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U.S. Navy desenvolve conceitos de navios não tripulados

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WASHINGTON – O chefe do Fleet Forces Command da U.S. Navy ordenou que a força de superfície desenvolva um conceito para operações em embarcações não tripuladas de superfície grandes e médias, de acordo com mensagem de 19 de dezembro obtida pelo Defense News.

A mensagem que foi coordenada com as U.S. Naval Forces Europe e U.S. Pacific Fleet, dirige o Esquadrão de Desenvolvimento de Superfície para desenvolver conceitos para a organização, tripulação, treinamento, equipamento, manutenção, introdução e integração operacional do Medium Unmanned Surface Vehicle (MUSV) e Large Unmanned Surface Vessel (LUSV) com unidades flutuantes individuais, bem como com grupos de ataque de porta-aviões, grupos de ataque expedicionários e grupos de ação de superfície”, diz a mensagem.

A mensagem vem depois de uma longa batalha com o Congresso dos EUA para garantir financiamento para combatentes de superfície não tripulados, durante a qual os membros expressaram ceticismo de que a U.S. Navy sabia o suficiente sobre o que estava desenvolvendo para justificar o financiamento. Por fim, a Marinha recebeu fundos apropriados para comprar dois grandes navios de superfície não tripulados, mas o Congresso a proibiu de equipá-los com tubos de lançamento verticais, como era pretendido.

Os conceitos de operações (ou “CONOPS”) destinam-se a definir o que seria considerado “capacidade operacional inicial” para USVs médios e grandes e definir o que essas plataformas devem fazer.

“O veículo de superfície não tripulado médio será uma embarcação de grande autonomia com capacidade para transportar várias cargas modulares”, diz a mensagem. O grande navio de superfície não tripulado será uma embarcação de grande autonomia, equipada com células do sistema vertical de lançamento (VLS).

“O veículo de superfície não tripulado médio se concentrará inicialmente em cargas úteis de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) e sistemas de guerra eletrônica (EW), enquanto o grande navio de superfície não tripulado se concentrará em guerra de superfície (SUW) e missões de ataque.”

A mensagem direciona o Esquadrão de Desenvolvimento de Superfície, criado no ano passado para incorporar novas tecnologias como o DDG-1000 e o Sea Hunter na força, para examinar várias áreas de consideração.

O grupo examinará o comando e o controle de plataformas, bem como os possíveis desafios com interoperabilidade e comunicação; examinará problemas com base, manutenção e suporte às novas plataformas; analisará o que os navios precisarão em termos de sensores, computadores e vários sistemas de suporte; e analisará que tipo de treinamento e pessoal serão necessários para apoiar operações não tripuladas.

O grupo deve ter um primeiro rascunho até fevereiro e um rascunho final preparado até setembro deste ano. Por fim, o trabalho do grupo visa ajudar com os requisitos de aquisição.

Conceito do Medium Unmanned Surface Vehicle (MUSV) da Austal

A Marinha recentemente emergiu de uma contundente luta com o Congresso por seus projetos de integração de navios não tripulados à força de superfície.

Os líderes da Marinha reconheceram o ceticismo do Congresso em comentários públicos. Em outubro, o alto oficial de requisitos da Marinha disse à platéia na Expeditionary Warfare Conference em Annapolis, Maryland, que a plataforma será difícil de desenvolver.

“Não quero ser polêmico quanto a isso: vai ser difícil”, disse o vice-almirante Jim Kilby, vice-chefe de operações navais para requisitos e capacidades de combate. “E quando resumimos isso, vamos direto para o canto superior direito do espectro de dificuldades.

“Então, estamos trabalhando com a comunidade de aquisições para lançar um programa de teste e competência, para que possamos obter algo para os combatentes que eles possam usar com confiança”.

O que o Congresso quer ver é um desenvolvimento mais gradual e uma prova de conceito antes de comprometer um financiamento sério, disse Kilby a repórteres após suas observações.

