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Marinha detalha os próximos passos do Prosub para 2020

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Submarino Riachuelo

Por Davi de Souza – Petronoticias

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) da Marinha do Brasil terá novos e importantes avanços ao longo de 2020. Nesta terça-feira (28), o Petronotícias publica uma entrevista exclusiva com o Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen.

À frente do órgão desde o ano passado, ele detalha quais foram os avanços obtidos no primeiro ano de sua gestão e revela os próximos passos: a ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira; a transferência do Submarino “Riachuelo” para o Setor Operativo; o lançamento ao mar do Submarino “Humaitá”; e a união das seções de casco do Submarino “Tonelero”.

Sobre submarino nuclear, Olsen afirma que o projeto “entra na fase inicial do seu projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade”. O Almirante também contou que a Marinha está desenvolvendo a capacidade de projetar e construir pequenos reatores nucleares no Brasil. “Esses reatores poderão ser utilizados tanto na propulsão de submarinos quanto em centrais nucleares para a produção de energia elétrica e dessalinização de água, em regiões não atendidas pela rede nacional de distribuição de energia”, explicou.

Almirante, gostaria de pedir que o senhor destacasse as principais atividades e avanços da DGDNTM ao longo do seu primeiro ano (2019) à frente do órgão.

O ano de 2019 deu continuidade a avanços expressivos no âmbito do Setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, especialmente em razão de sua recente reestruturação. Esse processo promoveu a centralização do gerenciamento das atividades clássicas de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), que passaram à subordinação do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ); bem como incorporou o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM), sob a responsabilidade do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), atribuindo maior eficiência de gestão para alavancar os projetos em andamento e agregando maior visibilidade junto aos demais atores de CT&I do País.

Entre as realizações das ICT subordinadas ao CTMRJ, vale destacar a fabricação do Equipamento de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) MK3, que será incorporado ao programa de construção das Fragatas Classe Tamandaré; a instalação, os testes de aceitação bem-sucedidos de fábrica, porto e mar, e as autorizações de emprego do Sistema CISNE de sensores e navegação eletrônica em 18 navios da Marinha do Brasil; além da evolução da eletrônica do sonar EDO 997 (SONAT MKII) das Fragatas Classe Niterói e Corveta “Barroso”.

Outro destaque foi a atuação efetiva do Laboratório de Geoquímica Ambiental do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) na análise e mapeamento da poluição por óleo ocorrida nas praias do nordeste brasileiro no segundo semestre de 2019.

LABGENE em construção no inicio de 2018 - imagem de palestra da MB em evento da indústria nuclear
LABGENE em construção no inicio de 2018 – imagem de palestra da MB em evento da indústria nuclear

Na área de desenvolvimento do PNM, no âmbito do CTMSP, pode-se salientar a obtenção da licença parcial junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para o avanço da construção do vaso de contenção do reator do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), que é o protótipo em terra da planta de propulsão do submarino com propulsão nuclear. Paralelamente, para viabilizar a construção do vaso de contenção, foi assinado um contrato com a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (NUCLEP), que também contou com a participação da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL).

Adicionalmente, merece relevo a continuação das obras civis nos prédios do LABGENE, com a instalação do motor elétrico de propulsão (MEP) no interior do chamado bloco 20, que abriga os componentes do sistema de acionamento elétrico do eixo propulsor do protótipo.

Ainda no que concerne ao submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR), destacam-se o êxito nos testes a quente da bomba de resfriamento do circuito primário do protótipo e a análise de duas propostas apresentadas pelo Naval Group, parceiro francês do PROSUB: a do projeto básico do Complexo de Manutenção Especializado (CME), que oferecerá apoio logístico e operativo ao SN-BR; bem como a proposta relativa às três seções de cais, às subestações e às centrais de utilidades dedicadas ao SN-BR que serão construídas na futura Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM), no Complexo Naval de Itaguaí, Rio de Janeiro.

Visão em corte simplificada do SN-BR. Observar a semelhança com o Scorpene S-BR
Visão em corte simplificada do SN-BR. futuro submarino brasileiro com propulsão nuclear

Em 2019, também houve avanços no PROSUB, com a realização dos testes de aceitação de cais e a bem-sucedida imersão estática, que marcou o início dos testes de aceitação no mar do Submarino “Riachuelo”, o primeiro dos quatro meios com propulsão diesel-elétrica previstos no citado Programa. Ao mesmo tempo, houve a integração das seções do segundo submarino, o “Humaitá”, seguida da soldagem final e da união definitiva do casco, ocorrida em outubro de 2019. No âmbito do PROSUB, foi iniciado, ainda, o desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), que dotará o SN-BR.

Tão importantes quanto as etapas cumpridas nos campos tecnológico e industrial foram os avanços na área da Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), no que diz respeito à elaboração do primeiro lote de normas de licenciamento do SN-BR e ao início da estruturação do Centro de Acompanhamento de Respostas a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE), em estrito cumprimento aos requisitos definidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Paralelamente, a Agência obteve, com a sanção da Lei nº 13.976/2020, o amparo legal que necessitava para elaborar o arcabouço regulatório necessário ao licenciamento de meios navais dotados de propulsão nuclear.

Pode nos detalhar um pouco do plano de ações para 2020?

A DGDNTM elaborou para 2020 um Portfólio de Metas integralmente alinhado às diretrizes da Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) da Marinha. Desse Portfólio, na área do PROSUB, as ações planejadas mais relevantes são a ativação da Base de Submarinos da Ilha da Madeira; a transferência do Submarino “Riachuelo” para o Setor Operativo; o lançamento ao mar do Submarino “Humaitá”; e a união das seções de casco do Submarino “Tonelero”.

O documento prevê, ainda, a instalação e os testes de mar do sistema sonar ativo SONAT MKII a bordo da Fragata “Defensora” e da Corveta “Barroso”; a entrega do Simulador de Velame Aberto para Saltos de Paraquedas a Grandes Altitudes e também para Saltos Noturnos; o desenvolvimento de um sistema de comunicações submarinas de dados digitais; a finalização, pelo IEAPM, de uma série de estudos de oceanografia física na área marítima de Cabo Frio; e a fabricação do primeiro lote de propelente sólido do tipo compósito (“base bleed”) para munição naval.

Na área do PNM, no que se refere ao LABGENE, estão previstas novas etapas da pré-instalação dos principais equipamentos no bloco onde serão instalados o reator e o circuito primário, denominado “Bloco 40”, além da instalação e montagem do vaso da contenção do reator em si. Também estão previstos o comissionamento de novas subunidades e sua integração com os demais sistemas da Unidade de Fabricação de Hexafluoreto de Urânio (USEXA), no Complexo Nuclear e Industrial de Aramar, em São Paulo, além da produção do primeiro lote de pastilhas de combustível nuclear (UO2) para carregamento do núcleo do reator do LABGENE.

LABGENE e seus equipamentos
LABGENE e seus equipamentos (clique na imagem para ampliar)

O senhor pode nos atualizar sobre o andamento dos testes de mar do Submarino “Riachuelo”?

