Home Indústria de Defesa Míssil Sea Venom/ANL da MBDA é bem-sucedido no primeiro teste de tiro...

Míssil Sea Venom/ANL da MBDA é bem-sucedido no primeiro teste de tiro de qualificação

5739
37

A MBDA realizou com sucesso o primeiro teste de tiro de qualificação do míssil antinavio Sea Venom/ANL na área de teste de mísseis DGA Essais (DGA EM) em Ile Du Levant em 20 de fevereiro de 2020, atingindo outro marco significativo para o programa de operação da companhia anglo-francesa.

O míssil foi lançado de um helicóptero Dauphin próximo à altura mínima de lançamento, atingindo sua fase de cruzeiro enquanto desliza sobre o mar em altitudes muito baixas. Durante sua fase terminal, a tripulação usou imagens do buscador de infravermelho – transmitido através do datalink – para executar um refinamento manual bem-sucedido do ponto de mira. O míssil seguiu esse ponto designado até atingir o alvo com um alto grau de precisão.

Este último disparo baseia-se em dois anteriores que testaram o míssil até o limite de sua capacidade. Os lançamentos anteriores demonstraram os recursos de travamento após o lançamento (LOAL) do Sea Venom/ANL e travamento antes do lançamento (LOBL). Eles também validaram seu voo de skimmer em baixa altitude e sua capacidade de orientação autônoma usando imagens de seu buscador de imagens por infravermelho não-resfriado (IIR).

O Sea Venom/ANL é um míssil antinavio construído especificamente para os helicópteros embarcados por marinhas da França e do Reino Unido e é adequado para uma ampla gama de plataformas. Ele engajará com segurança embarcações hostis entre bens civis, mesmo em ambientes litorâneos congestionados e derrotará um amplo espectro de alvos, incluindo pequenas embarcações em movimento rápido até navios maiores – no mar ou no porto –, bem como alvos terrestres costeiros.

Éric Béranger, CEO da MBDA, disse: “O Sea Venom/ANL é o primeiro programa de cooperação anglo-francês a tirar o máximo proveito de nossos centros de excelência, criado após um Acordo Intergovernamental ratificado pelos parlamentos de ambos os países em 2016. A MBDA está se esforçando para a implementação bem-sucedida do programa Sea Venom/ANL, reconhecendo que ele deve exemplificar os benefícios da estreita cooperação que Reino Unido e França estão compartilhando na defesa – aprimorando as capacidades soberanas de ambos os países em armamentos e reduzindo custos”.

A Marinha Real do Reino Unido usará o Sea Venom/ANL em seu AW159 Wildcat, substituindo o Sea Skua, enquanto a Marine Nationale da França operará o míssil de seu futuro helicóptero comum Guépard Light (HIL – Hélicoptère Interarmées Léger).

ANL/Sea Venom

FONTE: MBDA

Subscribe
Notify of
guest
37 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Bosco
Bosco
2 meses atrás

Não vejo lógica nesse míssil para a França e RU que possuem mísseis antitanques pesados que podem muito bem desempenhar a função. Essa classe de míssil antinavio leve fica num limbo existencial. Não é tão bom quanto um verdadeiro míssil antinavio OTH e é muito pesado para um míssil antitanque pesado. Um Brimstone faz 90% do que faz esse a um custo muito menor. Para atacar navios com defesa consistente um míssil de alcance médio e peso leve (Delilah, NSM, Sea Killer) é mais interessante. Hoje os mísseis lançados de helicópteros podem ser resumidos nos: 1- foguetes guiados e mísseis… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Só pra deixar claro meu pensamento, se uma força tiver recursos financeiros para ter os 4 tipos de mísseis, ótimo, que o faça!
Em não tendo, esse tipo de míssil é dispensável na medida em que se disponha de um míssil antitanque pesado e de um míssil antinavio médio lançado por helicóptero.

Esteves
Esteves
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Professor Bosco,

A literatura na internet diz redução de custos. Como o mundo está caminhando para nova ordem mundial chamada Quero Meu Dinheiro Agora, poderia ser em razão dos custos de produção e dos custos do produto?

Lembrando que filho com 2 pais gasta 50% menos.