“O que acho que eles estão interessados ​​é ‘No Bloco I terei os seguintes recursos e vamos testá-los da seguinte maneira, e vocês poderão ver os resultados desse teste'”, disse Kilby. “Para avançar para o Bloco II e o Bloco III eles estão interessados ​​em acelerar o processo e criar confiança, alcançar esses recursos e poder acompanhá-lo.

Vamos falar sobre essa primeira instanciação: talvez indo do ponto A ao ponto B, seguindo os Regulamentos Internacionais para Prevenção de Colisões no Mar, na hidrovia. Bem, isso serve a vários propósitos do ponto de vista operacional. E se essas plataformas puderem fazer isso, talvez eu possa adicionar capacidade à medida que me provar desse conceito.”

A mensagem do Fleet Forces Command descreve a estratégia de aquisição da Marinha como “uma abordagem em bloco rápida e iterativa para desenvolver, testar e empregar novos recursos alinhados com o Plano de Evolução da Capacidade de Superfície” que estabelece planos para uma futura força de superfície.

O Congresso aprovou os dois LUSVs solicitados pela Marinha, mas a proibiu de instalar um sistema de lançamento vertical (VLS) e retém o financiamento até que o principal oficial de aquisições da Marinha os informe sobre o caminho a seguir para esses sistemas.

“A capacidade de atualização incremental para um sistema de lançamento vertical pode ser tratada nos próximos anos fiscais”, dizia o acordo entre os apropriadores da Câmara e do Senado. “Está previsto que os fundos possam ser concedidos para o projeto conceitual dos futuros LUSVs até que o Secretário Assistente da Marinha (Pesquisa, Desenvolvimento e Aquisição) informe os comitês de defesa do Congresso sobre a estratégia de aquisição atualizada para navios de superfície não tripulados”.

FONTE: Defense News

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Marcelo R
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Marcelo R

E nos aqui no “oitavo mundo” , ainda vamos assinar um contrato para construir navios com 140 pessoas…

Dalton
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Dalton

São apenas “conceitos”. Novos DDGs já foram encomendados e o programa do “LCS” que envolve duas tripulações para cada unidade está no fim e será substituído por um programa mais conservador de fragatas, além de muitos outros programas em andamento como NAes, anfíbios, submarinos ,navios tanque, navios de salvamento, etc, todos tripulados, esse ainda é o futuro.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Caro Dalton, já se fala em apenas uma tripulação pros LCSs…

Dalton
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Dalton

Oi Alex…apenas 3 meses atrás a US Navy anunciou que a meta é ter 66
tripulações para LCSs em 5 anos o que significa que das 4 unidades de uma divisão, 3 terão duas tripulações, enquanto a quarta unidade fica para treinamento com uma, nada de novo aí.
.
Essas 66 tripulações a grosso modo serão suficientes para 24 LCSs com duas tripulações mais 8 LCSs para treinamento com uma tripulação além dos 4 primeiros que já possuem apenas uma tripulação por serem apenas unidades para testes.
.
Até dezembro a proposta ainda era essa pelo que sei.
.
abs

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Você está correto, assim está o arranjo das tripulações, hoje. Mas parece que existem pontos sensíveis nesse arranjo gold/blue crews, conforme esse oficial relata:
https://www.usni.org/magazines/proceedings/2020/january/it-time-single-crew-lcs
Claro que uma opinião não tem poder vinculante ou legal mas, se racional e fundamentada, pode escalar até algum decisor. Enfim, apenas achei curioso e comentei.
Abraço, Dalton.

nonato
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nonato

Se o problema é ter alguém para conversar por rádios e mudar de curso, sugiro colocar de 1 a 10 homens em cada nevio desses.
Ou deixá-los só em tempo de paz.
Em tempo de guerra é esquecer isso.
Esse pessoal complica…

Augusto L
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Augusto L

Mas nos somos um economia de salários baixos e eles de altos, a redução não é somente pelo aumento de produtividade mas também pela falta de pessoas para função.
Seria bom a MB tentar aumentar a produtividade e na tentativa de diminuir os custos de pessoal mas não é necessário adotar medidas iguais as de economias avançadas ja que essas funções aqui são bastante concorridas, ou seja , há mão de obra de sobra.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

E nos sete outros mundos também haverá diversos contratos na próxima década de navios com 100, 200, 300, 1000 tripulantes, dependendo da classe do navio. O que inclui a USN. Até o conceito se firmar, muito tripulante ainda vai embarcar.

