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ICN realiza movimentação de seções do casco do submarino Angostura (SBR-4)

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A ICN – Itaguaí Construções Navais realizou a movimentação do casco resistente das seções 2B e 2A do submarino SBR-4 (Angostura), da NUCLEP para a UFEM, um trajeto rápido de 30 minutos realizado em duas etapas:

Primeiro foi movimentada a seção 2B pesando aproximadamente 70 toneladas e 10 metros de comprimento.

Em seguida foi realizada a movimentação da seção S2A, pesando aproximadamente 114 toneladas e 18 metros de comprimento.

“Para esta movimentações, foi necessário um planejamento juntamente à NUCLEP e MEGATRANZ Transports & Heavylift para que se pudéssemos aproveitar os mesmos equipamentos utilizados nas transferências de seções para o ESC” explicou Diego Silva, Coordenador de manutenção responsável pelas operações de transferência de seções na ICN – Itaguaí Construções Navais.

O PROSUB – Programa de Desenvolvimento de Submarinos, prevê a construção de quatro submarinos de propulsão convencional (diesel-elétrica) e um de propulsão nuclear, o primeiro do tipo a ser produzido no Brasil.

O primeiro submarino do PROSUB foi lançado ao mar em 14 de dezembro do ano passado e foi batizado de Riachuelo (S40) e a previsão de sua prova de mar é para este ano.

A prova de mar do Humaitá (S41) está prevista para 2020, o Tonelero (S42) em 2021 e o Angostura (S43) em 2022.

O último submarino a ficar pronto será o SN-BR “Álvaro Alberto”, em homenagem ao Almirante Brasileiro que foi o pioneiro no uso da tecnologia nuclear no País.

Seções do submarino SBR Scorpene
O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub
O Programa PROSUB comprende 4 submarinos convencionais S-BR

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arvoreMfscarlos mendesMerlinNegrão Recent comment authors
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Ten. Escovinha
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Ten. Escovinha

saindo do forno…

DOUGLAS TARGINO
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DOUGLAS TARGINO

Muito bom ver que a construção dos quatros submarinos estão indo normalmente. Espero que não aconteça nada que possa nos prejudicar, e com a finalização do ultimo, espero ter mais uma compra de 4 unidades em 2030.

Tomcat4.0
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Tomcat4.0

Pra mim estão bem adiantados viu. 😉

Dodo
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Dodo

Tbm acho tomcat, a cada 1 ou 2 semanas é uma notícia nova

Flanker
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Flanker

Está caminhando, mas adiantados eu acho que não. Olhe a ilustração no final da matéria e o próprio texto, tb em seu final. Na ilustração, as provas de mar do Riachuelo estavam previstas para o segundo semestre de 2018, mas o que temos é que ele tem previsão de volta ao mar em agosto de 2019….1 ano de atraso. Em projetos dessa natureza, e na conjuntura econômica do país, é normal ocorrerem atrasos. Mas, adiantados, não estão.

Grozelha Vitaminada Milani
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Grozelha Vitaminada Milani

Gostaria de ver esse ritmo e vontade quando iniciarem a construção das Fragatas Leves Tamandaré.

Bravo!

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Que delícia é ver esse projeto indo em frente…

FERNANDO
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FERNANDO

Bom, o SBR-1, está pronto.
O SB-2, ainda não consegui ver.
E o resto, bem, apenas partes.
Enfim,
quando teremos o primeiro navegando??

João Moro
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João Moro

Veja o cronograma de construção. O Riachuela já está em fase de teste de mar.

Flanker
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Flanker

Não está em teste de mar, não. Tem previsão de voltar para a água em agosto desse ano.

Farroupilha
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Farroupilha

Esses ScorpenesBR vão ficar (estão ficando) muito bons. Gostei de ver a quantidade de longarinas, esse casco vai ser muito resistente, uma verdadeira carapaça de respeito. Se os novos subs brasileiros forem REPLETOS de compartimentos estanques serão osso muito duro de roer.

Imprescindível que todos sejam carregados com mísseis.
Misseis são as armas da Arte da Guerra do século XXI.
Quem quiser ser respeitado tem que os possuir em quantidade e qualidade, o resto é ilusão.