Bosco
Bosco
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Esteves, Mas eles deviam ter feito sociedade no desenvolvimento de um míssil mais efetivo. Nem o RU nem a França têm um míssil antinavio de médio alcance lançado de helicóptero e poderiam ter caminhado nesse objetivo. Não me incomodaria se o míssil tivesse um motor aspirado (turbojato) e um alcance de pelo menos uns 100 km. O míssil Spear 3 do RU tem o mesmo peso e um motor aspirado e alcance de 150 km. Poderiam ter só adaptado um booster ao Spear 3 e teriam um excelente míssil antinavio OTH a um custo baixíssimo. Claro que o Spear 3… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Pois é. Não perguntarei mais. O Bosco obriga à pesquisar. Tem que buscar essas coisas que você explica para aumentar o entendimento. Tenho receio de eu mesmo me rotular como PCI. Vejo o Bosco extremamente analítico. Procurando explicações e respondendo de forma exitosa. Acho que os orçamentos mundiais recuarão. Antes da gripe, o Esteves leu sobre dúvidas das Olimpíadas, Copa, Salões de Automóveis, queda nos consumos e aumentos cambiais. Como um produto em desenvolvimento e que estará operacional em 3 anos pode ter custo baixo? Dependerá, sempre, das vendas. Se vender haverá volume. Com volume pode existir o que chamam… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Bosco
2 meses atrás

A França e o RU têm respectivamente o Exocet AM39 e o Sea Eagle que são mísseis de médio alcance lançados por helicópteros, mas são grandes e não são integráveis a helicópteros médios.
Não foi a esses que me referi.
Os mais apropriados, ao meu ver, operados por helicópteros são os mísseis NSM, Delilah e Marte ER. Todos com menos de 450 kg e alcance de mais de 100 km.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Mísseis anti-navio médios??!! Se o NSM e o Exocet, são de médio alcance, então o Harpoon, que têm alcance igual ou menor, também deve ser mencionado. E este míssil é anti-navio ligeiro lançado de meios aereos, nada a ver com anti-tanque pesado. É um excelente míssil para os helis embarcados possuir.

Bosco
Bosco
Reply to  rui mendes
2 meses atrás

Rui,
Mencionei os que efetivamente são lançados por helicópteros. O Harpoon , apesar de possível, nunca foi integrado a helicóptero e temo que nunca o será.
Um que foi e ao qual não citei foi o Kh-35.

Esteves
Esteves
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Ninguém pega o Bosco.

Bosco
Bosco
Reply to  rui mendes
2 meses atrás

Sobre o alcance do Harpoon é segredo de Estado. rsrss Toda publicação a respeito informa que ele tem mais de 67 NM de alcance, o que corresponde a 124 km para a versão lançada da superfície. *Estima-se um incremento de 30% no alcance das versões lançadas por aeronave de asa fixa. Esse número se refere a primeira versão Block I do míssil . Desde então houve varias versões onde houve algum ganho de alcance, tendo havido uma versão alongada e mais pesada (Block 1D) que exigia lançadores próprios com alcance de 278 km que foi adquirida em quantidade reduzida pela… Read more »

Xerem
Xerem
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Bosco boa tarde me tire uma duvida os Harpoons que foram comprados pela FAB para os P3 e estao estocados nos EUA que so irão nos liberar se eles acharem pertinente sao 16 mesmo ou sao mais ?Ah as minas e sonoboias tambem ficam la ou estao no P3 ?

Bosco
Bosco
Reply to  Xerem
2 meses atrás

Xerem,
Desconheço essa cláusula de contrato entre o Brasil e os EUA. Se o Brasil aceitou isso (era governo da Dilma) foi de uma infelicidade imensa.
Pelo que eu sei não foi noticiado a entrega dos mísseis mas isso não quer dizer que não o foram.
Em relação à quantidade, pelo que me lembro foram 8 + 4 de manejo.
Quanto a minas nunca li nada a respeito de terem sido adquiridas.

Xerem
Xerem
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Bosco boa madrugada so consegui te ler e responder agora ,mais foram 8 e 4 para manejo mesmo segundo uma pessoa que conheci faz alguns meses, nao sei se e vdd, pois nao sou dessa força eu me confundi com os números .Mais entao segundo ele nao foi entregue mesmo, voce nao acha estranho a FAB nao “treinar ” com esses de manejo ? Se tivesse feito saberíamos ate mesmo pelas principais revistas do pais e nada foi dito nem no meio e nem pela imprensa e convenhamos 8 para 8 P3 e muito pouco o ideal seria uns 16… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Xerem
2 meses atrás

Te respondi mas o anti spam pegou.

rommelqe
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Doutor Bosco: acredito que a grande diferença entre o Brinstone e o Sea Venom possa ser a navalização desse ultimo, principalmente em termos de resistencia ao ambiente marítimo e uma possível melhor adequação logistica quando olhando pára as limitações impostas por ser embarcado. Faz sentido? Abs

Bosco
Bosco
Reply to  rommelqe
2 meses atrás

Rommelqe,
“Doutor Bosco” rsrsss Essa foi ótima.
Voltando ao tema , não creio. O Brimstone tem uma versão denominada Sea Spear que é exatamente para uso naval. Tanto em embarcações quanto em aeronaves.

