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Navio-patrulha venezuelano afunda após colisão com navio de passageiros

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A Armada Bolivariana de Venezuela anunciou que, na noite de 30 de março, perdeu o navio-patrulha costeiro ARBV Naiguatá, que afundou no mar do Caribe depois de ser abalroado em alto mar por um navio de passageiros enquanto realizava controle de tráfego marítimo.

A instituição naval venezuelana anunciou em um comunicado à imprensa que: “El 30 de marzo de 2020, a las 00:45 horas, el Guardacostas «Naiguatá» (GC-23), de la Armada Bolivariana, encontrándose en labores de patrullaje marítimo de nuestro mar territorial, al noroeste de la isla La Tortuga; fue abordado (colisionado) por el buque de pasajeros «Resolute», (122 mts. de largo y 8300 toneladas de desplazamiento), de bandera portuguesa, al momento en que se le efectuaba un procedimiento de control de tráfico marítimo, lo que generó daños de gran magnitud y ocasionó la zozobra del referido guardacostas”.

A declaração acrescentou que: “A ação do navio Resolute é considerada covarde e criminosa, uma vez que não compareceu ao resgate da tripulação, violando as normas internacionais que regulam o resgate da vida no mar. Este navio está atualmente no porto de Willemstad, capital de Curaçao, onde atracou nas primeiras horas da manhã de hoje.”

As Forças Armadas da Venezuela concluíram assegurando que: “Nossos esforços imediatos de busca e salvamento, aliados ao desempenho profissional e corajoso de nossas tropas, permitiram o resgate total da tripulação. O Estado venezuelano realiza as ações legais correspondentes”.

O moderno navio de projeto espanhol realizava tarefas de vigilância costeira. Este navio do tipo Avante 1400 faz parte de um acordo assinado em 2005 entre Venezuela e Espanha, que contemplava a construção e aquisição de quatro navios de patrulha oceânica e quatro navios de vigilância costeira, a fim de salvaguardar a soberania dos mares da Venezuela.

Os sete primeiros navios foram construídos no estaleiro da empresa Navantia, no país ibérico e, durante vários anos, eles navegam nos mares venezuelanos para várias tarefas de vigilância e proteção; o último navio foi construído em DIANCA, conforme o acordo de transferência de tecnologia.

A construção do navio teve início em 2008 e foi lançado em 24 de junho de 2009, sendo entregue pela Navantia à Marinha de Venezela em 1º de fevereiro de 2011.

O navio-patrulha incorpora a mais recente tecnologia de defesa em sua categoria, oferecendo uma unidade altamente compacta, eficiente e altamente automatizada. Tem 80 metros de comprimento e deslocamento de 1.500 toneladas, atingindo uma velocidade máxima de 22 nós.

O casco e sua superestrutura são feitos de aço naval, possuem radar de vigilância aérea/de superfície (2D), sistemas de inteligência eletrônica e dois canhões de 76 e 30 mm na proa e na popa, respectivamente. Ele também tem capacidade para receber helicópteros, uma rampa de popa para uma embarcação do tipo RHIB e também possui equipamentos de combate a vazamentos de óleo e um sistema de combate a incêndios.

Este tipo de navio pode realizar missões diferentes, como vigilância e proteção da zona costeira, proteção do tráfego marítimo, assistência médica a outros navios, combate a incêndios externo, combate e controle da poluição marinha, transporte de pessoal e suprimentos, operações de busca e salvamento, intervenção rápida, apoio ao mergulhador, defesa de superfície e guerra eletrônica passiva.

FONTE: webinfomil.com

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Dilbert_SC
Dilbert_SC
4 meses atrás

Pra um país com os meios já bem deficitários essa é uma perda e tanto. Agora só falta saber o que ocorreu de fato nessa história toda.

Dilbert_SC
Dilbert_SC
Reply to  Dilbert_SC
4 meses atrás

Aqui tem uma explicação da companhia de navegação:

https://www.dn.pt/mundo/navio-cruzeiro-de-bandeira-portuguesa-diz-ter-sido-atacado-pela-marinha-12019299.html

Segundo eles, foi o navio venezuelano que se chocou sucessivamente contra o Resolute, justo na proa onde há o reforço para a navegação em águas com gelo.