Dodo
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Dodo

Um míssil é mto importante, porém um bom torpedo como os mk48 tbm são insubstituíveis

Beserra(FN)
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Os torpedos do Scorpene serão os Torpedos Pesados Black Shark Advanced, com desempenho superior ao Mark 48.

Adsumus

Marcus Silva
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Marcus Silva

as cavernas estão visíveis, longarinas não, estas que tem disposição longitudinal a linha de centro.

Farroupilha
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Farroupilha

Agradecido Marcus!
Bem, no meu desconhecimento técnico, as paredinhas das cavernas funcionam exatamente como várias dezenas de anéis de longarinas.

Negrão
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Negrão

Longarinas vão de proa à popa, os anéis são as cavernas, que no vulgar chamam de costelas. Particularmente, gostaria que o propulsor fosse dentro de um tubulão, protegendo as pás da hélice, reduzindo o ruído e aumentando a velocidade do submarino em baixas potências, reduzindo seu consumo. Já se o mesmo tubulão fosse móvel, seria melhor ainda, vetorizando e facilitando as manobras.

Camargoer
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Camargoer

Caro Farroupilha. A principal missão dos SBR e do futuros SBN será para responder a presença de uma ameaça no mar. Portanto, acho provável que eles tenham em algum momento algo como o SM39 lançado pelos tubos. Não consigo imaginar a MB com submarinos equipados com mísseis para atacar alvos em terra.

Victor Filipe
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Victor Filipe

Se a gente rezar talvez de pra conseguir mais 4 deles, eu iria ficar com um sorriso de orelha a orelha.

Fernando Turatti
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Fernando Turatti

Bicho, mais dois deles eu já estaria pulando de alegria. Pra uma marinha de 5 subs, de repente operar 6 e mais um subnuc já está ótimo!

Negrão
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Negrão

Pelo menos um sub nuc ao Norte, um no Nordeste, um no Sudeste e um no Sul, acompanhados de pelo menos dois convencionais, cada, já seria uma costa inviável para qualquer agressor.

Fernando Turatti
Visitante
Fernando Turatti

bicho, pra que viajar nesse nível? Nós hoje mantemos AO TODO 5 submarinos a diesel, você está já querendo subir isso pra 4 NUCLEARES e mais dois convencionais… Isso não tem nem lógica pra uma marinha como a nossa.

Mfs
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Mfs

A Marinha precisa de uns 3 submarinos nucleares para ter pelo menos 1 sempre em condições de operar. E os próximos serão um projeto aperfeiçoado do atual em desenvolvimento. Acredito que 3 nucleares e 5 convencionais seja algo realista, e vai compensar a redução do número de escoltas , já tivemos 18 escoltas e agora serão apenas 12 ao que tudo indica 8 Tamandaré e 4 de maior porte , isso tudo em 15 anos pelo menos. Vai demorar para poder ter uma esquadra moderna.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Fernando. Talvez seja necessário pensar esse cenário de 3 ou 4 submarinos nucleares como um planejamento a longo prazo, talvez pensando nos próximo 40 ou 50 anos. Nos próximos 10/15 anos, os 4 IKL mais antigos terão sido aposentados e provavelmente o SN10 estará operando. Nesse período a MB terá o S34, os quatro SBR e o SN10. Considerando que a MB incorpore o segundo submarino nuclear (SN11) após uns 5 ou 10 anos após o primeiro, então daqui 20 ou 25 anos a MB já terá aposentado o Tikuna, terá quatro SBR no meio da vida e 2… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

continuando.. daqui 30 ou 35 anos, a MB teria 4 SBR em meia-vida e 3 SBN, sendo um novinho. Considerando daqui 40 ou 45 anos, a MB já terá dado baixa nos SBR (depois de 35 anos de serviço) e terá incorporado um quarto SBN (SN13). Daqui 50/55 anos, o SN10 terá dado baixa e a MB terá incorporado o SN14. Daí é manter a cadência. Se esse cronograma for um pouco mais lento, a MB teria daqui 50 anos 3 SBN (ao invés de 4), se o cronograma for acelerado um pouco, serão 5 SBN ao invés de 4.… Read more »

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Negrão. Acho que os submarinos usarão a base de Itaguaí e poderão estar em missões visitando os demais portos. Mas, acho improvável que a MB disperse os submarinos assim considerando a existência da base de Itaguaí. Um submarino nuclear poderá operar por semanas ou meses em todo o Atlântico. Apenas o comando da MB saberá sua posição. Caso ocorra algum problema, sempre há tempo de deslocar um ou dois deles para a região em crise.