Bosco
Bosco
2 meses atrás

Uma característica interessante de testes de mísseis antinavios com capacidade de escolher o ponto de impacto é que pode ser feito em contêineres montados sobre o convés de navios .
Nos testes de mísseis que não escolhem o ponto de impacto mas se dirigem à “centroide” do alvo um navio é sacrificado ou são usados “navios” falsos (alvos flutuantes)

Esteves
Esteves
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Escolher o ponto de impacto.

Isso vale somente para testes ou na batalha é possível escolher ponto de impacto no navio inimigo?

O inimigo está se movendo…zigzagueando. Como é possível escolher o ponto de impacto nessas condições?

O míssil passou. Erramos. Perdemos o míssil?

Bosco
Bosco
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Esteves, Se houver reserva de combustível no caso de mísseis propulsados por turbojato , ou seja, no caso do alvo estiver bem aquém do alcance máximo do míssil, o míssil se não explodir pelo acionamento da espoleta de proximidade (pode ser acionada pelo navio alvo ou pelos chaffs , etc.) pode “lembrar” onde estava o alvo e fazer a volta e tentar de novo. É denominado capacidade de reataque. Quanto ao míssil escolher o ponto de impacto isso é possível aos mísseis que têm um seeker formador de imagem e que possuem um link com o operador humano ou têm… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Bosco
2 meses atrás

“Ele engajará com segurança embarcações hostis entre bens civis, mesmo em ambientes litorâneos congestionados e derrotará um amplo espectro de alvos, incluindo pequenas embarcações em movimento rápido até navios
maiores – no mar ou no porto –, bem como alvos terrestres costeiros.“

Se ele não erra no mar e não erra o alvo no litoral, escondido entre pesqueiros e fantasmas…essa guerra que se aproxima será a guerra dos mísseis.

Nós nos atrasamos demais. Dengue e míssil francês é demais.

Rommelqe
Rommelqe
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Não esquecer do corona míssel….infelizmente …

Aislan
Aislan
2 meses atrás

Sabe o que eu mais gosto nas reportagens???? A opinião dos ESPONES nos comentários KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Bosco
Bosco
Reply to  Aislan
2 meses atrás

E sabe o que eu menos gosto nas reportagens???? Quando alguém que não tem opinião alguma sobre nada polui o ambiente com gargalhadas fazendo pouco caso de quem tem opinião formada sobre algum tema. Pra você pode ser uma bombagem se discutir sobre a validade do conceito de um míssil franco-britânico , mas ele veio em substituição ao Sea Skua que nós adotamos (ou adotávamos ) . Em vista disso a MB pode querem adquiri-lo e é cabível a discussão sobre a validade do conceito tendo em vista a variedade de mísseis que hoje estão disponíveis e que quando da… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Acho que os “espones” somos nós.

Vai ver ele prefere um site somente com especialistas.

Vai saber.

Bosco
Bosco
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Há um monte de sites onde apenas se lê um artigo e não há a possibilidade de interação do leitor. Alguns deviam preferir esses a este.

Alexandre
Alexandre
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Bosco, eu entendo todos seus argumentos, mas eu gostei da asa desenvolvida para lançamento desse misseis, que pode levar quatro deles, dois em cada lado, ou então levar 2 sea venom, um em cado lado e mais 10 misseis Martlet e ainda tem a possibilidade de levar 20 misseis Martlet, dez em cada lado, mas sem o sea venom. Levando-se em consideração que o Martlet pode ser usado para combater lanchas rápidas num alcance de até 8km e também pode ser usado contra blindados em terra, acho que o conjunto asas+Sea venom+ Martlet muito interessante para nossos Super lynx modernizados,… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Alexandre
2 meses atrás

