa Antiaérea MBDA demonstra com sucesso capacidade anti-superfície do míssil Mistral

MBDA demonstra com sucesso capacidade anti-superfície do míssil Mistral

6026
34

No final de 2018, a MBDA demonstrou com sucesso o uso do míssil Mistral contra barcos rápidos como o FIACs (Fast Inshore Attack Craft). Diversas delegações estrangeiras compareceram ao lançamento de demonstração que foi realizado a partir de um lançador naval automatizada SIMBAD-RC que disparou da terra contra um barco semi-rígido, com controle remoto, a mais de 3 km da costa.

O cenário pretendia ser representativo da autoproteção de uma embarcação contra uma ameaça assimétrica (comando ou ataque terrorista).

Em sua versão mais recente atualmente em serviço com as forças armadas francesas, o Mistral é um míssil de defesa aérea equipado com um imageador infravermelho com capacidades avançadas de processamento de imagem que permite atingir alvos de baixa assinatura térmica a longa distância (tais alvos incluem UAVs, mísseis e barcos rápidos), oferecendo ao mesmo tempo excelente resistência a contramedidas.

O SIMBAD-RC é um sistema naval de defesa aérea de alcance muito curto, controlado remotamente, que fornece capacidades altamente eficientes contra uma ampla gama de ameaças, desde aeronaves de combate até mísseis antinavio a ameaças de pequeno porte como os UAVs.

O sistema é fácil de instalar e, portanto, fornece a pequenas unidades ou navios de apoio com uma capacidade real de autodefesa, ou pode até mesmo garantir uma defesa reforçada para os outros tipos de navios de superfície. Cada torreta suporta dois mísseis Mistral prontos para disparar. A torreta é operada remotamente, permitindo que o operador permaneça protegido no centro de operações da embarcação e, assim, garante maior disponibilidade operacional em caso de postos de combate.

“A MBDA está constantemente se esforçando para ajudar as forças armadas a usar melhor seus investimentos em nossos produtos”, disse Antoine Bouvier, CEO da MBDA. “A demonstração da combinação SIMBAD-RC Mistral contra alvos de superfície reflete nossa política de dar aos nossos sistemas capacidades adicionais para suplementar aqueles que foram originalmente projetados para fornecer”.

Com uma presença significativa em cinco países europeus e nos EUA, em 2017 a MBDA obteve uma receita de 3,1 bilhões de euros com uma carteira de pedidos de 16,8 bilhões de euros. Com mais de 90 clientes das forças armadas no mundo, a MBDA é líder mundial em sistemas de mísseis e mísseis. A MBDA é mantida em conjunto pela Airbus (37,5%), BAE Systems (37,5%) e Leonardo (25%).

FONTE: MBDA

34
Deixe um comentário

avatar
14 Comment threads
20 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
22 Comment authors
DaltonFavarattiAlex NogueiraPedro nine-nineAlexandre Galante Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Mauricio Akira Okumura
Visitante
Mauricio Akira Okumura

Não é possível criar uma versão naval do MAA-1 para uma defesa superficie-ar?

Altacyr Junior
Visitante
Altacyr Junior

Talvez ele seja antigo ou lento ou os dois para a época atual

Giltone
Visitante
Giltone

Boa tarde pessoal, esse será o sistema que vai ser usado no Atlântico ?
Obrigado e parabéns

Mario
Visitante
Mario

Os lançadores SIMBAD do São Paulo devem equipar o Atlântico, sendo que estes utilizam o míssil Mistral.

Nilson
Visitante
Nilson

Giltone, não foi noticiado com veemência ainda, mas tudo indica que o Atlântico receberá os 3 lançadores que havia no São Paulo, que são bem diferentes desses da notícia, pois não são automatizados, ao contrário, são operados manualmente.

Giltone
Visitante
Giltone

Obrigado pela resposta

Tomcat4.0
Visitante
Tomcat4.0

Show, já encomenda para nossos Napa500 BR e NaPaOc BR.
Pelo tipo de suporte bem que se poderia criar algo semelhante com a torre/sistema Remax substituindo a metralhadora por um lançador duplo ou quádruplo de mísseis AC para o EB e ar-superfície pra MB com base no M.s.s 1.2.

