Home Apoio Logístico US Navy recebe o USNS Miguel Keith

US Navy recebe o USNS Miguel Keith

3903
54

18 de novembro de 2019 — A Marinha dos EUA aceitou a entrega de seu terceiro navio Expeditionary Sea Base (Base Marítima Expedicionária) ESB, USNS Miguel Keith (ESB 5) em 15 de novembro.

A entrega marca a transferência oficial do navio do construtor para a Marinha. O ESB 5 será de propriedade e operado pelo Military Sealift Command.

“A equipe da Marinha e da indústria superou contratempos significativos na construção deste navio, e estou extremamente orgulhoso da urgência e determinação exibidas por todos para entregar um navio de alta qualidade que apoiará nossos requisitos operacionais na área de operação da 7ª Frota”, disse o capitão Scot Searles, gerente estratégico do programa Sealift e Theater Sealift, navios executivos do programa. “Como o homônimo do navio, aqueles que navegam a bordo de Miguel Keith incorporarão sua dedicação ao serviço ao nosso país.”

Os ESBs são plataformas modulares altamente flexíveis que são otimizadas para apoiar uma variedade de missões marítimas, incluindo a Força de Operações Especiais e as Contramedidas de Minagem Aerotransportadas, além de apoio humanitário e manutenção de missões militares tradicionais.

Os ESBs incluem um convés de voo e hangar de quatro pontos e um convés de missão versátil e são projetados em torno de quatro recursos principais: instalações de aviação, atracação, suporte de preparação de equipamentos e ativos de comando e controle. Os ESBs funcionarão como o comandante de componentes para que a frota da Marinha dos EUA tenha uma infraestrutura de acesso crítica que suporte o desdobramento flexível de forças e suprimentos.

O USNS Miguel Keith foi construído pelo estaleiro General Dynamics NASSCO em San Diego. O NASSCO está contratado para o projeto e a construção detalhados do ESB 6 e 7, com uma opção para o ESB 8.

Como uma das maiores organizações de aquisições do Departamento de Defesa, a PEO Ships (Program Executive Office Ships) é responsável pela execução do desenvolvimento e aquisição de todos os destróieres, navios anfíbios, navios especiais de missão e apoio e barcos e embarcações.

Subscribe
Notify of
guest
54 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Guacamole
Guacamole
9 meses atrás

Fico pensando o quanto disso é baseado em navios petrolíferos. Dá toda a impressão que adaptaram pra uso militar, o que a meu ver é uma coisa experta porque usa ferramental que já existe e gasta menos dinheiro do que desenvolver um produto do zero.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Guacamole
9 meses atrás

“ The design of these ships is based on the Alaska class crude oil carrier”

https://www.navsea.navy.mil/Home/Team-Ships/PEO-Ships/Exp-Transfer-Dock-ESD-Exp-Sea-Base-ESB/

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
9 meses atrás

E nós com estaleiros ociosos que poderiam muito bem construir algo similar,é uma pena…

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
9 meses atrás

Acho que tem coisa bem mais importante do que isso na fila, como um novo navio-tanque, por exemplo, se houvesse verba ou financiamento interno disponível hoje pra encomendar navios possíveis de construir em estaleiros ociosos.

Luiz Henrique
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

e mão de obra qualificada e desempregada aqui no Brasil é o que não falta…

Andrei
Andrei
9 meses atrás

Este navio tem a mesma função do USNS pililaau?
Tive o prazer de vê-lo em 2002 em Salvador !!(me refiro ao pililaau.

Dalton
Dalton
Reply to  Andrei
9 meses atrás

Andrei… . são navios diferentes e com missões diferentes. O USNS Pililaau é apenas um navio de carga, principalmente para transporte de veículos do exército e é mantido de tal forma que pode ser reativado em questão de poucos dias e eventualmente ele é colocado para navegar para testar sua prontidão. . O USNS Pililaau chamou minha atenção muitos anos atrás pelo nome e caso não saiba trata-se de uma homenagem a Herbert Pililaau, primeiro nativo do Havaí a receber a Medalha de Honra e que foi visto combatendo com uma faca depois de exaurida sua munição durante a guerra… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
9 meses atrás

Navio-tender versão século XXI.

Vovozao
Vovozao
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

19/11/2019 – terça-feira, bnoite, este navio não possui armas, tipo CIWS, ou é completamente desprotegido???

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Vovozao
9 meses atrás

Não vejo nenhum CIWS nas imagens e não consta armamento nas fichas técnicas:

https://www.navsea.navy.mil/Home/Team-Ships/PEO-Ships/Exp-Transfer-Dock-ESD-Expeditionary-Sea-Base-ESB/Fact-Sheet/

Fabio Araujo
Fabio Araujo
9 meses atrás

Esse tipo de navio dava para ser feito aqui sem muita dificuldade!

