segunda-feira, junho 21, 2021

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NpqHo ‘Vital de Oliveira’ realiza comissão científica na Elevação do Rio Grande

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) Vital de Oliveira – H-39
Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) Vital de Oliveira – H-39

O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NpqHo) “Vital de Oliveira” concluiu, em 5 de novembro, após 14 dias de quarentena atracado e 25 dias de mar, a comissão científica que possibilitou pesquisas nas áreas de geologia, oceanografia e geofísica, em proveito da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), da Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras) e do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC) na Elevação do Rio Grande.

Foram realizadas coletas de dados em uma área de 47,2 mil quilômetros quadrados – o equivalente ao território do estado do Espírito Santo – contribuindo para a formação de 12 alunos de graduação e pós-graduação de diferentes cursos de geociências, como: Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade de Brasília e Universidade de São Paulo.

A oportunidade do embarque desses pesquisadores no navio da Marinha do Brasil com maior quantidade de equipamentos científicos a bordo (28 no total), e capaz de atender a todas as áreas de conhecimento das Ciências do Mar, representa importante marco para o desenvolvimento da ciência no País e destaca o caráter multidisciplinar e multi-institucional do Acordo de Cooperação que concebeu este moderno laboratório embarcado.

A longa permanência de 16 pesquisadores e 90 tripulantes isolados por 39 dias contínuos, a distâncias de aproximadamente 1,5 mil quilômetros da costa, representa um desafio em meio ao cenário atual imposto pela Covid-19 e denota o esforço da Diretoria de Hidrografia e Navegação para contribuir com a retomada das pesquisas científicas brasileiras em longínquas regiões da “Amazônia Azul”.

Elevado do Rio Grande
Elevado do Rio Grande

FONTE: Marinha do Brasil

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jose

parabéns! mas, se encontrarmos petróleo ou outros recursos minerais, entregamos de bandeja para o gringos. depois podemos usar a merreca arecada para diminuir a dívida pública, respeitando o  teto dos gastos. estou me antecipando e dando as justifcativas estapafúrdias que alguns comentaristas da  trilogia usam para qualquer  tópico discutido aqui. eu sei que vcs não vão publicar – é só um desabafo.

Luiz Floriano Alves

Eis uma missão que deve seraplaudida, incentivada e repetida, com regularidade. As nossas costas ainda são estudadas pelo levantamento do barco Meteor, na década de 30. Se temos riquesaz oceânicas cabe localizar e explorar, racionalmente em proveito da nação..

Elias E Vargas

Está aí uma coisa que sempre me interessou, principalmente agora que temos reconhecido direitos legais sobre essa área.
Torna-se necessário a construção de uma plataforma fixa gigante, para apoiar as pesquisas cientificas, os trabalhos trabalhos desenvolvidos naquela região e marcar presença com uma guarnição militar para apoio e vigilância da Amazônia, similar as ilhas artificiais chinesas.
Estou trabalhando em uma proposta para apresentar e ser discutida, pois o custo beneficio é obvio.l

mc1154

“entregamos de bandeja para o gringos” isso se os gringos ou os chineses já não estão instalados lá com um novo Paracel submarino. Um dia desses teremos uma grande decepção por não guardar nosso berço esplendido (Amazonia e Amazonia Azul) num mundo onde faltam recursos minerais para todo mundo e sobram para a gente.

Cássio Silva

Missão importantíssima, parabéns!

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