Cristiano de Aquino Campos
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Cristiano de Aquino Campos

Só que aqui, a marinha queria 200 homens numa corveta de 3000T, quando estamos na era daa fragatas com o dobro do tamanho e a metade desse número de tripulantes. E olha que não estou falando nem dos mais avançados.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Cristiano, acho que você exagerou um pouco. Falou em 230 pessoas num comentário, 200 neste aqui, mas o número era menor. Veja quais eram as características pretendidas para a classe Tamandaré em 2014, quando ainda se tratava do projeto do CPN, cujo deslocamento carregado era de cerca de 2700 toneladas: “Guarnição: capacidade para alojar 165 pessoas, entre tripulantes, MEC’s e DAE” https://www.naval.com.br/blog/2014/10/29/euronaval-2014-caracteristicas-das-corvetas-tamandare-e-do-npaoc-br/ Lembrando que mesmo esse número de 165 era divulgado como capacidade de alojamento, não o número de tripulantes. Essa quantidade é certamente maior do que alguns exemplos de navios de outras marinhas, não estou negando isso no seu… Read more »

Cristiano de Aquino Campos
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Cristiano de Aquino Campos

Não reclame, tivemos um avanço evolutivo. A ideia original era ter 230 tripulantes na corveta.

Esteves
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Esteves

Copiaram os conceitos do Carvalho.

Malditos.

carvalho2008
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carvalho2008

KKKK…vou parar de postar….não fiz a patente….kkkk

Battlefield
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Battlefield

Muito interessante, principalmente se pensarmos em economia de custeio de pessoal.
Mas não sei porque, ainda fico temeroso de algum inimigo extremista conseguir, de alguma forma, assumir o comando de um navio desse estando municiado com projéteis nucleares, seria uma catástrofe…

ednardo curisco
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ednardo curisco

Um estudo desses não é só para navios que estarão prontos daqui a 50 anos.

Um conceito desses ajuda a forçar a imaginação e criatividade para automatizar navios já do presente.

Exemplo, na hora que se pensa num navio que não precisa de pessoas na casa de máquinas, já abre espaço para ideias que ajudem a automatizar mais e mais os navios atuais.

Quem pensaria 60 anos atrás que uma fábrica de carros poderia ter inúmeras atividades finas substituídas por máquinas? Se alguém não tivesse proposto isto e trabalhado para tanto ainda haveria muito processo manual.

Ribeiro
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De fato são projetos para longo prazo, mas acredito ser uma ótima aposta. Uma frota de pequenas embarcações em um grande perímetro destinada a ASW facilitaria muito a defesa de um strike group.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Todos eles são suplementares pra número e capacidade, não vão combater sozinhos (quando seriam plenamente autônomos). ‘I prefer to keep humans in the loop’. Sem pânico, pessoal.

MMerlin
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MMerlin

Devido a esta automatização vejo um investimento maior em LHD’s que podem servir de base para uma quantidade razoável de aeronaves e embarcações menores não tripuladas.
Com custo mais baixo de construção e operação que os atuais NAe’s, poderão estar distribuídos de modo mais amplo pelo globo e permitir uma atuação mais ágil em diversos tipos de operações, inclusive pacíficas ou de resgate.

carvalho2008
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carvalho2008

é uma hipótese razoavel….

carvalho2008
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carvalho2008

Não pensem na skynet que seria o mais complicado…. Pensem no mais objetivo e óbvio…. Posso ter uma task com 4 fragatas se destacando do corpo principal da frota para atacar ou defender algo…. Mas posso ter 1 unica fragata acompanhada por 3 navios não tripulados funcionando como drones remotos. A estação de combate do navio principal e tripulado comanda os 3 drones….. Plenamente factivel e ao alcance até das tecnologias civis atuais….. O que falta, é exercitar o conceito e jogos de guerra para validar os benefícios e defeitos… Ja cantei esta bola a mais de 10 anos… Não… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

Em complemento…

…até de alvo e chamariz para proteger o navio principal e tripulado ele serve….