RENAN
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RENAN

Excelente notícia

Muito obrigado pela matéria

Mas uma pergunta falta só 2 partes do 4° SBR a núcleo não tem mais partes dos submarinos a fazer eles vão aguardar o SBN ?

Ou o projeto do caso do SBN já está pronto e podem iniciar a construção?

Jadson Cabral
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Jadson Cabral

Entrou em fase de detalhamento. Ainda vai demorar, porque o que temos até agora é só um conceito.

Farroupilha
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Farroupilha

Antes de tudo o protótipo do propulsor tem que ser todo finalizado e aprovado, o Labgene, previsão 2021, para depois então se dar início a toda a construção e integração do Álvaro Alberto.
Fotos ótimas do Labgene, dando uma boa ideia da complexidade e tamanho do futuro propulsor do nosso SubNucBR:
https://www.marinha.mil.br/dgdntm/sites/www.marinha.mil.br.dgdntm/files/arquivos/LABGENE_%20Conhecendo%20a%20planta%20nuclear%20do%20Submarino%20de%20propuls%C3%A3o%20Nuclear%20brasileiro.pdf

Dodo
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Dodo

Adoro os nomes dos scorpene br. Todos em homenagens a batalhas ou bases inimigas conquistadas na guerra do Paraguai. Bravo Zulu a MB, O prosub anda com a corda toda !!

Oséias
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Oséias

Creio que haverá um buraco entre a entrega do ultimo scorpene e o inicio do nuclear. Qual seria o custo unitário de mais um scorpene, considerando que os custos de construção da infraestrutura foi incluido no contrato principal?

RENAN
Visitante
RENAN

Tenho a mesma pergunta 1 SBR 5 deve ser muito mais barato do que o primeiro lote ao menos metade do preço pois a transferência da tecnologia foi concluída, a infraestrutura está montada e a mão de obra está treinada.
Vários produtos foram nacionalizados
Então para valer o investimento o Brasil deveria encomenda mais um lote para manter a produção
Mas com prazo de entrega dilatado 1 a cada 2 anos para apenas manter a linha de produção aberta.

OSEIAS
Visitante
OSEIAS

opa, achei um xará . Difícil isso kkkkkkkkkkkk.
Mas acho que teremos uma segunda encomenda, até porque os investimentos foram altos na infraestrutura.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Oseias, o preço de um Scorpene é da ordem de US$ 450 milhões, dependendo do detalhes do contrato. Acho que um quinto SBR (de 1600 ton) seria da ordem de US 400 milhões por aproveitar a infraestrutura instalada. Isso seria algo em torno de US$ 250 mil por tonelada. Considerando que o custo de um SBN seja similar ao do SBR (excluindo os custos do desenvolvimento do reator, por exemplo), um SBN de 6000 ton teria um custo de US$ 1,6 bilhões. Um SBN é mais caro que um SBR porque ele também é muito maior.

Fernando Vieira
Visitante

Acho que eu perdi alguma coisa aí mas… Cadê o Tonelero?

Marcus Silva
Visitante
Marcus Silva

Tonelero é o terceiro, com entrega prevista para 2021.

Merlin
Visitante
Merlin

Fernando.
Existe movimentações da Nuclep e UFEM e transferências entre a UFEM e ICN.
As vezes confunde. Mas dá uma pesquisada aqui no PN que vc vai encontrar notícias sobre ele.

