terça-feira, março 2, 2021

Saab Naval

No RIMPAC 2020, Marinhas do Pacífico simulam cenários contra a China

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br


O exercício marítimo internacional Rim of the Pacific liderado pelos EUA, ou RIMPAC 2020, começou no dia 17 de agosto.

O exercício bienal – o maior exercício oceânico do mundo – vai até o final de agosto nos mares próximos ao Havaí. Com 10 países, 22 navios de guerra, um submarino e 5.300 militares, seu tamanho é bastante reduzido em relação à edição de 2018, onde 25 países participaram.

O evento deste ano “se concentrará exclusivamente no combate à guerra no domínio marítimo”, devido à pandemia de coronavírus, disse o vice-almirante Scott Conn, do 3º Comandante da Frota, e incluirá “guerra anti-superfície, guerra antissubmarino e operações de interdição marítima, bem como alguns eventos robustos de tiro real.”

O exercício acontece enquanto as tensões sino-americanas continuam a aumentar. O Departamento de Comércio dos EUA anunciou na segunda-feira novas restrições à gigante chinesa de hardware de telecomunicações Huawei Technologies – a última de uma série de manobras comerciais, militares e diplomáticas de Washington e Pequim envolvendo fechamentos de consulados, sanções contra funcionários, exercícios de tiro real e medidas visando empresas.

A China juntou-se à RIMPAC pela primeira vez com a edição de 2014 e também participou em 2016. Foi convidada em 2018, apenas para ser desconvidada naquele ano por causa de sua escalada militar no Indo-Pacífico. Não apenas Pequim foi claramente excluída novamente este ano, mas o próprio RIMPAC 2020 parece ser um palco para as marinhas do Pacífico simularem seus cenários contra a China.

A lista deste ano compreende principalmente o grupo principal de parcerias e alianças de defesa americanas – Austrália, Brunei, Canadá, França, Japão, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura e Coreia do Sul – do qual Washington depende para combater a China na região do Indo-Pacífico.

FONTE: Nikkei Asian Review

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Rawicz

Nenhum navio da royal navy…. A marinha da rainha já foi mais “parceira” rs

Cada um se preocupando com seu quintal….

Dalton

A pandemia foi a grande responsável pela diminuição no número de nações e unidades participantes desse “RIMPAC”, nem mesmo um NAe da US Navy foi enviado e os exercícios também serão mais contidos.
.
Mas a proposta de enviar o HMS Prince Of Wales para o Pacífico ano que vem continua firme.

Ted

Se a pandemia faz 70% da turma sair correndo, imagina num confronto real.

Dalton

Não há nenhuma necessidade de expor pessoas e incorrer em gastos considerados não prioritários em tempo de pandemia mesmo os EUA diminuíram sua presença no exercício.
.

Mercenário

No ano que vem o CSG do HMS Queen Elizabeth passará pelo Pacífico e, possivelmente, realizará exercícios com as marinhas aliadas da região.

Veja que só participaram do exercício indicado na matéria países que ficam na região ou possuem territórios ultramarinos (ex: França, que mandou apenas um patrulha que está baseado no Taiti).

Antoniokings

‘A lista deste ano compreende principalmente o grupo principal de parcerias e alianças de defesa americanas – Austrália, Brunei, Canadá, França, Japão, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura e Coreia do Sul – do qual Washington depende para combater a China na região do Indo-Pacífico.’

Acho que é muito pouco para conter a China.
E acredito que a França vai sair fora dessa na primeira oportunidade.

Andrew Martins

Eu acredito que Austrália, Coreia do sul, Japão e EUA já são mais do que suficiente. Só com os 3 primeiros em futuro próximo já teria mais navios operando o F35 do que a China pretende ter de porta aviões, 5 contra 4.

Fabio Araujo

A França tem possessões ultramarinas no Pacífico por isso não creio que deixe de participar.

MMerlin

Bem difícil a China executar qual plano de ataque ou invasão, independente do país. Sua ainda enorme dependência de petróleo e matéria prima estrangeira limita muito qualquer ação mais prolongada. Adicione aí a necessidade de importação diária de uma grande variedade de alimentos. Se a China invadir Taiwan, difícil saber até onde iriam as reações de outros países. O fato é que tal ação traria consequências. Tanto na área militar quanto comercial. E não existe estoque suficiente do citado em parágrafo anterior se a cadeia de fornecimento for interrompida. O Japão, durante a segunda Guerra, foi um exemplo disso. Mas… Read more »

Last edited 6 meses atrás by MMerlin
Jagdverband#44

Comentar assunto militar levando em consideração super trunfo é o mesmo que ouvir a opinião do meu sobrinho de 12 anos.