É muito incompetência desse comandante do navio venezuelano.

FighterBR
FighterBR
4 meses atrás

Até um patrulheiro venezuelano possui o Millennium Gun.

RockShooter
RockShooter
4 meses atrás

A questão é saber:
O que o patrulha estava fazendo no caminho do navio de cruzeiro? Teria se colocado na frente de propósito para pará-lo?
Porque o operador de radar não detectou um navio tão grande?

Para o navio ter fugido sugiro duas hipóteses:
Ou o patrulha estava fazendo manobras agressivas contra o navio de cruzeiro e este fugiu para sobreviver…. Ou o navio de cruzeiro estava executando algum tipo de atividade irregular, como espionagem e fugiu para não ser apanhado!!

Hélio
Hélio
Reply to  RockShooter
4 meses atrás

Jesus Cristo, olha o nível. Até na fuga do cruzeiro você quer botar a responsabilidade no navio por pura birra ideologica sobre uma ideologia que nunca sequer entende.

Nicolas_RS
Nicolas_RS
Reply to  RockShooter
4 meses atrás

Eu já aposto na possibilidade de fugirem, pois não gostam do excesso de democracia venezuelana! Eu também fugiria, reza a lenda, que o sonho americano só se tornou realidade na Venezuela, logo que você chega já ganha um RAM 2500, uma arma e casa…

Eu particularmente gosto da miséria dos EUA, Canada, etc Isso sim é bom, passar fome com os camaradas, não ter liberdade para se expressar!

Andrew Martins
4 meses atrás

Não querendo ser polêmico mas duas observações não saem minha cabeça. A primeira é que se trata de mais um navio de projeto espanhol que é abalroado e afunda. O segundo ponto tenta inferir porquê o Resolute procedeu dessa forma tão imprudente. Dada a situação econômica venezuelana e alguns relatos, se eu não me engano até mesmo na fronteira com o Brasil, de saques feitos pela força em grande parte de comida e sendo este um navio de cruzeiro com provavelmente muita comida, encontramos um razão pertinente para a ação do Resolute. Obs.: Reitero que não estou afirmando nada somente… Read more »

Danielsa
Danielsa
Reply to  Andrew Martins
4 meses atrás

Foi a primeira coisa que pensei ao ler a noticia, outro navio de projeto espanhol. Parece que os projetistas espanhóis fazem navios de guerra como navios de cruzeiros…

Glasquis7
Reply to  Danielsa
4 meses atrás

Não é um navio de guerra, é de vigilância. É uma patrulheira OffShore, não um combatente de superfície.

Pequenofp
Reply to  Danielsa
4 meses atrás

O Cruzeiro nao foi ao fundo

Caio
Caio
Reply to  Andrew Martins
4 meses atrás

Realmente é difícil entender esses choques entre embarcações com meios modernos para evita-los, o fator humano deve ter sua culpa em grande parte.

100nick-Elã
100nick-Elã
Reply to  Andrew Martins
4 meses atrás

Saques para comida? como vc é ridículo. Não perdoo seus erros de português e muito menos a sua falta de cultura e muito menos discernimento. Se quer encontrar pessoas passando fome, procure aqui mesmo no Brasil.

Flanker
Flanker
Reply to  100nick-Elã
4 meses atrás

Saquear navio por comida? Não acredito….mas, por outro lado, mesmo que haja muita fome no Brasil, nesse quesito a Venezuela é expert…..

Marcos R.
Marcos R.
4 meses atrás

Navantia e seus navios Bambi, o norueguês pelo menos colidiu com um petroleiro de casco duplo

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Marcos R.
4 meses atrás

Qual a tonelagem das duas embarcações, qual ângulo da colisão em relação ao costado e qual a velocidade de ambas quando da colisão? É questão de física muito mais do que uma questão de projeto.

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Marcos R.
4 meses atrás

O casco do resolute é de quebra gelo… Não é coisa frágil…

Tomcat4.0
4 meses atrás

Que preju, navio bacana e relativamente novo. Que bom que ninguém morreu.