O que não cabe numa fragata desenhada a 20 anos atras quando a tecnologia nem chegava próximo disto…passaria a caber nestes navios drones….

sempre falo e repito…a evolução tecnologia atropela a si mesma num espaço pequeno de 10 anos….e será assim cada vez com mais força….

Estamos vendo mais uma vez, o “Crepúsculo dos Encouraçados” no século 21….

Muito projeto de navio irá para o saco….feito para 50 anos….obsoleto em 15….

Augusto L
Visitante
Augusto L

Carvalho acho pouco provável esses drones servirem na linha de frente, até porque quem vai fazer o controle de danos das embarcações ?

Provavelmente serviram na proteção de bases e na função anti-minas, inicialmente

Carvalho2008
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Carvalho2008

Haveria que nivel de controle de danis num barco drone???

Haveria??? Não haveria??? Que nivel???

Que dano?

Carvalho2008
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Carvalho2008

Kkk pareceu o Mussum….onde se lê, que danis, leia-se que “que dano”…

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Vamos pensar que o barco poderia ser muito mais barato chegando até a ser descartavel? Sem acomodação para pessoas, areas de comando, feridos para serem cuidados, enfermarias, refeitorios, viveres, higienização diaria, etc, etc, etc. Devera ser apenas uma plataforma confiavel para executar o serviço, que é o de disparar as suas armas nos alvos. Faz sentido. Como já foi dito por aqui, a tecnologia avança em galope rapido. E as pecinhas mais caras do arsenal americano são os seus soldados/marinheiros/aviadores.

carvalho2008
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carvalho2008

Muito bem colocado

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Carvalho, postei ontem nesse post (não sei porque não aparece) que estava apenas a contemplar a China a lançar centenas de navios “analógicos” quando o seu maior inimigo vem com uma ideia mais simples como essa. Drone não sangra e pode ser bem mais atrevido para executar as suas missões, até certo ponto sendo descartavel. Os Yankes possuirão drones e os Chinas Ilhas fake estáticas… como diria o Bruno Henrique… “outro patamar”… “outro jogo”… “outro desafio”… cheirinho de “escudo anti-misseis a moda dos ano 80 do seculo passado” no ar. As torcidas vibram.

MMerlin
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MMerlin

Lembrando que embarcações não tripuladas normalmente necessitam de comunicação com o centro de controle. Toda comunicação deixa rastros. Algumas medidas podem ser adotadas com criptografia e mascaramento do ponto de origem, mas nenhuma realmente efetiva para modo stealth. Existe duas tecnologias que trarão um razoável avanço (no sentido citado) os meios militares no que tange a comunicação. O primeiro já deve estar sendo utilizado em protótipos e, não duvido, em equipamentos entrando em produção, que é o redirecionamento preciso de sinal. Algo similar as antenas repetidoras de sinal para transmissão de dados. O apontamento de ambas as antenas necessitam de… Read more »

MMerlin
Visitante
MMerlin

Desconsiderem a palavra “Lazer” e entendam por “Laser”. Ultimamente minhas férias estão limitadas a uns dois finais de semana por mês, então a mente já quase nem lembra o que é um “lazer”, rs.

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

Mestre MMerlin,

calma com a confusão que possa se estabelecer em necessidade stealth ou tecnologia stealth….

mesmo um DDG 1000, estará emitindo ondas de seu radar ativo ligado….

e isto ocorre com todos, um MAGE detecta estas ondas…portante, emitir para comandar o navio não é necessariamente um problema.

E de fato, eu por em minhas exemplificações, defendo o uso da transmissão de dados via laser.

