Home Indústria de Defesa Índia incorpora o INS Khanderi, segundo submarino Scorpène fabricado no país

Índia incorpora o INS Khanderi, segundo submarino Scorpène fabricado no país

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Em 28 de setembro de 2019, o INS Khanderi, o segundo submarino da classe P75 SCORPENE, foi comissionado pelas mãos do Honorável Ministro da Defesa Shri Rajnath Singh na presença do Ministro Chefe do Maharasthra Shri Devendra Fadnavis, Chefe do Estado Maior da Marinha Almirante Karambir Singh, CMD Comodoro MDL Rakesh Anand (aposentado da IN) e vários outros dignitários. O INS Khanderi é totalmente construído pelo estaleiro indiano Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL) através
anos de transferência de tecnologia e parceria com o Naval Group.

Após uma série de eventos notáveis, como o comissionamento do INS Kalvari em dezembro de 2017, o lançamento do Karanj (o terceiro submarino) em janeiro de 2018, o lançamento do submarino Vela (o quarto submarino) em maio de 2019, o comissionamento do Khanderi ocorreu em 28 de setembro de 2019.

Este evento destaca o sucesso do programa de construção de submarinos autóctones do Governo da Índia. Esses submarinos foram completamente construídos pela Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL) por meio de transferência de tecnologia e parceria com o Naval Group, de acordo com a política “Make in India” do governo indiano.

Esta série de seis submarinos foi dotada com vários equipamentos, construídos na Índia por especialistas qualificados e altamente treinados de MSMEs industriais, que formam a base sólida do ecossistema de construção de submarinos da Índia.

“O aumento de competências que a MDL concluiu é muito inspirador. É a primeira vez na história que ocorre uma transferência de tecnologia em larga escala para a fabricação de um dos produtos mais complexos encontrados no mundo. O comissionamento do segundo submarino da classe Scorpène constitui um novo marco para este programa industrial único. A unidade adicional deste submarino furtivo contribuirá ainda mais para a autossuficiência da Marinha Indiana.”, destacou Olivier de la Bourdonnaye, diretor executivo sênior de programas do Naval Group.

Apesar da complexidade da construção submarina exigir milhões de homens/hora, a transferência bem-sucedida de tecnologia tornou possível alcançar um conteúdo indiano muito alto. Ao desenvolver esses conhecimentos e habilidades na Índia, o Naval Group está comprometido em melhorar significativamente o nível de nacionalização em futuros projetos da Marinha Indiana apoiados pelo governo da Índia.

O Scorpène, um submarino moderno, de alto desempenho e furtividade é uma unidade de propulsão convencional de 2.000 toneladas projetado e desenvolvido pelo Naval Group para todos os tipos de missão, como guerra de navios de superfície, guerra anti-submarino, ataques de longo alcance, operações especiais ou coleta de informações. Extremamente furtivo e rápido, possui um nível de automação operacional que permite um número pequeno de tripulantes, o que reduz significativamente seus custos operacionais. Sua vantagem de combate é destacada pelo fato de possuir 6 tubos de lançamento para até 18 armas (torpedos, mísseis, minas).

Com 14 submarinos vendidos internacionalmente pelo Naval Group, o Scorpène é um produto de referência essencial na área de submarinos convencionais de ataque (SSK) para as Marinhas em todo o mundo. O produto é facilmente adaptado às melhorias solicitadas por qualquer cliente naval. A melhoria progressiva através de designers dedicados e experientes do Naval Group garante avanços contínuos e integrações modernas de tecnologia.

Sobre o Naval Group

O Naval Group é um líder europeu em defesa naval. Como uma empresa internacional de alta tecnologia, o Naval Group utiliza seu extraordinário know-how, recursos industriais exclusivos e capacidade de organizar parcerias estratégicas inovadoras para atender às exigências de seus clientes.

O grupo projeta, constrói e apoia submarinos e navios de superfície. Também fornece serviços para estaleiros e bases navais. Além disso, o grupo oferece uma ampla variedade de soluções de energia marinha renovável. Atento à responsabilidade social corporativa, o Naval Group adere ao Pacto Global das Nações Unidas. O grupo registra receita de 3,6 bilhões de euros e possui uma força de trabalho de 14.860 pessoas (dados para 2018).

