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França desenvolverá novo porta-aviões e SSBN de próxima geração

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PARIS — A França vai desenvolver e construir um novo porta-aviões para entrar em serviço em 2038 para substituir o Charles de Gaulle agora em serviço, anunciou segunda-feira a ministra das Forças Armadas da França, Florence Parly.

Num vídeo-discurso marcando a abertura da exposição online Euronaval, Parly disse “no que diz respeito ao porta-aviões de nova geração, posso confirmar que este programa será lançado para dar um sucessor ao Charles de Gaulle em 2038”, acrescentando que “haverá uma estrutura operacional que será perfeitamente adaptada, desde o início, às nossas futuras aeronaves de combate, conhecidas sob o nome de SCAF. ”

Parly não forneceu quaisquer detalhes adicionais, especialmente sobre se o novo porta-aviões será convencional ou nuclear, mas passou a recapitular a grande modernização da Marinha Francesa que seu governo está concluindo. “Nunca, nos últimos 30 anos, a Marinha viu tanta renovação de seus ativos”, observou ela.

Observando que a atual lei do programa militar de 2019-2023 prevê 110 bilhões de euros para a aquisição de equipamentos, uma parte significativa dos quais beneficia a Marinha, Parly também anunciou que, “nos próximos meses, vou lançar obras de construção de submarinos de mísseis balísticos de terceira geração.”

Mais uma vez, ela não forneceu detalhes, mas por si só o anúncio é muito significativo, pois confirma a modernização a longo prazo da frota francesa de quatro submarinos de mísseis balísticos da classe Le Triomphant, atualmente armados com o míssil balístico M51, que também terá de ser substituído para equipar a próxima geração de “boomers”.

SSBN classe Le Triomphant
SSBN classe Le Triomphant

Programas de combate de superfície

À medida que o programa da fragata multi-missão FREMM se desenrola, com as duas variantes finais de defesa aérea, Alsace e Lorraine, com entrega prevista para 2021 e 2022, respectivamente, a construção será transferida para as fragatas de defesa e intervenção (FDI).

Estas fragatas “são furtivas, duradouras e versáteis: são o símbolo de uma indústria naval na vanguarda da tecnologia moderna”, disse Parly, acrescentando que “em 10 anos, a Marinha terá recebido oito novas fragatas de primeira classe” – uma notável realização.

Para seguir a classe FREMM, a França planeja construir cinco novas fragatas FDI, que estão entre os projetos mais fortemente armados e tecnologicamente avançados agora disponíveis. O navio líder, Admiral Ronarc’h, está agora em construção e deve ser entregue em 2023, com o segundo em 2025.

Maquete da Fragata FDI

A França também lançou dois programas navais em cooperação com seus aliados europeus, mas estes ficam aquém, em tamanho e custo, da ambição expressa por vários governos europeus de uma consolidação de programas navais.

Os dois primeiros navios logísticos da frota sendo construídos pela Fincantieri da Itália em cooperação com o Naval Group da França, devem ser entregues até 2025. Para a guerra contra minas, a França está desenvolvendo o programa SLAMF, integrando sistemas de drones, em cooperação com a Grã-Bretanha.

Duas novas classes de OPVs

Para apoiar as missões de segurança da Marinha Francesa, a França lançou em julho a construção de dez navios de patrulha offshore conhecidos como “patrouilleurs océaniques” e deslocando 2.000 toneladas, que ficarão estacionados na França; os dois primeiros devem ser entregues até 2025.

Para as possessões francesas no exterior, a França encomendou seis navios de patrulha ultramarinos (Patrouilleurs Outre Mer, ou POM) que serão entregues em 2024 e 2025 e ficarão estacionados em La Réunion, Taiti e Nova Caledônia. Parly cortou na semana passada o primeiro aço do primeiro desses barcos, que vai deslocar cerca de 1.200 toneladas. Os navios, observou Parly, “protegerão os 10 milhões de quilômetros quadrados de mar que constituem nossa zona econômica exclusiva”.

A França também está renovando sua frota de seis submarinos de ataque, com as unidades de nova geração da classe Barracuda substituindo os submarinos Rubis agora em serviço. O líder da classe, Suffren, está concluindo suas provas de mar e deve ser entregue no final do ano, confirmou Parly.

Depois de elogiar os fabricantes navais e a Direção-Geral de Armamentos, que administra as compras de defesa da França, Parly concluiu seu discurso com otimismo.