Já é tecnologia comercial e algumas empresas usam para transmitir dados seguros entre prédios por mais de 10 km ou 20 km de distancia.

MMerlin
Visitante
MMerlin

Carvalho. Existe sim. Mas a dificuldade é manter o apontamento quando tratamos de objetos móveis. Se ajustar um feixe de 1mm entre o emissor e o receptor, a uma distância de 500 metros já é razoável, imagine com um deles em movimento.
O laser também é mais sucetível a intempéries.
Também existe a questão energética, que. influencia diretamente na quantidade de dados e distância.
Mas confesso que podem existir tecnologias que tenham conseguido contornar algumas destas desvantagens.

Carvalho2008
Visitante
Carvalho2008

Vc viu o video que postei? A torre é estabilizada faz um track no receptor. E isto porque eu industria civil, imagine no aprimoramento militar que já acostumado com isto

MMerlin
Visitante
MMerlin

Eu vi. Mas existe uma diferença muito grande entre uma torre oscilando devido as condições do tempo e a comunicação via satélite entre equipamentos que estão em amplo movimento. A principal variável que expande a dificuldade é a distância. Quanto maior, mais rápida e precisa deve ser a ação de correção. Apenas E veja bem, não estamos falando sobre uma transmissão de dados normal. Uma navegação de internet ou telefônica com atraso de um segundo devido a perda de dados aguardando alinhamento (que com certeza deve ter um certo delay) não é crítica. Bem diferente do controle de equipamentos autônomos… Read more »

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

é o contrário mestre….quanto mais distante, menor é o angulo de correção na origem, pois 3 graus a 10 km dá uma movimentação incrivel de cone. Mas sim, tem de ajustar bem isto, mas seria de baixa complexidade. Estamos falando aqui, mas tenho certeza que já até fito para algum equipamento naval. A munição volcano 76 mm já faz isto para alvos aereos e de superfície, ela é iluminada por dois cones de laser…um que foca o alvo e outro que faz o “tubo virtual de luz” por onde o missil deve percorrer até chegar perto e travar e impactar… Read more »

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

o Laser para distancias de 10km ou 20 km é muito bom pois não emite radiação para ser detectada por MAGe, trafega dados de altissima velocidade e é imune a interferencia eletronica.

MMerlin
Visitante
MMerlin

Nisto eu concordo contigo.

MMerlin
Visitante
MMerlin

Quanto mais distante, menor é o ângulo de correção. Mas quando mais distante, maior é o desalinhamento em caso de movimento. Como referência, para este assunto, podemos utilizar o uso de um telescópio. Focalizar itens próximos é muito mais simples do que itens a longas distância. Claro, estamos falando de planetas a distâncias bem maiores. Mas serve de comparativo. O que influencia no caso mais complexo: rotação (da terra), translação (de ambos os planetas) e micro-vibrações existentes mas não perceptivas. Existem telescópios que fazem o alinhamento automático. Mas não quando o observador e o observado estão em movimentos medianos e… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

É o que enxergo. Dane-se os drones.

Se até as corvetas atuais estão sendo montadas para dispensar dezenas de mísseis, as fragatas dos anos 2050 deverão privilegiar MAGE e mísseis.

3 ou 4 para cada fragata.

Filme Prometeus. Filme Marte Planeta Vermelho.

Manda “exploradores” na frente. Dois de superfície, dois imersos. Eles serão os escoltas das super fragatas por um custo 4 vezes menor que o porta-aviões.

Essa guerra do futuro vai passar na Netflix.

Burgos
Visitante
Burgos

Prevejo bastante trabalho para o pessoal do T.I da U.S. Navy mais as Empresas desenvolvedoras para a criação de uma I.A para esse fim !!!
Mas nada que com o tempo possa ser criado e colocado em prática !!!
Por quê não ?! 🤔

Marcelo Danton
Visitante
Marcelo Danton

“Jameiam” e pegam tudo do navilzão “abandonado” nos confins dos mares. Acho muito complicado isso. Voando é uma coisa…nos mares e na terra acho que fica mais fácil pegar a “coisa inteira”

MMerlin
Visitante
MMerlin

Um equipamento até pode ser jammeado, mas pegá-lo é outra história.
Normalmente, qualquer tentativa de “jammeamento”, o equipamento começa a trabalhar em modo autônomo e é instruído para retorno ao seu ponto de partida.