Sobre o Naval Group India

O Naval Group India é uma subsidiária 100% do Naval Group, com sede em Paris, França.

Fundada em setembro de 2008 como DCNS India, sua presença é sentida em duas grandes cidades: Mumbai e Nova Délhi. O principal objetivo do Naval Group India é apoiar a nacionalização através de atividades da Índia para o equipamento do submarino Scorpène, para desenvolver o ecossistema de defesa indiano, bem como para desenvolver serviços de design na Índia com talentosos engenheiros indianos.

O esforço do Naval Group India é ser um visionário e aumentar seu envolvimento no fortalecimento de mais e mais indústrias, criando um ecossistema robusto que pode atender às variadas necessidades de defesa do país.

DIVULGAÇÃO: Naval Group

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André BuenoFawcettR22Hiltonmarcus Recent comment authors
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Carlos Gallani
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Carlos Gallani

Esperamos que a marinha seja mais cuidadosa que a força aérea, parabéns a Índia!

Marcos
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Marcos

Que? Eles perderam um submarino nuclear de 3 bilhões por deixar uma escotilha aberta.

Profissionalismo, banheiro e indiano são 3 coisas que não combinam

Rico Zoho
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Rico Zoho

Esse é um deles. Tem outro que explodiu:

rogerio
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rogerio

Profissionalismo, banheiro e brasileiro são 3 coisas que não combinam. Não esqueça que um submarino brasileiro afundou quando estava atracado no Rio de Janeiro

Marcos
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Marcos

Qual submarino? O da classe Oberon da década de 70 que estava para se aposentar? É muito similar sim a um submarino nuclear novo que se tornou inoperante pela imprudência da tripulação.

André Bueno
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Se não me engano foi o Tonelero.

https://pt.wikipedia.org/wiki/S_Tonelero_(S-21)

Leandro Costa
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Leandro Costa

Já esqueceu que tivemos um ‘probleminha’ com um submarino durante um Reveillon?

Fernando "Nunão" De Martini
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Praticamente todos os países que operaram e operam submarinos, até hoje, tiveram sua quota de incidentes vergonhosos, Índia e Brasil estão longe de serem os únicos. A eles se somam acidentes mais graves, que praticamente todos também tiveram. O acidente com o Tonelero, em pleno cais, foi vergonhoso, muita coisa precisou ser revista depois, e espero que a lição tenha sido aprendida, mas para um acidente estúpido desses, há milhares de dias de mar e centenas de operações bem-sucedidas para contar, ou problemas sérios resolvidos com sucesso, em mais de 100 anos de operação de submarinos no Brasil, com 26… Read more »

Carlos Gallani
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Carlos Gallani

“Tem coisa até pior em outros países.”
-RÚSSIA, telefone pra vc!!!

Carlos Campos
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Carlos Campos

Será que é para Espanha que fez sub que não emerge depois de submergir?

Dalton
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Dalton

É possível ver claramente em uma das fotos o NAe Viraat , ex-HMS Hermes que combateu nas Falklands, descomissionado em 2017 e que segundo foi publicado será convertido em um navio museu.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Foi uma das primeiras coisas que vi e mal pude acreditar nos meus olhos. Achei que ele já houvesse sido desmanchado e agora fiquei feliz com a notícia sobre ele ser convertido em museu. Esse navio merece.

JT8D
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JT8D

Só um recado aos amigos indianos: não esqueçam de fechar as escotilhas antes de submergir!

Junior
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Junior

Até hoje eu acho aquilo muito suspeito, acontecer logo com o primeiro submarino nuclear deles, não sou fãs de teorias conspiratórias, mas……..

Fabio Araujo
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Fabio Araujo

O vazamento de informações dos submarinos também ficou mal explicado!

Nostra
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Nostra

Lot of questions comes to mind First question is how many hatches are there in Arihant SSBN ? 2nd question Arihant is a double hulled submarine which implies 2 hatches for a single passage and if one knows about double hulled submarines the 2 hatches are interlocking or not ? Third question all openings hatches or valves etc in a submarine are wired to the control centre with both audio and visual indicators or not ? 4th question if Arihant was indeed flooded and under repairs for 6 months, how come India conducted 2 different firings of K-4 SLBMs during… Read more »

Fabio Araujo
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Fabio Araujo

Ele já definiram qual torpedo pesado vão usar? Ou este segundo entrou em operação sem torpedo pesado?