Os testes estão sendo executados perseguindo-se a conformidade com o planejamento. Cabe ressaltar que, após o sucesso da imersão estática realizada em 2019, estão em curso os testes dos sistemas de propulsão e geração de energia do “Riachuelo”. Em seguida, serão realizados os testes de navegação na superfície e em imersão, seguindo-se os testes de Imersão a Grande Profundidade e o lançamento de torpedos eletroacústicos do tipo F21. Ao final dessa série de testes, o Riachuelo será transferido para o Setor Operativo da Marinha.

Também gostaria de ouvir do senhor como estão os trabalhos no “Humaitá” (S 41). O lançamento dele ao mar ocorrerá neste ano?

No caso do “Humaitá”, após a soldagem e a integração final do casco realizadas no ano passado, a próxima etapa envolve atividades de alta complexibilidade tecnológica em que se observa a integração de centenas de sistemas e equipamentos, para que o submarino possa ser lançado ao mar em dezembro deste ano.

Para finalizar as questões sobre o PROSUB, pode nos detalhar também acerca do projeto de desenvolvimento do submarino nuclear? Em que fase se encontra?

Concluídos os projetos conceitual e básico, o SN-BR agora entra na fase inicial do seu projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade. Para este ano, está previsto o início da fabricação das seções de qualificação do SN-BR, com o objetivo de se obter a homologação de processos, instalações e de mão de obra que serão utilizados durante a construção.

As seções de qualificação, vale lembrar, não farão parte do submarino, já que, propositalmente, serão submetidas a diversos ensaios destrutivos e não destrutivos que contribuirão para a qualidade e a segurança do projeto. Em paralelo, uma série de outras atividades previstas no processo construtivo do SN-BR continuarão sendo conduzidas, como as já mencionadas etapas sequenciais de trabalho no LABGENE e o enriquecimento isotópico e a fabricação do combustível nuclear para o submarino; o treinamento e qualificação dos futuros operadores da Planta Nuclear Embarcada (PNE); além do projeto e da construção, no País, de equipamentos para a PNE.

CTMSP – Aramar

Por fim, gostaria de um comentário sobre esse o momento atual do setor nuclear brasileiro. A tecnologia nuclear vem ganhando mais atenção no País. Ao seu ver, quais serão os benefícios para o Brasil a partir dessa postura?

O Setor Nuclear Brasileiro teve um recente ponto de inflexão para o seu desenvolvimento com a retomada das atividades do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). O CDPNB é um colegiado de alto nível, do qual participam onze ministérios, que tem como missão assessorar diretamente o Presidente da República no estabelecimento de diretrizes e metas para o desenvolvimento e acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, a fim de contribuir para o desenvolvimento nacional e para a promoção do bem-estar da sociedade brasileira. Ao longo de pouco mais de dois anos de retomada das suas atividades, o CDPNB tem produzido resultados satisfatórios. O primeiro e mais relevante foi a promulgação da Política Nuclear Brasileira (Decreto nº 9.600, de 5 de dezembro de 2018), utilizada como referência para a reestruturação desse estratégico Setor.

Dessa forma, o CDPNB reúne atributos que o habilita a tratar de temas importantes que impactam no desenvolvimento tecnológico, com especial ênfase na inovação da área nuclear. Destaca-se como característica fundamental desse Comitê a visão ampla de macroprojetos acoplada à articulação interministerial, sob a égide do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), para deliberações no nível político mais elevado.

Contextualizando uma das áreas-alvo daquele Comitê, a Marinha do Brasil tem desenvolvido tecnologias visando ao domínio completo do ciclo do combustível nuclear e contribuído para a autossuficiência do País na produção desse material. A Marinha vem desenvolvendo também a capacidade de projetar e construir, no País, pequenos reatores nucleares que permitam o uso pacífico da energia nuclear para a produção de energia elétrica. Esses reatores poderão ser utilizados tanto na propulsão de submarinos quanto em centrais nucleares para a produção de energia elétrica e dessalinização de água, em regiões não atendidas pela rede nacional de distribuição de energia.

Nessa vertente, a CNEN, com o apoio da Marinha e de universidades, iniciou um Projeto de Dessalinização Nuclear de Água, denominado DESSAL, utilizando o calor residual de um reator compacto. Os diferentes componentes do projeto poderão ser usados em prol das seguranças hídrica e alimentar, como já ocorre em países como Canadá, Rússia, Paquistão e Argentina. O DESSAL se mostra um caminho economicamente viável para resolver a escassez de água em nível nacional, já que o Brasil dispõe da sexta maior reserva de urânio do mundo e possui autonomia no enriquecimento e na produção de elementos combustíveis. Importante ressaltar que tais reatores, utilizados de forma modular, representam a tendência atual e estão no foco das atenções internacionais.

Uma segunda possibilidade aponta para a conveniência da flexibilização do monopólio da União quanto à pesquisa e lavra de minérios nucleares. Foi proposta uma minuta de ato normativo para estabelecer os conceitos de “recurso estratégico de minério nuclear” e de “estoque estratégico de material nuclear”, alterando a redação do Decreto nº 90.857, de 24 de janeiro de 1985, cujo objetivo é flexibilizar o monopólio de exploração de urânio, até então sob o domínio exclusivo da União.

Ações propositivas foram adotadas nesse sentido para dinamizar o setor de mineração em geral, como ocorrerá com Santa Quitéria, no Ceará. O Projeto Santa Quitéria é baseado em uma rocha fosfática com urânio associado. O produto principal será o fosfato, que será utilizado para fabricação de fertilizantes e ração animal, e o subproduto será o concentrado de urânio, que será entregue à INB para ser utilizado na fabricação do combustível nuclear para geração de energia elétrica. O empreendimento será realizado com capital privado, de forma controlada e fiscalizada, e em parceria com a própria INB, com perspectivas, segundo a estatal, de aumentar em 10% a produção de fosfato do País.

Mas é relevante destacar que a Mina de Engenho, em Caetité, na Bahia, retomará as atividades de produção do “yellow cake”, matéria-prima para as etapas subsequentes de conversão e enriquecimento de urânio. Após ajustes operacionais realizados em 2019, a INB reduziu a dependência de recursos do Tesouro Nacional, diminuindo significativamente as compras de urânio no exterior e objetivando duplicar a capacidade de beneficiamento do urânio, que atualmente é de cerca de 400 ton/ano.

Enxerga-se na área de segurança energética a terceira perspectiva de crescimento do Setor. Em fase final de definição do modelo a ser adotado para a conclusão de Angra 3, a busca de parceiros está nos últimos ajustes. Assim, espera-se que a assinatura do contrato e a retomada das obras ocorra no segundo semestre deste ano. Angra 3 deve começar a gerar energia em caráter de teste em 2025 e, em janeiro de 2026, deverá ser iniciada sua operação comercial, quando de fato fornecerá energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional. É oportuno salientar que o planejamento energético brasileiro prevê a construção de mais 4 gigawatts de capacidade instalada para geração de energia elétrica por usinas nucleares.

Reator Multipropósito Brasileiro (RMB)
Reator Multipropósito Brasileiro (RMB)

Outro campo com expectativas de crescimento é o setor de medicina nuclear. O desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), fruto da parceria exitosa entre a Marinha, representada pela AMAZUL, a CNEN e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), é um bom exemplo. O RMB será destinado prioritariamente à geração de radioisótopos utilizados para a produção de radiofármacos, empregados na medicina nuclear, tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de doenças como o câncer. Uma vez em operação, o RMB economizará divisas relevantes com a eliminação da importação daquela matéria-prima e ampliará o emprego da medicina nuclear às camadas menos favorecidas da sociedade, pois estima-se que somente 30% desses procedimentos contam com a cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). Trará também considerável retorno social, com a geração de empregos de elevado nível de especialização nas regiões de Iperó e Sorocaba (SP). O RMB poderá, ainda, ser utilizado para testes de materiais e combustível nuclear.