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

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Carvalho2008
Visitante
Carvalho2008

Exemplo grafico

nonato
Visitante
nonato

No caso de um vant, a vantagem é que é pequeno, menos visível e pode ficar longos períodos no ar.
No caso de navios, qual seria o objetivo?
Mais stealth não ficaria.
Acho que um maior grau de automação, seria útil para reduzir drasticamente o número de tripulantes.
Não precisa ser não tripulada.
Com menor tripulação, reduz-se custos.
Mas acho que em termos de tecnologia de guerra só fariam sentido se mudar as tecnologias de armas ou se forem embarcações pequenas pela furtividade ou em apoio a navios maiores.

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

Uma balsa de plataforma de armas suplementares a um navio novo ou antigo….

mais alvos para o adversário ter de se preocupar….

Qual dos sinais o missil do adversario teria de travar e atingir? Os navios principais e tripulados, ou os drones? como o adversario pode identificar em face dos “n” artificios de emissão e eco radar?

Hoje em dia, já é uma tarefa hercúlea você penetrar o cinturão de defesa de uma frota e conseguir disparar 5 ou 6 misseis com kil….imagine tendo imagens duplicadas, triplicadas, quintuplicadas…

quantos misseis voce precisará…?

Cristiano de Aquino Campos
Visitante
Cristiano de Aquino Campos

Tem algumas questões:
Como ele vai evitar abordagens indevidas e como vai diferenciar um barco inimigo de um civil ou um civil disfarçado?
E se for raqueado?

Ricardo Bigliazzi
Visitante
Ricardo Bigliazzi

Tudo hoje pode ser raqueado, até um Su-57 que levanta voo para treinamento e repentinamente tem uma “pane” em seus sistemas e acaba se espatifando no chão. Partindo desse pressuposto nada mais pode ser fabricado dentre esse conceito de uso de alta tecnologia. Já pensou quantos aviões comerciais da Boeing não poderiam ser raqueados e derrubados nesse instante nas regiões limitrofes do Irã, recheados de incautos americanos??? É um jogo de gato e rato, certamente o conceito é “inovador” e muita coisa vai ser desenvolvida acredito que algumas mais rapidamente do que as pás de rotores de alta tecnologia das… Read more »

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

Mas voce pressupõe que ele operaria sozinho….

Você pode substituir 4 fragatas em formação, por 1 fragata + 3 Drones ….

Sempre haveria uma fragata proxima e comandando…

Esteves
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Esteves

Se o combatente de superfície terá 20 ou 150 tripulantes isso é ajustável. O Congresso, dono do dinheiro, quer desenvolvimento em blocos para testes e resultados. Passou, ganha mais. O embate entre a Marinha e o Congresso é o uso do dinheiro. Querem ganhar confiança testando em hidrovias para depois não lamentar colisões no mar que acontecerão como acontecem colisões em terra com veículos autômatos. Fará parte da vida como colisões no ar entre e com veículos aéreos. É uma abordagem avançada quando comparamos com os europeus antiprativos e chiques e um gosto de “nem imagino como isso funciona” das… Read more »

Esteves
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Esteves

Antipraticos.

ednardo curisco
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ednardo curisco

Vamos jogar a real… numa guerra moderna e de alta intensidade, qual seria a taxa de sobrevivência de navios e tripulação? Vamos pegar a guerra das Malvinas: – os hermanos perderam o Belgrano e só não perderam quase toda a frota porque fugiram para os portos – os ingleses perderam vários navios caríssimos para bombas burras, uma aviação operando além do limite de alcance e apenas 5 exocet. Não se fala muito disso, mas numa guerra de maior escala a taxa de sobrevivência dos marinheiros seria mínima. Mesmo nações mais poderosas teriam perdas altíssimas posto que largar um enxame de… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

Correto, drones e munição inteligente miniaturizada já são uma realidade inconteste.