Dalton
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Dalton

Falando em “acidentes” em 2013 um submarino convencional indiano de projeto russo,
“Kilo” foi acometido por um incêndio seguido de explosão enquanto atracado, vindo à
afundar em águas rasas e ceifando a vida de 18 ocupantes e o submarino perda total.
.
A causa principal teria sido o cansaço da tripulação, coisa semelhante ao ocorrido com
os 2 “DDGs” da US Navy que colidiram com navios mercantes, ou seja, missões demais e
pouco tempo para descanso e treinamento adequado.

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Os “nossos” Scorpene são bem mais bonitos…..

Claudio
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Claudio

É a mesma coisa

Roberto Bozzo
Visitante
Roberto Bozzo

Não são…..a classe Riachuelo terá uma sessão a mais, portanto é mais longo e pesado….esta sessão a mais deixa os Sbr mais elegantes, na minha visão….

wwolf22
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wwolf22

qual a diferença entre o nosso Scorpène e o indiano??
o aço eh o mesmo??

Fernando "Nunão" De Martini
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Segundo essa reportagem de jornal indiano, o aço é do tipo 80 HLES: https://www.google.com.br/amp/delhidefencereview.com/2017/12/14/ins-kalvaris-commissioning-marks-the-revival-of-diesel-electric-submarine-construction-in-india/amp/ É a mesma classificação de aço usada nos nossos: https://www.naval.com.br/blog/2018/06/12/prosub-aco-do-casco-de-pressao/ A diferença é que a a siderúrgica estatal da Índia produz esse aço para os submarinos deles, enquanto as chapas usadas para construir os nossos são importadas. Quanto a diferenças, a nossa versão do Scorpene é um pouco mais comprida, pois a Marinha optou por acrescentar uma seção, que no projeto francês seria destinada a AIP, porém sem o AIP. Essa seção extra foi reprojetada (desenvolvimento conjunto com engenheiros brasileiros) para criar um espaço extra visando… Read more »

wwolf22
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wwolf22

Nunao, vc sabe se haverá transferência tecnológica de “ligas especiais de aço ?
Ha algum tipo de convenio entre a MB com alguma empresa(siderúrgica, mineradora, …) nacional para e P&D em ligas de aços?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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wwolf22,

O que sei a respeito é o que está publicado em matérias aqui, uma das quais, sobre aço, está num dos links de meu comentário anterior.

Sobre projetos de pesquisa da Marinha, sugiro conferir o site do IPqM:

https://www.marinha.mil.br/ipqm/home_ipqm

wwolf22
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wwolf22

Nunao,
no link diz que TODO aço eh/sera importado…
nao seria interessante o Brasil desenvolver a sua própria liga de aço para submarinos?? nao consigo entender, desenvolvem reator nuclear totamenlne nacional mas importam o aço para a construção dos subs…
tem explicação ??

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

wwolf22
Não dá pra atacar todas as frentes de nacionalização da construção de submarinos de uma só vez.

Quanto à comparação entre aço e reator, creio que há uma lógica na hora de você escolher o que faz aqui e o que vai importar, quando se trata de item especialmente sensível:

O aço de um submarino você até pode importar.
O reator de um submarino não (exceto casos muito específicos de alianças, como no primeiro submarino nuclear britânico, cujo sistema de propulsão foi fornecido pelos EUA).