De modo similar, o êxito dessas parcerias se estende também a outros projetos voltados ao bem-estar social, como o desenvolvimento do irradiador de alimentos (beneficiando notadamente frutas e legumes), que tenham potencial para ingressar em mercados importadores, reduzindo significativamente sua perecibilidade durante o frete.

No que se refere à segurança nuclear, amparada pela legislação, a Marinha ativou a Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), que vem a ser um órgão regulador e fiscalizador, o qual desempenha relevante papel no contexto do licenciamento nuclear e de segurança da plataforma de meios navais e de transporte de combustível nuclear.

A indústria nacional, por fim e não menos importante, se beneficiará diretamente ao participar de todos esses empreendimentos, gerando emprego e renda no Brasil.

FONTE: petronoticias.com.br

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Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
4 meses atrás

Lí o título da matéria, já pensando “lá vai o cronograma do PROSUB ser extendido de novo por problema orçamentário…”
Ainda bem que são boas notícias do bom andamento do programa, peincipalmente do SubNuc.
Dá alívio em saber que, mesmo com cortes de verbas e com o futuro nebuloso da Economia BR, por causa do Coronavirus, o programa continua seguindo em frente.

Luís Henrique
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

O Governo do Jair Bolsonaro proibiu o contingenciamento de verbas para a Defesa em 2019. Ainda que o orçamento foi feito em 2018 pelo governo anterior (Temer), pelo menos não teve contingenciamentos, algo raríssimo para a pasta.

Tutu
Reply to  Luís Henrique
4 meses atrás

2020 não?

Charles Dickens
Charles Dickens
Reply to  Tutu
4 meses atrás

O Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa e o Saci Pererê ficaram muito felizes em saber que tudo anda às mil maravilhas. Só esqueceram de dizer que com a queda brusca da economia brasileira e mundial em 2020, os projetos de defesa do Brasil vão, sim senhores, ser afetados negativamente. O governo havia proibido o contingenciamento dos recursos de defesa. Ora, com uma queda de 5 a 6% na economia, alguém se ilude que o governo não vai mudar a lei para liberar recursos para outros setores? A saúde e a educação terão redução de recursos enquanto ficarão intocáveis recursos… Read more »

Charles Dickens
Charles Dickens
Reply to  Charles Dickens
4 meses atrás

Para aqueles que deram dislike. Você é o mandatário de um país. De repente, inesperadamente, é pego por uma pandemia que faz a economia cair 6%, o número de desempregados vai de 12 para 20 milhões de pessoas, uma dívida pública aumentada em pelo menos 50%, com pouquíssimos recursos para investir e fazer com que o Estado seja indutor de uma recuperação econômica. Então você vai manter intocáveis recursos para construir navios e submarinos? A sociedade vai querer construir um submarino nuclear ao invés de ter o sistema de saúde melhorado? Alguns dirão: os recursos empregados no PROSUB não resolvem… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Charles Dickens
4 meses atrás

Ola Charles. Além da reprogramação dos programas militares (dando prioridade aos que estão atrelados à financiamentos externos como o Prosub e FX2), adiamento da contratação de novos programas (adiamento é diferente de cancelamento), apoio ás empresas nacionais de tecnologia e cancelamento da convocação de novos recrutas este ano (liberar os jovens das filas e procedimentos para apresentação ao serviço militar), o governo precisa depositar “abonos” nas contas do bolsa-família, nas aposentadorias de 1 a 2 salários até o limite de 2 salários, proporcionar linhas de créditos para as empresas que precisarem pagar os salários (com o compromisso de manter os… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Charles Dickens
4 meses atrás

Charles… País que gasta 15 bilhões em estádios para a Copa e permite a remessa dos lucros brutos, líquidos e gasosos, País que gasta 25 bilhões em instalações para os Jogos e permite o abandono dos equipamentos e das construções como se lixo fossem, Pode decidir recuperar a saúde pública. A USP anunciou um respirador por 1 mil. Vamos multiplicar por 5. Cinco mil cada um mas eles só conseguem produzir 500. Um respirador chinês custa 15 mil. Eles entregam 2 milhões em 30 dias. As farmácias e supermercados estão lotados de máscaras de todos os tipos, álcool, sabão, luvas,… Read more »

José Teodoro de Oliveira Neto
Reply to  Esteves
4 meses atrás

Amigo a tecnologia desenvolvida pelo Brasil para projeção do Submarino Nuclear e seu combustível não é exclusivamente para esse fim. Também é atravéz dessa tecnologia que está sendo produzidos insumos e fármacos, que antes o Brasil pagava caro para ter, inclusive fármacos e insumos voltados ao diagnóstico e tratamento do Câncer. Também vale salientar que OS RESPIRADORES QUE A USP DESENVOLVEU DOI UMA PARCERIA COM A MARINHA DO BRASIL, CENTRO TECNOLÓGICO DA MARINHA EM SÃO PAULO.

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Charles Dickens
4 meses atrás

Olá C.D. Concordo com você sobre a necessidade de rever toda a planilha de gastos do governo. No caso dos programas militares, é possível dividir em quatro categorias. A primeira são os projetos que ainda não estão implementados (por exemplo as Tamandaré) que terão que ser adiados por um ou dois anos. Agora o foco tem que ser terminar o que começou. A segunda categoria são os grande programas atrelados a financiamentos externos, como o Prosub e FX2. Estes precisam ser mantidos porque o custo financeiro é alto e envolvem um planejamento complexo. A terceira categoria são os pequenos projetos… Read more »

Space Jockey
Space Jockey
4 meses atrás

Tudo respondido muito vago, sem dar nenhuma data de previsão pra nada, ou seja a coisa que já era feia vai ficar ainda pior. Daqui duzentos anos fica pronto esse SN.

Luiz
Luiz
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Isso ainda vai longe, muito longe!

Tutu
Reply to  Luiz
4 meses atrás

Mas quando ficar operativo….

Vai ser a arma naval mais perigosa da América do Sul.

Pablo
Pablo
Reply to  Tutu
4 meses atrás

Não só da América do sul como em todo o continente americano. Seremos uma das poucas nações do mundo com uma arma dessa característica.

Space jockey
Space jockey
Reply to  Pablo
4 meses atrás

Uhum, pra vcs dois: Seria uma arma decisiva se ficasse pronto hoje, não daqui a não sei quantas décadas, já estamos na era dos drones.

Pablo
Pablo
Reply to  Space jockey
4 meses atrás

o que tem a ver um meio aéreo com um marítimo? tua comparação é tão esdruxula quanto comparar um cantil com um ônibus espacial!
Agora me diga quantos países no mundo tem uma embarcação movida a energia nuclear (ou desenvolvimento de tecnologia para esse fim), me diga quais países na América e nos outros 4 continentes, lembrando que segundo a ONU, o planeta tem quase 200 países!