Rprosa
Rprosa
Reply to  Fabio Araujo
9 meses atrás

e ele iria operar qual navio brasileiro em operações marítimas no exterior, quem sabe a UNIFIL, se não temos sequer NPOC suficientes para patrulhar a ZEE, se não temos escoltas e navios de superfície para compor uma esquadra que se preste num combate padrão seculo XXI, se nosso submarinos estão a um passo da obsolescência, para que ter uma base naval expedicionária, quem sabe para levar nosso oficialato naval família para férias no Hawaii com todo a comodidade que o cargo merece?

Dudu
Dudu
9 meses atrás

Que navio interessante !

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Dudu
9 meses atrás

Já eu não vejo sentido nenhum… 🤷‍♂️

Marcos R.
Marcos R.
Reply to  Peter nine nine
9 meses atrás

Só para quem usa regularmente forças expedicionárias.

carvalho2008
carvalho2008
9 meses atrás

Os Estados Unidos, que tem uma marinha de poucos meios, tenta se virar como.

Esta não é a unica conversão recente de um mercante.

Eles recentemente converteram um ro-ro Container Classe Point ( Que já era uma classe mercante idealizada pela RFA), em um novo navio militar.

Foi o ex CragSide, agora conhecido como MV Ocean.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

O Navio era assim:comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

E ficou assim após a modificação:

http://www.hisutton.com/images/RN_LSS_Prevail.jpg

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Canadá, outro país extremamente carente de meios, também conjectura algo semelhante na mesma base de casco:comment image

Kemen
Kemen
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

C 2008 – “Poucos meios”, sinceramente colega, não entendi sua colocação, sem tendencias politicas, é a maior e mais especializada marinha do globo na atualidade. Sera que interpretei mal? O aproveitamento de projetos já executados barateia o custo, é perfeitamente normal. Vale pelo seu detalhamento, obrigado.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Kemen
9 meses atrás

Rzrzrz, foi meu modo irônico ativado!!

Afinal, até americanos, britânicos e Canadenses pensam sério sobre o conceito, e aqui na MB que falta tudo, só se pensa em 1a linha…foi pura ironia…

Vocês sabem que este conceito concentra grande parte de meus estudos e hobbie no tema…

Sou fã destas alternativas complementares

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Carvalho…será que você não está sendo um pouco injusto com a marinha brasileira ? A US Navy não está trocando seus navios clássicos
e de “1a linha” por navios convertidos ou adaptados a partir de navios “mercantes”.
.
O “MIguel Keith” é um navio auxiliar criado para atender novas e únicas necessidades dos EUA.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
9 meses atrás

Mestre Dalton, As propostas nunca são para trocar estes por navios de 1a linha. Isto de fato não tem sentido. Não são uma troca, e sim “complemento”, exatamente o que a IS Navy e demais países citados estão fazendo. Quem me conhece sabe que falo disto a mais de 15 anos, e sempre desculpas para tudo, aí dá nos nervos depois de tantos anos perceber que até as maiores marinhas do mundo já estão pensando e materializando coisas assim. Eu detesto ser irônico mas uma hora escapa…continuo na teima contra a opinião geral de que não há mais nada que… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Sim, mas você escreveu que a marinha brasileira só pensa em “1a linha” por conta de não querer adaptar navios mercantes,
sendo que a marinha brasileira não tem um requerimento para esse tipo de navio, e como a imensa maioria das marinhas, tem adquirido navios de segunda mão também.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
9 meses atrás

E assim, meu amigo…ficamos sem um nem outro…. Nem a primeira linha….nem a segunda linha…. A borracha do pe de pato dos marinheiros fica ressecada….não tem pés molhados….não vêm água… Enquanto a MB focar apenas em seus proprios navios….sua voz sempre será olvidada…ninguem escutará… Não há inimigos, muitos aqui mesmo defendem quase uma guarda costeira, e sequer existe Marinha Mercante para ser defendida…sempre parecerá um soldado procurando por guerra para justificar sua existencia….então veja qe absurda…fica sozinha de pires na mão… Ela precisa ser esperta e focar em aliados verdadeiros, patrocinando estaleiros e armadores nacionais. Projetos simples que possam alicerçar… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Respeitosamente discordo Carvalho. Não vejo a marinha brasileira fazendo nada de diferente das demais marinhas,
e se ser diferente é tão fácil porque as outras não são ?
.
A marinha brasileira não terá “destroyer” e sim fragatas leves, bons submarinos, mas, nada de extraordinários e
esticará ainda mais a vida de alguns navios “velhos” e é o que se pode fazer no momento.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
9 meses atrás

Mestre Dalton,

Eu sou um otimista, mas ser otimista implica em visualizar mudanças de estratégias e abordagens

Se a MB não mudar sua abordagem, nem o otimismo irá subexistir…

Já tivemos 20 naves de superfície, depois 15, depois 9…e agora terei 4 se a fila andar

Subs já foram 9, depois 7 agora 5 , 4, ….