Datafire
Datafire
4 meses atrás

É um navio cruzeiro de luxo, que opera no junto a glaciares, com icebergs etc.logo tem radares e sensores de topo.
Se bateu num barco do tamanho do patrulha e não o viu é foi por inconpetência da tripulação, ou o patrulha fez algo que não devia ter feito, e assustou o Resolute.

O Resolute faz viagens carissímas para alguns turistas mais radicais com algum poder económico, não não é propriamente um pesqueiro ferrugento.

Glasquis7
4 meses atrás

E a gente aqui pensando:

“O oceano é tão grande e os navios são relativamente, tão lentos… Como conseguem?”

Dalton
Dalton
Reply to  Glasquis7
4 meses atrás

Oceanos são grandes, mas, rotas de navegação são estreitas, ocorrendo em muitas situações congestionamento. Adicione-se a isso, tripulações cansadas
e/ou despreparadas, equipamentos que fornecem a localização do navio não funcionando adequadamente, parte das máquinas (propulsão) inoperante por conta de manutenção, baixa visibilidade, etc.

Glasquis7
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Eu sei e acidentes com navios militares são muito mais comuns do que parece.

Glasquis7
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Mesmo assim, não justifica.

Ten Murphy
Ten Murphy
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Mestre Dalton, poderia me ensinar o motivo das rotas serem estreitas? Correntes marítimas? Zonas cegas? Locais com muita tempestade? Ficar seguro numa rota movimentada? E em relação a afundamentos de navios médios e grande, existe muito hoje em dia ou praticamente zeramos isso? Desde já, muito obrigado.

Jhon
Jhon
4 meses atrás

Alguém no comando estava dormindo? Horário e dependendo das condições de mar fica difícil para radar do navio de passageiros detectar, o OPV venezuelano não é tão grande e de design de baixa assinatura radar.

jorge
jorge
4 meses atrás

Se foi em alto mar , águas internacionais, os militares venezuelanos foram estúpidos e incompetentes. Por mim, que afundem todos os barcos e barquinhos venezuelanos.

O Veterano
O Veterano
4 meses atrás

Lembrai-vos do Warao.

Joao Moita Jr
Reply to  O Veterano
4 meses atrás

Aqui está gostando algo…

Na cidade de Lisboa havia um bar onde todos os marinheiros portugueses contavam suas aventuras no mar.
Manuel:” Eu perdi essa perna caçando uma baleia, meu barco afundou ela comeu minha perna”.
Joaquim:”Eu perdi minha mão caçando um tubarão e tive que botar esse gancho e também perdi meu olho, quando olhei para cima aquele maldito passaro o bombardiou.”
Manuel:””Sim botaste um tapa olho só por que o passarinho fez coco nele.”
Joaquim:”É que esse era o meu primeiro dia com o gancho.”

Pedro José Mentges
Pedro José Mentges
4 meses atrás

Radares e sensores de proximidade não identificam navios próximos ? O que fazia o comando na hora do abalroamento ?

Fabio Araujo
Fabio Araujo
4 meses atrás

Esse navio patrulha exagerou na abordagem ao Cruzeiro? Uma atitude mais agressiva por parte do navio patrulha e pode não ter dado tempo do Cruzeiro parar ou se desviar, afinal um Cruzeiro não é um barquinho que para em poucos metros e que em poucos metros consegue se desviar, um Cruzeiro vai precisar de algumas dezenas de metros ou até mesmo centenas de metros para parar ou desviar com segurança.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

Sim, e o navio maior, com mais dificuldade de manobra tem direito de passagem.

José Carlos David
José Carlos David
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

Um dos dois violou as regras do RIPEAM (Regras Internacionais para Evitar Abalroamento no Mar).

Turko
Turko
4 meses atrás

Alguém sabe me dizer se este tipo de abordagem que o navio venezuelano tentou fazer é comum? pelo que entendi esse choque aconteceu em águas internacionais.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
4 meses atrás

Que comédia, não precisa nem de um meio militar para derrotar eles

Welington S.
Welington S.
Reply to  SmokingSnake 🐍
4 meses atrás

Me lembro de um certo ser cujo não direi seu nome aqui; começa com ”H” e termina com ”addad”, onde teve a audácia de dizer que, as nossas Forças Armadas, não são páreas as da Venezuela.

jagderband#44
jagderband#44
4 meses atrás

Agora a MB já tem chance!!

