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O sortudo ARA Bouchard

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arabouchard

O navio da foto acima é o destróier ARA Bouchard, da Armada Argentina, que participou da Guerra das Malvinas em 1982.

O navio era o ex-USS Borie (DD704), pertencia à classe “Allen M. Sumner” e escoltava o cruzador General Belgrano no dia do seu afundamento pelo submarino nuclear britânico HMS Conqueror.

Segundo ex-tripulantes do destróier argentino, o terceiro torpedo lançado pelo submarino britânico acertou a popa do Bouchard, mas não por impacto direto, causando apenas algumas avarias leves.
Diferentemente dos navios da mesma classe operados pela Marinha do Brasil, o Bouchard foi modernizado na Argentina, recebendo mísseis mar-mar MM38 à meia-nau, que podem ser vistos clicando-se na foto. O destróier foi desativado em 1984.

Na foto abaixo, o Bouchard quando ainda era o USS Borie (DD704) da US Navy, na Segunda Guerra. Ele recebeu três Estrelas de Batalha naquele conflito, tendo inclusive sido acertado por um avião kamikaze, que matou 48 de seus homens e feriu 66.

Apesar das sérias avarias, o navio não afundou. Na Guerra da Coréia, ganhou mais quatro Estrelas de Batalha e também participou da Guerra do Vietnã.

uss_borie

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João Moro
João Moro
6 meses atrás

Haja sorte, hein!?

João Adaime
João Adaime
6 meses atrás

Um pouco de sorte aliado a uma construção robusta, como todo navio de combate deve ser.

Marcos R.
Marcos R.
Reply to  João Adaime
6 meses atrás

Imagine se fosse um daqueles navios Bambi da Navantia, nem levando uma carga de pés de coelho teria sorte suficiente…

PY3TO Rudi
PY3TO Rudi
Reply to  João Adaime
6 meses atrás

Navio com cara e garra de navio de Guerra.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
6 meses atrás

Esse merecia ser um museu.

JT8D
JT8D
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
6 meses atrás

Pois é, sobreviveu a três guerras!

Astenovaldo
Astenovaldo
Reply to  JT8D
6 meses atrás

Quatro! Segunda Guerra, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã e Guerra das Malvinas!

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Astenovaldo
6 meses atrás

E levando chumbo e não se entregando.

carvalho2008
carvalho2008
6 meses atrás

Parece até o Lucky Lou…..o bicho parece ter 7 vidas…

Peter nine nine
Peter nine nine
6 meses atrás

Um pequeno grande guerreiro, duro de roer, portanto.

Mauro
Mauro
6 meses atrás

Sobre esse navio, o que pegou como fato negativo que não faz jus a sua história, foi que ele e a outra escolta do Belgrano bateram em retirada em plena batalha, enquanto o cruzador afundava depois de atingido pelo HMS Conqueror, com seus tripulantes a deriva, faltou bolas. Lembro que naquelas batalhas épicas da WWII no Pacífico, acho que foi contra o gigantesco Couraçado Yamato, um comandante de um destroyer da US Navy investiu sozinho contra o Yamato a toda velocidade em plena batalha, tentando se aproximar dele para um ataque com torpedos, passou por outro navio dos EUA e… Read more »

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Reply to  Mauro
6 meses atrás

Isso se chama combater em vão, sem critério nem objetivo. Pode parecer muito comovente e heróico nos filmes de guerra mas na vida real é desperdício de homens e meios, um suicídio.
Se o capitão desse barco tivesse escapado com vida, certamente seria levado a corte marcial.

Dalton
Dalton
Reply to  Dr. Mundico
6 meses atrás

Não seria não pois era importante proteger os NAes de escolta então, não foi um ataque “em vão”.
.
Quanto aos dois contratorpedeiros argentinos eles estavam distantes do cruzador e nem perceberam o que estava acontecendo, não houve covardia.

João Gabriel
João Gabriel
Reply to  Mauro
6 meses atrás

Mas é aí que ta a diferença, eram AMERICANOS e não argentinos…

Adriano
Adriano
Reply to  Mauro
3 meses atrás

Há informes de que devido às condições de visibilidade muito precárias, os navios-escolta demoraram a perceber o que havia acontecido de verdade com o Belgrano

Dalton
Dalton
6 meses atrás

Interessante que o indicativo “26” foi apagado do casco, talvez por conta da guerra de 1982, mas, não tenho certeza.
.
Quanto ao navio ter sobrevivido à quatro guerras, deve-se levar em conta que o curto período em que ele serviu na Coreia e Vietnã prestando apoio de fogo, não foi ameaçado, não apenas pela pouca capacidade do inimigo de atacar alvos no mar como pela presença dos NAes da US Navy como visto no ataque em 1964 ao contratorpedeiro “Maddox”, também da classe “Allen M Sumner”, mas, não modernizado como o “Bouchard”.

Valter Sales
Valter Sales
6 meses atrás

Pelo amor do divino…..
48 mortos em um ataque kamikaze…..+ 64 feridos. …, praticamente metade da tripulação do navio.
Não me admira nada não haver muita tergiversação ao se lançar ataques nucleares contra o Japão. Além é claro do Stálin ter dado uma “motivação” a mais movendo uns milhões de soldados para o Pacífico.

Danilo
Danilo
6 meses atrás

Verdade, um excepcional velho guerreiro !