“Minha mensagem final será de resiliência e otimismo. Juntos devemos resistir. Temos competências e know-how únicos, conhecidos e reconhecidos. Não estou dizendo que passar pela crise econômica e de saúde será fácil ou sem incertezas, mas temos ativos e recursos.”

FONTE: Defense-Aerospace.com

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Helio Eduardo
Helio Eduardo
1 mês atrás

Aguardando “essas FDI ficariam bem na MB, dinheiro tem de sobra, é só gastar certo, esquece ToT e compra logo meia dúzia, etc, etc, etc….”

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Helio Eduardo
1 mês atrás

Ou “deveríamos aproveitar a chance e desenvolver junto com os franceses o nosso porta aviões, está é a chance de ouro da MB”…..

FERNANDO
FERNANDO
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Tenho no bolso, manda compra.

RPiletti
RPiletti
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Mais uns 200mi, na média, por ano para deixar ele sempre em prontidão, adestrando o grupamento aéreo?

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Galante, eu fui irônico…..mas pegando gancho no seu comentário….este valor diluído pelo prazo de construção da menos de 1 Bi por ano, sem contar prazo e custos de desenvolvimento. Não é alto, ao contrário, perfeitamente factível, se a MB já tivesse suas escoltas de maior porte encaminhadas.
O maior problema das FFAA não é financeiro, é a perenidade orçamentária; tem de acabar com corres e contigenciamentos, assim é possível elaborar contratos e cumpri-los dentro do prazo.

marcus
marcus
Reply to  Roberto Bozzo
1 mês atrás

A França consegue tudo isso por esse motivo.
Efetivo da Marinha Francesa,36 331 militares.

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  marcus
1 mês atrás

Perenidade não tem a ver com números de efetivos, tem a ver com a continuidade orçamentária. Ter um orçamento previsível, em que se sabe o que vai receber em cada mês e receber esse valor é o que permite o cumprimento dos contratos.(Cortar efetivos, não dará mais recursos para as FAs Brasileiras, o mais fácil de acontecer é o MinEco, redirecionar esses recursos para outras áreas).

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Roberto Bozzo
1 mês atrás

Ou seja, o problema é estrutural e organizacional… Vejam que os franceses, assim como outros países melhor estruturados, fazem os investimentos e aquisições (de novos equipamentos, desenvolvimento de tecnologias, etc….) sob a batuta de uma única estrutura organizacional, ou seja, de uma Agência que tem esta função de organizar os processos… Sob a batuta da marinha francesa e, principalmente, do ministério da defesa… Aonde equipamentos e armamentos são, quando possível e necessário, padronizados, aumentando escala produtiva, dando interoperabilidade e integração, barateando custos de produção, aquisição, manutenção e treinamento…
Já aqui…

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Wellington Góes
1 mês atrás

Wellington Góes, eu li ontem sobre isso….o MinDef está criando uma agência de compras nos moldes da DGA francesa, exatamente o que vc disse.

Heli
Heli
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Pessoal aqui tem um verdadeiro fetiche em ver a MB com um NAe. Acho que esses 4 ou 5 bi de bolares seriam mais bem empregados principalmente em submarinos e depois em fragatas.
Nao temos orçamento para um grupamento aereo para um NAe, a nao ser que comprassemos Rafales ou F18 de segunda mae e bem surrados.

Rogério Loureiro Dhierio
Rogério Loureiro Dhierio
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Com 4 ou 5 Bi o que daria pra fazer pela MB que não fosse a compra do PA?

Fragatas?
Corvetas?
Dessa de Costa?
Radares OHT?
ASTROS 2020?
Defesa antiaérea?
Encorpar o grupo de FN?
Mais Subs?
Acho que existem tantas outras prioridades mais.

Alang
Alang
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Vamos fazer uma vaquinha. 😆 😆

Last edited 1 mês atrás by Alang
Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

“Não existe almoço grátis”… A questão é saber se aquilo que tu estás gastando, vale e se este “almoço” é “gostoso”… Em suma, se o preço é justo…

Bruno Ricardo
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

O que são 10, 20, 30 bilhões para um país do porte econômico do Brasil? Vocês já viram o orçamento anual do país? O problema não é dinheiro , é falta de prioridade e desorganização!

Wellington S
Wellington S
Reply to  Alexandre Galante
1 mês atrás

Daqui a 2038 a França vende o Charles de Gaule para o Brasil com os mesmo problemas do Nae São Paulo.