Paulo Costa
Visitante
Paulo Costa

Nao sou especialista, posso estar enganado mais como ambos parecem usar mesmo pedestal e conjuntos mecânicos, acredito que os SIMBAD da MB podem ser melhorados e automatizados para essa versão RC.

Nilson
Visitante
Nilson

Ou será que ficaria mais barato comprar um sistema novo automatizado em vez de querer automatizar a carcaça manual que já temos?? Bem, só se a Marinha fizesse essa cotação saberíamos…

Mario
Visitante
Mario

O Mistral é bem interessante, mas desenvolvemos com a África do Sul o A-Darter, um míssil muito superior ao primeiro. O Mistral tem alcance efetivo de 6km, já o A-Darter chega a 20km de alcance efetivo. Acredito que fazendo as adaptações necessárias, teríamos um poder de fogo muito maior. Poderíamos desenvolver um lançador remoto localmente, pois não é nenhum bicho de sete cabeças, equipar o Bahia e o Atlântico com alguns desses e resolver o problema de defesa de ponto. Estive duas vezes na África do Sul, onde pude conversar com oficiais que participaram do desenvolvimento e dos testes do… Read more »

JonasN
Visitante
JonasN

Acho que seria legal uma versão terrestre do a-darter, mas para defensa de ponto ele é muito grande e mais caro, tem quase o dobro do comprimento e quase 6 vezes mais pesado que um MANPAD.

Pedro nine-nine
Visitante
Pedro nine-nine

O Mistral é de alcance reduzido propositadamente, está desenhado para uma defesa de ponto de último recurso, preciso, leve e capaz de abater alvos mais pequenos e muito perto da entidade lançadora. Por norma misseis maiores e de maior alcance apresentam menor eficácia contra alvos que estejam muito perto do ponto de lançamento.

Mauricio Pacheco
Visitante
Mauricio Pacheco

Acho um desperdício, usar um míssil, com todos os custos que o envolve, para defender a plataforma de um simples bote! Um canhão ou metralhadora resolveria bem mais barato!

Bosco
Visitante
Bosco

Maurício,
Mas o míssil se mostrando capaz “de”, não quer dizer que será a primeira escolha.
O RAM também tem capacidade antisuperfície mas não é a primeira escolha de um navio que o possui.

Diego Lima
Visitante

Bosco, como funciona o nosso mistral? Como disseram acima funciona manualmente – o operador fica como se estivesse em uma metralhadora, mirar e atirar? (pergunta de leigo, não me leve a mal), é isso mesmo?

Bosco
Visitante
Bosco

Diego, É mais ou menos como um fosse uma metralhadora. O posto de tiro do Mistral é guarnecido por dois indivíduos, o chede da peça e o atirador. O chefe da peça á avisado por rádio a direção geral da ameaça e o encontra por meio do binóculo e informa ao atirador a direção da ameaça que por sua vez a encontra e a “adquire” colocando-a no centro da mira. Quando o sinal sonoro é emitido informando que o alvo foi “travado” (o seeker trancou no alvo) o atirador lança o míssil que segue de forma autônoma (fire and forget).… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

*O lançadores Mistral da MB possuem um sistema de marcação visual que mostra a direção geral do alvo em relação ao navio. Isso ajuda muito a localizá-lo

Diego Lima
Visitante

Muito obrigado! Falando assim me parece ser um processo lento. Vou pesquisar sobre.

Bosco
Visitante
Bosco

Diego,
O radar de vigilância do navio fornece o alerta de ameça bem antes dela entrar no alcance do Mistral e portanto, dá tempo dele ser preparado (instalado a fonte alimentadora), do alvo ser descoberto, adquirido e do seeker travar nele, no limite do alcance.
E ainda tem a vantagem de ser dois mísseis por lançador.
Quanto ao sistema que a MB desenvolveu para indicar visualmente a direção da ameça é como se fosse uma “roseta” que aponta a direção dela.
Isso me foi informado aqui no Naval por um comentarista que é membro da Marinha do Brasil.
Um abraço.

Favaratti
Visitante
Favaratti

Bosco vc é foda.

Mercenário
Visitante
Mercenário

Para ataques contra pequenos alvos de superfície, a MBDA também anunciou, alguns anos atrás, o míssel Brimstone Sea Spear (versão naval do Brimstone).

kemen
Visitante
kemen

Usar um missil para afundar um barco de desembarque sai caro, mesmo sendo um Mistral, existem outros meios mais baratos, até canhões. Acredito que foi apenas um teste de comprovação de eficácia do sistema.