Encontramo-nos apenas na ultima fase desta revolução de conceitos, na qual seria o “como” fazer para que este armamento possa chegar próximo o suficiente para o ponto de lançamento.

Mas sem dúvida em se chegando, não existe armamento a bordo dos navios para combate-los. Mesmo que fragatas sejam transformadas em mini encouraçados, recheando seu convés de duzias e duzias de estações de .50 automatizadas, um enxame é bem dificil se ele chegar….

ednardo curisco
Visitante
ednardo curisco

e num preço muitíssimo mais barato. Pelo preço de um tomahawk posso lançar 3 dezenas de drones baratinhos. Se não destruírem bem o alvo, no mínimo estressa a defesa e pode esgotar suas munições e reservas de defesa.

Alguém pode dizer que os EUA também podem criar seus enxames (e irão), mas drones é o tipo de arma dos pobres, que pode não vencer a guerra, mas pode torná-la proibitiva.

carvalho2008
Membro
Famed Member
carvalho2008

Cabe destacar que embora possam trabalhar na estanqueidade e sobrevivência do navio, existe um ponto fraquíssimo de todos eles e extremamente difícil de solucionar. A “pele sensitiva do navio moderno”, sua superfície, sua pele mesmo, repleta de antenas, sensores e portinholas automáticas….munições muito pequenas de fragmentação podem literalmente esburacar a superfície exterior, deixando o navio cego, mudo e surdo. Antenas destruídas e até portinholas de disparo de mísseis tortas e emperradas… No passado, resolveram a interceptação de misseis balísticos criando-se ogivas múltiplas para saturar….agora, 50 anos depois, isto já está ao alcance de drones e pequenas munições inteligentes… As primeiras… Read more »

ednardo curisco
Visitante
ednardo curisco

Outra dificuldade será ‘achar’ o alvo. especialmente esquadra que se movem. mas até para isso os drones e países ‘amigos’ podem dar uma ajuda.

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

Off Topic:

Bonito video dos egípcios em operações anfíbia com seu Mistral Class….

Especial atenção aos KA-52 operando junto com os Apaches no convés.

carvalho2008
Visitante
carvalho2008
Delfim
Visitante
Delfim

Como nos EUA a USNavy e a USCoastGuard são independentes, então a USN só pode pensar em belonaves autônomas, não patrulhas.
Aqui a MB pode pensar em substitutos autônomos para a classe Macaé, como não teriam tripulação poderiam ficar no mar mais tempo, o espaço para tripulação sendo ocupado por mais combustível.
.
Um NAe americano leva 6000 tripulantes, quanto custa em termos de salário mensal total ? Mais de 20 milhões de doletas por mês com certeza.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Delfim,

Desde que desenvolvam robôs para embarcarem nesses navios-patrulha e que sejam capazes de embarcar nas lanchas, interceptar embarcações suspeitas, abordar e inspecionar por dentro, não acho a ideia de todo má. Mas acho que vai demorar.

Delfim
Visitante
Delfim

O navio que patrulha não precisa ser necessariamente o que aborda.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Interessante, agora fiquei curioso. Como vai funcionar essa proposta?

Dalton
Visitante
Dalton

A US Navy costuma complementar a Guarda Costeira em missões contra o tráfico de drogas por exemplo, fazia isso regularmente com as fragatas, agora fará com os “LCSs” e mesmo “destroyers” não marcados para missões em áreas críticas foram e são utilizados, como o USS Lassen em 2016 que confiscou mais de 10 toneladas de cocaína e abordou várias embarcações. . NAes da US Navy tem uma tripulação de cerca de 3200 pessoas mais o pessoal da ala aérea de cerca de 2500, mas, os novos NAes da classe “Ford” terão cerca de 2700, ou seja uma redução de 500… Read more »