Heitor
Heitor
Reply to  Roberto Bozzo
1 mês atrás

Se pararmos de arrumar briga com o Macron.. ate pode colar rsrs

Matheus Parreiras
Matheus Parreiras
Reply to  Heitor
1 mês atrás

Macron que fica arrumando treta, em vez de cuidar do pais dele, fica dando pitaco no quintal dos outros.

Jadson Cabral
Jadson Cabral
Reply to  Matheus Parreiras
1 mês atrás

Ele faz o que todo presidente de uma potência faz hoje em dia. Hoje a população é engajada e se preocupa muito com questões ambientais. Se você quer ficar bem na foto com seu eleitorado, é melhor ao menos fingir que vc está preocupado tbm e atender às reivindicações do povo. Vê só o Biden, a Merkel… não tem pra onde fugir. Se o governo brasileiro se preocupasse ou pelo menos fingisse muito bem que está preocupado nós teríamos desculpa. Do jeito que tá, tá difícil.

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Roberto Bozzo
1 mês atrás

Concordo!

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Helio Eduardo
1 mês atrás

Dos franceses até o Macron sair, quero distância.

Adriano Santos
Adriano Santos
1 mês atrás

Então já sabemos quando vamos adquirir um novo PA… em 2038!

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Adriano Santos
1 mês atrás

Não ! o Charles DeGaulle é nuclear…

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

Vive la France!

Antoniokings
Antoniokings
1 mês atrás

Entrar em operação em 2038?
Não é um pouco longe demais?

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

A missão é substituir o Charles deGaulle

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Gabriel BR
1 mês atrás

Creio que até lá, poderão existir meios extremamente poderosos para combater esse tipo de navio.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

E a França os possuirá , assim como as devidas contramedidas necessárias para se defender.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Acha que esse meios extremante poderosos poderão impactar nos planos de contrução chineses de PA que vc tanto elogia?
Ou os deles não são vulneráveis?

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
1 mês atrás

Não, porque os chineses ficarão prontos muito antes de 2038.
Ademais, são os próprios chineses e também os russos que possuem as armas anti-navios mais impressionantes.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Não me respondeu. Porque a China continua a construir se ficarão vulneráveis? Estarão a navegar em 2038? Se estiverem, serão vulneráveis?
Quanto ás armas anti navios mais impressionantes, vc disse tudo. Impressionantes são. Efectivas… Achas que um Mk48 a explodir debaixo da quilha faz o quê?

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
1 mês atrás

Cono assim?
Vc não não entendeu.?
Até 2038 os NA chineses já terão prestado serviço por muitos anos.
Ou seja de 2021 o u 2022 lá se vão 17 ou 16 anos de bons préstimos.
Ademais, os chineses podem ficar tranquilos porque são eles que têm os mísseis anti-navios mais eficientes.

Mestre D'Avis
Mestre D'Avis
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Quantos NA chineses estariam prontos em 2021?
Para fazerem os 17 anos de serviço?
E durante esse tempo não sao vulneráveis?
Vc fala de mísseis quando o que toda a marinha mais teme são torpedos…

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Mas, a França já tem PA!!!!!! Seu conhecimento militar é tão pequeno assim??? Vc só sabe falar sobre propaganda e fazer proselitismo ideológico…….

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

A França tem hoje o PA que ela considera o necessário e ele é um navio no meio de sua vida útil. Os planos são para o seu substituto. Não entendo o questionamento……é um pensamento para manter sempre, ao menos 1 PA na frota. Chineses e russos possuem as armas antinavios mais impressionantes? Armas não tem que ser assustadoras e impressionantes…….tem que ser efetivas. E nisso, aa armas dos seus queridos não são as únicas. Um simples submarino diesel-elétrico lança 2 torpedos pesados que explodem sob a quilha do PA inimigo…..pronto….sem pirotecnia…sem ser impressionante….sem ser hipersônico…..sem ser propagandístico…….apenas eficiente…..

RPiletti
RPiletti
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Kings, essa é a realidade europeia… eles não tem como acompanhar China e EUA…

MMerlin
MMerlin
Reply to  RPiletti
1 mês atrás

E nem querem. O modelo de projeto da maiorias dos países da União Européia são cheios de regras e medidas referente a sustentabilidade. Não só relacionadas ao meio ambiente, mas também no lado social.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  RPiletti
1 mês atrás

É verdade.
Mas, quase 2040 é muita coisa.