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

O Brasil ja construiu navios que poderiam ter esta versatilidade.

Em 94, o Estaleiro Maua lançou o IMO 8508369 Global Africa.

Um Ro-ro Container ship de 175 metros de comprimento por 26 de boca

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Notar que ele tem um túnel que chega até o convés superior, onde existe uma porta no estilo guilhotina
comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Aqui com a porta do convés superior abertacomment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Visão da porta de embarque de popa.comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Foi baseado nele que montei um modelo de mesmas dimensões, mas com uma licença poética de design adaptado a uso militar. A principal alteração estrutural residiu em substituir aquele tunel de acesso ao convés, por um elevador.

https://projetosalternativosnavais.wordpress.com/wp-admin/upload.php?item=951

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

comment image

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Carvalho2008, que programa você usa pra desenhar suas propostas?

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Alex Barreto Cypriano
9 meses atrás

Sketchup

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Uso sketchup para o desenho e para a maquete, o sketchup tem um módulo programa que precisa ser baixado chamado “unfold. Com ele você consegue no estilo papermodel imprimir em cartão as peças e montar o modelo

Mas já ando meio sem paciência e com preguiça, as impressoras 3D estão ficando baratas e logo vai compensar vc imprimir o seu próprio modelo 3D

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

Obrigado, Carvalho2008. Belo trabalho, parabéns.

Kemen
Kemen
Reply to  carvalho2008
9 meses atrás

A extrutura base de um projeto com muitas aplicações, abaixo o detalhamento das variantes que foram aplicadas ao coceito de uma extrutura basica padrão.

https://en.wikipedia.org/wiki/Expeditionary_Transfer_Dock#Expeditionary_Mobile_Base_(ESB)_variants

Kemen
Kemen
9 meses atrás

Me impresiono com a especialização da US Navy, tem navio para todo e qualquer tipo de operação, maior especialização significa maior eficiência e maior gasto também, mas quem pode… pode.

Fabio Mayer
Fabio Mayer
9 meses atrás

Isso é parte da chamada “frota auxiliar”?

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Fabio Mayer
9 meses atrás

Yes

Inglaterra com RFA ( Royal Fleet Auxilary) e Americanos com MSC….

Tomcat
Tomcat
9 meses atrás

Sei que não foi feito para ser bonito, mas ser funcional. Mesmo assim, eita trem feio!!!!

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
9 meses atrás

Se são semi submersíveis, então devem ter amplos tanques de lastro. Tem navio civil semi submersível que faz transporte de plataforma de petróleo (ou algum Burke porrado), e eles tem um design interno especial, cheio de recursos sofisticados que não se suspeita olhando de fora. Imagina a soma de parâmetros civis e militares nas ESB.
Curioso que sejam algo top heavy (graças ao convôo) – deve ser um problema dos infernos semiimergir um treco top heavy, já que nessa condição o menor descontrole causa o naufrágio do bote. É isso mesmo?

Dalton
Dalton
Reply to  Alex Barreto Cypriano
9 meses atrás

Alex…
.
apenas os dois primeiros classificados como “ESD” Expeditionary Transfer Dock, USNSs Montford Point e John Glenn que não possuem um convés de voo, são “semi submersíveis” e podem embarcar até 3 “hovercrafts”.
.
A partir da terceira unidade modificações foram feitas como a inclusão de um convés de voo e hangar e estes não são semi submersíveis e foram reclassificados como ESB Expeditionary Mobile Base.
.
abs

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  Dalton
9 meses atrás

Obrigado, Dalton. Eu estava mal informado sobre as diferenças entre os ESD e os ESB.
Mas continuo curioso sobre os arranjos internos destes vasos, particularmente abaixo do convés submersível (ESD) ou convés de missão (ESB). Existe algum infográfico mostrando isso?
Abraço.

Dalton
Dalton
Reply to  Alex Barreto Cypriano
9 meses atrás

Provavelmente Alex, material mais detalhado, só através de alguma assinatura de revista ou “site”.