Pedro
Pedro
Reply to  Pablo
4 meses atrás

Existem drones submarinos tb. SUbmarino nuclear ta ficando cada vez mais obsoleto. Quando esse sair, ninguém aqui estará vivo para ver.

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Pablo
4 meses atrás

1 embarcação movida a energia nuclear não significa muito. Essa 1 embarcação vai comer todo o orçamento da Marinha. Seremos a marinha de 1 embarcação (que passará boa parte da vida em testes e acertos, por ser a primeira e única unidade a ser fabricada)

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  EduardoSP
4 meses atrás

Caro Eduardo. Pelo contrário, um submarino movido a energia nuclear é uma arma fundamental para a defesa brasileira. Ele é muito rápido e também pode ficar longos períodos submerso. Isso significa que é praticamente impossível saber onde ele estará em missão no Atlântico sul. Essa incerteza obriga que qualquer força tarefa empregue muitos recursos em sua defesa, sem que isso signifique efetiva proteção, mesmo operando distante do litoral brasileiro. Isso já foi muito discutido aqui no PN.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Pablo
4 meses atrás

Pablo, isso mesmo , doure a pílula que os Almirantes agradecem. Você precisa acreditar mesmo no SN. Respondendo sua pergunta, hoje somente 5 ou 6, e nós não estamos nem perto de possuir um. Drones não somente voam, eles navegam e também num futuro irão submergir.

Pablo
Pablo
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Disse bem, futuramente, nem tu sabe quando isso vai ocorrer de fato, quanto a submarinos nucleares, tu ainda verá por pelo menos nos próximos 30 ou 40 anos em serviço. Brasileiro, na grande maioria, adora criticar o que é feito aqui, mas bate palma quando outro país domina a tecnologia idêntica!

Housem
Reply to  Pablo
4 meses atrás

Se não fazemos, “Ahh, paisinho de quinta!”
Se queremos fazer, “Ahh, é muito caro!”
Se começamos a fazer, “Ahh, nunca fica pronto!”
Se terminamos de fazer, “Ahh, mas só tem um…”

Pablo
Pablo
Reply to  Housem
4 meses atrás

Housem
Exatamente!!!!!!!!

Giovanni
Giovanni
Reply to  Space jockey
4 meses atrás

A Marinha já opera drones já faz tempo. Inclusive os Fuzileiros Navais. As novas fragatas operarão drones também. Já os submarinos, estão saindo bem rápido do forno. Resta saber se os nucleares irão demorar ou seguir a mesma linha dos convencionais. A base foi construída para comportar 10 submarinos e seus navios de apoio. Vamos esperar e ver o que acontece. Eu quer muito ir na cerimônia do Alvaro Alberto.

Tulio Rossetto
Tulio Rossetto
Reply to  Pablo
4 meses atrás

Menos né, bem menos.

Pablo
Pablo
Reply to  Tulio Rossetto
4 meses atrás

Menos? pq??

Esteves
Esteves
Reply to  Pablo
4 meses atrás

Porque nada disso existe.

Porque não está pronto.

Porque apesar do contrato de bilhões de euros com os franceses e dos quase 50 anos debruçados sobre o reator e sobre o submarino nuclear, ainda não temos um nem o outro.

Ainda é retórica.

Pablo
Pablo
Reply to  Esteves
4 meses atrás

está em desenvolvimento, e a questão é quando estiver pronto, a principio, no final dessa década. Não tem como negar que uma arma movida a energia nuclear tem um grande poder de dissuasão. Ninguém da esse conhecimento pra outro. Brasil entrou no seleto grupo com capacidade de produzir misseis de cruzeiro, míssil anti navio, e está chegando na tecnologia nuclear, portanto, pra quem duvida, menos, bem menos!!

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Esteves
4 meses atrás

Olá Esteves. Entendo que o SNB ainda é um projeto, que ainda falta o reator no Labgene que ainda precisa ser homologado e que um cronograma mais otimista sugere que o SBN entrará em operação em 2030. Por outro lado (ás vezes precisamos de três ou quatro lado para explicar coisas complexas; apenas dois são insuficientes) o primeiro SBR está pronto e em testes; provavelmente estará operacional ainda este ano. Os outros três estão em produção. sendo que o que segundo está bem adiantado. O construção destes SBR era uma etapa crítica do Prosub pois o SBN virá depois. Em… Read more »

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Space, venhamos e convenhamos, o momentos é de extrema incertezas com relação a tudo não só do Brasil, mas no mundo. Por isso, só pelo fato do programa não ser paralisado já uma grande vitória. Tudo isso justifica a fala do Almirante de Marcos Olsen.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Karl Bonfim
4 meses atrás

karl, eu já postei isso aqui várias vezes: se no passado, com PIB crescendo 7.5% já não investíamos em defesa imagina agora caindo esses mesmos 7% ou coisa parecida.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Olá Space. Segundo o FMI, a precisão para o Brasil é uma queda de -7% no PIB este ano (os países europeus teriam uma queda da ordem de -4%, menos a Espanha que deve ter uma queda similar á brasileira). O mais próximo disso ocorreu na depressão de 29. Existem lições daquela depressão sobre o que pode ser feito e o que não pode ser feito. O maior equívoco naquela crise foi achar que tudo se resolveria sozinho. Há cerca de um ou dois meses eu coloquei aqui umas estimativas bem aproximadas dizendo que o sistema de saúde brasileiro entraria… Read more »

filipe
filipe
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

Apesar de tudo, o PROSUB DEVE SER PRIORITÁRIO, nem que a gente tenha de comer Grama… Já que não temos a nossa Bomba nuclear, pelo menos um submarino nuclear.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  filipe
4 meses atrás

Olá Filipe. Uma coisa de cada vez. O ProSub continua sendo prioritário, até porque os 4 submarinos estão em estágio bem avançado de fabricação. Nesse momento, para a MB, o melhor é colocar tudo o que tem para terminar os quatro SBR. Outra coisa é colocar o Labgene para funcionar. Essas duas coisas são as etapas mais avançadas. O SBN depende do Labgene e do projeto. O problema agora é o que fazer sobre as Tamandarés. Elas terão que esperar um ou dois anos.

Nilson
Nilson
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

Aproveitar a força maior do corona e reestruturar os contratos de longo prazo, é a oportunidade de fazer sem custos enormes o que teria que ser feito de qualquer jeito, com multas contratuais.

Otto Jessen
Otto Jessen
4 meses atrás

Nesses tempos?
Aramar creio vai fazer 40 anos?
Esse submarino quando comissionado obsoleto será.

Carlos
Carlos
Reply to  Otto Jessen
4 meses atrás

Otto Hessen : – Você não sabe de Nada , Conhece Bulhufas Nenhuma .
,

Luiz
Luiz
Reply to  Otto Jessen
4 meses atrás

Vai disputar pau a pau com Angra 3!

filipe
filipe
4 meses atrás

Boas noticias , ele não detalhou muito sobre o projecto do SNBR, mas acho que serão construídas 6 unidades no final de tudo, sendo que a primeira unidade a classe o Álvaro Alberto será comissionada daqui a 12 anos, 2032, com 6000 toneladas a superfície e 6600 toneladas submerso, terá 100 metros de cumprimento, 9.8 metros de diâmetro, um reactor PWR de 48 MW Térmicos (urânio enriquecido com 10% ou 19 %) gerando 11 MW eléctricos, com uma velocidade máxima de 25 nós, operando a uma profundidade de 350 metros, em termos de armamento ter 6 tubos de 533 milímetros… Read more »

Rawicz
Reply to  filipe
4 meses atrás

6 unidades? Mal ta sendo feito 1. Ok, precisa desenvolver uma classe, do zero como está sendo feito, mas 6 unidades? Os 4 scorpenes já estão vários anos atrasados e surge de vez enquanto a possibilidade de vender algum para financiar os demais.