Antoniokings

Pois é.
Austrália, Brunei, Canadá, França, Japão, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura e Coreia do Sul devem dar um monte de figurinhas.

Ricardo Bigliazzi

Acho que não Kings, partindo do principio que a estratégia de defesa dos EUA é baseado com conceito dos “EUA contra o resto”… qualquer ajuda é muito bem vinda por parte de países aliados, tudo para apressar a conclusão dos trabalhos.

Segue o jogo…

Antoniokings

Isto é verdade.
Agora, estamos reconhecendo que os EUA é que terão de ‘levar nas costas’ este jogo.
A questão é: Até quando conseguirão manter isso?
Tenha certeza que é nisso que a China está apostando.

NZAGO

A grande pergunta que se faz é: Será que as forças navais de superfície serão capaz de enfrentar uma nação bem armada. Na segunda guerra mundial, à economia norte-americana era aproximadamente 10 (dez) vezes maior que a japonesa e foi muito duro bater os japoneses no mar e no ar. Hoje, por PPP a economia chinesa é maior. Os russos estão prometendo atingi-los com misseis em distâncias acima de 3000 km, os chineses também investiram pesado no seu arsenal de mísseis. Outro fator interessante é a produção de aço( essencial em caso de guerra convencional). A china produziu no mês… Read more »

Dalton

Foi “duro bater os japoneses” porque a prioridade era à Alemanha. Com certeza a China de hoje é muito mais capaz que o Japão era em 1941, mas, isso não significa que não tenha pontos fracos.
.
E a paz depende muito de como a China também irá comportar-se, colocar toda a culpa “nos outros” é injusto.
.
E também pode ser que não ocorra um confronto direto já que as grandes potências procuram evitar esse embate que pode ser doloroso até mesmo para um possível vencedor.

Jorge Knoll

O momento é outro, e o poder de fogo da China hj, a cada ano são enjangados 50 fragatas e destróier, sem falar no resto, como submarinos e navios de apoio.
Bem ao contrário da MB que de 40 a 40 anos encomenda fragatas ou corvetas.

Dalton

Não significa que a China irá manter esse ritmo para sempre, o que se diz é que a China quer alcançar uma meta e depois terá dificuldades para manter o que conseguiu como todo mundo. . Fica a dúvida se a China depois que tiver múltiplos NAes cada vez mais sofisticados e/ou de propulsão nuclear, múltiplas alas aéreas e esquadrões extras de treinamento e testes, maior número de submarinos de propulsão nuclear, etc, conseguirá manter o ritmo. . Os EUA estão construindo o segundo NAe da classe Ford e já estão montando a quilha de outro e o que se… Read more »

Rene Dos Reis

Difícil comparar , guerra de atrito ? duvido, essa produção toda de aço iria pro vinagre muito rápido, não da pra imaginar uma terceira guerra mundial e como ela seria.

Ricardo Bigliazzi

Não haverá essa III Guerra Mundial, não há espaço para isso no mundo de hoje. Se os confrontos fossem massivos como foram na II Guerra Mundial em quantas semanas os tanques, navios, helicopteros e aviões estariam destruidos… acho que seria bem rapido… e a sua reposição e treinamento de tripulações seria possivel??? É tão facil construir um F-18 como era construir um Hellcat para operar em Porta Avioes na IIGM??? As forças atuais são importantes e necessárias para defender certos interesses, e devem ser grandes o suficiente para impedir que terceiros se envolvam numa encrenca alheia. Só isso. Não vi… Read more »

Edson Parro

Pois é meu caro Dalton, como faria a China para importar seus alimentos? E as exportações da China, para onde iriam?
O que os chineses fariam com os “quaquilhões de dollars” da tesouraria deles?

Last edited 6 meses atrás by EParro
Angelo Chaves

“Anglo-sionista” a velha história do judeu dominando o mundo… Adolf agradece.

Sagaz

A China não produz aço sem minério brasileiro/australiano. Não alimenta os altofornos sem carvão importado também. Não é autosuficiente em petróleo. A China não se sustenta se sofrer sanções em uma possível agressão ao mundo livre.

Fabio Mayer

A questão decisiva de uma guerra como esta seria: de que lado ficaria a Rússia?

MMerlin

Você está comparando os dois países baseado nis equipamentos de hoje.
O Japão, na época, tinha uma das maiores e mais preparadas Marinhas do mundo.
E os EUA não tinha, de longe, a capacidade militar que tem hoje.
A capacidade de produção deste país não tem os limites existentes na China, que postei em comentário anterior. O território Americano, tratando de matéria prima, é praticamente autossuficiente.

Fabio Araujo

Mandamos observadores? Se não me engano já o fizemos em outras RIMPAC e é uma boa oportunidade para trocas de experiências.

