Home Defesa Antiaérea MBDA lança novo sistema de defesa aérea VL MICA NG

MBDA lança novo sistema de defesa aérea VL MICA NG

2838
19

Por ocasião da exposição Euronaval-Online, a MBDA anunciou o lançamento comercial do seu novo sistema de defesa aérea VL MICA NG.

O sistema VL MICA NG é baseado na integração ao sistema VL MICA existente do míssil antiaéreo MICA NG (Nova Geração), que começou a ser desenvolvido em 2018 principalmente para equipar o avião de combate francês Rafale. A família de sistemas VL MICA – agora adotada, em suas versões naval ou terrestre, por 15 forças armadas em todo o mundo – irá, conseqüentemente, se beneficiar de um potencial aprimorado para enfrentar ameaças futuras.

Sobre o sistema VL MICA NG, o CEO da MBDA, Eric Béranger, declarou: “Após dois anos de desenvolvimento do míssil MICA de Nova Geração, adquirimos uma compreensão profunda do desempenho deste novo míssil ar-ar que nos permite, com total confiança, para comercializar sua integração nos sistemas de defesa solo-ar ou mar-ar VL MICA. A compatibilidade total entre as duas gerações de mísseis permitirá que as forças armadas os combinem com seus sistemas existentes, maximizando seu retorno sobre os investimentos.”

Graças às inovações tecnológicas que incorpora, o novo sistema VL MICA NG oferece recursos aprimorados para lidar com alvos atípicos (UAVs, aeronaves pequenas), bem como ameaças futuras, caracterizadas por assinaturas observáveis de infravermelho e radiofrequência cada vez mais baixas. Além disso, será capaz de interceptar a distâncias mais longas os alvos “convencionais” (aeronaves, helicópteros, mísseis de cruzeiro e mísseis antinavio) já endereçados pelo atual sistema VL MICA.

As dimensões da munição MICA NG permanecem inalteradas, permitindo que ela seja integrada aos lançadores VL MICA existentes. Os mecanismos de link de dados de mísseis existentes são compatíveis com o desempenho cinemático aumentado dos mísseis, permitindo que os sistemas VL MICA atuais sejam atualizados para o padrão VL MICA NG por simples atualizações de software.



Sobre o míssil MICA NG

Baseado em um design totalmente novo, o míssil MICA NG herda as dimensões externas e o conceito único que tornou o míssil antiaéreo MICA um sucesso por um quarto de século. Este conceito significa que o MICA possui um buscador de infravermelho ou de rádio freqüência no mesmo corpo comum do míssil, permitindo ao operador, no momento do disparo, selecionar a melhor opção para responder às táticas adotadas pelo adversário.

No MICA NG, um novo buscador de infravermelho baseado em um sensor de matriz fornecerá maior sensibilidade, enquanto um novo buscador de radiofrequência de varredura eletrônica (AESA) permitirá estratégias de detecção inteligentes. O menor volume de componentes eletrônicos permitirá que o MICA NG carregue uma carga maior de propelente, estendendo significativamente seu alcance, e o novo motor de foguete de pulso duplo fornecerá energia adicional ao míssil no final de seu voo, melhorando sua manobrabilidade e sua capacidade de interceptar alvos a longo alcance.

No modo superfície-ar, o MICA NG será capaz de interceptar alvos a mais de 40 km de distância. Finalmente, os custos de manutenção e propriedade serão significativamente reduzidos graças aos sensores internos que monitorarão o status da munição ao longo de seu ciclo de vida.

O míssil MICA NG estará disponível em produção em série a partir de 2026.

A MBDA é o único grupo europeu capaz de projetar e produzir mísseis e sistemas de mísseis que correspondem a toda a gama de necessidades operacionais atuais e futuras das três forças armadas (terrestre, marítima e aérea). Com uma presença significativa em cinco países europeus e dentro nos EUA, em 2018 a MBDA obteve uma receita de 3,2 bilhões de euros com uma carteira de pedidos de 17,4 bilhões de euros. A MBDA é propriedade conjunta da Airbus (37,5%), BAE Systems (37,5%) e Leonardo (25%).