Torcer para ele sair e que a economia esteja voando, que tenhamos um presidente adequado, que a população seja menos ignorante, que a marinha pare de gastar rios de dinheiro em uma tropa inchada, que os cosmos estejam alinhados, que o covid-19 não tenha matado todos, quem sabe assim podemos pensar em mais 1 talvez.

Carlos Gallani
Carlos Gallani
Reply to  filipe
4 meses atrás

Outro dia entrei em um post daqui sobre as Tamandarés de um ano e algo atrás, é interessante como a realidade é implacável contra o otimismo!

Camargoer
Camargoer
Reply to  filipe
4 meses atrás

Caro Filipe. Eu acredito que a MB terá apenas 4 Scorpenes e que serão os últimos submarinos convencionais. O SN10 será o foco da MB após o S43. Um segundo lote de Scorpenes seria hipoteticamente fabricados após o SN10. Então um segundo lote de Scorpenes iria atrasar a construção de um segundo submarino nuclear (SN11). Um cenário futuro de 4 SBR e 2 SBN é muito mais vantajoso para a MB do que 4+2 SBR + 1 SBN.

Nico 88
Reply to  filipe
4 meses atrás

Fico impressionado com o otimismo.

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Nico 88
4 meses atrás

Caro Nico (Breaking the law, Breaking the law). O cenário para a operação do SN10 e SN11 é de 10 a 15 anos. É impossível prever o que pode dar certo ou errado. Portanto, o correto é pensar o cenário necessário que será detalhado ao longo do desenvolvimento. Pessimista no pensamento e otimista na ação

Nico 88
Reply to  Emerson Rodrigues de Camargo
4 meses atrás

Fiquei impressionado com o “otimismo” de construirmos 6 submarinos nucleares. Não enxergo viabilidade econômica nisso. Pelo menos de acordo com o que acompanho a realidade da nossa Marinha. Seria um sonho se tivéssemos realmente 6 submarinos nucleares. Mas voltando a realidade e tendo os pés no chão, não acredito nessa possibilidade. Infelizmente.

Esteves
Esteves
Reply to  Nico 88
4 meses atrás

Se estamos levando 50 anos para entregar o reator que moverá o primeiro submarino e, claro, não temos nenhuma experiência nem conhecimento sobre as manutenções e depois, sobre o desmantelamento e a descontaminação e, de pronto, sabendo que tudo isso consome milhões e milhões e consumirá bilhões de reais ao longo da vida do navio incluindo Itaguaí…

Não dá pra cravar que teremos nada mais que 1.

E basta. Por hora.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
4 meses atrás

Estamos progredindo, estes ano vamos ter o primeiro entregue para operação e um segundo lançado ao mar no fim do ano, mesmo com a pandemia estamos avançando uma boa notícia!

Allan Lemos
Allan Lemos
4 meses atrás

Esse RMB é o que está sendo feito com colaboração da Argentina?Ele não tem nada a ver com o reator nuclear do Álvaro Alberto não né?Porque seria muita burrice.

E é uma pena ninguém ter pensado em equipar esse submarino com lançadores verticais para mísseis de cruzeiro,daria ao Brasil uma capacidade de retaliação única na América Latina.

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Allan Lemos
4 meses atrás

Hoje em dia mísseis de cruzeiro são lançados pelos tubos de torpedo

Dalton
Dalton
Reply to  Carvalho2008
4 meses atrás

Melhor dizendo Carvalho, desde sempre são lançados por tubos de torpedos e há algumas vantagens de não se ter silos verticais, pois se o tamanho do submarino permitir, uma sala de torpedos maior pode ser arranjada e daí se ter uma maior flexibilidade. . Um “Virgínia” por exemplo pode embarcar 24 torpedos e mísseis na sala de torpedos, mas, os 12 silos verticais só acomodam mísseis, enquanto um “Astute” de tamanho comparável tem uma sala de torpedos maior que pode embarcar a mesma quantidade de armas, 36, permitindo por exemplo que se embarque mais torpedos ou minas e utilizar a… Read more »

Rodrigo
Rodrigo
4 meses atrás

Um novo lote de submarinos convencionais faz sentido para a marinha, ou seriam estes os ultimos antes do SN-BR?

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Rodrigo
4 meses atrás

Sim, os subs convencionais vão continuar sendo feitos, porque a MB jamais teria condições de operar apenas subs nucleares.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Olá Wilber. Discordo. O custo de construção e operação de um submarino nuclear é maior que o de um submarino convencional, de fato. Contudo, o maior obstáculo é ter a infraestrutura para opera-los (produção de combustível nuclear, instalações para operações com material nuclear, pessoal treinado, etc). O Brasil já superou esses obstáculos. Os 4 SBR irão substituir os IKL Tupi (acho que sobra o Tikuna que é novo). Quando o SN10 entrar em operação, a MB já terá toda a infraestrutura para operar submarinos nucleares. Considerando sua capacidade. faz mais sentido ter no futuro uma pequena frota de SBN do… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

Camaergoer, me responda sinceramente, aqui entre nós:
Tú acredita, realmente, que a MB vai ter condições financeiras ( esqueça as condições técnicas ) de operar uma força de subs 100% nucleares?
Acha mesmo que a MB vai conseguir grana pra, digamos, operar 5 subs nucleares ( mesmo que apenas um esteja 100% operacional ) de uma vez, ter grana pra manter o PMG deles e reabastecer os reatores nas datas previstas?
Não seria mais “barato” operar, digamos, 6 subs convencionais e 3 nucleares, mesmo que só metade disso esteja 100% operacional?

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Ola Wilber. De tempos em tempos, algum colega pergunta isso. Os Scorpenes possuem um horizonte de 40 anos para darem baixa. Uma frota exclusiva de SBN seria possível somente a partir de 2050 (a não ser que vendam os SBR para uma marinha amiga daqui 20 anos). É impossível saber quais serão as condições de custeio das forças armadas daqui 40 anos com precisão. Qualquer extrapolação econômica seria futurologia. É possível traçar 3 cenários, um parecido ao atual (2017-2019, porque 2020 é um ponto fora da reta), um cenário otimista e um cenário pessimista, mas ainda assim é apenas futurologia.… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Emerson Rodrigues de Camargo
4 meses atrás

Não tenho bola de cristal, e sinceramente, não sei como sera o futuro. Mas vamos imaginá-lo tomando por base o que temos hoje. E o que temos hoje: Uma MB que gasta 80% do que recebe do GF e MD com pessoal ( tem matérias sobre isso aqui no PN ). Uma MB que vai gastar bilhões com o Prosuper, uma MB que teve que grana pra modernizar só meia dúzia de A4, uma MB que teve que manter um dos Tupis encostado por anos, porque não tinha grana pra fazer o PMG do sub. Eu não vou ser do… Read more »