BZ

Pedro Moura
Pedro Moura
6 meses atrás

Galante,

Comparando as duas fotos não parecem ser o mesmo navio. Saberia dizer que modificações foram feitas, tendo em vista os Ex-D25 Marcílio Dias – no qual servi – e Ex-D26 Mariz e Barros serem da mesma classe?

Abraço em todos da trilogia e foristas

Pedro Moura
Pedro Moura
Reply to  Alexandre Galante
6 meses atrás

Valeu Galante. Li o artigo e os comentários. Jacubão ficou devendo as artes dos demais. KKKKK. Servi no Ex-CT Maranhão depois de chegar da EAMCE, em 1989, e como ele citou “o cara tinha que ter estômago de titânio para servir nesses navios, pois jogavam absurdamente, mas eram extremamente difíceis de afundar.” No tocante a terem servido “de alvos nos testes de EXOCET e não afundavam com o impacto desses mísseis. Só iam a ‘caveira’ com os torpedos dos submarinos”, isso demonstra uma capacidade e peculiaridade que parece faltar nas novas embarcações. Digo isso após servi em classes novas e… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Pedro Moura
6 meses atrás

Não que faça muita diferença, mas, os D 25 e D 26, adquiridos no início da década de 1970 pertenceram à classe “Gearing” uma evolução da classe “Allen M Sumner” sendo cerca de 5 metros mais compridos.
.
Os “Gearings” foram equipados com o “ASRoc” após serem modernizados, embora não estivessem operacionais nos dois exemplares da marinha brasileira enquanto os “Allen M Sumner” não receberam e dos 5 adquiridos pela marinha brasileira o Mato Grosso D 34 foi menos modernizado não dispondo de convés de voo e hangar.

Pedro Moura
Pedro Moura
Reply to  Dalton
6 meses atrás

Realmente Dalton… eu que me enganei. Obrigado pela ajuda.

M65
M65
6 meses atrás

Outro sortudo foi o Cruzador da USN Saint Louis. O Luck Lou estava no ataque em Pearl Harbor e escapou ileso. Foi torpeado na proa e. noutra batalha atingindo por Kamikaze e continou firme . Foi vendido para nós e foi denominado Tamandaré. “Em 11/1955 por questões políticas, o Tamandaré deixava a Baía de Guanabara, levando a bordo o presidente da República em exercício, Carlos Luz. Conduzia ainda Carlos Lacerda e autoridades civis e militares. De terra, foram disparados tiros de canhões, lançados pelas várias fortalezas existentes na costa” . Escapou incólume !!! Felizmente !!! Deu baixa e vendido para… Read more »

Fernando (Dragon44)
Fernando (Dragon44)
6 meses atrás

pena que virou sucata em 1984

Otto Lima
6 meses atrás

Não é só a sorte, é um navio de guerra raiz.

jonas123
jonas123
6 meses atrás

Na imagem dele na altura da Guerra das Malvinas, o navio não parece dispor de qualquer armamento anti-aéreo. Terão retirado todos os canhões de 40mm?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  jonas123
6 meses atrás

Na modernização FRAM realizada nos EUA nos anos 60, e que era voltada ao emprego ASW como prioridade, o que restava de armamento antiaéreo antigo era retirado.

jonas123
jonas123
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
6 meses atrás

Obrigado. Portanto, contra os Sea Harriers não tinham qualquer defesa, se um surgisse.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  jonas123
6 meses atrás

Os canhões originais de 40mmL60 da década se 1940, de cadência relativamente baixa para as necessidades dos anos 70/80 e com munição sem espoleta de proximidade (explodiam só por impacto ou por autodestruição) não ajudariam tanto assim contra jatos transônicos. A bateria de seis canhões de 127mm, estes sim com munição com espoleta de proximidade (se disponível no estoque da ARA) ao menos ajudaria a complicar um pouco as eventuais corridas de ataque dos Sea Harrier, a distâncias maiores de engajamento, caso aparecessem. Praticamente fariam uma barragem. Nos anos 80 o que faria alguma diferença era canhões mais modernos de… Read more »

jonas123
jonas123
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
6 meses atrás

Agradecido pela explicação Fernando.

Dalton
Dalton
Reply to  jonas123
6 meses atrás

Complementando o Nunão, a capacidade anti submarina também era bastante “pobre”. O pequeno hangar originalmente abrigou um pequeno helicóptero não tripulado, mas, o programa não teve sucesso na US Navy e mais tarde brasileiros optaram pelo “Wasp” e argentinos pelo “Alouette III” helicópteros pequenos e pouco sofisticados. . Os contratorpedeiros da II Guerra modernizados na década de 1960 pouco podiam contra modernos submarinos e aeronaves, 20 anos depois, mas, ainda eram necessários para outras funções como ajudar no combate a eventuais incêndios no navio sob escolta, reboca-lo se avariado, evacuação de feridos, investigar navios suspeitos, reconhecimento a frente do navio… Read more »

Marco
Marco
5 meses atrás

Os Ingleses sabiam que a frota argentina ao sul seria uma grande ameaca, os dois Fletcher mais o Cruzador planejavam supreender a frota britanica logo apos o ataque dos Skyhawks do 25 de Mayo ao norte, mas o destino mudou.tudo o 25 de.Mayo havia plotado a frota Inglesa com seus Trackers a noite, mas na manha do ataque nao havia vento para lancar os Skyhawks com carga maxima de combustivel e bombas, nao houve o ataque. Um Harrier localizou a frota do 25 de Mayo e foi perdida a oportunidade do ataque, os Ingleses se retoraram para leste para ficar… Read more »