Paulotd

Esse BRP José Rizal é um exemplo de custo benefício e projeto de corveta barata e eficiente. Assinaram contrato em 2017 e 2020 já receberam o primeiro dos Coreanos, e pagaram barato. MB poderia ter seguido esse caminho pra ter algo navegando em menos de 3 anos. Mas aqui as lagostas falam mais alto.

Last edited 6 meses atrás by Paulotd
sub urbano

Filipinas esta se fazendo de difícil… Rebola para os dois lados como uma prostituta. Pelo menos esta ganhando algo em troca. Diferente do Itamaraty q tem “dado” de graça para os USA.

Andromeda 1016

O Brasil não foi alçado a status de nação favorecida pelos Estados Unidos? Está também sendo considerada para ser nova integrante na reformulação do G7 que pretende incluir novos membros, e essa inclusão é vontade dos Estados Unidos.

Andromeda 1016

Duterte, o presidente das filipinas, foi comprado pelos comunistas chineses assim como muitos outros políticos do mundo inteiro que foram comprados a granel pelos chineses. No Brasil o grande exemplo é o Dória. Antes do Duterte as filipinas ganharam uma disputa internacional no tribunal de Haia tendo reconhecido seu direito à soberania sobre parte do mar do sul da China, mas este irresponsável tem se negado a tomar as medidas necessárias para colocar em prática o resultado do tribunal e agora diz que seria bom dar esse pedaço de mar à China para fortalecer os laços de amizades com eles.

Kemen

Aliados tudo bem, eu acho que não haveria melhor escolha, mas mesmo aliados podem discordar em algumas coisas o que seria natural, isso é ter opinião própria e ser independente, podemos até ser respeitados por isso, submissos jamais, para nenhum pais ou govêrno, não queremos ser chamados de “democracia babaneira”.

Defensor da liberdade

Um monte de alvos para os DFs.

Allan Lemos

E os DFs seriam um monte de alvos para os SM-3.

Victor Filipe

Tem que ser muito inocente pra acreditar que a china seria capaz de em um real conflito encarar as forças de todos esses países…

A china iria ter que suar e muito a sua camisa pra deter as duas frotas americanas que estão no pacifico. somado aos aliados da região…

A marinha chinesa é grande, mas não tão grande assim, as varias corvetas com menos de 2 mil tons de deslocamento não irão muito longe da costa. e estrangular as linhas comerciais da china já iria por o pais de joelhos.

Paulotd

Daqui há 10 anos ninguém sabe. Os caras lançam ao mar 1 Corveta por mês, e 1 destroyer a cada 6 meses. Ninguém sabe, mas eu ainda acho que o Japão e CS sozinhos, e se quiserem seguram a onda ali com uma dúzia de classe Asahi e mais alguns porta helicópteros com F-35, e CS com as Incheon e mais PH

FABIO MAX MARSCHNER MAYER

Eu duvido que a China ou os EUA embarquem na aventura de uma guerra, por mais que a realidade das próximas décadas será esta aí: DETÈNTE! As partes vão comparar forças. A China vai construir porta-aviões e ilhas artificiais, os EUA vão contar com os aliados construindo porta-aviões, e ambos vão contar com aquilo que acabou com a URSS: os custos podem subir tanto que, o primeiro que quebrar por conta deles, perde a guerra, por mais que continue sendo potência militar depois. É a economia que vai determinar o vencedor. E o vencedor tanto pode ser a China, quantos… Read more »

Cleber

So Marinha top . Aqui sao 80 mil …bom deixa pra la .

Fabio Araujo

OFF – A China apreendeu equipamentos de pesca de filipinos alegando pesca ilegal, só que os filipinos estavam a 230 km da Filipinas, dentro da ZEE das Filipinas, e a 874 km da China.

https://globalnation.inquirer.net/190332/ph-protests-chinas-illegal-confiscation-of-filipino-fishermens-payaos-in-scarborough

Alexandre

É bom irem se preparando mesmo, porque a China vem com tudo e uma guerra está cada vez mais próxima!!!

Jagdverband#44

mãe diná

Kemen

Na minha opinião essas iniciativas contra a Huawei Technologies, é mais uma batalha econômica, pois essa empresa vem a décadas tirando mercado de empresas norte americanas e européias. A Huawei entrou no mercado latino americano, europeu e norte americano, com seus equipamentos de alta tecnologia (foi pioneira em equipamentos de conectividade telefônica por IP superando as tecnologias com conectividade Fisica, ATM e Frame Relay) e preços atrativos, desbancando empresas norte americanas, canadenses, europeias e até na própria China que antes importava um grande numero de equipamentos de telecomunicações da America do Norte.

Luiz Trindade

É papai… Recado cada vez mais firme para China… A propósito… Alguém sabe do Ozawa?!? Tá sumido rapaz…

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