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Olá Wilber. Acreditar é um ato de fé. Acho que acredito apenas que no valor absoluto da vida e da dignidade humana (um ato de fé no ser humano). O resto é consequência. O Brasil sempre teve um PIB entre os 15 maiores do mundo e seu orçamento militar também sempre foi alto. O fato dos gastos previdenciários serem altos é também consequência do aumento da expectativa de um lado e da escolha de um modelo de soldado de baixa tecnologia. A médio prazo, será possível mudar um pouco essa distribuição de recursos ampliando o uso de sensoreamento remoto e… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Rodrigo
4 meses atrás

Olá Rodrigo. Eu acho que estes quatro Scorpenes serão os últimos convencionais da MB. Uma pequena frota com um número maior de SBN é mais efetiva na dissuasão do que uma frota mista com um número menor de SBN. Quando o SN10 entrar em operação, a MB já terá toda a infraestrutura necessária montada para operar um SBN que é essencialmente a mesma para 1 2 ou até 4 SBN. Portanto, o investimento para operar UM SBN permite operar outros sem necessidade de ampliar a infraestrutura. O que torna o primeiro SBN caro é o seu desenvolvimento (incluindo o desenvolvimento… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

O “problema” Camargo é que ter apenas 4 submarinos, mesmo que se adote o sistema francês de duas tripulações também para submarinos de ataque “SSN”, e para a França o mínimo é 6 é que por melhor que sejam, não poderão estar em dois lugares ao mesmo tempo e provavelmente apenas um estará certificado para missão. . Ter apenas submarinos de propulsão nuclear vai contra a lógica, já que diferente de EUA, França e RU que precisam enviar seus SSNs para águas distantes, as demais nações ou investem pesadamente em convencionais ou adotam ambos os tipos ou contam com aliados… Read more »

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Caro Dalton. Concordo com você que uma frota entre 6 e 8 SBN seria muito melhor que ter entre 3 e 5, contudo a MB vem operando entre 4 e 5 submarinos convencionais há mais de três décadas, por isso usei esse número. Mesmo que a MB mantenha o mesmo número de submarinos, o fato deles serem de propulsão nuclear já será algo muito acima do que existe hoje. Creio que 4 ou 5 SBN sejam superiores a 10 ou 15 SBR. A MB tem a favor a necessidade de operar no Atlântico sul para operações defensivas, sem a necessidade… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Emerson Rodrigues de Camargo
4 meses atrás

Penso Carvalho que é complicado basear a dissuasão em um único submarino de propulsão nuclear que encontre-se certificado sem apontar um provável inimigo, afinal dependendo de qual for, este submarino não será um grande problema ainda mais se o inimigo tiver no arsenal armas que podem ser lançadas contra alvos em terra de distâncias muito seguras. . Prefiro pensar em uma força mais equilibrada que envolva ambos os tipos e se tenha um maior número para maior disponibilidade e treinamento inclusive com marinhas amigas sem a paranoia de que podemos entrar em guerra de uma hora para outra mantendo um… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Caro Danton. Diferentes cenários requerem diferentes estratégias. O primeiro cenário seria o de uma força-tarefa que se aproximasse do litoral brasileiro vida do norte (a partir do Atlântico Norte ou do Mediterrâneo) ou vinda do sul (após cruzar o sul da África ou da América do Sul). Nestes dois casos, os SBN (2, 3 ou 4, dependendo do tamanho da força-tarefa, dependendo da disponibilidade…) seria enviada para criar um perímetro no Atlântico, distante do litoral o suficiente para frustar qualquer bloqueio naval ou conseguir alcance para que mísseis de cruzeiro atinjam alvos estratégicos. Neste cenário, um pequeno número de submarinos… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

Acho esse pensamento do Mestre, ilusório e talvez ilusionista.

Se uma FT vinda do Norte ou uma FT vinda do Sul…enviaríamos 3 ou 4 e porque não 5 ou 6 submarinos nucleares de ataque criando um perímetro distante do litoral…

Isso está no modo santo daime.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Esteves
4 meses atrás

Caro Esteves. Achei que estava claro o contexto do comentário. Nas últimas 3 ou 4 décadas, a MB operou uma pequena frota de submarinos convencionais, com suas vantagens e limitações. Pelo que sabemos, os novos SBR irão substituir os Tupis (talvez mantendo o Tikuna) mantendo este mesmo cenário de 4 ou 5 submarinos operacionais por pelo menos mais uma década. O SN10 está previsto para 2030, quando os SBR terão apenas 10 anos de uso. Neste cenário de 4 SBR ainda novos e 1 SBN, faz mais sentido a contratação de um segundo SBN. Em 2040, a MB teria 2… Read more »

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

Camargoer, perfeito.

Como diria Garrincha : Só faltou você combinar com os Russos.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
4 meses atrás

Caro Luiz. Cenários estratégicos são construídos considerando probabilidades. Sem entrar no mérito do motivo, uma força-tarefa inimiga que se aproximasse do litoral brasileiro viria do norte (vindo do Atlântico Norte, pelo Canal do Panamá ou do Mediterrâneo) ou do sul, contornado a África ou contornando a América do Sul. Nenhum país da costa ocidental da África ou do Caribe tem poder naval para ameaçar o Brasil. Outro cenário é a escala dessa força-tarefa inimiga. Ela pode ser menor que a MB, igual á MB, superior á MB ou muito superior á MB. Podemos descartar os extremos. Nenhum país enviaria uma… Read more »

Gabriel BR
Gabriel BR
4 meses atrás

Querem reindustrializar o país e ter rápido crescimento do PIB ? Foquem na Industria de Defesa! Minha proposta para superar a depressão econômica que se avizinha é pegar 60 bilhões de dólares das reservas e investir em um amplo programa de reequipamento das forças armadas no qual a nacionalização de componentes será prioridade.
A Direta francesa está debatendo isso nesse exato momento…

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Gabriel BR
4 meses atrás

Seria ótimo,mas o Paulo Guedes é um tresloucado,segundo informações ele quer reduzir as reservas,mas o último lugar em que ele investiria esse dinheiro seria na indústria da defesa.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Allan Lemos
4 meses atrás

Allan, seria bom os ministros anteriores, né ? Ele investiriam pesado na defesa.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Gabriel BR
4 meses atrás

Resposta de 90% da população que sabe ler seria: Não precisamos investir em armas, temos prioroidades como saneamento, saúde, educação blá blá blá… O inimigo interno é quase invencível, o excesso de democracia será nossa ruína.

Esteves
Esteves
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Bla, bla, bla…

comment image

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Caro Space. Segundo o IBGE 60% dos trabalhadores brasileiros (algo em torno de 54 milhões de pessoas) tem uma renda mensal de R$ 928 (inferior a um salário mínimo) e o salário médio é R$ 2.234. 6% da população acima de 15 anos é analfabeta. Segundo o Instituto Trata Brasil 27% dos brasileiros não tem água tratada e 47% não tem esgoto, 4 milhões de pessoas não tem acesso a banheiro no Brasil. Eu concordo com essa maioria que coloca saneamento, saúde e educação como prioridade. Nossa ruína é a democracia incompleta.

Esteves
Esteves
Reply to  Camaergoer
4 meses atrás

Quase 40 milhões de brasileiros habilitados para os 600 reais.