Andre
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Deve entrar em operação junto com o su57

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Andre
1 mês atrás

Na medida para se bombardeado e afundado pelos russos.

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Quantos PA a França opera? Quantos a rússia opera?

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Flanker
1 mês atrás

A Rússia não precisa e nunca precisará de muitos porta-aviões.
Seus soldados podem chegar a qualquer lugar da Ásia e Europa a pé.
E esses são os dois continentes onde as coisas se resolvem.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Antoniokings
14 dias atrás

A França pertence há UE e NATO, mas só a França têm armas de dissuasão para a Rússia nem sequer pense em cruzar a fronteira, para não falar que só o pib Francês é bem maior que o Russo, imagina o da UE. Agora com a covid19, os principais países e blocos(no caso da UE) já começaram a comprar e reservar a futura vacina, junto de várias empresas e intitutos, mas como muitos países do mundo, não vão ter dinheiro suficiente para isso, criou-se na OMS uma associação de benfeitores, para doar dinheiro, para que todos os países do mundo… Read more »

Dalton
Dalton
1 mês atrás

O próximo “reabastecimento dos reatores nucleares” do “CDG” deverá ocorrer por volta de 2026, quando também se fará uma revitalização do casco e sistemas com duração de cerca de 15 meses.
.
Um último reabastecimento deverá ocorrer por volta de 2034, para garantir ao
“CDG” uma vida útil até cerca de 2041, o que pode significar que em 2038 o novo NAe francês ainda não estará devidamente certificado para operações.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Mestre Dalton, provavelmente o planejamento preveja o início de construção em 30/31 e em 38 ele inicie os testes de mar….num pequeno hiato de tempo a França teria 2 NAes a disposição.
Minha dúvida é este SCAF, seria um FCAS naval ou outro tipo ?

Dalton
Dalton
Reply to  Roberto Bozzo
1 mês atrás

Também penso assim Bozzo e quanto a “SCAF” ou “FCAS” a primeira sigla é em francês enquanto a segunda em inglês e ambas significam a mesma coisa futuro sistema de combate aéreo, composto pelo sucessor do Rafale M e aeronaves não tripuladas.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Mestre Dalton, agradeço a explicação.

Alison
1 mês atrás

Alguém pode explicar como e viável economicamente eles investirem num projeto de PA que irá produzir uma única unidade?

Dalton
Dalton
Reply to  Alison
1 mês atrás

Trata-se de um navio militar então não se visa lucro ou mesmo economia e recursos são pensados para manter tal plataforma por décadas.
.

rui mendesmendes
rui mendesmendes
Reply to  Alison
1 mês atrás

Viável???
Claro que é viável, projectas, constrois e pagas o que for, não é para dar lucro.

solipsi rai
solipsi rai
1 mês atrás

já era! a MB não tem condições de ter um ou dois PA.
o ideal seria ter bases de bombardeiros de longo alcance.
e mais submarinos nucleares.
seria mais estratégico.
com advento das armas hipersônicas, PA serão presas fáceis!

Adriano RA
Adriano RA
Reply to  solipsi rai
1 mês atrás

Concordo. Os PAs de hoje são os grandes encouraçados da II Guerra Mundial. Não tem como sobreviverem a um ataque de saturação de mísseis antinavio, ainda mais os hipersônicos. Mais valeria para os franceses investirem em bombardeiros stealth a lá B21 Raider, equipados com mísseis hipersônicos.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Adriano RA
1 mês atrás

Por isso que argumentei.
Em 2038 teremos misseis anti-navios impressionantes, drones espetaculares, inteligência artificial aos montes e daí por diante.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Continuo sem perceber o raciocinio… Porque se continuaram a contruir MBT’s deppis do aparecimento do Panzerfaust? Pela sua lógica, deveria ter parado ali em 1944. E pela sua lógica só as armas ofensivas de um numero selecto de paises se desenvolvem. Os outros ficam parados no tempo… Vou guardar os seus comentários neste post para a próxima matéria sobre um PA Chinês

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
1 mês atrás

Vc anunciar um porta-aviões para 2038 é equivalente a anunciar um novo motor a gasolina para automóveis para o mesmo ano.
Hoje, ainda se utiliza motores a combustão, mas em 2038…

É uma aposta, no mínimo, arriscada.