Nostra
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Nostra

A nuclear reactor requires specialised steel

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Yes, Nostra. And the hull of a nuclear submarine also requires special alloys. Maybe 100 HLES will be used in Brazil’s SSN hull, like the french Barracuda. But I don’t know what kind of steel was used on the prototype of our submarine nuclear reactor. The pressure vessel of the reactor was built by a brazillian state company, Nuclep, but I have no idea if the steel used on it was supplied by our steel industry or a foreign company. I think it’s classified information, but I suppose that the specifications of the steel intended for a SSN hull and… Read more »

Nostra
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Nostra

Supply of special steel for Indian nuclear reactors was stopped by foreign countries. So they had to be developed locally, which include 304L(NAG)/304/304L/304LN/316/316L/316LN/321/310S/316NG/403M/440C /420/410 etc nuclear grade stainless steels. Funnily these nuclear grade steels from India are now being supplied for the ITER fusion project in France. The special steel developed for Indian nuclear submarines is codenamed DMR292A. It is used for the hull. While special steel developed for refurbishment of KILO class submarines is codenamed DMR249B. These steel steels are said to be composition of elements chromium, nickel, neobium, vanadium and molybdenum (among others) added to iron ore, coke… Read more »

Nostra
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Nostra

Don’t know if you have seen this
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Land based prototype of the Indian reactor for Indian nuclear submarines.

Currently a new more powerful reactor is being developed for the bigger SSBNs and the SSNs.

Nostra
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Nostra

AFAIK the Brazilian scorpenes are using HLES-80 steel imported from ArcelorMittal the European subsidiary of Indian MNC Mittal steel.

Kemen
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Kemen

A NMRL indiana esta desenvolvendo um AIP para intala-lo nos 6 Scorpene num futuro quando e se o AIP for concluido e aprovado. Recordando.
https://www.naval.com.br/blog/2017/10/24/conheca-o-sistema-aip-indiano-para-os-submarinos-scorpene/

Luiz Floriano Alves
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Se a Índia desenvolveu uma cadeia de fornecedores, poderíamos pesquisar parcerias para produzir localmente muitos equipamentos que estamos importando. Sobressalentes serão necessários para manter esses submarinos e transforma-los em consumidores de importados não é de bom alvitre a considerar os preços elevados destes artigos.

R22
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R22

Importar o aço por exemplo, entre outros equipamentos ainda é mais fácil e barato do que criar uma cadeia nacional de produção sem termos uma demanda que justifique tal
Investimento.

Nostra
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Nostra

DRDO model of AIP for scorpene
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Nostra
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Nostra

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Nostra
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Nostra

Land based prototype of DRDO AIP for extended duration testing
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Nostra
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Nostra

A year ago Naval material research lab (NMRL) successfully demonstrated DRDO AIP operation for endurance of 14 days under the watch of a team of IN, to monitor land-based trials of AIP Module under simulated underwater conditions.

Now looking to increase endurance of the AIP and reduce structural footprint, further enhanced signature control measure and increase overall system effectiveness.

Nostra
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Nostra

If interested……

Old posters on the involvement of Indian private sector companies with the scorpene program.

( government owned companies involved in the program not shown )
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Nostra
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Nostra

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Nostra
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Nostra

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JT8D
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JT8D

Thank you Nostra for all this valuable information!

marcus
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marcus

Qual o grau de assistência na construção do scorpène, que o Naval Group dá para Índia e para o Brasil?
Qual país conseguiu absorver a tecnologia com menos problemas?
Ainda existem técnicos do Naval Group em Itaguaí ou já andamos com as próprias pernas?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Marcus, Essa comparação é bem difícil de fazer, pois cada país teve suas metas e suas cláusulas de contrato. Não me atrevo a fazer uma comparação detalhada. Em comum está o fato de que em ambos os cronogramas atrasaram, por vários motivos (o programa indiano um pouco mais se não me engano, porém ele é maior), mas estão agora rendendo seus frutos quase ao mesmo tempo. De qualquer forma, há inúmeras matérias aqui sobre os dois programas. Você pode tentar analisar os fatos mostrados nelas e chegar à sua própria conclusão. Sobre pessoal do Naval Group, no ano passado, quando… Read more »

Hilton
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Hilton

Pessoal uma curiosidade, sei da contenção financeira da MB, mas gostaria de saber duas coisas, quantos dias por ano os nossos submarinos tem de atividades no mar? E não sei se é impressão minha, mas parece que os nossos meios aquáticos só circulam na região de Niterói e Santos! Ou estarei errado?

Fawcett
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Fawcett

Gostei do turbante do oficial na quinta foto.

André Bueno
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Deve ser da etnia sikh.