segunda-feira, maio 17, 2021

Saab Naval

‘Operação Joana D’arc’: Marinha do Brasil e da França realizam exercícios combinados

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A Marinha do Brasil e a Marinha Nacional Francesa realizaram a “Operação Joana D’arc”, no início de maio, que consistiu em exercícios combinados de desembarque para cerca de 250 militares brasileiros e franceses, por meio de Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) e de Embarcações de Desembarque de Carga Geral. Foram feitos também adestramentos no mar, durante a PASSEX, com a participação dos navios da Esquadra Brasileira, todos na área marítima entre a cidade do Rio de Janeiro e a Marambaia, no Rio de Janeiro.

Essa operação faz parte de uma conduta de exercícios navais entre as duas Marinhas e envolve diferentes meios. Entre eles, os navios franceses: o BPC “Tonnere”, o BSAH “Seine” e a Fragata “La Fayette”; e os navios brasileiros: o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, o Porta-Helicóptero Multipropósito “Atlântico”, a Fragata “Independência”, o Navio de Patrulha Oceânico “APA” e a Embarcação de Desembarque de Carga Geral “Marambaia”, além das aeronaves UH-12, UH-15 e SH-16.

Essa também é uma oportunidade de trocar conhecimento, aperfeiçoar e colocar em prática as doutrinas militares pré-estabelecidas para os treinamentos propostos. Assim como promover o intercâmbio cultural entre os militares das duas nações.

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Parabellum

Seria uma preparação da condição de um Aliado Principal não OTAN?

Eduardo

Essa condição de Aliado Não OTAN é em relação exclusiva do Brasil com os EUA, logo não há motivos de uma força Francesa tratar disso. Os Franceses tem outras motivações e já vieram aqui no passado onde executaram esse tipo de exercício, é cogitado que a Marinha tenha interesse na fragata que acompanha a FT. Os submarinos que estão sendo construídos tem colaboração Francesa, e o Brasil sempre tenta se alinhar com a doutrina da OTAN mesmo não sendo parte dela, enfim tirando todos esses interesses convergentes me parece um exercício de rotina entre marinhas/nações parceiras.

Mercenário

Mais provável uma tentativa dos croissants de vender material bélico de segunda mão (i.e. La Fayette).

DOUGLAS TARGINO

Não mesmo!

Fernando "Nunão" De Martini

Não, isso já aconteceu várias vezes no passado, com a passagem da comissão Jeanne d’Arc francesa, de adestramento dos novos guardas-marinha da Marinha da França numa viagem por vários continentes, pelo Brasil. Eu mesmo embarquei no BPC Dixmude por alguns dias na Jeanne d’Arc de 2012, muito semelhante a esta, com a diferença que havia menos navios da MB participando na ocasião, me lembro só de duas fragatas, pois estávamos praticamente sem nenhum grande navio anfíbio disponível na época: o NDD Rio de Janeiro estava dando baixa e o NDD Ceará estava terminando PMG. Neste ano agora tivemos o PMH… Read more »

Vovozao

12/05/19 – domingo – btarde, Sr Nunao, foi postado que nesta FT, teríamos 4 fragatas operacionais, inclusive eu como entusiasta felicitei muito a MB pelo esforço em tornar operacionais 4 fragatas para esta FT mais uma vez ficamos sem ver. Quanto ao comentário que a La Fayette poderia ser ”olhada” por nossos comandantes, como o momento e difícil financeiramente acredito até que possa haver interesse, porém, como sempre falta Din Din.

Maria Laus

Bom dia! Sou Maria L. Tenho 70 anos. Nasci na cidade do Rio Grande RS, hoje sede do 5° Distrito Naval. A Marinha sempre fez parte do meu cotidiano e tenho por ela grande apreço. Dito isto, acredito que o corte absurdo de recursos para essa Força é muito preocupante. Como você foi o comentarista que mencionou as dificuldades financeiras, acredito que seria um assunto importante a tratar. Sou pedagoga por formação e aposentada por estatal federal. Não sou filiada a partido político e me enquadro na esquerda moderada como prática. Obrigada.