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
1 mês atrás

Impressionantes… espetaculares….tu tens algum problema ou trauma com o tamanho das coisas e a impressão que elas causam?! Volto a dizer….gastar os tubos para fazer toda essa pirotecnia e toda essa propaganda e papagaiada……um submarino com 2 bons e velhos torpedos pesados e tchau……sem toda a impressão e espetáculo que vc doentiamente tanto admira…..

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Flanker
1 mês atrás

Eu tentei perguntar o que ele acha que um Virginia com 2 Mk48 faz aos super PA chineses que tanto elogia mas não tive resposta…

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
1 mês atrás

O mesmo que os Type 94 fariam em um Gerald Ford.
Se o GF funcionar, é claro.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Antoniokings
14 dias atrás

Se os type 94 funcionarem bem, pois parece que em matéria de ssn´s e ssbn´s, tanto EUA, UK, França e Rússia estão bem na frente dos Chineses.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Antoniokings
14 dias atrás

Certamente os p.a que entrem ao serviço em 2038, terão tecnologia desse tempo e não actual, e se os mísseís hipersónicos anti-navio serão espectaculares, imagina o que as futuras armas com laser, embarcadas nos p.a. farão a esses hiper mísseis, e acho que o futuro p.a. Russo, virá depois de 2040, se tão cedo.

marcus
marcus
Reply to  solipsi rai
1 mês atrás

O Brasil pretende projetar poder ou força ? Vai invadir qual país?

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  marcus
1 mês atrás

O que o Brasil pretende está presente na PND, END e Livro Branco de Defesa Nacional. O Japão vai voltar a ter porta aviões e pelo que eu saiba não é para invadir ninguém, eles inclusive falam de uma diferença do porta aviões deles com porta aviões de ataque(???).

Renan
Renan
Reply to  marcus
1 mês atrás

Ter a capacidade de levar a guerra a qualquer lugar do planeta é uma grande maneira de dissuadir qualquer país.
Então cabe a nossa marinha ter NAe, Sn, navios de multiproposito, navios de desembarque anfíbio e fragatas para mandar este recado a todos.

Cabe ao exército desenvolver capacidade ICBM, e a aeronáutica cuidar do espaço aéreo, protegendo o exército.

Não importa se é hoje ou daqui 290 anos a capacidade tem que estar de prontidão.

Thom
Thom
1 mês atrás

Galante. Com essas trocas de farpas entre o governo de Brasil e França, ainda mais agora com o governo francês dificultando o acordo do Mercosul. Poderia isso tudo prejudicar os contratos atuais e futuros?

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Thom
1 mês atrás

Acho que depois do Prosub,não deveríamos dar mais nenhum outro contrato militar aos franceses,está claro que eles serão uma das nações mais hostis ao Brasil no futuro por causa da paranoia ambiental. Deveríamos desenvolver sozinhos nosso próximo porta-aviões.

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

Exatamente Allan ! Não esqueça dos LHD classe mistral russos ,que devido a subserviência do Hollande,foram proibidos de serem entregues e quase ferrou com a DCNS e sua transação comercial…

E os russos ainda saíram no lucro !

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

É uma opinião e tens o direito de tê-la… daí ser válida ou balizada na realidade…. É outra estória…

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Wellington Góes
1 mês atrás

Ao que se refere,colega?Ao meu comentário sobre a França ser hostil ao Brasil?Ora,isso já está acontecendo,só não enxerga isso aqueles que tenham acabado de voltar de Marte.

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

A França, país, não é hostil à ninguém, HOJE, apenas, seus líderes são adversários na geopolítica ideológica (Macron versus Bolsonaro), ponto. Os governos defendem, ou deveriam, defender os interesses nacionais e não os alinhamentos político-ideológicos, que muitas vezes fazem é prejudicar em pró de governantes que estão se lixando para o Brasil… (e no caso do atual governo brasileiro, por exemplo, contra nossa indústria do aço, alumínio, etanol, etc… Ou mesmo quando dos governos anteriores, em pró de países alinhados ideologicamente com a esquerda). Governos mudam, países e seus povos permanecem… Então, caro amigo, venha para o mundo real e… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Wellington Góes
1 mês atrás

