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Amazul inaugura prédio para abrigar equipes de projetos nucleares

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São Paulo, 18 de março de 2019 – A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. inaugura nesta quarta-feira (20/3) sua sede em São Paulo, edifício que abriga as equipes de técnicos, projetistas e engenheiros responsáveis por projetos do Programa Nuclear da Marinha (PNM), Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) e Programa Nuclear Brasileiro (PNB). O prédio passou por reforma para ampliar as instalações, melhorar as condições de trabalho e adequar-se às exigências legais de segurança, acessibilidade e sustentabilidade.

Para a solenidade de inauguração estão confirmadas as presenças do comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, e de autoridades federais, estaduais e municipais.

A Amazul foi constituída em 2013 para promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades dos programas nucleares e de desenvolvimento de submarinos. Dentro do PNM, atua nos projetos para construir, comissionar e operar reator nuclear de potência, totalmente nacional, e para a produção em escala industrial do combustível nuclear. A tecnologia poderá ser empregada tanto para equipar o submarino com propulsão nuclear quanto para iluminar uma cidade.

Em relação ao ProSub, a Amazul está comprometida com a busca de parcerias com empresas para aumentar o grau de nacionalização dos submarinos convencionais e com propulsão nuclear, contribuindo também para o fortalecimento da base industrial de defesa. Por meio de acordos de cooperação técnica, ajuda a desenvolver tecnologias como o sistema de gerenciamento integrado e o sistema de combate de submarinos.

A empresa também participa do PNB. Em parceria com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), é co-executora do empreendimento do Reator Multipropósito Brasileiro, voltado para pesquisas, testes de materiais e produção de radioisótopos para aplicação em diversas áreas, como indústria, agricultura, meio ambiente e medicina nuclear. Mas a principal missão do RMB é suprir o mercado brasileiro de insumos para a produção de radiofármacos destinados ao diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer.

A gestão de conhecimento faz parte do portfólio de negócios da Amazul, que desenvolveu uma metodologia que está aplicada em unidades da Marinha. O projeto-piloto recebeu o 17º Prêmio Learning & Performance Brasil 2018/2019, na categoria Referência Nacional, que reconhece as melhores práticas em aprendizado e performance. A empresa concorreu com iniciativas de organizações como Claro-Brasil, Serasa Experian, Bayer e Bradesco.

Desde o início, a gestão da Amazul é orientada por boas práticas de governança corporativa comparáveis às de organizações listadas em bolsa. Em 2018, foi classificada no primeiro nível do Indicador de Governança, junto com 25 seletas empresas como Banco do Brasil e Petrobras. Criado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, órgão do Ministério do Planejamento, o Indicador de Governança é um instrumento para acompanhar o desempenho das empresas estatais neste quesito.

Com estrutura enxuta, a Amazul tem cerca de 1.850 empregados, 90% deles voltados para as atividades-fim da empresa, atuando nos programas estratégicos.

O prédio da Amazul está na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, 1847.

DIVULGAÇÃO: Amazul

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Antonio Renato Arantes Cançado
Antonio Renato Arantes Cançado
1 ano atrás

Marinha em São Paulo? É isso mesmo? Tá bom, então. Legal.

André Bitencourt
André Bitencourt
Reply to  Antonio Renato Arantes Cançado
1 ano atrás

Não vejo problema , já que o programa do reator nuclear para o Subnuc esta sendo desenvolvido no Interior de SP em Iperó, ou isso também não pode?

Renato B.
Renato B.
Reply to  Antonio Renato Arantes Cançado
1 ano atrás

E o porto de santos recebe o quê? Onibus?

Foxtrot
Foxtrot
1 ano atrás

Espero que não vendam essa empresa no pacote de “acordo estratégico” firmado com os americanos.

Junior
Junior
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Muito decepcionado o Trump sequer anunciou o Brasil como parceiro extra Otan nessa viagem, só deu uma declaração genérica que pensa seriamente em apoiar, o mesmo quanto a OCDE, alguém duvida que ele adoçou a boca dos brasileiros para depois pedir coisas em troca de apoio, ingenuidade achar que ele ia dar apoio assim de graça

hartmam
Reply to  Junior
1 ano atrás

Quando o deslumbre pessoal entra em uma negociação a possibilidade
de um mau acordo é real.E nessa viagem haviam muitos autógrafos
e muito pouco de negociação profissional.

PACRF
PACRF
Reply to  Foxtrot
1 ano atrás

Espero que essa empresa entregue os resultados que dela se espera dentro dos prazos estimados, e que não se transforme em mais um mastodonte pendurado no organograma do Governo Federal.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  PACRF
1 ano atrás

Sim, assim eles consomem nosso dinheiro para depois de dominado as tecnologias ficar mais fácil entregar as nações ocidentais.
Mesma coisa que aconteceu com Embraer, e inúmeros eras outras.

Esteves
Esteves
1 ano atrás

Muito bom. É uma estatal que não gera receitas. Vive de dotação, capitalização e recursos doados pelo governo. Recentemente, na ameaça de greve em Ipero/Aramar, a Amazul usou dessa realidade para seguir não pagando, lá na frente, benefícios aos colaboradores. Empregados é um termo antiquado. Empresa do século atual precisa de colaboração e eficiência. Não conheço negócio com 90% colaborando na missão. Pode haver. Seria pioneiro, penso. São 2 reatores. 1 permanente e estacionário de uso civil. Outro móvel para submarinos e mini usinas, caso a Amazul consiga vender esse reator. Esses prêmios…o pessoal do marketing adora prêmio. O que… Read more »

Joaquim Nilson
Joaquim Nilson
1 ano atrás

Fico feliz que mesmo uma área não Militar relacionado ao SN-BR esteja progredindo, isso mostra ao menos por enquanto que o plano do SN-BR está confirmado.