Fernando Vieira
Visitante

Acho que foi essa a confusão. Esses dias noticiaram que o S-BR2 foi transferido, aí agora são partes do S-BR4. Aí me perguntei “Cadê o S-BR3?”

arvore
Visitante
arvore

estão na ufem

arvore
Visitante
arvore

ICN é a empresa responsável pala fabricação.
EBN, é todo o complexo naval as margens do mar.
UFEM é a fabrica principal q fica a 6km do mar.
ESC é o estaleiro, onde está o SBR1 e SBR2.
NUCLEP é a estatal responsável pela fabricação do casco resistente, fica ao lado da UFEM.

NUCLEP-UFEM-ESC-MAR esse é o caminho dos SBR

Felipe
Visitante

Espero que um dia possam rever esse conceito de submarinos de defesa e criarem alguns de ataque, com poder para uso de armas balísticas intercontinentais.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Felipe. Submarinos com mísseis balísticos são armados com ogivas nucleares. Esse tipo de submarino só faria sentido se do MinDef tivesse um comando estratégico nuclear. No caso brasileiro, desconheço qualquer plano para a construção de uma bomba nuclear, o que descarta a possibilidade da MB ter um submarino para lançamento de mísseis balísticos. É mais provável que os submarinos da MB possam lançar mísseis por meio dos tubos de torpedo, como o SM39.

Marcos
Visitante
Marcos

Antes eu pedia um Brasil dos comerciais do PT, agora eu quero um Brasil das notícias do PROSUB

Outra realidade, nem parece a Marinha que está aposentando vários navios.

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Marcos. Talvez você receba o país da aposentadoria por capitalização. Cuidado com o que você deseja.

Leonardo
Visitante
Leonardo

Que venha logo esses 5 submarino para Marinha ,sou contra vender os outros país continental !

Beto Santos
Visitante

Leonardo eu sou muito a favor de vender os IKL pois são subs mais antigos e eu acredito que estes que estamos construindo são muito melhores, bom o problema é que estão querendo fazer uma lambança pois estão querendo entregar eles pra argentina que pra mim nem em sonho eu fazia, tinha outra proposta acho que do Chile que acho que seria bem mais interessante pra nós e além de vender os IKL eu venderia também alguns novos pra eles também pois manteria a linha de produção aberta e com ritmo acelerado e colocaria uma boa grana no caixa da… Read more »

Mfs
Visitante
Mfs

Com exceção do Tikuna que é uma evolução do projeto com tecnologia nacional e ainda tem 15 anos de vida útil tranquilamente já que entrou em serviço em 2005, todos os 4 U-209 que temos devem ser vendidos ou para o Peru ou para Felinas e estão avaliados em 70/80 milhões cada um. Não acho ruim doar pelo menos 1 para Argentina que parou no tempo na área bélica e é nosso maior parceiro economico na região. Eles são nosso maior comprador de produtos industrializados e terceiro destino das nossas exportações. Tiveram aquele acidente com 1 submarino deles, parece que… Read more »

Robson Andrade
Visitante
Robson Andrade

Finalmente vejo q algo de bom está acontecendo no meu Brasil. Trata-se de importante obra de engenharia caminhando a todo vapor em um país onde só se ouve mi mi mi e blá blá blá, tanto da esquerda como da direita. Já estamos todos cansados disso. É hora de muita atitude e pouca discussão!

Gabriel BR
Visitante
Gabriel BR

Dada a complexidade do projeto( Construir submarino é algo bem complexo) e a rapidez com a qual estamos fazendo, vejo que construir as Tamandaré será mamão com açúcar…

carlos mendes
Visitante

Tudo Muito bonito mas só espero que tenhamos equipamentos de salvamento. Não e ser pessimista e só saber se preparar para momentos Difíceis

Camargoer
Visitante
Camargoer

Caro Carlos. Você tem razão em relação á modernização da infraestrutura de resgate. Talvez seja necessário um sistema mais flexível que possa ser levado por avião até um porto próximo e adaptado em navios não-especializados. Quando ocorreu o acidente com o submarino argentino, alguns colegas lançaram a ideia de montar um consórcio entre as marinhas sulamericanas para organizar um sistema que atendesse á várias marinhas.