Mas isso é óbvio,colega. Pela mesma lógica,os EUA não jogaram bombas atômicas sobre o Japão, foram seus líderes. A Alemanha não perseguiu os judeus,foram seus líderes. A Argentina não invadiu as Falklands,foram seus líderes. Um país é um ente inanimado,sem vida ou vontade própria,que é representado por seus líderes. Hoje China e EUA são países hostis um ao outro,não por causa que exista ódio entre ambos os povos,mas porque seus líderes estão em lados opostos do espectro geopolítico e ideológico. Portanto,não há nenhum equívico um cidadão chinês afirmar “Os EUA são um país hostil”,já que é impossível dissociar um país… Read more »

Flanker
Flanker
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

E os ingleses? São hostis ao Brasil?

rui mendesmendes
rui mendesmendes
Reply to  Allan Lemos
1 mês atrás

Tu é que vives em Marte, queres enganar quem?
Os Brasileiros todos, fazendo crer, que estão sendo atacados, logo têm que se armar até aos dentes, cresce, não estás a falar para meninos.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Thom
1 mês atrás

Poder até pode, mas acho improvável. Acho que se for um negócio lucrativo para ambas as partes, nada vai impedir de que se concretize e sou à favor disso, não exatamente em relação à desenvolvimento e produção de NAe, mas quaisquer acordos com qualquer país que nos traga ganho significativo, como no caso do PROSUB. O caso da dificuldade do acordo do MERCOSUL é diferente porque a França não sai realmente ganhando. Daí toda aquela comoção em relação ao meio ambiente, etc. Isso ganha tração por se tratar de um assunto em voga, que arrebata o público (votos) e, ao… Read more »

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Quem conhece, efetivamente, da realidade da geopolítica (comercial, diplomática e militar), e não essa patacoada dos metidos a políticos ideológicos (vale tanto para os que governaram o país, que são do espectro ideológico de esquerda, quanto o atual governo de direita), sabe que o quê move os países são os seus interesses… Se forem convergentes, pequenas desavenças são ignoradas… Se forem divergentes, aí qualquer bravata é desculpa para atitudes mais enérgicas… O bom mesmo é se manter distante de patacoadas verborrágicas (como as do atual governo).

Last edited 1 mês atrás by Wellington Góes
MATROSE
MATROSE
Reply to  Wellington Góes
1 mês atrás

Muito boa visão, Wellington. A formação e o número de frotas é sempre função da inserção geopolítica. Esta, muda a todo tempo e é preciso estar atualizado para manter a soberania.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Wellington Góes
1 mês atrás

Wellington normalmente discordamos bastante sobre N assuntos, mas nisso concordamos totalmente.

Adriano RA
Adriano RA
Reply to  Thom
1 mês atrás

Primeiro eles entregam, depois recebem, depois cortam manutenção e peças de nossos subs. Até eles terminarem de receber nós podemos ficar bastante tranquilos… rsrsrsrs.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Thom
1 mês atrás

os atuais não, os futuros ainda não existem, então não tem como prejudicar o que não existe, não existe só a França no mundo para vender armas, foi o Macron que começou a falar besteira, de que a Amazônia é a casa dele, pulmão do mundo e blá blá blá.

André Amorim Mondelo
André Amorim Mondelo
Reply to  Thom
1 mês atrás

Os franceses historicamente (em termos geopolíticos) não são confiáveis. Eles sempre tiveram uma agenda própria. Não é vantajoso para o Brasil se aliar a eles e acredito eu que seremos rivais em um futuro próximo. Essa “parceria estratégica” foi um erro, deveríamos ter feito uma parceria com pais mais confiável, igual a Suécia. Mais um grande erro da esquerda no poder aqui no Brasil. A sorte nossa foi a força aérea não ter aceitado o governo PT ter tentado enviar goela abaixo o Rafale (nada contra o caça, alias como vetor eu o prefiro ao invés do Gripen). Não teríamos… Read more »

Caio
Caio
1 mês atrás

Quem tem dinheiro para gastar com sua indústria militar, tá em outro patamar.
As FREM já são esplêndidas e estas novas FDI não ficam atrás, pelo menos em beleza, não procurei suas características, mas uma coisa acho complicado com a Europa ocidental hoje, seus projetos militares são tão sofisticados como caros e consequentemente acabam sendo adquiridos poucos; aí sair da cobertura militar do tio Sam fica difícil.

Renan
Renan
1 mês atrás

Gostaria muito que o Brasil construísse porta aviões pequeno mas que seja multi propósito, com catapulta, para 20 aeronaves de asa fixa, 10 helicópteros, 30 drones, possa levar tropas e meios de desembarque anfíbio 20 clanf.