Alexandre, Só pra constar eu não acho o míssil inútil. Só acho que ele será único e pode ser dispensado , claro, desde que haja alternativas viáveis. Em podendo ter as 4 famílias de mísseis lançados por helicóptero (foguete guiado,míssil AT pesado, míssil antinavio leve, míssil antinavio médio), ótimo. Em tendo que escolher entre duas famílias, por limitação orçamentária, os essenciais ao meu ver são o míssil AT pesado e o antinavio médio. Em tendo que escolher entre três, eu acrescentaria o “foguete guiado” (que inclui o LMM), para alvos não blindados. No caso de ataque a navios há 3… Read more »

Alexandre
Alexandre
Reply to  Bosco
2 meses atrás

Bosco, o alcance do Sea Venom é de 20km, o que já é quase o limite do horizonte radar da maioria das fragatas. Mas a MBDA diz que o alcance do Sea Venom é superior aos 20km, não explicando o quanto e nem as condições para isso. Então fica difícil falar do alcance das defesas de curta ou médio alcance das fragatas se o míisil Sea venom puder ser disparado além do horizonte radar das mesmas. Teremos então que considerar um ataque de saturação, que mesmo que seja feito por um míssil leve, terá que ser repelido. No caso da… Read more »

Bosco
Bosco
Reply to  Alexandre
2 meses atrás

Alexandre, A altura de lançamento do helicóptero no momento de largor o míssil, que precisa cair antes e acionar o motor, deve ser de pelo menos 100 metros. Mesmo que ele tenha 30 km de alcance essa altitude o coloca acima do horizonte radar do navio alvo. Ou seja, para qualquer navio que tenha um radar de vigilância aérea o ataque com Sea Venom será detectado prematuramente. Mesmo que um navio disponha de defesa de ponto com só 10 ou 15 km de alcance, o bom senso determina que o ataque terá mais chances de sucesso se for implementado de… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Alexandre
2 meses atrás

Bosco,

Faltou a postagem do vídeo.

“No final das contas o Sea Venom será usado contra embarcações subdefendidas com metralhadoras e
no máximo manpads e canhões de médio calibre, sem defesa antimíssil, como mostra o vídeo que postei abaixo.”

8 helicópteros disparando 32 mísseis assimetricamente.

Contra embarcações pouco defendidas?

Bosco
Bosco
Reply to  Esteves
2 meses atrás

Foi pego pelo anti spam.

Bosco
Bosco
Reply to  Alexandre
2 meses atrás

Tem um outro míssil da mesma classe do Sea Venom, do Sea Skua e do AS15TT que é o Maverick, lançado pelo S-2 Seasprint. Tem as versões F (guiado por IIR) e L (guiado por laser) que são compatíveis com helicópteros.
A vantagem desse conceito é que é um míssil derivado de um ar-sup tático integrado a caças, e não um projeto específico.

Alexandre
Alexandre
Reply to  Bosco
2 meses atrás

O Maverick, quando lançado de baixa altitude(Sea skimming) tem alcance de 12km, ou seja, dentro do horizonte radar do inimigo e consequentemente deixa o helicóptero ao alcance das defesas aéreas.

Bosco
Bosco
Reply to  Alexandre
2 meses atrás

Alexandre, Sem dúvida. O Maverick F tem um defeito que é nunca terem desenvolvido uma versão que opera no modo LOAL. O seeker tem que trancar no alvo antes do lançamento e isso encurta o alcance prático do míssil. E eu não defendo o Maverick. Eu só disse que ele foi uma adaptação de um míssil já existente e na mesma época dos Sea Skuas e AS15TT. Na época o conceito era interessante porque estava apenas iniciando a implantação de sistemas avançados de defesa de ponto e estas não passavam de 7/8 km de alcance. Hoje o conceito do Maverick… Read more »

Bosco
Bosco
2 meses atrás

Até no vídeo promocional o Sea Venom é utilizado equivocadamente contra uma embarcação subdefendida. https://www.youtube.com/watch?v=VjMTtZMaUeI

nonato
nonato
2 meses atrás

Bosco, pelo que entendi, a principal característica do míssil seria operar em ambientes tumultuados, com presença de embarcações civis.

Bosco
Bosco
Reply to  nonato
2 meses atrás

Nonato, Como todo míssil antinavio a principal característica é manter o vetor fora do alcance das defesas. A capacidade de operar num ambiente congestionado e restritivo é um “algo a mais” muito interessante. *Tivesse esse míssil o dobro do alcance seria fantástico. Com a retirada em operação dos mísseis Sea Skua e SS15TT que ele irá substituir e com a aposentadoria do Maverick F em breve, este será o único representante dessa classe de míssil antinavio, que tem como característica obrigar o lançador a se manter dentro da cobertura radar do navio atacado.