Luiz Floriano Alves
Visitante

Estamos, de novo, comparando custoxbenefício dos armamentos. Creio que o comparativo não seja o custo do barco de ataquexcusto do míssil,e, sim o alvo a defender, no caso, um Porta Helicóptero que tem um valor muito maior.

Bosco
Visitante
Bosco

A USN está adotando o Hellfire Longbow, lançado verticalmente, com alcance de 8 km e guiado por radar contra esses “pequenos barcos”. Um barco pequeno pode estar recheado de TNT e afundar um destróier. Se se esperar um pequeno barco chegar no alcance de um canhão de 30 mm (1500 a 2000 m) ele pode muito bem estar armado com um míssil antitaque com 5 km de alcance e atingir o navio. A regra hoje na USN é atingir a ameaça o mais longe possível, sem falar que se for um ataque de enxame, se esperarem as embarcações atacantes chegarem… Read more »

_RR_
Visitante
_RR_

Isso é excelente para navios-patrulha, que normalmente não contam com uma proteção muito elaborada.

Esse tipo de sistema pode legar-lhes uma arma compacta com capacidade AA e anti-sup em cenários assimétricos.

Não é de hoje que unidades guerrilheiras buscam utilizar lanchas e outros navios de baixa tonelagem para lograr se aproximarem de vasos que estejam passando por estreitos ou adentrando portos. Com isso, pode-se fornecer uma resposta mais rápida e a distâncias mais seguras do que é possível com metralhadoras ou canhões de calibre menor.

Bardini
Visitante
Bardini

Opção de baixo custo para a modernização da Barroso…

matheus
Visitante
matheus

Eu deveria saber o que é MBDA? Não cita no texto.

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Excelente sistema! Por mim o sistema RF poderia ser adotado em toda frota de combate da MB, optando na Barroso pelo tetral ou Sadral (preferível) no lugar do Bofors MK3.

É o sistema BBB, bom, bonito e *barato (*se comparar com um sistema de míssil VLS ou mesmo conteirável como o Aspide das Niterói), sem contar que se comparado com um modelo VLS, pode ser remuniciado mesmo estando em alto mar ;).

Dalton
Visitante
Dalton

Bom…o próprio “VLS” funciona como um paiol…8 silos de um MK-41 podem por exemplo comportar 32 mísseis “ESSM” que já estão lá prontos para serem lançados…não há necessidade de um remuniamento que é algo que exige tempo e tempo pode ser algo escasso em combate. . Para certos mísseis maiores, não tem jeito, cada míssil ocupa apenas um silo e eles serão transportados em menor número e assim,depois de lançados, não podem ser substituídos em alto mar. . Então, não se trata de uma “vantagem” sobre o “VLS” e sim uma alternativa, devido a vários fatores, como falta de espaço… Read more »

Alex Nogueira
Visitante
Alex Nogueira

Olá Dalton, exatamente!

Vejo o míssil Mistral como uma alternativa barata de se ter um bom nível de defesa e por ser pequeno e leve (e acredito que bem mais barato que o Sea Ceptor, talvez na proporção de 3 para 1) poderia ser adquirido e utilizado em grandes quantidades.

É uma pena que a versão atual do Mistral só disponha de 6km de alcance máximo, espero que no futuro venha a ter alguma atualização que consiga manter as mesmas características físicas mas com alcance de 10km ao menos, seria um bom incremento.

Favaratti
Visitante
Favaratti

Se o Putin fosse o Ronald Reagan os USA já estariam dominando a guerra espacial.

Luiz Floriano Alves
Visitante

A MB já escolheu o Sea Sceptor para defesa AA. E escolheu bem. É um ótimo vetor, apesar do custo. Como Anti navio temos o MANSUP. Apenas não possui alcance atualizado. Poderíamos associar o sistema de busca e guiagem do MANSUP e atrelar no modelo Avibrás de 300 km. de alcance (com micro turbina) e obtermos uma arma adequada para os alcances requeridos nas guerras atuais. Para estas ameaças assimétricas o míssil ainda é caro e o canhão de 30mm. é melhor opção.