John Paul Jones
John Paul Jones
4 meses atrás

Concordo com o André Martins abaixo, esses navios da Navantia são feitos com chapa 3/16 ??? ha ha ha ha ha, acho que é com laminado de carro kkkkk

Pode ir para navio Espanhol e Italiano, a Batalha do Cabo Matapan que o diga rs ….

Airacobra
Airacobra
Reply to  John Paul Jones
4 meses atrás

“Pode ir” hein, ciente é só

Antonio Palhares
Antonio Palhares
4 meses atrás

Joga m.. na Gení. Ou melhor, na Venezuela. Dá licença.
Se este navio afundasse qualquer outro navio de qualquer país sério, não terminaria assim esta história.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Antonio Palhares
4 meses atrás

Terminaria como? Teria algum exemplo?

Augusto
4 meses atrás

Por esse ângulo lembra o ex-L’Adroit (agora ARA Bouchard).

Robert Smith
Robert Smith
4 meses atrás

hum…. 1º de Abril?

Ricardo Barbosa
Ricardo Barbosa
4 meses atrás

Segundo dessa classe de OPVs venezuelanos a cometer barbeiragem. Teve aquele que encalhou no Brasil e teve um tempão em Fortaleza uns 7, 8 anos atrás

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
4 meses atrás

Eu lí uma matéria sobre isso ontem no MeioBit, mas achei que era zoeira de 1° de abril.
Mas como é que 2 navios, cada um com seus sensores, não detectaram um ao outro?

Pedro Moura
Pedro Moura
4 meses atrás

Pesquisando mais pra tentar encontrar alguma imagem da colisão, encontrei a seguinte fala do ministro dos Negócios Exteriores. “Caso não é ‘um incidente entre Estados’ O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse esta quarta-feira à agência Lusa que existe disponibilidade para investigar o incidente entre um navio com pavilhão português e uma lancha da Marinha de Guerra venezuelana, rejeitando tratar-se de um incidente entre Estados. ‘O incidente que envolveu um navio privado sob pavilhão português e uma lancha da Marinha da Venezuela não é um incidente entre Estados e o que os Estados devem fazer é colaborarem entre… Read more »

nadison paz
4 meses atrás

Muita conhecidência isso acontecer um navio Venezuelano se choca com navio de cruzeiro e navio japonês se choca com navio pesqueiro praticamento no mesmo dia
iai o que vocs acha a respeito?

Luiz Floriano Alves
Reply to  nadison paz
4 meses atrás

Estes meios sabidamente são de construção leve. Não foram projetados para danos de combate ou para resistir um colisão deste porte. Quando participei dos reparos da Imperial Marinheiro abalroada por um petroleiro pude constatar a robustez dos anteparos e da natureza do aço das obras do navio. Mas, foi construído na Holanda, no tempo das vacas gordas. Agora fazem qualquer coisa sob a desculpa de que nada resiste a um míssil moderno. Tipo aquela fragata da Noruega que foi encalhada para não afundar. Coincidentemente fabricada pelo mesmo estaleiro Espanhol.

Angelo Chaves
Angelo Chaves
4 meses atrás

Algo que é dito muitas vezes aqui no site e pode fazer mais sentido agora: navio de patrulha é navio de patrulha, navio de guerra é navio de guerra.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
4 meses atrás

O que não podemos é acreditar que algum dos comandantes tenha deliberadamente colidido com o outro, a não ser que se trate de uma tripulação de malucos.
De qualquer forma tenho certeza que isso poderá ser esclarecido de forma simples e cristalina, pois esses navios de cruzeiro possuem câmeras por todo lado e certamente essa colisão foi registrada em vídeos.
Vamos aguardar as imagens do VAR.

Sincero
Sincero
4 meses atrás

Alguém tem detalhes do encouraçado português?