São brasileiros sem renda contínua, ambulantes, desamparados, desempregados há mais de 2 anos, gente que vive de bico.

Sem emprego na CLT.

Pera aí…a taxa de desemprego…ela não é 15% ou 15 milhões? Sim ou não?

Estamos descobrindo 50 milhões de brasileiros sem renda?

E o Mestre ainda pergunta sobre os motivos da crise fiscal?

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Esteves
4 meses atrás

Olá Esteves. O IBGE divulgou hoje a taxa de desocupação do primeiro trimestre (ou desemprego ) em 12,2% ou 12,9 milhões. A taxa de desocupação é calculada sobre a população economicamente ativa (PEA) que no Brasil é estimada em 105 milhões de pessoas (praticamente 50% da população total). A PEA inclui os que possuem emprego formal (CLT e servidores públicos) e também os trabalhadores informais (39% da PEA). Além dos 105 milhões da PEA, há 67 milhões de brasileiros considerado fora da força de trabalho (são aqueles com mais de 14 anos que não estão trabalhando nem procurando emprego). Sobram… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Emerson Rodrigues de Camargo
4 meses atrás

Vamos lá. População economicamente ativa. 50%. Uma taxa abaixo dos EUA e Europa que com todos os problemas vem mantendo ocupação maior que 60%. Todo CLT que baixa a carteira e não retorna até 2 anos é considerado desempregado. Estatísticas. A verdade que apareceu. Mais de 30 milhões de brasileiros desocupados, autônomos sem renda contínua, ambulantes, sobreviventes do Bolsa Família, vivendo de trabalho temporário como serventes e ajudantes habilitados para os 600 reais. Somados aos 15 milhões de brasileiros desempregados que receberam seguro desemprego e FGTS… Pera aí. Que estatística é essa? Somos 45 milhões de desamparados sem sustento, sem… Read more »

Charles Dickens
Charles Dickens
Reply to  Space Jockey
4 meses atrás

Democracia demais é a ruína dos idiotas.

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Charles Dickens
4 meses atrás

Caro C.D. Ao contrário. O problema até agora é que tivemos uma democracia incompleta. A democracia moderna é o regime na qual os direitos humanos (portanto a vida e a dignidade humanas são valores absolutos) e a soberania popular são garantidas pelo Estado de Direito. Um aspecto fundamental da democracia é o confronto de ideias e a busca do acordo de preferência pelo consenso. As decisões em um regime democrático demandam por um lado o debate e por outro aceitar que os problemas serão resolvidos por meio de soluções tecnicamente imperfeitas mas tomadas em comum acordo. A democracia é o… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Gabriel BR
4 meses atrás

Quando os 60 bilhões de dólares acabarem…

Querem reindustrialização?

Parem com a retórica. Chega de contar histórias.

Cada poder custa mais de 10 bilhões de reais ao ano. Cadê a reforma das previdências? Qual o impacto das mudanças que fizeram nas contas públicas?

Quanto foi devolvido ao orçamento público?
Quais reformas foram feitas nos fundos de pensão?
Qual o tamanho do gasto público com gabinetes, com burocracia? 30 bilhões?

Retórica.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
Reply to  Gabriel BR
4 meses atrás

Tudo o que indústria quer é produzir a preço mais baixo: energia barata, impostos mais baixos, infraestrutura boa e que não encareça muito o preço final do produto e segurança já que ter que contratar seguros mais caros também encarece o custo final. E no Brasil isso é tudo ao contrário, é mais fácil a corda estourar para o lado do trabalhador, preferem reduzir salários mas não reduzem impostos.

Esteves
Esteves
4 meses atrás

Bem… Se o historiador Fernando…ele afirmaria que o Esteves ainda precisa aumentar consideravelmente seus (do Esteves) conhecimentos e leituras sobre o assunto. A Invap não foi citada. Tive a impressão que o IPEN assumiu. Sim? MB+Amazul+CNEN+IPEN. Os argentinos? Ao IPEN após anos de afastamento e de desinvestimentos, reservou-se a proteção radiológica e a produção de radiofármacos. Agora, o IPEN reaparece na produção do reator como deveria ter sido desde os anos que afastaram a USP desse centro de excelência firmando o acordo entre Brasil e Alemanha para Angra, sabotado pela Westinghouse. Sim? Se a MB irá entregar o submarino nuclear… Read more »

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Esteves
4 meses atrás

O Brasil deveria ter uma participação da energia nuclear em sua matriz de ao menos 5% a 10%….tem espaço pacas para crescer. Isto é necessário para não apenas a continuidade do desenvolvimento da tecnologia, como reserva estratégica caso de mudancas climáticas

É um percentual razoavel

Esteves
Esteves
Reply to  Carvalho2008
4 meses atrás

Bom…

Quando pesquisamos, aprendemos, construímos, desenvolvemos as hidroelétricas e a energia produzida com elas sabíamos que seriam dependentes dos regimes das chuvas.

E dos impactos ambientais que não imaginávamos existir.

Correr atrás da energia nuclear para gerar eletricidade quando o mundo está indo na outra direção…e após os fracassos de Angra…e após o desaprendizado ocorrido no IPEN…e após quase 50 anos para entregar o reator da MB…e tantos segredos e segredos.

Penso que não temos segurança radiológica para essas coisas. Ainda.

Nilson
Nilson
4 meses atrás

Há algum tempo atrás, quando houve notícia sobre o contrato da Nuclep para construir o vaso do reator, colegas juraram de pé junto que o vaso já existia, que já tinham visto foto do vaso, etc, etc. Agora, parece que claro que esse vaso, se existiu, não é o que será usado no Labgene (ver texto que colo abaixo). Alguém tem alguma notícia desse primeiro vaso que pode ter sido construído? “obtenção da licença parcial junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para o avanço da construção do vaso de contenção do reator do Laboratório de Geração de Energia… Read more »

Helio Mello
Helio Mello
4 meses atrás

“projeto de detalhamento, o que inclui arranjos dimensionais internos e cálculos de pesos e de deslocamento total, além de ajustes de estabilidade”. Isso não seria projeto básico? Nunca vi, nem no Brasil nem fora, arranjo geral e estabilidade fazerem parte de projeto de detalhamento…

Nilson
Nilson
Reply to  Helio Mello
4 meses atrás

Não entendo disso, mas sua informação preocupa. O início do detalhamento já está bem atrasado, e é um passo fundamental para que o projeto se torne realidade. Ora, se ainda está fazendo partes do que estaria no básico, então está bem mais atrasado. Mas, talvez seja uma forma de dizer que está no detalhamento. Porque não vejo como fazer p detalhamento se o propulsor ainda não está homologado, ou seja, detalhar sem saber as características finais do propulsor me parece impossível, pelo menos no tocante às partes que lhes são afetas ou dependentes.