Esteves

Bem vinda. Marinheiros. Especialistas. Aficionados/apaixonados. Jornalistas. Palpiteiros. São as 5 castas que dominam o site. Vez ou outra surgem venusianos. Muito comentado aqui é a ineficiência da Defesa Nacional. 80% dos recursos são destinados a despesas com custeios de gente. Desses, outros 80% pagam os inativos. Entre 10% e 12% dos orçamentos são destinados a custeios outros como manutenções, operações e pinturas. O que sobra para investir é pouco. Em torno de 8%. Como comparação, as forças da OTAN tentam (e conseguem) segurar todos os custos entre 50% a 60% dos orçamentos. A meta deles é 40%. Os números estão… Read more »

Maria Laus

Obrigada por responder. Boas informações. Acredito que faço parte dos venusianos. Rsrs.

Vicente Roberto De Luca

D. Maria. Para simplificar, precisa ser direcionado às Forças Armadas Brasileiras 2% do PIB nos orçamentos anuais. Todo o inicio de ano, é imputado às Forças um ponto “qualquer coisa” do PIB. Historicamente, no entanto, esse patamar, em razão dos contingenciamentos, não ultrapassa 1%.
Só quem foi militar sabe os milagres financeiros que os Comandantes e seus assessores operam para manter as funcionalidades das FF.AA.

Vovozao

13/05/19 – segunda-feira, bdia, Sra. Maria Laís, também como visto sou um vovozao, assisti a construção das Fragatas classe Niterói. no AMRJ, naquela época eu trabalhava uma grande geradora de energia elétrica, e assistir dia a dia colocação de nova chapa até a fragata(s) serem lançadas ao mar, passei por todos estes governos militares/civis e não vi nada melhorar para as FA, isto é todas as forças, antes tínhamos uma tonelada de equipamentos/navios que ou os americanos nos vendiam barato ou cediam, hoje nem isso, da mesma maneira que nossas autoridades fizeram o desmonte da saúde e da educação neste… Read more »

Farroupilha

Vovozao sabe qual foi e é a principal mola propulsora desse incrível crescimento chinês? A desburocratização para suas exportações. Há vários outros fatores claro, mas creio estar aí o fundamento de seu enorme sucesso nos mercados internacionais. Se isto dá super certo com eles, não pode dar também conosco? Com a palavra o governo federal. São nove documentos exigidos ao exportador e a cretina recomendação: Um profissional especialista no assunto é muito útil. Têm brasileiros trabalhando com comércio exterior na china que se queixam da enorme dificuldade para empresários chineses importarem produtos daqui, é frequente mesmo estando muito interessados em… Read more »

Maria Laus

Estamos mal, meu amigo. Obrigada por responder e contar sua história na Marinha. Acho que a reação pacífica passa pelos relatos das experiências de cada um que faz parte do trabalho importante e decisivo prestado pela Marinha. Ninguém divulga.

Maria Laus

Apagar o voto. Errei.

Farroupilha

Maria,
Conheço sua linda terra… Se nunca foi no Molhe Leste, vá. Dão um show no do Cassino. Os dois molhes são uma das coisas mais interessantes que o RS possui, mas que poucos conhecem, principalmente o Leste, mais bonito e muito melhor para grandes pescarias. Dunas de São José do Norte, praia do Mar Grosso, e outras coisas, vi e gostei.
Nuca pesquei Miraguaia, mas ajudei a puxar uma para cima das pedras do molhe, rsrs!
Abç de SP!

Maria Laus

Bem, sou um pouco suspeita para falar. Por incrível que pareça, não conheço o Molhe Leste. São José do Norte é um dos passeios mais bonitos que se pode fazer. Visitei muitos navios quando criança. Inclusive um que JK enviou a todos os portos para divulgar a indústria nacional de automóveis. Mas o Molhe Leste fico devendo. Obrigada pelo comentário gentil.

MCX

Acredito q nao, pois esse treinamento Brasil-França já havia ocorrido em outros anos. Além do fato de a condição de Aliado Extra OTAN seja com os EUA

Mazzeo

Não

Carlos Gomes

Ė bom para o Brasil e pra eles , conhecimento e intercãmbio em manobras de guerra, tâticas. Nunca se sabe, qundo um precisará do outro. No passado o Brasil atravessou oceano e lutou pela libertação do continente europeu, Esperamos que isso nunca aconteça. Mas ocorrendo a cobra vai fumar uma vez mais.