Alfredo RCS
Alfredo RCS
Reply to  Joaquim Nilson
1 ano atrás

“Nao militar”???

Joaquim Nilson
Joaquim Nilson
Reply to  Alfredo RCS
1 ano atrás

“Não Militar” no caso seria não envolvendo sistemas militares.

Donald Trumpete
Donald Trumpete
1 ano atrás

Obsurdo! onde já se viu um submarino nuclear Não-americano peranbulando submersso em pleno quintal americano ? estão se achando russos ? Já ordenei ao Bolsodog cancelar tudo. Make Brazil Colônia again.

Ferreras
Ferreras
1 ano atrás

Quando lembro que nossos 5 submarinos estão parados fico realmente em dúvida se estamos investimento nas prioridades.

Satirycon
Satirycon
Reply to  Ferreras
1 ano atrás

Mais correto impossível

Desafortunado
Desafortunado
1 ano atrás

Vão ter que correr para inaugurar dia 20/03. Passo em frente todo dia… e não parece nada acabado. Inauguração do inicio do fim da obra…
Fecharam uma faixa da Corifeu para poder manobrar máquinas, guardar material…
Vai Brasil

Leonardo
Leonardo
Reply to  Desafortunado
1 ano atrás

Pois é, eu tbm não vejo nada inaugurado lá..

Esteves
Esteves
1 ano atrás

Sim. O programa nuclear brasileiro é antigo. Também é prioridade. Como toda prioridade resultante de independência, é caro. Resultados de longo prazo. Ainda não aconteceu e já se vão mais de 40 anos. Sim. Existe Comissão Naval em São Paulo e Comissão Nacional de Energia Nuclear em São Paulo aonde com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares da USP se desenvolve e se constrói o reator brasileiro do Almirante Othon. As famosas centrífugas que enriquecem o urânio em algum lugar. Aliás…o Estado de São Paulo tem mar e litoral. Não. O Programa Nuclear Brasileiro é uma coisa. O PROSUB… Read more »

jotapê
jotapê
1 ano atrás

Mais uma estatal cabide de emprego, infelizmente.
O COGESN está a muito tempo tratando dos assuntos relacionados ao submarino. Há necessidade de mais uma estatal tratando disso?

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
1 ano atrás

E aquele prédio da marinha na avenida Senador Madureira, próximo ao parque do Ibirapuera, é o que então ??? Sempre achei que ali seria a Amazul, que o prédio estava sendo preparado para tal..

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Roberto Bozzo
1 ano atrás

Desculpem, o corretor me pegou… é na Sena Madureira…..

Adriano Luchiari
Reply to  Roberto Bozzo
1 ano atrás

Aquele edifício é a sede do 8º Distrito Naval.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Adriano Luchiari
1 ano atrás

Obrigado pela resposta Adriano.

Adriano Luchiari
Reply to  Roberto Bozzo
1 ano atrás

Não há de quê, meu amigo!

AntonioCV
AntonioCV
1 ano atrás

Com todo o respeito: se é um edifício dedicado a tarefas tão sensíveis, ele deveria estar localizado num lugar mais reservado, menos exposto e com mais segurança. Eu conheço a avenida onde ele está localizado e não me conformo com a decisão de instalá-lo lá.

Topper
Topper
1 ano atrás

Moro a uns 100 metros desse prédio e passaram os últimos meses em ritmo frenético de obras, dia, noite, madrugada acabando com o sono dos vizinhos. O dinheiro de fato deve estar sobrando para terem tanta pressa.

Esteves
Esteves
1 ano atrás

Desenvolver tecnologias. Pra desenvolver tecnologia e promover tecnologia não precisa estar localizada em um bunker. Nem em buraco de tatu. Pode ser em um prédio. Na Corifeu fica ao lado do Ipen e do reator do Ipen. Na Corifeu fica ao lado do Instituto de Física e do IPT. Na Corifeu fica próximo ao RodoAnel e a um tirinho de Ipero/Aramar.

Faz sentido.

Rommelqe
Rommelqe
Reply to  Esteves
1 ano atrás

É isso aí, caro Esteves. Tecnologia se desenvolve com gente honesta e competente, em ambiente propicio. É estupidez primitiva vincular isto tudo a um criterio meramente geografico, climatico ou mesmo politico.

Luiz Floriano Alves
Reply to  Rommelqe
1 ano atrás

Muitos enchem a boca ao proclamar que serão desenvolvidas novas tecnologias. Mas, no nosso caso vamos utilizar o velho, e bom, conceito de reator de água pressurizada. Qualquer menino que lê revistas cientificas sabe como opera e como se controla um reator deste tipo. Desenvolvido por Enrico Fermi na década de 40, serviu de modelo para o reator do Nautilus, primeiro submarino nuclear. O Canadá vende, para quem quiser, um mini reator que pode ser embutido num projeto de submarino convencional agregando muitos benefícios do SubNuc. Aqui já foi publicada matéria sobre isso. Se investíssemos no desenvolvimento de baterias avançadas… Read more »