Foxtrot
Foxtrot
4 meses atrás

“Vale destacar a fabricação do Equipamento de Apoio à Guerra Eletrônica (MAGE) MK3, que será incorporado ao programa de construção das Fragatas Classe Tamandaré; a instalação, os testes de aceitação bem-sucedidos de fábrica, porto e mar, e as autorizações de emprego do Sistema CISNE de sensores e navegação eletrônica em 18 navios da Marinha do Brasil; além da evolução da eletrônica do sonar EDO 997 (SONAT MKII) das Fragatas Classe Niterói e Corveta “Barroso” Para mim esses são os maiores feitos nacionais em P&D em defesa naval . Ou seja, ao contrário do que eu acreditava darão continuidade a sistemas… Read more »

Fernando XO
Fernando XO
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

Fox, o CISNE é o Console Integrado de Sensores de Navegação Eletrônica, ou seja, um ECDIS nacional… a ideia é evoluir o equipamento para um WECDIS… abraço

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Fernando XO
4 meses atrás

Obrigado pela resposta caro Fernando.
Seria uma evolução do Siconta, que é o C2 dos navios ?

Fernando XO
Fernando XO
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

Não, trata-se de um console que integra informações de diferentes sensores para efetuarmos a navegação a bordo… uma outra solução do IPqM é o SisC2Geo, esse sim pensado para Comando e Controle… abraço…

JClaudio
4 meses atrás

A Marinha do Brasil, assim como as demais forças nunca foram tão bem tratadas como nos governos Lula & Dilma. Todos os grandes projetos das forças foram pra frente com eles: Prosub; KC; Gripens; Guaranis; Porta-Helicoperos Bahia & Atlantico; IA-2; Astros 2020, etc.

Podem me desmentir.

MMerlin
MMerlin
Reply to  JClaudio
4 meses atrás

Em nenhuma gestão presidenciável os projetos das forças armadas receberam o devido valor e sempre subestimaram o retorno que os mesmos dão através de pesquisa, desenvolvimento e fomento industrial do país. Cada projeto destes que você citou foram sendo enrolados por anos.

Dalton
Dalton
Reply to  JClaudio
4 meses atrás

Não gosto de levar para o campo ideológico, ainda mais quando nunca se saberá o que outro governo teria feito pelas forças militares ,mas, o que lembro é que quando Lula assumiu a marinha contava com 16 combatentes de superfície e em 2004 o número caiu para 14 e já em 2003 a “Barroso” teve sua construção interrompida por falta de fundos. . O início da importante modernização das fragatas “Niterói”, caso contrário nenhuma estaria navegando hoje em direção ao Líbano se deu ainda no fim da década de 1990 e foi concluída no governo Lula quando também se concluiu… Read more »

Emerson Rodrigues de Camargo
Emerson Rodrigues de Camargo
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Olá Dalton. O Lula assumiu o mandato no início de 2003. Então dá para começar com a V34 que começou em 94 e só foi lançada em 2002 para ser comissionada em 2008. A mesma coisa para o Tikuna, como você lembrou bem, que começou em 98 mas só foi lançado em 2005 para ser comissionado em 2006. O Prosub também foi decidido no governo Lula a partir da demanda da MB. Ela poderia ter escolhido outra prioridade (particularmente, acho que a MB acertou em priorizar o SBN naquele momento, caso contrário não sairia nunca). O Prosub é o maior… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Emerson Rodrigues de Camargo
4 meses atrás

Camargo, qualquer um que estivesse na presidência teria feito tudo isso que você citou, ainda mais na boa fase econômica que o mundo viveu em boa parte do período entre 2002 e 2010. . Citar coisas que aparentemente estão dando certo é uma coisa, mas, o “PROSUPER” não saiu do papel, o substituto do “São Paulo” que seria construído com ajuda dos “parceiros estratégicos” franceses também não e quando a marinha cedo percebeu que isso não aconteceria no desespero pensou em moderniza-lo para que durasse até 2030 quando ele foi pensado para durar até +/- 2016. . Os A-4s foram… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
4 meses atrás

Olá Dalton. Acho um erro tirar conclusões a partir do “SE”. Eu não sei o que outros candidatos teriam feito se estivessem no lugar do Lula ou o que Lula teria feito se estivesse no lugar de FHC. Podemos avaliar o que Lula fez e atá comparar com FHC, Dilma e Temer, que encerraram seus mandatos. Lula foi presidente por 8 anos e autorizou programas militares que priorizaram a indústria nacional. Busquei notícias sobre o “Prosuper” no google, e a noticia mais antiga que encontrei foi de 2014, portanto posterior ao governo Lula. Cada ovo em sua sacola para não… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  JClaudio
4 meses atrás

Exatamente caro Jclaudio.
O pior é que temos militares hipócritas que receberam grande incentivo durante o governo da esquerda nacional (que errou como todos os governos deste país), e que agora demonizam.
O atual que falou que iria investir e um monte de asneiras (de praxe nessa administração) só fez entregar a soberania nacional de bandeja, desnacionalizar empresas estratégicas e aumentar salários de militares.
Os mutantes nacionalista de outrora devem estar morrendo de raiva e os que já morreram deve estar se revirando no caixão.
Absurdo!

JClaudio
Reply to  Foxtrot
4 meses atrás

FOXTROT,
Imagina o falatório que seria se um governo petista tivesse entregado de bandeja a base de Alcântara para exploração russa ou chinesa.

Nilson
Nilson
4 meses atrás

Off pero no mucho: olhando hoje o diário oficial, buscando o balanço da Emgepron (que ano passado foi publicado em 30/04), não achei o balanço, mas achei publicação em 30/03 do extrato do contrato de construção das Tamandaré (e do acordo de compensações): EXTRATO DE CONTRATO Nº EGPN-27/2020-003/00 Contratante: Empresa Gerencial de Projetos Navais – EMGEPRON, CNPJ n.º 27.816.487/0001-31; Contratada: ÁGUAS AZUIS CONSTRUÇÃO NAVAL SPE LTDA; CNPJ n.º 36.277.163/0001-63; Objeto: Obtenção por construção de 4 (quatro) navios militares denominados “Navios Classe Tamandaré”; Valor: R$ 9.098.279.412,28 ; Prazo de Vigência: 04/03/2020 a 03/01/2030; Data de Assinatura: 04/03/2020. EXTRATO DE ACORDO Nº… Read more »

Blind Mans Bluff
Blind Mans Bluff
4 meses atrás

Quando leio esses artigos cheios de detalhes sobre o programa nuclear brasileiro, eu fico me perguntando: Isso nao deveria ser segredo de estado?!

Kemen
Kemen
4 meses atrás

Apesar de ser um asunto bastante polemico o uso ou não de misseis anti navios nos submarinos, eu acho que os nossos submarinos apesar de ter essa capacidade, não a usaremos, nos testes do Riachelo não se menciona isso e também não compramos os misseis, ficaremos só com os F21.

P2NJR SC
P2NJR SC
4 meses atrás

Vejo dois parceiros diretos e possível sociedade, tanto no ProSub quanto para EMBRAER Comercial e Defesa: Suécia e Índia.

Giovanni
Giovanni
4 meses atrás

Sinceramente estou animado com a força de submarinos à ser incorporada. Soube realmente o interesse de se possuir uma frota de até 6 nucleares e talvez o dobro de convencionais. Se irão construir, não sei. Tudo leva a crer que a quantidade de meios submersíveis será bem maior que os 5 que operamos agora somente pelo tamanho da instalação construída e pela ideia de se possuir duas frotas. Sei das grandes dificuldades para se colocar dinheiro “no bolso dos políticos”, quer dizer “nos projetos científicos”. Mas o dinheiro existe. É mal empregado, mas existe. E somente temos que votar direito… Read more »