Vovozao

13/05/19 – segunda-feira, btarde, Carlos Gomes, tem coisas que não são contadas, além do financiamento da CSN, como contrapartida ao uso da base de Parnamirim (RN), o presidente dos EUA. Na época F.Roosevelt, prometeu para G.Vargas que o Brasil seria a 6a. Nação que integraria o conselho de segurança da ONU, além, de ter a guarda de uma parte da Alemanha na fronteira com a Áustria, porem, após morte de F.R. o novo presidente dos USA, Harry Truman esquece-se destas promessas, pois não constava de papel, sendo assim ficamos na pior, e. se não me engano até 1960 pagamos todos… Read more »

Dalton

Os soviéticos foram terminantemente contra o Brasil vir a ser o sexto membro e indicar o Brasil desagradaria muitos outros países , alguns que “sangraram” mais que o Brasil e a fraqueza militar brasileira também pesou já que o Brasil não poderia assumir grandes responsabilidades como se esperava dos membros permanentes. . E até onde lembro o Brasil recusou-se a manter tropas em território europeu como força de ocupação a pedido dos EUA. . A participação brasileira na guerra foi importante principalmente por conta de bases que os EUA puderam implantar aqui, mas, do ponto de vista militar, não foi.… Read more »

Vovozao

Dalton, bnoite, pelo que entendo ( pesquisei) não ficamos na fronteira Alemã/Austríaca por não termos equipamentos e condições financeiras de mantermos um contingente grande num local com temperaturas tão baixas no inverno, pedimos ajuda a USA, entretanto, os mesmos encontravam-se com muitos gastos na reconstrução da Europa. Saudações.

Esteves

Veja,

Navios mercantes afundados. Americanos com bases aqui. Um país pobre. Muito pobre. Um ditador populista apaixonado pelos alemães. Pressão dos militares.

O Brasil foi a guerra para se livrar de tudo isso. O continente europeu…

Pablo

essa operação já ocorre a anos, em 2014.

Renato

Que embarcação é esta da primeira foto?

Mauricio R.

Aquela que os franceses vieram vender, a preços nada módicos.

DOUGLAS TARGINO

Lindo demais! Queria que todo ano tivesse pelo menos dois ou três exercícios do tipo com nações amigas. É um treinamento “barato” e rápido!

Willber Rodrigues

1-Que embarcação é essa da 1° foto?
2-A MB opera essa embarcação?

Gilbert

assinta no youtube o vídeo dela

Bardini

1- L-CAT, da CNIM. A Marine Nationale deve estar operando ainda com 04 unidades. É um meio extremamente interessante. Eles chamam de “Engin de Débarquement Amphibie Rapide”.
https://cnim.com/en/businesses/defense-security-and-digital-intelligence/l-cat-ship-shore
.
2- Nem em sonho.

Pablo

único navio que a esquadra dispõe de doca alagada é o Bahia, mesmo assim não sei se é capaz de poder utiliza-lo.

Fernando "Nunão" De Martini

É plenamente capaz.

Juarez

Só para ver se estamos falando da mesma coisa:

Eu entendi que ele perguntou se o catamarã de desembarque que aparece na foto poderia operar a partir da doca do NDD Bahia?

Fernando "Nunão" De Martini

Sim. Opera da doca da classe Mistral, que é menor, então não teria problema algum em operar da imensa doca do Bahia, ex-Siroco.

MCX

Irmão, nao sei se vc reparou q a embarcação q esta sendo comentada nao é um navio de doca alagável. Além da MB ser totalmente capaz se operar o NDM Bahia, so nao o esta fazendo, pois ele passa por uma manutenção agendada.

Pablo

MCX
A embarcação que foi perguntado, pelo que sei, opera em um navio de doca alagada como o mistral por exemplo na marinha francesa, para embarcar pessoal e equipamento e levar até a praia e atualmente temos apenas o Bahia com doca alagada. Não me referir a capacidade de operar o Bahia.

Nunão
Quanto a capacidade do pessoal operar eu não tenho dúvida, me referi a capacidade das dimensões da doca do Bahia.

João Tavares

Pablo;

A doca alagável do Bahia não só é suficientemente grande como é, inclusive, maior que a dos navios da classe Mistral.

Pablo

João
Por isso falei que não sabia se tinha capacidade.

Esteves

A versão anterior era ro/ro. A nova é shore/to shore. Muito interessante.

comment image

Bardini

“A versão anterior era ro/ro. A nova é shore/to shore. Muito interessante.”
.
Que???

Esteves

Versão apresentada na Euronaval 2018. Não é ro/ro como a problemática versão anterior. Meio de desembarque anfíbio partindo de bases fixas (shore-to-shore).