FONTE: MBDA

Subscribe
Notify of
guest
19 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
TeoB
TeoB
1 mês atrás

Muito interessante… acho que se vender bem vai ser um ótimo custo benefício pra quem ja opera o mica

Jagdverband#44
Jagdverband#44
1 mês atrás

Bom mesmo são os sistemas sino-russos-norte-coreanos-iranianos.
O resto é o resto.

Marujo
Marujo
Reply to  Jagdverband#44
1 mês atrás

Comentario inocuo. Sectario.

Kemen
Kemen
Reply to  Jagdverband#44
1 mês atrás

Quais, por exemplo?

Kemen
Kemen
1 mês atrás

Desenvolvimento muito bom, utilizando o hardware de quem já possui os lançadores.__ Manter o mesmo tamanho foi fundamental para conseguir isso, foi ótimo melhorar a capacidade de detecção do um missil e o seu alcance, o MICA já era considerado meio anticuado.__ Excelente melhoria, tem uma versão IR, pode disputar mercado com o CAMM e o CAMM-ER.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Kemen
1 mês atrás

CAMM-ER aí já acho demais, além de que o CAMM é da mesma empresa.

Jef2019
Jef2019
1 mês atrás

Novos produtos surgindo neste segmento..Enquanto isso por aqui…vamos com os Bofors L70…..

Heli
Heli
Reply to  Jef2019
1 mês atrás

A MB nunca esteve no estado da arte no que se refere a sistemas mar-ar. Quando as Niterois vieram, no inicio dos anos 80, o Sea Cat já estava pra lá de obsoleto. Os Aspide melhoraram e muito essa deficiencia da MB, e os Seaceptor sao um bom sistema.

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  Heli
1 mês atrás

Acredito que a Classe M de 1940, tinha armas AA no estado da arte.

jef2019
jef2019
Reply to  Heli
1 mês atrás

Olá amigo…não só a MB, mas as FAAs brasileiras estão precárias neste segmento…com exceção a curto alcance em que temos gepards, IGLAs e RBS70, para média e elevada altitude inexiste um sistema compatível com a atualidade…na MB, as novas fragatas estarão sim bem servidas neste quesito, mas para as demais forças o problema permanece sem solução no curto prazo

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

Interessante a solução combinada “infra-vermelho e AESA”.

Quanto mais perigoso o inimigo, melhor para alguns, principalmente para aqueles que produzem armas.

Segue o jogo… sigam os negócios… que a roda da fortuna continue a girar..

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

Li o texto novamente, fiquei com duvida sobre o que falei sobre “solução combinada”… fiquei na duvida.

Bruno Vinícius Campestrini
Reply to  Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

O Mica vem em duas versões, com cabeça de busca IR ou EM, mas não há uma versão com as duas no mesmo míssil.

Marujo
Marujo
1 mês atrás

Alguma chance de equiparem as Tamandares?

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Marujo
1 mês atrás

já terão o CAMM então não precisa do MICA.

Wellington Góes
Wellington Góes
1 mês atrás

A falta que faz não termos uma ADA….

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Wellington Góes
1 mês atrás

Algo parecido poderia acontecer com o A-Darter… Mas como aqui é na base do cada um por si… A FAB cancela a industrialização… A MB opta por um concorrente britânico/europeu… O EB…. até o momento tocando algo próprio… Como acontece com o Mica e o Iris-T (míssil concorrente do A-Darter que, também, a FAB fez questão de aquirir… depois reclama que falta dinheiro para investir nos projetos nacionais… Putz!!!), Python 4 e 5 e Derby, o mesmo A-Darter das aeronaves da FAB, e também da MB, poderiam ser usados nos sistemas AAe terrestres do EB (e na defesa das bases… Read more »

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Interessante ter um radar AESA no míssil, o Brasil tá perdendo tempo em não dar prosseguimento aso A-DARTER, além de adquirir a tecnologia do Marlin da Afrc d. Sul, assim teríamos tecnologia suficiente para ter tantos mísseis de cruzeiro, antiáreo, BVR e Antinavio.

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Carlos Campos
1 mês atrás

Há quase uma década eu venho escrevendo sobre isso na blogosfera brasileira de defesa, mas…..