Duas desta poderia nos dar uma enorme capacidade.

Last edited 1 mês atrás by Renan
sergio ribamar ferreira
1 mês atrás

Arma de dissuasão é o submarino.12 a 15 seria o ideal . Álvaro Alberto, se ficar pronto em 2040 será um salto. MB que precisamos : três dezenas de navios patrulhas oceânicos, 12 submarinos convencionais, navios de varredura e minagem, nossa patrulha aérea -naval e algumas corvetas (10 no máximo). Sistemas de armas projetados dentro das possibilidades. Ter um PA de 60 a 100 mil toneladas que de acordo com um conflito; um IKL de 1300 toneladas com um ou dois torpedos levará o PA e toda a sua força para o fundo. Em 1982, se Argentina tivesse bem em… Read more »

Pablo Maroka
Pablo Maroka
1 mês atrás

Minha confiança nos franceses desde a segunda guerra mundial não é muita.

Poderia sim analisar esse projeto e ver se vale a pena.

Marcelo Danton
Marcelo Danton
1 mês atrás

A frança deveria se preocupar com sua defesa interna; com a assimilaçao muçulmana ao inves de fazer marinha nitidamente “colonialista”.

Quanto voces querem apostar que esses alguns desse barcos visam a região foz do amazonas, via guiana???

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Marcelo Danton
1 mês atrás

Já disse aqui que o Brasil devia achar um jeito de continuar entupindo a França de “refugiados” principalmente aqueles que lutaram no oriente médio”.

André Amorim Mondelo
André Amorim Mondelo
Reply to  Carlos Campos
1 mês atrás

Quem sabe assim eles parariam de meter o bedelho no quintal dos outros.

Carvalho2008
Carvalho2008
1 mês atrás

Mestre Galante, se a MB deseja um Nae Classico CTOL por algo em torno de U$ 4-5 bilhões, eu prefiro muito mais entao 4 cascos verdadeiramente anfibios e multitarefas Stobar, pe de boi, que dependendo da versao configurada no momento, possa ser anfibio, LHA, Nae Stobar, etc, para nao arriscar todos os ovos numa cesta so. Capacidade aeronaval focada na defesa de frota. Pe de boi focado em servir a frota e não a ser servido por ela. Nosso Nae nao fica mais de 3 Mil km de nossa costa. Logico que poderia ir mais longe, mas sua folha de… Read more »

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

Franceses e seus prazos alongados. Acho que quem tem 01 Porta Aviões não tem nenhum, acho que com pelo menos 2 você já pode estar mais confortável nas ações longe de casa que necessitem de uma resposta imediata.

Quanto aos demais barcos acho que seguem uma tendencia. Achei interessante que no POM existe espaço para um Drone e não para um Helicoptero, mais uma tendencia que pelo jeito não tem como retroceder.

Dalton
Dalton
Reply to  Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

Não é “prazo alongado”. O “CDG” tem 20 anos de vida ainda e por hora só é possível manter um NAe, uma ala aérea mais algumas aeronaves extras para treinamento e reposição para as perdidas em acidentes ou que se encontram em manutenção. . O futuro Nae deverá substituir o “CDG” e para isso estudos iniciais estão sendo feitos agora, mas, a construção se dará apenas na próxima década. . Quanto a ter apenas um NAe, as vezes não se tem nenhum .Uns dez anos atrás o “CDG” retornou de uma missão de 4 meses e em questão de poucas… Read more »

Kemen
Kemen
1 mês atrás

Acho que é seria mais facil ter um LHD ou mesmo um P.A. tipo Cavour, com capacidade para uns 20 F-35 + helicópteros, (operando 12 F-35).__ A M.B. estaria bem servida, mantendo uma força treinada, seria o melhor que já tivemos, depois poderiamos pensar em algo maior.__ Uns 2,5 bilhões de dólares e pelo menos umas 3 Frem de escolta, bem armadas por mais uns 2,4 bilhões de dólares.

Cassius
Cassius
1 mês atrás

Até 2038, o F-39N (versão naval do Gripen) já estará operacional e sendo menor, que o Rafale, vai caber muito bem no R91. A França disse “construímos um porta-aviões pequeno!”, se referindo ao R91, então é esperar 2038 chegar!

Abner
Abner
30 dias atrás

Uma pergunta por que a marinha Brasileira não compra ou constrói navios contratorpedeiros ao invés de construir fragatas ?