Está na internet.

Sincero

Mesmo com alguma renovação a disparidade da nossa marinha em relação a francesa é gritante.

Mauro

Contra os russos eles não durariam muito. Não fosse pelos norte americanos, estariam falando alemão hoje em dia.

Peter nine nine

Não foi só pelos americanos, se a França é hoje a França, assim o é pelo sacrifício de milhares de soldados de diversos países.

MCX

É triste, mas sou obrigado a concordar, por mais q muitos nao gostem q isso seja dito, basta colocar lado a lado as marinhas e este fato fica aparente.

Enes

Sincero, em compensação, a disparidade da nossa educação, também é gritante, se o brasileiro honrasse mais sua bandeira, teríamos Marinha, Exercito e Aeronáutica bem melhores ( politicamente falando).

Señor batata

Uma questão que eu não pude deixar de notar foi em questão aos coturnos utilizados no desembarque anfíbio, me parecem de vista ser de secagem lenta (couro impermeabilizado e totalmente selada). Eu dei uma lida rápida e vi sobre o programa cobra para atualizar o fardamento, alguém sabe como anda a situação?
Pq sinceramente me soa sacanagem não levar para frente um programa realmente muda o conforto e segurança do militar por um investimento razoavelmente baixo.
De todo modo boa tarde à todos.

Esteves

Tem PROTURNO?

Esteves

Nunca imaginei existir um Programa para os coturnos.

Señor batata

Boa tarde Esteves. Que eu saiba o programa COBRA atinge todo o fardamento e equipamentos do combatente. Mas não tenho lido muitas notícias sobre como anda o projeto.
Voltando ao trma dos coturnos, acho que valia um esforço para tentar garantir pelo menos uma atualização em um item q afeta de maneira tão significa a vida do soldado. Afinal sapato molhado em marcha é uma porta para problemas.
De todo nodo tchau e abraços.

Esteves

Li isso. Parece que interromperam. Desculpa a ironia. Não imaginei que para vestir e equipar/atualizar nossos soldados fosse necessário abrir um Programa.

Mas se engavetam até navios…

Señor batata

Tranquilo Esteves eu só tentei levantar a bola pra um tema q eu achei interessante.
Boa noite e abraços.

Guizmo

Um dos navios que eu mais gostava quando moleque era um Cruzador Porta Helicóptero Francês, homônimo ao exercício…..o Jeanne D’Arc. Meu pai o visitou em Santos, acho que nos anos 60

Marco Carvalho

Muito bom..como ex integrante dos FN me orgulho de toda matéria que os envolve nessa brilhante Marinha do Brasil.

Kommander

Lamentável a diferença de equipamento individual usada pelas duas marinhas. Como tropa profissional e até menor que o EB o CFN deveria ser muito melhor equipado, sei que os estudos da troca de camuflagem estão em curso, mas isso devia ser pra ontem! Não adianta mudar a farda, tem que mudar também o tipo de coturno, capacete, tecido…

Jorge PREC PQDT

Bom Dia !!
A alguns Meses; escutei falar que no CFN (unidades do RJ)
começariam a ser Distribuidos Coturnos de Camurça.
Distribuidos; Não !!i ( vendidos ) nas Cantinas das Unidades !!

André

Já está disponível esse novo tipo de Boot porém é caro.

João Alexandre Aguiar Thibaut

Achei interessante chamar atenção para o fato dos navios franceses usarem botes orgânicos semirrigidos, todos os navios são equipados com embarcações semirrígidas, em sua maioria do modelo Hurricane ZH-630, o mesmo que o GRUMEC usam e os pontas de lancha das forças especiais do Comando Hubert. A Marinha Francesa escolheu o modelo ZH-630 como o padrão para equipar seus navios (cerca de 50 unidades em operação), recebendo a classificação EDO-NG (embarcação operacional – nova geração). Presentes nas fragatas classe La Fayette e FREMM, nos BPC e B2M, o ZH-630. Parece que demonstrando confiabilidade em todo tipo de missão, e em… Read more »

FERNANDO

Como se chama está embarcação que os Fuzileiros estão descendo??
Nós temos tecnologia para produzir aqui no Brasil?
Ou, vontade para produzir?

Lucas Pereira

Por falar em marinha do Brasil a corveta Barroso e o ndm Bahia já saíram da doca

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